Diversas tecnologias são expostas em seminário de tratamento de esgoto sanitário

Em parceria com a Abes-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental/Seção São Paulo), a Aesabesp (Associação dos Engenheiros da Sabesp), o Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), a Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria em Saneamento) e o Sindesam (Sindicato Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico, o Instituto de Engenharia realizou, no dia 20 de agosto, o quarto seminário – “Tratamento de esgoto sanitário” – como parte do evento “Ano internacional do saneamento e a macrometrópole paulista”. 

O presidente da mesa, Marcelo Morgado (Sabesp), abriu o evento e apresentou os palestrantes. O primeiro a fazer a sua exposição foi Eduardo Pacheco Jordão (Universidade Federal do Rio de Janeiro), com o tema “Tecnologias de tratamento de esgoto sanitário no Brasil: situação atual e tendências futuras”. 

Ele afirmou que apenas 25% do esgoto no Brasil são tratados, principalmente por causa do planejamento inadequado e poucas ligações do sistema de esgoto à estação de tratamento. 

De acordo com o Jordão, o projeto de uma ETE – Estação de tratamento de esgoto – deve obedecer exigências legais, tecnológicas e econômicas, além de levar em consideração os anseios da 
comunidade. 

Destacou a tecnologia do UASB, do MBBR (Moving Bed Biofilm Reactor), mostrou experimentos com MBBR e com MBBR com desnitrificação na CEFET/UFRJ (Centro Experimental de Tratamento de Esgoto).
Pedro Alem Sobrinho (USP) foi o segundo palestrante e discorreu sobre a “revisão da NBR 12.209/90 – projeto de estação de tratamento de esgoto sanitário”. Mostrou que a norma precisa dessa revisão por causa da limitação de abrangência, novas tecnologias de tratamento, como reatores UASB e as pesquisas do PROSAB. 

Outros pontos destacados para revisão foram: projeto hidráulico-sanitário, remoção de sólidos grosseiros, decantação primária, tratados biológicos aeróbios, MBBR, membranas, remoção de nitrogênio, remoção de fósforo, tratamento da fase sólida, desaguamento do lodo. 

Já, com o tema “disposição oceânica de efluentes através de emissários submarinos”, o Jayme Pinto Ortiz (USP) fez uma comparação dos tratamentos de lodos ativados batelada e disposição oceânica.
Segundo ele, no Brasil, há doze emissários, sendo oito localizados no Estado de São Paulo – sete da Sabesp e um da Petrobras. 

Para implementar esse sistema, deve-se observar avaliação dos custos, sistematização de projetos, modelagem computacional e física e subsídio aos órgãos ambientais.
Comparou custos da ETE-LAB (Estação de Tratamento de Esgoto – Lodo Ativado Batelada) e emissários, além das características de projeto dos emissários do litoral paulista. 

Wanderley Paganini (Sabesp) falou da “conformidade de estações de tratamento de esgoto”. Enfatizou que educação ambiental é um dos mais potentes instrumentos para a promoção da saúde pública. Em sua explanação, alertou para as diversas leis existentes. 

“A Era da conformidade se inicia na mudança de postura da sociedade”, alertou. O saneamento é um ciclo, um processo, e não um ato”, completou. 

Após a exposição, o presidente da mesa abriu espaço para o debate, com espaço para perguntas da platéia.

Autor: Fernanda Nagatomi