{"id":66320,"date":"2020-06-02T14:56:14","date_gmt":"2020-06-02T17:56:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=66320"},"modified":"2020-06-03T15:58:24","modified_gmt":"2020-06-03T18:58:24","slug":"como-comecou-essa-historia-de-transmitir-informacoes-sem-fio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2020\/06\/02\/como-comecou-essa-historia-de-transmitir-informacoes-sem-fio\/","title":{"rendered":"Como come\u00e7ou essa hist\u00f3ria de transmitir informa\u00e7\u00f5es sem fio"},"content":{"rendered":"<p>A meio caminho entre o Brooklyn e Montauk, uma c\u00fapula de a\u00e7o apoiada em pernas de madeira uma vez olhou por cima do estu\u00e1rio de Long Island e para al\u00e9m do horizonte. Constru\u00edda nos primeiros anos do s\u00e9culo 20, a Wardenclyffe Tower serviu como pe\u00e7a central de um laborat\u00f3rio de cientistas loucos da vida real. Puxando alavancas, rindo maniacamente \u2013era onde esse tipo de coisa deveria acontecer. E quase aconteceu.<\/p>\n<p><strong>O nome desse cientista louco era Nikola Tesla, cuja miss\u00e3o era criar uma maneira de enviar eletricidade sem fio at\u00e9 Londres<\/strong>. Gra\u00e7as ao financiamento de grandes nomes de Wall Street, como JP Morgan, o laborat\u00f3rio poderia ter sido o ber\u00e7o do nosso futuro sem fio. O \u00fanico problema? A c\u00fapula e suas ambi\u00e7\u00f5es foram destru\u00eddas devido a m\u00e1s decis\u00f5es de neg\u00f3cio e muito azar, bem antes de Tesla conseguir realizar seus sonhos.<\/p>\n<p>Os prim\u00f3rdios da tecnologia sem fio foram marcados por luta e confus\u00e3o, mas tamb\u00e9m por exemplos gloriosos de realiza\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. A tecnologia sem fio \u00e9 brutalmente dif\u00edcil.\u00a0<strong>O progresso das primeiras teorias de ondas eletromagn\u00e9ticas at\u00e9 o primeiro sinal telegr\u00e1fico n\u00e3o aconteceu em uma quest\u00e3o de anos. Demorou d\u00e9cadas. Avan\u00e7ar de enviar pequenos sinais atrav\u00e9s da \u00e1gua at\u00e9 conectar vastas redes de computadores no ar levou bem mais de um s\u00e9culo<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas a inova\u00e7\u00e3o tende a vir em uma avalanche. Nos \u00faltimos anos, vimos avan\u00e7os r\u00e1pidos em tudo, desde comunica\u00e7\u00f5es celulares a energia sem fio e ideias t\u00e3o extravagantes quanto o uso de lasers para transmitir internet do espa\u00e7o para a Terra. Para entender o que vem a seguir, no entanto, voc\u00ea precisa entender como chegamos at\u00e9 aqui.<\/p>\n<h2>Os prim\u00f3rdios da tecnologia sem fio<\/h2>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o sem fio tem sido um ponto importante na sociedade moderna desde a inven\u00e7\u00e3o do telegrama. Voc\u00ea poderia praticamente atribuir a tecnologia a Paul Reuter, que recrutou pombos para transportar cota\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00f5es entre Berlim e Paris em meados do s\u00e9culo XIX. (Afinal, os pombos s\u00e3o tecnicamente sem fio). Nos anos que se seguiram, no entanto, uma nova tecnologia chamada telegrafia sem fio entrou em seus est\u00e1gios iniciais.<\/p>\n<p>A telegrafia sem fio \u2013 tamb\u00e9m conhecida como radiotelegrafia \u2013 envolve a transmiss\u00e3o de ondas de r\u00e1dio pelo ar em pulsos curtos e longos. Esses \u201cpontos\u201d e \u201ctra\u00e7os\u201d \u2013 tamb\u00e9m conhecidos como C\u00f3digo Morse \u2013 eram ent\u00e3o captados por um receptor e traduzidos em texto por um operador de recep\u00e7\u00e3o. Em poucas palavras, esse novo m\u00e9todo de comunica\u00e7\u00e3o permitiu que os seres humanos se comunicassem atrav\u00e9s de grandes dist\u00e2ncias com relativa facilidade.<\/p>\n<p>Para entender como essa nova forma de comunica\u00e7\u00e3o funciona, \u00e9 mais f\u00e1cil conhecer o come\u00e7o da hist\u00f3ria.\u00a0<strong>As origens da tecnologia sem fio podem ser tra\u00e7adas at\u00e9 o ano de 1865, quando o cientista escoc\u00eas James Clerk Maxwel<\/strong>l publicou um artigo sobre campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos.\u00a0<a href=\"http:\/\/rstl.royalsocietypublishing.org\/content\/155\/459\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cUma teoria din\u00e2mica do campo eletromagn\u00e9tico\u201d<\/a>\u00a0que agora \u00e9 considerado como um trabalho fundamental da f\u00edsica que n\u00e3o s\u00f3 estabeleceu as bases para as comunica\u00e7\u00f5es sem fio, mas tamb\u00e9m serviu como ponto de partida para a pesquisa sobre a relatividade de Albert Einstein. Maxwell corretamente teorizou que essas ondas eletromagn\u00e9ticas poderiam viajar na velocidade da luz e, em 1873, publicou um\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikisource.org\/wiki\/A_Treatise_on_Electricity_and_Magnetism\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">conjunto de equa\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0(equa\u00e7\u00f5es de Maxwell) que serviriam como base para toda a tecnologia el\u00e9trica. As coisas realmente ficaram interessantes, no entanto, quando outros cientistas come\u00e7aram a colocar as equa\u00e7\u00f5es de Maxwell em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Heinrich Hertz provou a exist\u00eancia das ondas eletromagn\u00e9ticas em uma s\u00e9rie de experimentos de 1886 a 1889. No entanto, depois de construir essencialmente o primeiro r\u00e1dio do mundo \u2013 um aparelho conhecido como\u00a0<a href=\"http:\/\/www.arrl.org\/files\/file\/History\/History%20of%20QST%20Volume%201%20-%20Technology\/Kennedy%20N4GG.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Emissor de fa\u00edsca<\/a>\u00a0\u2013 o cientista alem\u00e3o achou que aquilo n\u00e3o era muito interessante. \u201cN\u00e3o tem qualquer utilidade\u201d, disse Herz \u00e0 \u00e9poca. \u201cEsta \u00e9 apenas uma experi\u00eancia que prova que o Maestro Maxwell estava certo \u2013 existem essas ondas eletromagn\u00e9ticas misteriosas que n\u00e3o podemos ver a olho nu. Mas elas est\u00e3o l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Acontece que ela se mostrou muito \u00fatil. A unidade internacional usada agora para frequ\u00eancia em ondas de r\u00e1dio tem o nome da Hertz.<\/p>\n<p>O que se seguiu aos experimentos de Hertz foi uma enxurrada de inven\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es.\u00a0<strong>Os dois maiores nomes que surgiram nos anos finais do s\u00e9culo XIX foram Guglielmo Marconi, que estava interessado principalmente em comunica\u00e7\u00f5es sem fio, e Nikola Tesla, que via uma grande promessa na eletricidade sem fio.<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 970px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2018\/06\/telegrafo-marconi-1-970x670.jpg\" alt=\"\" width=\"970\" height=\"670\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Engenheiros do correio brit\u00e2nico posando com um equipamento de telegrafia de Marconi. (Imagem: Cardiff Council Flat Holm Project)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em termos gerais,\u00a0<strong>Marconi \u00e9 considerado respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da primeira esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio do mundo e pela comercializa\u00e7\u00e3o do primeiro equipamento de telegrafia sem fio do mundo no final da d\u00e9cada de 1890<\/strong>. Mas, durante esses mesmos anos, o cientista alem\u00e3o Ferdinand Braun estava fazendo um trabalho semelhante usando uma bobina de indu\u00e7\u00e3o projetada e patenteada por Tesla. Marconi e Braun iriam ganhar o Pr\u00eamio Nobel de 1909 por suas realiza\u00e7\u00f5es na telegrafia sem fio.<\/p>\n<p>Tesla, notoriamente, n\u00e3o teve tanta sorte. O cientista permaneceu resoluto em criar uma tecnologia vi\u00e1vel para energia sem fio. Mas depois que ele n\u00e3o conseguiu produzir um transmissor de energia sem fio vi\u00e1vel com a Wardenclyffe Tower em seu laborat\u00f3rio em Long Island, Tesla morreu pobre no quarto 2237 no New Yorker Hotel, 34 anos ap\u00f3s o Pr\u00eamio Nobel ter sido concedido a Marconi e Braun. Naquele mesmo ano, em 1943, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a patente de Tesla de 1897 para um transmissor e receptor, que antecedia as inven\u00e7\u00f5es de Marconi, reconhecia tacitamente as contribui\u00e7\u00f5es pioneiras da Tesla \u00e0 inven\u00e7\u00e3o da telegrafia e da tecnologia de r\u00e1dio. Talvez mais significativamente, foram as contribui\u00e7\u00f5es da Tesla que se mostraram mais duradouras e relevantes para a tecnologia sem fio atualmente.