O que você acha que ocorrerá com o Brasil após a crise do Covid-19? Responda nossa enquete!

Em referência à coluna de opinião do economista Roberto Teixeira da Costa, publicada no jornal O Estado de S.Paulo, em 31 de março, com título Brasil pós-crise do coronavírus, o Instituto de Engenharia emprega as possíveis consequências enumeradas por Costa e recorre a você para expressar sua opinião.

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Você concorda ou discorda com as seguintes previsões?

1) A globalização e o globalismo serão muito afetados. Os países ficarão mais fechados, o que terá impacto sobre a circulação de capitais.
2) As cadeias de suprimentos entre países serão repensadas. Os países irão buscar uma verticalização interna, desde que tenham viabilidade. Não podendo, terão de buscar mais de um fornecedor externo.
3) Em relação ao fluxo de viajantes, levará algum tempo para que as pessoas readquiram confiança para fazerem suas viagens de turismo. As viagens de negócios também serão afetadas, eis que cada vez mais as videoconferências substituirão os contatos diretos. Do ponto de vista do consumidor, num surto nacionalista, passaremos a dar preferência a produtos brasileiros, restaurantes brasileiros e férias no Brasil.
4) Dentro dessa mesma linha de raciocínio, também haverá um aumento substancial do trabalho remoto, evitando deslocamentos de funcionários das empresas. O trabalho sendo realizado pelos funcionários em sua residência fará as empresas se tornarem mais eficientes. Também as conference calls, e videoconferências entre empresas, serão mais utilizadas.
5) Consequentemente, haverá também menor movimentação de pessoas, o que aliviará o sistema de transportes e, principalmente, o uso de automóveis.
6) Um subproduto favorável será a melhoria do ar nas grandes cidades, pela diminuição da poluição.
7) Hábitos de consumo pessoal serão afetados, o que favorecerá a utilização da internet, acelerando o que já vinha acontecendo e resultando na alteração do nosso cotidiano.
8) Questões sanitárias terão prioridade e os hospitais serão favorecidos por investimentos para poderem cumprir sua nobre missão com mais recursos e ampliação de serviços. Haverá também estímulo à contratação de funcionários especializados, para melhor equipar os hospitais com recursos humanos.
9) Os investimentos públicos e privados deverão favorecer os segmentos de saneamento e habitação. Está cada vez mais evidente que a população mais prejudicada não dispõe de água e de condições mínimas de higiene por causa, entre outros fatores, da deficiência habitacional.
10) Tema migratório: os emigrantes terão cada vez mais e maiores dificuldade para encontrar abrigo em outros países. Os controles de fronteira se tornarão mais rígidos e a xenofobia aumentará.
11) No campo internacional, passada esta crise, as relações entre os Estados Unidos e a China novamente viverão tempos muito difíceis, transcendendo a questão comercial – particularmente se houver recessão mundial, o que muitos acreditam que será inevitável. A se confirmar esse cenário de dificuldades, a relação do Brasil com esses países será submetida a grande estresse, pois teremos de manter um relacionamento comercial importante tanto com a China como com os Estados Unidos.
12) O mercado de capitais voltará ao perfil conservador do investidor brasileiro. Infelizmente, a volta das aplicações em bolsa e a participação em ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês) sofrerão um retrocesso, em razão do impacto do coronavírus, aqui e nos demais mercados. As conquistas alcançadas em 2019 até o momento, com investidores nacionais voltando ao mercado, principalmente pessoas físicas, sofrerão abalo, uma vez que levará algum tempo para eles poderem recuperar suas perdas.
13) O “day after” da pandemia e seus efeitos sobre os necessários gastos governamentais implicarão forte impacto sobre o déficit público, necessário para cobrir os gastos com saúde e manutenção de empregos. Provavelmente o governo terá de lançar mão do aumento da tributação do segmento de alta renda, impostos sobre heranças e patrimônio, entre outros.
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