{"id":56948,"date":"2019-11-08T12:36:09","date_gmt":"2019-11-08T14:36:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=56948"},"modified":"2019-11-08T12:36:09","modified_gmt":"2019-11-08T14:36:09","slug":"dossie-bndes-as-86-obras-no-exterior-financiadas-pelo-banco-iejn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2019\/11\/08\/dossie-bndes-as-86-obras-no-exterior-financiadas-pelo-banco-iejn\/","title":{"rendered":"Dossi\u00ea BNDES: as 86 obras no exterior financiadas pelo banco (IEJN)"},"content":{"rendered":"<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Destaque na suposta \u201ccaixa-preta\u201d do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), os empr\u00e9stimos para a exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de engenharia, ou seja, para financiar obras de empreiteiras brasileiras no exterior, s\u00e3o uma das principais fontes de dor de cabe\u00e7a para a institui\u00e7\u00e3o de fomento. At\u00e9 o segundo trimestre deste ano, o total atrasado no pagamentos das d\u00edvidas de Venezuela, Cuba e Mo\u00e7ambique era de US$ 554 milh\u00f5es (R$ 2,305 bilh\u00f5es, pelo c\u00e2mbio de ter\u00e7a-feira, 1 de outubro).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">De 1998 para c\u00e1, o BNDES contratou US$ 15,276 bilh\u00f5es nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o, conforme levantamento feito pelo\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0no site do banco. Ap\u00f3s analisar 662 opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito em planilhas e contratos de financiamento (oito delas foram canceladas integralmente, sem liberar um centavo sequer), o levantamento chegou a 86 obras financiadas em 15 pa\u00edses, como detalhado a seguir. No total, o banco de fomento liberou US$ 10,499 bilh\u00f5es para essas opera\u00e7\u00f5es \u2013 os cancelamentos de opera\u00e7\u00f5es, a partir de maio de 2016, contribu\u00edram para os valores desembolsados ficarem abaixo dos contratados.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Os valores contratados, com os quais o levantamento trabalha, podem ser um pouco diferentes do que os desembolsados porque esses empr\u00e9stimos s\u00e3o de longo prazo, ou seja, o cr\u00e9dito aprovado, no in\u00edcio do projeto, \u00e9 liberado aos poucos, ano a ano, \u00e0 medida que a obra vai andando. No caso de empr\u00e9stimos suspensos ou cancelados, o valor contratado pode ficar muito acima do efetivamente desembolsado.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O BNDES projeta uma perda potencial com os financiamentos a obras no exterior de US$ 1,5 bilh\u00e3o (R$ 6,3 bilh\u00f5es), como anunciado no \u00faltimo dia 15. A estimativa foi baseada na soma das d\u00edvidas em atraso com o que falta receber dos tr\u00eas pa\u00edses inadimplentes. Mais da metade desse valor (R$ 3,7 bilh\u00f5es) s\u00e3o empr\u00e9stimos para obras tocadas pela Odebrecht, com a qual o BNDES projeta uma perda total de R$ 14,6 bilh\u00f5es, como mostrou o\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0na \u00faltima segunda, 30.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O debate e as cr\u00edticas sobre os empr\u00e9stimos para obras no exterior remontam pelo menos a 2013, obrigando o banco de fomento a ampliar os dados dispon\u00edveis desde ent\u00e3o. Seis anos depois, quando o atual presidente do BNDES, Gustavo Montezano, assumiu o cargo com a tarefa de \u201cabrir a caixa-preta\u201d encomendada pelo presidente Jair Bolsonaro, j\u00e1 n\u00e3o havia muito a revelar. Dois meses ap\u00f3s Montezano iniciar seu trabalho, o BNDES anunciou a estimativa de perda potencial.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Em entrevista ao\u00a0<b>Estado<\/b>, Montezano criticou a governan\u00e7a da pol\u00edtica de financiamento \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, defendeu mudan\u00e7as nas regras, segundo ele j\u00e1 em estudo na Secretaria Especial de Com\u00e9rcio Exterior e Assuntos Internacionais do Minist\u00e9rio da Economia, mas ressaltou a import\u00e2ncia do apoio governamental \u00e0 atividade. \u201cA exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e9 um neg\u00f3cio importante. N\u00e3o podemos parar de fazer por causa disso. Errou, errou, como Pa\u00eds, conserta e faz direito\u201d, disse o presidente do BNDES.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O levantamento do\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0demonstra, como j\u00e1 era sabido, que os empr\u00e9stimos \u00e0s obras no exterior foram concentrados. Angola, que recebeu US$ 3,273 bilh\u00f5es de US$ 3,946 bilh\u00f5es contratados, Argentina, Venezuela e Rep\u00fablica Dominicana se destacam entre os pa\u00edses importadores. Das 86 obras mapeadas, 31 est\u00e3o em Angola, ou 36% do total. Em seguida vem a Rep\u00fablica Dominicana, com 16, ou 18,6% do total. Empreiteira com mais contratos no exterior, a Odebrecht recebeu US$ 7,984 bilh\u00f5es, 76% do total efetivamente desembolsado para os empr\u00e9stimos. \u201cA Odebrecht foi o carro-chefe nesse produto. O Brasil fazia pouco isso e ela se lan\u00e7ou\u201d, disse Montezano.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"annotation\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O BNDES contratou US$ 15,276 bilh\u00f5es para 662 opera\u00e7\u00f5es analisadas no levantamento feito pelo\u00a0<strong>Estado<\/strong>. Os valores contratados podem ser diferentes do que os desembolsados porque o cr\u00e9dito \u00e9 liberado aos poucos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"include\" data-align=\"left\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Angola\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Angola<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Embora os inadimplentes Cuba e Venezuela sejam, frequentemente, os mais citados nas cr\u00edticas \u00e0 \u201ccaixa-preta\u201d dos empr\u00e9stimos do BNDES para obras no exterior, Angola foi o pa\u00eds que mais recebeu recursos desses financiamentos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Entre 1998 e 2016, o BNDES concedeu US$ 3,946 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos para Angola contratar construtoras brasileiras, com destaque para a Odebrecht. At\u00e9 junho de 2019, foram desembolsados US$ 3,273 bilh\u00f5es nessas opera\u00e7\u00f5es. Angola ainda deve US$ 639 milh\u00f5es e n\u00e3o tem nenhuma parcela da d\u00edvida em atraso, segundo dados do site do banco de fomento.