Eminente Engenheiro do Ano 2020, pelo Instituto de Engenharia, pesquisador foi nomeado ao departamento da Cúria Romana que cuida de desenvolvimento humano integral
O papa Leão XIV nomeou o pesquisador Carlos Nobre como membro do conselho que vai tratar de desenvolvimento humano no Vaticano. Nobre é referência global sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia.
A nomeação aconteceu nesta segunda-feira (30) em um comunicado feito pelo papa. No documento, ele nomeia uma série de pessoas ao dicastério, uma espécie de conselho, que vai tratar sobre desenvolvimento humano.
Entre os nomes está o de Nobre — que é também o único brasileiro. O pesquisador esteve com o papa Francisco em 2019, em Roma, durante o Sínodo da Amazônia. Na ocasião, conversou com o pontífice sobre a importância do trabalho que vinha realizando ao levar a pauta ambiental para o centro do debate na Igreja Católica.
Veja a lista de nomes abaixo:
- Rogelio Cabrera López — Arcebispo Metropolitano de Monterrey, México
- Fulgence Muteba Mugalu — Arcebispo Metropolitano de Lubumbashi, República Democrática do Congo
- Lizardo Estrada Herrera — Bispo Auxiliar e Vigário Geral da Arquidiocese Metropolitana de Cuzco, Peru
- Daniel Gerard Groody — Vice-Reitor e Decano Associado para Educação de Pós-Graduação da Universidade de Notre Dame (EUA)
- Rampeoane Hlobo — Diretor da Rede Jesuíta de Justiça e Ecologia, em Nairobi, Quênia
- Linah Siabana — Psicóloga
- Meghan J. Clark — Vice-Reitora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos da Universidade de St. John’s, Nova York (EUA)
- Dylan Mason Corbett — Diretor Executivo do Hope Border Institute, em El Paso (EUA)
- Léocadie Wabo Lushombo, I.T. — Professora de Ética Teológica na Escola Jesuíta de Teologia da Universidade de Santa Clara, Berkeley (EUA)
- Christine Nathan — Presidente da Comissão Católica Internacional de Migração, em Genebra (Suíça)
- Carlos Nobre — Pesquisador do Instituto de Altos Estudos da Universidade de São Paulo (Brasil)
Quem é Carlos Nobre?
Nobre é engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em meteorologia pelo MIT (Massachussets Institute of Technology ). Desde o início de sua carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em 1983, ele está à frente dos estudos sobre a Amazônia.
Formulou a hipótese da “savanização” da floresta em resposta a desmatamentos e vem dedicando a vida aos estudos sobre como o aquecimento global pode influenciar a floresta tropical. Com o tema, ficou conhecido mundialmente.
Esse é o segundo reconhecimento social mundial que Nobre recebe. Em 2022 foi eleito membro da Royal Society — o primeiro brasileiro a ter o título desde o século 19.
Com informações G1






