{"id":69998,"date":"2020-08-12T12:00:25","date_gmt":"2020-08-12T15:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=69998"},"modified":"2023-01-09T11:58:03","modified_gmt":"2023-01-09T14:58:03","slug":"trilhos-contra-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/","title":{"rendered":"Trilhos contra a Crise"},"content":{"rendered":"<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Os caminhos de ferro come\u00e7am a entrar, efetivamente, em uma nova fase de investimento pesado e de expans\u00e3o da malha federal. No momento em que o Brasil ainda dimensiona os impactos socioecon\u00f4micos causados pela\u00a0pandemia de covid-19\u00a0e busca alternativas para minimizar os danos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, vem do setor ferrovi\u00e1rio uma resposta concreta, com efeitos diretos sobre o processo de retomada do Pa\u00eds e a matriz do transporte nacional.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O\u00a0<b>Estad\u00e3o\u00a0<\/b>fez um levantamento detalhado sobre o que vai ocorrer nos pr\u00f3ximos meses no setor ferrovi\u00e1rio. A apura\u00e7\u00e3o se concentrou em acordos j\u00e1 firmados, contrata\u00e7\u00f5es de obras e leil\u00f5es que est\u00e3o com data marcada para ocorrerem no curto e m\u00e9dio prazos. Das informa\u00e7\u00f5es obtidas junto a empres\u00e1rios que operam no setor ferrovi\u00e1rio, grandes produtores rurais, transportadoras, mineradoras, minist\u00e9rios ligados ao setor da log\u00edstica e especialistas em infraestrutura, o que se v\u00ea \u00e9 um cen\u00e1rio marcado por pragmatismo, longe dos discursos oficiais que, at\u00e9 2015, chegaram a prometer uma estrada de ferro que cruzaria 5 mil quil\u00f4metros entre Brasil e Peru, at\u00e9 alcan\u00e7ar o Oceano Pac\u00edfico. N\u00e3o est\u00e3o mais sobre a mesa ideias megaloman\u00edacas de cruzar o Mato Grosso rumo a Machu Picchu. O objetivo \u00e9 dar passos que se convertam em investimento, gera\u00e7\u00e3o de emprego, redu\u00e7\u00e3o de custos e amplia\u00e7\u00e3o do modal. E esses passos j\u00e1 est\u00e3o marcados pelo tra\u00e7ado de tr\u00eas grandes empreendimentos ferrovi\u00e1rios do Pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Em Mato Grosso, um novo trecho de ferrovia sair\u00e1 do munic\u00edpio de \u00c1gua Boa (MT), para avan\u00e7ar 383 quil\u00f4metros at\u00e9 a cidade de Mara Rosa (GO), onde vai se conectar ao eixo central da\u00a0Ferrovia Norte-Sul. Essa obra d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 prometida Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste (Fico),\u00a0por meio de um acordo j\u00e1 firmado com a Vale. O contrato ser\u00e1 assinado at\u00e9 novembro e as obras come\u00e7am no primeiro trimestre de 2021, com investimento total de R$ 2,73 bilh\u00f5es e prazo de quatro anos para conclus\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure style=\"width: 607px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/mx\/8p\/o6\/0x\/o7\/k0\/FERROVIA.jpg\" alt=\"\" width=\"607\" height=\"1177\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Acordos com concession\u00e1rias v\u00e3o viabilizar a constru\u00e7\u00e3o de trechos estruturais pelo Pa\u00eds. (Foto: DIDA SAMPAIO\/ESTAD\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Na Bahia, mais R$ 410 milh\u00f5es deste mesmo acordo com a Vale j\u00e1 foram reservados pelo\u00a0Minist\u00e9rio da Infraestrutura\u00a0para a compra de trilhos, material que vai ser usado para conclus\u00e3o do trecho central de 485 quil\u00f4metros da Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste (Fiol), entre as cidades de Barreiras e Caetit\u00e9. A aquisi\u00e7\u00e3o dos lingotes ser\u00e1 feita no in\u00edcio do ano que vem. O tra\u00e7ado inicial de 537 quil\u00f4metros da Fiol, entre Caetit\u00e9 e o porto de Ilh\u00e9us (BA), tem leil\u00e3o de concess\u00e3o marcado para o primeiro trimestre de 2021, com investimento de mais R$ 1,6 bilh\u00e3o para sua conclus\u00e3o. O porto que ser\u00e1 destino final dessa malha deixou de ser uma lenda e come\u00e7ou a ser constru\u00eddo \u00a0no m\u00eas passado pela Bahia Minera\u00e7\u00e3o (Bamin), que confirmou participa\u00e7\u00e3o na disputa pela concess\u00e3o da ferrovia.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Ainda no primeiro trimestre do ano que vem, vai a leil\u00e3o o projeto mais ambicioso de todo o setor, a Ferrogr\u00e3o, com seus 933 quil\u00f4metros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) e investimentos previstos de R$ 8,4 bilh\u00f5es somente em sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Juntos, esses tr\u00eas projetos somam R$ 13,140 bilh\u00f5es de investimento 100% privado, ao longo de cinco anos, com inje\u00e7\u00e3o direta na economia j\u00e1 a partir de 2021. \u00c9 uma guinada hist\u00f3rica no setor ferrovi\u00e1rio. A abertura de novos trechos de estradas de ferro sempre foi marcada por uma depend\u00eancia cr\u00f4nica do dinheiro p\u00fablico. Ferrovia s\u00f3 d\u00e1 retorno depois que est\u00e1 completamente pronta, diferentemente de uma rodovia, por exemplo, onde o construtor pode come\u00e7ar a utiliz\u00e1-la antes mesmo de sua entrega total. O mesmo acontece com um terminal portu\u00e1rio ou um aeroporto. Por isso, s\u00e3o raridades os casos em que um investidor privado se disp\u00f4s a passar cinco anos ou mais injetando dinheiro em algo que n\u00e3o lhe d\u00ea retorno neste per\u00edodo.<\/p>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70000 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1.jpg\" alt=\"\" width=\"574\" height=\"174\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1.jpg 1247w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-300x91.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-768x233.jpg 768w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-1024x311.jpg 1024w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-696x212.jpg 696w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-1068x325.jpg 1068w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-600x182.