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Rock in Rio: Cidade do Rock está quase pronta para receber 700 mil

Há uma década como diretor de engenharia do Rock in Rio, Walter Ribeiro tem uma missão que vai além da logística necessária para receber 700 mil pessoas nos sete dias do evento, que começa no próximo dia 23. É ele o responsável por colocar em prática as ideias de uma equipe permanente de engenheiros, designers, arquitetos e produtores para proporcionar o que considera ser uma experiência para os cinco sentidos. “A gente só se diverte e se emociona de verdade dessa forma”, afirma Walter enquanto homens trabalham nos retoques finais da montagem do palco de 25 metros de altura por 85 de largura localizado no complexo de 2,5 quilômetros quadrados montado às margens da Lagoa de Jacarépaguá, na ZOna Oeste do Rio.

A Cidade do Rock é repleta de números impressionantes. Para deixar a estrutura pronta, a equipe de Walter começou a mexer no terreno no dia 9 de novembro de 2010. Além de aterrar 400 mil metros cúbicos da área alagadiça próxima à lagoa, os engenheiros fizeram um tratamento inovador, essencial para tornar a argila que compõe o solo da região segura o suficiente para suportar as estimadas 600 toneladas de equipamentos e pessoas durante o evento.

Antes de revestir o solo com piso de concreto e grama sintética, os trabalhadores cravaram 16 mil estacas e abriram 40 quilômetros de dutos subterrâneos para dar passagem a 100 quilômetros de cabos de energia, imagem e som. Também foi instalado um sistema de 2,5 quilômetros de água e esgoto. Desta vez, ao contrário do que ocorreu em 2001, os banheiros não serão químicos, e o revestimento e drenagem do solo, mesmo que caia chuva, vai evitar a formação de poças e barro. De acordo com Walter, o público não terá que caminhar mais de 60 metros dentro da Cidade do Rock para encontrar um banheiro e um bar.

O Rock in Rio também ganhou em tamanho, em comparação ao evento de 2001. Este ano, entre uma extremidade e outra da Cidade do Rock, haverá um quilômetro, contra apenas 500 metros da última vez em que o evento foi realizado na capital fluminense.

Mas não é com números que o festival promete impressionar. A arquitetura da Cidade Rock, em forma de guitarra, foi toda planejada para se adaptar à paisagem, entre a margem da lagoa e as montanhas. Até mesmo as torres que servem para segurar as caixas de retorno de som são projetadas com cuidado estético. Walter explica que as estruturas formam esculturas de peixes saltando da plateia e se propagando como se fossem ondas de som saindo do palco principal. As chapas metálicas côncavas e convexas que revestem o palco são espelhadas para representar a interação do artista com o público.

Além da música, haverá diversão. No centro da cidade, será montada uma roda gigante. Em uma das extremidades, próxima ao palco Sunset, ficará a montanha-russa. Também haverá um brinquedo de queda-livre. Mas a grande novidade do parque, que será vistoriado até o dia 14, é a Tirolesa. As pessoas vão poder “sobrevoar” a plateia penduradas em um cabo que pende de uma torre de 25 metros em uma das laterais do palco até uma torre menor, na outra extremidade.

Os últimos detalhes do braço da guitarra que forma a Cidade do Rock também estão quase prontos. Lá ficará a Rock Street, que, com cenário remetendo ao ambiente de Nova Orleans, berço do blues, receberá artistas e apresentações de blues e jazz. Na ponta do braço, ficará a pista de música eletrônica, que terá apresentações de DJs durante toda a realização do evento.

A ideia de Walter é deixar tudo pronto até o dia 12, totalizando onze meses e três dias de obras. Para atingir a meta, na última semana de obras a Cidade do Rock terá até 600 operários trabalhando ao mesmo tempo. O engenheiro explica que até 95% das 300 toneladas de material serão reaproveitadas. “A maioria das peças que utilizamos são modeladas. Nossa ideia é que nada seja jogado fora”, afirma.

Segundo ele, a satisfação vem ao perceber que a Cidade do Rock se insere perfeitamente na paisagem, sendo bonita durante o dia e mais bela ainda à noite, quando as luzes do palco se acendem. “Esse é o supra sumo de todos os festivais Rock in Rio. Cada evento, nesses 25 anos, foi construído um em cima do anterior para que o próximo sempre seja melhor”.

Autor: O Dia OnLine

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