{"id":42463,"date":"2019-05-13T11:39:44","date_gmt":"2019-05-13T14:39:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=42463"},"modified":"2019-05-14T12:24:50","modified_gmt":"2019-05-14T15:24:50","slug":"cimento-por-que-as-emissoes-de-carbono-deste-material-sao-importantes-para-a-mudanca-do-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2019\/05\/13\/cimento-por-que-as-emissoes-de-carbono-deste-material-sao-importantes-para-a-mudanca-do-clima\/","title":{"rendered":"Cimento: por que as emiss\u00f5es de carbono deste material s\u00e3o importantes para a mudan\u00e7a do clima?"},"content":{"rendered":"<p><em>Se a ind\u00fastria do cimento fosse um pa\u00eds, seria o terceiro maior emissor de carbono do mundo: em 2015, esta ind\u00fastria emitiu em todo o mundo\u00a0<a href=\"http:\/\/edgar.jrc.ec.europa.eu\/news_docs\/jrc-2016-trends-in-global-co2-emissions-2016-report-103425.pdf\">aproximadamente 2,8 bilh\u00f5es de toneladas<\/a>\u00a0de CO<sub>2<\/sub>, o equivalente a 8% do total global de emiss\u00f5es antr\u00f3picas e mais que qualquer pa\u00eds \u00e0 excess\u00e3o da China e dos EUA.<\/em><\/p>\n<p>O uso de cimento deve aumentar em sintonia com a urbaniza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento econ\u00f4mico e \u00e0 demanda por novos edif\u00edcios e infraestrutura. Juntamente com outros setores da economia global, a ind\u00fastria de cimento precisar\u00e1 reduzir drasticamente suas emiss\u00f5es para conseguirmos estabilizar o aquecimento global em 2<sup>o<\/sup>C, tal como define a meta do Acordo de Paris. No entanto, os progressos feitos at\u00e9 agora s\u00e3o bastante limitados.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 cimento?<\/strong><\/p>\n<p>O cimento \u00e9 usado na constru\u00e7\u00e3o para unir outros materiais. \u00c9 misturado com areia, cascalho e \u00e1gua para produzir o\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.hanson.co.uk\/en\/technical-information\/what-is-concrete\">concreto<\/a><\/u>, que \u00e9 o material de constru\u00e7\u00e3o mais utilizado no mundo. Mais de 10 bilh\u00f5es de toneladas de concreto s\u00e3o\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.chathamhouse.org\/publication\/making-concrete-change-innovation-low-carbon-cement-and-concrete\">usadas a cada ano<\/a><\/u>.<\/p>\n<p>O padr\u00e3o da ind\u00fastria \u00e9 o\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/technology\/portland-cement\">cimento Portland<\/a><\/u>. Ele foi\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.understanding-cement.com\/history.html\">inventado<\/a><\/u>\u00a0no in\u00edcio de 1800 e \u00e9 o nome de uma pedra de constru\u00e7\u00e3o amplamente utilizada na Inglaterra \u00e0 \u00e9poca. O Portland \u00e9, hoje,\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.chathamhouse.org\/publication\/making-concrete-change-innovation-low-carbon-cement-and-concrete\">usado em 98%<\/a><\/u>\u00a0do concreto aplicado no mundo e s\u00e3o produzidas 4 bilh\u00f5es de toneladas por ano.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.understanding-cement.com\/clinker.html\">cl\u00ednquer Portland<\/a><\/u>, que tem o papel de aglutinante, \u00e9 a etapa central da fabrica\u00e7\u00e3o do cimento Portland. No processo, o calc\u00e1rio (CaCO<sub>3<\/sub>) \u00e9 \u201ccalcinado\u201d em fornos de alta temperatura para produzir a cal (CaO), liberando CO<sub>2<\/sub>. Em geral, ocorre a seguinte rea\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>CaCO<sub>3<\/sub>\u00a0+ calor\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 =&gt;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0CaO + CO<sub>2<\/sub><\/p>\n<p><strong>Por que o cimento emite tanto CO<sub>2<\/sub>?<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/edgar.jrc.ec.europa.eu\/news_docs\/jrc-2016-trends-in-global-co2-emissions-2016-report-103425.pdf\">Cerca de metade<\/a>\u00a0das emiss\u00f5es do cimento s\u00e3o decorrentes da rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica mostrada acima. Esse \u00e9 o principal motivo pelo qual as emiss\u00f5es de fabrica\u00e7\u00e3o do cimento serem consideradas de dif\u00edcil redu\u00e7\u00e3o: esse CO<sub>2<\/sub>\u00a0\u00e9 liberado por uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que n\u00e3o pode ser eliminada pela troca de combust\u00edvel ou pelo aumentando da efici\u00eancia do processo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.chathamhouse.org\/publication\/making-concrete-change-innovation-low-carbon-cement-and-concrete\">Outros 40%<\/a>\u00a0das emiss\u00f5es v\u00eam da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis feita para esquentar os fornos at\u00e9 as altas temperaturas necess\u00e1rias para o processo de calcina\u00e7\u00e3o. Os \u00faltimos 10% das emiss\u00f5es v\u00eam dos combust\u00edveis necess\u00e1rios para minerar e transportar as mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<p>Portanto, as emiss\u00f5es de carbono da ind\u00fastria do cimento dependem em grande parte da propor\u00e7\u00e3o de cl\u00ednquer utilizada para a fabrica\u00e7\u00e3o do cimento.