Três usinas vendem biomassa a partir de 2009 no leilão

A negociação para o produto a partir de 2009 do leilão de energia de reserva, primeira licitação do governo específica para contratar energia de térmicas a biomassa, já foi concluída. 

Três usinas venderam energia nesse produto, negociando 4,4 milhões de megawatt-hora (MWh). A venda total foi de 35 megawatts (MW) médios, sendo 23 MW médios em 2009, 26 MW médios em 2010 e 35 MW médios partir de 2011. 

Os contratos de energia de reserva prevêem o escalonamento da disponibilidade da oferta ao sistema. Isso significa que, no primeiro ano, de fornecimento o usineiro precisa entregar, por contrato, no mínimo 30% da energia da usina. 

Outros 30% são entregues no segundo ano e a partir do terceiro ano a usina entrega o restante da energia. 

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a receita total gerada em 2009 foi de R$ 31,712 milhões; em 2010, R$ 35,836 milhões; e a partir de 2011, R$ 48,244 milhões por ano. 

Usinas 

Segundo a CCEE, a usina Clealco Queiroz vendeu, no total, sete MW médios, sendo três MW médios em 2009, seis MW médios em 2010 e sete MW médios a partir de 2011. O preço de venda foi de R$ 60,49/MWh, o que irá gerar uma receita de R$ 9,622 milhões a partir de 2011. 

Já a usina Cocal II negociou 22 MW médios, dos quais 16 MW médios em 2009 e em 2010 e 22 MW médios a partir de 2011. A preço de venda foi de R$ 61/MWh, o que gera uma receita de R$ 30,363 milhões a partir de 2011. 

A terceira usina que negociou energia foi a Ferrari, vendendo seis MW médios, dos quais quatro MW médios em 2009 e 2010; e seis MW médios a partir de 2011. O preço de comercialização foi de R$ 60,76/MWh, o que gera uma receita de R$ 8,258 milhões. 

As três térmicas que venderam no leilão usam o bagaço da cana-de-açúcar como combustível. Os empreendimentos estão localizados no Sudeste. A negociação do produto 2009 demorou 22 minutos. O preço inicial foi de R$ 61/Mwh. 

De acordo com a CCEE, essas três usinas adicionam 229 MW de potência ao sistema. A negociação do produto 2010 tem previsão de início em três anos.

Autor: Agência Estado