<\/p>\n<p>\u201cTesla realmente pensou muito em como enviar milhares de mensagens em sua pr\u00f3pria frequ\u00eancia\u201d, disse W. Bernard Carlson, autor de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Tesla-Inventor-Electrical-Bernard-Carlson\/dp\/0691165610?tag=gizmodoamzn-20&amp;ascsubtag=00e75e3474360dda267a0d6b84cf035e4f39017f&amp;rawdata=%5Br%7C(direct)%5Bt%7Clink%5Bp%7C1795227728%5Ba%7C0691165610%5Bau%7C452356546%5Bb%7Cgizmodo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tesla: Inventor of the Electrical Age<\/a>\u00a0e professor de hist\u00f3ria da Universidade da Virg\u00ednia, ao Gizmodo em uma entrevista. \u201cMarconi foi respons\u00e1vel por uma tecnologia de transmiss\u00e3o que n\u00e3o era desej\u00e1vel para fins militares ou outros fins\u201d.<\/p>\n<p>E, como veremos, o envio de v\u00e1rias mensagens na mesma frequ\u00eancia se tornaria absolutamente essencial para o desenvolvimento da tecnologia sem fio nas d\u00e9cadas ap\u00f3s Tesla.<\/p>\n<h2>Audio, v\u00eddeo, disco<\/h2>\n<p>Os primeiros transmissores sem fio do final da d\u00e9cada de 1890 inauguraram\u00a0<a href=\"http:\/\/iml.jou.ufl.edu\/projects\/fall04\/keith\/history1.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um s\u00e9culo de inova\u00e7\u00e3o<\/a>. Enquanto a tecnologia sem fio era capaz de enviar um \u00fanico sinal por alguns quil\u00f4metros,\u00a0<strong>os tecn\u00f3logos da era vitoriana logo aprenderiam como transmitir sem fio sinais de \u00e1udio, v\u00eddeo e, eventualmente, qualquer tipo de dados atrav\u00e9s de qualquer dist\u00e2ncia<\/strong>. Em 1920, William Edmund Scripps come\u00e7ou a transmitir o \u201cDetroit News Radiophone\u201d pelo r\u00e1dio, e um ano depois, a pol\u00edcia de Detroit introduziu r\u00e1dios m\u00f3veis em suas viaturas. Em 1927, um laborat\u00f3rio da General Electric em Schenectady, Nova York, abrigaria a primeira esta\u00e7\u00e3o de televis\u00e3o do mundo, onde transmissores de r\u00e1dio de alta pot\u00eancia poderiam enviar um sinal carregando \u00e1udio e v\u00eddeo para uma tela de tr\u00eas por tr\u00eas polegadas at\u00e9 cerca de cinco quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Todos eles foram momentos importantes na hist\u00f3ria da tecnologia sem fio, mas, tirando os r\u00e1dios policiais, nenhum dos aparelhos era m\u00f3vel. A radiodifus\u00e3o tamb\u00e9m era, por defini\u00e7\u00e3o, um fluxo unidirecional de dados. Ent\u00e3o, veio uma inven\u00e7\u00e3o chamada Motorola.<\/p>\n<p>Produzido pela Galvin Manufacturing Corporation,\u00a0<strong>o r\u00e1dio Motorola tornou-se o primeiro radiofone do mundo em 1930<\/strong>. Os comunicadores de duas vias foram adotados pela pol\u00edcia e, mais tarde, uma vers\u00e3o mais avan\u00e7ada e compacta chamada \u201cHandie Talkie\u201d ganharia. import\u00e2ncia hist\u00f3rica por seu papel na Segunda Guerra Mundial. O n\u00famero oficial do modelo do dispositivo era SCR536.<\/p>\n<figure style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2018\/06\/motorola-handie-talkie.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"553\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Detalhe de um comercial de um dos primeiros r\u00e1dios Motorola, mostrando o comunicador port\u00e1til de duas vias. (Imagem: Motorola)<\/figcaption><\/figure>\n<p>De repente, diversos dispositivos sem fio come\u00e7am a parecer familiares aos entusiastas de gadgets do s\u00e9culo XXI. Eles eram port\u00e1teis, movidos a bateria e muito maneiros. No entanto, as comunica\u00e7\u00f5es m\u00f3veis de longo alcance ainda exigiam uma quantidade absurda de hardware para serem confi\u00e1veis. Em 1943, Galvin lan\u00e7ou o Motorola SCR300 \u2013tamb\u00e9m conhecido como o \u201cWalkie Talkie\u201d\u2013 um dispositivo de r\u00e1dio FM de 35 quilos com um alcance de 16 a 32 quil\u00f4metros que era usado como uma mochila e \u00e0s vezes exigia duas pessoas para operar. Voc\u00ea provavelmente se lembra de t\u00ea-los visto em\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.sproe.com\/r\/radio-scr300.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Resgate do Soldado Ryan<\/a><\/em>.