<\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00f5es feitas para a o futuro da constru\u00e7\u00e3o civil indicam que a \u00e1rea \u00fatil dos edif\u00edcios do mundo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.worldgbc.org\/sites\/default\/files\/UNEP%20188_GABC_en%20%28web%29.pdf\">deve dobrar<\/a>\u00a0nos pr\u00f3ximos 40 anos. O que deve elevar a produ\u00e7\u00e3o de cimento para\u00a0<a href=\"http:\/\/awsassets.panda.org\/downloads\/englishsummary__lr_pdf.pdf\">cerca de 5 bilh\u00f5es de toneladas<\/a>\u00a0at\u00e9 2030, um aumento de 25% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual, ou mais de quatro vezes a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.statista.com\/statistics\/373845\/global-cement-production-forecast\/\">situa\u00e7\u00e3o de 1990<\/a>.<\/p>\n<p>Portanto ganhos de efici\u00eancia por si s\u00f3, n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para reduzir significativamente as emiss\u00f5es do setor.<\/p>\n<p><strong>Quais pa\u00edses s\u00e3o respons\u00e1veis pelo grosso das emiss\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o de cimento?<\/strong><\/p>\n<p>A China \u00e9 de longe o pa\u00eds maior produtor de cimento, seguida de longe pela \u00cdndia e pelos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, como mostra o gr\u00e1fico abaixo, que veio de um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.chathamhouse.org\/publication\/making-concrete-change-innovation-low-carbon-cement-and-concrete\">relat\u00f3rio<\/a>\u00a0recente da Chatham House. A China responde por 75% da produ\u00e7\u00e3o de cimento desde 1990. O pa\u00eds\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gatesnotes.com\/About-Bill-Gates\/Concrete-in-China\">consumiu<\/a>\u00a0mais cimento entre 2011 e 2013 do que os EUA durante todo o s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><em>Emiss\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o de cimento de 2010 a 2015.<\/em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-42464\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-768x378.png\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-768x378.png 768w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-768x378-300x148.png 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-768x378-324x160.png 324w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-768x378-533x261.png 533w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-768x378-696x343.png 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1691\" src=\"http:\/\/climainfo.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Emisso%CC%83es-da-produc%CC%A7a%CC%83o-de-cimento-de-2010-a-2015.-300x148.png\" sizes=\"auto, (max-width: 624px) 100vw, 624px\" srcset=\"http:\/\/climainfo.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-300x148.png 300w, http:\/\/climainfo.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-768x378.png 768w, http:\/\/climainfo.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015.-810x399.png 810w, http:\/\/climainfo.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Emisso\u0303es-da-produc\u0327a\u0303o-de-cimento-de-2010-a-2015..png 939w\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"308\" \/><\/p>\n<p><em>Fonte: An\u00e1lise de Olivier et al. (2016);\u00a0<a href=\"https:\/\/www.chathamhouse.org\/publication\/making-concrete-change-innovation-low-carbon-cement-and-concrete\">Chatham House<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>A China tamb\u00e9m tem uma altra produ\u00e7\u00e3o de cimento per capita, uma vez que passa por uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/cities\/2017\/mar\/20\/china-100-cities-populations-bigger-liverpool\">r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o<\/a>, com\u00a0<a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/news\/wonk\/wp\/2015\/03\/24\/how-china-used-more-cement-in-3-years-than-the-u-s-did-in-the-entire-20th-century\/?utm_term=.4c856ced54a2\">muitas pessoas<\/a>\u00a0se mudando para edif\u00edcios que usam bastante cimento. No entanto, o consumo chin\u00eas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.centre-cournot.org\/img\/pdf\/prisme_fr\/Prisme%20N%C2%B034%20Novembre%202016%20(english).pdf\">pode estar pr\u00f3ximo da estabiliza\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Por outro lado, o consumo da \u00cdndia\u00a0<a href=\"https:\/\/economictimes.indiatimes.com\/industry\/indl-goods\/svs\/cement\/cement-demand-to-see-4-5-growth-in-fy19\/articleshow\/63094576.cms\">deve aumentar<\/a>\u00a0significativamente, uma vez que o pa\u00eds\u00a0<a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/guest-post-indias-emissions-will-double-at-most-by-2030\">se urbaniza rapidamente<\/a>\u00a0e precisa aumentar sua infraestrutura. Espera-se que a maior parte do consumo futuro se d\u00ea na \u00cdndia e em outros mercados emergentes.