{"id":72786,"date":"2020-08-23T05:00:15","date_gmt":"2020-08-23T08:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=72786"},"modified":"2023-01-10T08:24:20","modified_gmt":"2023-01-10T11:24:20","slug":"startups-da-amazonia-impulsionam-a-bioeconomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/23\/startups-da-amazonia-impulsionam-a-bioeconomia\/","title":{"rendered":"Startups da Amaz\u00f4nia impulsionam a bioeconomia"},"content":{"rendered":"<h2><strong>Cap\u00edtulo 1. EMPRESAS DA FLORESTA<\/strong><\/h2>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O universo de startups que est\u00e1 nascendo na\u00a0<b>Amaz\u00f4nia\u00a0<\/b>com foco em atividades sustent\u00e1veis pode ser exemplo para fomentar a bioeconomia que governos, grupos empresariais, investidores e ambientalistas buscam para desenvolver a regi\u00e3o e gerar renda para a popula\u00e7\u00e3o sem derrubar ou queimar a floresta. Baseados em produtos e projetos locais, que v\u00e3o de a\u00e7a\u00ed a cosm\u00e9ticos, pequenos neg\u00f3cios inovadores come\u00e7am a transformar o cen\u00e1rio regional.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A economia verde, ou de baixo carbono, deve ajudar a regi\u00e3o amaz\u00f4nica &#8211; que representa cerca de 60% do territ\u00f3rio brasileiro &#8211; a dar um salto em sua participa\u00e7\u00e3o no\u00a0<b>Produto Interno Bruto (PIB)<\/b>, hoje de apenas 8%, segundo avalia\u00e7\u00e3o de especialistas no tema.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O caminho trilhado por um n\u00famero crescente de startups amaz\u00f4nicas para essa nova economia envolve comunidades ribeirinhas, ind\u00edgenas, quilombolas e agricultores familiares. A l\u00f3gica est\u00e1 em aplicar ci\u00eancia e tecnologia a dezenas de ativos da regi\u00e3o desde o in\u00edcio da cadeia de produ\u00e7\u00e3o para aumentar o valor dos produtos e beneficiar as popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Fabricante de cosm\u00e9ticos feitos com \u00f3leos extra\u00eddos de plantas da regi\u00e3o, a startup Biozer se prepara para exportar seus produtos para os Estados Unidos, Emirados \u00c1rabes e Europa. J\u00e1 o Caf\u00e9 Agroflorestal de Apu\u00ed utiliza gr\u00e3os de planta\u00e7\u00f5es em \u00e1reas sombreadas pela floresta e ser\u00e1 enviado para a Alemanha. Os chocolates da De Mendes s\u00e3o feitos com cacau nativo colhido por ribeirinhos e \u00edndios e chegam a consumidores de v\u00e1rios Estados e tamb\u00e9m do exterior.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-split \" data-fraction=\"even\" data-blocks=\"2\">\n<div class=\"arte-split__column\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Dono da maior\u00a0<b>biodiversidade\u00a0<\/b>vegetal do mundo, o Brasil possui cerca de 50 mil esp\u00e9cies de plantas, das quais pelo menos 20 mil end\u00eamicas &#8211; que ocorrem somente no Pa\u00eds. Embora todos os biomas nacionais tenham capacidade de desenvolver uma economia baseada na biodiversidade, \u00e9 a regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia que oferece as condi\u00e7\u00f5es para investimentos imediatos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"arte-split__column\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h2>60% do territ\u00f3rio<\/h2>\n<p>brasileiro \u00e9 ocupado pela regi\u00e3o amaz\u00f4nica, mas sua participa\u00e7\u00e3o no PIB nacional \u00e9 de apenas 8%, segundo especialista<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estudo feito pelo WRI Brasil, lan\u00e7ado na semana passada com base em dados do censo agropecu\u00e1rio do <b>IBGE<\/b>, mostra que 74% das atividades extrativistas n\u00e3o exaustivas (a partir de sementes, folhas, frutos, \u00f3leos, sem levar \u00e0 derrubada da \u00e1rvore) est\u00e3o na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Idealizador do projeto Amaz\u00f4nia 4.0, o pesquisador<b>Carlos Nobre<\/b>, do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da USP, define que, para a regi\u00e3o, o conceito de bioeconomia visa a promover sistemas de produ\u00e7\u00e3o baseados no uso e na conserva\u00e7\u00e3o dos recursos biol\u00f3gicos da floresta em p\u00e9. Ele compara que as atividades extrativistas realizadas na regi\u00e3o, apesar de ainda em pequena escala, j\u00e1 s\u00e3o mais lucrativas do que desmatar. O valor anual da produ\u00e7\u00e3o de carne e soja, por exemplo, \u00e9 de R$ 604 por hectare; no caso do a\u00e7a\u00ed, cacau e castanha, esse montante chega a R$ 12,3 mil.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Especialista do WRI no tema, o economista e bi\u00f3logo Rafael Feltran-Barbieri vai na mesma linha e calcula que o extrativismo n\u00e3o exaustivo \u00e9 particularmente rent\u00e1vel para os pequenos propriet\u00e1rios. \u201cPara as pequenas propriedades, os produtos nativos cultivados trazem renda m\u00e9dia de R$ 3.100 por hectare ao ano. Quem faz rota\u00e7\u00e3o de soja e milho tira cerca de R$ 1.762\/ha\/ano. J\u00e1 a pecu\u00e1ria de corte rende apenas R$ 1.250\/ha\/ano\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cMas a explora\u00e7\u00e3o de produtos in natura \u00e9 s\u00f3 a ponta do iceberg para a\u00a0<b><a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,pressao-interna-e-externa-faz-crescer-interesse-na-bioeconomia-da-amazonia,70003375861\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bioeconomia<\/a><\/b>. H\u00e1 uma grande diversidade de subst\u00e2ncias que podem ser produzidas em escala\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Carlos Nobre, para isso vingar como uma alternativa econ\u00f4mica, \u00e9 preciso investir em uma bioindustrializa\u00e7\u00e3o local, que possa beneficiar os produtos, gerando mais renda e empregos. \u201cA ind\u00fastria 4.0 no mundo moderno tem, logicamente, um caminho que \u00e9 o da bioind\u00fastria fazendo um produto que chega ao consumidor\u201d, explica. \u201cMas esse n\u00e3o \u00e9 o maior mercado poss\u00edvel, mas sim o chamado \u2018business to business\u2019, em que os produtos de uma ind\u00fastria fluem para outra maior, mais pr\u00f3xima dos centros consumidores ou de centros exportadores, que faz o produto final. Esse potencial tem de ser desenvolvido, porque ele \u00e9 bem grande.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Para o economista\u00a0<b>Jos\u00e9 Roberto Mendon\u00e7a de Barros<\/b>, h\u00e1 a\u00ed uma enorme oportunidade. \u201cCom pesquisa, que foi justamente o que transformou o\u00a0<b>agroneg\u00f3cio\u00a0<\/b>brasileiro, \u00e9 sim poss\u00edvel desenvolver esses projetos e ganhar escala\u201d, afirma. O caminho, segundo ele, passa pela transforma\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas em novos materiais e pelo pagamento por servi\u00e7os ambientais, como dar a propriet\u00e1rios de terra uma renda para preservar uma nascente.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Mendon\u00e7a de Barros ressalta que a pandemia acentuou a tend\u00eancia de que a sustentabilidade \u00e9 indispens\u00e1vel. \u201cGanha for\u00e7a a ideia de que \u00e9 poss\u00edvel transformar partes do sistema de produ\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade. E isso vai entrar na experi\u00eancia das grandes empresas.