{"id":38926,"date":"2018-11-21T09:27:23","date_gmt":"2018-11-21T11:27:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=38926"},"modified":"2018-11-21T12:38:17","modified_gmt":"2018-11-21T14:38:17","slug":"como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/","title":{"rendered":"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel?"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/F4D8\/production\/_98808626_440d3c85-3ca2-4fa7-bca8-55536875f8aa.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"371\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Alguns projetos de planejamento urbano de S\u00e3o Paulo, armazenados desde 1970, chegaram a ser pagos, mas n\u00e3o sa\u00edram do papel | Foto: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">No sexto andar do hist\u00f3rico Edif\u00edcio Martinelli, no centro de S\u00e3o Paulo, dois funcion\u00e1rios de meia-idade cuidam das prateleiras empoeiradas e abarrotadas de pap\u00e9is do arquivo da SPUrbanismo &#8211; a empresa p\u00fablica de promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de planejamento e desenvolvimento urbano.<\/p>\n<p>No cub\u00edculo jazem calhama\u00e7os de imagens, plantas e textos descrevendo a cidade que poderia ter sido \u2013 projetos de arquitetura e urbanismo encomendados, aprovados e at\u00e9 pagos por sucessivas administra\u00e7\u00f5es municipais, mas que nunca sa\u00edram do papel.<\/p>\n<p>Os planos arquivados na reparti\u00e7\u00e3o datam desde a d\u00e9cada de 1970, quando foi criada a Emurb (antiga empresa de urbanismo que foi substitu\u00edda pela SPUrbanismo).<\/p>\n<p>H\u00e1 desde vis\u00f5es recentes de uma cidade mais arborizada e com transporte mais eficiente a sonhos modernistas criados por nomes como Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas, passando por projetos de metr\u00f3pole ainda mais voltados para o tr\u00e2nsito de carros, da \u00e9poca do prefeito Faria Lima (1965-1969).<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o Paulo se fez em fun\u00e7\u00e3o de obras ousadas, projetos importantes e transformadores. Foram grandes obras n\u00e3o do ponto de vista de monumentos e edif\u00edcios, mas o sentido de terem estruturado a cidade&#8221;, explica o urbanista Valter Caldana, professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. &#8220;Mas da 1990 para c\u00e1, S\u00e3o Paulo foi esfriando seu \u00edmpeto progressista. A cidade deixou de ousar e foi ficando \u00e0 merc\u00ea de seus pr\u00f3prios problemas.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo ele, durante 80 anos a cidade usou o mesmo modelo para crescer \u2013 o de avenidas conc\u00eantricas, cujo melhor expoente \u00e9 o Plano de Avenidas elaborado por Prestes Maia em 1930. Embora tratasse de v\u00e1rios aspectos urbanos, era focado na constru\u00e7\u00e3o de avenidas monumentais, um conjuntos de radiais e perimetrais que tornou a cidade mais dispersa e o tr\u00e1fego mais dependente do carro.<\/p>\n<p>&#8220;O problema \u00e9 que esse modelo entrou em colapso e passou a ser preciso encontrar um novo modelo, o que nunca foi feito&#8221;, afirma Caldana.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Tesouro enterrado<\/h2>\n<p>Entre os projetos arquivados h\u00e1 encomendas de praticamente todos os prefeitos &#8211; de J\u00e2nio Quadros a Gilberto Kassab, de Luiza Erundina a Fernando Haddad.<\/p>\n<p>J\u00e2nio Quadros (1986 &#8211; 1988) encomendou o projeto desenvolvido por Oscar Niemeyer e Ruy Ohtake de reurbaniza\u00e7\u00e3o da margem do Rio Tiet\u00ea, com a cria\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea verde alag\u00e1vel ao redor do rio e a constru\u00e7\u00e3o de um Centro C\u00edvico para ser a sede da prefeitura &#8211; o arquivo da SPUrbanismo, no entanto, n\u00e3o guarda as plantas do projeto.