<\/p>\n<p>Na Europa, os fornos existentes s\u00e3o capazes de atender \u00e0 demanda futura de cimento, segundo a Chatham House. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o, os produtores europeus de cimento s\u00e3o dos mais avan\u00e7ados em termos de uso de combust\u00edveis alternativos. No entanto, suas f\u00e1bricas, com\u00a0<u><a href=\"https:\/\/carbon-pulse.com\/29833\/\">equipamentos mais antigos,<\/a><\/u>\u00a0os colocam atr\u00e1s da \u00cdndia e da China em termos de efici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Da mesma forma, os EUA, o quarto maior consumidor de cimento, ficam atr\u00e1s de outros grandes produtores em termos de efici\u00eancia energ\u00e9tica e da propor\u00e7\u00e3o de cl\u00ednquer.<\/p>\n<p><strong>As emiss\u00f5es de cimento foram reduzidas?<\/strong><\/p>\n<p>A intensidade m\u00e9dia de CO<sub>2<\/sub>\u00a0da produ\u00e7\u00e3o de cimento no mundo (emiss\u00f5es por tonelada de produto) caiu 18% nas \u00faltimas d\u00e9cadas, segundo Chatham House. No entanto, as\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.earth-syst-sci-data.net\/10\/195\/2018\/essd-10-195-2018.pdf\">emiss\u00f5es do setor<\/a><\/u>\u00a0como um todo aumentaram significativamente, j\u00e1 que a demanda triplicou de 1990 para c\u00e1.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, o progresso veio de tr\u00eas \u00e1reas principais. Primeiro, os fornos de cimento est\u00e3o mais eficientes, o que tornou a produ\u00e7\u00e3o menos intensiva em energia. Isso pode melhorar ainda mais, j\u00e1 que a diferen\u00e7a entre a m\u00e9dia mundial do consumo de energia por tonelada de cimento e o que h\u00e1 de mais avan\u00e7ado no setor \u00e9\u00a0<u><a href=\"http:\/\/www.iea.org\/etp\/\">ainda de aproximadamente<\/a><\/u>\u00a020%.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, o uso de combust\u00edveis alternativos tamb\u00e9m reduz as emiss\u00f5es, por exemplo, por meio da queima de biomassa ou de seus res\u00edduos ao inv\u00e9s do carv\u00e3o. Este \u00e9 o\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/263714046_Use_of_alternative_fuels_in_cement_industry\">caso da Europa<\/a><\/u>, onde cerca de 43% do consumo de combust\u00edvel vem de fontes alternativas, ainda segundo a Chatham House.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, reduzir a propor\u00e7\u00e3o de cl\u00ednquer Portland no cimento tamb\u00e9m reduz as emiss\u00f5es. A produ\u00e7\u00e3o dos cimentos chamados de \u201calto teor\u201d podem reduzir as emiss\u00f5es por quilo em at\u00e9 quatro vezes, conforme com a Chatham House. O cl\u00ednquer pode ser substitu\u00eddo por outros materiais semelhantes ao cimento, como as cinzas da queima de carv\u00e3o e a esc\u00f3ria de altos fornos da ind\u00fastria sider\u00fargica. Isso altera as propriedades do cimento, mas ele continua sendo adequado \u00e0 v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de cl\u00ednquer de cimento no mundo caiu para\u00a0<u><a href=\"http:\/\/www.iea.org\/publications\/freepublications\/publication\/TechnologyRoadmapLowCarbonTransitionintheCementIndustry.pdf\">0,65 em 2014<\/a><\/u>, mas a varia\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda grande: de 0,57 na China para 0,87 na Eur\u00e1sia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rias d\u00e9cadas de progresso, a intensidade de CO<sub>2<\/sub>\u00a0do cimento mudou pouco entre 2014 e 2016,\u00a0<u><a href=\"http:\/\/www.iea.org\/tcep\/industry\/cement\/\">segundo<\/a><\/u>\u00a0a Ag\u00eancia Internacional de Energia (<u><a href=\"https:\/\/www.iea.org\/\">IE<\/a>A<\/u>). Isso ocorreu porque os aumentos de efici\u00eancia energ\u00e9tica foram compensados por um ligeiro aumento na propor\u00e7\u00e3o utilizada de cl\u00ednquer.<\/p>\n<p>Apesar disso, a emiss\u00e3o total da produ\u00e7\u00e3o de cimento ficou est\u00e1vel ou at\u00e9 diminuiu nos \u00faltimos anos, \u00e0 medida que a demanda na China come\u00e7ou a se estabilizar.<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 onde as emiss\u00f5es na fabrica\u00e7\u00e3o de cimento podem ser reduzidas?