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201c\u00c9 a primeira vez que a gente vive uma press\u00e3o tang\u00edvel de quem aloca o capital para que o Pa\u00eds fa\u00e7a a transi\u00e7\u00e3o para pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis\u201d, diz Ricardo Zibas, s\u00f3cio-diretor da KPMG, que viu crescer neste ano em 20% \u00a0 \u00a0a procura de empresas por consultoria sobre iniciativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pauta\u00a0<b><a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/governanca,o-que-e-esg-e-por-que-esse-conceito-ganhou-importancia-no-mundo-dos-negocios,70003399787\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ESG, sigla em ingl\u00eas para os aspectos ambiental, social e de governan\u00e7a<\/a><\/b>.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p><i>\u201c<\/i><i>Com pesquisa, que foi justamente o que transformou o agroneg\u00f3cio brasileiro, \u00e9 sim poss\u00edvel desenvolver esses projetos e ganhar escala<\/i><i>.\u201d<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Jos\u00e9 Roberto Mendon\u00e7a de Barros,<\/b>\u00a0economista<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Ricardo Abramovay, professor do Programa de Ci\u00eancia Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, lembra que nos Estados Unidos, a bioeconomia hoje j\u00e1 corresponde a 5% do PIB do pa\u00eds, de acordo com um estudo das Academias de Ci\u00eancias, de Engenharia e de Medicina dos EUA. Mas diz que esse modelo \u00e9 muito baseado na aplica\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e tecnologia para desenvolver recursos biol\u00f3gicos voltados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia, fibra e alimentos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-split \" data-fraction=\"even\" data-blocks=\"2\">\n<div class=\"arte-split__column\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cEssa bioeconomia contempor\u00e2nea n\u00e3o \u00e9 a biodiversidade florestal. Aqui temos muito a ganhar se concentrarmos os esfor\u00e7os de inova\u00e7\u00e3o para fazer emergir uma economia da biodiversidade florestal, que respeite o conhecimento dos povos tradicionais, mas n\u00e3o se limite s\u00f3 a ele\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"arte-split__column\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h2>74%<\/h2>\n<div class=\"numerons-txt\">das atividades extrativistas n\u00e3o exaustivas (a partir de sementes, folhas, frutos, \u00f3leos, sem derrubar \u00e1rvores) do Pa\u00eds est\u00e3o na Amaz\u00f4nia<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Ele pontua que esse movimento tamb\u00e9m tem de levar em conta as dificuldades, principalmente de infraestrutura, que ainda marcam a Amaz\u00f4nia, como o acesso \u00e0 energia.&#8221;H\u00e1 um certo pensamento em torno da bioeconomia de que basta juntar os recursos da floresta com investimento tecnol\u00f3gico. Tem de fazer com que seja uma resposta para os problemas das popula\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o que s\u00e3o muito elementares, como dificuldade de deslocamento, falta de saneamento\u201d, complementa. E para isso, diz, h\u00e1 que se investir em ci\u00eancia e tecnologia locais.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure style=\"width: 1183px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/d2\/z5\/vd\/19\/vm\/09\/Biozer.jpg\" alt=\"\" width=\"1183\" height=\"666\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Danniel Pinheiro, s\u00f3cio da Biozer, que produz cosm\u00e9ticos veganos e sustent\u00e1veis (BIOZER\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h4>PROGRAMAS DE ACELERA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Ainda n\u00e3o h\u00e1 dados precisos sobre o n\u00famero de startups da floresta, mas, em duas chamadas feitas nos \u00faltimos dois anos pelo Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia (Idesam) para programas de acelera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios de impacto promovido pela Plataforma Parceiros pela Amaz\u00f4nia (PPA) foram inscritos 280 projetos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O instituto captou R$ 6 milh\u00f5es no per\u00edodo e escolheu 30 empreendedores para participar de cursos de capacita\u00e7\u00e3o, monitorias e oficinas sobre como conciliar o desenvolvimento econ\u00f4mico e a conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Desse grupo, 12 receberam investimentos h\u00edbridos, parte obtido no mercado e parte do capital filantr\u00f3pico do Idesam, que tem entre seus apoiadores a Sitawi e o Fundo Vale.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cN\u00e3o tem como manter a floresta de p\u00e9 sem gerar renda para a popula\u00e7\u00e3o local\u201d, afirma Mariano Cenamo, engenheiro florestal e diretor de Novos Neg\u00f3cios do Idesam.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p><i>\u201c<\/i><i>N\u00e3o tem como manter a floresta de p\u00e9 sem gerar renda para a popula\u00e7\u00e3o local<\/i><i>.\u201d<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Mariano Cenamo,<\/b>\u00a0diretor do Idesam<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O Idesam tamb\u00e9m coordena o Programa Priorit\u00e1rio de Bioeconomia (PPBio) do governo federal, que tem como base a Lei de Inova\u00e7\u00e3o e possibilita \u00e0s empresas do Polo Industrial de Manaus incentivo tribut\u00e1rio para investimentos em pesquisa e desenvolvimento em projetos ligados \u00e0 bioeconomia.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Iniciado em mar\u00e7o do ano passado, o programa recebeu 73 inscri\u00e7\u00f5es e captou R$ 9,5 milh\u00f5es entre sete empresas que v\u00e3o fazer aportes em 14 projetos selecionados. \u201cConseguir esse valor em um ano e mant\u00ea-lo mesmo com a crise do coronav\u00edrus mostra que h\u00e1 uma demanda reprimida e que as empresas est\u00e3o olhando os investimentos sustent\u00e1veis como oportunidade de neg\u00f3cios\u201d, diz Carlos Gabriel Koury, tamb\u00e9m engenheiro florestal e respons\u00e1vel pelo PPBio.O programa envolve parcerias com Institui\u00e7\u00f5es de Ci\u00eancia e Tecnologia (ICTs) e universidades p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n<h2><strong>Cap\u00edtulo 2. COSM\u00c9TICO 100% NATURAL<\/strong><\/h2>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/04\/x5\/o4\/gj\/o7\/26\/catadoras.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"810\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Mulheres selecionam am\u00eandoas de tucum\u00e3 que ser\u00e3o usadas na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leos (IDESAM\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Cosm\u00e9ticos 100% naturais produzidos em Manaus come\u00e7ar\u00e3o a ser exportados para Estados Unidos, Dubai e Europa ainda este ano. Os embarques s\u00f3 n\u00e3o ocorreram ainda porque a\u00a0<b>pandemia da covid-19<\/b>\u00a0atrapalhou os planos da\u00a0<b>startup\u00a0<\/b>Biozer, que utiliza \u00f3leos extra\u00eddos de \u00e1rvores e plantas da Amaz\u00f4nia na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leos fitoter\u00e1picos, cremes e, em breve, gel, espuma para limpeza facial e suplemento alimentar feito de frutas da\u00a0<b>regi\u00e3o amaz\u00f4nica<\/b>.