<\/p>\n<p>O arquivo tamb\u00e9m abriga o plano de criar um bairro novo na regi\u00e3o da \u00c1gua Branca, pedido pela prefeitura na gest\u00e3o de Marta Suplicy (2001-2004) e desenhado por arquitetos como Guilherme Wisnik, da Faculdade de Arquitetura da USP. A ideia era ter novas esta\u00e7\u00f5es na linha de trem existente, equipamentos e espa\u00e7os p\u00fablicos, unidades de habita\u00e7\u00e3o social e uma &#8220;pra\u00e7a de \u00e1gua&#8221; com fontes e tanques que aproveitariam o afloramento do len\u00e7ol fre\u00e1tico.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos desses planos j\u00e1 incluiam quest\u00f5es que hoje s\u00e3o altamente deficit\u00e1rias na cidade, como edif\u00edcios de uso misto [residencial e comercial], habita\u00e7\u00e3o social e sistemas de transporte de alta capacidade&#8221;, explica Valter Caldana.<\/p>\n<p>Para a professora Nadia Somekh, que foi presidente da Emurb e do Conpresp (\u00f3rg\u00e3o de patrim\u00f4nio municipal), o problema \u00e9 que obras de longo prazo muitas vezes acabam sendo descontinuadas pelos governos seguintes.<\/p>\n<p>E a falta de continuidade n\u00e3o \u00e9 apenas resultado da tradicional altern\u00e2ncia de governos de partidos rivais, segundo Valter Caldana. &#8220;\u00c9 s\u00f3 olhar para a Lei Cidade Limpa, que \u00e9 um projeto do Kassab e foi enfraquecida pelo [Jo\u00e3o] Doria, do mesmo grupo pol\u00edtico&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Pensados para o longo prazo, muitos desses projetos j\u00e1 estariam prontos se sua implanta\u00e7\u00e3o tivesse come\u00e7ado na \u00e9poca do seu planejamento.<\/p>\n<p>Com base nas descri\u00e7\u00f5es e nas refer\u00eancias de imagens contidas nos documentos, a BBC Brasil fez uma perspectiva art\u00edstica de como partes da cidade poderiam ser hoje se os projetos tivessem sa\u00eddo do papel.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">1. Um parque de 2,7 km no lugar do Minhoc\u00e3o<\/h2>\n<figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/BD63\/production\/_98738484_05-minhocao.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Perspect\u00edva art\u00edstica de como seria hoje o minhoc\u00e3o se o projeto de requalifica\u00e7\u00e3o tivesse sa\u00eddo do papel | Ilustra\u00e7\u00e3o: Coletivo oitentaedois<\/figcaption><\/figure>\n<figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/A6B8\/production\/_98808624_87b3dd51-c686-420b-9d5c-64b5ad14f17a.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O Minhoc\u00e3o foi constru\u00eddo em 1970 pelo prefeito Paulo Maluf | Foto: Google Street View<\/figcaption><\/figure>\n<p>No lugar do viaduto de concreto que rasga a cidade no meio, S\u00e3o Paulo poderia ter um longo parque arborizado, com galerias de arte e lojas nas laterais.<\/p>\n<p>E nem seria preciso interromper o fluxo de 80 mil carros que passam por ali diariamente: o local seria mantido como uma esp\u00e9cie de t\u00fanel elevado, com o parque sendo constru\u00eddo em cima e as laterais fechadas para abafar o barulho.<\/p>\n<p>O projeto de requalifica\u00e7\u00e3o \u00e9 do escrit\u00f3rios Frentes, que foi o vencedor do concurso promovido pela gest\u00e3o de Jos\u00e9 Serra em 2006 para buscar ideias para o viaduto.<\/p>\n<p>O plano \u2013 um dos muitos que foram considerados pela prefeitura ao longo dos anos para o lugar \u2013 era de que o parque tivesse playgrounds para crian\u00e7as, pista de skate, ciclovia, espa\u00e7o para apresenta\u00e7\u00f5es e exposi\u00e7\u00f5es ao ar livre e postos policiais. A entrada seria feita por edif\u00edcios de acesso, que poderiam abrigar tamb\u00e9m cinemas, teatros, restaurantes, bibliotecas e shoppings. Nunca saiu do papel.<\/p>\n<p>O Plano Diretor aprovado em 2014, durante a gest\u00e3o de Fernando Haddad (2010-2014), tornou obrigat\u00f3rio que o elevado seja demolido ou transformado em parque suspenso.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">2. Hidrovias urbanas: barcos no lugar de carros e caminh\u00f5es<\/h2>\n<figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2123\/production\/_98738480_01-hidroanel.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O projeto de hidrovias urbanas seria implementado ao longo de 38 anos | Ilustra\u00e7\u00e3o: Coletivo oitentaedois, com base na perspectiva art\u00edstica de Bhakta Krpa para a pesquisa de mestrado de Elo\u00edsa Ikeda<\/figcaption><\/figure>\n<figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/5A3A\/production\/_98789032_07022014ponteriopinheirosfotomarcossantos008.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Projeto de hidroanel teve at\u00e9 estudo de pr\u00e9-viabilidade t\u00e9cnica, econ\u00f4mica e ambiental licitado pelo governo | Foto: Marcos Santos\/USP Imagens<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um dos projetos mais ambiciosos para a metr\u00f3pole \u00e9 de constru\u00e7\u00e3o de um hidroanel que aproveitasse todo o potencial dos rios da cidade para transporte de cargas e passageiros, para uso tur\u00edstico e de lazer.<\/p>\n<p>Imaginar embarca\u00e7\u00f5es cheias de produtos e pessoas pelos rios Tiet\u00ea e Pinheiros pode parecer surreal para quem v\u00ea o estado das \u00e1guas na cidade, mas o projeto n\u00e3o tem nada de fic\u00e7\u00e3o ou fantasia: tem at\u00e9 um estudo de pr\u00e9-viabilidade t\u00e9cnica, econ\u00f4mica e ambiental licitado pelo Governo do Estado de S\u00e3o Paulo em 2009.<\/p>\n<p>Organizado pelo Grupo Metr\u00f3pole Fluvial, sob coordena\u00e7\u00e3o do arquiteto e urbanista Alexandre Delijaicov, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, o projeto tinha at\u00e9 um cronograma de implanta\u00e7\u00e3o \u2013 come\u00e7aria em 2012 e duraria cerca de 38 anos, at\u00e9 2040.<\/p>\n<p>&#8220;Parece muito tempo, mas voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar que os projetos pensados nos anos 1970, se tivessem sido levados para a frente, hoje j\u00e1 estariam prontos?&#8221;, diz o professor Valter Caldana.<\/p>\n<p>O hidroanel compreenderia uma rede de hidrovias naveg\u00e1veis de 170 km. Seria composto pelos rios Tiet\u00ea e Pinheiros e pelas represas Billings e Taia\u00e7upeba, al\u00e9m de um canal artificial ligando as duas.<\/p>\n<p>Haveriam portos ao longo das margens e o transporte feito pelos rios aliviaria muito o tr\u00e2nsito de carros na cidade, possibilitando a requalifica\u00e7\u00e3o das v\u00e1rzeas, que em vez de avenidas marginais teriam \u00e1reas mais arborizadas e apenas vias locais. As margens do rios seriam o espa\u00e7o p\u00fablico principal da metr\u00f3pole, o que consolidaria &#8220;um territ\u00f3rio com qualidade ambiental urbana nas orlas fluviais, que comporte infraestrutura, equipamentos p\u00fablicos e habita\u00e7\u00e3o social&#8221;, de acordo com o texto do pr\u00f3prio projeto.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um projeto que traria resposta para diversos problemas modernos \u2013 do transporte urbano \u00e0 mudan\u00e7a da matriz energ\u00e9tica (j\u00e1 que menos carros na rua significam menos consumo de petr\u00f3leo)&#8221;, afirma Nadia Somekh.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">3. S\u00f3 pedestres na av. Paulista<\/h2>\n<figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4833\/production\/_98738481_03-paulista.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Projeto para a av. P| Ilustra\u00e7\u00e3o: Coletivo oitentaedois<\/figcaption><\/figure>\n<figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7FA8\/production\/_98808623_4bbf0eba-8ba0-4b2c-9650-785c67971c95.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O projeto de avenida exclusiva para circula\u00e7\u00e3o de pessoas nunca saiu do papel; a Paulista \u00e9 aberta s\u00f3 para pedestres aos domingos | Foto: Google Street View<\/figcaption><\/figure>\n<p>Turistas e paulistas que caminham pela av. Paulista \u2013 a via mais simb\u00f3lica de S\u00e3o Paulo \u2013 sabem que as cal\u00e7adas de 10 metros de largura frequentemente n\u00e3o d\u00e3o conta do fluxo de pedrestes, com algumas esquinas ficando intransit\u00e1veis.<\/p>\n<p>A quantidade de frequentadores no domingo, quando a avenida \u00e9 fechada para ve\u00edculos, demonstra o potencial ainda maior que ela tem para receber pessoas.<\/p>\n<p>Uma obra come\u00e7ada pela prefeitura nos anos 1970 visava justamente isso: a avenida seria fechada para carros, transformada em um grande cal\u00e7ad\u00e3o, e um t\u00fanel constru\u00eddo embaixo da via daria passagem aos ve\u00edculos motorizados.<\/p>\n<p>Em 1967, o prefeito Faria Lima lan\u00e7ou um concurso para reurbanizar a avenida. O desenho vencedor, do arquiteto Nadir Cury Mezerani e do engenheiro Figueiredo Ferraz, previa &#8220;jardins suspensos&#8221; sobre os t\u00faneis, ao longo da Paulista.<\/p>\n<p>&#8220;Os jardins suspensos receberiam um tratamento paisag\u00edstico adequado \u00e0 recrea\u00e7\u00e3o. Seriam sob forma de c\u00edrculos, com um n\u00facleo para crian\u00e7as com escorregadores, labirintos, tanques de \u00e1gua e tanques de areia. Em volta deste n\u00facleo haveria bancos e vegeta\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o texto do projeto arquivado.<\/p>\n<p>O primeiro trecho da reforma, entre a rua da Consola\u00e7\u00e3o e a rua Haddock Lobo, foi inaugurado em 1971 e se mant\u00e9m at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>No mesmo ano, o engenheiro Figueiredo Ferraz se tornou prefeito e continuou a tocar as obras.<\/p>\n<p>O t\u00fanel chegou a ser escavado at\u00e9 o Para\u00edso, mas o projeto n\u00e3o agradou a ditadura militar, que destituiu Ferraz em 1973 e enterrou a obra semi-pronta. At\u00e9 hoje o t\u00fanel ainda existe por debaixo da avenida.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">4. Um parque e um lago ao lado do Mercad\u00e3o<\/h2>\n<figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9653\/production\/_98738483_02-pq_dom_pedro.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Os sistema vi\u00e1rio seria mais eficiente e um lago resolveria o problema das enchentes | Ilustra\u00e7\u00e3o: Coletivo oitentaedois<\/figcaption><\/figure>\n<figure style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CDC8\/production\/_98808625_c55ba519-a7da-4a46-9040-ea341341285a.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Mercado fica em meio a n\u00f3 de avenidas e terrenos cheios de lixo | Foto: Nelson Kon\/Arquivo SPUrbanismo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Reformado durante a gest\u00e3o de Marta Suplicy (2001-2004), o Mercad\u00e3o de S\u00e3o Paulo se tornou um dos principais pontos tur\u00edsticos da cidade.<\/p>\n<p>Mas os diversos projetos para requalificar o entorno est\u00e3o acumulando poeira no arquivo da SPUrbanismo.<\/p>\n<p>Hoje os arredores do mercado t\u00eam terrenos vazios cheios de lixo, um n\u00f3 de avenidas indo para as diversas dire\u00e7\u00f5es, um parque vazio e perigoso, barulho ensurdecedor de tr\u00e2nsito e um terminal de \u00f4nibus gigantesco que ocupa maior parte da paisagem.<\/p>\n<p>Em \u00e9poca de chuva, a regi\u00e3o fica completamente alagada.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma \u00e1rea in\u00f3spita para a circula\u00e7\u00e3o de pessoas, um rasgo na cidade&#8221;, diz Nadia Somekh. Segundo ela, a \u00e1rea \u00e9 crucial por se encontrar no entroncamento entre a regi\u00e3o central e a zona leste &#8211; onde mora a maior parte da popula\u00e7\u00e3o da capital.<\/p>\n<p>Um dos \u00faltimos planos para a \u00e1rea, criado em 2011 pela Una Arquitetos a pedido da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, previa uma transforma\u00e7\u00e3o profunda na paisagem.<\/p>\n<p>Um trecho da avenida do Estado seria enterrado e transformado em um t\u00fanel, possibilitando a demoli\u00e7\u00e3o de quatro viadutos que cruzam o parque e o aumento do espa\u00e7o para circula\u00e7\u00e3o de pedestres.<\/p>\n<p>O sistema vi\u00e1rio seria reformulado, com a retirada do terminal de \u00f4nibus e a cria\u00e7\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o integrada de metr\u00f4 e \u00f4nibus.<\/p>\n<p>&#8220;Retirar os terminais de \u00f4nibus do centro traria uma vantagem enorme&#8221;, afirma Valter Caldana. &#8220;Eles s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o um destino. \u00c9 preciso redesenhar as linhas de \u00f4nibus para que elas passem pelo centro, mas n\u00e3o parem ali. Temos quatro terminais enormes no centro que geram uma dificuldade de ocupa\u00e7\u00e3o do entorno. S\u00e3o \u00e1reas grandes que poderiam ser melhor aproveitadas.