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 574px) 100vw, 574px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A entrada pesada das empresas que acontece agora, por\u00e9m, se deve a uma mudan\u00e7a crucial de rumo: a permiss\u00e3o para que as atuais concession\u00e1rias de ferrovias do Pa\u00eds fa\u00e7am a renova\u00e7\u00e3o antecipada de seus contratos. Essas concess\u00f5es realizadas na d\u00e9cada de 1990 &#8211; e que s\u00f3 venceriam entre 2026 e 2028 &#8211; come\u00e7aram a ser renovadas agora, por mais 30 anos. Em troca, o governo passou a firmar acordos financeiros bilion\u00e1rios, por meio do chamado \u201cinvestimento cruzado\u201d, um modelo que come\u00e7a a redefinir a matriz do transporte de cargas no Pa\u00eds. Os novos contratos n\u00e3o s\u00f3 garantem a renova\u00e7\u00e3o das malhas onde a concession\u00e1ria j\u00e1 atua, como tamb\u00e9m corrigem distor\u00e7\u00f5es de seus contratos atuais, permitem a moderniza\u00e7\u00e3o de trechos antigos e abrem espa\u00e7o para que o governo financie projetos estruturais de expans\u00e3o, trazendo para a realidade ambi\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias que, nos \u00faltimos dez anos, amarelavam nas prateleiras dos gabinetes de Bras\u00edlia.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">As negocia\u00e7\u00f5es firmadas agora aliviam ainda a situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica encarada pelo investimento p\u00fablico. E isso \u00e9 ben\u00e9fico a todos. \u201cA restri\u00e7\u00e3o fiscal e a falta de recurso da Uni\u00e3o n\u00e3o podem ser desculpa para n\u00e3o buscarmos as solu\u00e7\u00f5es que precisamos para expandir a participa\u00e7\u00e3o do modo ferrovi\u00e1rio em nossa matriz de transportes\u201d, diz\u00a0Tarc\u00edsio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O impacto dessas a\u00e7\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o em curso pode ser medido no curto prazo. A partir do planejamento das pr\u00f3prias concession\u00e1rias, a consultoria de neg\u00f3cios Inter.B avaliou o efeito econ\u00f4mico dos investimentos cruzados desenhados para todo o setor, at\u00e9 2026. Sem a renova\u00e7\u00e3o antecipada das concess\u00f5es, as empresas t\u00eam planos de injetar R$ 24,4 bilh\u00f5es em suas opera\u00e7\u00f5es nesse per\u00edodo. \u00c9 o que elas disp\u00f5em para ficarem \u00e0 frente dos trechos onde operam, at\u00e9 o fim de suas concess\u00f5es, e isso j\u00e1 \u00e9 muito dinheiro. No cen\u00e1rio em que os acordos s\u00e3o firmados antecipadamente, por\u00e9m, esse investimento privado salta para R$ 43,6 bilh\u00f5es, ou seja, s\u00e3o R$ 19,2 bilh\u00f5es a mais para serem aplicados na amplia\u00e7\u00e3o de ferrovias em todo o Pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u00c9 esse o cen\u00e1rio que leva o diretor-executivo da\u00a0<b>Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores Ferrovi\u00e1rios (ANTF)<\/b>, Fernando Paes, a classificar o momento atual como o mais favor\u00e1vel desde o processo de privatiza\u00e7\u00e3o da antiga estatal RFFSA, conclu\u00eddo entre 1996 e 1998. \u201cH\u00e1 uma expectativa muito concreta e de curt\u00edssimo prazo de investimentos privados robustos, sem paralelo, talvez, at\u00e9 mesmo com o ciclo inicial p\u00f3s-desestatiza\u00e7\u00e3o do setor.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70001 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"607\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-1.jpg 968w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-1-300x125.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-1-768x321.jpg 768w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-1-696x290.jpg 696w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-1-600x250.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">O Brasil, que hoje direciona entre 0,6% e 0,8% de seu PIB anual ao setor de transportes, pode estar distante do cen\u00e1rio ideal de 2,5% do PIB que teria de manter, por duas d\u00e9cadas de investimentos, para modernizar a sua matriz log\u00edstica. A materializa\u00e7\u00e3o desses novos projetos, por\u00e9m, ajuda a pavimentar o caminho para que as ferrovias, que respondem por cerca de 15% do transporte de cargas do Pa\u00eds, alcancem a meta do Plano Nacional de Log\u00edstica e cheguem a 30% at\u00e9 2025. \u00c0s obras.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><\/div>\n<ul>\n<li data-contains=\"graphic\"><b>FICO<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">(Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste)<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70002 alignleft\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-2.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-2.jpg 598w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-2-300x288.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-2-437x420.jpg 437w\" sizes=\"auto, (max-width: 345px) 100vw, 345px\" \/><br \/>\n<b>Trecho<\/b><br \/>\n383 quil\u00f4metros, de Mara Rosa (GO) a \u00c1gua Boa (MT)<b>Investimento previsto na obra<\/b><br \/>\nR$ 2,73 bilh\u00f5es<b>Situa\u00e7\u00e3o atual do empreendimento<\/b><br \/>\nExecu\u00e7\u00e3o de obras para o trecho j\u00e1 foi acordada com a Vale, por meio da renova\u00e7\u00e3o antecipada de sua concess\u00e3o ferrovi\u00e1ria. A pr\u00f3pria empresa vai contratar e gerenciar a execu\u00e7\u00e3o da obra. Contrato ser\u00e1 assinado at\u00e9 o fim deste ano, com in\u00edcio de constru\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre de 2021.<\/div>\n<\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><\/div>\n<ul>\n<li data-contains=\"graphic\"><b>FIOL I<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">(Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste)<\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70003 alignleft\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-3.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"312\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-3.jpg 629w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-3-300x272.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-3-463x420.jpg 463w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-3-600x545.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 345px) 100vw, 345px\" \/><\/p>\n<p><b>Trecho<\/b><br \/>\n537 quil\u00f4metros, de Caetit\u00e9 (BA) a Ilh\u00e9us (BA)<\/p>\n<p><b>Investimento previsto na obra<\/b><br \/>\nR$ 1,6 bilh\u00e3o<\/p>\n<p><b>Situa\u00e7\u00e3o atual do empreendimento<\/b><br \/>\nProjeto tem 76% de execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Obras no porto em Ilh\u00e9us, destino da ferrovia, come\u00e7aram a ser tocadas pela Bahia Minera\u00e7\u00e3o (Bamin) em julho. A empresa tamb\u00e9m confirmou seu interesse no leil\u00e3o do trecho, marcado para o primeiro trimestre de 2021.<\/p>\n<\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><\/div>\n<ul>\n<li data-contains=\"graphic\"><b>FIOL II<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>(Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70004 alignleft\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-4.