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O primeiro embarque para os EUA estava previsto para abril, mas foi travado pela quarentena. A Biozer j\u00e1 tem o selo Halal, certifica\u00e7\u00e3o que a credencia a exportar para o mercado \u00e1rabe e est\u00e1 perto de obter o selo franc\u00eas Ecocert, que abre portas na Europa para produtos org\u00e2nicos. Contatos para exporta\u00e7\u00e3o est\u00e3o em andamento.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Antes uma empresa de pesquisa e desenvolvimento criada em 2008 pelo bi\u00f3logo Carlos de Souza Pinheiro, funcion\u00e1rio do\u00a0<b>Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa)<\/b>, a Biozer entrou para uma incubadora de startups h\u00e1 tr\u00eas anos, quando seu filho Danniel assumiu o neg\u00f3cio.<\/p>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/04\/x5\/o4\/gj\/o7\/26\/biozer-fabrica.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00d3leo fitoter\u00e1pico na f\u00e1brica da Biozer, em Manaus (BRUNO KELLY\/ESTAD\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Formado em biotecnologia, Danniel, hoje com 26 anos, se incomodava com o fato de a Amaz\u00f4nia ser fornecedora de mat\u00e9ria-prima e n\u00e3o ter uma f\u00e1brica de\u00a0<b>cosm\u00e9ticos naturais<\/b>. Em parceria com o ga\u00facho Domingos Amaral \u2013 administrador de 53 anos que buscava um projeto para investir \u2013, ele transformou em produtos os ativos da floresta que o pai pesquisa.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">No Centro de Incuba\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Empresarial (Cide), ligado \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Amazonas, os s\u00f3cios come\u00e7aram a produzir ess\u00eancias de \u00f3leos de copa\u00edba, andiroba, a\u00e7a\u00ed, guaran\u00e1, tucum\u00e3 e outros frutos locais fornecidos por cooperativas de extrativistas do interior do Estado.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Na sequ\u00eancia vieram argilas para m\u00e1scaras faciais e corporais com \u00f3leos que potencializam seus efeitos. Os s\u00f3cios criaram a marca Simbioze Amaz\u00f4nica para seus produtos naturais, veganos e sustent\u00e1veis. \u201cTem muito produto que usa selo verde, mas quando \u00e9 feita a leitura da composi\u00e7\u00e3o percebe-se que tem extrato e produtos qu\u00edmicos que agridem a pele\u201d, afirma Danniel. \u201cQueremos levar produtos premium para o Brasil e o mundo com o mesmo \u00f3leo que o caboclo e o \u00edndio usam h\u00e1 centenas de anos, sem nenhum aditivo\u201d, acrescenta Amaral.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h4>CADEIA DE FORNECIMENTO<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A primeira dificuldade do processo foi encontrar insumos de qualidade e rastreabilidade. Com ajuda de entidades ambientais e cooperativas, eles criaram um projeto de capacita\u00e7\u00e3o dos extrativistas para garantir o padr\u00e3o do \u00f3leo necess\u00e1rio para o processo industrial.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p><i>\u201cQueremos levar produtos premium para o Brasil e o mundo com o mesmo \u00f3leo que o caboclo e o \u00edndio usam h\u00e1 centenas de anos.\u201d<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Domingos Amaral,<\/b>\u00a0s\u00f3cio da Biozer<\/div>\n<\/blockquote>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/04\/x5\/o4\/gj\/o7\/26\/danniel2.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Danniel Pinheiro e o s\u00f3cio criaram a marca Simbioze Amaz\u00f4nica, de produtos sustent\u00e1veis (BRUNO KELLY\/ESTAD\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O pre\u00e7o do \u00f3leo \u00e9 definido pelas cooperativas de acordo com o volume da safra. \u201cO pre\u00e7o \u00e9 o mesmo que pagar\u00edamos se o \u00f3leo viesse de S\u00e3o Paulo, ou seja, agregamos valor na extra\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o h\u00e1 atravessadores\u201d, informa Amaral.<\/p>\n<p>Hoje a empresa tem tr\u00eas linhas de produtos de \u00f3leos fitoter\u00e1picos e hidratantes de andiroba, breu branco, castanha, copa\u00edba, patau\u00e1, pracaxi e priprioca, e argila para m\u00e1scaras faciais e corporais de argila branca, cupua\u00e7u, a\u00e7a\u00ed e guaran\u00e1. Em setembro ser\u00e1 lan\u00e7ada uma quarta linha, com gel, gel esfoliante e espuma de limpeza. Batizada de Energetic Face, a linha \u201cvai unir a for\u00e7a do a\u00e7a\u00ed e os benef\u00edcios da copa\u00edba\u201d, afirma Amaral.<\/p>\n<h4>FRUTAS ENCAPSULADAS<\/h4>\n<p>No pr\u00f3ximo ano chegar\u00e1 outro produto inovador, que s\u00e3o suplementos alimentares de frutas desidratadas. As c\u00e1psulas ser\u00e3o feitas de a\u00e7a\u00ed, guaran\u00e1 e camucamu, \u201cfruta que tem 30 vezes mais vitamina C do que a laranja\u201d, explica Danniel. Os itens da marca s\u00e3o vendidos pela internet, em lojas de produtos naturais e para cl\u00ednicas est\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Os s\u00f3cios t\u00eam planos para uma f\u00e1brica maior, que deve multiplicar por dez a capacidade atual, de 4 mil unidades di\u00e1rias. Esse projeto est\u00e1 or\u00e7ado em R$ 8 milh\u00f5es e, diz Amaral, j\u00e1 h\u00e1 fundos interessados no neg\u00f3cio. At\u00e9 agora foram investidos R$ 1,2 milh\u00e3o na startup, sem contar o aporte que veio pelo PPBio, programa governamental que d\u00e1 incentivos fiscais para quem investe em P&amp;D.<\/p>\n<p>A Biozer mant\u00e9m programa de ajuda \u00e0 comunidades para restaurar \u00e1reas degradadas e escolheu como mascote o<b>\u00a0sauim-de-coleira<\/b>, sagui end\u00eamico de Manaus em risco de extin\u00e7\u00e3o. Ele se alimenta de frutos silvestres que est\u00e3o desaparecendo com o avan\u00e7o da zona urbana. \u201cBuscamos formas de fomentar o reflorestamento da alimenta\u00e7\u00e3o dele para que possa sobreviver em outras \u00e1reas\u201d, diz Amaral.<\/p>\n<h2><strong>Cap\u00edtulo 3. CHOCOLATE NATIVO<\/strong><\/h2>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/kw\/2g\/qy\/zd\/vj\/0y\/Cesar1.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"1137\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">C\u00e9sar de Mendes (de camiseta branca) ensina comunidade ribeirinha a preparar o cacau (DE MENDES\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Professor universit\u00e1rio e pesquisador formado em qu\u00edmica, com cinco especializa\u00e7\u00f5es e dois mestrados, C\u00e9sar de Mendes largou a vida acad\u00eamica quando cursava o doutorado em raz\u00e3o de um problema de sa\u00fade. Montou uma empresa de consultoria e, em 2005, foi contratado para fazer o planejamento de desenvolvimento econ\u00f4mico do munic\u00edpio de Medicil\u00e2ndia, no Par\u00e1, maior produtor de cacau do Pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Filho de m\u00e3e quilombola e pai ribeirinho, ele nasceu em Macap\u00e1 (AP), mas ainda crian\u00e7a mudou-se com a fam\u00edlia para Bel\u00e9m. Da inf\u00e2ncia, sempre se lembrava da av\u00f3 e da m\u00e3e fazendo\u00a0<b>chocolates\u00a0<\/b>no pil\u00e3o, de forma r\u00fastica. Ao chegar em Medicil\u00e2ndia, depois de ter passado v\u00e1rios anos estudando em Bel\u00e9m e S\u00e3o Paulo, e de viajar por todo o Pa\u00eds quando era consultor, ele se encantou pelo cacau selvagem, colhido por comunidades amaz\u00f4nicas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Mendes se deu conta de que, na \u00e9poca, n\u00e3o havia nenhuma f\u00e1brica de chocolates de cacau nativo no Estado e decidiu montar uma em parceria com uma cooperativa de colhedores de cacau de Medicil\u00e2ndia, batizada de Amazonas Cacau. A partir da\u00ed, mergulhou em pesquisas sobre o produto, sobre processos de produ\u00e7\u00e3o e novas tecnologias.