{"id":38620,"date":"2018-10-29T13:05:45","date_gmt":"2018-10-29T15:05:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=38620"},"modified":"2018-11-01T12:50:21","modified_gmt":"2018-11-01T14:50:21","slug":"a-historia-da-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2018\/10\/29\/a-historia-da-inteligencia-artificial\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria da intelig\u00eancia artificial"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Lhu8bdmkMCM\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h2>Os primeiros passos<\/h2>\n<p>O tema \u00e9 t\u00e3o inspirador que Hollywood nunca deixou de falar dele. Desde Metropolis, filme mudo de 1927, temos produ\u00e7\u00f5es com rob\u00f4s, computadores e programas que agem para o nosso bem ou em busca da nossa destrui\u00e7\u00e3o. Rapidinho, d\u00e1 pra citar &#8220;Blade Runner: O Ca\u00e7ador de Androides&#8221;; &#8220;A.I. Intelig\u00eancia Artificial&#8221;; &#8220;Ela&#8221;, aquele sobre uma assistente pessoal com a voz da Scarlett Johansson; as franquias Matrix e Exterminador do Futuro; &#8220;Eu, Rob\u00f4&#8221;, que \u00e9 baseado na obra essencial de Isaac Asimov; e &#8220;2001: Uma Odisseia no Espa\u00e7o&#8221; com o amea\u00e7ador HAL 9000.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img1.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/um-robo-22104651328011.jpg?w=700\" alt=\"Um rob\u00f4\" \/><span class=\"desc\">HAL 9000.<\/span><\/span><\/p>\n<p>As ideias relacionadas com intelig\u00eancia artificial s\u00e3o de bem antes do surgimento da tecnologia que tornou isso poss\u00edvel.\u00a0O ser humano sempre quis uma m\u00e1quina que fizesse o trabalho de agir e pensar que nem ele, e estudos de v\u00e1rias \u00e1reas come\u00e7aram a ir por esse caminho especificamente durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Em 1943, Warren McCulloch e Walter Pitts apresentam um artigo que fala pela primeira vez de redes neurais, estruturas de racioc\u00ednio artificiais em forma de modelo matem\u00e1tico que imitam o nosso sistema nervoso.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img2.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/duas-pessoas-em-uma-mesa-22104744390012.jpg?w=700\" alt=\"Duas pessoas em uma mesa.\" \/><span class=\"desc\">Claude Shannon durante uma exibi\u00e7\u00e3o da IA capaz de jogar xadrez.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Outro artigo importante da \u00e9poca \u00e9 o trabalho de Claude Shannon em 1950 sobre como programar uma m\u00e1quina para jogar xadrez com c\u00e1lculos de posi\u00e7\u00e3o simples, mas eficientes.<\/p>\n<h2>Colocando em pr\u00e1tica<\/h2>\n<p>Nesse mesmo ano de 1950, o lend\u00e1rio Alan Turing desenvolveu uma forma de avaliar se uma m\u00e1quina consegue se passar por um humano em uma conversa por escrito. \u00c9 o teste de Turing, originalmente conhecido como Jogo da Imita\u00e7\u00e3o, t\u00edtulo do filme que retratou a vida do pesquisador com Benedict Cumberbatch no papel principal.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img3.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/uma-maquina-22104816359012.jpg?w=700\" alt=\"Uma m\u00e1quina\" \/><span class=\"desc\">A calculadora SNAC.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Em 1951, nasceu o SNARC, uma calculadora de opera\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas simulando sinapses, que s\u00e3o as liga\u00e7\u00f5es entre neur\u00f4nios. O respons\u00e1vel foi Marvin Minsky, aluno da dupla daquele primeiro artigo sobre redes neurais. E em 1952, Arthur Samuel criou um jogo de damas no IBM 701 que consegue melhorar por conta pr\u00f3pria e vira um desafio a altura de jogadores amadores.