Como no mundo real

A evolução tecnológica das aeronaves traz consigo a necessidade do constante aprimoramento das ferramentas de treinamento de pilotos e de suporte à operação. Atenta às demandas de seus clientes da área de Defesa e Governo, a Embraer investiu no desenvolvimento de soluções integradas de treinamento que abrangem não somente a aeronave, mas também estações em solo, capazes de aumentar a eficácia no uso de seus aviões.

Um exemplo nesse sentido é a criação de um sistema de suporte ao treinamento e operação do Super Tucano, mais conhecido por seu nome em inglês: Training and Operation Support System, ou TOSS. O TOSS é composto por um sistema de treinamento computadorizado, o CBT (Computer Based Training), um simulador de vôo (Flight Simulator FS), uma estação de planejamento de missão (Mission Planning Stations MPS) e outra de debriefing (Mission Debriefing Station MDS).
Quando a Embraer assinou o primeiro contrato de exportação do Super Tucano com o Governo da Colômbia, em 2005, além das 25 aeronaves, também comercializou o TOSS. Com exceção do simulador de vôo, que será entregue ainda no primeiro semestre de 2008, todas as outras ferramentas já estão sendo utilizadas com êxito pela Força Aérea Colombiana (FAC).

Um sistema de destaque é o CBT, que está proporcionando melhora acentuada no aprendizado dos pilotos que estão se adaptando ao Super Tucano, aeronave com avançados recursos tecnológicos, de 4º geração. Com essa ferramenta, as aulas de familiarização com a aeronave para pilotos e técnicos de manutenção, que antes eram ministradas com base apenas em apresentações Power Point, agora são informatizadas e interativas. O CBT é composto por computadores ligados em rede e por um software que integra as aulas, orientações e testes interativos. Um aplicativo adicional, o free-play, ferramenta computacional que reproduz os principais displays e controles da aeronave, foi também fornecido, permitindo aos pilotos treinar em solo com total fidelidade o que é feito na aeronave.

A filosofia seguida pela Embraer é proporcionar a seus clientes máxima autonomia Desta forma a Empresa instalou as estações nas bases aéreas da FAC na Colômbia, treinou pilotos e mantém apoio permanente. ‘Sabemos que nossos clientes estão treinando não só os alunos, mas também pilotos mais experientes, o que é muito interessante’, diz William de Souza Moreira, Técnico de Suporte Operacional e Treinamento.

O propósito da MPS é diminuir o tempo e carga de trabalho dos pilotos no planejamento das missões de navegação e ataque, tarefa que até recentemente era executada de forma manual, podendo requerer até quatro horas. Agora, com a estação de planejamento informatizada e os dados de performance da aeronave incorporados, o piloto pode inserir e receber rapidamente informações como: localização da missão, topografia, velocidade, tempo de duração do vôo, consumo de combustível, ângulo de ataque, local e hora de chegada ao objetivo; assim como voar virtualmente a missão planejada na própria estação.

Ao final do vôo, os dados, imagens e sons gravados pelo avião em um cartucho são carregados e sincronizados (para o caso de mais de um avião voando) na MDS, estação que apresenta e provê os meios para que o piloto faça uma crítica detalhada de todo o vôo realizado, em comparação com o que foi planejado. A ferramenta, que possibilita a visualização do vôo em duas e três dimensões, sobre um mapa georeferenciado do terreno sobrevoado, dando a exata noção da topografia e do cenário tático, é de extrema valia na instrução de pilotos e na avaliação da eficácia das missões realizadas.
No primeiro semestre desse ano, a Embraer entregará à Força Aérea Colombiana o simulador de vôo, ora em fase de integração de softwares diversos. Trata-se de um treinador do tipo semi-domo ( em formato de semi-circunferência) que tem campo de visão de 120º vertical e 220º horizontal com imagem de altíssima resolução, sistemas de forças nos controles de vôo primários totalmente representativos da aeronave e com reprodução dos sons internos e externos.

Durante o treinamento, o piloto utiliza-se de uma réplica do cockpit, localizada no interior do semi-domo e sente todas as reações da aeronave, como se estivesse em um vôo real. ‘Teremos aviônicos com mais interação com o usuário porque trouxemos para o simulador o software embarcado do avião. É como se fosse o próprio avião’, comenta Luiz Ricardo Yuan, Líder do Time do Desenvolvimento de Suporte Operacional e Treinamento.

O conjunto de sistemas que compõem o novo treinamento do avião Super Tucano levou um ano e meio para ser desenvolvido e contou com o apoio de pilotos, engenheiros, instrutores e mecânicos da Embraer, além de participantes da própria FAC. Segundo Yuan, a Embraer buscou o que há de melhor em termos de tecnologia, padrão e qualidade de imagem. ‘O treinamento desenvolvido está em sintonia com o que há de mais avançado no mundo’, conclui.

Autor: Embraer

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