Início Notícias Meio Ambiente Estudo identifica efeitos da poluição no Parque do Ibirapuera, em São Paulo

Estudo identifica efeitos da poluição no Parque do Ibirapuera, em São Paulo

Um levantamento realizado no Parque Ibirapuera, localizado na região central da cidade de São Paulo, identificou a presença de 51 famílias e 336 espécies diferentes de árvores.

O estudo, da engenheira agrônoma agrônoma, Tiana Carla Lopes Moreira, do Programa de Pós Graduação em Recursos Florestais, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, USP/ESALQ, avaliou a interação da floresta urbana com a poluição atmosférica.

Entre fevereiro e março de 2009 foram coletadas folhas de paineiras, jacarandá mimoso e ipê roxo. “As espécies encontradas no Ibirapuera permitem a compreensão do comportamento delas no contexto urbano com forte influência da poluição atmosférica”, explicou a pesquisadora.

Os elementos presentes nas árvores foram determinados por meio da técnica de fluorescência de raio X. Foram identificados os elementos provenientes das emissões veiculares, para que se fizesse uma relação com a interação dessas substâncias com a vegetação. “Buscamos verificar se existiam diferenças na retenção de poluentes de espécies arbóreas comuns na cidade de São Paulo e se é possível utilizar folhas de árvores para o bioacumuladores de poluentes atmosférico”, afirmou.

Uma das conclusões estudo é que a vegetação pode atuar como filtro, amenizando os efeitos da população. Mas, para que o efeito protetor seja mensurado, seria necessário avaliar, também, a densidade da vegetação.

Segundo o estudo, nas regiões mais próximas das bordas do parque o ferro, o cromo e cobre aparecem mais.

*Com informações da ESALQ/USP.

Autor: Danielle Jordan / Ambientebrasil

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