Brasil tem maior mina de ferro do Mundo

Carajás, a maior mina de ferro de alto teor do Mundo

O maior complexo minerador de ferro de alto teor do Mundo está em Carajás, no Pará, cerca de 17 bilhões de toneladas, exploradas a céu aberto – N4E, N4W-N, N5W e N5E. A descoberta foi realizada em 1965, quando a US Steel iniciou suas pesquisas minerais na serra em busca de manganês.
 
A abertura da mina de N4E aconteceu em 1984. No final do ano seguinte, a produção chegou a um milhão de toneladas de minério de ferro produzidas em uma usina de beneficiamento semi-industrial. 
No terceiro ano de operação, em 1986, com a entrada da usina de beneficiamento em escala industrial, com capacidade instalada de 30 milhões de toneladas/ano, foram produzidos em Carajás 13,5 milhões de toneladas de produto final, exclusivamente com o minério da mina de N4E.
 
Para realizar o transporte do minério da mina até a usina de beneficiamento são utilizados caminhões fora-de-estrada, com sete metros de altura, oito de largura, treze de comprimento. Só o pneu mede três metros de altura. Os fora-de-estrada têm capacidade para transportar 252 toneladas de carga, 10 vezes mais do que um caminhão utilizado na construção civil. 

As operações de lavra em Carajás são executadas pelo método a céu aberto com bancadas de 15 metros de altura, pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O minério é levado para uma instalação de britagem primária fixa e outras três instalações semi-móveis, em caminhões. Já o transporte das britagens que ficam próximas às frentes de lavra até a usina industrial é realizado por meio de correias transportadoras que reduzem os custos de transporte. 

O material descartado para produção é disposto em depósitos apropriados, convenientemente monitorados, e localizados em áreas que circundam as minas. Durante o processo de beneficiamento, o minério é britado e classificado por meio de peneiras, ciclones e classificadores espirais. O resultado são três tipos de produtos diferentes: o granulado, sinter-feed e pellet feed. 

2006 – No ano passado foram produzidos 81,7 milhões de toneladas e a previsão é que, este ano, a produção alcance 100 milhões de toneladas de minério. Números que fazem com que a CVRD ocupe a posição de maior exportadora global de minério de ferro e pelotas, comercializando seus produtos para indústrias siderúrgicas do mundo inteiro e, principalmente, para os grandes produtores de aço do Brasil, Europa e Ásia. 

Programas ambientais – A responsabilidade ambiental é uma das prioridades da CVRD, que mantém diversos programas na área ambiental. Um deles é o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas visando a recuperação imediata das áreas mineradas, onde o minério já tenha sido esgotado, bem como em áreas de pilha de estéril já finalizada. A cada ano, após a conformação do terreno, a Gerência de Operações de Minas disponibiliza as áreas a serem revegetadas, onde é feito o plantio de espécies nativas de rápido recobrimento. 

Ligado à recuperação de áreas degradadas, é feito o resgate de epífitas (orquídeas e bromélias) nas áreas de avanço de lavra – todas autorizadas pelo Ibama – bem como o salvamento de animais encontrados durante a supressão da vegetação. Já foram resgatadas cerca de 30 mil epífitas. Isso é feito para evitar a extinção das espécies que são muito ricas na floresta. Após o resgate, as epífitas são incorporadas ao orquidário, em áreas já revegetadas e no Parque Zoobotânico. 

Responsabilidade – A responsabilidade de uso adequado dos recursos naturais renováveis vai além da exploração de minerais. A gestão ambiental da Vale também atua junto às Gerências de Operações na supressão de vegetação em áreas destinadas ao avanço das frentes de mineração. Todo o produto florestal com potencial madeireiro retirado dessas áreas são quantificados e valorados e submetidos à venda ou doação às comunidades locais, sempre em parceria com os órgãos ambientais competentes. 

A empresa também realiza o monitoramento ambiental da qualidade da água e do ar em suas áreas de influência, como as minas de ferro e o núcleo urbano. Para cada área há um plano de monitoramento específico. É supervisionada a qualidade da água superficial, potável e de efluentes líquidos, através de análises físico-químicas e bacteriológicas que identificam se a água segue os padrões da legislação ambiental, sendo que essas ações estão todas alinhadas dentro do Programa de Gestão Integrada de Recursos Hídricos. 

Reaproveitamento – Parte do resíduo doméstico gerado em Carajás é aproveitado. Todo detrito orgânico coletado dos restaurantes do núcleo e também da mina são levados para a Central de Materiais Descartados e depois para a Usina de Compostagem. O resíduo industrial também é tratado.
São coletados sucata metálica, sucata de borracha, baterias, roletes, óleo usado etc. Após a coleta, são encaminhados para estocagem temporária e, posteriormente, vendidos para empresas especializadas em reciclagem, tratamento e disposição final adequada desses materiais. Detalhe: a aquisição desse material só é efetuada por empresas que estejam dentro dos padrões ambientais legais e sejam 
credenciadas pela Vale. 

As operações nas Minas de Ferro de Carajás são baseadas em um Sistema de Gestão da Qualidade Ambiental – SGQA, implementado e certificado dentro dos padrões e procedimentos da Norma ISO 14001. 

Segurança: A companhia recebeu a certificação do OHSAS 18001, comprovando o cumprimento de requisitos em saúde e segurança ocupacional. 

Curiosidade 
– Em relação à dureza e abundância de jazidas, o ferro é considerado um metal superior ao bronze, formado por uma série de ligas metálicas que tem como base o cobre. 
– A primeira obra importante com a utilização de ferro ocorreu em 1779, com a construção da ponte sobre o Severn em Coalbrookdale, na Inglaterra, projetada por Abraham Darby com vão de 30m. 
– Já o primeiro edifício industrial em ferro foi feito em Manchester, em 1801.

Autor: Viviane Nunes

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