{"id":88663,"date":"2021-12-15T15:19:26","date_gmt":"2021-12-15T18:19:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=88663"},"modified":"2023-01-09T11:18:10","modified_gmt":"2023-01-09T14:18:10","slug":"leia-a-materia-vencedora-do-premio-iejn-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2021\/12\/15\/leia-a-materia-vencedora-do-premio-iejn-2021\/","title":{"rendered":"Leia a mat\u00e9ria vencedora do Pr\u00eamio IEJN 2021: \u201cPor que o Brasil secou?\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Quase 80% dos munic\u00edpios brasileiros enfrentavam algum grau de estiagem em setembro, o \u00faltimo m\u00eas da esta\u00e7\u00e3o seca no pa\u00eds.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mcti\/pt-br\/rede-mcti\/cemaden\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais<\/a>\u00a0(Cemaden) apontam que sete (0,12%) cidades registram seca extrema, 453 (8,13%) severa, 1.424 (25,56%) moderada e 2.416 (43,36%) fraca. As condi\u00e7\u00f5es de seca se intensificaram no sul e sudoeste de Mato Grosso, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, no norte do Rio de Janeiro e na Bahia, enquanto a estiagem perdeu for\u00e7a no Norte, sobretudo no Acre, no Amazonas e em Roraima. Em outubro, o per\u00edodo chuvoso teve um primeiro m\u00eas de pancadas em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, que garantiram certa estabilidade aos j\u00e1 debilitados reservat\u00f3rios, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).<\/p>\n<p>Contudo, o \u00faltimo relat\u00f3rio do Monitoramento das Secas do Cemaden, de 18 de outubro, traz um alerta: h\u00e1 mais de 70% de probabilidade de ter La Ni\u00f1a \u2013 fen\u00f4meno clim\u00e1tico que ocorre quando h\u00e1 o resfriamento das \u00e1guas superficiais do oceano Pac\u00edfico \u2013 neste ver\u00e3o do Hemisf\u00e9rio Sul, com expectativa de in\u00edcio em outubro ou novembro<strong>.\u00a0<\/strong>Per\u00edodos de La Ni\u00f1a geralmente resultam em menos chuvas para as regi\u00f5es central e sul do Brasil, onde est\u00e3o situados importantes reservat\u00f3rios para produ\u00e7\u00e3o de energia e abastecimento da popula\u00e7\u00e3o. Mas ainda \u00e9 cedo para saber que impacto ter\u00e1 na precipita\u00e7\u00e3o no pa\u00eds entre dezembro e fevereiro.<\/p>\n<p>A equa\u00e7\u00e3o da crise h\u00eddrica atual, a pior em 91 anos, \u00e9 composta por fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos, emerg\u00eancia clim\u00e1tica, impactos das a\u00e7\u00f5es humanas nos biomas, gest\u00e3o ineficiente da \u00e1gua e aus\u00eancia de pol\u00edticas ambientais eficazes.<\/p>\n<p>Depois das crises de 2001 e 2013-14, a hist\u00f3ria se repete em 2021. \u201cE a mesma pergunta que faziam em 2001 e 2014 est\u00e1 sendo feita agora: o clima est\u00e1 mudando?\u201d, observa Jos\u00e9 Marengo, coordenador geral de pesquisas e desenvolvimento do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mcti\/pt-br\/rede-mcti\/cemaden\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cemaden<\/a>, em entrevista \u00e0 reportagem. \u201cNeste ano, o Centro da Am\u00e9rica do Sul, que inclui o Pantanal, o Sul da Amaz\u00f4nia e parte da Bacia do Paran\u00e1, est\u00e1 se comportando como se fosse s\u00f3 uma, com seca severa, extrema ou excepcional.\u201d<\/p>\n<p>A Floresta Amaz\u00f4nica \u00e9 uma fonte importante das chuvas que caem Brasil adentro, mas o clima j\u00e1 d\u00e1 sinais de mudan\u00e7as.