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-4.jpg 601w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-4-300x283.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-4-446x420.jpg 446w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-4-600x565.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 345px) 100vw, 345px\" \/><\/p>\n<p><b>Trecho<\/b><br \/>\n485 quil\u00f4metros, de Barreiras (BA) a Caetit\u00e9 (BA)<\/p>\n<p><b>Investimento previsto na obra<\/b><br \/>\nR$ 410 milh\u00f5es<\/p>\n<p><b>Situa\u00e7\u00e3o atual do empreendimento<\/b><br \/>\nProjeto est\u00e1 com 43% de execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica e j\u00e1 tem dormentes de concreto prontos para instalar em todo tra\u00e7ado. O recurso obtido com a renova\u00e7\u00e3o do contrato da Vale j\u00e1 est\u00e1 confirmado e ser\u00e1 usado para compra dos trilhos que faltam. A licita\u00e7\u00e3o internacional para aquisi\u00e7\u00e3o desse material acontece no in\u00edcio de 2021.<\/p>\n<ul>\n<li data-contains=\"graphic\"><b>FIOL III<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">(Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste)<\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70005 alignleft\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-5.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"327\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-5.jpg 598w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-5-300x284.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-5-444x420.jpg 444w\" sizes=\"auto, (max-width: 345px) 100vw, 345px\" \/><b>Trecho<\/b><br \/>\n550 quil\u00f4metros, de Mara Rosa (GO) a Barreiras (BA)<b>Investimento previsto na obra<\/b><br \/>\nR$ 5 bilh\u00f5es<b>Situa\u00e7\u00e3o atual do empreendimento<\/b><br \/>\nGoverno j\u00e1 negocia a renova\u00e7\u00e3o antecipada da concess\u00e3o da Ferrovia Centro-Atl\u00e2ntica (FCA). Contrapartida com a empresa pode viabilizar a constru\u00e7\u00e3o desta \u201c\u00faltima milha\u201d da Fiol, conectando-se \u00e0 malha da Norte-Sul. Liga\u00e7\u00e3o deve ser feita a partir Mara Rosa (GO), em vez de Figueir\u00f3polis (TO), como estava previsto inicialmente.<\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><\/div>\n<ul>\n<li data-contains=\"graphic\"><b>FERROGR\u00c3O<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70006 alignleft\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-6.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-6.jpg 608w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-6-300x284.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-6-444x420.jpg 444w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-6-600x567.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 345px) 100vw, 345px\" \/><\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><b>Trecho<\/b><br \/>\n933 quil\u00f4metros, de Sinop (MT) a Miritituba (PA)<b>Investimento previsto na obra<\/b><br \/>\nR$ 8,4 bilh\u00f5es<b>Situa\u00e7\u00e3o atual do empreendimento<\/b><br \/>\nProjeto est\u00e1 em an\u00e1lise final pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU). O governo assumiu a responsabilidade pelo licenciamento ambiental. Rodada de neg\u00f3cios em agosto atraiu 23 grupos interessados, de diversos pa\u00edses e do Brasil. Leil\u00e3o est\u00e1 marcado para in\u00edcio de 2021.<\/div>\n<div data-contains=\"graphic\" data-align=\"\"><\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"\">\n<h3 class=\"\">Fico, a nova rota de sa\u00edda do Vale do Araguaia<\/h3>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Era uma vez um projeto ferrovi\u00e1rio de mais de R$ 40 bilh\u00f5es, com uma extens\u00e3o chinesa que come\u00e7ava na pequena cidade de Campinorte, em Goi\u00e1s, para avan\u00e7ar sobre o Mato Grosso e varar 4,7 mil quil\u00f4metros de dormentes e trilhos pelo Peru, at\u00e9 atravessar toda a Cordilheira dos Andes e desembocar no Oceano Pac\u00edfico, em alguma praia do litoral peruano, sabe-se l\u00e1 qual. Essa foi a epopeia log\u00edstica que, em 2015, chegou a fazer com que o premi\u00ea chin\u00eas\u00a0Li Keqiang\u00a0pegasse um avi\u00e3o em Pequim e desembarcasse em Bras\u00edlia para apertar as m\u00e3os da ent\u00e3o presidente\u00a0Dilma Rousseff. Posaram para fotos, deram entrevistas e assinaram um \u201cprotocolo de inten\u00e7\u00f5es\u201d com a ousadia de construir a extraordin\u00e1ria Ferrovia Transcontinental. Ou Transoce\u00e2nica. Ou Transulamericana. Sobrava inspira\u00e7\u00e3o para batizar a nova malha de ferro. Faltava realismo.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Cinco anos depois, um trecho de 383 quil\u00f4metros \u00e9 o que, finalmente, vai passar a existir no lugar de uma ambi\u00e7\u00e3o idealizada nos idos de 1950. E isso j\u00e1 \u00e9 muito. Trata-se do pontap\u00e9 inicial para lan\u00e7ar sobre o solo os primeiros dormentes da Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste, a Fico, um projeto que foi planejado h\u00e1 mais de dez anos, mas que, at\u00e9 hoje, s\u00f3 havia produzido pilhas de pap\u00e9is.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Em vez de partir de Campinorte, a Fico ter\u00e1 in\u00edcio no munic\u00edpio vizinho, a cidade de Mara Rosa (GO), que tamb\u00e9m \u00e9 cortada pela malha da Ferrovia Norte-Sul, eixo central de liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria do Pa\u00eds. Seu tra\u00e7ado seguir\u00e1 at\u00e9 \u00c1gua Boa, em Mato Grosso. Com isso, abrir\u00e1 uma nova rota para o Vale do Araguaia, facilitando o escoamento de gr\u00e3os para a regi\u00e3o produtiva do Mato Grosso que mais cresce nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">No lugar do \u201cprotocolo de inten\u00e7\u00f5es\u201d com os chineses entrou um contrato firmado com a Vale. Trata-se da contrapartida da mineradora, ap\u00f3s conseguir autoriza\u00e7\u00e3o para assinar a<b>\u00a0<\/b><a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,tcu-da-aval-a-renovacao-antecipada-de-ferrovias-da-vale-por-mais-30-anos,70003380272\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">renova\u00e7\u00e3o antecipada de duas concess\u00f5es j\u00e1 operadas por suas empresas de log\u00edstica, a Estrada de Ferro Vit\u00f3ria-Minas, na regi\u00e3o Sudeste, e a Estrada de Ferro Caraj\u00e1s<\/a>, no Maranh\u00e3o. Depois de viver seu \u201ccomplexo de trem-bala\u201d, as obras na Fico come\u00e7am, finalmente, no in\u00edcio de 2021, com investimentos estimados em R$ 2,73 bilh\u00f5es e prazo de quatro anos para entrega.