{"id":26300,"date":"2016-01-04T00:29:43","date_gmt":"2016-01-04T00:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=26300"},"modified":"2016-01-04T11:34:38","modified_gmt":"2016-01-04T11:34:38","slug":"a-ponte-entre-brasil-e-guiana-francesa-que-ninguem-pode-cruzar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2016\/01\/04\/a-ponte-entre-brasil-e-guiana-francesa-que-ninguem-pode-cruzar\/","title":{"rendered":"A ponte entre Brasil e Guiana Francesa que ningu\u00e9m pode cruzar"},"content":{"rendered":"<p>O grito rompe o sil\u00eancio reinante na imponente obra cinza e vazia sobre o rio Oiapoque, cujas \u00e1guas marcam a fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, na selva amaz\u00f4nica. <br \/>\nAinda que a ponte estaiada de pilares de concreto de 378 metros de comprimento tenha sido terminada h\u00e1 quatro anos, nunca foi inaugurada, e seu uso est\u00e1 proibido.&nbsp;<\/p>\n<p>Essa demora \u00e9 um enigma para os moradores dos dois povoados remotos em ambos os lados do rio: Oiapoque na margem brasileira e St. Georges na francesa. <br \/>\n&#8220;Para qualquer brasileiro e franc\u00eas \u00e9 o maior mist\u00e9rio: por qu\u00ea? Faz anos que est\u00e1 pronta&#8221;, diz Alexandra Costa, dona de casa de 34 anos, enquanto tem as unhas dos p\u00e9s feitas em um sal\u00e3o de beleza em Oiapoque.<\/p>\n<p>A obra foi anunciada oficialmente em 1997 pelos presidentes da Fran\u00e7a e do Brasil \u00e0 \u00e9poca, Jacques Chirac e Fernando Henrique Cardoso.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Ouvi falar da ponte pela primeira vez em 1973&#8221;, conta Auxilio Cardoso, um aposentado brasileiro de 71 anos, sobre uma das lanchas que transportam as pessoas de um lado ao outro do rio.&nbsp;<\/p>\n<p>Ele est\u00e1 indo a St. Georges &#8220;comprar um perfume franc\u00eas para o Natal&#8221; e passa sob a ponte. Questionado sobre quanto falta para inaugur\u00e1-la, d\u00e1 de ombros, leva as m\u00e3os ao c\u00e9u e responde sorrindo: &#8220;N\u00e3o sei&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<p>De fato, ningu\u00e9m na regi\u00e3o parece saber essa resposta. Com um custo para ambos os governos de US$ 30 milh\u00f5es (R$ 118,5 milh\u00f5es), a ponte foi constru\u00edda com base na premissa de que impulsionaria o interc\u00e2mbio e o desenvolvimento destes rinc\u00f5es perdidos do Brasil e da Fran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n<p>A Guiana Francesa \u00e9 a \u00faltima \u00e1rea continental sul-americana que ainda pertence a uma ex-pot\u00eancia colonial. \u00c9 um territ\u00f3rio ultramarino da Fran\u00e7a e, como tal, faz parte da Uni\u00e3o Europeia e tem o euro como moeda oficial. E a ponte prometia reduzir o isolamento que marca sua hist\u00f3ria. <br \/>\nMas, agora, muitos veem a moderna estrutura como um monumento \u00e0 inefici\u00eancia governamental, \u00e0 burocracia e \u00e0s diferen\u00e7as entre os dois pa\u00edses.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 bonita, mas est\u00e1 parada&#8221;, reflete Deus Bahia da Silva, um comerciante de 40 anos, ao observar a ponte a partir da margem brasileira, ao lado de barcos de pescadores.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Nosso Brasil est\u00e1 complicado, os governantes n\u00e3o querem olhar pelo povo, s\u00f3 por eles mesmos&#8221;, ele acrescenta. &#8220;Oiapoque n\u00e3o tem nada. N\u00f3s cassamos um prefeito, agora temos outro e nada. Nem pra\u00e7a tem aqui: faz anos que as obras dela est\u00e3o paradas tamb\u00e9m.&#8221;<\/p>\n<p>Entre os habitantes dos dois povoados, h\u00e1 diverg\u00eancias sobre as vantagens e preju\u00edzos que a ponte trar\u00e1, como se fosse uma enorme criatura adormecida sempre a ponto de despertar. <br \/>\n&#8220;Oiapoque vai ficar cheia de gente&#8221;, diz Roberto Carlos, de 42 anos, enquanto joga em uma tenda de tiro ao alvo com pistolas de ar comprimido, como as de parques de divers\u00e3o, mas que, na cidade, fica em uma das ruas principais.