<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.iea.org\/\">IEA<\/a>\u00a0e a Iniciativa Sustentabilidade do Cimento (liderada pelo setor,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wbcsdcement.org\/\">CSI<\/a>), lan\u00e7aram recentemente dois novos mapas do caminho para o baixo carbono, mostrando como consideram que as emiss\u00f5es podem ser reduzidas, um deles visando um cen\u00e1rio de 2<sup>o<\/sup>C de aquecimento m\u00e1ximo e o outro um cen\u00e1rio bem abaixo de 2<sup>o<\/sup>C. Esses mapas do caminho assumem que a demanda de cimento aumentar\u00e1 entre 12% e 23% at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>Para o cen\u00e1rio de 2<sup>o<\/sup>C, correspondente a 50% de chance de limita\u00e7\u00e3o do aquecimento global em 2<sup>o<\/sup>C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais at\u00e9 2100, o mapa do caminho indica que seria preciso cortar 24% das emiss\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o de cimento (vale notar que isso n\u00e3o est\u00e1 alinhado com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/category\/policy\/paris-2015\">Acordo de Paris<\/a>, que exige que a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura permane\u00e7a bem abaixo de 2<sup>o<\/sup>C).<\/p>\n<p>O mapa do caminho contempla a\u00e7\u00f5es para a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es em quatro \u00e1reas. Tr\u00eas dessas s\u00e3o prolongamentos das estrat\u00e9gias usadas at\u00e9 agora pela ind\u00fastria: mais efici\u00eancia energ\u00e9tica, combust\u00edveis com menor emiss\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o de cl\u00ednquer.<\/p>\n<p>Por exemplo, o mapa do caminho estabelece um \u00edndice global m\u00e9dio de cl\u00ednquer de 0,60 em 2050, comparado com os 0,65 atuais. Este \u00e9 um desafio importante: a Chatham House observa que seria necess\u00e1rio aumentar o volume de substitutos de cl\u00ednquer em 40% at\u00e9 2050 em rela\u00e7\u00e3o ao usado hoje, em um momento em que a disponibilidade de substitutos tradicionais, como cinzas de carv\u00e3o e esc\u00f3ria de alto forno, provavelmente come\u00e7ar\u00e1 a cair.<\/p>\n<p>A quarta \u00e1rea \u00e9 a de \u201ctecnologias inovadoras\u201d, como a captura e armazenamento de carbono (CCS). Essa t\u00e9cnica ainda n\u00e3o foi utilizada na ind\u00fastria do cimento, exceto em alguns poucos ensaios, mas o mapa do caminho assume que a integra\u00e7\u00e3o da CCS ao setor do cimento atingir\u00e1 escala comercial em 2030.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1750583614001170\">As incertezas<\/a>\u00a0sobre o potencial de aumento r\u00e1pido da escala de emprego da CCS e o seu\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bgs.ac.uk\/discoveringGeology\/climateChange\/CCS\/TheCostofCSS.html\">custo bastante elevado<\/a>\u00a0s\u00e3o barreiras importantes \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es do setor.<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico abaixo mostra a an\u00e1lise da Chatham House dos mapas do caminho da IEA e da CSI. A linha pontilhada vermelha mostra o corte de 24% das emiss\u00f5es em conson\u00e2ncia com o cen\u00e1rio 2<sup>o<\/sup>C (2DS) at\u00e9 2050.<\/p>\n<p><em>Formas de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de cimento compat\u00edveis com o Acordo de Paris: o gr\u00e1fico ilustra tr\u00eas cen\u00e1rios: \u2018cen\u00e1rio de tecnologia de refer\u00eancia\u2019 (RTS), \u2018cen\u00e1rio 2<sup>o<\/sup>C\u2019 (2DS) e \u2018cen\u00e1rio bem abaixo de 2<sup>o<\/sup>C\u2019 (B2DS).<\/em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-42465\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Formas-de-reduc\u0327a\u0303o-das-emisso\u0303es-de-cimento-compati\u0301veis-com-o-Acordo-de-Paris-768x388.png\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Formas-de-reduc\u0327a\u0303o-das-emisso\u0303es-de-cimento-compati\u0301veis-com-o-Acordo-de-Paris-768x388.png 768w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Formas-de-reduc\u0327a\u0303o-das-emisso\u0303es-de-cimento-compati\u0301veis-com-o-Acordo-de-Paris-768x388-300x152.png 300w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Formas-de-reduc\u0327a\u0303o-das-emisso\u0303es-de-cimento-compati\u0301veis-com-o-Acordo-de-Paris-768x388-696x352.png 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.chathamhouse.org\/publication\/making-concrete-change-innovation-low-carbon-cement-and-concrete\">Chatham House<\/a><\/u>\u00a0An\u00e1lise do\u00a0<u><a href=\"http:\/\/www.iea.org\/publications\/freepublications\/publication\/TechnologyRoadmapLowCarbonTransitionintheCementIndustry.pdf\">Technology Roadmap<\/a><\/u>\u00a0do IEA e CSI (2018).