Engenharia em Foco – 200 Anos de Independência

Evento cria ponte entre as boas práticas do passado, as inovações do presente e os desafios para o futuro

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Mostrar as melhores prática da engenharia em diversos setores e aproveitar o conhecimento do passado na missão de buscar a engenhosidade para os desafios contemporâneos. Assim o presidente do Instituto de Engenharia, eng. Paulo Ferreira, definiu o evento Engenharia em Foco – 200 anos de Independência, organizado pelo Instituto de Engenharia e mais 10 Entidades, no último dia 5 de setembro. 

O evento, além de reunir especialistas, que explanaram suas ideias e conceitos, foram concedidas premiações a trabalhos inéditos de jovens engenheiros e engenheiras de escolas de Engenharia. 

Painéis com fatos que narram a história do País, pelo ponto de vista da Engenharia em sua totalidade, também fizeram parte do encontro, que aconteceu no Teatro Sesi. 

Paulo Ferreira ressaltou o fato de as entidades se unirem em uma data tão icônica. “Afinal, passamos por uma pandemia global e vivemos mudanças climáticas que nos deixam apreensivos e nos desafiam a buscar uma imagem visionária e inovadora para novas tendências das futuras gerações.” 

Durante todo o dia, os participantes puderam acompanhar a apresentação de trabalhos acadêmicos inéditos e ouvir debates sobre ideias e conceitos de grandes especialistas nos mais variados segmentos da Engenharia, bem como participar de painéis com fatos que reforçam a importância e evolução da Engenharia no desenvolvimento do país.   

O professor Dr. José Carlos de Souza, Reitor IMT, no painel sobre a Apresentação de Ideias e Inovação da Engenharia, lembrou que muitos dos presentes são fruto da educação do passado e foram educados para resolver problemas complicados, onde o conhecimento técnico era mais importante e os detalhes essenciais para a resolução destes.  

Segundo ele, hoje o mundo não tem só problemas complicados, mas também complexos. “São coisas muito diferentes. O complexo exige que você tenha mais de um tipo de conhecimento e consiga criar ligações. São engenheiros que não podem ficar presos só na sua área de atuação, mas que precisam falar com outras engenharias, que consigam falar com a área de humanas, a jurídica. Do contrário teremos aquele engenheiro do problema complicado, não dos complexos.” 

A coordenadora Agro Digital da EMBRAPA, Silvia Massruhá, moderou a Arena do Futuro: Próximos passos Inovação para a Sociedade, ressaltando o potencial do País para ampliar o fornecimento de alimentos. “É importante pensar na agricultura sustentável (…) isso exige das nossas áreas de engenharia, um olhar atento sobre como contribuir para trazer novas tecnologias para toda a cadeia de valor do Agro.” Ela solicitou que cada participante do painel, falasse sobre como sua Entidade vem trabalhando o desenvolvimento sustentável e como as empresas estão atendendo as 17 normas da ONU.  

Na Arena Passado o mediador Felipe Geribello, coordenador do grupo Amazônia, do Instituto de Engenharia, contou um pouco da ligação de sua família com a história da engenharia no Brasil, e pediu a cada representante das entidades que contassem como cada instituição ajudou a construir o Brasil.  

O professor, doutor Carlos Nobre, falou sobre a Amazônia 4.0, ressaltando a importância das variações climáticas para a região e seus povos. Para ele é momento de buscar soluções e para tanto, os engenheiros são fundamentais, principalmente para transformar o Brasil em uma liderança entre os países tropicais na busca do desenvolvimento da bioeconomia. 

Ao final houve uma consolidação dos temas debatidos ao longo do dia. 

As entidades realizadoras foram: Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR); Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo); Associação Comercial de São Paulo (ACSP); Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); Camargo Corrêa Infra (CCInfra), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), Instituto de Engenharia, ); Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre); Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco); e Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp).