Porto do Açu mira descarbonização do setor marítimo, ofertas de minério de ferro e fertilizantes processados com H2V

Por Eduardo Ferreira Kantz, Diretor do Porto de Açu (RJ)

Um dos principais hubs de hidrogênio do Brasil, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, tem projetos estratégicos direcionados à maximização do insumo junto às cadeias – nacionais e internacionais – que necessitam trabalhar seus processos de descabornização ou suas transições energéticas de baixo carbono.

Uma dessas cadeias está nos chamados corredores verdes entre portos. “Nosso objetivo com a consolidação dos corredores verdes é não apenas atender a demanda de combustíveis marítimos de baixo carbono entre portos, mas também exportar minério de ferro beneficiado a partir do hidrogênio verde”, diz Eduardo Ferreira Kantz, Diretor do Porto de Açu (RJ).

Em entrevista ao Instituto de Engenharia, Kantz destaca a possibilidade de aplicação do H2V na produção de amônia verde voltada a fertilizantes direcionadas ao setor agrícola brasileiro.

Outros pontos destacados pelo executivo para a construção do mercado brasileiro de hidrogênio verde passam pela necessidade de construção de um marco legal ao setor, estímulo à demanda e uma tributação diferenciada.

Confira abaixo os principais destaques da entrevista:

O PORTFÓLIO DE AÇÕES COM FOCO NA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA CONCENTRA-SE EM: ETANOL, BIODIESEL, BIOGÁS, BIOMETANO, EÓLICA E SOLAR, GÁS NATURAL, ELÉTRICOS, DIESEL VERDE E HIDROGÊNIO. EM MEIO A TANTAS OPÇÕES, COMO O PORTO DO AÇU DEFINE SUAS ESTRATÉGIAS?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Sobre esta multiplicidade de alternativas de energias renováveis e novas energias, o Brasil tem uma característica única em sua matriz energética – e elétrica, principalmente -, tanto que, no ano passado fechou com mais de 90% de sua matriz baseada em fontes renováveis. O que o Brasil já tem hoje é o que muitos países querem alcançar em 2030, 2040 quiçá 2050.

O nosso desafio do ponto de vista de redução de emissões de gases do efeito estufa é muito distinto da maioria dos demais países. O desafio do Brasil, neste aspecto, e isso é muito importante, está associado à redução do desmatamento, questões associadas a agropecuária, redução de metano e na maioria dos planos de NETZero, de redução de emissões.

Os diversos países estão ancorados em cima de uma mudança da matriz energética e isso traz ao Brasil uma oportunidade muito grande, porque foi bem colocado, o Brasil tem um leque de alternativas, muitas delas já implementadas, outras em construção. O biodiesel já é uma realidade, por exemplo, a eólica, a solar, nossa matriz hidrelétrica – é historicamente eficiente -, ou seja, essa diversidade de fontes de energias renováveis nos traz uma opção capaz de sermos protagonistas da transição energética.

E O PORTO DO AÇU EM MEIO A TUDO ISSO?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Nossa percepção parte de uma visão de como podemos ser uma infraestrutura essencial e um modelo que conecta diferentes setores da economia em um único território. Nós podemos nos beneficiar dessa sinergia para contribuir e ajudar setores que precisam fazer essa transição energética, de uma maneira mais longa (em longo prazo), que são os setores de difícil descarbonização. No caso, o hidrogênio é um dos elementos que entra nessa equação.

NO MOMENTO DESTA ENTREVISTA, O GOVERNO FEDERAL ANUNCIA O PROJETO ‘COMBUSTÍVEIS DO FUTURO’, E, NELE, AS MENÇÕES AO HIDROGÊNIO, OU SÃO POUCAS E QUANDO HÁ, NEGATIVAS.

EDUARDO FERREIRA KANTZ – O desafio, não apenas do Brasil, mas do mundo – nessa agenda do hidrogênio – é uma corrida de redução de custos. Novamente, o importante é que temos hoje uma oportunidade a qual está condicionada – dentro de uma matriz majoritariamente elétrica e acima de 90% renovável – a inserção do hidrogênio e essa inserção a esse contexto se prende muito pela necessidade de redução de custos.

O custo da energia representa grande parte do custo dos investimentos destinados à produção do hidrogênio. O ponto mais relevante a ser colocado hoje é que o Brasil tem uma grande oportunidade com a agenda do hidrogênio, está muito bem posicionado, tem vantagens competitivas enormes em função de suas características geográficas e tudo o que temos.

Me preocupa apenas uma questão: que o potencial que temos se converta em realidade. Temos um certo aspecto de urgência a iniciativas que de fato possam liderar e preencher esse gap. Se temos todas as características básicas e essenciais (e naturais) para liderar esse mercado global de hidrogênio, passa-se a mensagem de que você não precisa fazer nada, que talvez a estruturação interna do mercado de hidrogênio vá acontecer naturalmente e essa é uma mensagem equivocada diante e mediante a tudo o que a gente precisa avançar, ainda.