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cAl\u00e9m de investir recursos na pr\u00f3pria malha, a Vale ir\u00e1 construir a Fico, uma ferrovia de 383 quil\u00f4metros de extens\u00e3o que permitir\u00e1 abrir uma nova op\u00e7\u00e3o de escoamento da produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os do Centro-Oeste\u201d, diz Marcello Spinelli, diretor executivo de ferrosos da Vale. As obriga\u00e7\u00f5es da mineradora incluem ainda a constru\u00e7\u00e3o de um ramal ferrovi\u00e1rio entre Cariacica e Anchieta, no Esp\u00edrito Santo, viabilizando a opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 o Porto de Ubu, no litoral capixaba.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida nenhuma de que essa mudan\u00e7a do investimento cruzado traz avan\u00e7os significativos na melhoria e na expans\u00e3o da malha ferrovi\u00e1ria de carga no Brasil.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Rodrigo Vila\u00e7a,<\/b>\u00a0ex-presidente da ANTF<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A atua\u00e7\u00e3o direta do setor privado na constru\u00e7\u00e3o de novas ferrovias, diz Cl\u00e1udio Frischtak, s\u00f3cio gestor da consultoria Inter.B, tem ainda a vantagem de driblar as burocracias impregnadas na m\u00e1quina estatal, al\u00e9m de se distanciar dos esquemas de corrup\u00e7\u00e3o que, regularmente, dragam os recursos p\u00fablicos. \u201cO benef\u00edcio n\u00e3o se limita ao investimento direto. O modelo de investimento cruzado coloca uma empresa que j\u00e1 atua no setor \u00e0 frente da execu\u00e7\u00e3o da obra. Isso significa agilidade, evita morosidades e fecha as portas, inclusive, para problemas de desvios, como os ocorridos ao longo da hist\u00f3ria da Valec.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Rodrigo Vila\u00e7a, especialista do setor ferrovi\u00e1rio e respons\u00e1vel pela \u00e1rea de rela\u00e7\u00f5es institucionais da FGV Transportes, lembra que a modelagem dos investimentos cruzados &#8211; que foi viabilizada pela Lei 13.448, de 2017 &#8211; j\u00e1 era defendida h\u00e1 anos pelo setor, mas s\u00f3 agora come\u00e7a a se tornar realidade, depois de ter passado pelo crivo do\u00a0Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), que em maio autoriza\u00e7\u00e3o a\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,governo-assina-a-renovacao-da-concessao-de-ferrovia-de-sao-paulo,70003316260\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">renova\u00e7\u00e3o antecipada das ferrovias da Malha Paulista, da concession\u00e1ria Rumo<\/a>. Em julho, foi a vez de aprovar dois trechos da Vale. Novas renova\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o previstas e acordos come\u00e7am a ser discutidos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cO resultado est\u00e1 a\u00ed, \u00e9 palp\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida nenhuma de que essa mudan\u00e7a traz avan\u00e7os significativos na melhoria e na expans\u00e3o da malha ferrovi\u00e1ria de carga no Brasil. Vibrei muito com a proposta do investimento cruzado\u201d, diz Vila\u00e7a, que presidiu por anos a\u00a0<b>Ag\u00eancia Nacional de Transporte Ferrovi\u00e1rio (ANTF)<\/b>. \u201cIsso coloca uma \u00f3tica mais moderna sobre esses contratos, com melhor aproveitamento das atuais concession\u00e1rias e da iniciativa privada, enquanto a ag\u00eancia regula e o governo se concentra no suporte para avan\u00e7ar com o licenciamento ambiental, as desapropria\u00e7\u00f5es e demais autoriza\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">No fim do dia, o modelo preserva os cofres p\u00fablicos, ainda mais depauperados pela crise econ\u00f4mica aprofundada pelo \u00a0novo coronav\u00edrus. \u201cA ideia \u00e9 que, em vez de abastecer o\u00a0Tesouro<b>\u00a0<\/b>com essas outorgas de concess\u00f5es (valores pagos pelas empresas para renovarem seus contratos), possamos aplicar esses recursos diretamente no setor\u201d, diz Tarc\u00edsio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura. \u201cA empresa far\u00e1 isso contando com seu conhecimento na constru\u00e7\u00e3o de ferrovias, com a agilidade e a praticidade pr\u00f3prias da iniciativa privada.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A Vale, por meio de suas empresas de log\u00edstica, vai construir o primeiro trecho da Fico, mas n\u00e3o ser\u00e1 a dona do tra\u00e7ado. Quando conclu\u00ed-lo, vai entreg\u00e1-lo ao governo, que ent\u00e3o poder\u00e1 licitar essa nova ferrovia a qualquer companhia interessada em explor\u00e1-la comercialmente. Na pr\u00e1tica, isso vai gerar uma nova concess\u00e3o que pode trazer, como contrapartida, a exig\u00eancia de se construir mais uma extens\u00e3o da malha. \u201c\u00c9 assim que vamos viabilizar uma expans\u00e3o ferrovi\u00e1ria sem precedentes na hist\u00f3ria recente do Pa\u00eds, sem um centavo de recurso p\u00fablico\u201d, afirma o ministro.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">At\u00e9 2025, os 383 quil\u00f4metros da Fico devem estar plenamente operacionais, bem distantes da Cordilheira dos Andes.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"\">\n<h3 class=\"\">Fiol, a revolu\u00e7\u00e3o a caminho do Matopiba<\/h3>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A ministra da Agricultura,\u00a0Tereza Cristina, visitava sua filha nos Estados Unidos, durante as f\u00e9rias no ano passado, quando chamou o genro de canto e pediu que ele marcasse um encontro com fazendeiros locais. Queria ouvir o que a turma do Mississipi pensava sobre o Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Marcaram um almo\u00e7o. Depois da comida, sem saber do cargo que Tereza ocupa no Brasil, um dos produtores deu seu veredicto \u00e0 fazendeira brasileira. \u201cVoc\u00eas j\u00e1 t\u00eam tecnologia, semente, clima, luz, fazem duas safras por ano. S\u00f3 que voc\u00eas n\u00e3o t\u00eam uma coisa que eu tenho\u201d, disse o produtor, que bateu no peito e sacramentou: \u201cHoje eu encho meu caminh\u00e3o com a colhedeira, sento no banco dele \u00e0s nove da manh\u00e3 e vou at\u00e9 ali, no porto do Rio Mississipi, por uma estrada de asfalto, entrego a minha produ\u00e7\u00e3o e ainda volto a tempo de almo\u00e7ar em casa. Nosso medo \u00e9 o dia que voc\u00eas tiverem isso, tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Tereza riu. No instante seguinte, contou a ministra \u00e0 reportagem, pensou no\u00a0<b>Matopiba<\/b>, uma\u00a0\u00e1rea gigantesca de 73 milh\u00f5es de hectares batizada por um acr\u00f4nimo formado pelas iniciais dos Estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia. Hoje, \u00e9 a<b>\u00a0fronteira agr\u00edcola mais promissora do Brasil<\/b>. S\u00f3 falta combinar com a log\u00edstica. \u201c\u00c9 esse o nosso grande desafio, a infraestrutura. O mundo v\u00ea o Brasil como um grande competidor no agroneg\u00f3cio, mas isso n\u00e3o \u00e9 por causa da Amaz\u00f4nia, mas sim porque temos o Matopiba. Ele j\u00e1 tem crescido, mas devagar, porque ainda n\u00e3o temos uma boa log\u00edstica por l\u00e1\u201d, diz a ministra.