<\/em><\/p>\n<p>O outro mapa do caminho estabelece um cen\u00e1rio \u2018bem abaixo de 2<sup>o<\/sup>C\u2019 (B2DS; linha pontilhada roxa acima), que exigiria uma redu\u00e7\u00e3o de 60% nas emiss\u00f5es. Aqui, a propor\u00e7\u00e3o do total de emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>\u00a0de cimento capturado pelo CCS precisaria mais que dobrar em compara\u00e7\u00e3o com o cen\u00e1rio 2<sup>o<\/sup>C, e chegar a 63% das emiss\u00f5es em 2050. A Chatham diz que isso \u201cser\u00e1 um desafio dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n<p>A Chatham House tamb\u00e9m observa que ser\u00e3o necess\u00e1rias redu\u00e7\u00f5es mais acentuadas \u201cse as suposi\u00e7\u00f5es sobre a contribui\u00e7\u00e3o das tecnologias de CCS se mostrarem otimistas demais\u201d: \u201cUma mudan\u00e7a para o cen\u00e1rio \u201cbem abaixo de 2<sup>o<\/sup>C exigir\u00e1 a\u00e7\u00f5es transformadoras na substitui\u00e7\u00e3o de cl\u00ednquer, em novos cimentos e no CCS, bem como na implanta\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de abordagens pelo lado da demanda para a redu\u00e7\u00e3o do consumo global. Tudo isso fica ainda mais cr\u00edtico caso se mostre dif\u00edcil demais atingir a escala necess\u00e1ria de CCS\u201d.<\/p>\n<p><strong>Os \u201cnovos\u201d cimentos podem reduzir as emiss\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Algumas empresas t\u00eam pesquisado cimentos \u201cnovos\u201d, que dispensam completamente a necessidade do cl\u00ednquer. Se estes puderem competir em custo e desempenho com o cimento Portland, seriam uma maneira de reduzir significativamente as emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>No entanto, nenhum destes \u201cnovos cimentos\u201d conseguiu se mostrar vi\u00e1vel economicamente em grande escala e s\u00e3o atualmente encontrados apenas em nichos especiais. Al\u00e9m disso, uma pesquisa de patentes feita pela Chatham House a n\u00edvel global mostrou que a inova\u00e7\u00e3o no setor tende a se concentrar em mudan\u00e7as incrementais com um foco muito limitado em novos cimentos.<\/p>\n<p>Os cimentos baseados em geopol\u00edmeros, por exemplo, t\u00eam sido objeto de pesquisa desde a d\u00e9cada de 1970. Estes n\u00e3o usam carbonato de c\u00e1lcio como ingrediente chave, endurecem \u00e0 temperatura ambiente e liberam apenas \u00e1gua. A\u00a0<a href=\"http:\/\/www.zeobond.com\/\">Zeobond<\/a>\u00a0e a\u00a0<u><a href=\"http:\/\/www.banahuk.co.uk\/\">banahUK<\/a><\/u>\u00a0est\u00e3o entre as empresas que produzem esses produtos, com ambas dizendo que conseguem reduzir entre 80 a 90% as emiss\u00f5es de carbono em compara\u00e7\u00e3o com as do cimento Portland.<\/p>\n<p>Existem tamb\u00e9m v\u00e1rias empresas que desenvolvem cimentos para uma \u201c<u><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0958946516301275\">cura de carbono<\/a>\u201d<\/u>, que absorvem CO<sub>2<\/sub>\u00a0no lugar de \u00e1gua, \u00e0 medida que endurecem. Se conseguirem fazer com que esta absor\u00e7\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>\u00a0seja maior que o CO<sub>2<\/sub>\u00a0liberado durante a produ\u00e7\u00e3o, estes cimentos poderiam\u00a0<u><a href=\"https:\/\/qz.com\/1123875\/the-material-that-built-the-modern-world-is-also-destroying-it-heres-a-fix\/\">potencialmente<\/a><\/u>\u00a0ser usados como sumidouros de carbono.<\/p>\n<p>A empresa norte-americana\u00a0<u><a href=\"http:\/\/solidiatech.com\/\">Solidia<\/a><\/u>, por exemplo, afirma que seu concreto emite at\u00e9 70% menos CO<sub>2<\/sub>\u00a0do que o feito com cimento Portland, ao incluir a remo\u00e7\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>\u00a0da atmosfera. A empresa agora est\u00e1 trabalhando em parceria com a maior fabricante de cimento do mudo, a\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.lafargeholcim.com\/\">LafargeHolcim<\/a><\/u>.<\/p>\n<p>Da mesma forma, a start-up brit\u00e2nica\u00a0<a href=\"http:\/\/www3.imperial.ac.uk\/pls\/portallive\/docs\/1\/50161701.PDF\">Novacem<\/a>, associada ao Imperial College de Londres,\u00a0<u>afirmou<\/u>, em 2008, que a substitui\u00e7\u00e3o do cimento Portland pelo seu produto \u201c<a href=\"https:\/\/home.howstuffworks.com\/home-improvement\/construction\/materials\/carbon-negative-cement.htm\">carbono-negativo<\/a>\u201d permitiria que a ind\u00fastria passasse a apresentar uma remo\u00e7\u00e3o l\u00edquida de emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>. No entanto, a empresa n\u00e3o conseguiu levantar fundos suficientes para continuar a pesquisa e a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outras empresas est\u00e3o usando materiais completamente diferentes para fazer cimento. A startup com sede na Carolina do Norte,\u00a0<u><a href=\"https:\/\/biomason.com\/about-us\/\">Biomason<\/a><\/u>, por exemplo, usa bact\u00e9rias para cultivar tijolos de cimento que,\u00a0<u><a href=\"https:\/\/biomason.com\/\">segundo<\/a><\/u>\u00a0eles, s\u00e3o igualmente fortes tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alvenaria tradicional, quanto \u00e0 remo\u00e7\u00e3o de carbono.<\/p>\n<p>A tabela abaixo, da Chatham House, resume os est\u00e1gios de desenvolvimento de v\u00e1rias tecnologias de cimento alternativo.