&#8221;<\/p>\n<p>Uma lagoa de reten\u00e7\u00e3o com um sistema de filtragem natural reteria o excedente das \u00e1guas da chuva, resolvendo o problema das enchentes. Os tr\u00eas edif\u00edcios hist\u00f3ricos na parte norte do parque &#8211; o Mercado Municipal (1933), o Pal\u00e1cio das Ind\u00fastrias (1920) e a Casa das Retortas (1898) &#8211; que hoje est\u00e3o isolados um dos outros, seriam integrados entre si e com os novos edif\u00edcios do SESC (Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio) e do SENAC (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial), que teriam cursos profissionalizantes, atividades de lazer, esportes e cultura. O lado oeste do parque tamb\u00e9m seria integrado com a rua 25 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>O pr\u00e9dio do Sesc, no lugar do antigo edif\u00edcio S\u00e3o Vito, \u00e9 o \u00fanico ponto que deve virar realidade num futuro pr\u00f3ximo. Embora n\u00e3o tenha data fechada, o terreno j\u00e1 est\u00e1 ocupado pela institui\u00e7\u00e3o, que promove diversas atividades no local.<\/p>\n<p><em>Fonte BBC Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No sexto andar do hist\u00f3rico Edif\u00edcio Martinelli, no centro de S\u00e3o Paulo, dois funcion\u00e1rios de meia-idade cuidam das prateleiras empoeiradas e abarrotadas de pap\u00e9is do arquivo da SPUrbanismo &#8211; a empresa p\u00fablica de promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de planejamento e desenvolvimento urbano. No cub\u00edculo jazem calhama\u00e7os de imagens, plantas e textos descrevendo a cidade que poderia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":38927,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[201],"class_list":{"0":"post-38926","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-urbanismo","8":"tag-destaque-topo"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel? - Instituto de Engenharia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel? - Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"No sexto andar do hist\u00f3rico Edif\u00edcio Martinelli, no centro de S\u00e3o Paulo, dois funcion\u00e1rios de meia-idade cuidam das prateleiras empoeiradas e abarrotadas de pap\u00e9is do arquivo da SPUrbanismo &#8211; a empresa p\u00fablica de promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de planejamento e desenvolvimento urbano. No cub\u00edculo jazem calhama\u00e7os de imagens, plantas e textos descrevendo a cidade que poderia [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2018-11-21T11:27:23+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2018-11-21T14:38:17+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"624\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"351\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Bianca\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Bianca\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/\"},\"author\":{\"name\":\"Bianca\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f\"},\"headline\":\"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel?\",\"datePublished\":\"2018-11-21T11:27:23+00:00\",\"dateModified\":\"2018-11-21T14:38:17+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/\"},\"wordCount\":2228,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg\",\"keywords\":[\"Destaque Topo\"],\"articleSection\":[\"Urbanismo\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/\",\"url\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/\",\"name\":\"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel? - Instituto de Engenharia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg\",\"datePublished\":\"2018-11-21T11:27:23+00:00\",\"dateModified\":\"2018-11-21T14:38:17+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg\",\"width\":624,\"height\":351},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel?\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"description\":\"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"url\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"width\":1486,\"height\":1879,\"caption\":\"Instituto de Engenharia\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia\",\"https:\/\/x.com\/iengenharia\",\"https:\/\/www.instagram.com\/institutodeengenharia\/\",\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/instituto-de-engenharia\/\",\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f\",\"name\":\"Bianca\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Bianca\"},\"url\":\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/author\/comunicacao1\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel? - Instituto de Engenharia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel? - Instituto de Engenharia","og_description":"No sexto andar do hist\u00f3rico Edif\u00edcio Martinelli, no centro de S\u00e3o Paulo, dois funcion\u00e1rios de meia-idade cuidam das prateleiras empoeiradas e abarrotadas de pap\u00e9is do arquivo da SPUrbanismo &#8211; a empresa p\u00fablica de promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de planejamento e desenvolvimento urbano. No cub\u00edculo jazem calhama\u00e7os de imagens, plantas e textos descrevendo a cidade que poderia [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/","og_site_name":"Instituto de Engenharia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","article_published_time":"2018-11-21T11:27:23+00:00","article_modified_time":"2018-11-21T14:38:17+00:00","og_image":[{"width":624,"height":351,"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Bianca","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@iengenharia","twitter_site":"@iengenharia","twitter_misc":{"Escrito por":"Bianca","Est. tempo de leitura":"11 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/"},"author":{"name":"Bianca","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f"},"headline":"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel?","datePublished":"2018-11-21T11:27:23+00:00","dateModified":"2018-11-21T14:38:17+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/"},"wordCount":2228,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg","keywords":["Destaque Topo"],"articleSection":["Urbanismo"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/","name":"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel? - Instituto de Engenharia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg","datePublished":"2018-11-21T11:27:23+00:00","dateModified":"2018-11-21T14:38:17+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/98738480_01-hidroanel.jpg","width":624,"height":351},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/11\/21\/como-seria-sao-paulo-se-projetos-de-urbanismo-tivessem-saido-do-papel\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Como seria S\u00e3o Paulo se projetos de urbanismo tivessem sa\u00eddo do papel?"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","name":"Instituto de Engenharia","description":"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization","name":"Instituto de Engenharia","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","width":1486,"height":1879,"caption":"Instituto de Engenharia"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","https:\/\/x.com\/iengenharia","https:\/\/www.instagram.com\/institutodeengenharia\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/instituto-de-engenharia\/","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f","name":"Bianca","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","caption":"Bianca"},"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/author\/comunicacao1\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38926"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38926\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38928,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38926\/revisions\/38928"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}