{"id":26415,"date":"2016-02-01T00:31:17","date_gmt":"2016-02-01T00:31:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=26415"},"modified":"2016-02-01T10:16:53","modified_gmt":"2016-02-01T10:16:53","slug":"qualidade-total-e-a-norma-de-desempenho-em-edificacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2016\/02\/01\/qualidade-total-e-a-norma-de-desempenho-em-edificacoes\/","title":{"rendered":"Qualidade Total e a Norma de Desempenho em Edifica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O conceito de qualidade \u00e9 bastante abrangente, principalmente quando voltado a produtos espec\u00edficos, dentre eles as edifica\u00e7\u00f5es. O conceito de qualidade expresso pelos dicionaristas informa que \u00e9 substantivo feminino, que vem do latim: qualitas, qualitatis, e \u00e9 o que caracteriza alguma coisa, propriedade, atributo ou condi\u00e7\u00e3o das coisas, ess\u00eancia, natureza, n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ado pelo produto ou servi\u00e7os no atendimento ao usu\u00e1rio, a conformidade com os requisitos, e por a\u00ed vai. Enfim, pode-se entender a qualidade como o conjunto de propriedades de um produto que permita ao usu\u00e1rio julgar se o mesmo corresponde ou n\u00e3o, ou mesmo supera sua expectativa, al\u00e9m do atendimento, ou n\u00e3o, das exig\u00eancias legais.<\/p>\n<p>E com base nessa reflex\u00e3o preliminar, pode-se iniciar esse estudo com base na seguinte indaga\u00e7\u00e3o: <\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as propriedades e exig\u00eancias legais da qualidade em edifica\u00e7\u00f5es no Brasil? <\/p>\n<p>As principais exig\u00eancias legais sobre a qualidade em edifica\u00e7\u00f5es est\u00e3o consignadas no c\u00f3digo do consumidor, no c\u00f3digo civil e nos c\u00f3digos de obras municipais, sem embargo de outras e, tamb\u00e9m, nas normas t\u00e9cnicas da ABNT, dentre elas a recente norma de desempenho em edifica\u00e7\u00f5es habitacionais, conhecida como nbr 15.575\/13.<\/p>\n<p>As determina\u00e7\u00f5es legais referentes \u00e0 qualidade dos produtos evolu\u00edram acentuadamente ap\u00f3s a san\u00e7\u00e3o da lei federal n\u00ba 8078, de 11 de setembro de 1990, mais conhecida como C\u00f3digo do Consumidor. O art. 4 item I d) desse c\u00f3digo estabelece como princ\u00edpio \u201ca garantia dos produtos e servi\u00e7os com padr\u00f5es adequados de qualidade, seguran\u00e7a, durabilidade e desempenho\u201d, ou seja, imprescind\u00edvel o atendimento do requisito qualidade para o cumprimento da lei. E o artigo 39 item VIII tamb\u00e9m estabelece que \u00e9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou servi\u00e7o em desacordo com as normas expedidas pelos \u00f3rg\u00e3os oficiais competentes ou, se normas espec\u00edficas n\u00e3o existirem, pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normaliza\u00e7\u00e3o e Qualidade Industrial \u2013 CONMETRO. <\/p>\n<p>Dessa forma, seguem os fabricantes de materiais, construtores, incorporadores e demais segmentos da ind\u00fastria imobili\u00e1ria na busca do aprimoramento da qualidade, n\u00e3o s\u00f3 para atender a legisla\u00e7\u00e3o e respectivas normas t\u00e9cnicas, mas, principalmente, como requisito fundamental para manter a competitividade exigida pelo mercado globalizado. <\/p>\n<p>O conceito de Qualidade Total, sob a \u00f3tica do consumidor, foi estabelecido como a adequa\u00e7\u00e3o do produto ao uso, consoante W. Edwards Deming e J.M. Juran, principais precursores dessa disciplina. <\/p>\n<p>Sabe-se, ainda, que a obten\u00e7\u00e3o de Qualidade Total implica na necessidade do aprimoramento cont\u00ednuo dos projetos, processos, produtos e pessoas, que se inicia na identifica\u00e7\u00e3o de um problema e sua causa prim\u00e1ria, consoante a filosofia japonesa Kaizen. Partindo da trilogia Juran (planejamento, controle e aprimoramento) e do ciclo W. Deming (pesquisa, projeto, produ\u00e7\u00e3o e vendas) quanto \u00e0s etapas b\u00e1sicas para o aprimoramento cont\u00ednuo, os japoneses criaram o ciclo PDCA ( Plan-Planejamento, Do-Execu\u00e7\u00e3o, Check-verifica\u00e7\u00e3o e Act-a\u00e7\u00e3o corretiva) para tal din\u00e2mica de trabalho, resultando no sucesso mundialmente conhecido.