{"id":87158,"date":"2021-10-18T14:35:33","date_gmt":"2021-10-18T17:35:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=87158"},"modified":"2021-10-18T14:35:33","modified_gmt":"2021-10-18T17:35:33","slug":"como-o-tratamento-de-agua-virou-um-grande-negocio-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2021\/10\/18\/como-o-tratamento-de-agua-virou-um-grande-negocio-em-2021\/","title":{"rendered":"Como o tratamento de \u00e1gua virou um grande neg\u00f3cio em 2021"},"content":{"rendered":"<p>Tomar banho, escovar os dentes, lavar as m\u00e3os, cozinhar. A rotina de praticamente qualquer pessoa envolve o uso de\u00a0<strong>\u00e1gua\u00a0<\/strong>para diferentes atividades essenciais \u2014 e, em meio \u00e0 pior seca dos \u00faltimos 91 anos, empresas de diferentes setores procuram maneiras de garantir o pr\u00f3prio abastecimento. N\u00e3o \u00e0 toa,\u00a0<strong>shopping centers<\/strong>, universidades, ind\u00fastrias e\u00a0 supermercados est\u00e3o entre os principais clientes de empresas que atuam dentro de um nicho bastante espec\u00edfico \u2014 e que cresceu em 2021: o do \u201c<strong>saneamento<\/strong>\u00a0particular\u201d. A express\u00e3o, em um breve resumo, inclui\u00a0empresas altamente especializadas, que se comprometem a fornecer \u00e1gua (pot\u00e1vel ou de re\u00faso) para outras companhias, sem depender de concession\u00e1rias tradicionais.\u00a0<strong>E como isso \u00e9 feito?<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel, uma solu\u00e7\u00e3o aparentemente antiga: a\u00a0<strong>escava\u00e7\u00e3o de po\u00e7os<\/strong>\u00a0e o posterior tratamento da \u00e1gua retirada desses locais \u2014 j\u00e1 que muitas vezes ela vem\u00a0com min\u00e9rios em quantidades n\u00e3o recomendadas para consumo humano ou que possam danificar m\u00e1quinas.\u00a0J\u00e1 no campo do reuso, est\u00e1 o\u00a0<b>tratamento do esgoto<\/b>, feito em uma s\u00e9rie de etapas para que a \u00e1gua que seria descartada possa ser reutilizada em aplica\u00e7\u00f5es como: regar jardins, lavar carros, uso em ar-condicionado e em privadas.<\/p>\n<p>Uma das empresas respons\u00e1veis por ambos os tipos de servi\u00e7os \u00e9 a\u00a0<strong>General Water.\u00a0<\/strong>A companhia faturou 80 milh\u00f5es de reais no primeiro semestre de 2021\u00a0\u2014 foram 60 milh\u00f5es de reais em 2020 \u2014 e tem a proje\u00e7\u00e3o de aumentar esse n\u00famero para R$ 100 milh\u00f5es no ano que vem.\u00a0\u201cEm m\u00e9dia, a GW cresce 15% ao ano de forma bem sustent\u00e1vel, preservando margens de lucro. No in\u00edcio da pandemia, tivemos de flexibilizar contratos com nossos clientes, mas a partir do fim do ano passado, j\u00e1 notamos retomada na procura por nossos servi\u00e7os\u201d, diz Fernando de Barros Pereira, CEO da General Water, \u00e0 EXAME.<\/p>\n<p>Fundada nos anos 1990 para cavar po\u00e7os artesianos para o setor privado, a GW tamb\u00e9m passou a lidar com o tratamento de efluentes em 2005. A decis\u00e3o, entretanto, n\u00e3o veio de um \u201cinsight\u201d de neg\u00f3cios, mas de uma provoca\u00e7\u00e3o feita por um dos clientes \u2014 uma grande montadora \u2014 que n\u00e3o queria ter de arcar, sozinha, com o tratamento da \u00e1gua proveniente do po\u00e7o e perguntou se a companhia conseguiria realizar essa tarefa.<\/p>\n<p>Depois do primeiro cliente com a nova frente de servi\u00e7os, a empresa levou outros quatro anos at\u00e9 tornar essa opera\u00e7\u00e3o rent\u00e1vel. De l\u00e1 para c\u00e1, o\u00a0<strong>tratamento de efluentes se tornou a principal fonte de receita<\/strong>\u00a0da companhia, respondendo por cerca de 60% do total.<\/p>\n<p>A alta procura, segundo a companhia, est\u00e1 no fato de que consegue gerar alta efici\u00eancia a partir do reuso. \u201cEm grandes complexos, conseguimos substituir de 40% a 70% o uso desnecess\u00e1rio de \u00e1gua pot\u00e1vel, como em privadas ou para regar jardins, por exemplo, pela \u00e1gua n\u00e3o pot\u00e1vel tratada por n\u00f3s. Em muitos casos, zeramos o esgoto produzido por empresas\u201d, diz Fernando.