EM QUE SE PRECISA AVANÇAR?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Precisamos avançar na questão de um marco legal para que possamos ancorar investimentos do setor privado, em especial e apenas para enumerar um dos desafios que temos no caminho. É importante que possamos avançar em um marco legal de hidrogênio no Brasil.

Vou dar um exemplo: assim como precisamos de um marco legal para as eólicas offshore, que também tem um papel importante na disponibilidade de energia renovável em larga escala – requerida para a produção de hidrogênio – e esse seria o pontapé inicial.

É importante que esse marco legal avance. Já temos coisas muitos importantes acontecendo, como o Plano Nacional do Hidrogênio, recentemente lançado e que evoca um plano trienal e se configura como um dos marcos importantes, mas um marco legal é fundamental.

É importante entender que na questão do hidrogênio nós não competimos hoje entre nós mesmos. O Porto do Açu não compete com o Porto do Pecém e o projeto nacional de hidrogênio, seja a localidade em que estiver inserido, compete com o mundo. É uma competição por capital e o capital vai atrás daquele local que representa e apresenta condições seguras de investimento, de um ambiente de negócios atrativo, financiamento adequado. Esse é outro aspecto importante. Isso ajuda a entender um pouco o panorama que devemos trilhar.

O GOVERNO DOS EUA E OS DA EUROPA OPERAM PESADAMENTE COM BASE EM SUBSÍDIOS NAS ESTRUTURAÇÕES DE SEUS PROJETOS DE HIDROGÊNIO. SUBSÍDIO CABE NO BRASIL?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Para a realidade brasileira, subsídio é encarado sempre como uma palavra demonizada. Os Estados Unidos saíram na frente do mercado de hidrogênio com planos e projetos pautados por subsídios fortíssimos. No caso norte-americano, eles são e foram muito objetivos na criação dessa estratégia do hidrogênio.

Os Estados Unidos querem, em uma década, que um quilo de hidrogênio custe US$ 1. Qualquer um consegue explicar essa estratégia. Ou seja, uma estratégia clara, aliada a um marco legal, segurança jurídica, clareza ao investidor, às empresas, ao setor privado e incentivos à produção. Sem dúvida que o Brasil não está em condições de conceder subsídios tais quais os Estados Unidos, mas precisamos encontrar mecanismos em que se incentive a inserção do hidrogênio no nosso ambiente.

ESTÁ EM CURSO UMA REFORMA TRIBUTÁRIA QUE PREMIA UM IMPOSTO SELETIVO. O HIDROGÊNIO PODERIA TER NISSO UM ‘SUBSÍDIO”?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Sem dúvida que, no ambiente que estamos tendo, de construção dessa reforma tributária, ter no hidrogênio uma condição diferenciada em termos de tributação, ou a utilização de mecanismos já previstos em setores como energia elétrica, óleo e gás, minerais de projetos de P&D, que possam ser direcionados à produção de hidrogênio, seria uma maneira de incentivar esse mercado.

Eu acho também que é preciso trabalhar a perspectiva da demanda. A questão do hidrogênio fica muito centrada na oferta, na produção e quanto vamos disponibilizar de hidrogênio em abundância no mercado. Precisamos, isto sim, trabalhar e incentivar o lado da demanda. Quem vai consumir esse hidrogênio e porque esse setor teria um incentivo em fazer essa migração. Essas, na minha visão, são ações que precisam ser feitas no Brasil.

VOCÊ DESTACA A QUESTÃO FINANCIAMENTO. QUAL O PAPEL DO BNDES E BNB QUE ESTÃO BASTANTE ATIVOS NA QUESTÃO HIDROGÊNIO E COMO ISSO PODE APOIAR A DEMANDA.

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Precisamos olhar para determinados setores em que o incentivo à conversão de suas matrizes baseadas em combustíveis fósseis para o hidrogênio valha a pena e tenha peso ao contexto. Essa conversão, essa decisão, ela precisa ser premiada. Acreditamos muito na utilização do hidrogênio como vetor de descarbonização de setores da economia e da indústria no Brasil. A questão da exportação do hidrogênio pode ser um incremento a esse papel principal que o hidrogênio teria na industrialização do Brasil, uma industrialização pautada pelo baixo carbono.