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A revolu\u00e7\u00e3o prometida ao Matopiba come\u00e7a a ganhar contornos mais n\u00edtidos. As obras da Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste (Fiol), na Bahia, completaram uma d\u00e9cada neste ano sem que nenhuma locomotiva tenha circulado at\u00e9 agora sobre seu tra\u00e7ado projetado de mais de 1.500 quil\u00f4metros. Um rearranjo in\u00e9dito com parcerias privadas, no entanto, est\u00e1 prestes a dar vida para a Fiol, tra\u00e7ado por tra\u00e7ado.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure style=\"width: 1444px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/mx\/8p\/o6\/0x\/o7\/k0\/FIOL2_OK.jpg\" alt=\"\" width=\"1444\" height=\"964\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Planejamento j\u00e1 considera a liga\u00e7\u00e3o da Fiol com Ferrovia do Centro-Oeste, cortando a Norte-Sul. (Foto: RICARDO BOTELHO\/MINFRA)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">S\u00e3o tr\u00eas solu\u00e7\u00f5es distintas em andamento. No primeiro trecho, de 537 quil\u00f4metros, que sai de Ilh\u00e9us (BA) e avan\u00e7a pelo Estado baiano at\u00e9 Caetit\u00e9, as obras est\u00e3o com 76% de execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica. O Porto Sul, em Ilh\u00e9us, destino final da ferrovia, come\u00e7ou a ser constru\u00eddo em julho pela Bahia Minera\u00e7\u00e3o (Bamin), empresa controlada pelo Eurasian Resources Group (ERG), do Cazaquist\u00e3o. Foram pelo menos cinco anos de discuss\u00f5es, brigas na Justi\u00e7a e revis\u00f5es de projetos sobre o local onde o porto poderia ser erguido. Essas d\u00favidas, agora, est\u00e3o no passado.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Dona de um projeto de min\u00e9rio de ferro em Caetit\u00e9 e, agora, de um terminal portu\u00e1rio em Ilh\u00e9us, a Bamin \u00e9, naturalmente, a maior interessada em assumir o novo trecho da ferrovia, que deve ter\u00e1 seu edital de concess\u00e3o publicado ainda at\u00e9 o fim do ano, com leil\u00e3o marcado para ocorrer no primeiro trimestre de 2021. O investimento previsto para a conclus\u00e3o dessa obra \u00e9 de R$ 1,6 bilh\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A Bamin n\u00e3o esconde o interesse em vencer a licita\u00e7\u00e3o. \u201cA Fiol, que, com o Porto Sul, vai criar um novo corredor log\u00edstico na Bahia e no Nordeste do Brasil, \u00e9 fundamental para o nosso neg\u00f3cio\u201d, diz Alexandre Aigner, diretor financeiro e de rela\u00e7\u00f5es institucionais da Bamin. \u201cNosso plano \u00e9 usar esse corredor log\u00edstico para nossa produ\u00e7\u00e3o de ferro de at\u00e9 18 milh\u00f5es de toneladas por ano, e esperamos desempenhar nossa parte para tornar a pr\u00f3xima concess\u00e3o um sucesso.\u201d<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cA Fiol, com o Porto Sul, vai criar um novo corredor log\u00edstico na Bahia e no Nordeste do Brasil, o que \u00e9 fundamental para o nosso neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Alexandre Aigner,<\/b>\u00a0diretor da Bahia Minera\u00e7\u00e3o<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">No trecho central da ferrovia, de 485 quil\u00f4metros, entre Barreiras (BA) e Caetit\u00e9, j\u00e1 foram reservados R$ 410 milh\u00f5es para a compra dos trilhos que faltam para conclus\u00e3o do tra\u00e7ado. Esse dinheiro tem origem na renova\u00e7\u00e3o antecipada das concess\u00f5es da Vale. Uma licita\u00e7\u00e3o internacional para compra dos trilhos &#8211; j\u00e1 que o Brasil n\u00e3o tem f\u00e1brica do material &#8211; ser\u00e1 feita no in\u00edcio de 2021. Esse trecho est\u00e1 com 43% de execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica e tem hoje cerca de 1,5 mil funcion\u00e1rios da estatal Valec em seus canteiros de obra. \u00c9 a conclus\u00e3o deste segundo tra\u00e7ado que coloca o transporte ferrovi\u00e1rio dentro do Matopiba. Se no primeiro trecho a prioridade \u00e9 o min\u00e9rio, no segundo h\u00e1 o algod\u00e3o, a soja e o milho.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cO Brasil est\u00e1 prestes a viver um novo \u2018boom\u2019 no setor ferrovi\u00e1rio, gra\u00e7as \u00e0 prorroga\u00e7\u00e3o antecipada das concess\u00f5es. Isso \u00e9 o que permitiu que parte dos recursos de nossa outorga seja usada ainda na compra de equipamentos para a Fiol\u201d, diz Marcello Spinelli, diretor-executivo de ferrosos da\u00a0Vale.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Para o terceiro lote da Fiol, o Minist\u00e9rio da Infraestrutura negocia mais uma parceria com o setor privado. O objetivo \u00e9 firmar um acordo dentro da renova\u00e7\u00e3o antecipada da Ferrovia Centro-Atl\u00e2ntica (FCA). O objetivo \u00e9 fazer com que um novo contrato viabilize a constru\u00e7\u00e3o dessa \u201c\u00faltima milha\u201d da ferrovia, conectando-se, finalmente, \u00e0 malha da Norte-Sul. Apesar de o projeto atual prever que essa conex\u00e3o ocorra no munic\u00edpio de Figueir\u00f3polis (TO), o planejamento j\u00e1 considera que a liga\u00e7\u00e3o se d\u00ea na cidade de Mara Rosa, fechando uma conex\u00e3o direta com a estrutura da Ferrovia do Centro-Oeste (Fico).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Um vez conclu\u00eddo, esse projeto dar\u00e1 vida \u00e0 chamada \u201ccruz ferrovi\u00e1ria\u201d, ao cortar a Ferrovia Norte-Sul com uma linha horizontal, de leste a oeste do Pa\u00eds. Cria-se, ainda, a possibilidade de sa\u00edda a partir de tr\u00eas portos por meio de ferrovias, com acessos aos terminais de Santos (SP), Itaqui (MA) e Ilh\u00e9us (BA).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cO investimento cruzado permite a realiza\u00e7\u00e3o de investimentos expressivos na malha ferrovi\u00e1ria, mesmo neste contexto causado pela crise fiscal dos \u00faltimos anos e, agora, pela pandemia do coronav\u00edrus\u201d, diz o diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores Ferrovi\u00e1rios (ANTF), Fernando Paes. \u201cNesse momento do Pa\u00eds, isso fica ainda mais necess\u00e1rio e urgente, seja sob o ponto de vista log\u00edstico, seja pelos impactos ben\u00e9ficos e imediatos dos investimentos. O resultado ser\u00e1 maior equil\u00edbrio da matriz de transporte de carga e efeitos sociais, com gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda.\u201d<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"\">\n<h3 class=\"\">Ferrogr\u00e3o, a \u201cmalha verde\u201d do Eixo Norte<\/h3>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O ad\u00e1gio popular diz que, da porteira pra dentro, n\u00e3o h\u00e1 fazenda no mundo que bata a produ\u00e7\u00e3o de uma propriedade brasileira, mas que, da porteira pra fora, o Brasil leva uma surra dos concorrentes, esfolado na precariedade da infraestrutura nacional. Essa hist\u00f3ria pode come\u00e7ar a mudar no primeiro trimestre de 2021, quando acontece o leil\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,construcao-da-ferrograo-abre-espaco-para-avanco-de-70-na-safra-de-mt,70002673728\">Ferrogr\u00e3o<\/a>, hoje o projeto de infraestrutura mais ambicioso do Pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A ferrovia dos gr\u00e3os se enquadra naquilo que os americanos chamam de projeto \u201cgreen field\u201d, refer\u00eancia que remete a algo que tenha de ser come\u00e7ado do zero. O marco inicial da ferrovia acessa o cora\u00e7\u00e3o da soja em Mato Grosso, no munic\u00edpio de Sinop, e a partir dali avan\u00e7a rumo ao norte do Pa\u00eds, paralelamente \u00e0 rodovia BR-163, a Cuiab\u00e1-Santar\u00e9m, at\u00e9 alcan\u00e7ar os portos fluviais de Miritituba, no Par\u00e1, nas margens das \u00e1guas quentes do Rio Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Os n\u00fameros amaz\u00f4nicos da Ferrogr\u00e3o d\u00e3o a dimens\u00e3o do desafio financeiro. S\u00f3 a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia \u00e9 estimada R$ 8,4 bilh\u00f5es, em incluir os investimentos nos trens e vag\u00f5es, o chamado \u201cmaterial rodante\u201d. O prazo de concess\u00e3o, uma regra que, em outros projetos, tem sido fixada em 30 anos, est\u00e1 previsto para 69 anos. Em seu tra\u00e7ado, a ferrovia segue pela faixa de dom\u00ednio da estrada, para evitar conflito com uma das \u00e1reas ambientais mais sens\u00edveis da\u00a0Amaz\u00f4nia, como unidade de conserva\u00e7\u00e3o do Jamanxim, no Par\u00e1.<\/p>\n<figure style=\"width: 929px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/public\/pages\/mx\/8p\/o6\/0x\/o7\/k0\/sinop.jpg\" alt=\"\" width=\"929\" height=\"619\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Marco inicial da Ferrogr\u00e3o passa pelo cora\u00e7\u00e3o da soja em Mato Grosso, na cidade de Sinop. (Foto: TIAGO QUEIROZ\/ESTAD\u00c3O)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O governo \u00e9 hoje o respons\u00e1vel por fazer com que o projeto possa vingar. O DNA da Ferrogr\u00e3o, no entanto, est\u00e1 impregnado de iniciativa privada. Os pais da crian\u00e7a s\u00e3o as \u201ctradings\u201d, quatro gigantes da importa\u00e7\u00e3o e a exporta\u00e7\u00e3o de commodities agr\u00edcolas, as \u201cABCD\u201d, como s\u00e3o conhecidas ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus, al\u00e9m da Amaggi e DLP.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cEssas empresas estudaram a ferrogr\u00e3o e fizeram seu projeto executivo. A ideia sempre foi estimular o governo a colocar essa ferrovia em licita\u00e7\u00e3o, para que outras empresas especializadas neste transporte, construtoras e fundos de investimento possam participar\u201d, diz\u00a0Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura e um dos maiores empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio. \u201cEssa ferrovia vai ser de fundamental import\u00e2ncia para o Mato Grosso e demais regi\u00f5es, porque vai aumentar a competitividade do transporte, os pre\u00e7os v\u00e3o cair. Quanto antes ela vier, melhor para todo o Pa\u00eds, que ficar\u00e1 cada vez mais competitivo.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Para dar um sinal concreto aos investidores de que o empreendimento \u00e9 vi\u00e1vel, o pr\u00f3prio\u00a0<b>Minist\u00e9rio da Infraestrutura<\/b>\u00a0assumiu a responsabilidade de obter a licen\u00e7a pr\u00e9via ambiental da ferrovia, autoriza\u00e7\u00e3o do\u00a0Ibama\u00a0necess\u00e1ria para atestar a viabilidade da obra. O contrato de concess\u00e3o, inclusive, vai incluir essa responsabilidade pelo poder p\u00fablico, sob pena de a concess\u00e3o ser cancelada sem nenhum tipo de \u00f4nus para o empreendedor.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cQuanto antes a Ferrogr\u00e3o vier, melhor para todo o Pa\u00eds, que ficar\u00e1 cada vez mais competitivo.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Blairo Maggi,<\/b>\u00a0ex-ministro da Agricultura<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Na primeira\u00a0semana de agosto, a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Minist\u00e9rio da Infraestrutura resolveu testar o interesse dos investidores no projeto e enviou alguns convites, para uma rodada de reuni\u00f5es fechadas. Recebeu respostas para 22 agendamentos. A lista de conversas de 90 minutos incluiu os principais bancos brasileiros, concession\u00e1rias que j\u00e1 atuam na \u00e1rea de transportes e companhias de pa\u00edses como China, Espanha, It\u00e1lia e Jap\u00e3o. Metade do grupo selecionado era formado por operador, controlador de concess\u00e3o ou construtor de ferrovia. A outra metade era \u00a0financiadores e empresas que pretendem entrar como acionistas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Hoje, os gr\u00e3os de Mato Grosso dependem da BR-163 para chegarem aos terminais fluviais do Par\u00e1, instalados em Itaituba e Santar\u00e9m. O caminho inverso tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 simples, at\u00e9 embarcarem na Malha Paulista, que segue rumo ao porto de Santos. Uma malha de trilhos at\u00e9 Miritituba significa ter uma sa\u00edda direta pelo Tapaj\u00f3s, por meio de uma hidrovia natural que desemboca no Rio Amazonas e que, partir da\u00ed, segue mundo afora.