&nbsp;<\/p>\n<p>\nE os princ\u00edpios que orientam a Qualidade Total s\u00e3o os seguintes: <\/p>\n<p>1) Prop\u00f3sitos permanentes para a melhoria do produto ou servi\u00e7o, visando \u00e0 competitividade e cria\u00e7\u00e3o de empregos; <br \/>\n2) Implanta\u00e7\u00e3o de nova filosofia para a conscientiza\u00e7\u00e3o geral de responsabilidades e lideran\u00e7a no processo de transforma\u00e7\u00e3o; <br \/>\n3) Substitui\u00e7\u00e3o de procedimentos paliativos por atividades que visem \u00e0 qualidade desde o primeiro est\u00e1gio produtivo; <br \/>\n4) Substitui\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas baseadas exclusivamente em pre\u00e7os por pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o de custos; <br \/>\n5) Melhoramentos de pr\u00e1ticas produtivas visando o aprimoramento da qualidade, produtividade e redu\u00e7\u00e3o de custos; <br \/>\n6) Implanta\u00e7\u00e3o permanente de treinamentos no local de trabalho; <br \/>\n7) Institui\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito de lideran\u00e7a junto \u00e0s chefias; <br \/>\n8) Elimina\u00e7\u00e3o do medo visando atitude pr\u00f3-ativa dos trabalhadores; <br \/>\n9) Elimina\u00e7\u00e3o de barreiras entre departamentos visando o objetivo comum da qualidade; <br \/>\n10) Substitui\u00e7\u00e3o de metas \u201cn\u00edvel zero\u201d \u00e0 m\u00e3o de obra por n\u00edveis plaus\u00edveis de produtividade; <br \/>\n11) Cria\u00e7\u00e3o de programas de educa\u00e7\u00e3o e auto-aprimoramento aos trabalhadores; <br \/>\n12) Inclus\u00e3o de todos no processo de transforma\u00e7\u00e3o visando \u00e0 qualidade.&nbsp;<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o de um programa de Qualidade Total implica no conhecimento e aplica\u00e7\u00e3o desses conceitos, procedimentos e princ\u00edpios, mas tamb\u00e9m requer o atendimento de exig\u00eancias espec\u00edficas do produto em quest\u00e3o. <\/p>\n<p>Quanto \u00e0 qualidade da edifica\u00e7\u00e3o no Brasil, o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H) \u00e9 refer\u00eancia de orienta\u00e7\u00e3o ao produto imobili\u00e1rio que, juntamente com a norma de desempenho da ABNT, recomenda o cumprimento das seguintes conformidades:&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>EXIG\u00caNCIAS DOS USU\u00c1RIOS <br \/>\n<\/u><\/strong><br \/>\n&#8211; SEGURAN\u00c7A <br \/>\n&lt; estrutural <br \/>\n&lt; contra inc\u00eandio <br \/>\n&lt; no uso e opera\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>&#8211; HABITABILIDADE <br \/>\n&lt; estanqueidade <br \/>\n&lt; conforto t\u00e9rmico <br \/>\n&lt; conforto ac\u00fastico <br \/>\n&lt; conforto lum\u00ednico <br \/>\n&lt; conforto t\u00e1til e antropodin\u00e2mico <br \/>\n&lt; sa\u00fade, higiene e qualidade do ar <br \/>\n&lt; funcionalidade e acessibilidade <\/p>\n<p>&#8211; SUSTENTABILIDADE <br \/>\n&lt; durabilidade e manutenabilidade <br \/>\n&lt; adequa\u00e7\u00e3o ambiental <\/p>\n<p><strong><u>EXIG\u00caNCIAS DA SOCIEDADE E AMBIENTAIS <\/p>\n<p><\/u><\/strong>&#8211; RESPEITO AO MEIO AMBIENTE <br \/>\n&lt; coleta e disposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos (esgoto e lixo) <br \/>\n&lt; adequado direcionamento de \u00e1guas pluviais e fluviais <br \/>\n&lt; respeito \u00e0 flora e fauna nativos <\/p>\n<p>&#8211; HARMONIA COM O ENTORNO <br \/>\n&lt; compatibilidade do projeto com as