5 formas diferentes de apresentar a tabela periódica

Versões espiraladas, em torre e em 3D já foram criadas como alternativa à tradicional organização proposta por Dmitri Mendeleev

Tabela baseada na proposta de Mendelev (Foto: Wikicommons)

Há 150 anos, Dmitri Mendeleev apresentou à comunidade científica a lógica que conhecemos até hoje da tabela periódica: o químico russo organizou os elementos de acordo com a sua massa atômica. Dessa forma, é possível ver padrões e propriedades comuns dentro de cada grupo de elementos. A tabela de Mendeleev dava espaço para abrigar substâncias que viriam a ser descobertas, sem que a divisão perdesse o sentido — e já prevendo as propriedades de elementos até então desconhecidos.

Ainda assim, muitas outras formas de organizar os elementos químicos foram propostas ao longo dos tempos. Veja algumas delas:

Fita enrolada
Em 1976, o americano James Franklin Hyde publicou um estudo em que propunha uma forma curva para a tabela, com o silício —base de estudos de Hyde — ao centro, mostrando como ele está ligado aos demais elementos.

Ainda assim, a tabela tem início com o hidrogênio, que representa a ponta de uma espiral, na metade direita do desenho. Os diferentes grupos de cores (como escalas de azul, amarelo ou vermelho) classificam os elementos de acordo com suas relações.

A fita enrolada proposta pelo americano James Franklin Hyde (Foto: Wikicommons)
A fita enrolada proposta pelo americano James Franklin Hyde (Foto: Wikicommons)

Forma Janet
A organização proposta pelo francês Charles Janet em 1928 é a alternativa mais aceita à proposta de Mendeleev.  Janet rearranjou os elementos segundo o seu preenchimento orbital, ou seja, a probabilidade de encontrar um elétron a uma determinada distância do núcleo de um átomo.

Os blocos são lidos da direita para a esquerda (a tabela também é conhecida como “left-step”, ou passo à esquerda). Em cada linha, a soma dos números quânticos principal e secundário corresponde a um valor constante.

A tabela em blocos proposta por Charles Janet (Foto: Wikicommons)
A tabela em blocos proposta por Charles Janet (Foto: Wikicommons)

Adomah
Proposta em 2006 por Valery Tsimmerman, esta tabela em forma de torre é baseada na organização de Charles Janet e é uma das que mais se diferenciam da versão de Mendeleev. Aqui, os elementos não são divididos por sua massa atômica, mas pelos quatro números quânticos do elétron — que descrevem como ele se movimenta e se organiza dentro do átomo.

Tsimmerman chamou sua configuração de “o arranjo perfeito de elementos” e até tricotou numa blusa de lã o contorno de sua tabela.

Tabela em torre de Valery Tsimmerman (Foto: Wikicommons)
Tabela em torre de Valery Tsimmerman (Foto: Wikicommons)

A espiral
A tabela criada em 1964 por Theodor Benfey prima mais pelo design que pela funcionalidade. Trata-se de uma espiral que inicia, em seu centro, com o hidrogênio. Os elementos surgem na sequência em ordem de número atômico, passando por metais, lantanídeos e actinídeos. Na ponta, há espaço para os ainda não conhecidos superactinídeos.

Espiral de Theodor Benfey (Foto: Wikicommons)
Espiral de Theodor Benfey (Foto: Wikicommons)

Flor 3D
A versão em três dimensões do canadense Paul-Antoine Giguère deixa de lado o hidrogênio e o hélio e divide a tabela em quatro seções. A primeira, na cor verde-azulada, contém os metais alcalinos de um lado e os metais alcalinos terrestres do outro. As demais partes (ou pétalas dessa flor) dividem os elementos de acordo com suas qualidades.

A flor 3D de Giguère (Foto: Wikicommons)
A flor 3D de Giguère (Foto: Wikicommons)

Abaixo, uma versão em vídeo:

Fonte Revista Galileu 

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