Como funciona o vidro do futuro que controla a opacidade e transparência dos ambientes

A tecnologia está começando a agir onde menos se imaginava. Soluções inovadoras, tanto para lares quanto para empresas, são facilmente encontradas no mercado, disponíveis em diferentes preços e qualidades. Problemas estão sendo solucionados de forma mais surpreendente e criativa. E é nas feiras e eventos sobre arquitetura e decoração, realizadas no mundo inteiro, que se pode ter uma noção desta incrível revolução. A tão sonhada “casa do futuro” parece estar, enfim, próxima da realidade.

(imagens extraídas de Nanhai Display)

Os vidros inteligentes

O vidro é um material que pode ser empregado de diferentes formas nas edificações. Claro, isso está relacionado com nível de requinte de cada proposta. É a imaginação dos projetistas que faz a diferença. Com as tecnologias hoje disponíveis para a construção civil, muito mais avançadas e sofisticadas, as possibilidades para criação de novos efeitos visuais são quase infinitas. Os vidros, por exemplo, podem servir para cumprir várias funções, como fechamento, blindagem e decoração. Também de substituir divisórias e até aposentar as boas e velhas cortinas.

O Smart Glass – também conhecido como Vidro Polarizado ou Eletrocrômico – funciona de modo a controlar, de um jeito bem diferente, com ajuda de alguns componentes internos, sua visibilidade. O recurso, já disponível e à venda, é capaz de uma transformação em questão de segundos. De opaco a transparente, o vidro acaba mudando como um passe de mágica, podendo ser, assim, utilizado para várias aplicações residenciais e comerciais.


(imagem extraída de Hype Science)

Características do Smart Glass

Os vidros smart estão disponíveis em placas de diversas cores e com dimensões de até 2,80 x 1,00 x 0,014m. O preço final para o consumidor pode ser bastante caro, mas, em alguns casos, compensa. A capacidade de o material mudar suas propriedades e aparência permite uma melhor otimização das condições ambientais dos espaços, como na redução e inibição de danos causados pela passagem de ruídos sonoros e raios ultravioletas.

Sua instalação é bem simples, basta apenas que haja um ponto de energia elétrica – o consumo será menos do que 5W/m². Depois, com apenas um aperto de botão o sistema é acionado. Faixas ou planos inteiros passam a ficar opacos. E tudo isso, embora pareça, não é mágica, mas ciência. Geralmente, está relacionado com pequenas e preciosas partículas de cristal.


(imagem extraída de Archi Products)

Sistemas de controle por corrente elétrica

Atualmente, existem diferentes tecnologias capazes de produzir um sistema de Smart Glass. Há o que utiliza a flexão eletrocrômica. Outro, os cristais líquidos. E ainda partículas suspensas de outros compostos químicos, para o controle da intensidade da cor, da opacidade ou da transparência das peças em vidro. O primeiro estudo registrado na área foi desenvolvido pelo professor David Clarke, pela da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. Paulson, em Harvard, nos Estados Unidos. Ele defende o uso de nanocristais e nanoestruturas metálicas.

Na opção mais convencional, se utiliza um depósito de micropartículas capazes de absorver luz, ou envolvidas por um material altamente condutor. Elas são prensadas entre duas placas de vidro laminado transparente. Além disso, tem-se acrescida ao sistema uma corrente elétrica que polariza e organiza essas partículas. O conjunto, antes limpo e claro, se torna totalmente opaco. Outros materiais, utilizados em tecnologias similares, podem, inclusive, mudar de cor ao receber a descarga elétrica, alterando também a forma de como o vidro refletirá a luz.


(imagens extraídas de Guia do Vidro e MKM Display)

Películas de cristal líquido

Uma variante da tecnologia dos vidros inteligentes consiste em uma película muito fina de cristal líquido – LCD – instalada entre as camadas plásticas transparentes e condutoras. Esta, em especial, é conhecida por outros nomes no mercado, como Liquid Glass e Polyvision. Sem energização, as partículas ficam em estado desordenado, desalinhado, espalhadas em várias direções, ou seja, ficam em tom branco, impedindo a passagem da luz. A mudança, portanto, só ocorre com o acréscimo entre 25 e 100 volts. Deste modo, a transparência pode chegar até 85%. A ativação pode ser feita manualmente, por meio de um interruptor; ou automática, através de sensores pré-programados.

Compreenda melhor, assistindo ao vídeo a seguir, o funcionamento deste tipo de vidro, que utiliza a energia elétrica para uma mudança de propriedades e aparência, de opaco para transparente:

Autor: Blog da Engenharia