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Estudioso das rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e Angola, o pesquisador Mathias de Alencastro, do Centro Brasileiro de An\u00e1lise e Planejamento (Cebrap), cita a ascens\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds da costa oeste da \u00c1frica ap\u00f3s o fim da guerra civil, em 2002, e a presen\u00e7a hist\u00f3rica da Odebrecht por l\u00e1 como principais respons\u00e1veis por tamanha concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O \u201cLivro Verde\u201d, que procura passar a limpo as opera\u00e7\u00f5es do BNDES e foi lan\u00e7ado em 2017, informa que, desde 2007, foram aprovadas 91 opera\u00e7\u00f5es de financiamento a exporta\u00e7\u00f5es realizadas por 11 empresas brasileiras para fornecimento de bens e servi\u00e7os a Angola. No site do banco, o\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0mapeou 31 projetos de investimento em infraestrutura no pa\u00eds \u2013 em mais de um caso, uma obra recebeu mais de um empr\u00e9stimo.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O fim da guerra civil travada desde 1975, ano da independ\u00eancia de Portugal, pelo governista Movimento Popular de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola (MPLA) e pelo oposicionista Uni\u00e3o Nacional pela Independ\u00eancia Total de Angola (Unita) coincidiu com o per\u00edodo de crescimento da economia global que produziu o \u201cboom\u201d no pre\u00e7o das commodities. Ao mesmo tempo em que precisava reconstruir a infraestrutura ap\u00f3s 30 anos de conflito, Angola, com a petroleira estatal Sonangol, se tornou um dos principais produtores de petr\u00f3leo na \u00c1frica subsaariana, ao lado da Nig\u00e9ria.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Para Alencastro, isso tornou a ex-col\u00f4nia portuguesa estrat\u00e9gica no Atl\u00e2ntico Sul para o Brasil, independentemente de conota\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-partid\u00e1rias. Embora o MPLA fosse alinhado com o bloco socialista, no contexto da Guerra Fria que marcou a guerra civil angolana, o governo militar do general Ernesto Geisel foi o primeiro a reconhecer Angola como pa\u00eds independente, ainda em 1975. Isso impulsionou a presen\u00e7a das empreiteiras brasileiras no pa\u00eds africano, principalmente a partir dos anos 1980.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Segundo o pesquisador do Cebrap, a presen\u00e7a da Odebrecht em Angola ficou enraizada. A empreiteira chegou a ser a maior empregadora privada no pa\u00eds, com 30 mil funcion\u00e1rios, e participou ativamente no projeto pol\u00edtico do governo angolano, \u00e0 \u00e9poca presidido por Jos\u00e9 Eduardo dos Santos, disse Alencastro.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<figure class=\"arte-photo\">\n<p><figure style=\"width: 653px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/04-UHE_LAUCA.jpg\" alt=\"\" width=\"653\" height=\"368\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de La\u00faca. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">\n<figure class=\"uva-graphic\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-56949 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti.jpg\" alt=\"\" width=\"528\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti.jpg 591w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-300x258.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-488x420.jpg 488w\" sizes=\"auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-data-div-botao\" style=\"text-align: center;\"><a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2014.0030.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2013.0008.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Dos US$ 4 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos contratados para Angola, US$ 3,1 bilh\u00f5es foram para obras tocadas pela Odebrecht, a partir de meados da d\u00e9cada de 2000. Os projetos incluem investimentos em rodovias, saneamento, abastecimento de \u00e1gua, gera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O maior deles, a constru\u00e7\u00e3o da Hidrel\u00e9trica de La\u00faca, a cargo da Odebrecht, recebeu financiamento de US$ 646 milh\u00f5es, em duas opera\u00e7\u00f5es. Um dos empr\u00e9stimos, de US$ 500 milh\u00f5es, est\u00e1 na lista de 25 suspensos em maio de 2016, por suspeitas de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Tamb\u00e9m foram paralisados os cr\u00e9ditos para a constru\u00e7\u00e3o da Hidrel\u00e9trica de Cambambe, outra a cargo da Odebrecht, que recebeu empr\u00e9stimos de US$ 464,4 milh\u00f5es no total, e a constru\u00e7\u00e3o da Autoestrada Perif\u00e9rica de Luanda, capital angolana, cujas obras foram divididas pela Odebrecht e pela Queiroz Galv\u00e3o, com financiamento de US$ 372,6 milh\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Argentina\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Argentina<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A vizinha Argentina \u00e9 o segundo pa\u00eds que mais recebeu recursos de empr\u00e9stimos do BNDES para financiar obras no exterior. De 1998 a junho passado, foram liberados US$ 2 bilh\u00f5es para essas opera\u00e7\u00f5es. A Argentina ainda deve US$ 203 milh\u00f5es ao BNDES \u2013 n\u00e3o h\u00e1 registros de atrasos nos pagamentos da d\u00edvida.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0mapeou oito obras tocadas por empreiteiras brasileiras com financiamento do BNDES. No total, foram contratados US$ 2 bilh\u00f5es. O principal projeto \u00e9 amplia\u00e7\u00e3o da rede de gasodutos operados pelas empresas Transportadora de G\u00e1s Del Norte (TGN) e Transportadora de G\u00e1s Del Sur (TGS), que recebeu empr\u00e9stimos entre 2007 e 2013, no valor total de US$ 1 bilh\u00e3o. As obras foram tocadas pela Odebrecht.<\/p>\n<figure style=\"width: 1800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/08-GASODUTO_CAMMESA.jpg\" alt=\"\" width=\"1800\" height=\"1440\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Obra de amplia\u00e7\u00e3o do Gasoduto General San Martin. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-56950 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-1.jpg\" alt=\"\" width=\"476\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-1.jpg 497w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-1-300x287.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-1-439x420.jpg 439w\" sizes=\"auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">SEM CONTRATO DISPON\u00cdVEL<\/p>\n<p>A empreiteira baiana tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel pelas obras do segundo maior projeto financiado pelo BNDES, a constru\u00e7\u00e3o da planta de tratamento e do sistema de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de Paran\u00e1 de las Palmas, que recebeu US$ 293,9 milh\u00f5es do banco de fomento, entre 2011 e 2015. Essa opera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, est\u00e1 entre os 25 financiamentos suspensos em maio de 2016 por suspeitas de corrup\u00e7\u00e3o. O cr\u00e9dito de US$ 165 milh\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o do Aqueduto do Chaco, outra obra a cargo da Odebrecht, tamb\u00e9m est\u00e1 na lista.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Venezuela\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Venezuela<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Terceiro maior destino dos empr\u00e9stimos do BNDES para obras no exterior, a Venezuela recebeu US$ 1,507 bilh\u00e3o, de 2001 at\u00e9 o segundo trimestre de 2019, de um total de US$ 2,970 bilh\u00f5es em financiamentos contratados. Em grave crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica, o pa\u00eds de Nicol\u00e1s Maduro \u00e9 tamb\u00e9m o caso mais grave de inadimpl\u00eancia entre os pa\u00edses que t\u00eam d\u00edvida externa com o BNDES. At\u00e9 o segundo trimestre deste ano, os pagamentos em atraso somavam US$ 374 milh\u00f5es. Por causa do calote, o BNDES reservou R$ 2,236 bilh\u00f5es no balan\u00e7o de 2018 para absorver os atrasos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Alvo frequente das cr\u00edticas do presidente Jair Bolsonaro, por causa da proximidade dos governos de Maduro e de seu antecessor, Hugo Ch\u00e1vez, com os governos do PT, os empr\u00e9stimos est\u00e3o concentrados em poucos projetos de alto valor. O\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0mapeou sete obras no site do BNDES.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Os maiores empr\u00e9stimos foram para a constru\u00e7\u00e3o da Usina Sider\u00fargica Nacional, tocada pela Andrade Gutierrez, com empr\u00e9stimo de US$ 865 milh\u00f5es, e da Linha 2 do Metr\u00f4 de Los Teques, a cargo da Odebrecht, com US$ 862 milh\u00f5es.<\/p>\n<figure style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/11-SIDERURGICA_BOLIVAR.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"863\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Constru\u00e7\u00e3o da Usina Sider\u00fargica Nacional. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-56951 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-2.jpg\" alt=\"\" width=\"557\" height=\"472\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-2.jpg 597w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-2-300x254.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-2-496x420.jpg 496w\" sizes=\"auto, (max-width: 557px) 100vw, 557px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-data-div-botao\" style=\"text-align: center;\">\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2008.0068-a1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2008.0068-a2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A obra do metr\u00f4 recebeu inicialmente US$ 527,8 milh\u00f5es, em 2009, mas teve um cr\u00e9dito complementar de US$ 334,2 milh\u00f5es, contratado em junho de 2015. A opera\u00e7\u00e3o complementar n\u00e3o est\u00e1 nas planilhas dispon\u00edveis no site do BNDES. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel chegar a ela pela lista de contratos dispon\u00edvel no site. O contrato foi firmado pelas autoridades venezuelanas no fim de 2014, transi\u00e7\u00e3o do primeiro para o segundo governo Dilma Rousseff, quando houve troca na equipe econ\u00f4mica, mas s\u00f3 seria assinado pelo BNDES seis meses depois.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O mesmo ocorreu com um cr\u00e9dito suplementar de US$ 200 milh\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o da Linha 5 do Metr\u00f4 de Caracas e com o financiamento de US$ 368,9 milh\u00f5es para obras de saneamento da Bacia do Rio Tuy, num projeto que envolvia infraestrutura, como a constru\u00e7\u00e3o de pontes. Esses dois contratos tamb\u00e9m foram firmados pelas autoridades venezuelanas no fim de 2014, mas s\u00f3 seriam assinados pelo BNDES em junho de 2015.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A assessoria de imprensa do BNDES explicou que essas opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o nas planilhas dispon\u00edveis no site do banco porque foram integralmente canceladas, sem que houvesse desembolsos de recursos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Questionado se n\u00e3o foi temer\u00e1rio conceder esses empr\u00e9stimos quando j\u00e1 se sabia das investiga\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato envolvendo as construtoras, Luciano Coutinho, presidente do BNDES \u00e0 \u00e9poca, disse, por escrito: \u201cT\u00e3o logo teve conhecimento de pr\u00e1ticas de corrup\u00e7\u00e3o em obras no exterior, o BNDES suspendeu, ainda na minha gest\u00e3o, no in\u00edcio de 2016, as opera\u00e7\u00f5es de financiamento com empresas implicadas, aguardando o desenrolar das investiga\u00e7\u00f5es e, posteriormente, a conclus\u00e3o de acordos de leni\u00eancia\u201d.