Descarte de máscaras de uso obrigatório em tempos da pandemia de Covid-19

Assista abaixo à gravação:


 

+ Informações:

Abordagem:

A pandemia de Covid-19 trouxe-nos vários desafios. Desafios que alteraram profundamente nossas rotinas, por exemplo. O “ir ao mercado” para as compras deixou de ser uma simples ida, passando a exigir todo um planejamento que envolvem o uso de equipamentos de proteção individual, dos protetores faciais e luvas às máscaras – estas de uso obrigatório conforme Lei Nacional 14.019/2020, de 2 de julho de 2020.

Se usadas dentro de ambientes prestadores de serviços de saúde humana ou animal por conta das atividades aí realizadas, as máscaras e demais equipamentos de proteção individual observam o regramento trazidos pela RDC 222/2018 da ANVISA. Enquadram-se como RSSS e seguem a exigências da RDC, no que diz a tratamento e disposição final. Essa situação dá maior segurança quanto ao controle pós uso.

No entanto, a RDC trata dos resíduos sólidos de serviços de saúde (RSSS) e adota como critério, para que seja enquadrado como tal, ter sido gerado numa atividade prestadora de serviço de saúde. Desta forma, todas as máscaras e demais equipamentos gerados fora destes ambientes não se enquadram como RSSS.

Nossas máscaras de uso diário não encontram guarida na RDC. Podemos chamá-las, num primeiro momento, de equipamentos de proteção à saúde de uso doméstico. Assim como as máscaras não reutilizáveis são descartadas, as máscaras reutilizáveis, após determinado número de uso, também devem ser desprezadas. A apresentação terá por objeto estas máscaras; e procurará, se houver, tratativas que abordam como e onde descartá-las, assim como possíveis procedimentos.

Na ausência de respostas, ao menos a discussão com intuito de propor algo prático sem criar novas “angústias” em tempos de tantas “angústias”.

Público-alvo:

Engenheiros, Arquitetos e outros interessados.

Palestrante:

Kléber Cavazza Campos

Graduado em Geografia pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), em 2001; mestre em Hidrogeologia e Meio Ambiente pelo Instituto de Geociências da USP, em 2005; e especialista em Gestão Ambiental e Negócios no Setor Energético pelo Instituto de Energia e Eletrotécnica da USP, em 2008. Como docente nos cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Gestão Ambiental, leciona desde 2006 em diversas Instituições de Ensino Superior (IES), com destaque ao Centro Universitário Senac (2007 a 2012) e às Faculdades Oswaldo Cruz (2006 a 2019). Ocupou, na Prefeitura da Estância de Atibaia, o cargo em comissão, desempenhando a função de assessoramento no Departamento de Meio e Ambiente da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente/SUMA. Concomitantemente à docência, presta assessoria, aplica treinamentos e ministra cursos/palestras com foco em resíduos oriundos de desastres naturais; mapeamento de áreas suscetíveis a escorregamento/inundação e de fontes de contaminação (preliminar) como subsídio ao zoneamento; gerenciamento de resíduos sólidos urbanos de municípios de pequeno porte que operam aterro tipo vala; resíduos de serviço de saúde – subgrupo A4 (em especial aos dos Centros de Controle de Zoonoses (CCZ); Unidades cemiteriais e resíduos.

Mediadores:

José Manoel de Oliveira Reis

Administrador de Empresas, engenheiro Ambiental e engenheiro de Segurança do Trabalho, com pós-graduação MBA em Trânsito, Mobilidade e Segurança, e em Gestão do Meio Ambiente e Sustentabilidade. Foi engenheiro coordenador de Projetos e Obras da Cidade de São Paulo, chefe de Departamento – DIGAM – Divisão de Meio Ambiente e chefe do Departamento de Operações do Rodoanel Mario Covas – Trecho Sul (DERSA), chefe do OP/DETRA – Departamento de Operações de Tráfego e do Departamento de Operações das Rodovias: Rodovia Dom Pedro I – SP-065 e Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto, diretor da Divisão Técnica e Educacional de Trânsito de Bragança Paulista e gestor na CET – Cia de Engenharia de Tráfego de São Paulo. Atualmente é diretor Geral do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), professor de Inovação para a pós-graduação da FMU e coordenador da Divisão Técnica de Construção Sustentável e Meio Ambiente do Instituto de Engenharia.

Daniele de Andrade Villarim Lima

Engenheira Ambiental graduada em 2016 pelas Faculdades Oswaldo Cruz e perita ambiental extrajudicial. É mestranda no Centro de Química e Meio Ambiente (CQMA) do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), onde realiza pesquisa sobre a Avaliação da aplicação de biocarvão no melhoramento das características ambientais de telhado verde. Faz pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho pelo SENAC. Trabalhou na empresa Ambient Air Ar Condicionado como coordenadora de Planejamento e Gestão de Obras, empresa do ramo de refrigeração, por 14 anos, onde, além de garantir a execução dos processos para conclusão das obras, atuou na implantação de projetos internos de educação e conscientização ambiental, criando campanhas de separação e coleta seletiva de resíduos, informativos para uso consciente de papel, copos plásticos, além do uso adequado de água e energia elétrica. Atualmente é coordenadora de Planejamento e Gestão de Obras na empresa Best Clima Engenharia e Instalações. Também atua como voluntária no Instituto de Engenharia como vice-coordenadora na Divisão Técnica de Construções Sustentáveis e Meio Ambiente, e que recentemente está em parceria com a ABRAPS (Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável) no Grupo de Trabalho de Construções Sustentáveis.

Apoio Institucional:

 

Realização:

Eng. Jerônimo Cabral Pereira Fagundes Neto – Vice-Presidente de Atividades Técnicas

Eng. Roberto Kochen – Diretor do Departamento de Engenharia do Habitat e Infraestrutura

Eng. José Manoel de O. Reis – Coordenador da Divisão Técnica de Construção Sustentável e Meio Ambiente