Regulamentação dos patinetes é tema de grupo de Mobilidade e Logística do IE

O Departamento de Mobilidade e Logística do Instituto de Engenharia realizou, nesta quarta (22), um encontro com especialistas em trânsito, transporte público, bicicletas e saúde informática para discussão sobre o uso dos patinetes. As avaliações ainda precisam de uma segunda rodada para formulação de um documento do IE. Alguns trechos:

1. Como todos os Apps, os patinetes chegaram rápido e encontraram o governo desprevenido.

2. Surgiram acidentes nas calçadas, faixas de pedestres, e vias públicas.

3. Os patinetes são usados para lazer e para transporte (atraente para a “last mile” do metrô ou CPTM).

4. A rede de TP de alta capacidade tem aumentado o número de passageiros transportados, enquanto os ônibus perdem e prestam um serviço insuficiente de integração com metrô e trem.

PROPOSTAS:

1. O CONTRAN precisa regulamentar as regras de trânsito dos patinetes (velocidade, estacionamento, etc.) para o Brasil e as prefeituras regulamentarem as normas de tráfego pelas calçadas e demais usos locais.

2. Seguro contra terceiros obrigatório para os locadores e vendedores individuais de patinetes.

3. Imposto sobre circulação de patinetes para custear melhorias do viário.

4. Uso de capacete é questionável, cada usuário deve ser responsável pelo risco que assume. A obrigação do uso de capacete é tutela?

5. Ativar a educação de trânsito, com enfoque nos novos modos (bicicleta elétrica, skate, monociclo). Reflexão geral: por que surgem esses novos modos? O TP atende? O TI está em crise? Os App’s são implacáveis – vieram para ficar? Hoje temos cerca de 5000 patinetes no Brasil e 2000 só em SP. A infraestrutura da cidade de SP está despreparada para receber estes novos modos.

Participaram do encontro Ivan Whately, Coordenador do Departamento de Mobilidade  e Logpistica (IE), Maria da Penha, coordenadora da Divisão Técnica de Trânsito (IE) Luiz Celio Bottura, associado ao IE, Humberto Pullin, iDESTRA- Instituto de Desenvolvimento dos Transportes, Áquilla Couto, aluno de especialização de Medicina de Tráfego pela Unifesp, Luiz Fernando Portella, membro do grupo de mobilidade e Logística do IE, Jaques Mendez, Divisão Técnica de Trânsito (IE), Meli Malatesta, ativista do grupo Cidade a pé, Dulce Lutfalla, Cetran-SP – Conselho Estadual de Trânsito, Marcos Augusto Toassa Fontealha, Departamento de Mobilidade e Logística (IE), Vanderlei Coffani, vice-coordenador da Divisão Técnica de Trânsito (IE) e o Dr. José Montal, presidente da ABRAMET – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego.

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