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Cuba\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Cuba<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O financiamento de US$ 682 milh\u00f5es para a moderniza\u00e7\u00e3o do Porto de Mariel, em Cuba, em cinco opera\u00e7\u00f5es entre 2009 e 2013, \u00e9 um dos s\u00edmbolos da \u201ccaixa-preta\u201d do BNDES. A decreta\u00e7\u00e3o de sigilo sobre documentos relacionados aos empr\u00e9stimos para Cuba, em 2012, contribuiu para o banco ganhar a pecha de pouco transparente. Tido como decis\u00e3o ideol\u00f3gica, resultante da proximidade do PT com o regime comunista dos irm\u00e3os Castro, o financiamento para o projeto tocado pela Odebrecht caiu como uma luva no discurso de cr\u00edtica \u00e0s opera\u00e7\u00f5es do BNDES pelo presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Decidido pelo ent\u00e3o ministro do Desenvolvimento do primeiro governo Dilma Rousseff, Fernando Pimentel, o sigilo foi revelado em abril de 2013. Embora tenha reca\u00eddo tamb\u00e9m sobre as opera\u00e7\u00f5es com Angola, sob argumento de que as informa\u00e7\u00f5es eram \u201cestrat\u00e9gicas\u201d e inclu\u00edam \u201csigilo comercial\u201d, a ideia de falta de transpar\u00eancia colou sobre Cuba.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Entre as informa\u00e7\u00f5es protegidas pelo sigilo estavam as \u201cexcepcionalidades\u201d concedidas no empr\u00e9stimo para as obras em Mariel. J\u00e1 se sabia que as condi\u00e7\u00f5es eram favor\u00e1veis, com juros de 4,44% a 6,91% ao ano (varia conforme a opera\u00e7\u00e3o) e prazo de 25 anos (em todos os empr\u00e9stimos).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Ao divulgar uma nota com \u201cinforma\u00e7\u00f5es sobre opera\u00e7\u00f5es de financiamento \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d no dia 15 de setembro, o BNDES chamou a aten\u00e7\u00e3o para condi\u00e7\u00f5es excepcionais nesse financiamento. Assim como nos demais empr\u00e9stimos para obras no exterior, que s\u00e3o garantidos pelo Seguro de Cr\u00e9dito \u00e0 Exporta\u00e7\u00e3o (SCE), com recursos do Fundo de Garantia \u00e0 Exporta\u00e7\u00e3o (FGE), as condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito foram definidas pelo governo federal, no \u00e2mbito da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Da mesma forma, as \u201cexcepcionalidades\u201d foram aprovadas na 72\u00aa Reuni\u00e3o do Conselho de Ministros da Camex, em maio de 2010, como mostra a ata do encontro, disponibilizada pelo \u00f3rg\u00e3o federal em seu site na sexta-feira, 13\/9. As exce\u00e7\u00f5es foram aprovadas na segunda opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito para as obras em Mariel, de US$ 108,7 milh\u00f5es, contratada em novembro de 2010. O prazo \u201cregulamentar\u201d de empr\u00e9stimos do tipo era de 12 anos, mas Cuba recebeu 25 \u2013 o benef\u00edcio foi estendido \u00e0s cinco opera\u00e7\u00f5es para a obra. Outras \u201cexcepcionalidades\u201d foram o fato de a garantia cobrir 100% dos riscos (a cobertura regulamentar \u00e9 de 95%) e a contragarantia incluir dep\u00f3sitos numa conta nacional de Cuba e n\u00e3o numa conta no exterior, como o usual.<\/p>\n<figure style=\"width: 3872px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/26-PORTO_MARIEL.jpg\" alt=\"\" width=\"3872\" height=\"2581\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Amplia\u00e7\u00e3o do Porto de Mariel e infraestrutura de acesso. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-56952 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-3.jpg\" alt=\"\" width=\"546\" height=\"518\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-3.jpg 583w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-3-300x285.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-3-443x420.jpg 443w\" sizes=\"auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-data-div-botao\" style=\"text-align: center;\">\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2008.0174-a1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2008.0174-a2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2009.0671.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2010.0088.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0686.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2012.0540.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Em 2018, Cuba come\u00e7ou a atrasar o pagamento da d\u00edvida \u2013 US$ 62 milh\u00f5es em parcelas atrasadas, at\u00e9 o segundo trimestre de 2019 \u2013, colocando mais lenha na fogueira.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O saldo devedor da ilha caribenha, incluindo atrasados, \u00e9 de US$ 561 milh\u00f5es. Al\u00e9m do Porto de Mariel, h\u00e1 um empr\u00e9stimo de US$ 150 milh\u00f5es, para a moderniza\u00e7\u00e3o de aeroportos, projeto tamb\u00e9m a cargo da Odebrecht. Esse financiamento n\u00e3o consta nas planilhas dispon\u00edveis no site do BNDES, mas o contrato do empr\u00e9stimo est\u00e1 l\u00e1. A opera\u00e7\u00e3o est\u00e1 na lista de 25 financiamentos suspensos pelo BNDES em maio de 2016. A assessoria de imprensa do BNDES explicou que essa opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 nas planilhas dispon\u00edveis no site do banco porque foi integralmente cancelada, sem que houvesse desembolsos de recursos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O terceiro projeto, a constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica de solu\u00e7\u00f5es para hemodi\u00e1lise, pela construtora TPRO Engenharia \u2013 hoje extinta \u2013, recebeu empr\u00e9stimo de US$ 14,876 milh\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Os atrasos no pagamento dos empr\u00e9stimos de Cuba se seguiram a dificuldades que abateram a economia local. Segundo ag\u00eancias internacionais de not\u00edcias, a crise da Venezuela, que subsidiava o fornecimento de petr\u00f3leo \u00e0 ilha caribenha, a revers\u00e3o de parte da distens\u00e3o diplom\u00e1tica com os Estados Unidos, ap\u00f3s a posse de Donald Trump, e os danos causados pela passagem do furac\u00e3o Irma, em 2017, atingiram em cheio a economia cubana.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Mo\u00e7ambique\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Mo\u00e7ambique<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Ex-col\u00f4nia portuguesa na costa leste da \u00c1frica, Mo\u00e7ambique contratou apenas dois empr\u00e9stimos com o BNDES para obras de infraestrutura, mas tem destaque na \u201ccaixa-preta\u201d dos financiamentos a servi\u00e7os de construtoras brasileiras no exterior por causa da inadimpl\u00eancia. O pa\u00eds africano tem US$ 118 milh\u00f5es atrasados com o BNDES, com uma d\u00edvida total de US$ 184 milh\u00f5es. Al\u00e9m da crise econ\u00f4mica, o pa\u00eds foi atingido em 2018 pelo ciclone Idai, que deixou cerca de 500 mortos por l\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A maior obra financiada em Mo\u00e7ambique, a constru\u00e7\u00e3o da Barragem de Moamba-Major, no Rio Incomati, ficou a cargo da Andrade Gutierrez e teve empr\u00e9stimo de US$ 320 milh\u00f5es. A obra acabou entrando no radar das investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato \u2013 o empr\u00e9stimo faz parte dos 25 financiamentos suspensos em maio de 2016.