O Instituto de Engenharia, mantendo sua tradição na promoção da Engenharia em benefício do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade, e buscando o desenvolvimento científico e tecnológico do País, por meio de convênio que há muito mantém com a ASCE (American Society of Civil Engineers), traz para a comunidade técnica do setor de obras de infraestruturas urbanas, nas redes enterradas de serviços públicos, as normas emitidas pela entidade, tendo em vista as enormes dificuldades mundiais com a gestão dos cadastros de redes enterradas.
Ainda dentro da visão do Instituto, essa ação é dirigida à comunidade em geral, mas principalmente aos órgãos públicos do setor, às empresas do setor de Engenharia Consultiva, Concessionárias, Gerenciadoras e Empreiteiras.
Os documentos nominados como ASCE UESI CI 38-22 e ASCE UESI CI 75-22, emitidos em 2023, vieram trazer luz aos proprietários de redes, projetistas e empreiteiras, como lidar com a qualidade dos cadastros das redes enterradas, quando na elaboração de projetos de novas instalações ou renovações de redes existentes, seja por métodos destrutivos, seja por métodos não destrutivos.
O documento convoca a comunidade a entender a qualidade dos cadastros que recebe para elaborar seus estudos de viabilidade técnica para instalação de uma nova rede no subsolo congestionado das cidades e, até mesmo, julgar os próprios cadastros de suas próprias redes quando fornecidos a outras concessionárias ou projetistas com o mesmo fim.
Reconhecendo a dificuldade de reorganizar cadastros antigos e incompletos, outras vezes mesmo inexistentes, a ASCE propõem no primeiro documento ASCE UESI CI 38-22, uma orientação na INVESTIGAÇÃO dessas redes, e que os dados encontrados tenham a forma adequada de DOCUMENTAR os achados de forma adequada, ambos padronizados.
Uma vez tendo investigado e identificados as redes, o segundo documento trata de como REGISTRAR o que foi encontrado e, como estamos na era do compartilhamento, a ASCE orienta como COMPARTILHAR os cadastros.
Finalizando, a ASCE classifica os cadastros em quatro níveis, de A até D, onde neste último “D” o cadastro é apenas baseado em informações pessoais de algum profissional que conhece a rede por ser responsável, por exemplo, por sua manutenção. Já no nível “C”, além das informações pessoais, existe um desenho ou As Built da época da construção.
Já no nível “B” o cadastro está representado por todas as informações preliminares dos níveis anteriores, seguido de extensa investigação com recursos eletrônicos, eletromagnéticos etc., que permitam confirmar a presença da tubulação e sua posição no subsolo (profundidade e afastamento lateral).
Finalmente, para ser considerada como “designada”, ou seja, no nível “A”, o cadastro garante a locação da rede identificada, tal condição é garantida com a exposição visual dela, e o registro com a coleta das coordenadas.
Dessa forma o Instituto de Engenharia se junta as demais instituições e associações do segmento e, em breve, colocará esses documentos, habilitados por força de seu convênio com a ASCE, à disposição para aquisição.
Instituto de Engenharia
José Eduardo Frascá Poyares Jardim
Presidente
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