QUAIS SERIAM ENTÃO ESSES SETORES FOCO?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Vou dar um exemplo. O Brasil hoje é um país exportador de alimentos, mas que importa mais de 90% dos fertilizantes nitrogenados que consome para sua produção agrícola. A condução de fertilizantes de baixo carbono a partir do hidrogênio me parece uma política correta no sentido de incentivo. Agora precisa ter um incentivo para que aquele que consome o fertilizante na ponta, onde está a demanda, de fato tenha, nessa primeira largada, incentivo. Feito isso, viabiliza-se a produção de amônia e mais importante, amônia verde, que redundará em fertilizante verde. Essa deveria ser a nossa produção, calcada exatamente a partir do hidrogênio, e mais, para atender ao mercado brasileiro. Esse é um exemplo claro de como a gente acaba perdendo mais uma oportunidade, tendo um mercado interno bastante redundante e ativo no Brasil.

AO MESMO TEMPO MINIMIZANDO A DEPENDÊNCIA EXTERNA DO INSUMO?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – A questão do fertilizante é estratégica. Todos vimos o que aconteceu com a guerra na Ucrânia e a ruptura de cadeias globais. Estar alicerçado em 90% de importação de um insumo essencial para sua indústria é sensível. O Plano Nacional de Fertilizantes vai na direção de incentivar a construção de plantas de amônia verde para atender ao mercado brasileiro, mas é importante que isso se reflita, também, em uma tributação diferenciada. Você não pode tributar um produto que já na largada será mais caro, ou tributá-lo como se tributa um combustível fóssil. Desse jeito não vai funcionar.

HÁ EXEMPLOS DE PRODUTOS BRASILEIROS QUE HISTORICAMENTE ERAM MAIS CAROS AQUI QUE NO EXTERIOR, COMO A SOJA. O POTENCIAL GERADOR, PRODUTOR, DE DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO DO HIDROGÊNIO PODEM SEGUIR O MESMO CAMINHO?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Eu acredito que o Brasil tenha condições de chegar a preços de hidrogênio muito competitivos sim. Temos um patamar de competitividade (global) de hidrogênio muito bom. Como eu disse: os EUA querem atingir 1k/US$ 1 em uma década. O Brasil tem condições de chegar a isso? Tem, mas temos um caminho a percorrer, seja na estruturação dos pontos já citados, seja na redução de custos para quem entra nesse mercado. Quem entra (nesse mercado) deveria ter um prêmio, por estar tomando o risco de entrar e apostar numa matriz verde. A questão da tributação é fundamental e no âmbito da reforma tributária, na linha em que está indo, deve-se ter essa sensibilidade – para iniciativas que privilegiem e prestigiem políticas de baixo carbono.

E precisamos pensar menos na produção e mais na demanda. Vou produzir hidrogênio para o consumo de quem? Esse consumo, em minha visão, é que precisa ter o mesmo tipo de dedicação para que essa equação se feche. A ideia de que eu vou produzir hidrogênio e aqui temos outra perspectiva. Vou produzir hidrogênio no Brasil para exportação e por questões físicas – e a engenharia poderá ajudar bastante – eu preciso transformar esse hidrogênio em uma amônia, por exemplo, e, em todo esse processo, perde-se energia e coloca-se em um navio. A perspectiva apenas da exportação abre o risco, digamos de uma pesada competição internacional. Vai se enfrentar uma Austrália, Estados Unidos, China, que já estão caminhando para preços bem competitivos e, portanto, essa é a perspectiva internacional – de forte concorrência.

ALÉM DE FERTILIZANTES, AÇO VERDE SERIA UM CAMINHO PARA O CONTEXTO DA DEMANDA? O SETOR AUTOMOTIVO TAMBÉM FALA EM ÔNIBUS, CAMINHÕES A HIDROGÊNIO.

EDUARDO FERREIRA KANTZ – O Porto do Açu se credencia a abastecer os setores de fertilizantes, aço de baixo carbono e transportes. Aqui, eu destacaria o transporte marítimo. Lembre-se que 90% de toda a movimentação de cargas no mundo corre em cima de navios, mas o setor marítimo, sozinho, responde por 8% das emissões de gases do efeito estufa. É um setor de difícil descarbonização, tanto que o combustível marítimo, falando em termos de amônia, etanol, como substitutos dos combustíveis fósseis, é um mercado muito promissor.

Temos rotas importantes de navegação abastecidas com combustíveis fósseis que permitiriam imaginar pontos de abastecimento, tal qual é feito nos transportes terrestres, para o transporte marítimo, naquilo que está se denominando como corredores verdes. Esses corredores são exatamente ligações entre portos em que há a disponibilidade de combustíveis marítimos de baixo carbono.

PECÉM DESTACA O CORREDOR VERDE COM ROTERDÃ. ESSE É UM EXEMPLO DO QUE MENCIONOU?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Sim, esse é um exemplo. No caso do Porto do Açu temos rotas muito semelhantes à de Pecém-Roterdã, mas com a Ásia. O Porto do Açu tem um papel relevante na exportação de petróleo cru – 40% do petróleo brasileiro exportado ao exterior sai pelo Porto do Açu -, e tem como destino majoritário o mercado asiático. Isso também é válido para o minério de ferro, onde temos um volume significativamente grande com destino à Ásia. Essa rota – mercado asiático – e também a descarbonização dos setores de óleo e gás – uma indústria que está fazendo sua transição energética de uma maneira robusta -, é outro setor que será no Açu um ponto importante de demanda e de transporte marítimo via corredores verdes.