condi\u00e7\u00f5es locais, de forma a valorizar o contexto urbano <\/p>\n<p>&#8211; HARMONIA INTERNA <br \/>\n&lt; adequado dimensionamento de vias de circula\u00e7\u00e3o e \u00e1reas verdes <br \/>\n&lt; tratamento de fachadas e muros <br \/>\n&lt; paisagismo de pra\u00e7as e jardins <br \/>\n&lt; espa\u00e7o para lazer <\/p>\n<p>\nConsiderando-se que no item sustentabilidade do PBQP-H e tamb\u00e9m na norma de desempenho est\u00e3o inclu\u00eddas a durabilidade e manutenabilidade, mas sem o apontamento dos requisitos da Manuten\u00e7\u00e3o, deve-se incluir essas conformidades nos estudos da qualidade edil\u00edcia. Valendo destacar que a Manuten\u00e7\u00e3o se constitui das atividades que garantem o m\u00e1ximo de disponibilidade e confiabilidade dos sistemas prediais com manutenabilidade e ao menor custo poss\u00edvel, sempre atendendo aos imprescind\u00edveis requisitos com a seguran\u00e7a e meio ambiente. Para tanto imprescind\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o de inspe\u00e7\u00f5es prediais nas edifica\u00e7\u00f5es em uso ou mesmo na garantia, mesmo n\u00e3o havendo norma da ABNT nesse sentido. Mas pode-se adotar as Diretrizes de Inspe\u00e7\u00e3o de Manuten\u00e7\u00e3o Predial do Instituto de Engenharia. Assim sendo, as conformidades de manuten\u00e7\u00e3o a serem avaliadas, portanto, podem ser as seguintes:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>EXIG\u00caNCIAS DE MANUTEN\u00c7\u00c3O <br \/>\n<\/u><\/strong>&lt; disponibilidade como fun\u00e7\u00e3o da manuten\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria em prazo determinado <br \/>\n&lt; confiabilidade como funcionamento sem falha em per\u00edodo determinado <br \/>\n&lt; manutenabilidade como facilidade com que se efetuam reparos e outras atividades da manuten\u00e7\u00e3o <br \/>\n&lt; custo baixo <br \/>\n&lt; seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente <\/p>\n<p>\nIsto posto, procedendo-se \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise dos conceitos, princ\u00edpios e exig\u00eancias pr\u00e1ticas para a obten\u00e7\u00e3o de qualidade predial, pode-se concluir que: <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"WIDTH: 188px; HEIGHT: 201px\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"345\" src=\"\/site\/userfiles\/QUADRO.JPG\" \/><\/p>\n<p>A simplicidade desse conceito contrasta com a complexidade da realidade pr\u00e1tica na busca pela Qualidade Predial. S\u00e3o escassos os estudos espec\u00edficos e casos pr\u00e1ticos de Qualidade Predial Total, pois a ind\u00fastria imobili\u00e1ria diferencia-se das demais, sendo cada pr\u00e9dio um produto \u00fanico, devido \u00e0s suas caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas. Percebe-se, portanto, a dificuldade te\u00f3rica do tema e mais ainda a sua aplica\u00e7\u00e3o. A ind\u00fastria imobili\u00e1ria \u00e9 permanentemente m\u00f3vel, impossibilitando padroniza\u00e7\u00e3o absoluta e ambienta\u00e7\u00e3o controlada no decorrer da produ\u00e7\u00e3o, o que implica em projetos espec\u00edficos para cada pr\u00e9dio, al\u00e9m de outras particularidades diferenciadas em rela\u00e7\u00e3o ao processo industrial tradicional, tais como a produ\u00e7\u00e3o exposta ao tempo, materiais semi-industrializados ou at\u00e9 mesmo artesanais, m\u00e3o de obra despreparada, legisla\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel e falta de incentivo governamental. Tais particularidades e outras, evidentemente, s\u00e3o enormes complicadores para a obten\u00e7\u00e3o da almejada Qualidade Predial Total, pois os imprevistos e obst\u00e1culos s\u00e3o praticamente inevit\u00e1veis, implicando ordinariamente em atrasos e n\u00e3o-conformidades. <\/p>\n<p>No entanto, muito vem sendo feito para o aprimoramento do produto imobili\u00e1rio no Brasil, podendo-se citar a implanta\u00e7\u00e3o da norma brasileira de Desempenho de Edif\u00edcios, pela ABNT, possibilitando o aprimoramento do planejamento e execu\u00e7\u00e3o do produto imobili\u00e1rio, mas com pouca abordagem sobre os itens verifica\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o corretiva do ciclo de qualidade PDCA, tamb\u00e9m imprescind\u00edveis na busca pela Qualidade Total, consoante exposto anteriormente.