<\/p>\n<h2>A funda\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Tudo isso que a gente falou at\u00e9 agora \u00e9 bem relevante, mas veio antes do per\u00edodo considerado o pontap\u00e9 inicial. O marco-zero foi em 1956, na chamada Confer\u00eancia de Dartmouth. Esse encontro reuniu Nathan Rochester, da IBM, o Shannon do artigo do xadrez, o Marvin do SNARC, John McCarthy e muito mais gente. L\u00e1, o campo de pesquisa foi batizado de intelig\u00eancia artificial pelo McCarthy, e at\u00e9 a m\u00e1xima do setor foi definida:<\/p>\n<p><span class=\"nzn-article-eye\">Cada aspecto de aprendizado ou outra forma de intelig\u00eancia pode ser descrita de forma t\u00e3o precisa que uma m\u00e1quina pode ser criada para simular isso.<\/span><\/p>\n<p>A partir da\u00ed, quem participou do congresso ou curtiu as ideias se juntou pra fazer a IA sair do papel. As possibilidades eram t\u00e3o animadoras que \u00f3rg\u00e3os privados e governamentais investiram pesado na \u00e1rea, incluindo a\u00ed a ARPA, Ag\u00eancia de Pesquisa de Projetos Avan\u00e7ados, mesmo lugar onde nasceu a internet.<\/p>\n<p>Olha s\u00f3 a sequ\u00eancia de avan\u00e7os desse per\u00edodo: em 57, Frank Rosenblatt apresenta o perceptron. Esse algoritmo com nome de personagem de Transformers \u00e9 uma rede neural de uma camada que classifica resultados e come\u00e7ou como uma m\u00e1quina chamada Mark 1. J\u00e1 em 58, surge a linguagem de programa\u00e7\u00e3o Lisp, que na \u00e9poca virou padr\u00e3o em sistemas de Intelig\u00eancia artificial e hoje inspira uma fam\u00edlia inteira de linguagens.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img1.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/um-computador-22105338014018.jpg?w=700\" alt=\"Um computador.\" \/><span class=\"desc\">O jur\u00e1ssico Mark 1.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Em 59, vemos pela primeira vez o termo machine learning, descrevendo um sistema que d\u00e1 aos computadores a habilidade de aprender alguma fun\u00e7\u00e3o sem serem programados diretamente pra isso. Basicamente, significa alimentar um algoritmo com dados, para que a m\u00e1quina aprenda a executar uma tarefa automaticamente.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img2.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/um-robo-22105544492024.jpg?w=700\" alt=\"Um rob\u00f4\" \/><span class=\"desc\">O rob\u00f4 m\u00f3vel Shakey.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Em 64, teve o primeiro chatbot do mundo, ELIZA, que conversava de forma autom\u00e1tica imitando uma psicanalista, usando respostas baseadas em palavras-chave e estrutura sint\u00e1tica. E em 69 \u00e9 demonstrado o Shakey, primeiro rob\u00f4 que unia mobilidade, fala e certa autonomia de a\u00e7\u00e3o. Ele era lento e cheio de falhas, mas funcionava.<\/p>\n<h2>Altos e baixos<\/h2>\n<p>O campo do processamento natural de linguagem era um dos mais promissores. Ele \u00e9 o setor da IA sobre compreens\u00e3o da fala humana e tem v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es, como tradutores, gera\u00e7\u00e3o de linguagem em texto, reconhecimento de fala, processamento de voz e muito mais.<\/p>\n<p><span class=\"nzn-article-eye\">S\u00f3 que ao mesmo tempo em que a gente tinha a expectativa l\u00e1 no alto e muitos estudos acad\u00eamicos, na pr\u00e1tica n\u00e3o era tudo t\u00e3o concreto ou r\u00e1pido quanto o esperado.<\/span><\/p>\n<p>Rob\u00f4s n\u00e3o andavam por a\u00ed com softwares superpoderosos. Por isso, do meio dos anos 70 at\u00e9 o come\u00e7o dos anos 80, vivemos um per\u00edodo sombrio conhecido como inverno da intelig\u00eancia artificial, uma era de poucas novidades, cortes nos investimentos e baixa aten\u00e7\u00e3o ao setor.