\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00382-018-4462-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Um estudo de Marengo<\/a>\u00a0identificou a ocorr\u00eancia de seis eventos clim\u00e1ticos extremos entre 2000 e 2018. Em 2005, 2010, 2015-2016 aconteceram secas extremas associadas \u00e0s altas temperaturas na faixa tropical do oceano Atl\u00e2ntico Norte, as duas \u00faltimas tamb\u00e9m influenciadas pelo El Ni\u00f1o. Em 2009, 2012 e 2014 teve chuvas torrenciais que resultaram em inunda\u00e7\u00f5es. O aquecimento do Atl\u00e2ntico Sul Tropical provocou as duas primeiras, sendo que a segunda contou com influ\u00eancia de La Ni\u00f1a. A \u00faltima, por sua vez, resultou de uma combina\u00e7\u00e3o entre o aquecimento do oceano Indo-Pac\u00edfico e do Atl\u00e2ntico Sul Subtropical. Extremos de chuva, sob influ\u00eancia da La Ni\u00f1a de 2020, provocaram\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2021\/09\/retratos-e-reflexos-da-vida-em-meio-a-enchente-historica-na-bacia-do-amazonas\">uma cheia hist\u00f3rica do rio Negro<\/a>, que alcan\u00e7ou em junho deste ano o maior volume da s\u00e9rie hist\u00f3rica, com 30,02 metros.<strong>\u00a0<\/strong>\u201cOs extremos est\u00e3o ficando mais frequentes e intensos. Se a variabilidade antes era uma, agora \u00e9 assim e a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais vulner\u00e1vel\u201d, ressalta o meteorologista e climatologista.<\/p>\n<p>As causas s\u00e3o meteorol\u00f3gicas, continua Marengo. \u201cNa Amaz\u00f4nia, os ventos al\u00edsios, o transporte de umidade e a convec\u00e7\u00e3o [o ar que ascende] produzem as chuvas\u201d, explica. \u201cMas, se o Atl\u00e2ntico Norte Tropical fica muito quente, a regi\u00e3o de chuvas tende a mudar para o norte, para fora da Amaz\u00f4nia \u2013 onde falta \u00e1gua, come\u00e7a a esquentar, o solo fica seco. Ou tem El Ni\u00f1o. Ou ainda, nas \u00e1guas quentes do Pac\u00edfico ocorre a convec\u00e7\u00e3o \u2013 a ascens\u00e3o do ar cruza os Andes e desce sobre a Amaz\u00f4nia, \u00e0s vezes tamb\u00e9m no Nordeste, e n\u00e3o permite a forma\u00e7\u00e3o de chuva.\u201d<\/p>\n<p>Se os extremos clim\u00e1ticos s\u00e3o fen\u00f4menos naturais, as a\u00e7\u00f5es humanas podem afetar como est\u00e3o se comportando, acredita Marengo. \u201cO desmatamento seria um sinal que, no longo prazo, poderia explicar uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o na precipita\u00e7\u00e3o. Algo assim j\u00e1 est\u00e1 acontecendo no sudeste da Amaz\u00f4nia. Mas atribu\u00ed-lo a causador de um extremo meteorol\u00f3gico seria simplificar demais\u201d, observa. &#8220;O que podemos atribuir a um extremo clim\u00e1tico \u00e9 a atividade humana, com as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) que podem, de certa forma, acelerar o ciclo hidrol\u00f3gico.\u201d<\/p>\n<p>Uso e mudan\u00e7as da cobertura do solo e a agropecu\u00e1ria correspondem a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2020\/11\/emissoes-de-gases-estufa-aumenta-no-brasil-atividades-rurais-lideram\">72% das emiss\u00f5es de GEE no Brasil<\/a>, segundo o Observat\u00f3rio do Clima.<strong>\u00a0<\/strong>S\u00e3o elementos que contribuem para agravar a crise clim\u00e1tica, que, por sua vez, intensifica o aquecimento dos oceanos e a incid\u00eancia de fen\u00f4menos como El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a.<\/p>\n<p>\u201cQuando se muda uma vegeta\u00e7\u00e3o, o ciclo hidrol\u00f3gico \u00e9 alterado. A floresta transpira e evapora diferente do que um campo de soja\u201d, explica Marengo. \u201cO ciclo hidrol\u00f3gico depende de umidade e ventos. Se a circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica \u00e9 um processo natural, a a\u00e7\u00e3o humana poderia ter justamente contribui\u00e7\u00e3o na umidade, que vem como consequ\u00eancias de mudan\u00e7as na cobertura e uso do solo. Esse \u00e9 um processo gradativo. Temos que monitorar.