<\/p>\n<p><em>Cimentos de baixo carbono em diferentes est\u00e1gios do ciclo de inova\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<table width=\"787\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"204\">Fase<\/td>\n<td width=\"204\">Tecnologia<\/td>\n<td width=\"204\">Exemplos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"204\">Pesquisa<\/td>\n<td width=\"204\">Cimento baseado em magn\u00e9sio<\/td>\n<td width=\"204\">Novacem<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"204\">Piloto<\/td>\n<td width=\"204\">Cimentos baseados em silicatos de carbonato de c\u00e1lcio (CCSC)<\/td>\n<td width=\"204\">Solidia Cement, Calera<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td rowspan=\"2\" width=\"204\">Demonstra\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"204\">Clinquers de baixo carbonato com silicatos de calcio pr\u00e9-hidratados<\/td>\n<td width=\"204\">Celitement<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"204\">Clinquers BYF (subconjunto dos CSA)<\/td>\n<td width=\"204\">Aether<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td rowspan=\"4\" width=\"204\">Comercializa\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"204\">Cimentos com conte\u00fado de cl\u00ednquer reduzido<\/td>\n<td width=\"204\">banahCEM, Zeobond cement<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"204\">Geopol\u00edmeros e ligantes alcalinos ativados<\/td>\n<td width=\"204\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"204\">Clinqueres ricos em belita<\/td>\n<td width=\"204\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"204\">Clinqueres bel\u00edticos ricos em ye-emelita<\/td>\n<td width=\"204\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>Fonte: Chatham House (2018).<\/em><\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as barreiras ao cimento de baixo carbono?<\/strong><\/p>\n<p>Existem v\u00e1rias raz\u00f5es pelas quais a utiliza\u00e7\u00e3o dos cimentos de baixo teor de cl\u00ednquer n\u00e3o ter se espalhado at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Estas tecnologias s\u00e3o menos testadas do que o cimento Portland, que tem sido usado na constru\u00e7\u00e3o civil h\u00e1 s\u00e9culos. Da\u00ed a resist\u00eancia por parte dos consumidores de cimento, particularmente em um setor que, por raz\u00f5es \u00f3bvias, tende a priorizar a seguran\u00e7a. Muitas dessas novas tecnologias ainda n\u00e3o est\u00e3o suficientement maduras para alcan\u00e7ar o uso em larga escala.<\/p>\n<p>Alternativas tamb\u00e9m tendem a ter aplica\u00e7\u00f5es mais limitadas, o que significa que pode n\u00e3o haver um substituto \u00fanico para o cimento Portland. Seu uso significaria, portanto, afastamento dos padr\u00f5es prescritivos. Atualmente, quase todos os padr\u00f5es, c\u00f3digos de projeto e protocolos para testes de ligantes de cimento e concreto s\u00e3o baseados no uso de cimento Portland, observa a Chatham House: \u201cNovas abordagens e especialmente novos padr\u00f5es do setor exigem muita discuss\u00e3o e testes. Por exemplo, pode levar d\u00e9cadas para que um novo padr\u00e3o seja aprovado e implementado na Uni\u00e3o Europeia.\u201d<\/p>\n<p>No entanto, avan\u00e7os recentes no teste de materiais do concreto podem permitir que sua qu\u00edmica seja melhor compreendida, dando mais confian\u00e7a para o ajuste dos padr\u00f5es do setor.<\/p>\n<p>Cimentos alternativos tamb\u00e9m precisam serem capazes de competir em custo com o cimento Portland, particularmente na aus\u00eancia de fortes press\u00f5es regulat\u00f3rias ou pol\u00edticas, como a de pre\u00e7os para a emiss\u00e3o de carbono. Mas a mudan\u00e7a pode exigir investimentos em novos equipamentos ou materiais mais caros, o que pode levar v\u00e1rios anos para recuperar, diz Chatham House.<\/p>\n<p>O acesso a uma quantidade suficiente de mat\u00e9rias-primas necess\u00e1rias para alguns cimentos tamb\u00e9m \u00e9 uma considera\u00e7\u00e3o importante. Por exemplo, a disponibilidade de\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.concreteconstruction.net\/how-to\/materials\/what-is-fly-ash_o\">cinzas<\/a><\/u>, um subproduto da queima de carv\u00e3o e um dos substitutos do cl\u00ednquer mais usado, est\u00e1 diminuindo \u00e0 medida em que as usinas t\u00e9rmicas a carv\u00e3o s\u00e3o fechadas.<\/p>\n<p><strong>A demanda por cimento pode ser reduzida?<\/strong><\/p>\n<p>Reduzir a demanda por cimento tamb\u00e9m pode ajudar a limitar as emiss\u00f5es, principalmente nos\u00a0<u><a href=\"https:\/\/newclimateeconomy.report\/2016\/\">pa\u00edses em desenvolvimento<\/a><\/u>. Por exemplo, a Chatham House destaca como os projetos urbanos baseados em \u201c<u><a href=\"http:\/\/conferences.sigcomm.org\/co-next\/2012\/eproceedings\/urbane\/p25.pdf\">redes capilares<\/a>\u00a0de transporte<\/u>\u201d e a mobilidade ativa em vez do uso de ve\u00edculos podem demandar um ter\u00e7o a menos de concreto. Da mesma forma, princ\u00edpios de catedrais g\u00f3ticas foram usados no projeto de modernos pisos de concreto que s\u00e3o\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.ppcimaginarium.co.za\/posts\/gothic-novelty\">70% mais leves<\/a><\/u>\u00a0que os convencionais.