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cSempre se teve ideia de que o cacau veio da Am\u00e9rica Central ou da Europa. N\u00e3o se falava nada do Brasil e muito menos da Amaz\u00f4nia. Isso me incomodava muito.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>C\u00e9sar de Mendes,<\/b>\u00a0chocolatier<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A parceria com a cooperativa n\u00e3o deu certo e ele levou a empresa para Bel\u00e9m, que fica a mil km de Medicil\u00e2ndia. Deixou a consultoria para se dedicar ao neg\u00f3cio e chegou a desenvolver algumas m\u00e1quinas para adaptar o processo produtivo. \u201cAbri uma loja tem\u00e1tica na Esta\u00e7\u00e3o das Docas de Bel\u00e9m, local tur\u00edstico onde eu fazia chocolates na frente das pessoas\u201d, conta. \u201cSempre se teve ideia de que o cacau veio da Am\u00e9rica Central ou da Europa. N\u00e3o se falava nada do Brasil e muito menos da\u00a0<b>Amaz\u00f4nia<\/b>. Isso me incomodava muito e comecei a repensar o projeto da empresa.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h4>CASA NA FLORESTA<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Em 2012 ele se mudou para Col\u00f4nia Chicano, comunidade de ribeirinhos e quilombolas que colhem cacau em Santa B\u00e1rbara, na regi\u00e3o metropolitana de Bel\u00e9m, onde vivem 500 habitantes. \u201cInstalei a f\u00e1brica e comprei uma casa, pois queria trabalhar com a comunidade local, entender como vivem.\u201d Dois anos depois ele mudou a raz\u00e3o social da empresa para De Mendes, e passou por um projeto de incuba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Fez parcerias com v\u00e1rios povos tradicionais da floresta \u2013\u00a0<b>quilombolas, ribeirinhos e \u00edndios yanomami<\/b>\u00a0que fornecem o produto e o ajudam a descobrir variedades diferentes do cacau. Ele ensina esses povos a como colher os frutos, abrir as castanhas, fermentar a polpa junto com as sementes, secar as sementes e macerar para obter o p\u00f3 usado na produ\u00e7\u00e3o dos chocolates.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cQuem preserva a Amaz\u00f4nia s\u00e3o os povos origin\u00e1rios, que conseguem manejar a floresta sem derrubar, usam de forma sensata, s\u00e1bia e equilibrada.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>C\u00e9sar de Mendes,<\/b>\u00a0chocolatier<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cMantemos uma rela\u00e7\u00e3o justa de pre\u00e7o e pago em torno de quatro vezes mais que o mercado\u201d, conta o chocolatier, que passou a ser convidado para dar palestras por todo o Brasil e no exterior. Ele tamb\u00e9m pretende repassar aos fornecedores um porcentual sobre a venda dos chocolates. Com isso, os povos locais conseguem obter renda sem precisar destruir a floresta ou ser cooptado para trabalhar em garimpos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cQuem preserva a Amaz\u00f4nia s\u00e3o os povos origin\u00e1rios, que conseguem manejar a floresta sem derrubar, usam de forma sensata, s\u00e1bia e equilibrada, e a gente come\u00e7ou a incorporar esses valores na empresa\u201d, afirma o produtor.<\/p>\n<figure style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/kw\/2g\/qy\/zd\/vj\/0y\/Cesar2.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Filho de m\u00e3e quilombola e pai ribeirinho, Mendes (de preto) envolveu v\u00e1rias comunidades locais na produ\u00e7\u00e3o de chocolate (DE MENDES\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Hoje, a De Mendes recebe cacau de 3,5 mil colhedores de v\u00e1rias comunidades, como a do Rio Jari, na divisa entre Par\u00e1 e Amap\u00e1, que leva uma semana para chegar a Bel\u00e9m por barco. Das reservas dos yanomamis o cacau vai de avi\u00e3o de Boa Vista (RR) at\u00e9 Bel\u00e9m, log\u00edstica que \u00e9 feita por meio do Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h4>ELEGANTE E SOFISTICADO<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Os chocolates De Mendes j\u00e1 ganharam pr\u00eamios em dois festivais em Paris. A empresa produz nove tipos que recebem nomes das comunidades fornecedoras do cacau. Cada barra de 50g custa R$ 18, com exce\u00e7\u00e3o da Yanomami, que custa R$ 50 e teve um lote de mil unidades produzido em plena aldeia e vendido em evento em S\u00e3o Paulo no fim do ano passado. As vendas s\u00e3o feitas apenas via internet pelo site da empresa ou pelo portal Mercado Livre.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Aos 57 anos, Mendes busca parceria comercial e financiamento para ampliar a produ\u00e7\u00e3o, hoje em torno de 400 quilos ao m\u00eas (antes da pandemia eram 600 quilos). \u201cTenho metas ambiciosas de multiplicar a produ\u00e7\u00e3o por 5 e, com isso, aumentar a capacidade de compra de cacau e o impacto social e ambiental na regi\u00e3o\u201d, afirma. Segundo ele, com esse volume de produ\u00e7\u00e3o o n\u00famero de fornecedores poderia chegar a 25 mil pessoas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Mendes descreve o chocolate como premium pela forma que \u00e9 trabalhado e pelo valor agregado. A maioria das barras \u00e9 feita apenas com cacau e rapadura. Pela sua descri\u00e7\u00e3o como chocolatier, \u201co De Mendes \u00e9 purista, tem notas de am\u00eandoas, cheiro adocicado, \u00e9 saboroso, elegante e sofisticado\u201d.<\/p>\n<h2><strong>Cap\u00edtulo 4. CAF\u00c9 AGROFLORESTAL DE APU\u00cd<\/strong><\/h2>\n<figure style=\"width: 1106px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/j3\/78\/qm\/57\/ve\/nd\/Ronaldo.jpg\" alt=\"\" width=\"1106\" height=\"829\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ronaldo Carlos de Moraes \u00e9 um dos 45 produtores que participam do projeto que cultiva caf\u00e9 sombreado em Apu\u00edI (DESAM\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Nascido em uma fam\u00edlia de mineiros que cultivava\u00a0<b>caf\u00e9<\/b>, Ronaldo Carlos de Moraes migrou h\u00e1 12 anos para Apu\u00ed (AM), um dos munic\u00edpios com maior \u00edndice de desmatamento na Amaz\u00f4nia, situado \u00e0 beira da Rodovia Transamaz\u00f4nica. L\u00e1 tamb\u00e9m come\u00e7ou uma ro\u00e7a e plantou o gr\u00e3o no modelo convencional, a pleno sol, mas a produtividade era baixa e a renda familiar sempre tinha de ser complementada com outros trabalhos, como ajudante em outras planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a mudar h\u00e1 cerca de oito anos, quando ele alterou o modelo de produ\u00e7\u00e3o para o\u00a0<b>sistema sombreado<\/b>, com caf\u00e9 conilon, mais r\u00fastico que o tradicional ar\u00e1bica. Para esse cultivo, Moraes teve de plantar tamb\u00e9m outras \u00e1rvores, como as de a\u00e7a\u00ed, andiroba e copa\u00edba que, al\u00e9m de fazerem sombra para o caf\u00e9, ajudam a obter renda extra com a venda dos frutos e a extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cDepois dessa mudan\u00e7a melhorou tanta coisa que nem sei por onde come\u00e7ar\u201d, diz Moraes, hoje com 41 anos. Ele relata aumento de 35% a 40% na renda e a melhora na sa\u00fade depois que parou de usar agrot\u00f3xico na planta\u00e7\u00e3o. \u201cConseguimos melhorar a casa, comprar alguns m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos\u201d, afirma. Ele tem ajuda da mulher, Daguimar, e um pouco das filhas Lorraine, de 13 anos, e Juliana, de 9, quando n\u00e3o est\u00e3o na escola.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Moraes \u00e9 um dos 45 produtores de Apu\u00ed que participam de um projeto do Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Amaz\u00f4nia (Idesam) que introduziu o cultivo de caf\u00e9 sombreado no munic\u00edpio depois de constatar que o produto se dava bem naquele solo, mas \u00e0 sombra. Al\u00e9m disso, por se tratar de uma \u00e1rea degradada, a entidade adotou um<b>\u00a0sistema agroflorestal<\/b>, que combina o plantio de floresta com a agricultura, ajudando ainda a recuperar o que tinha sido desmatado.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/j3\/78\/qm\/57\/ve\/nd\/graos.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"956\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O caf\u00e9 do tipo conilon, mais r\u00fastico que o tradicional ar\u00e1bica, se adaptou bem \u00e0 regi\u00e3o (IDESAM\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Para iniciar o projeto que inclu\u00eda preparar a terra, doar insumos, mudas de caf\u00e9 e de \u00e1rvores nativas, al\u00e9m de ajuda t\u00e9cnica sobre plantio, o Idesam conseguiu, em 2012, ajuda do Fundo Vale.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Hoje a regi\u00e3o tem mais de 40 hectares de caf\u00e9 agroflorestal, com\u00a0<b>certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica\u00a0<\/b>e est\u00e1 sendo comercializado no Amazonas, em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e pelo Mercado Livre com o nome de Caf\u00e9 Agroflorestal de Apu\u00ed. Um lote para testes foi enviado para uma empresa alem\u00e3 que j\u00e1 aprovou o produto e, em breve, ser\u00e1 iniciada a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h4>PRODUTIVIDADE MAIOR<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cAntes, a produ\u00e7\u00e3o era de seis a sete sacas de caf\u00e9 por hectare, e, depois da introdu\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de agricultura sustent\u00e1vel, plantio de \u00e1rvores, sombreamento e manejo a m\u00e9dia \u00e9 de 15 sacas por hectare\u201d, informa Pedro Soares, gestor ambiental e gerente do programa de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas do Idesam. \u201cAl\u00e9m do ganho em produtividade, tem o valor agregado, pois agora \u00e9 um produto de melhor qualidade, com certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e pre\u00e7o de mercado maior\u201d, completa ele. \u201cE esse ganho \u00e9 repassado ao produtor.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Os agricultores entregam os gr\u00e3os a um torrefador na pr\u00f3pria cidade que se juntou ao grupo e torra, m\u00f3i e embala o caf\u00e9, que depois \u00e9 levado para Manaus, de onde \u00e9 redistribu\u00eddo para os compradores.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">No ano passado os produtores decidiram criar uma\u00a0<b>startup\u00a0<\/b>para migrar o modelo de opera\u00e7\u00e3o para um neg\u00f3cio que gere renda e receita sem depender apenas de institui\u00e7\u00f5es. Nasceu ent\u00e3o a Amaz\u00f4nia Agroflorestal, que, formalmente, tem um diretor \u2013 o dono da empresa de torrefa\u00e7\u00e3o \u2013, um \u00fanico funcion\u00e1rio para cuidar dos contatos comerciais e, informalmente, 45 s\u00f3cios.<\/p>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/j3\/78\/qm\/57\/ve\/nd\/apui.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Caf\u00e9 j\u00e1 embalado \u00e9 levado para Manaus, de onde \u00e9 distribu\u00eddo para os compradores (IDESAM\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h4>RODADA DE CAPTA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O mais importante com a cria\u00e7\u00e3o da empresa, ressalta Soares, \u00e9 poder captar investimentos para ampliar o neg\u00f3cio. Estava programada para mar\u00e7o a primeira chamada de capta\u00e7\u00e3o, mas a\u00a0<b>pandemia da covid-19\u00a0<\/b>atrapalhou, pois era arriscado fazer isso num momento de incerteza econ\u00f4mica. O plano era abrir uma chamada de capta\u00e7\u00e3o numa plataforma estruturada de \u201cequity crowdfunding\u201d, usada para investimentos de impacto social. \u201cA ideia \u00e9 retomar o processo no fim do ano ou in\u00edcio de 2021\u201d, informa Soares.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cAntes, a produ\u00e7\u00e3o era de 6 a 7 sacas de caf\u00e9 por hectare. Depois da introdu\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de agricultura sustent\u00e1vel, a m\u00e9dia \u00e9 de 15 sacas por hectare.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Pedro Soares,<\/b>\u00a0gerente do Idesam<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cO grande desafio \u00e9 como sair desse ambiente de 40 hectares para um ambiente de 200, 250 hectares de Caf\u00e9 Apu\u00ed, abastecendo centros urbanos e sensibilizando consumidores sobre a import\u00e2ncia da hist\u00f3ria por tr\u00e1s do produto que est\u00e3o comprando\u201d, diz o gestor ambiental.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Outra fonte de renda para os produtores ser\u00e1 a venda de cr\u00e9ditos de carbono, pois o cultivo \u00e9 org\u00e2nico, em sistema agroflorestal, dentro de um contexto de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas desmatadas.<\/p>\n<h2><strong>Cap\u00edtulo 5. SABORES DA AMAZ\u00d4NIA<\/strong><\/h2>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/x0\/gr\/qn\/pm\/om\/p9\/Paulo-Joanna.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Joanna Martins e Paulo Reis criaram a Manioca, que faturou R$ 900 mil no ano passado (ANALU ROCHA)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Joanna Martins sempre esteve envolvida com os sabores amaz\u00f4nicos, em especial com a culin\u00e1ria paraense, pois passou boa parte da vida vendo a av\u00f3, e depois os pais, divulgarem pratos t\u00edpicos da regi\u00e3o em um pequeno restaurante inaugurado em 1972 em Bel\u00e9m (PA), o L\u00e1 em Casa.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">No fim dos anos 90, quando a\u00a0<b>gastronomia\u00a0<\/b>ganhou import\u00e2ncia no Pa\u00eds, o pai de Joanna, Paulo Martins &#8211; que sempre esteve ao lado de sua m\u00e3e no restaurante &#8211; passou a ser convidado para dar aulas e fazer jantares, principalmente para chefs de grandes restaurantes, levando esses sabores que, segundo ela, ainda eram desconhecidos no meio.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Inspirado nesse trabalho, Martins criou em 2000 o Festival Ver o Peso da Cozinha Paraense, que foi realizado anualmente em Bel\u00e9m at\u00e9 o ano passado. Com ele, viu aumentar a procura por ingredientes por chefs de cozinha de v\u00e1rias partes do Brasil. \u201cMuitas vezes meu pai pegava o ingrediente, embalava, colocava numa caixa de isopor e despachava no aeroporto\u201d, conta Joanna.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Apesar de seu envolvimento com a comida local, Joanna foi para S\u00e3o Paulo, se formou em Publicidade e depois voltou para Bel\u00e9m. Passou ent\u00e3o a \u201cenxergar o potencial amaz\u00f4nico\u201d e abriu uma loja virtual com produtos da regi\u00e3o em 2009. O neg\u00f3cio n\u00e3o se sustentou, em parte por causa da dificuldade log\u00edstica de entregas. Quando o pai adoeceu, ela foi ajudar a m\u00e3e no restaurante.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">S\u00f3 em 2014, com o s\u00f3cio Paulo Reis, decidiu criar uma linha de produtos com marca pr\u00f3pria e nasceu a Manioca, com o prop\u00f3sito de desenvolver uma rela\u00e7\u00e3o com os fornecedores locais e ampliar a base de clientes.<\/p>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/x0\/gr\/qn\/pm\/om\/p9\/Tucupis.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Funcion\u00e1ria da Manioca prepara o tucupi da marca que abastece restaurantes do Rio e S\u00e3o Paulo (MANIOCA\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Hoje a\u00a0<b>startup\u00a0<\/b>tem uma linha de produtos naturais (tucupi, farinhas e feij\u00e3o-manteiguinha), uma de geleias de pimenta-de-cheiro, priprioca e tapereb\u00e1 e outra de temperos (molho de tucupi preto e tucupi temperado), al\u00e9m de doce de cupua\u00e7u e licor de flor de jambu.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Em mar\u00e7o foi lan\u00e7ada a granola feita com tapioca, castanha-do-par\u00e1, cumaru e cupua\u00e7u. Para os pr\u00f3ximos meses est\u00e1 prevista uma linha de temperos secos e, para 2021, uma linha de snacks de produtos como mandioca e castanhas com aromatizantes naturais, sem aditivos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cEstamos com um projeto de produ\u00e7\u00e3o de mandioca pelo sistema agroflorestal, o que \u00a0ajudar\u00e1 o agricultor, pois ele ter\u00e1 mais um produto para colher e vender.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Joanna Martins,<\/b>\u00a0s\u00f3cia da Manioca<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A startup fornece produtos para a maioria dos grandes restaurantes de comida brasileira de S\u00e3o Paulo e do Rio e tem entre seus clientes o chef\u00a0<b>Alex Atala<\/b>, do D.O.M. Seus produtos tamb\u00e9m est\u00e3o em redes como P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e San March\u00e9 e lojas de produtos naturais. Tem oito funcion\u00e1rios e vem registrando crescimento de 40% a 60% ao ano. Em 2019 faturou R$ 900 mil.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Os produtos usados pela Manioca s\u00e3o adquiridos de produtores locais que s\u00e3o capacitados pela empresa, como o pessoal da\u00a0<b>agricultura familiar e extrativistas<\/b>. \u201cEstamos agora com um projeto de produ\u00e7\u00e3o de mandioca pelo sistema agroflorestal\u00a0<i>(que combina o cultivo com o plantio de \u00e1rvores)<\/i>, algo novo na\u00a0<b>Amaz\u00f4nia<\/b>\u201d, informa Joanna.<\/p>\n<figure style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/x0\/gr\/qn\/pm\/om\/p9\/Foigras.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foigras com tucupi do Manioca preparado pelo chef Raphael Rego (MANIOCA\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Segundo ela, o processo tradicional de plantio da mandioca pode ser danoso para o meio ambiente, pois normalmente a \u00e1rea \u00e9 queimada para preparar o terreno. \u201cNo momento estamos avaliando qual cultura vamos plantar com ela, o que ajudar\u00e1 o produtor, pois ele ter\u00e1 mais um produto para colher e vender.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A Manioca tem parceria com a\u00a0<b>Universidade Federal Rural da Amaz\u00f4nia\u00a0<\/b>e captou R$ 250 mil em recursos de investimentos de impacto em 2019 e neste ano. O foco do aporte \u00e9 o desenvolvimento dos fornecedores e dos novos produtos. Hoje a startup recebe produtos de mais de 45 fam\u00edlias que atuam em cooperativas e associa\u00e7\u00f5es. Eles fornecem 16 itens, como mandioca, polpa de fruta, castanhas, cumaru, farinhas e tucupi.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cJ\u00e1 temos um cliente nos Estados Unidos, para quem fornecemos tucupi e tucupi preto, com envios trimestrais, e a ideia \u00e9 expandir exporta\u00e7\u00f5es, mas com calma\u201d, diz Joanna. A empresa tem pronta uma linha de molho de pimenta pensada para o mercado americano, mas, em raz\u00e3o da pandemia o lan\u00e7amento foi adiado.<\/p>\n<h2><strong>Cap\u00edtulo 6. TECNOLOGIA DE COMBATE AO FOGO<\/strong><\/h2>\n<figure style=\"width: 1315px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/dw\/81\/q0\/zx\/o7\/zr\/drone.jpg\" alt=\"\" width=\"1315\" height=\"876\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O professor Jair Maia (de vermelho) e o casal Patr\u00edcia e Guilherme Guimar\u00e3es se uniram para desenvolver o drone (DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Quando a\u00a0<b>floresta\u00a0<\/b>arde em chamas, l\u00edderes de equipes de brigadistas precisam tomar decis\u00f5es r\u00e1pidas sobre para que lado vai mandar a equipe e qual estrat\u00e9gia usar\u00e1 para o combate. Disso depende o sucesso da empreitada, a vida dos combatentes e a manuten\u00e7\u00e3o de mais um peda\u00e7o da\u00a0<b>biodiversidade amaz\u00f4nica<\/b>.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cPara tomar a decis\u00e3o, \u00e9 preciso ter informa\u00e7\u00f5es sobre a umidade do ar, a altura e a temperatura das chamas, a velocidade em que se propagam e a velocidade e dire\u00e7\u00e3o do vento\u201d, explica o professor da\u00a0<b>Universidade do Estado do Amazonas<\/b>, Jair Maia. Quanto mais r\u00e1pido essas informa\u00e7\u00f5es chegam aos combatentes, mais chance de sucesso tem o procedimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"\"><span style=\"color: #111111; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 27px;\">6.803<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-split \" data-fraction=\"even\" data-blocks=\"2\">\n<div class=\"arte-split__column\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div class=\"numerons-txt\">focos de inc\u00eandio foram registrados na floresta amaz\u00f4nica em julho, o que significa um aumento de 28% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"numerons-txt\">No campo, hoje, muitas das decis\u00f5es s\u00e3o feitas com base no conhecimento dos combatentes, como avaliar o vento pelo balan\u00e7o das folhas das \u00e1rvores e ter no\u00e7\u00e3o da umidade do ar, pois quanto mais seco, mais r\u00e1pido queima. H\u00e1 <b>drones\u00a0<\/b>no mercado que j\u00e1 fazem algumas dessas medi\u00e7\u00f5es, a maioria importada, e seus pre\u00e7os, na casa dos R$ 70 mil, s\u00e3o invi\u00e1veis para os brigadistas que,na maioria, s\u00e3o volunt\u00e1rios. S\u00f3 a c\u00e2mera termal, por exemplo, custa R$ 25 mil.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-split \" data-fraction=\"even\" data-blocks=\"2\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Por isso, Maia e dois de seus alunos &#8211; o casal Patr\u00edcia, meteorologista, e Guilherme Guimar\u00e3es, engenheiro de software -, est\u00e3o desenvolvendo um aparelho com maior \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o e de baixo custo. Tamb\u00e9m est\u00e3o incluindo um dispositivo para medir quanto g\u00e1s metano est\u00e1 sendo emitido pela queimada e imagem termal.