\u201d<\/p>\n<p>O sexto relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) classificou como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2021\/08\/entrevista-paulo-artaxo\">\u201cinquestion\u00e1vel\u201d a influ\u00eancia das a\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas<\/a>\u00a0nos efeitos do aquecimento global j\u00e1 enfrentados no mundo, por exemplo, por meio do desmatamento e da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Os humanos s\u00e3o respons\u00e1veis por 1,07\u00baC do 1,09\u00baC<strong>\u00a0<\/strong>de aumento de temperatura em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais (1850-1900), segundo o IPCC. O painel atribuiu alto e m\u00e9dio grau de confian\u00e7a sobre a contribui\u00e7\u00e3o humana para os extremos de calor mais intensos e frequentes em praticamente toda a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<h3><strong>Impactos antr\u00f3picos<\/strong><\/h3>\n<p>A ec\u00f3loga<strong>\u00a0<\/strong>Erika Berenguer trabalhava em campo em uma \u00e1rea de estudo permanente de Santar\u00e9m, no Par\u00e1, quando tudo come\u00e7ou a queimar. A regi\u00e3o \u00e9 a porta de entrada da umidade que vem do Atl\u00e2ntico e se transforma nos rios voadores que percorrem boa parte da Am\u00e9rica do Sul, mas foi assolada pela seca extrema impulsionada pelo El Ni\u00f1o e agravada pelas queimadas. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o enxergava a cinco metros de dist\u00e2ncia\u201d, lembra Berenguer, pesquisadora das universidades de Oxford e de Lancaster, no Reino Unido. \u201cFedia a fuma\u00e7a, era horroroso. E as nossas parcelas queimaram.\u201d<\/p>\n<p>Berenguer estudava aquela por\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia havia cinco anos. Com isso, conseguiu fazer uma an\u00e1lise da floresta antes e depois do fogo \u2013\u00a0algo ent\u00e3o in\u00e9dito na\u00a0<a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rstb.2017.0308\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ci\u00eancia do bioma, em um estudo publicado em 2018<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;Vimos que depois do fogo as \u00e1rvores que sobrevivem crescem descomunalmente. Em um ano, uma esp\u00e9cie de r\u00e1pido crescimento cresce dois cent\u00edmetros. Tive esp\u00e9cie aqui cresceu 12 cent\u00edmetros\u201d, observa Berenguer. \u201cNo entanto, o que achamos no estudo \u00e9 que esse crescimento n\u00e3o foi o suficiente para compensar toda a perda de carbono por causa da morte das \u00e1rvores pelo fogo. S\u00f3 37% das emiss\u00f5es foram compensadas em tr\u00eas anos.\u201d<\/p>\n<p>O fogo na Amaz\u00f4nia tem rela\u00e7\u00e3o direta com as transforma\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas no bioma e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2021\/09\/acao-humana-e-responsavel-por-quase-todas-as-transformacoes-nos-biomas-brasileiros-diz-tasso-azevedo\">Segundo o MapBiomas<\/a>, 16,4% do bioma sofreu com queimadas desde 1985. Em anos sem fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, as taxas de desmatamento e fogo se equivalem. J\u00e1 em anos de seca extrema, as queimadas compreendem \u00e1reas bem maiores,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-017-02771-y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">conforme um estudo de Luiz Arag\u00e3o<\/a>, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<p>&#8220;Na Amaz\u00f4nia, as folhas no ch\u00e3o s\u00e3o muito \u00famidas, o fogo entra um pouquinho e morre. Mas as secas aumentam a vulnerabilidade da floresta ao fogo. Se o fogo escapar do pasto, do desmatamento, e entrar na mata, a floresta n\u00e3o barra, n\u00e3o funciona mais como um tamp\u00e3o\u201d, analisa Berenguer. \u201cFoi o que aconteceu em 2015 em Santar\u00e9m, quando um milh\u00e3o de hectares queimaram. Em uma seca extrema, o fogo conseguiu entrar na floresta e se espalhar.\u201d Al\u00e9m de aumentar as emiss\u00f5es, continua Berenguer, o desmatamento e o fogo deixam a floresta no entorno mais secas e quentes, provocando um efeito clim\u00e1tico local.