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Na Lava Jato, o caso ganhou contornos de conspira\u00e7\u00e3o internacional. Como mostrou o\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0em 2016, no fim de 2011, o engenheiro Marcelo El\u00edsio de Andrade, alto executivo da Andrade Gutierrez, foi\u00a0<a href=\"https:\/\/politica.estadao.com.br\/blogs\/fausto-macedo\/49808-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estrangulado pelo pr\u00f3prio seguran\u00e7a<\/a>, em sua casa, em Maputo, capital mo\u00e7ambicana<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Cinco dias depois, a Pol\u00edcia Federal (PF) apreendeu no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), 30 mil euros enviados do pa\u00eds africano via malote da empresa. O dinheiro pertencia \u00e0 v\u00edtima, foi retirado de sua resid\u00eancia e despachado por um ex-funcion\u00e1rio do grupo.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O executivo, morto aos 57 anos, era o respons\u00e1vel pela Zagope Constru\u00e7\u00f5es e Engenharia, bra\u00e7o da Andrade Gutierrez na \u00c1frica. A v\u00edtima estava em Mo\u00e7ambique desde 2010 e o principal projeto tocado pelo executivo era justamente a constru\u00e7\u00e3o da Barragem de Moamba-Major.<\/p>\n<figure style=\"width: 3840px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/33-NACALA.jpg\" alt=\"\" width=\"3840\" height=\"2080\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Aeroporto de Nacala. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-56953 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-4.jpg\" alt=\"\" width=\"559\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-4.jpg 578w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-4-300x252.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-4-500x420.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-data-div-botao\" style=\"text-align: center;\">\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2012.0052.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2012.0052-ae.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O outro projeto financiado pelo BNDES, tocado pela Odebrecht, foi a constru\u00e7\u00e3o do Aeroporto de Nacala, no norte do pa\u00eds. Foi nessa opera\u00e7\u00e3o em que houve atrasos por parte de Mo\u00e7ambique. A cidade \u00e9 tamb\u00e9m ponto de escoamento, via porto, da mina de carv\u00e3o de Moatize, da mineradora Vale. A companhia brasileira opera o Corredor de Nacala, via f\u00e9rrea que liga a mina ao porto. Apesar da opera\u00e7\u00e3o da Vale, o aeroporto virou um elefante branco, como mostrou o\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0no fim de 2017.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"RepublicaDominicana\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Rep\u00fablica Dominicana<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A Rep\u00fablica Dominicana \u00e9 o quarto maior destino dos financiamentos do BNDES \u00e0s obras no exterior. O\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0mapeou 16 obras tocadas por construtoras brasileiras no site do banco, com US$ 2,6 bilh\u00f5es contratados em empr\u00e9stimos. De 1998 at\u00e9 o primeiro trimestre deste ano, foi desembolsado US$ 1,215 bilh\u00e3o. A d\u00edvida remanescente da ilha caribenha com o banco brasileiro \u00e9 de US$ 326 milh\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Os valores s\u00f3 n\u00e3o s\u00e3o maiores porque o BNDES suspendeu sete financiamentos a obras de construtoras brasileiras por l\u00e1 \u2013 ao lado da Venezuela, o pa\u00eds caribenho foi o que mais teve opera\u00e7\u00f5es na lista de 25 financiamentos paralisados em maio de 2016.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Entre as opera\u00e7\u00f5es suspensas est\u00e1 o maior empr\u00e9stimo para o Pa\u00eds, de US$ 656 milh\u00f5es, para a constru\u00e7\u00e3o de uma usina termel\u00e9trica pela Odebrecht. O financiamento foi contratado em mar\u00e7o de 2015, um ano ap\u00f3s a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato ter sido deflagrada. Questionado se o BNDES n\u00e3o correu risco ao aprovar o financiamento nessa ocasi\u00e3o, Luciano Coutinho, ent\u00e3o presidente do banco, disse que, \u201ct\u00e3o logo teve conhecimento de pr\u00e1ticas de corrup\u00e7\u00e3o em obras no exterior\u201d, as opera\u00e7\u00f5es com \u201cempresas implicadas\u201d foram suspensas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Outro financiamento paralisado foi o destinado para as obras de duas represas: Montegrande e S\u00e1bana Yegua. Os projetos eram tocados pela Andrade Gutierrez. O financiamento, de US$ 249,6 milh\u00f5es,\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,bndes-usa-verbas-do-fat-para-subsidiar-empreiteiras-no-exterior,1697462\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">foi concedido em 2013<\/a>, com juros de 3,805% ao ano e prazo de 150 meses \u2013 os detalhes foram revelados pelo\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0em maio de 2015.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Essa e mais outras tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o constam nas planilhas dispon\u00edveis no site do BNDES, mas os contratos dos financiamentos est\u00e3o l\u00e1. A assessoria de imprensa do BNDES explicou que essas opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o nas planilhas dispon\u00edveis no site do banco porque foram integralmente canceladas, sem que houvesse desembolsos de recursos.<\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"RepublicaDominicana\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<figure style=\"width: 6500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/16-CIBAO_SUR.jpg\" alt=\"\" width=\"6500\" height=\"4875\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Reconstru\u00e7\u00e3o da Estrada Cibao Sur. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-56954 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-5.jpg\" alt=\"\" width=\"537\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-5.jpg 579w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-5-300x243.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-5-519x420.jpg 519w\" sizes=\"auto, (max-width: 537px) 100vw, 537px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" style=\"text-align: center;\" data-contains=\"link\" data-align=\"center\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2012.0106.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<div data-contains=\"link\" data-align=\"center\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Equador\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Equador<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O Equador \u00e9 o quinto pa\u00eds que mais recebeu financiamentos do BNDES para obras de empreiteiras brasileiras no exterior, com US$ 685 milh\u00f5es desembolsados de 1998 at\u00e9 o segundo trimestre deste ano \u2013 valor ligeiramente superior ao de Cuba. O pa\u00eds sul-americano ainda deve US$ 119 milh\u00f5es ao BNDES. N\u00e3o h\u00e1 registros de atrasos nos pagamentos no site do banco.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A maioria dos empr\u00e9stimos foi concedida no fim dos anos 1990 e in\u00edcio dos anos 2000. O\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0mapeou sete obras financiadas pelo BNDES. Se somados todos os empr\u00e9stimos, o total contratado chega a US$ 712,7 milh\u00f5es desde 1998. Nenhum projeto no Equador foi suspenso por suspeitas de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure style=\"width: 2681px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/22-daule-vinces.jpg\" alt=\"\" width=\"2681\" height=\"1694\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Projeto de irriga\u00e7\u00e3o no Rio Daule. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-56955 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-6.jpg\" alt=\"\" width=\"561\" height=\"459\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-6.jpg 587w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-6-300x245.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-6-514x420.jpg 514w\" sizes=\"auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" style=\"text-align: center;\" data-contains=\"link\" data-align=\"center\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2013.0007.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<div class=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Peru\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Peru<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Embora apenas duas obras no Peru tenham sido financiadas pelo BNDES, os valores desembolsados somam US$ 348 milh\u00f5es desde 1998. Isso porque um dos projetos \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da Central Hidrel\u00e9trica de Chaglla e de sua linha de transmiss\u00e3o, que recebeu empr\u00e9stimo de US$ 340,4 milh\u00f5es. As obras foram feitas pela Odebrecht.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O Peru j\u00e1 pagou US$ 445 milh\u00f5es de volta ao BNDES, mas o site do banco n\u00e3o informa o saldo devedor. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que s\u00e3o financiamentos a entes privados, e n\u00e3o a governos. No caso de empresas, o dado sobre saldo devedor est\u00e1 protegido por sigilo banc\u00e1rio. A Central Hidrel\u00e9trica de Chaglla era um projeto da pr\u00f3pria Odebrecht.<\/p>\n<figure style=\"width: 1881px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/31-Chaglla.jpg\" alt=\"\" width=\"1881\" height=\"1255\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Central Hidrel\u00e9trica de Chaglla e a linha de transmiss\u00e3o. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-56956 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-7.jpg\" alt=\"\" width=\"562\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-7.jpg 582w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-7-300x244.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-7-516x420.jpg 516w\" sizes=\"auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px\" \/><\/div>\n<div class=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" style=\"text-align: center;\" data-contains=\"link\" data-align=\"center\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0008.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div data-contains=\"link\" data-align=\"center\"><\/div>\n<div class=\"\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Em meio a seu processo de reestrutura\u00e7\u00e3o financeira, a construtora vendeu o empreendimento, em 2017, para a China Three Gorges Corporation (CTG), dona da Usina Hidrel\u00e9trica de Tr\u00eas Gargantas, a maior do mundo. Em entrevista ao\u00a0<b>Estado<\/b>\u00a0em janeiro passado, Luciano Guidolin, presidente da Odebrecht S.A., disse que a hidrel\u00e9trica, avaliada por ele em US$ 1,4 bilh\u00e3o,\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/negocios,nao-controlaremos-todos-os-negocios,70002685613\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00f3 p\u00f4de ter a venda conclu\u00edda no fim de 2018<\/a>, ap\u00f3s a empresa firmar acordo de leni\u00eancia com as autoridades peruanas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Desdobramentos das investiga\u00e7\u00f5es iniciadas pela Lava Jato foram devastadores no Peru. Os quatro \u00faltimos presidentes do pa\u00eds vizinho foram investigados \u2013 em abril de 2019, um deles, Alan Garc\u00eda, cometeu suic\u00eddio. As investiga\u00e7\u00f5es s\u00f3 foram poss\u00edveis gra\u00e7as aos\u00a0<a href=\"https:\/\/internacional.estadao.com.br\/noticias\/geral,promotoria-forte-e-partidos-frageis-turbinam-efeitos-da-lava-jato-no-peru,70002798122\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">acordos de leni\u00eancia<\/a><a>\u00a0firmados entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico peruano e a Odebrecht e \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o com a for\u00e7a-tarefa da Lava Jato no Brasil.