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cNosso desafio era que custasse menos de R$ 5 mil, mas, com a alta do d\u00f3lar, se ficar perto de R$ 9 mil ficarei feliz\u201d, afirma Maia. Ele ainda n\u00e3o conseguiu concluir os tr\u00eas prot\u00f3tipos que est\u00e3o previstos para testes, porque a pandemia atrasou a entrega de sensores que precisam ser importados porque n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o local. Al\u00e9m de atrasado, o produto que vir\u00e1 da China ficou mais caro, \u201cporque tudo que vem de l\u00e1 encareceu depois da\u00a0<b>covid-19<\/b>\u201d, justifica o professor, que \u00e9 bi\u00f3logo e doutor em ecologia e em ecologia ecossistemas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cCom os dados obtidos com a ajuda do drone, os brigadistas ter\u00e3o seguran\u00e7a para decidir rapidamente a estrat\u00e9gia do combate.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Jair Maia,<\/b>\u00a0professor da Universidade do Estado do Amazonas<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O projeto prev\u00ea vers\u00f5es port\u00e1teis do equipamento que possam ser fixadas em algum local, acoplados a um drone ou carregado nas m\u00e3os pelos combatentes. Por exemplo, ele poder\u00e1 ser colocado em um mastro para obter as informa\u00e7\u00f5es e repassar os dados para centros de controle e para o celular dos brigadistas. \u201cCom os dados, eles ter\u00e3o seguran\u00e7a para decidir rapidamente a estrat\u00e9gia do combate\u201d, afirma Maia. Para o professor, \u201co ideal seria que cada brigadista ou bombeiro tivesse um\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Se provar ser eficaz e tiver pre\u00e7o acess\u00edvel, o casal Patr\u00edcia e Guilherme vai criar uma startup para comercializar o drone, que ainda n\u00e3o tem nome definido. O projeto atualmente recebe recursos captados pelo Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia por meio do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio). Foi o Idesam quem convidou o professor Jair e a Universidade Estadual da Amaz\u00f4nia para o desenvolvimento do projeto.<\/p>\n<h2><strong>Cap\u00edtulo 7. ARTE IND\u00cdGENA<\/strong><\/h2>\n<figure style=\"width: 1252px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/04\/31\/oe\/9w\/q5\/8p\/amanda.JPG\" alt=\"\" width=\"1252\" height=\"834\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Amanda Santana, que criou a Tucum para vender artesanato ind\u00edgena em pontos f\u00edsicos e online (TUCUM\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Criada em 2012 por Amanda Santana, a Tucum comercializa\u00a0<b>artesanato\u00a0<\/b>de\u00a0<b>30 povos ind\u00edgenas\u00a0<\/b>do Brasil em alguns pontos f\u00edsicos e principalmente online. No ano passado a\u00a0<b>startup\u00a0<\/b>passou por processo de acelera\u00e7\u00e3o e conseguiu captar R$ 360 mil, recurso que est\u00e1 sendo utilizado na mudan\u00e7a do neg\u00f3cio para uma\u00a0<b>plataforma de marketplace<\/b>.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Atualmente, boa parte dos produtos comercializados \u00e9 trazida por seu parceiro, Fernando Niemeyer, cientista social e antrop\u00f3logo que atua como indigenista desde 2004, e por ela mesma, em viagens que faz \u00e0s diversas regi\u00f5es da\u00a0<b>Amaz\u00f4nia<\/b>. Com o marketplace as vendas poder\u00e3o ser feitas diretamente pelos artes\u00e3os.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A ideia da startup nasceu com as experi\u00eancias de Niemeyer que, em suas passagens por aldeias na Amaz\u00f4nia sempre recebia pedidos de ind\u00edgenas para que levasse seu artesanato para vender no Rio de Janeiro, onde ele e Amanda vivem. Em algumas ocasi\u00f5es, Amanda viajava com ele e se encantou pelos diversos trabalhos que conheceu das v\u00e1rias etnias, cada uma com suas culturas e tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">As pe\u00e7as, inicialmente apenas dos povos kayap\u00f3 e ticuna, eram vendidas no ateli\u00ea de beleza de Amanda, e depois pela internet e lojas parceiras. Ela tamb\u00e9m exporta pe\u00e7as para lojas e museus da Su\u00ed\u00e7a e Jap\u00e3o.<\/p>\n<figure style=\"width: 1132px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/04\/31\/oe\/9w\/q5\/8p\/tucum2.JPG\" alt=\"\" width=\"1132\" height=\"965\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Em 2019 a Tucum vendeu R$ 300 mil em cestarias, pulseiras, cer\u00e2micas, entre outros itens (TUCUM\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">No ano passado a Tucum &#8211; nome de uma palmeira cujas folhas s\u00e3o usadas no artesanato &#8211; vendeu R$ 330 mil em cestaria, pulseiras, colares, cer\u00e2micas, redes, instrumentos musicais e telas. Desse valor, 40% voltaram para os artes\u00e3os em pagamento pelos produtos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cDesde que come\u00e7amos, injetamos mais de R$ 1 milh\u00e3o em artesanato e este ano, mesmo com a queda do movimento por causa da\u00a0<b>pandemia<\/b>, compramos R$ 120 mil em pe\u00e7as\u201d, informa Amanda, que tem 38 anos e \u00e9 atriz, estudou marketing e tem cursos de cabeleireira e maquiagem feitos nos EUA.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cO artesanato, mais do que gerar renda, garante a manuten\u00e7\u00e3o do saber, do conhecimento, pois as pe\u00e7as trazem hist\u00f3rias e mitos dessa popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Amanda Santana,<\/b>\u00a0s\u00f3cia da Tucum<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Al\u00e9m de vender as pe\u00e7as, a Tucum presta consultoria \u00e0s comunidades ind\u00edgenas em gest\u00e3o comercial, melhoria de produtos e precifica\u00e7\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio \u00e9 tamb\u00e9m difundir os saberes de dezenas de povos ind\u00edgenas e mostrar que h\u00e1 v\u00e1rias empresas pequenas trabalhando em prol da Amaz\u00f4nia e da economia local de forma inovadora.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cA gera\u00e7\u00e3o de renda com seus pr\u00f3prios produtos gera autoestima e autonomia desses povos e mostra ao consumidor que \u00e9 poss\u00edvel viver da floresta mantendo ela em p\u00e9\u201d, diz Amanda. \u201cO artesanato, mais do que gerar renda, garante a manuten\u00e7\u00e3o do saber, do conhecimento, pois as pe\u00e7as trazem hist\u00f3rias e mitos dessa popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/04\/31\/oe\/9w\/q5\/8p\/Tucum3.JPG\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">A startup tamb\u00e9m orienta as comunidades em gest\u00e3o comercial e melhoria de produtos (TUCUM\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Com o marketplace, os s\u00f3cios da Tucum querem promover a autonomia dos artes\u00e3os. S\u00f3 as comunidades com as quais eles trabalham t\u00eam perto de\u00a0<b>3 mil artes\u00e3os<\/b>, sendo 85% mulheres. O projeto, contudo, come\u00e7a em forma piloto em setembro com tr\u00eas organiza\u00e7\u00f5es que d\u00e3o apoio a 31 aldeias de \u00edndios kayap\u00f3 no sul do Par\u00e1 (onde h\u00e1 800 artes\u00e3os), outra de Rond\u00f4nia que envolve v\u00e1rias etnias com 400 artes\u00e3s e uma terceira com os karaj\u00e1 de Tocantins, onde a cer\u00e2mica \u00e9 reconhecida como patrim\u00f4nio da humanidade pela\u00a0<b>Unesco<\/b>. Um quarto grupo est\u00e1 para ser confirmado.