<\/p>\n<p>A \u00e1rea precisava se reinventar. E um dos campos que tornou isso poss\u00edvel \u00e9 o de sistemas especialistas, proposto pela primeira vez por Edward Feigenbaum no come\u00e7o dos anos 80. Como o nome j\u00e1 sugere, ele s\u00e3o softwares que realizam atividades complexas e espec\u00edficas de um campo, fazendo o papel de humanos, mas com racioc\u00ednio bem mais veloz e base de conhecimento bem mais vasta. Esses sistemas aproximam a IA do mercado corporativo e v\u00e1rios setores percebem a utilidade de programas de computador inteligentes e focados.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img3.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/uma-pessoa-sentada-22105802516026.jpg?w=700\" alt=\"Uma pessoa sentada.\" \/><span class=\"desc\">Edward Feigenbaun.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Pega o exemplo das aplica\u00e7\u00f5es financeiras. Um sistema especialista ajuda na an\u00e1lise de risco de cr\u00e9dito banc\u00e1rio, gerenciamento de riscos e at\u00e9 utiliza algoritmos pra melhorar o seu desempenho na negocia\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e gest\u00e3o de ativos no mercado financeiro. Se voc\u00ea curte o tema, a Udacity tem em parceria com a empresa de gest\u00e3o WorldQuant um\u00a0<a href=\"https:\/\/br.udacity.com\/course\/ai-for-trading--nd880\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nanodegree em IA aplicada em trading<\/a>\u00a0que envolve at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de modelos financeiros.<\/p>\n<h2>O mundo unido pela IA<\/h2>\n<p>Mas vamos voltar pra linha do tempo, porque o Jap\u00e3o vai entrar na hist\u00f3ria com a chamada quinta gera\u00e7\u00e3o de computadores, uma tentativa do pa\u00eds de investir na \u00e1rea de tecnologia e modernizar toda a ind\u00fastria de 1982 at\u00e9 a d\u00e9cada de 90, incluindo a intelig\u00eancia artificial.\u00a0Por um lado, isso colocou o Jap\u00e3o no mapa dos novos avan\u00e7os de vez e acelerou alguns setores, como o de microprocessadores e supercomputadores.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img1.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/uma-fabrica-22113910102039.jpg?w=700\" alt=\"Uma f\u00e1brica.\" \/><\/span><\/p>\n<p>S\u00f3 que o investimento de novo foi descontrolado, sem contar a ado\u00e7\u00e3o de uma linguagem de programa\u00e7\u00e3o sem grande ades\u00e3o chamada Prolog e ideias maiores que o poder das CPUs na \u00e9poca.<\/p>\n<p><span class=\"nzn-article-eye\">\u00a0Um segundo pequeno inverno da IA aconteceu na primeira metade dos anos 90, mas logo foi superado.<\/span><\/p>\n<p>A segunda metade dos anos 90 foi marcada pela explos\u00e3o da internet comercial. As redes se aproveitaram da IA pra desenvolver sistemas de navega\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de indexa\u00e7\u00e3o. Programas que vasculhavam a rede automaticamente e classificavam resultados, como o prot\u00f3tipo do Google, nasceram nesse per\u00edodo.<\/p>\n<h2>Homem x M\u00e1quina<\/h2>\n<p>E uma resposta pr\u00e1tica do quanto essa \u00e1rea avan\u00e7ou veio em 1997, quando a m\u00e1quina derrotou o homem em um jogo de xadrez. O campe\u00e3o sovi\u00e9tico Garry Kasparov foi derrotado em uma das rodadas pelo computador Deep Blue, da IBM, em partidas que repercutiram ao redor do mundo. O Deep Blue adotava um m\u00e9todo de c\u00e1lculo via for\u00e7a bruta que analisava possibilidades, previa respostas e sugeria o melhor movimento. Foi uma prova de que a gente tava no caminho certo.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img2.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/uma-partida-de-xadrez-22110123981025.jpg?w=700\" alt=\"Uma partida de xadrez.\" \/><\/span><\/p>\n<p>E essas m\u00e1quinas tamb\u00e9m foram desenvolvidas para nos ajudar, como provou em 2002 a iRobot, que lan\u00e7ou o primeiro Roomba. Esse assistente de limpeza aut\u00f4nomo que fica na sua casa d\u00e1 de dez a zero nos rob\u00f4s de d\u00e9cadas atr\u00e1s por combinar efici\u00eancia em uma especializa\u00e7\u00e3o, pr\u00e9-configura\u00e7\u00f5es e sensores de posicionamento trabalhando juntos.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img3.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/dois-robos-22110250402026.jpg?w=700\" alt=\"Dois rob\u00f4s\" \/><span class=\"desc\">O &#8220;BigDog&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Outro bom exemplo veio em 2005, com a Boston Dynamics. Ela apresentou uma revolu\u00e7\u00e3o na IA com aplica\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias ind\u00fastrias com o rob\u00f4 BigDog, capaz de se movimentar por terrenos de dif\u00edcil acesso para humanos. Formas de cachorro e at\u00e9 humanoides est\u00e3o cada vez melhores em mobilidade e intelig\u00eancia.<\/p>\n<h2>Intelig\u00eancia sobre rodas<\/h2>\n<p>Desde cerca de 2005, a intelig\u00eancia artificial tamb\u00e9m \u00e9 estudada pra aplica\u00e7\u00e3o em carros aut\u00f4nomos. O caso deles \u00e9 bem complexo, j\u00e1 que a plataforma precisa estar conectada com v\u00e1rios sensores do pr\u00f3prio ve\u00edculo e tamb\u00e9m com o tr\u00e1fego em si, de sem\u00e1foros a outros autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma \u00e1rea que deve levar alguns anos pra se desenvolver plenamente, mas j\u00e1 acompanhamos no presente alguns resultados. A DARPA mant\u00e9m desde 2004 uma competi\u00e7\u00e3o anual chamada Grand Challenge que premia e impulsiona projetos de carros aut\u00f4nomos, e de l\u00e1 j\u00e1 sa\u00edram v\u00e1rias ideias e evolu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img1.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/sebastian-thrun-22110405542027.jpg?w=700\" alt=\"Sebastian Thrun\" \/><span class=\"desc\">Sebastian Thrun.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Um dos destaques foi Sebastian Thrun, da Universidade de Stanford, que venceu o desafio de 2005 com um ve\u00edculo chamado Stanley, especializado em cruzar regi\u00f5es des\u00e9rticas em alta velocidade. Guarda esse nome, porque esse pesquisador vai ser importante daqui a pouco.<\/p>\n<p>Tem ainda o caso da Waymo, uma subsidi\u00e1ria da Alphabet, dona da Google, que j\u00e1 realiza v\u00e1rios testes com carros aut\u00f4nomos e quer tornar esse segmento popular at\u00e9 2020.<\/p>\n<h2>Cada vez mais espertas<\/h2>\n<p>A partir de 2008, o processamento de linguagem natural voltou com tudo. A\u00a0<a title=\"Google\" href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/google\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google<\/a>\u00a0lan\u00e7ou o recurso de reconhecimento de voz no iPhone pra pesquisas, e isso mostrou a integra\u00e7\u00e3o da IA com todo o ecossistema da empresa. Em 2011, a pr\u00f3pria\u00a0<a title=\"Apple\" href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/apple\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Apple<\/a>\u00a0lan\u00e7ou uma assistente virtual, a Siri, que responde perguntas, pesquisa por voc\u00ea e at\u00e9 conta piadas. Ela \u00e9 seguida pela Alexa, da\u00a0<a title=\"Amazon\" href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/amazon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Amazon<\/a>, que explodiu em popularidade, a Cortana, da\u00a0<a title=\"Microsoft\" href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/microsoft\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Microsoft<\/a>, e o Google Assistente.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img2.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/capturas-de-tela-22110516369028.jpg?w=700\" alt=\"Capturas de tela.\" \/><span class=\"desc\">A Siri \u00e9 uma das op\u00e7\u00f5es de assistentes pessoais hoje no mercado.