<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Guatemala\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\"><a>Guatemala<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\"><a>Apenas uma obra, da Odebrecht, foi financiada pelo BNDES na Guatemala. O projeto previa a amplia\u00e7\u00e3o do trecho ocidental da Rodovia Centro-Americana. O empr\u00e9stimo, de US$ 280 milh\u00f5es, foi firmado em fevereiro de 2013 e n\u00e3o terminou de ser desembolsado \u2013 a opera\u00e7\u00e3o est\u00e1 na lista dos 25 financiamentos suspensos em maio de 2016, por suspeitas de corrup\u00e7\u00e3o.<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\">Obras de reabilita\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da Rodovia centro-americana, trecho Ocidental<\/div>\n<div data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\"><\/div>\n<div class=\"arte-column-s\" data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-56957 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-8.jpg\" alt=\"\" width=\"533\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-8.jpg 578w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-8-300x264.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-8-478x420.jpg 478w\" sizes=\"auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px\" \/><\/div>\n<div class=\"arte-column-s\" data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-data-div-botao\" style=\"text-align: center;\">\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0024-a1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Gana\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Gana<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Gana, pa\u00eds da costa oeste da \u00c1frica, teve dois empr\u00e9stimos do BNDES para financiar obras, recebendo US$ 154 milh\u00f5es desde 1998. O maior projeto s\u00e3o as obras dos trechos 5 e 6 da constru\u00e7\u00e3o do trecho oriental da Estrada Nacional N2, tocadas pela Andrade Guiterrez. O empr\u00e9stimo foi de US$ 202 milh\u00f5es, firmado em julho de 2013, mas o valor n\u00e3o foi totalmente desembolsado \u2013 o financiamento foi um dos 25 suspensos em maio de 2016 por suspeitas de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div class=\"flourish-embed\" data-src=\"visualisation\/682117\">\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/base_aerea_gana_%201440x960-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Constru\u00e7\u00e3o de um hangar, um edif\u00edcio de apoio e um alojamento para pilotos na Base A\u00e9rea de Acra. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-56958 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-9.jpg\" alt=\"\" width=\"587\" height=\"517\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-9.jpg 587w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-9-300x264.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-9-477x420.jpg 477w\" sizes=\"auto, (max-width: 587px) 100vw, 587px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-data-div-botao\" style=\"text-align: center;\">\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2010.0026-a1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2010.0026-ae.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"M\u00e9xico\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">M\u00e9xico<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O \u00fanico empr\u00e9stimo do BNDES para obras no M\u00e9xico foi concedido \u00e0 subsidi\u00e1ria da petroqu\u00edmica Braskem, para a constru\u00e7\u00e3o de um complexo petroqu\u00edmico por l\u00e1. A obra foi tocada pela Odebrecht, que \u00e9 dona da Braskem, ao lado da Petrobr\u00e1s. O empr\u00e9stimo, firmado em 2012, foi de US$ 90 milh\u00f5es, totalmente liberados. Por quest\u00e3o de sigilo banc\u00e1rio e comercial, o BNDES n\u00e3o informa em seu site quanto a Braskem deve por esse financiamento.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\">\n<figure style=\"width: 1555px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/39-POLIETILENO_MEXICO.jpg\" alt=\"\" width=\"1555\" height=\"1036\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Complexo petroqu\u00edmico da Braskem Idesa para produ\u00e7\u00e3o de polietileno. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-56959 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-10.jpg\" alt=\"\" width=\"596\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-10.jpg 606w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-10-300x229.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-10-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-10-550x420.jpg 550w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-10-600x458.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 596px) 100vw, 596px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" style=\"text-align: center;\" data-contains=\"link\" data-align=\"center\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2012.0059.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<div data-contains=\"link\" data-align=\"center\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Paraguai\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Paraguai<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O \u00fanico empr\u00e9stimo do BNDES para o Paraguai, de US$ 77 milh\u00f5es, j\u00e1 integralmente pago, foi concedido no in\u00edcio dos anos 2000. Os recursos financiaram obras de reabilita\u00e7\u00e3o da rodovia Ruta 10, a cargo da construtora ARG.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div class=\"flourish-embed\" data-src=\"visualisation\/682136\">\n<figure style=\"width: 2914px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/40-RUTA_10.jpg\" alt=\"\" width=\"2914\" height=\"2194\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Reabilita\u00e7\u00e3o da rodovia Ruta 10. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-56960 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-11.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-11.jpg 600w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-11-300x242.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-11-522x420.jpg 522w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" style=\"text-align: center;\" data-contains=\"link\" data-align=\"center\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2000.0116.