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">As preocupa\u00e7\u00f5es com o impacto ambiental do projeto costumam predominar nos debates sobre a viabilidade da ferrovia que cruza o Cerrado e a Amaz\u00f4nia. O ministro\u00a0Tarc\u00edsio de Freitas\u00a0ainda era um secret\u00e1rio de coordena\u00e7\u00e3o de projetos em 2017, quando defendia o projeto da Ferrogr\u00e3o em audi\u00eancias p\u00fablicas feitas em Mato Grosso, Par\u00e1 e Bras\u00edlia. O compromisso \u00e9 de construir a ferrovia ao lado da estrada, sem acessar unidades de conserva\u00e7\u00e3o ambiental ou terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Em v\u00e1rios debates, o projeto chegou a ter sua viabilidade questionada, inclusive, por sindicatos de caminhoneiros. Num arroubo \u201crodoviarista\u201d que remetia \u00e0 d\u00e9cada de 1950, os motoristas se mostraram assombrados com a possibilidade de verem comboios de vag\u00f5es abarrotados de gr\u00e3os, seguindo por uma malha de trilhos. Ocorre que a ideia \u00e9 exatamente essa.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Na carroceria de um caminh\u00e3o, a dist\u00e2ncia percorrida por cada tonelada de carga, com um litro de combust\u00edvel, chega a 25 quil\u00f4metros, em m\u00e9dia. Nas ferrovias, essa dist\u00e2ncia sobre para nada menos que 85 quil\u00f4metros. Coloque ainda nesta conta efeitos como frete mais barato, redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico, menor impacto ao meio ambiente, capacidade de carregar grandes volumes, maior seguran\u00e7a e previsibilidade de opera\u00e7\u00f5es, al\u00e9m dos investimentos envolvidos na constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o da linha, com gera\u00e7\u00e3o de milhares de empregos. N\u00e3o h\u00e1 tese que se sustente contra uma realidade dessas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cA Ferrogr\u00e3o vai tirar carga da BR-163, reduzir a especula\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria na regi\u00e3o, ajudar a fazer o Estado mais presente no combate a atividades clandestinas e ainda funcionar\u00e1 como uma esp\u00e9cie de \u2018muro verde\u2019 em prote\u00e7\u00e3o \u00e0 floresta, contra a abertura de novas espinhas de peixe (entradas abertas a partir da estrada, para roubo de madeira) ao longo da rodovia\u201d, diz Tarc\u00edsio de Freitas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Para carimbar um selo ambiental no projeto, a Ferrogr\u00e3o vai permitir a capta\u00e7\u00e3o dos chamados<b>\u00a0<\/b><a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,emissao-de-titulos-socioambientais-soma-us-328-bi-em-2019-mas-a-america-latina-fica-so-com-2,70003380078\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cgreen bonds\u201d<\/a>\u00a0e \u201cgreen loans\u201d, o dinheiro verde que, cada vez mais, tem pautado as transa\u00e7\u00f5es de capital internacionais. A alternativa foi criada a partir de um conv\u00eanio fechado com a Climate Bond Initiative, em 2019. \u201cAgora, todo programa ferrovi\u00e1rio j\u00e1 parte com prerrogativas sustent\u00e1veis e est\u00e1 habilitado a captar investimentos de fundos que se preocupam com a quest\u00e3o do meio ambiente\u201d, diz a secret\u00e1ria de Fomento, Planejamento e Parcerias do Minist\u00e9rio da Infraestrutura, Nat\u00e1lia Marcassa.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"quotes\" data-align=\"\">\n<blockquote class=\"arte-blockquote \">\n<div class=\"arte-blockquote__quote\">\n<p>\u201cAs ferrovias s\u00e3o eficientes para o transporte de min\u00e9rios e gr\u00e3os, al\u00e9m de serem uma solu\u00e7\u00e3o para o escoamento pelo eixo norte, preservando a floresta amaz\u00f4nica.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"arte-blockquote__author\"><b>Tarc\u00edsio de Freitas,<\/b>\u00a0ministro da Infraestrutura<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O que se busca, na pr\u00e1tica, \u00e9 transformar a preocupa\u00e7\u00e3o ambiental em um ativo da ferrovia. \u201dEstamos atentos a isso e preparados para atrair esses recursos. Ferrovias s\u00e3o meios de transportes de maior efici\u00eancia energ\u00e9tica e que ajudam a reduzir a emiss\u00e3o de poluentes na atmosfera\u201d, comenta o ministro. \u201cElas s\u00e3o o modo de transporte mais eficiente para o transporte de duas commodities que s\u00e3o as bases de nossas exporta\u00e7\u00f5es, os min\u00e9rios e os gr\u00e3os, al\u00e9m de serem uma solu\u00e7\u00e3o importante para o escoamento pelo eixo norte, preservando a\u00a0<b>floresta amaz\u00f4nica.<\/b>\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A constru\u00e7\u00e3o de novo trechos de ferrovias se soma \u00e0 malha que hoje chega a 30 mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o em todo Pa\u00eds. Desse total, cerca de 12 mil quil\u00f4metros s\u00e3o competitivos ao transporte de carga e possuem uso regular constante. A maior parte dos trechos, no entanto, est\u00e1 subutilizada ou, at\u00e9 mesmo, abandonada.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">As renova\u00e7\u00f5es de contratos de concess\u00f5es t\u00eam auxiliado n\u00e3o apenas na abertura de novos tra\u00e7ados, como tamb\u00e9m apoiado a recupera\u00e7\u00e3o de trechos e a devolu\u00e7\u00e3o de tra\u00e7ados ao poder p\u00fablico, que pode analisar a sua viabilidade de ser retomado, incluindo situa\u00e7\u00f5es para a abertura de transporte de passageiros, por exemplo.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cH\u00e1 uma disposi\u00e7\u00e3o hoje para buscar mais o di\u00e1logo, e isso envolve n\u00e3o s\u00f3 governo e empresas, mas \u00f3rg\u00e3os como TCU e a ag\u00eancia reguladora. O resultado s\u00e3o medidas mais acertadas, que favorecem todo o Pa\u00eds\u201d, diz Rodrigo Vila\u00e7a, rela\u00e7\u00f5es Institucionais do FGV Transportes.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,ibc-br-de-junho,70003399444\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Se a pandemia do coronav\u00edrus jogou a economia do Pa\u00eds na lona<\/a>, os projetos de ferrovias e seu sistema secular de transporte surgem, mais uma vez, como um caminho para auxiliar na sa\u00edda da crise. As rotas j\u00e1 s\u00e3o conhecidas. \u00c9 preciso trilhar.