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Vai ser melhor para fiscalizar, porque agora tem muita mercadoria de contrabando&#8221;, afirma Jessica Santos, uma jovem de 23 anos que est\u00e1 desempregada, em frente \u00e0 pra\u00e7a de St. Georges. <br \/>\nDe um lado, est\u00e1 a prefeitura do povoado, ao fim de uma esplanada cheia de besouros mortos. As bandeiras da Fran\u00e7a e da Uni\u00e3o Europeia tremulam no ar quente e \u00famido. No corredor da entrada, envelhecem fotos de Chirac e Cardoso do dia em que visitaram St. Georges e anunciaram a obra.<\/p>\n<p>Outros acreditam que a ponte afastar\u00e1 os turistas, que seguir\u00e3o em frente rumo \u00e0s cidades mais pr\u00f3ximas de Caiena, em solo franc\u00eas, e Macap\u00e1, no brasileiro, sem precisar parar por algumas horas&nbsp;<br \/>\nnos povoados, como fazem agora.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o vai ser bom, porque vai precisar de um carro para cruzar o rio e vai sair mais caro&#8221;, diz Marlady da Silva, uma brasileira de 30 anos que vive em Oiapoque e vai todos os dias para St. Georges de lancha para trabalhar em uma lanchonete onde se cobra em euros.&nbsp;<\/p>\n<p>Seus filhos perguntam o que ela ir\u00e1 fazer quando a ponte abrir. A passagem para atravessar a fronteira&nbsp;<br \/>\nem 10 minutos custa R$ 16, e h\u00e1 umas 200 lanchas que fazem este servi\u00e7o dia e noite, diz Reginaldo Pena de Moraes, que, com 57 anos, ganha a vida sobre uma delas. <br \/>\nEle conta que seus tr\u00eas filhos o questionam sobre qual ser\u00e1 seu trabalho ap\u00f3s a abertura da ponte. &#8220;S\u00f3 vamos descobrir depois que inaugurarem&#8221;, ele responde. &#8220;N\u00e3o sabemos quando, mas isso vai acontecer.&#8221;&nbsp;<\/p>\n<p>Pend\u00eancias<\/p>\n<p>As autoridades tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam certeza sobre os prazos. De seu escrit\u00f3rio em Macap\u00e1, Waldez G\u00f3es (PDT), governador do Amap\u00e1, destaca que a nova meta para a inaugura\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;o final do primeiro semestre de 2016&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<p>Esse objetivo foi estabelecido durante reuni\u00e3o entre os representantes dos dois lados em outubro e permitiria abrir a passagem antes dos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio de Janeiro, que ser\u00e3o realizados em agosto.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m do vento contr\u00e1rio gerado pela dura crise econ\u00f4mica do Brasil, que tem feito com que grandes projetos de infraestrutura sejam esquecidos, h\u00e1 v\u00e1rios requisitos para conseguir cumprir a data marcada.&nbsp;<\/p>\n<p>Um \u00e9 que o Brasil envie antes do fim do ano os documentos que permitam \u00e0 Fran\u00e7a liquidar o \u00faltimo pagamento correspondente \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da ponte, que ainda est\u00e1 pendente, explica G\u00f3es.<\/p>\n<p>Ele acrescenta que esse atraso, por sua vez, impede at\u00e9 agora que a empresa que fez a obra entregue oficialmente a ponte ao Brasil e \u00e0 Fran\u00e7a. Tamb\u00e9m falta instalar na cabeceira brasileira da ponte os equipamentos para fazer o controle da fronteira, principalmente aduaneiro, al\u00e9m de funcion\u00e1rios. <br \/>\nIsso j\u00e1 foi feito do lado franc\u00eas, mas as cabines de controle neste momento s\u00f3 s\u00e3o habitadas por lagartixas e insetos.