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Honduras\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Honduras<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Honduras foi o destino de apenas um empr\u00e9stimo do BNDES para uma obra, tocada pela Queiroz Galv\u00e3o. O financiamento, de US$ 145 milh\u00f5es, foi concedido em junho de 2013, mas apenas US$ 59 milh\u00f5es foram liberados \u2013 a opera\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre as 25 suspensas pelo BNDES em maio de 2016, sob suspeitas de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>Obras dos lotes 2 e 3 da constru\u00e7\u00e3o do Corredor Log\u00edstico de Honduras<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-56961 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-12.jpg\" alt=\"\" width=\"589\" height=\"518\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-12.jpg 589w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-12-300x264.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-12-478x420.jpg 478w\" sizes=\"auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><\/div>\n<div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-data-div-botao\" style=\"text-align: center;\">\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0636-a1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0636-a2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0636-a3.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0636-a24.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div class=\"flourish-embed\" data-src=\"visualisation\/682135\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"CostaRica\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Costa Rica<\/h3>\n<p>O \u00fanico empr\u00e9stimo do BNDES para obras na Costa Rica financiou a constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Balsa Inferior, a cargo da empreiteira OAS. O empr\u00e9stimo, de US$ 44,2 milh\u00f5es, foi firmado em mar\u00e7o de 2013. Todo o valor j\u00e1 foi desembolsado. A Costa Rica ainda deve US$ 26 milh\u00f5es e n\u00e3o tem nenhuma parcela em atraso com o BNDES, conforme os dados dispon\u00edveis no site do banco de fomento.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/2019\/654-operacoes-bndes\/media\/balsa_inferior_costa_Rica_1440x960.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"960\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Balsa Inferior. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-56962\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-13.jpg\" alt=\"\" width=\"588\" height=\"522\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-13.jpg 588w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-13-300x266.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-13-473x420.jpg 473w\" sizes=\"auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px\" \/><\/p>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-data-div-botao\" style=\"text-align: center;\">\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0233-ae1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a>\u00a0|\u00a0<a class=\"arte-data-botao\" href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/arquivos\/contratos-exportacao\/2011.0233-ae2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BAIXE O CONTRATO<\/a><\/div>\n<div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div id=\"Uruguai\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"center\">\n<h3 class=\"\" style=\"text-align: center;\">Uruguai<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">S\u00e3o tr\u00eas empr\u00e9stimos do BNDES para obras de construtoras brasileiras no Uruguai. O pa\u00eds vizinho recebeu US$ 31 milh\u00f5es em financiamentos desde 1998. O maior projeto \u00e9 do fim dos anos 1990, e teve tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, firmadas entre 1999 e 2001, no valor total de US$ 21,3 milh\u00f5es \u2013 o projeto \u00c1guas de Maldonado, cujas obras foram tocadas pela Odebrecht.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Os outros dois empr\u00e9stimos, em valores menores, foram concedidos a empresas privadas uruguaias. Um financiou obras de renova\u00e7\u00e3o na rede de g\u00e1s da capital Montevid\u00e9u. O outro, a constru\u00e7\u00e3o de uma linha de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Os dados sobre as opera\u00e7\u00f5es com o Uruguai t\u00eam uma particularidade: diferentemente dos demais pa\u00edses, os contratos dos financiamentos n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis no site do banco. Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, isso ocorreu porque a modalidade dos empr\u00e9stimos feitos para servi\u00e7os prestados no Uruguai \u201cseguem o padr\u00e3o usual de mercado no qual h\u00e1 apenas o desconto de t\u00edtulos de cr\u00e9dito\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-l\" data-contains=\"html\" data-align=\"\">\n<div class=\"\">\n<div class=\"flourish-embed\" data-src=\"visualisation\/682103\">Projeto \u00c1guas de Maldonado<\/div>\n<div data-src=\"visualisation\/682103\"><\/div>\n<\/div>\n<div data-src=\"visualisation\/682103\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-56963 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-14.jpg\" alt=\"\" width=\"486\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-14.jpg 486w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-14-300x268.jpg 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ti-14-470x420.jpg 470w\" sizes=\"auto, (max-width: 486px) 100vw, 486px\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\" data-src=\"visualisation\/682103\">SEM CONTRATO DISPON\u00cdVEL<\/div>\n<div data-src=\"visualisation\/682103\"><\/div>\n<\/div>\n<div data-src=\"visualisation\/682103\"><em>Texto: Vinicius Neder e Mariana Dur\u00e3o<\/em><\/div>\n<div data-src=\"visualisation\/682103\"><em>Fonte <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/infograficos\/economia,dossie-bndes-as-86-obras-no-exterior-financiadas-pelo-banco,689269\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Estado de S.Paulo<\/a><\/em><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Destaque na suposta \u201ccaixa-preta\u201d do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), os empr\u00e9stimos para a exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de engenharia, ou seja, para financiar obras de empreiteiras brasileiras no exterior, s\u00e3o uma das principais fontes de dor de cabe\u00e7a para a institui\u00e7\u00e3o de fomento. 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