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em 2011, a\u00a0<a title=\"IBM\" href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ibm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IBM<\/a>\u00a0voltou a ganhar as manchetes com o\u00a0<a title=\"4 coisas que o IBM Watson j\u00e1 est\u00e1 fazendo no Brasil\" href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/software\/121669-4-coisas-ibm-watson-fazendo-brasil.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Watson<\/a>, um supercomputador e plataforma de intelig\u00eancia artificial. Pra mostrar todo o seu potencial, ele venceu os melhores jogadores no game show televisivo de adivinha\u00e7\u00e3o Jeopardy. A partir da\u00ed, ele come\u00e7ou a ser aplicado em v\u00e1rios campos, como sa\u00fade, direito, reconhecimento de imagem e muito mais.<\/p>\n<h2>Nasce a Udacity<\/h2>\n<p>Conhecida como a Universidade do Vale do Sil\u00edcio, a Udacity surge neste ecossistema inovador dos Estados Unidos em 2011, ap\u00f3s o experimento do professor da Universidade de Stanford Sebastian Thrun ao lado de Peter Norvig, em que eles ofereciam um curso online e gratuito sobre \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 Intelig\u00eancia Artificial\u201d.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img3.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/uma-logo-22110630649029.jpg?w=700\" alt=\"Uma logo.\" \/><\/span><\/p>\n<p>Mais de 160 mil alunos de 190 pa\u00edses fizeram a inscri\u00e7\u00e3o, e mais de 400 superaram os alunos da pr\u00f3pria Stanford! Ap\u00f3s esse epis\u00f3dio, Thrun percebeu que havia a necessidade de uma universidade voltada pra tecnologia que fosse pr\u00e1tica, barata, acess\u00edvel e altamente eficaz para o mundo. Da\u00ed, surgiu a Udacity.<\/p>\n<h2>Aprendizado evolu\u00eddo<\/h2>\n<p>Em 2012, a Google deu mais um passo em seus sistemas de IA. Consolidando tecnologias em desenvolvimento desde 2006 em deep learning, ela conseguiu treinar um algoritmo para&#8230;\u00a0reconhecer gatinhos em v\u00eddeos do YouTube.<\/p>\n<p>Esse aprendizado profundo usa redes neurais com uma maior quantidade de camadas do que os pioneiros que discutimos, processando mais informa\u00e7\u00f5es e deixando a m\u00e1quina mais livre pra fazer assimila\u00e7\u00f5es e classificar elementos. \u00c9 assim que ela faz tarefas mais complexas, como reconhecer e catalogar fotos e v\u00eddeos.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img1.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/uma-ilustracao-22111313914031.jpg?w=700\" alt=\"Uma ilustra\u00e7ao.\" \/><span class=\"desc\">A complexa divis\u00e3o em camadas do deep learning.<\/span><\/span><\/p>\n<p>O deep learning pode ser integrado com outro processo: a vis\u00e3o computacional, que \u00e9 permitir que um sistema lide com obten\u00e7\u00e3o, compreens\u00e3o e an\u00e1lise de imagens. A\u00a0Affectiva, por exemplo, empregou isso em reconhecimento de rostos pra reconhecer emo\u00e7\u00f5es no rosto humano.<\/p>\n<p>Falando em presente, nos \u00faltimos anos foram v\u00e1rias as conquistas de intelig\u00eancias artificiais no ambiente humano. Em 2014, um chatbot chamado\u00a0Eugene Goostman\u00a0conseguiu vencer o teste de Turing e convenceu jurados durante uma conversa por escrito de que ele, um programa, era na verdade um humano.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img2.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/um-jogo-de-tabuleiro-22111212070035.jpg?w=700\" alt=\"Um jogo de tabuleiro.\" \/><span class=\"desc\">Uma das partidas de Go entre o campe\u00e3o sul-coreano e o AlphaGo.