<\/p>\n<p>Luciana Gatti, do Inpe, estudou a rela\u00e7\u00e3o entre o balan\u00e7o de carbono, o desmatamento, a precipita\u00e7\u00e3o e a temperatura em diferentes pontos da Amaz\u00f4nia. Entre 2010 e 2018, Gatti descobriu que houve queda de precipita\u00e7\u00e3o e alta nas temperaturas em todas as regi\u00f5es analisadas.<\/p>\n<p>No nordeste da Amaz\u00f4nia, 31% da vegeta\u00e7\u00e3o foi suprimida, a temperatura aumentou em 1,9\u00baC e houve queda de 34% das chuvas entre agosto e outubro, \u00e9poca do pico da evapotranspira\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores. O Sudeste, onde 26% da cobertura florestal foi suprimida, registrou 2,5\u00baC de alta e 24% a menos de precipita\u00e7\u00e3o. No Sudoeste, que j\u00e1 perdeu 13% de florestas, a temperatura cresceu 1,7\u00baC e caem 20% menos chuvas. No Noroeste, onde 7% foi desmatado, teve 19% menos pancadas de chuvas e est\u00e1 1,6\u00baC mais quente.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2021\/07\/queimadas-e-desmatamento-estao-transformando-amazonia-em-fonte-de-carbono-diz-estudo\">O leste da Amaz\u00f4nia j\u00e1 emite mais carbono do que \u00e9 capaz de absorver<\/a>.<\/p>\n<p>Marengo<strong>\u00a0<\/strong>identificou que desde 1976 a esta\u00e7\u00e3o seca no sul da Amaz\u00f4nia j\u00e1 est\u00e1 um m\u00eas mais longa, resultado do aquecimento das \u00e1guas do Atl\u00e2ntico Tropical e do enfraquecimento do fluxo de vapor d\u2019\u00e1gua. As chuvas na regi\u00e3o t\u00eam iniciado mais tarde, o que deixa a floresta mais vulner\u00e1vel \u00e0s queimadas.<\/p>\n<p>\u201cO pico da esta\u00e7\u00e3o de fogo no Brasil \u00e9 em setembro, mas, se tiver uma esta\u00e7\u00e3o seca mais longa, pode se estender at\u00e9 outubro. A agricultura, os rios, tudo est\u00e1 adaptado \u00e0s chuvas que come\u00e7am em outubro\u201d, analisa Marengo. \u201cMuitas vezes a chuva vem tarde demais, n\u00e3o vem no momento certo. Os reservat\u00f3rios deveriam come\u00e7ar a encher em outubro, mas \u00e0s vezes as chuvas intensas s\u00f3 v\u00eam em janeiro e, no lugar de ajudar, produzem extremos que causam desastres e matam pessoas.\u201d<\/p>\n<p>Marengo esteve entre os cientistas que constataram o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/ciencia\/2021\/03\/posso-explicar-rios-voadores-da-amazonia-brasil-deserto\">fen\u00f4meno dos rios voadores na Amaz\u00f4nia<\/a>\u00a0em meados dos anos 2000. S\u00e3o jatos de baixos n\u00edveis, uma corrente de vento muito r\u00e1pida que comp\u00f5e a mon\u00e7\u00e3o. A umidade que evapora do Atl\u00e2ntico Tropical entra no nordeste da Amaz\u00f4nia por meio dos ventos al\u00edsios. Conforme avan\u00e7a pela floresta, as chuvas caem e as \u00e1rvores devolvem parte deste vapor para a atmosfera, atrav\u00e9s da evapotranspira\u00e7\u00e3o. Um alto volume de umidade chega ao sudoeste da Amaz\u00f4nia, onde encontra a Cordilheira dos Andes e \u00e9 redirecionado para o Sudeste do Brasil e espalha-se pelo continente. \u201cO conte\u00fado de vapor da atmosfera, que \u00e9 alimentado pela evapotranspira\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores, \u00e9 similar, ou talvez um pouquinho maior, do que a vaz\u00e3o do rio Amazonas quando chega no Atl\u00e2ntico\u201d, observa Marengo. N\u00e3o se sabe a propor\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o de umidade oriundas do Atl\u00e2ntico e da floresta, mas o desmatamento pode diminuir o volume de \u00e1gua transportado pelos rios voadores.