<\/p>\n<p><em>Por Andr\u00e9 Borges<\/em><br \/>\n<em>Fonte <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/infograficos\/economia,trilhos-contra-a-crise,1112891\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Estado de S.Paulo<\/a><\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os caminhos de ferro come\u00e7am a entrar, efetivamente, em uma nova fase de investimento pesado e de expans\u00e3o da malha federal. No momento em que o Brasil ainda dimensiona os impactos socioecon\u00f4micos causados pela\u00a0pandemia de covid-19\u00a0e busca alternativas para minimizar os danos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, vem do setor ferrovi\u00e1rio uma resposta concreta, com efeitos diretos sobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":70007,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[202,1475],"class_list":{"0":"post-69998","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-infraestrutura","8":"tag-destaque","9":"tag-covid"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Trilhos contra a Crise - Instituto de Engenharia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Trilhos contra a Crise - Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Os caminhos de ferro come\u00e7am a entrar, efetivamente, em uma nova fase de investimento pesado e de expans\u00e3o da malha federal. No momento em que o Brasil ainda dimensiona os impactos socioecon\u00f4micos causados pela\u00a0pandemia de covid-19\u00a0e busca alternativas para minimizar os danos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, vem do setor ferrovi\u00e1rio uma resposta concreta, com efeitos diretos sobre [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-08-12T15:00:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-01-09T14:58:03+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1597440952370.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1132\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"700\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Bianca\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Bianca\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"29 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Bianca\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f\"},\"headline\":\"Trilhos contra a Crise\",\"datePublished\":\"2020-08-12T15:00:25+00:00\",\"dateModified\":\"2023-01-09T14:58:03+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/\"},\"wordCount\":5331,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/08\\\/1597440952370.jpg\",\"keywords\":[\"+ Destaque\",\"covid\"],\"articleSection\":[\"Infraestrutura\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/\",\"name\":\"Trilhos contra a Crise - Instituto de Engenharia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/08\\\/1597440952370.jpg\",\"datePublished\":\"2020-08-12T15:00:25+00:00\",\"dateModified\":\"2023-01-09T14:58:03+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/08\\\/1597440952370.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/08\\\/1597440952370.jpg\",\"width\":1132,\"height\":700},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2020\\\/08\\\/12\\\/trilhos-contra-a-crise\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Trilhos contra a Crise\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"description\":\"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/03\\\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/03\\\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"width\":1486,\"height\":1879,\"caption\":\"Instituto de Engenharia\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/institutodeengenharia\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/iengenharia\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/institutodeengenharia\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/company\\\/instituto-de-engenharia\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f\",\"name\":\"Bianca\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Bianca\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/author\\\/comunicacao1\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Trilhos contra a Crise - Instituto de Engenharia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Trilhos contra a Crise - Instituto de Engenharia","og_description":"Os caminhos de ferro come\u00e7am a entrar, efetivamente, em uma nova fase de investimento pesado e de expans\u00e3o da malha federal. No momento em que o Brasil ainda dimensiona os impactos socioecon\u00f4micos causados pela\u00a0pandemia de covid-19\u00a0e busca alternativas para minimizar os danos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, vem do setor ferrovi\u00e1rio uma resposta concreta, com efeitos diretos sobre [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/","og_site_name":"Instituto de Engenharia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","article_published_time":"2020-08-12T15:00:25+00:00","article_modified_time":"2023-01-09T14:58:03+00:00","og_image":[{"width":1132,"height":700,"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1597440952370.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Bianca","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@iengenharia","twitter_site":"@iengenharia","twitter_misc":{"Escrito por":"Bianca","Est. tempo de leitura":"29 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/"},"author":{"name":"Bianca","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f"},"headline":"Trilhos contra a Crise","datePublished":"2020-08-12T15:00:25+00:00","dateModified":"2023-01-09T14:58:03+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/"},"wordCount":5331,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1597440952370.jpg","keywords":["+ Destaque","covid"],"articleSection":["Infraestrutura"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/","name":"Trilhos contra a Crise - Instituto de Engenharia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1597440952370.jpg","datePublished":"2020-08-12T15:00:25+00:00","dateModified":"2023-01-09T14:58:03+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1597440952370.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1597440952370.jpg","width":1132,"height":700},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/08\/12\/trilhos-contra-a-crise\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Trilhos contra a Crise"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","name":"Instituto de Engenharia","description":"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization","name":"Instituto de Engenharia","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","width":1486,"height":1879,"caption":"Instituto de Engenharia"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","https:\/\/x.com\/iengenharia","https:\/\/www.instagram.com\/institutodeengenharia\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/instituto-de-engenharia\/","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f","name":"Bianca","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","caption":"Bianca"},"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/author\/comunicacao1\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69998"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":101729,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69998\/revisions\/101729"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70007"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}