<\/span><\/span><\/p>\n<p>J\u00e1 em 2016, a\u00a0AlphaGo, desenvolvida pela Deepmind, virou mestre no jogo de tabuleiro Go e venceu o campe\u00e3o mundial da categoria em uma s\u00e9rie de vit\u00f3rias bem mais impressionantes que as no xadrez de anos atr\u00e1s, porque o algoritmo aprendeu todas as regras e estrat\u00e9gias do jogo observando outras partidas e depois jogando contra si pr\u00f3prio.<\/p>\n<h2>Por dentro da IA<\/h2>\n<p>Ali\u00e1s, a gente normalmente s\u00f3 v\u00ea uma IA como uma interface simples e interativa, mas tem muita coisa por tr\u00e1s. A constru\u00e7\u00e3o de uma intelig\u00eancia artificial envolve uma s\u00e9rie de algoritmos, que s\u00e3o instru\u00e7\u00f5es em c\u00f3digo que devem ser seguidas principalmente em Python, bibliotecas abertas com instru\u00e7\u00f5es e ferramentas que ditam o comportamento do c\u00f3digo e um framework, uma estrutura mais complexa que combina ferramentas e oferece um direcionamento mais pr\u00e1tico pra um projeto.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img3.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/uma-inteligencia-artificial-22111004679028.jpg?w=700\" alt=\"Uma intelig\u00eancia artificial.\" \/><\/span><\/p>\n<p>E hoje em dia temos a IA em praticamente todos os processos que realizamos em eletr\u00f4nicos. Ela est\u00e1 na organiza\u00e7\u00e3o de playlists ou sugest\u00e3o do que assistir em servi\u00e7os de streaming, est\u00e1 nas estrat\u00e9gias do computador nos games, nos processadores mobile, como o\u00a0<a title=\"Kirin 980 da Huawei seria o melhor chipset do ano, superando A12 da Apple\" href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/produto\/134586-kirin-980-huawei-melhor-chipset-ano-superando-a12-da-apple.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kirin 980<\/a>\u00a0da Huawei e at\u00e9 nas respostas autom\u00e1ticas sugeridas quando voc\u00ea escreve um email.<\/p>\n<p>E tem muita coisa ainda come\u00e7ando e com potencial pra decolar no futuro. O\u00a0<a title=\"Google Duplex: como isso vai afetar a sua vida nos pr\u00f3ximos anos?\" href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/132996-google-duplex-afetar-vida-proximos-anos.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google Duplex<\/a>, que \u00e9 uma intelig\u00eancia artificial que conversa por telefone e agenda consultar ou reserva mesas em restaurantes, pode virar algo bem mais completo em conversa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span class=\"img-fc\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/img1.ibxk.com.br\/2018\/10\/22\/uma-captura-de-tela-22110807617030.jpg?w=700\" alt=\"Uma captura de tela.\" \/><\/span><\/p>\n<p>E tem ainda as GANs, redes geradoras advers\u00e1rias, que s\u00e3o capazes de gerar conte\u00fados e produzir imagens, v\u00eddeos e sons, e empresas como a\u00a0Adobe\u00a0v\u00e3o se beneficiar muito disso em edi\u00e7\u00e3o\u00a0nos softwares como o Photoshop. J\u00e1 evolu\u00edmos muita coisa, mas tem muito trabalho pela frente.<\/p>\n<p class=\"uk-text-center\"><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 a trajet\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial at\u00e9 agora. Essa tecnologia j\u00e1 \u00e9 impressionante e essencial pro nosso dia a dia, mas tem muito que evoluir e voc\u00ea pode fazer parte dessa hist\u00f3ria. A Udacity \u00e9 a primeira escola de Intelig\u00eancia Artificial do Brasil e tem cursos especializados na \u00e1rea pra voc\u00ea virar craque no assunto, expandir seus conhecimentos e construir um curr\u00edculo de respeito no mercado.<\/p>\n<p>Para ler a mat\u00e9ria na \u00edntegra, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/135413-historia-inteligencia-artificial-video.htm\">clique aqui.<\/a><\/p>\n<p><em>Fonte TecMundo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Os primeiros passos O tema \u00e9 t\u00e3o inspirador que Hollywood nunca deixou de falar dele. 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