<\/p>\n<figure style=\"width: 941px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2018\/06\/walkie-talkie-941x745.png\" alt=\"\" width=\"941\" height=\"745\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Um diagrama mostrando o uso correto de um Walkie-Talkie (Imagem: Motorola)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Essa ideia iria longe. O r\u00e1dio FM (modula\u00e7\u00e3o de frequ\u00eancia) foi patenteado uma d\u00e9cada antes do lan\u00e7amento do Walkie-Talkie e rapidamente ganhou popularidade sobre seu antecessor AM (modula\u00e7\u00e3o de amplitude), j\u00e1 que o r\u00e1dio FM pode transmitir \u00e1udio de maior qualidade. Ent\u00e3o Galvin se ateve \u00e0 id\u00e9ia de que um r\u00e1dio FM de duas vias seria \u00f3timo para as pessoas conversarem entre si. Os t\u00e1xis come\u00e7aram a usar r\u00e1dios bidirecionais da Motorola em 1944 e, ap\u00f3s a guerra, em 1946, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.motorolasolutions.com\/en_us\/about\/company-overview\/history\/timeline.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Motorola lan\u00e7ou o primeiro telefone de carro do mundo<\/a>: o radiotelefone da Motorola. No ano seguinte, Galvin mudou o nome da empresa para Motorola.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou muito para que toda uma infraestrutura fosse desenvolvida em torno dessa tecnologia. Bell System se juntou \u00e0 Western Electric por volta dessa \u00e9poca para criar o Servi\u00e7o Geral de Radiotelefone M\u00f3vel. Utilizando equipamentos VHF (frequ\u00eancia muito alta) e r\u00e1dios FM, este servi\u00e7o dividiu-se em dois sistemas: um para estradas e outro para cidades. O equipamento necess\u00e1rio era embutido no pr\u00f3prio carro, com baterias sob o cap\u00f4, um transmissor no porta-malas e um fone perto do banco do motorista. A Motorola, a General Electric e outras empresas constru\u00edram sistemas semelhantes.<\/p>\n<figure style=\"width: 933px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2018\/06\/gemini-2.jpg\" alt=\"\" width=\"933\" height=\"700\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Um \u201ctelefone de mala\u201d Trigild Gemini 2 anterior aos celulares feito pela Bell System em 1946. (Foto: Wikipedia)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Uma ampla gama de dispositivos cada vez menores come\u00e7ou a chegar ao mercado nos anos 50. Eventualmente, telefones celulares movidos a r\u00e1dio poderiam caber dentro de uma pasta<\/strong>. Eles eram apropriadamente chamados de \u201ctelefones de mala\u201d, e as pessoas achavam que eles eram o futuro na \u00e9poca. N\u00e3o foi at\u00e9 o final dos anos 1960 que a Bell Labs desenvolveu a tecnologia Advanced Mobile Phone System (AMPS) lan\u00e7ando as bases para os telefones celulares como os conhecemos hoje. Colocando de forma mais direta, os AMPS estouraram a boca do bal\u00e3o. Os telefones de r\u00e1dio originais s\u00e3o agora conhecidos como tecnologia de telefonia m\u00f3vel 0G. Os AMPS se tornaram o 1G.<\/p>\n<h2>A revolu\u00e7\u00e3o celular<\/h2>\n<p>O pesquisador da Motorola, Martin Cooper, fez a primeira chamada telef\u00f4nica celular do mundo em uma cal\u00e7ada de Nova York em 1973. O dispositivo era muito parecido com os imensos tijolos cinza que nossos pais usavam no passado, e pesava um quilo. A vida da bateria tamb\u00e9m era curta \u2013durava apenas 30 minutos e levava 10 horas para ser carregada\u2013 mas foi o suficiente\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cnn.com\/2010\/TECH\/mobile\/07\/09\/cooper.cell.phone.inventor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">para Cooper ligar para Joel S. Engel<\/a>, seu rival e chefe do programa de telefonia celular da AT&amp;T. \u201cJoel, eu estou ligando para voc\u00ea de um telefone celular, um telefone celular de verdade, port\u00e1til\u201d, disse Cooper.<\/p>\n<p>A brincadeira de Martin virou hist\u00f3ria. O Bell Labs estava trabalhando com AMPS desde a d\u00e9cada de 1960, e o sistema prometia infinitas possibilidades, incluindo a de um n\u00famero incont\u00e1vel de pessoas pudesse fazer liga\u00e7\u00f5es pelo ar, na mesma frequ\u00eancia, sem qualquer interfer\u00eancia. De fato, a Federal Communications Commission (FCC), Comiss\u00e3o Federal de Comunica\u00e7\u00f5es, reservou o espectro de 40 MHz em 1974 para a tecnologia celular, conseguindo assim uma faixa espec\u00edfica para esse tipo de comunica\u00e7\u00e3o sem fio. O conceito por tr\u00e1s da tecnologia celular era s\u00f3lido, mas o progresso era lento.