<\/p>\n<figure style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/04\/31\/oe\/9w\/q5\/8p\/Tucum4.JPG\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"285\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">A marca trabalha com cerca de 3 mil artes\u00e3os de v\u00e1rias etnias (TUCUM DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-split \" data-fraction=\"even\" data-blocks=\"2\">\n<div class=\"arte-split__column\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Com apoio das associa\u00e7\u00f5es locais que t\u00eam computadores e internet, os artes\u00e3os ter\u00e3o aulas de capacita\u00e7\u00e3o sobre como gerir o neg\u00f3cio, entender como chega o pedido, como embalar para viagem, como enviar, etc. \u201cA ideia era fazer os cursos no campo, mas com a covid tivemos de mudar o formato\u201d, diz Amanda. A Tucum vai fazer a media\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios e ter\u00e1 comiss\u00e3o de 25% a 40% sobre as vendas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Ap\u00f3s a capacita\u00e7\u00e3o, a plataforma entra no ar em outubro. Cada comunidade ter\u00e1 sua p\u00e1gina exclusiva, com a capa contando sua hist\u00f3ria, quem s\u00e3o, de onde v\u00eam, o que significa os desenhos do artesanato, mitos da floresta para \u201cque os consumidores possam se aproximar dessa realidade\u201d, segundo Amanda.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A loja online ser\u00e1 mantida at\u00e9 que as demais comunidades tenham estrutura para entrar no marketplace. Em setembro, a Tucum tamb\u00e9m inicia parceria para venda dos produtos da marca com a Casa Reviva, que em S\u00e3o Paulo t\u00eam lojas no bairro Pinheiros e nos shoppings Jardim Sul e VillaLobos, e no Rio de Janeiro, no Shopping Barra.<\/p>\n<h2><strong>Cap\u00edtulo 8. FEIRA ONLINE<\/strong><\/h2>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/82\/9m\/or\/n3\/vz\/le\/macauly.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"1080\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Daniel Bandeira, s\u00f3cio da startup Onisafra (FRANK PEREIRA\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Democratizar o acesso e fornecimento de produtos naturais regionais \u00e9 a proposta da\u00a0<b>startup\u00a0<\/b>Onisafra, idealizada por Macauly Souza de Abreu, de 25 anos, morador de Manaus (AM). Quando crian\u00e7a, no interior, ele acompanhava o trabalho do pai com\u00a0<b>agricultores\u00a0<\/b>e conheceu as dificuldades do setor, em especial o de comercializa\u00e7\u00e3o e baixo retorno financeiro, situa\u00e7\u00f5es que continuou vendo ao estudar em col\u00e9gio agr\u00edcola e ao cursar a faculdade de engenharia agr\u00f4noma.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">H\u00e1 tr\u00eas anos, ao presenciar os problemas de um amigo que cultiva bananas, teve a ideia de criar uma solu\u00e7\u00e3o para a venda no segmento agr\u00edcola e se juntou a tr\u00eas s\u00f3cios, entre eles Daniel Bandeira, e nasceu a Onisafra. Ap\u00f3s estudos de viabilidade e implanta\u00e7\u00e3o de sistemas, a plataforma iniciou opera\u00e7\u00f5es no ano passado. Ela atua com rastreabilidade, comercializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de alimentos produzidos por agricultores da regi\u00e3o e alguns empreendimentos urbanos que trabalham com hortifr\u00fatis.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cA vantagem para o agricultor \u00e9 que ele j\u00e1 vem para a cidade com uma garantia m\u00ednima de produtos vendidos e certeza de que vai receber o valor das vendas.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Macauly Souza de Abreu,<\/b>\u00a0s\u00f3cio da startup<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cN\u00f3s criamos feiras digitais online\u201d, afirma Abreu. Como os agricultores normalmente s\u00f3 v\u00e3o ao centro de Manaus para a feira uma vez por semana, os consumidores fazem a\u00a0<b>encomenda online<\/b>, que \u00e9 enviada aos produtores um dia antes e eles trazem os produtos. \u201cA vantagem \u00e9 que eles j\u00e1 v\u00eam para a cidade com uma garantia m\u00ednima de produtos vendidos e certeza de que v\u00e3o receber o valor\u201d, diz. Al\u00e9m disso, podem colher apenas os produtos j\u00e1 vendidos e evitar desperd\u00edcios.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Os produtos s\u00e3o entregues na casa do consumidor pela equipe da empresa, que tem dez pessoas nas opera\u00e7\u00f5es. O consumidor, al\u00e9m da comodidade de n\u00e3o sair de casa, adquire produtos naturais de qualidade e sabe sua origem, at\u00e9 mesmo quem \u00e9 o produtor. Neste ano, at\u00e9 julho, a Onisafra transacionou cerca de R$ 100 mil para as dez fam\u00edlias de\u00a0<b>pequenos agricultores<\/b>\u00a0que fazem parte da plataforma.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-split \" data-fraction=\"even\" data-blocks=\"2\">\n<div class=\"arte-split__column\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A venda envolve produtos regionais como a\u00e7a\u00ed, tucum\u00e3, goma de tapioca e hortifr\u00fatis em geral, eventualmente tem queijos, geleias e plantas comest\u00edveis n\u00e3o convencionais. A startup recebe em m\u00e9dia 15% sobre o valor vendido.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cA Onisafra traz diversos benef\u00edcios para os agricultores, desde o acesso a novos canais de comercializa\u00e7\u00e3o, o que gera incremento em sua renda, at\u00e9 receber um pre\u00e7o justo pelos produtos\u201d, relata Bandeira. \u201cEsses benef\u00edcios s\u00e3o estendidos do agricultor ao consumidor, pois todos fazem parte desse projeto que visa democratizar o acesso e fornecimento de alimentos.\u201d<\/p>\n<figure style=\"width: 203px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/82\/9m\/or\/n3\/vz\/le\/Onisafra.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"271\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Caixa com produtos comprados diretamente de pequenos agricultores (ONISAFRA\/DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Para voltar ao mercado de S\u00e3o Paulo, a Onisafra criou o Clube Amaz\u00f4nia, em que o interessado faz uma assinatura e todo m\u00eas recebe uma \u201ccaixa surpresa\u201d com produtos regionais, feitos por fornecedores locais que usam apenas mat\u00e9ria-prima natural. \u201cTeremos uma p\u00e1gina espec\u00edfica na plataforma, em parceria com a empresa Amaz\u00f4nia Hub, para esse clube e ela entrar\u00e1 no ar at\u00e9 outubro\u201d, informa Abreu.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Antes, a plataforma \u00a0atuava na capital paulista com um parceiro que comprava e vendia produtos avulsos, como geleias de frutos da\u00a0<b>Amaz\u00f4nia<\/b>, chocolates de cacau silvestre e farinha, mas, desde o in\u00edcio da\u00a0<b>pandemia<\/b>, o neg\u00f3cio est\u00e1 suspenso.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cPara mim, esse \u00e9 um projeto de vida. Abri m\u00e3o de trabalhar para outras empresas e receber sal\u00e1rios melhores para focar na Onisafra porque \u00e9 algo em que eu acredito\u201d, diz Abreu.<\/p>\n<p><em>Por Cleide\u00a0Silva e Giovana Girardi<\/em><br \/>\n<em>Fonte <a href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/11\/10\/ie-retoma-dia-3-11-parcialmente-suas-atividades-presenciais-veja-instrucoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Estado de S.Paulo<\/a><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cap\u00edtulo 1. 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