ÁSIA É MERCADO, MAS A CHINA É UM DOS PAÍSES QUE MAIS PRECISA DO CONTEXTO DA DESCARBONIZAÇÃO. ELA É FOCO NO CASO DO HIDROGÊNIO?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Nosso objetivo com a consolidação dos corredores verdes é não apenas atender a demanda de combustíveis marítimos de baixo carbono entre portos, mas também não queremos ser meros exportadores de amônia ou combustível de baixo carbono, que seja, mas é possível exportar minério de ferro beneficiado a partir do hidrogênio. Esse tipo de produto, de maior valor agregado e beneficiado com hidrogênio é que vai encontrar no mercado asiático e demais mercados globais uma demanda potencial associada às necessidades (desses mercados) em trabalhar seus processos de descarbonização e metas de redução de emissões – notadamente na siderurgia.

O SETOR AUTOMOTIVO TAMBÉM TRABALHA NA QUESTÃO DE PRODUZIR BENS DE MAIOR VALOR AGREGADO, TAL QUAL DESTACADO POR VOCÊ.

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Isso é uma realidade e concorre positivamente a todo o contexto que estamos falando. Se valer de nossa energia renovável abundante, a preço competitivo, para gerar valor agregado a commodities diversas que produzimos e exportamos é um caminho muito positivo. Há como se agregar valor a essas commodities e atingir melhores preços e mais mercados lá fora, como também desenvolver o mercado local de novos consumidores de hidrogênio verde.

EM QUE STATUS ESTÁ O PORTO DO AÇÚ HOJE?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Estamos localizados no Rio de Janeiro, temos hoje um papel relevante no mercado de petróleo: 40% das exportações passam por aqui. Somos um importante hub de gás natural: geramos energia equivalente ao consumo residencial de 14 milhões de consumidores (3 MW partindo do gás natural). Também temos um papel muito relevante no segmento de minério de ferro. No contexto da transição energética e a partir dessa infraestrutura já existente notamos uma grande oportunidade de agregar maior valor aos insumos já citados. O hidrogênio desempenha um papel essencial nessa trajetória na medida em que permite fazer esse papel catalizador desses insumos, gerando industrialização no Brasil e maior valor agregado das exportações que temos.

A FONTE DE ABASTECIMENTO AO HIDROGÊNIO VERDE VIRIA DA EÓLICA OFFSHORE?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Temos uma planta solar – em nossa retroárea dedicada à produção de hidrogênio -, e, principalmente a eólica offshore. O Porto do Açu está localizado em uma das três maiores áreas de ventos offshore do Brasil e a eólica offshore é um casamento bastante simbiótico entre eólica e porto. Uma boa parte do custo de investimento de um projeto de eólica offshore deriva ou está diretamente ligado à sua capacidade portuária, de fazer uma logística muito eficiente, tanto na implantação quanto na operação. Essa infraestrutura já existente no Açu e que atende de forma eficiente ao setor de óleo e gás vai ser decisiva para que a eólica se insira de forma satisfatória.

CONSIDERAÇÕES FINAIS. O QUE PRECISA PARA ORDENAR O MERCADO?

EDUARDO FERREIRA KANTZ – Avanço do marco legal, estímulo à demanda, tributação diferenciada, agilidade, não apenas ao contexto do marco legal, mas da estratégia. O Brasil precisa ser bastante assertivo, tal qual os Estados Unidos, de onde ele quer chegar no âmbito e no contexto do hidrogênio verde, principalmente focado em sua indústria.

QUEM É EDUARDO FERREIRA KANTZ

Atual Diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Prumo, Eduardo Kantz foi Diretor de Sustentabilidade da Porto do Açu, afiliada do Grupo. Com mais de 15 anos de atuação nos setores de energia, óleo e gás e infraestrutura, Kantz trabalhou por 7 anos na Eneva, ocupando posições de liderança nas áreas jurídica, regulatória e de sustentabilidade. Anteriormente, atuou no Grupo Michelin e em escritório de advocacia. É professor-convidado dos cursos de pós-graduação da FGV e do Centro de Estudos Jurídicos da Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro. Ocupa a posição de Chairperson do Comitê de Sustentabilidade da Câmara Americana de Comércio. Graduado em Direito pela PUC-Rio, possui pós-graduação em Direito Ambiental pela PUC-Rio e em Direito Empresarial pela FGV.

*Entrevista realizada por Fernando Bortolin