<\/p>\n<p>Em uma breve explica\u00e7\u00e3o, esse processo de tratamento ocorre da seguinte forma:<\/p>\n<p>A alta demanda por esses servi\u00e7os faz com que at\u00e9 mesmo companhias fundadas h\u00e1 menos tempo possam ter resultados e perspectivas de crescimento. \u00c9 o caso da\u00a0<strong>NeoWater<\/strong>, startup fundada em 2019 tamb\u00e9m para lidar com po\u00e7os artesianos e que desde 2020 presta o servi\u00e7o de tratamento de efluentes, inclusive para re\u00faso. A companhia\u00a0<b>triplicou de tamanho s\u00f3 dentro da vertical de concession\u00e1ria particular<\/b>\u00a0no primeiro semestre de 2021 (em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2020). A empresa n\u00e3o divulga valores absolutos de faturamento.<\/p>\n<p>\u201cCom esse crescimento, deixamos de lado a empresa de perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os isolada para nos tornarmos uma empresa de saneamento particular, que perfura po\u00e7os aos clientes que quiserem tratar a \u00e1gua que v\u00e3o receber\u201d, diz Pedro Graziano, CEO da NeoWater, em entrevista.<\/p>\n<p>Para isso, a companhia ressalta, assim como a GW, que o investimento em tecnologia \u00e9 fundamental para conseguir realizar o tratamento com efici\u00eancia e a custos competitivos para o setor privado. Em n\u00fameros, a NeoWater afirma que consegue\u00a0<b>atingir uma economia de 10% a 70% na capta\u00e7\u00e3o e tratamento de \u00e1gua e esgoto<\/b>\u00a0quando comparada com o gasto atual dos clientes com as concession\u00e1rias p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Ainda como parte do investimento em tecnologia, a companhia tamb\u00e9m utiliza sensores em todo o processo de fornecimento de \u00e1gua de re\u00faso, para que os clientes consigam acompanhar por meio do pr\u00f3prio celular como a \u00e1gua est\u00e1 em cada ponto do processo at\u00e9 ser reutilizada. \u201cIsso funciona muito bem para ind\u00fastrias que t\u00eam linhas de produ\u00e7\u00e3o, sabem quanto a \u00e1gua est\u00e1 gastando por turno, por exemplo\u201d, diz Pedro.<\/p>\n<h3><b>\u00c1gua que seria descartada pode se tornar pot\u00e1vel de novo?<\/b><\/h3>\n<p>A \u201caposta certeira\u201d das empresas casa com o momento de evolu\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es sobre saneamento e a responsabilidade sobre os res\u00edduos descartados. \u00c9 uma hist\u00f3ria que, de certa forma, come\u00e7a em 2000, com a\u00a0lei que criou a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas, passa pela submiss\u00e3o do Projeto de Lei 7818\/2014, que visa estabelecer normas para a capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva e chega at\u00e9 \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do Marco Legal do Saneamento B\u00e1sico (Lei n\u00ba 14.026\/20) que estabelece, por exemplo, que, at\u00e9 2033, 99% da popula\u00e7\u00e3o brasileira deve ter acesso \u00e0 \u00e1gua tratada e 90% deve ter acesso \u00e0 coleta e tratamento de esgotos. Al\u00e9m disso, a norma tamb\u00e9m regulamenta o reuso de efluentes sanit\u00e1rios tratados, de acordo com normas ambientais e de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Da\u00ed para o tratamento da \u00e1gua at\u00e9 ela se tornar pot\u00e1vel novamente, entretanto, o caminho ser\u00e1 bastante longo no Brasil, apesar dos incentivos recentes. Um fator apontado por fontes ouvidas pela EXAME para isso \u00e9 a<strong>\u00a0portaria 888\/2021 do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong>\u00a0que estabelece todos os par\u00e2metros de controle e padr\u00e3o de potabilidade \u2014 e, portanto, deve funcionar como um guia para empresas que, futuramente, pensarem no re\u00faso como uma op\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cO conceito de \u00e1gua pot\u00e1vel dessa portaria \u00e9 interessante: \u00e1gua que atenda os par\u00e2metros