<\/p>\n<p>Essencialmente, a tecnologia celular divide \u00e1reas geogr\u00e1ficas em c\u00e9lulas. Cada c\u00e9lula hospeda uma esta\u00e7\u00e3o base, assim como uma torre com uma antena no topo. Dependendo da tecnologia, uma torre celular pode captar um sinal a at\u00e9 40 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Se o usu\u00e1rio final estiver em uma chamada e viajando, a torre que envia e recebe o sinal pode transferir a transmiss\u00e3o para outra torre, conforme necess\u00e1rio. Esse processo \u00e9 chamado de transfer\u00eancia. \u00c9 por isso que voc\u00ea pode falar ao celular enquanto dirige pela estrada e a liga\u00e7\u00e3o n\u00e3o cai. N\u00e3o \u00e9 perfeito, mas \u00e9 muito melhor do que o melhor dos r\u00e1dios bidirecionais.<\/p>\n<p>Os primeiros celulares n\u00e3o eram uma tecnologia destinada \u00e0s massas. A FCC aprovou um modelo comercial da DynaTAC em 1983 e, um ano depois, a Motorola come\u00e7ou a vender o aparelho a US$ 3.995. (Em 2017, isso \u00e9 perto de US$ 10.000 com ajuste de infla\u00e7\u00e3o). Michael Douglas tornou o DynaTAC famoso tr\u00eas anos depois, quando seu personagem, Gordon Gekko, usou um no filme Wall Street.<\/p>\n<figure style=\"width: 970px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2018\/06\/michael-douglas-dynatec-970x647.jpg\" alt=\"\" width=\"970\" height=\"647\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem: 20th Century Fox<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em termos de telefones celulares, todos sabemos o que aconteceu nos anos 90 e in\u00edcio dos anos 2000. Essas duas d\u00e9cadas trouxeram melhorias incrementais, e incr\u00edveis, na tecnologia celular. Os telefones ficaram menores e muito mais baratos. As redes ficaram mais r\u00e1pidas e o servi\u00e7o ficou muito mais acess\u00edvel. Enquanto o servi\u00e7o de telefonia celular custava\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tomshardware.com\/forum\/43908-38-1980s-cell-phones-costly-minutes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">at\u00e9 um d\u00f3lar por minuto<\/a>\u00a0durante os dias dos AMPS, os planos com centenas de minutos ca\u00edram para US$ 50 ou US$ 60 por m\u00eas no in\u00edcio dos anos 2000. Al\u00e9m de gratuidade \u00e0s noites e fins de semana!<\/p>\n<p>Mas foram as taxas de dados aprimoradas que mudaram mais profundamente a forma como usamos os telefones celulares. A tecnologia anal\u00f3gica 1G original por tr\u00e1s do AMPS, foi substitu\u00edda por novos padr\u00f5es digitais que ofereciam formas mais eficientes de codificar dados, maior acesso ao espectro sem fio e, como resultado, conex\u00f5es mais r\u00e1pidas e confi\u00e1veis. Ap\u00f3s a segunda gera\u00e7\u00e3o de conectividade celular, 2G, veio o grande avan\u00e7o: internet em qualquer lugar.<\/p>\n<p>\u201cCom o 3G, pela primeira vez, voc\u00ea tinha uma largura de banda maior e taxas de dados razo\u00e1veis \u200b\u200bpara suportar experi\u00eancias significativas para o usu\u00e1rio, a id\u00e9ia de que o acesso \u00e0 internet seria poss\u00edvel com o 3G\u201d, Babak Behesthi, membro do IEEE e reitor associado da Escola de Engenharia e Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o no New York Institute of Technology, disse ao Gizmodo.<\/p>\n<p>Behesthi ajudou a desenvolver a tecnologia 3G, que permitia taxas de dados de at\u00e9 3 megabits por segundo. A pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o iria muito mais al\u00e9m, ele explicou, mas tamb\u00e9m traria consequ\u00eancias sociais.<\/p>\n<p>\u201cCom o 4G, estamos vendo taxas de dados de at\u00e9 100 mbps, um aumento de 30 vezes em rela\u00e7\u00e3o ao 3G e uma rede muito mais integrada\u201d, explicou Behesthi. \u201cEm termos de impacto para os consumidores e para a sociedade, nos tornamos muito mais conectados ao nosso trabalho e ao mundo exterior por termos conex\u00e3o constante com a internet\u201d.<\/p>\n<p>Os pequenos dispositivos port\u00e1teis que agora chamamos de telefone mudaram a forma como nos comunicamos. A tecnologia mudou a maneira como vivemos. Mas no meio de tudo isso, mais padr\u00f5es sem fio como o WiFi e a internet das coisas come\u00e7aram a mudar a forma como o mundo funciona.<\/p>\n<h2>A revolu\u00e7\u00e3o WiFi<\/h2>\n<p>No final dos anos 90, os engenheiros perceberam que a tecnologia sem fio transformaria tudo muito rapidamente. A tecnologia n\u00e3o serviria apenas para fazer liga\u00e7\u00f5es de mais lugares. Bandas de espectro recentemente dispon\u00edveis estavam abrindo a possibilidade de enviar grandes quantidades de dados pelo ar, e essa id\u00e9ia derrubou os conceitos mais b\u00e1sicos de como nos conectamos.