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Dez primeiros projetos da Embrapii são assinados no IPT

Foram assinados os dez primeiros contratos de projetos aprovados na fase piloto da Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), em cerimônia realizada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo.

São seis projetos em nanotecnologia, dois em biotecnologia, um em micromanufatura e um em novos materiais, somando investimentos de R$ 23,4 milhões.

Foram contemplados projetos das seguintes empresas:

Angelus, que desenvolve soluções em produtos odontológicos;
Elekeiroz, produtora de intermediários químicos de uso industrial;
Iharabras Indústrias, que tem uma linha de produtos para culturas agrícolas e também para o controle de pragas domésticas, como fungicidas e herbicidas;
Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec), braço tecnológico da associação brasileira do setor;
InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa;
Natura, que atua no mercado de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal;
TheraSkin, uma indústria farmacêutica.
Seis outros projetos estão prestes a serem assinados ou em fase final de negociação, no valor de R$ 17 milhões, e as assinaturas de acordos para novos projetos serão aceitas até o dia 8 de dezembro de 2013.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, ações como a Embrapii são exemplos de iniciativas para estimular o setor privado e aumentar sua confiança para a execução de projetos de inovação: “Estou feliz que as empresas confiaram nesta proposta, e este deve ser um dos exemplos dentro do conjunto de ações de investimento em P&D para melhorar a situação brasileira em inovação e competitividade.”

Como funciona a Embrapii

O financiamento da Embrapii destina-se a projetos inovadores de áreas específicas de atuação dos três parceiros do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que operacionalizam a iniciativa: o IPT, que atua em projetos de biotecnologia, nanotecnologia, microtecnologia e novos materiais metálicos, poliméricos e cerâmicos, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), do Rio de Janeiro, que desenvolve projetos nas áreas de energia e saúde, e o SENAI-Cimatec, da Bahia, atuando em automação e manufatura.

Do valor total do projeto, um terço vem da Embrapii, com base em repasse de recursos pela FINEP, um terço é de responsabilidade das empresas, e o terço final é aportado pelo parceiro.

Existe ainda a possibilidade de interação com outros modelos de apoio à inovação, como a Lei de Informática e a Lei do Bem, também criadas pelo Governo Federal para apoiar a inovação.

Os projetos são avaliados sob três aspectos: potencial de geração de inovação, risco tecnológico e potencial de geração de valor.

Paulo Mól Jr, diretor de inovação da CNI e coordenador do projeto executivo da Embrapii, enfatizou o investimento no chamado intervalo pré-competitivo da empresa nacional, onde se encaixa a inovação.

“Foram necessários diversos ajustes para que chegássemos a um projeto de financiamento ágil para inovar, que veio a ser a Embrapii. Três instituições de pesquisa foram selecionadas para a fase piloto, com base em critérios de competência técnica e visibilidade junto às empresas. O projeto altera a cultura de todos os envolvidos: governos, instituições de pesquisa e empresas”, afirmou ele.

A grande crítica ao desenho da Embrapii, e de resto, de quase todo o esforço de inovação realizado pelo atual governo, é que o modelo baseia-se fundamentalmente no repasse de dinheiro público – os chamados “empréstimos não-reembolsáveis” – para que o setor privado faça a parte que seria típica dele.

Autor: IPT

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