<\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong>Os rios voadores est\u00e3o ficando cada vez mais irregulares. Na esta\u00e7\u00e3o seca, a frequ\u00eancia \u00e9 pequena. Em um clima normal, dever\u00edamos come\u00e7ar a v\u00ea-los a partir de outubro, novembro. Mas nossa preocupa\u00e7\u00e3o agora \u00e9 que as chuvas comecem mais tarde\u201d, analisa Marengo. \u201cE a\u00ed os rios voadores estariam atrasados, as frentes frias do Sul tamb\u00e9m. Ou entram muito r\u00e1pido e soltam uma chuva muito intensa, mas insuficiente para encher reservat\u00f3rio. E muitas vezes a chuva cai no lugar errado \u2013 na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, e n\u00e3o onde est\u00e1 o Sistema Cantareira.<strong>\u00a0<\/strong>Essa \u00e9 a caracter\u00edstica de um clima que muda.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Pantanal mais seco<\/strong><\/h3>\n<p>O suor escorre pelo rosto enquanto Jorge Correa da Costa, 86, ajeita o chap\u00e9u e olha para o fundo do po\u00e7o junto com seus filhos e o neto. A fam\u00edlia vive em um s\u00edtio a 500 metros do lago Buritizal, formado pela Ba\u00eda de Chacoror\u00e9, no munic\u00edpio de Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, no Pantanal matogrossense. \u201cOlha a\u00ed o tanto de barro que j\u00e1 tiramos\u201d , diz o agricultor, apontando para a terra \u00famida amontoada ao lado do reservat\u00f3rio rudimentar, constru\u00eddo com tr\u00eas galhos cortados, uma polia e o balde de alum\u00ednio, que desce amarrado em uma corda at\u00e9 alcan\u00e7ar a \u00e1gua. Tr\u00eas dias antes, o pantaneiro, acostumado com a paisagem da maior plan\u00edcie inund\u00e1vel do planeta, n\u00e3o contava com uma gota sequer em casa. \u201cA gente tem um po\u00e7o artesiano da comunidade, mas t\u00e1 muito seco e a bomba queimou. Ent\u00e3o decidimos tentar cavar aqui. Conseguimos subir tr\u00eas baldes de \u00e1gua para tomar banho, cozinhar e lavar algumas coisas\u201d, conta um dos filhos de Jorge, que leva o mesmo nome do pai.<\/p>\n<p>Chacoror\u00e9 \u00e9 a principal ba\u00eda formada pelo rio Cuiab\u00e1, no Pantanal, e a terceira maior do bioma. Dados do Instituto Centro de Vida e da Universidade do Estado de Mato Grosso apontam que o complexo perdeu 60% de sua superf\u00edcie alagada entre 2016 e 2020. \u201cN\u00f3s soltamos os animais do s\u00edtio no que resta de \u00e1gua na ba\u00eda, porque se deixar aqui v\u00e3o morrer. Muitos acabam atolando na lama que restou ou morrem de fome e sede no caminho. Os bichos est\u00e3o fracos e aqui nem mandioca cresce mais\u201d, diz Jorge Filho.<\/p>\n<p>Em alguns pontos da ba\u00eda a \u00e1gua chegou a retroceder dois quil\u00f4metros, deixando a paisagem irreconhec\u00edvel, com o gado avan\u00e7ando sobre o que antes era um ber\u00e7\u00e1rio de peixes, jacar\u00e9s e outros animais que buscam \u00e1guas calmas no per\u00edodo de reprodu\u00e7\u00e3o. A vegeta\u00e7\u00e3o amarelada pela estiagem ainda se recupera da devasta\u00e7\u00e3o causada pelos inc\u00eandios de 2020, que calcinaram 30% do bioma.<\/p>\n<p>Cerca de 200 quil\u00f4metros ao leste de Chacoror\u00e9, um fio de nylon mergulha nas \u00e1guas verdes do rio Paraguai, na cidade de C\u00e1ceres. A linha, im\u00f3vel, est\u00e1 amarrada na ponta de um galho fincado na areia por Jos\u00e9 Carlos Moia, de 65 anos. \u201cCheguei aqui \u00e0s cinco da manh\u00e3 e at\u00e9 agora nada de peixe.\u201d O rio baixou tanto que o ribeirinho, acostumado a pescar no barranco nos fundos de casa, teve que descer para uma pequena praia formada pelo recuo das \u00e1guas. \u201cNunca vi o rio desse jeito. Tem dois anos que n\u00e3o est\u00e1 chovendo direito. Quando cheguei aqui, com oito anos de idade, era chuva dia e noite. Era tanta \u00e1gua que voc\u00ea n\u00e3o conseguia nem sair de casa. Hoje n\u00e3o tem mais essa invernada. O povo vai desmatando a\u00ed pra cima e a chuva vai se afastando. Se voc\u00ea sair daqui e ir at\u00e9 a Bol\u00edvia, vai ver, \u00e9 s\u00f3 pasto\u201d.