<\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o precisa ficar preso a uma linha telef\u00f4nica para se conectar \u00e0 internet. J\u00e1 em 1988, os vision\u00e1rios da ind\u00fastria perceberam que uma decis\u00e3o da FCC tornou poss\u00edvel criar um novo padr\u00e3o para o servi\u00e7o de internet sem fio. O Instituto de Engenheiros El\u00e9tricos e Eletr\u00f4nicos (IEEE) chamou esse novo padr\u00e3o de 802.11 e, em 1997, a organiza\u00e7\u00e3o havia estabelecido a estrutura b\u00e1sica para a fidelidade sem fio, um nome desajeitado que acabou sendo reduzido para o WiFi. Essa id\u00e9ia se transformou em uma revolu\u00e7\u00e3o que mudou o mundo e, apropriadamente, a Apple foi uma das primeiras empresas a oferecer conectividade WiFi em seus computadores. (Steve Jobs batizou o recurso de \u201cAirport\u201d, por algum motivo).<\/p>\n<p>A beleza do WiFi desde o primeiro dia foi o fato de operar nas \u201cbandas lixo\u201d do espectro de r\u00e1dio: a banda UHF de 2,4 GHz e a banda de 5 GHz. Essa \u00e9 a mesma faixa que as microondas usam para aquecer alimentos e se tornou amplamente usada para comunica\u00e7\u00e3o depois que os telefones sem fio come\u00e7aram a usar essas bandas. O WiFi ganhou a maior parte de sua popularidade sob o padr\u00e3o 802.11b, que opera na banda de 2,4GHz, embora o mais novo padr\u00e3o 802.11ac seja mais popular no momento, j\u00e1 que pode suportar taxas de transfer\u00eancia de dados de at\u00e9 1 gigabit por segundo. Mas h\u00e1 15 anos atr\u00e1s, o conceito de conectividade com a internet pelo ar a qualquer velocidade era absurdamente inovador.<\/p>\n<p>\u201cEstamos \u00e0 beira de uma transforma\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wired.com\/2003\/05\/wifirevolution\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chris Anderson, da\u00a0<em>Wired<\/em>, sobre o WiFi em 2003<\/a>. \u201c\u00c9 um momento que lembra o nascimento da internet em meados dos anos 70, quando os pioneiros das redes de computadores \u2013m\u00e1quinas conversando umas com as outras!\u2013 invadiram o sistema de telefonia com seus primeiros \u2018Ol\u00e1s\u2019 digitais.\u201d<\/p>\n<p>Anderson n\u00e3o estava errado.\u00a0<strong>O WiFi estava prestes a superar nossa pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o de conectividade. Essa ideia de que a internet poderia estar em todos os lugares iria transformar n\u00e3o apenas a comunica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como os humanos entendem o mundo<\/strong>. O par\u00e1grafo principal desse seminal artigo da Wired merece ser citado na \u00edntegra:<\/p>\n<blockquote><p>Desta vez n\u00e3o s\u00e3o os fios, mas o ar entre eles que est\u00e1 sendo transformado. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, uma tecnologia sem fio chegou com o poder de mudar totalmente o jogo. \u00c9 uma maneira de dar asas \u00e0 internet sem licen\u00e7as, permiss\u00f5es ou mesmo taxas. Em um mundo em que fomos condicionados a esperar que as operadoras de telefonia celular nos trouxessem o futuro, essa anarquia das ondas de r\u00e1dio \u00e9 t\u00e3o libertadora quanto os primeiros PCs \u2013 uma revolta no n\u00edvel da rua, com o poder de mudar tudo.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Louco, n\u00e3o? Isso foi h\u00e1 menos de 15 anos atr\u00e1s<\/strong>. As previs\u00f5es de Anderson foram apenas parcialmente concretizadas, no entanto. Mal sabia a Wired que a internet e a tecnologia que permitiam a conectividade mais tarde se tornariam um campo de batalha por seguran\u00e7a, liberdade de express\u00e3o e responsabilidade pol\u00edtica em pouco tempo. Mas a tecnologia, na \u00e9poca, era revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<h2>A internet de coisas bem maneiras<\/h2>\n<p>Enquanto o WiFi estava rapidamente se tornando o padr\u00e3o para a conex\u00e3o sem fio com a internet, surgiram v\u00e1rias outras tecnologias que ofereciam um tipo diferente de comunica\u00e7\u00e3o. Em vez de ajudar os humanos a se comunicarem uns com os outros, a chamada Internet das Coisas habilitou os aparelhos a se comunicarem entre si. Os novos padr\u00f5es que governariam essas conex\u00f5es come\u00e7aram a aparecer no final dos anos 90, enquanto o WiFi estava ganhando popularidade, e a sua ado\u00e7\u00e3o generalizada desde ent\u00e3o s\u00f3 pode ser descrita como ca\u00f3tica.