&nbsp;<\/p>\n<p>\nO preceito de que \u201cquem produz n\u00e3o re\u00fane total isen\u00e7\u00e3o para controlar\u201d, apresentado pelo Prof. Ercio Thomaz na sua obra \u201cTecnologia, Gerenciamento e Qualidade na Constru\u00e7\u00e3o\u201d, Ed. PINI-2001 evidencia que os preceitos da norma de desempenho precisam ser avaliados por profissionais especializados. <\/p>\n<p>O cumprimento das regras de Qualidade Total combinado com o atendimento \u00e0s complexas exig\u00eancias elencadas pelo PBQP-H e norma de desempenho da ABNT, portanto, implicam na necessidade de uma programa\u00e7\u00e3o abrangente, desde a concep\u00e7\u00e3o preliminar do produto, posterior promo\u00e7\u00e3o e ainda nas fases do planejamento, projeto, execu\u00e7\u00e3o, entrega e manuten\u00e7\u00e3o (PPEEU). Al\u00e9m do planejamento esmerado \u00e9 necess\u00e1rio avaliar a implanta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de cada etapa do processo, recomendando-se adotar os preceitos da Engenharia Diagn\u00f3stica como ferramenta para essa avalia\u00e7\u00e3o, visando a Qualidade Total. <\/p>\n<p>A Engenharia Diagn\u00f3stica, portanto, pode ser entendida como a investiga\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica minuciosa, atrav\u00e9s dos diagn\u00f3sticos, progn\u00f3sticos e prescri\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, visando qualidade total, avaliando tecnicamente cada fase do processo, determinando as causas das n\u00e3o-conformidades, medindo desempenho em rela\u00e7\u00e3o a padr\u00f5es de refer\u00eancia (Benchmarking) e sugerindo a\u00e7\u00e3o pr\u00f3-ativa para o aprimoramento do processo (Reengenharia), tudo em conson\u00e2ncias aos requisitos essenciais preconizados pela Qualidade Total, representados pela redu\u00e7\u00e3o de defeitos, melhoria da produtividade, melhoria ao atendimento e inova\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>E a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade e desempenho pode ser desenvolvida pelo m\u00e9todo dos cinco passos, atrav\u00e9s das ferramentas da Engenharia Diagn\u00f3stica, cujo fluxograma segue abaixo, para melhor visualiza\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"WIDTH: 579px; HEIGHT: 238px\" alt=\"\" width=\"629\" height=\"217\" src=\"\/site\/userfiles\/DESEMPENHO.JPG\" \/><\/p>\n<p>E a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade edil\u00edcia, atrav\u00e9s do desempenho e durabilidade da edifica\u00e7\u00e3o, consoante os preceitos t\u00e9cnicos e tamb\u00e9m daqueles recomendados pela recente norma NBR 15.575\/13 da ABNT, requer uma sistematiza\u00e7\u00e3o de procedimentos, sendo imprescind\u00edvel se avaliar cada etapa construtiva e analis\u00e1-las conjuntamente na avalia\u00e7\u00e3o geral do desempenho edil\u00edcio.&nbsp;<\/p>\n<p>Portanto, as avalia\u00e7\u00f5es dos \u00edndices t\u00e9cnicos do desempenho, nas diversas etapas construtivas, s\u00e3o fundamentais para se compreender os eventuais desvios, buscar formas de corre\u00e7\u00e3o, medir, controlar e buscar melhoria cont\u00ednua, atrav\u00e9s das ferramentas da Engenharia Diagn\u00f3stica em Edifica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os artigos publicados com assinatura, n\u00e3o traduzem necessariamente a opini\u00e3o do Instituto de Engenharia. 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