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de conceitos de \u201c<u><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0921800916300325\">economia circular<\/a><\/u>\u201d para permitir a reutiliza\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as modulares de edif\u00edcios tamb\u00e9m pode ter algum papel, assim como a maximiza\u00e7\u00e3o da vida \u00fatil da infraestrutura. A China, por exemplo, tem sido\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.citymetric.com\/skylines\/half-houses-will-be-demolished-within-20-years-disposable-cities-china-1470\">criticada<\/a><\/u>\u00a0por construir novos pr\u00e9dios abaixo do padr\u00e3o, que podem durar apenas 25 a 30 anos antes de serem demolidos.<\/p>\n<p>O concreto tamb\u00e9m pode ser substitu\u00eddo por madeira em edif\u00edcios, o que potencialmente permite que o CO<sub>2<\/sub>\u00a0seja capturado e armazenado. Alguns novos tipos de uso de\u00a0<a href=\"https:\/\/royalsociety.org\/~\/media\/policy\/projects\/greenhouse-gas-removal\/royal-society-greenhouse-gas-removal-report-2018.pdf\">madeira\u00a0<\/a>, como a madeira laminada cruzada, est\u00e3o criando mais oportunidades de constru\u00e7\u00e3o. No entanto, a economia de carbono do uso de madeira, em vez de a\u00e7o e concreto nos edif\u00edcios, n\u00e3o \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/royalsociety.org\/~\/media\/policy\/projects\/greenhouse-gas-removal\/royal-society-greenhouse-gas-removal-report-2018.pdf\">garantida<\/a>.<\/p>\n<p>O concreto antigo tamb\u00e9m pode ser triturado e reutilizado em obras com a constru\u00e7\u00e3o de estradas. No entanto, o concreto perder\u00e1 suas propriedades de liga, a menos que seja produzido um novo cl\u00ednquer.<\/p>\n<p><strong>Pode-se regular as emiss\u00f5es do cimento?<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de cimento, assim como a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o e a avia\u00e7\u00e3o, s\u00e3o setores considerados de dif\u00edcil descarboniza\u00e7\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.carboncommentary.com\/blog\/2018\/8\/14\/how-much-of-the-uks-emissions-are-nearly-impossible-to-decarbonise\">a\u00e7o<\/a>. Como observado em um\u00a0<a href=\"http:\/\/media.bze.org.au\/ZCIndustry\/bze-report-rethinking-cement-web.pdf\">relat\u00f3rio<\/a>recente, a men\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es do cimento em debates p\u00fablicos tipicamente provoca falas que reafirmam esta dificuldade.<\/p>\n<p>Assim, em compara\u00e7\u00e3o com o setor energ\u00e9tico, a ind\u00fastria de cimento tem enfrentado menores press\u00f5es pol\u00edticas e comerciais, segundo disse\u00a0<a href=\"https:\/\/www.chathamhouse.org\/expert\/felix-preston\">ao<\/a>\u00a0Carbon Brief. Preston \u00e9 pesquisador s\u00eanior da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.chathamhouse.org\/\">Chatham House<\/a>\u00a0e co-autor do relat\u00f3rio sobre o cimento. Ele diz que o setor ainda \u00e9 dominado por um punhado de grandes empresas que controlam grandes partes do mercado: \u201c[Essas empresas] s\u00e3o frequentemente dominantes ou muito influentes em uma \u00e1rea geogr\u00e1fica, bem como no cen\u00e1rio global. Acho que isso tornou dif\u00edcil \u2013 e ainda \u00e9 dif\u00edcil \u2013 pressionar por mudan\u00e7as radicais. Eles n\u00e3o veem necessariamente o incentivo imediato para tomar medidas ambiciosas.\u201d<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia\u00a0<a href=\"https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/EN\/ALL\/?uri=CELEX:32014D0746\">considera<\/a>\u00a0que existe um risco significativo da ind\u00fastria do cimento apresentar\u00a0<a href=\"https:\/\/ec.europa.eu\/clima\/policies\/ets\/allowances\/leakage_en\">vazamentos de carbono<\/a>, o que significa que ela recebe permiss\u00f5es (de emiss\u00e3o) gratuitas no Esquema de Com\u00e9rcio de Emiss\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia (<a href=\"https:\/\/ec.europa.eu\/clima\/policies\/ets_en\">EU ETS<\/a>). Nas prepara\u00e7\u00f5es para as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/qa-will-reformed-eu-emissions-trading-system-raise-carbon-prices\">reformas do EU ETS<\/a>, em 2017, a Comiss\u00e3o de Meio Ambiente do Parlamento Europeu (<a href=\"http:\/\/www.europarl.europa.eu\/committees\/en\/envi\/home.html\">ENVI<\/a>)\u00a0<a href=\"https:\/\/carbonmarketwatch.org\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/FAQ-on-cement-EU-ETS.pdf\">prop\u00f4s<\/a>, sem sucesso, acabar com esta distribui\u00e7\u00e3o gratuita. A introdu\u00e7\u00e3o de um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/factcheck-carbon-floor-price-household-energy-bills\">pre\u00e7o piso para o carbono<\/a>, considerado por v\u00e1rios Estados membros, ainda pode afetar o setor, diz Chatham House.