<\/p>\n<p><strong>O primeiro padr\u00e3o de internet das coisas que pegou, ainda \u00e9 o mais popular: o Bluetooth<\/strong>. Curiosamente em homenagem\u00a0<a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/bluetooth-is-named-after-a-medieval-king-who-may-have-h-1671450657\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a um rei escandinavo medieval que pode ou n\u00e3o ter tido um dente azul<\/a>, o padr\u00e3o sem fio de curto alcance encontrou suas origens em uma improv\u00e1vel parceria entre Ericsson, Nokia, Intel, IBM e outros pesquisadores em 1997. As empresas desenvolveram um novo padr\u00e3o sem fio que permitia que os dispositivos se conectassem uns aos outros localmente. (Curiosidade: o Bluetooth quase foi batizado de rede de \u00e1rea pessoal, ou PAN na sigla em ingl\u00eas, mas esse nome foi descartado devido a um mal resultado nos mecanismos de busca). Sem a necessidade de conectividade com a internet, esse padr\u00e3o abriria um novo campo para acess\u00f3rios sem fio \u2013tudo de teclados e fones de ouvido a desktops e laptops\u2013 e mudar a maneira como o mundo inteiro usaria gadgets.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/bluetooth-5-disponivel\/\">Bluetooth est\u00e1 agora em sua quinta gera\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e seu alcance se estendeu de cerca de 9 metros at\u00e9 300 metros em sua vers\u00e3o mais recente. Como o WiFi antes dele, a tecnologia opera na faixa de 2,4 GHz e tamb\u00e9m usa uma boa quantidade de energia para faz\u00ea-lo. Isto \u00e9, em parte, o que mais tarde levou ao desenvolvimento de padr\u00f5es sem fio de alcance muito baixo, como Zigbee e Z-Wave. Esses dois protocolos surgiram nos anos 2000 e agora s\u00e3o amplamente utilizados para tecnologia de automa\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, como l\u00e2mpadas conectadas, fechaduras inteligentes e c\u00e2meras de seguran\u00e7a. Conforme o hardware de WiFi se torna mais compacto e de baixa uso de energia, no entanto, ele come\u00e7a a ser usado cada vez mais neste campo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso,\u00a0<strong>novos protocolos de comunica\u00e7\u00e3o sem fio, como a identifica\u00e7\u00e3o unidirecional de radiofrequ\u00eancia (RFID) e a comunica\u00e7\u00e3o de campo pr\u00f3ximo (NFC), baseada na tecnologia RFID, mas capaz de enviar e receber dados, est\u00e3o chegando ao mercado<\/strong>. Ao contr\u00e1rio de WiFi e Bluetooth, essas tecnologias sem fio podem operar com baixas quantidades de eletricidade.\u00a0<strong>O NFC agora \u00e9 padr\u00e3o na maioria dos novos smartphones e permite transfer\u00eancias de arquivos sem fio entre dispositivos.<\/strong>\u00a0\u00c9 tamb\u00e9m o que capacita os sistemas de pagamento sem fio mais modernos. (Uma das primeiras apari\u00e7\u00f5es da\u00a0<a href=\"http:\/\/hackaday.com\/2015\/10\/15\/hackaday-dictionary-near-field-communications-nfc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tecnologia NFC foi em um brinquedo Star Wars de 1997<\/a>). Enquanto isso, o RFID pode ser usado para tudo, de rastrear estoques em lojas de varejo a\u00a0<a href=\"http:\/\/gizmodo.com\/how-i-let-disney-track-my-every-move-1792875386\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ajudar a Disney a rastrear os visitantes enquanto eles passeiam pelos parques de divers\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea leu algo sobre a crescente popularidade dos dispositivos de Internet das Coisas, voc\u00ea sabe que a seguran\u00e7a \u00e9 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o. De um modo geral, a tecnologia \u00e9 t\u00e3o nova e os novos dispositivos s\u00e3o lan\u00e7ados sem testes adequados, ent\u00e3o os hackers adoram encontrar novas maneiras de invadir redes sem fio explorando uma vulnerabilidade em um dispositivo n\u00e3o seguro. Isso \u00e9 exatamente o que aconteceu no final de 2016,\u00a0<a href=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/ramsomware-wannacry-ciberataque-mundial\/\">quando uma invas\u00e3o na Internet das Coisas conseguiu desativar metade da Internet dos EUA<\/a>. Da mesma forma que o WiFi era o faroeste selvagem sem fio 15 anos atr\u00e1s, a Internet das Coisas \u00e9 uma verdadeira bagun\u00e7a no final da d\u00e9cada de 2010.