<\/p>\n<p>O Pantanal tem uma esta\u00e7\u00e3o chuvosa bem definida no ver\u00e3o. Precisa chover na m\u00e9dia todos os meses, de novembro a mar\u00e7o, para que a vegeta\u00e7\u00e3o utilize a reserva de \u00e1gua durante o outono e o inverno. Para isso, o bioma depende da umidade dos rios voadores, das frentes frias do Sul e da evapotranspira\u00e7\u00e3o de suas \u00e1reas alagadas.<\/p>\n<p>\u201cEm 2019, 2020 e 2021 choveu de 50% a 60% a menos que o normal no ver\u00e3o. Como chove pouco, as reservas de \u00e1gua acabam rapidamente. E a\u00ed tem um balan\u00e7o h\u00eddrico negativo, a vegeta\u00e7\u00e3o seca, um ar mais seco e quente\u201d, observa Marengo, que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/frwa.2021.639204\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicou em abril um estudo<\/a>\u00a0sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong>Esses ver\u00f5es mais fracos [de chuva] significam que as frentes frias do sul e a umidade da Amaz\u00f4nia n\u00e3o conseguiram passar como deveriam. Os rios voadores ou eram fracos, ou n\u00e3o conseguiam entrar no Pantanal e eram levados para outros lugares\u201d, analisa Marengo. \u201cJunto com a seca de 2020 no Pantanal, registrou-se uma onda de calor em setembro e outubro do mesmo ano em toda essa regi\u00e3o. \u00c9<strong>\u00a0<\/strong>o que o IPCC afirma que pode ser mais comum: n\u00e3o \u00e9 um evento simples, mas uma combina\u00e7\u00e3o de extremos.\u201d Em setembro deste ano, novas ondas de calor j\u00e1 se somaram \u00e0 estiagem no Pantanal.<\/p>\n<h3><strong>Sudeste em alerta<\/strong><\/h3>\n<p>Principal fonte de \u00e1gua para os 21,5 milh\u00f5es de habitantes da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, o Cantareira est\u00e1 sofrendo: terminou setembro com 30,4% do volume \u00fatil. Oito anos atr\u00e1s, no fim da esta\u00e7\u00e3o seca que antecedeu a crise h\u00eddrica de 2014 a 2016, o volume era de 40,3%.<\/p>\n<p>A garoa ca\u00eda e parava ao longo de 7 de outubro nos munic\u00edpios banhados pelo Sistema Cantareira, em volume insuficiente para elevar o n\u00edvel dos sete reservat\u00f3rios. Em uma das pontas do rio Jaguari, no munic\u00edpio paulista de Piracaia, o que era para ser um trecho da primeira represa virou um tapete verde de vegeta\u00e7\u00e3o que brotou do leito seco. Os p\u00e1ssaros pousavam apenas em um raso e curto espelho d\u2019\u00e1gua que sobreviveu \u00e0 estiagem, naquela regi\u00e3o rodeada por pastos e fragmentos de Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>A imagem permanece chocante em uma \u00e1rea na represa do Jaguari na cidade de Joan\u00f3polis: um pared\u00e3o de terra em uma das pontas evidencia que o lago est\u00e1 aproximadamente 10 metros abaixo do n\u00edvel normal. Mas o cen\u00e1rio no entorno, com uma Mata Atl\u00e2ntica exuberante, evita uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais extrema. Ali, o dono de duas propriedades aderiu ao programa de restaura\u00e7\u00e3o florestal da SOS Mata Atl\u00e2ntica para ampliar a cobertura da mata ciliar. A nova vegeta\u00e7\u00e3o, plantada h\u00e1 cinco anos, juntou-se aos esfor\u00e7os da mata nativa e j\u00e1 passa a desempenhar seus servi\u00e7os ecossist\u00eamicos.<\/p>\n<p>\u201cEssa floresta, com toda essa conectividade, embora ainda baixa, faz o efeito de esponja \u2013 a principal fun\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica. Ela segura os rios voadores, ret\u00e9m a umidade do ar no per\u00edodo de seca. Durante a noite, essa umidade, o orvalho, infiltra lentamente no solo e o mant\u00e9m vivo; reabastece as nascentes e as mant\u00e9m perenes durante essas varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d, explica Malu Ribeiro, diretora de Pol\u00edticas P\u00fablicas da SOS Mata Atl\u00e2ntica e especialista em recursos h\u00eddricos,<strong>\u00a0<\/strong>enquanto realiza an\u00e1lise da qualidade da \u00e1gua naquele ponto da represa. \u201cNo per\u00edodo de chuva e temporais, a floresta evita a eros\u00e3o, o carreamento do solo f\u00e9rtil e o assoreamento do rio e impede a polui\u00e7\u00e3o difusa. A floresta \u00e9 uma mantenedora do ciclo hidrol\u00f3gico.