e que n\u00e3o ofere\u00e7a risco \u00e0 sa\u00fade. \u00c9 um crit\u00e9rio at\u00e9 redundante, mas que pode dificultar, em alguma medida, a ado\u00e7\u00e3o desse tipo de re\u00faso por empresas. Imagine adotar esse servi\u00e7o e, em seguida, algum funcion\u00e1rio ficar doente? Nenhuma empresa quer arcar com esse tipo de situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 algo que ter\u00e1 de ser discutido nos pr\u00f3ximos anos para trazer crit\u00e9rios mais claros e minimizar o risco, principalmente para empreendedores que decidirem entrar nessa \u00e1rea\u201d, diz Eduardo Ferreira, s\u00f3cio da \u00e1rea de Direito Ambiental do Machado Meyer Advogados.<\/p>\n<p>Enquanto o Brasil est\u00e1 alguns passos atrasado nessa discuss\u00e3o, outros pa\u00edses j\u00e1 conseguem fazer o tratamento de efluentes, conseguindo devolv\u00ea-los como \u00e1gua pot\u00e1vel. O exemplo mais emblem\u00e1tico est\u00e1 em Israel, pa\u00eds que consegue reaproveitar 87% da \u00e1gua consumida, principalmente aplicando essa \u00e1gua na irriga\u00e7\u00e3o de planta\u00e7\u00f5es. Em Tel Aviv, o re\u00faso chega a 100% da \u00e1gua consumida, segundo dados de 2018.<\/p>\n<h3><b>Por que o re\u00faso ainda n\u00e3o chega para a maior parte das pessoas\u00a0<\/b><\/h3>\n<p>O primeiro fator \u2014 e mais \u00f3bvio \u2014 est\u00e1 relacionado aos \u00edndices de saneamento b\u00e1sico no Brasil. Hoje, 5,5 milh\u00f5es de brasileiros n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua tratada e quase 22 milh\u00f5es n\u00e3o t\u00eam acesso a esgoto nas maiores cidades do pa\u00eds, segundo o Ranking do Saneamento produzido anualmente pelo Instituto Trata Brasil, refer\u00eancia no segmento.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil ainda n\u00e3o trata metade dos esgotos que gera (49%), o que representa jogar na natureza, todos os dias, 5,3 mil piscinas ol\u00edmpicas de esgotos sem tratamento. Nas 100 maiores cidades, em 2019, descartou-se um volume correspondente a 1,8 mil piscinas ol\u00edmpicas di\u00e1rias\u201d, diz relat\u00f3rio publicado pela institui\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es onde n\u00e3o h\u00e1 saneamento b\u00e1sico, tampouco h\u00e1 tarifas para pagar por esse tipo de servi\u00e7o. E, portanto, acaba sendo mais dif\u00edcil para as empresas convencerem outras companhias da necessidade de tratar \u00e1gua e reutiliz\u00e1-la. O cen\u00e1rio tamb\u00e9m pode colaborar para a falta de uso e escava\u00e7\u00e3o de po\u00e7os artesianos, o que tamb\u00e9m n\u00e3o contribui para um uso mais racional e eficiente da \u00e1gua, segundo as empresas ouvidas por EXAME.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o\u00a0<strong>Marco Regulat\u00f3rio do Saneamento<\/strong>\u00a0pode representar o in\u00edcio de discuss\u00f5es mais aprofundadas sobre o tema. \u201cN\u00e3o \u00e9 um fim em si mesmo, mas pode ser o pontap\u00e9 para evoluirmos em quest\u00f5es de saneamento, nas quais o Brasil realmente teve dificuldades de avan\u00e7ar nos \u00faltimos anos\u201d, diz Eduardo Ferreira, s\u00f3cio da \u00e1rea de Direito Ambiental do Machado Meyer Advogados.<\/p>\n<p>Do lado desses argumentos, est\u00e1 um estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, que apontou em 2019 que a falta de concorr\u00eancia no setor de saneamento seria o principal problema para investimentos no setor.<\/p>\n<p>\u201cA falta de concorr\u00eancia afeta a expans\u00e3o do atendimento e investimentos e a capacidade de gest\u00e3o do setor. Al\u00e9m disso, o atual contexto fiscal refor\u00e7a a necessidade do aumento da participa\u00e7\u00e3o privada (atualmente respons\u00e1vel pelo atendimento de 9% da popula\u00e7\u00e3o). A indisponibilidade de recursos p\u00fablicos n\u00e3o permitir\u00e1 que companhias sem capacidade de investimento expandam os servi\u00e7os de \u00e1gua e esgoto\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>Contudo, a entrada de mais agentes privados no setor est\u00e1 longe de ser uma unanimidade para resolver o problema do saneamento e do re\u00faso de \u00e1gua aplicado em larga escala no Brasil. Isso porque, com mais empresas em v\u00e1rios pontos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, a quest\u00e3o que se levanta \u00e9: at\u00e9 onde vale a pena aumentar tarifas para tornar o setor mais atrativo \u00e0s companhias que atuar\u00e3o nele?