<\/p>\n<h2>Os pr\u00f3ximos grandes passos<\/h2>\n<p><strong>Em mais de uma maneira, isso \u00e9 apenas o come\u00e7o da domina\u00e7\u00e3o sem fio. Telegrafia e r\u00e1dio, em muitos aspectos, eram apenas o come\u00e7o.<\/strong>\u00a0As tecnologias sem fio tamb\u00e9m cooptaram outros m\u00e9todos de transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo de eletricidade pelo ar. O uso de luz infravermelha em aparelhos como controles remotos \u00e9 antigo, mas empresas como Facebook e SpaceX\u00a0<a href=\"http:\/\/gizmodo.com\/who-will-win-the-internet-space-race-1680494608#_ga=2.181364775.1044527934.1501710916-854210125.1499778227\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">est\u00e3o no momento experimentando lasers<\/a>\u00a0para enviar o acesso \u00e0 internet de sat\u00e9lites at\u00e9 a superf\u00edcie da Terra. Essa chamada comunica\u00e7\u00e3o \u00f3ptica de espa\u00e7o livre ainda \u00e9 muito cara, mas pode tomar o lugar das ondas eletromagn\u00e9ticas para as comunica\u00e7\u00f5es sem fio, j\u00e1 que consegue lidar com quantidades muito grandes de dados.<\/p>\n<p>A energia sem fio, no entanto, j\u00e1 est\u00e1 atingindo o mercado. Mas o estado atual da tecnologia \u00e9 limitado a dist\u00e2ncias muito pequenas. At\u00e9 o momento, a especifica\u00e7\u00e3o Qi \u00e9 como centenas de diferentes dispositivos usam a indu\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica para carregar dispositivos como smartphones, como o\u00a0<a href=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/galaxy-s9-brasil\/\">Samsung Galaxy S9<\/a>; rel\u00f3gios inteligentes, como\u00a0<a href=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/apple-watch-series-3-e-o-celular-de-pulso-que-nos-prometeram-anos-atras\/\">o Apple Watch<\/a>; e ferramentas el\u00e9tricas, como a\u00a0<a href=\"http:\/\/gizmodo.com\/you-can-finally-buy-an-inductive-charger-for-your-bosch-1646316300\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">linha profissional da Bosch<\/a>. Em cada um desses exemplos, voc\u00ea precisa colocar o dispositivo em cima de um bloco de carregamento para absorver a eletricidade sem fio. Mas voc\u00ea n\u00e3o precisa conectar nada ao aparelho.<\/p>\n<p>A tecnologia certamente vai crescer nos pr\u00f3ximos anos. Algumas empresas j\u00e1 est\u00e3o fazendo experimentos incr\u00edveis com a energia sem fio. Na Cor\u00e9ia do Sul, por exemplo,\u00a0<a href=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/onibus-eletricos-recarregados-sem-fios\/\">uma cidade est\u00e1 testando \u00f4nibus el\u00e9tricos que recebem energia sem fio de cabos colocados sob a superf\u00edcie da estrada<\/a>\u00a0usando a tecnologia Shaped Magnetic Field in Resonance (SMFIR).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, de repente e finalmente, estamos encontrando nosso caminho de volta ao territ\u00f3rio dos cientistas malucos. Tesla ficaria emocionado. Quem sabe quando seremos capazes de construir uma esp\u00e9cie de bobina gigante que pode transmitir eletricidade atrav\u00e9s dos oceanos? Pode nunca acontecer.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tivesse perguntado para qualquer pedestre no s\u00e9culo 20 se um dia poder\u00edamos nos sentar em um caf\u00e9 com um computador de bolso e conversar com qualquer pessoa no mundo, sem usar nenhum fio, eles diriam que voc\u00ea est\u00e1 louco. Se voc\u00ea mencionasse que poderia carregar o seu telefone apenas o colocando sobre a mesa, eles diriam que voc\u00ea est\u00e1 louco. Se voc\u00ea sugerisse que dados estavam sendo enviados para o espa\u00e7o e de volta para a Terra atrav\u00e9s de lasers, eles ligariam para a pol\u00edcia. E no entanto, aqui estamos n\u00f3s.<\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/como-comecou-essa-historia-de-transmitir-informacoes-sem-fio\/\"><strong>Fonte: Gizmodo Brasil\u00a0<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A meio caminho entre o Brooklyn e Montauk, uma c\u00fapula de a\u00e7o apoiada em pernas de madeira uma vez olhou por cima do estu\u00e1rio de Long Island e para al\u00e9m do horizonte. Constru\u00edda nos primeiros anos do s\u00e9culo 20, a Wardenclyffe Tower serviu como pe\u00e7a central de um laborat\u00f3rio de cientistas loucos da vida real. 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