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Depois que inaugurarem a ponte, ser\u00e1 a modernidade&#8221;, diz com certa ironia um policial franc\u00eas de fronteira que evita revelar seu nome, porque n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o para falar com jornalistas, em um escrit\u00f3rio com ar condicionado.&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m prometeu pavimentar a BR-156 entre Oiapoque e Macap\u00e1, que tem um longo trecho de terra, barro e buracos em seus 595 km. Mas G\u00f3es nega que a obra seja condi\u00e7\u00e3o para a abertura da ponte.&nbsp;<\/p>\n<p>O governador diz que a estrada \u00e9 de responsabilidade do governo federal e, diante da suspeita de muitos vizinhos de que a obra atrasou por causa de corrup\u00e7\u00e3o, responde: &#8220;N\u00e3o posso assegurar se houve ou n\u00e3o desvio de dinheiro.&#8221;<\/p>\n<p>Visto&nbsp;<\/p>\n<p>Outro obst\u00e1culo pendente \u00e9 a falta de acordo sobre os seguros para os ve\u00edculos que cruzarem a ponte, j\u00e1 que, do lado franc\u00eas, as exig\u00eancias e os custos s\u00e3o bem maiores, porque seguem o padr\u00e3o europeu.&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil ainda quer que a Fran\u00e7a d\u00ea fim \u00e0 exig\u00eancia de visto para os brasileiros que entram na Guiana Francesa, onde a pol\u00edcia controla rigorosamente a estrada para Caiena, melhor pavimentada do que a brasileira.&nbsp;<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a quer evitar a entrada em seu territ\u00f3rio de imigrantes sem documentos e garimpeiros de ouro ilegais, mas muitos brasileiros dizem que o tratamento \u00e9 desigual, pois os franceses n\u00e3o precisam de visto para entrar no Brasil. <br \/>\n&#8220;Os gringos v\u00eam, fazem o que querem aqui no Brasil e l\u00e1 n\u00e3o se pode fazer nada&#8221;, protesta Ednaldo Ribeiro, taxista de 47 anos em Oiapoque. &#8220;Voc\u00ea chega a St. Georges e logo a pol\u00edcia j\u00e1 est\u00e1 atr\u00e1s de voc\u00ea.&#8221;&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto isso, a pintura da ponte descasca, a ilumina\u00e7\u00e3o est\u00e1 deteriorada pela umidade, e alguns perguntam se a obra estar\u00e1 em condi\u00e7\u00e3o de ser usada caso algum dia venha a ser inaugurada. <br \/>\n&#8220;At\u00e9 os romanos, quando faziam uma ponte, sabiam a raz\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Rona Lima, empres\u00e1rio brasileiro de 57 anos, dono de pousada em Oiapoque. &#8220;Mas essa ponte ainda n\u00e3o tem uma finalidade. N\u00e3o existe nenhuma economia vis\u00edvel que a justifique.&#8221;&nbsp;<\/p>\n<p>Para ele, a obra s\u00f3 serviu para fazer aflorar as diferen\u00e7as entre os dois lados do rio. &#8220;A ponte veio s\u00f3 para quebrar o charme da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.&#8221;&nbsp;<\/p>\n<p><b>Autor: BBC<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Pare. Identifique-se&#8221;, diz uma placa amarela e preta no extremo brasileiro da ponte entre a Am\u00e9rica Latina e a Uni\u00e3o Europeia &#8211; e, se algu\u00e9m ultrapassa os limites demarcados pelo arame, um guarda aparece ao longe e grita: &#8220;Volte!&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,39],"tags":[],"class_list":{"0":"post-26300","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias","7":"category-relacoes-exteriores"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A ponte entre Brasil e Guiana Francesa que ningu\u00e9m pode cruzar - Instituto de Engenharia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2016\/01\/04\/a-ponte-entre-brasil-e-guiana-francesa-que-ninguem-pode-cruzar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A ponte entre Brasil e Guiana Francesa que ningu\u00e9m pode cruzar - Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&quot;Pare. 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