\u00a0<b>Quanto as tarifas v\u00e3o aumentar para acompanhar esse ritmo?\u00a0<\/b>N\u00e3o h\u00e1 um consenso completo para essa resposta.<\/p>\n<p>E, por fim, superados esses desafios, \u00e9 necess\u00e1rio ter um amplo volume a ser captado. No caso da GW, esse n\u00famero \u00e9 de 1.200 metros c\u00fabicos por m\u00eas \u2014 ou o equivalente ao consumo de 270 pessoas, o que daria cerca de 60 a 70 resid\u00eancias.<\/p>\n<aside><\/aside>\n<h3><b>Enquanto isso, po\u00e7os continuam sendo op\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p>Enquanto ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer isso no Brasil, a GW tamb\u00e9m continua escavando e \u201coperando\u201d po\u00e7os artesianos para clientes privados, uma vertical que ainda \u00e9 respons\u00e1vel por 40% da receita da companhia. Ao todo, a empresa cuida de 240 po\u00e7os atualmente, em 140 clientes.<\/p>\n<p>Entre os clientes dessa oferta combinada de servi\u00e7os (escava\u00e7\u00e3o de po\u00e7os e tratamento de efluentes) est\u00e3o o Shopping D&amp;D e o complexo WTC, Aeroporto Internacional de Guarulhos e Hospital Samaritano.<\/p>\n<p>Em nota, a\u00a0<strong>GRU Airport<\/strong>, concession\u00e1ria que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos, afirma que \u201cdesde 2014, com a entrada em opera\u00e7\u00e3o do Terminal 3, vem tomando a\u00e7\u00f5es para otimizar a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema h\u00eddrico do equipamento. Alguns exemplos dessas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o a capta\u00e7\u00e3o e re\u00faso de \u00e1gua de chuva; re\u00faso da \u00e1gua do sistema de refrigera\u00e7\u00e3o de todo Terminal Internacional e tratamento da \u00e1gua do sistema de efluentes para utiliza\u00e7\u00e3o na limpeza dos p\u00e1tios de aeronaves\u201d. E que, desde 2019, ampliou o trabalho de gest\u00e3o desses processos junto \u00e0 General Water.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o no setor privado, a GW tamb\u00e9m tem o contrato de concess\u00e3o para fornecer \u00e1gua pot\u00e1vel (tamb\u00e9m a partir de po\u00e7os artesianos) para a cidade de Porto Feliz, que tem cerca de 100 mil habitantes. Segundo Fernando, o foco est\u00e1 em cidades menores e, hoje, a empresa tamb\u00e9m participa de processos nas cidades de Hortol\u00e2ndia e Coxim, al\u00e9m de mirar cons\u00f3rcios no Amap\u00e1.<\/p>\n<p>Do lado da Neowater, que trabalha exclusivamente para o setor privado, a companhia ressalta que o investimento para se ter um po\u00e7o artesiano n\u00e3o \u00e9 algo competitivo para qualquer pessoa: o investimento para tal fica em torno de 40 mil reais, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Para ambas as empresas, o que falta para evoluir \u00e9 uma certa quebra de paradigma sobre o consumo de \u00e1gua no Brasil: um pa\u00eds que tem muita \u00e1gua, mas que ainda precisa de investimentos consistentes em saneamento para tornar op\u00e7\u00f5es como o re\u00faso e o tratamento de \u00e1gua e esgoto acess\u00edveis a todos.\u00a0\u00a0\u00c9 um conceito traduzido na afirma\u00e7\u00e3o de Pedro Graziano, CEO da NeoWater:\u00a0 \u201cN\u00e3o podemos mais viver o presente com a \u00e1gua do passado\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/negocios\/como-o-tratamento-de-agua-virou-um-grande-negocio-em-2021\/\"><em><strong>Fonte: Exame<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tomar banho, escovar os dentes, lavar as m\u00e3os, cozinhar. 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