\u201d<\/p>\n<p>Na crise de 2014-16, quando o Cantareira chegou ao volume morto, a SOS Mata Atl\u00e2ntica alertou para um grande d\u00e9ficit de cobertura florestal na Bacia do Cantareira \u2013 apenas 20%, que se espalhavam em fragmentos, sem muita conectividade entre as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APPs). Ap\u00f3s mapeamento por sat\u00e9lite, a funda\u00e7\u00e3o identificou as \u00e1reas priorit\u00e1rias para restaura\u00e7\u00e3o florestal e iniciou um trabalho de propriedade em propriedade, em busca de interessados em regenerar a mata.<\/p>\n<p>Primeiro, a funda\u00e7\u00e3o ofereceu um milh\u00e3o de mudas, mas praticamente ningu\u00e9m se interessava. Na briga pela implementa\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, muitos ainda n\u00e3o sabiam se teriam de cumprir a legisla\u00e7\u00e3o, ou se a faixa protetiva das APPs seria reduzida. At\u00e9 que a escassez de \u00e1gua assustou e despertou a consci\u00eancia em muitos deles. Hoje, a SOS Mata Atl\u00e2ntica j\u00e1 plantou 1,3 milh\u00e3o de mudas nativas nos oito munic\u00edpios da Bacia do Cantareira.<\/p>\n<p>O Cantareira se recuperou muito pouco ap\u00f3s a crise de 2014-16. Ainda n\u00e3o estabilizou em 80% do volume nos per\u00edodos chuvosos. Nos primeiros 20 dias de outubro, j\u00e1 caiu 102,9 mm de chuva, enquanto a m\u00e9dia hist\u00f3rica para o m\u00eas \u00e9 de 122,3 mm. Em 20 dias, o volume do Cantareira caiu de 30,1% para 28,2%.\u00a0O Cemaden monitora bacias do sistema Centro-Oeste e Sudeste. No Cantareira, a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7ou a se agravar em maio deste ano, primeiro m\u00eas da esta\u00e7\u00e3o seca, que durou at\u00e9 setembro. \u201cPara normalizar a situa\u00e7\u00e3o nos reservat\u00f3rios, ter\u00edamos que ter uma esta\u00e7\u00e3o chuvosa de ver\u00e3o em 2021 muito, mas muito abundante. Mais rios voadores, mais frentes frias. Mas a chance de que isso aconte\u00e7a n\u00e3o \u00e9 muito grande, com a alta probabilidade do fen\u00f4meno La Ni\u00f1a\u201d, observa Jos\u00e9 Marengo.<\/p>\n<p>\u201cSe o compromisso do Brasil para a COP-26 \u00e9 aumentar nossa ambi\u00e7\u00e3o e reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia, na Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 restaurar\u201d, avalia Ribeiro. \u201cA Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 um bioma que cobre 17 estados do Brasil, onde est\u00e3o as principais capitais do pa\u00eds, abriga 70% da nossa popula\u00e7\u00e3o e quase chegou ao ponto de n\u00e3o retorno \u2013 a menos de 8% da cobertura florestal. Hoje temos 12,8%.\u201d<\/p>\n<p>Por outro lado, Malu Ribeiro ressalta que a\u00e7\u00f5es de governan\u00e7a aliviaram os efeitos sentidos pela sociedade desta grave crise h\u00eddrica. O desmatamento quase chegou a zero no estado de S\u00e3o Paulo, a popula\u00e7\u00e3o adquiriu mais consci\u00eancia no consumo d\u2019\u00e1gua e o governo adotou medidas como o ICMS Ecol\u00f3gico, o pagamento por servi\u00e7os ambientais (PSA) e o programa Munic\u00edpio Verde Azul, pontua<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto dados do MapBiomas apontam que dois ter\u00e7os<strong>\u00a0<\/strong>da Mata Atl\u00e2ntica s\u00e3o ocupados pela agropecu\u00e1ria<strong>,<\/strong>\u00a0as \u00e1reas de manancial enfrentam outra amea\u00e7a: a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. \u201cA APA do Sistema Cantareira tem prote\u00e7\u00e3o, um plano de manejo que mant\u00e9m a caracter\u00edstica de zoneamento rural. E os prefeitos se revoltaram, foram atr\u00e1s do governador de S\u00e3o Paulo para mudar essa regulamenta\u00e7\u00e3o, justamente porque o mercado imobili\u00e1rio est\u00e1 fazendo essa press\u00e3o\u201d, alerta Ribeiro. Os pol\u00edticos queriam que a APP se transformasse em zona de expans\u00e3o urbana, na qual a zona de APP passaria de 100 para 15 metros.