<\/p>\n<p>\u00c9 esperado que o\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/qa-how-will-chinas-new-carbon-trading-scheme-work\">ETS da China<\/a><\/u>, se expanda e passe a incluir o cimento, embora sua primeira fase s\u00f3 inclua o setor de energia.<\/p>\n<p><strong>A ind\u00fastria de cimento est\u00e1 agindo?<\/strong><\/p>\n<p>Sob o CSI, produtores\u00a0<u><a href=\"http:\/\/www.climateactionprogramme.org\/directory\/cement_sustainability_initiative_csi\">respons\u00e1veis<\/a><\/u>\u00a0por 30% da produ\u00e7\u00e3o global de cimento trabalharam juntos por cerca de duas d\u00e9cadas em iniciativas de sustentabilidade, incluindo redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es. Na\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/category\/policy\/paris-2015\">Confer\u00eancia Clim\u00e1tica de Paris<\/a><\/u>, o grupo\u00a0<u><a href=\"http:\/\/www.wbcsdcement.org\/index.php\/news-stories\/2015\/473-cement-industry-aspires-to-reduce-co2-emissions-by-20-25-by-2030\">anunciou<\/a><\/u>\u00a0planos para reduzir suas emiss\u00f5es coletivas em entre 20% e 25% at\u00e9 2030. Este seria um n\u00edvel de ambi\u00e7\u00e3o semelhante ao do cen\u00e1rio \u2018abaixo dos 2<sup>o<\/sup>C\u2019 descrito acima.<\/p>\n<p>A\u00a0<u><a href=\"http:\/\/www.worldcementassociation.org\/\">World Cement Association<\/a><\/u>\u00a0(WCA), por sua vez, est\u00e1\u00a0<u><a href=\"https:\/\/unfccc.int\/news\/world-cement-association-urges-climate-action\">desenvolvendo<\/a><\/u>\u00a0um \u201cPlano de A\u00e7\u00e3o para Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas\u201d. A tecnologia atual s\u00f3 pode fornecer metade da redu\u00e7\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>\u00a0necess\u00e1ria para que se atinja a meta 2<sup>o<\/sup>C do Acordo de Paris, conforme alertou a WCA recentemente aos delegados presentes em seu \u201c<u><a href=\"http:\/\/www.worldcementassociation.org\/events\/gccf\/96-wca-global-climate-change-forum\">F\u00f3rum Global de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica<\/a><\/u>\u201d realizado em Paris. A base de associados da WCA representa mais de um bilh\u00e3o de toneladas de capacidade anual de produ\u00e7\u00e3o de cimento.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/pbs.twimg.com\/media\/DhWRj4zWsAAjk2k.jpg:large\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-42466\" src=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/twitter-WCA.png\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/twitter-WCA.png 635w, https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/twitter-WCA-300x140.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/><\/p>\n<p>A rec\u00e9m-lan\u00e7ada Associa\u00e7\u00e3o Global do Cimento e Concreto (<u><a href=\"https:\/\/gccassociation.org\/\">GCCA<\/a><\/u>) tamb\u00e9m quer melhorar as credenciais ambientais do setor. Est\u00e1 se\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wbcsd.org\/Sector-Projects\/Cement-Sustainability-Initiative\/News\/Global-Cement-and-Concrete-Association-announces-strategic-partnership-with-World-Business-Council-for-Sustainable-Development\">preparando para assumir<\/a>\u00a0o trabalho de sustentabilidade feito pelo CSI a partir de janeiro de 2019.<\/p>\n<p><u><a href=\"https:\/\/carbonmarketwatch.org\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Cement-sector-EU-ETS-Event-Nicolette-Bartlett.pdf\">V\u00e1rias<\/a><\/u>\u00a0empresas de cimento tamb\u00e9m j\u00e1 introduziram um pre\u00e7o interno de carbono, ou t\u00eam planos de introduzir um.<\/p>\n<p>\u2014<\/p>\n<p>Material publicado originalmente pelo Carbon Brief em<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/qa-why-cement-emissions-matter-for-climate-change\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.carbonbrief.org\/qa-why-cement-emissions-matter-for-climate-change<\/a><\/p>\n<p><em>Fonte <a href=\"http:\/\/climainfo.org.br\/2018\/09\/17\/cimento-e-clima\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Climainfo<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se a ind\u00fastria do cimento fosse um pa\u00eds, seria o terceiro maior emissor de carbono do mundo: em 2015, esta ind\u00fastria emitiu em todo o mundo\u00a0aproximadamente 2,8 bilh\u00f5es de toneladas\u00a0de CO2, o equivalente a 8% do total global de emiss\u00f5es antr\u00f3picas e mais que qualquer pa\u00eds \u00e0 excess\u00e3o da China e dos EUA. 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