<\/p>\n<p>\u201cA gente fez essa restaura\u00e7\u00e3o. Agora, o propriet\u00e1rio pode ser um produtor de \u00e1gua, porque conserva a floresta, e pleitear o PSA\u201d, continua Ribeiro. \u201cEsse valor, quando voc\u00ea vai competir com as outras atividades agr\u00edcolas, at\u00e9 pode ser razo\u00e1vel. D\u00e1 para fazer uma cesta de servi\u00e7os ambientais, como por sequestro de carbono. Mas com o mercado imobili\u00e1rio n\u00e3o tem como competir. \u00c9 muita grana.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Infla\u00e7\u00e3o e fome<\/strong><\/h3>\n<p>No outro lado da Serra da Cantareira, M\u00f4nica Damasceno, 29, ajuda a organizar as caixas de cestas b\u00e1sicas que ser\u00e3o distribu\u00eddas a moradores da comunidade que ela carrega no sobrenome. Entre risos, garante que \u00e9 apenas mais uma moradora do Jardim Damasceno, bairro que integra a Brasil\u00e2ndia, um distrito da capital paulista onde vivem quase 300 mil pessoas. O trabalho volunt\u00e1rio na ONG Jo\u00e3o Victor garante as cestas que alimentam n\u00e3o s\u00f3 os vizinhos, mas a pr\u00f3pria fam\u00edlia da auxiliar de enfermagem, que perdeu o emprego na pandemia de covid-19. \u201cAntes a gente conseguia comprar ovo e salsicha, agora nem isso. Com a diminui\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial, a coisa ficou muito mais complicada.\u201d<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o da periferia foi a que mais sofreu durante a pandemia de covid-19 e agora \u00e9 a primeira a sentir os impactos econ\u00f4micos causados pela escassez de chuvas e a m\u00e1 gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, que afetam principalmente o pre\u00e7o dos alimentos. Nos \u00faltimos 12 meses, a infla\u00e7\u00e3o aumentou em 10,25% e a cesta b\u00e1sica, 22,23%. O pre\u00e7o do botij\u00e3o de g\u00e1s subiu 30%, enquanto a energia el\u00e9trica passou para a nova Bandeira Escassez H\u00eddrica, com R$ 14,20 a cada 100 kWh, aumento m\u00e9dio de 6,78% na conta de luz.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a pior fase da minha vida\u201d, diz Cristiano Victor, de 35 anos. Demitido da padaria em que trabalhava como chapeiro, o pernambucano n\u00e3o tinha mais renda para pagar o aluguel e construiu um barraco com t\u00e1buas ao lado de um c\u00f3rrego no Jardim Selma, na zona sul de S\u00e3o Paulo. \u201cEstou aqui h\u00e1 tr\u00eas meses. Fui montando com material que encontrei na rua. Esse sof\u00e1 fui pegar hoje, a cama j\u00e1 peguei. Fiz um trabalho para uma menina e ela me deu essa galinha, trouxe l\u00e1 de Embu-Gua\u00e7u. Foram sete horas de viagem dentro da caixa. A\u00ed o pessoal queria matar ela. Falei: \u2018N\u00e3o, melhor esperar e comer ovo todo dia\u2019\u201d, ele conta, enquanto alimenta a ave com restos de alface que conseguiu no final de uma feira livre. \u201cO nome dela \u00e9 Chiquinha.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/ciencia\/2021\/10\/por-que-o-brasil-vive-a-pior-seca-fenomenos-mudancas-do-clima-desmatamento-amazonia\"><em><strong>Fonte: National Geographic Brasil<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase 80% dos munic\u00edpios brasileiros enfrentavam algum grau de estiagem em setembro, o \u00faltimo m\u00eas da esta\u00e7\u00e3o seca no pa\u00eds.\u00a0Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais\u00a0(Cemaden) apontam que sete (0,12%) cidades registram seca extrema, 453 (8,13%) severa, 1.424 (25,56%) moderada e 2.416 (43,36%) fraca. 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