{"id":25399,"date":"2015-03-30T00:17:12","date_gmt":"2015-03-30T00:17:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=25399"},"modified":"2015-03-30T11:21:04","modified_gmt":"2015-03-30T11:21:04","slug":"estava-escrito-nas-estrelas-capitulos-finais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2015\/03\/30\/estava-escrito-nas-estrelas-capitulos-finais\/","title":{"rendered":"Estava escrito nas estrelas &#8211; Cap\u00edtulos finais"},"content":{"rendered":"<p><strong>CAP\u00cdTULO 9&nbsp;<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong><em>Loucuras da juventude.&nbsp;<br \/>\n<\/em><\/strong><br \/>\nAo iniciar o curso superior, longe da casa dos pais, N\u00ea, com seus parcos 17 anos, pensou estar experimentando a liberdade. N\u00e3o fosse uma natural virtude, a de comprometimento e responsabilidade perante todos, inclusive consigo mesmo, N\u00ea teria se perdido por completo, por conta da euforia.&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, h\u00e1 que se creditar este enquadramento \u00e0 vigil\u00e2ncia de Francisquinha. Por exemplo, logo nos primeiros dias da nova vida, houve uma festa de boas vindas aos calouros. Como soe acontecer, festa de estudantes se restringe a solenes bebedeiras e N\u00ea, num porre formid\u00e1vel, se p\u00f4s a caminho de um hotel onde tinha se instalado, usando uma estradinha de terra que ele achava fazer chegar ao seu destino. Quando j\u00e1 estava amanhecendo, N\u00ea acordou deitado na areia do meio da tal estradinha, inc\u00f3lume. Dispens\u00e1vel dizer que a anja teve que passar a noite ali, n\u00e3o \u00e9 mesmo?&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00ea foi bom aluno. N\u00e3o faltava \u00e0s aulas, completava os trabalhos fora de sala com cuidado e assiduidade, comparecia \u00e0s provas e era aprovado nas mat\u00e9rias com boas notas de aproveitamento. A cada publica\u00e7\u00e3o das notas, Francisquinha dava suspiros de al\u00edvio! Ela n\u00e3o entendia como um garot\u00e3o folgado, endiabrado e farrista, conseguia tais proezas. Mas foi assim. N\u00ea nem pensava nisso, simplesmente ia fazendo as coisas ao longo das horas, dos dias, dos meses, dos anos.&nbsp;<\/p>\n<p>Mal voltava da escola, no fim da tarde, j\u00e1 ia para o bar dos estudantes onde tomava umas cervejas, conversava com todo mundo, fosse gente da escola, fosse da cidade. Logo, logo, ficou muito popular e bem quisto. Mas popular mesmo, ele queria era ser no meio feminino. E foi ficando de olho, a catalogar as meninas mais bonitas. Abordava aquelas que melhor lhe pareciam, sem nenhum constrangimento. E, de sucesso em sucesso, foi arrumando uma namoradinha aqui e outra acol\u00e1. Certa ocasi\u00e3o, de f\u00e9rias na Capital, sentou-se a uma mesa de cal\u00e7ada, num bar elegante situado em rua movimentada, e l\u00e1 passou horas a fio com uma prancheta nas m\u00e3os contando e classificando segundo certo grau de beleza, todas as mulheres que passaram \u00e0 sua frente. O resultado foi surpreendente. Segundo sua escala classificat\u00f3ria, observou que 90 por cento delas era de mulheres feias em geral, abrangendo as feinhas, as feias e as horr\u00edveis. Constatou que uns 7 por cento era de bonitinhas, 2 por cento de bonitas, 0,8 por cento de muito bonitas e, pasmem, apenas 0,2 por cento de mulheres lindas ou maravilhosas. Quando diziam ser exagero, N\u00ea ia perguntando sobre as bonitas que conheciam e os amigos tinham que concordar, a fei\u00fara predominava soberana. Coisas de N\u00ea&#8230;&nbsp;<\/p>\n<p>Nos bailinhos das garagens, ao som do Ray Conniff, com os sobressaltos dos primeiros &#8220;amassos&#8221;, dos primeiros rostos colados, dos primeiros beijos, N\u00ea n\u00e3o passava de um ing\u00eanuo, de um rom\u00e2ntico. Sentia-se eterno e n\u00e3o sabia o que o esperava! E nutria grandes esperan\u00e7as. De um grande amor, um espetaculoso casamento. De uma brilhante carreira profissional. Da fama. Do sucesso. Da riqueza. De fazer algo importante para a posteridade. O que aconteceu? Quase nada disso. Algumas coisas boas, mas tamb\u00e9m pequenos e grandes fracassos. Pequenas e grandes decep\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>Sempre que podia, principalmente quando lhe chegava o dinheiro da mesada remetida pelo pai, \u00e0 noite N\u00ea ia visitar \u201cumas primas\u201d para \u201ctrocar o \u00f3leo\u201d, conforme eufemismos ent\u00e3o vigentes. Mas tamb\u00e9m N\u00ea tinha bom faro para se aventurar em programas n\u00e3o profissionais, designados na \u00e9poca por \u201camorzinho puro\u201d. Neste ponto, Francisquinha, n\u00e3o conseguindo conter o \u00edmpeto do rapaz, agia na colabora\u00e7\u00e3o parceira. N\u00ea nunca foi infectado por doen\u00e7as t\u00edpicas da atividade.&nbsp;<\/p>\n<p>Esta foi a rotina da vidinha de N\u00ea durante tr\u00eas anos, at\u00e9 que ent\u00e3o surgiu uma namorada de verdade, transtornando todo o equil\u00edbrio da criatura.&nbsp;<\/p>\n<p>Numa festa de anivers\u00e1rio, N\u00ea a viu pela primeira vez. Corpo bem feito, sem angulosidades, rosto magro, cabelos negros e lisos, narizinho arrebitado e, principalmente, o expressivo fitar de olhos profundamente escuros, foram suficientes para ele se desinteressar nas outras garotas presentes.&nbsp;<\/p>\n<p>Algu\u00e9m os apresentou e foram poucas as palavras que trocaram. Noutra festa, a encontrou novamente e conversaram trivialidades e trocando apresenta\u00e7\u00f5es pessoais. No final da festa, N\u00ea conduziu em seu carro a garota bonita at\u00e9 a cidade. Foram em absoluto sil\u00eancio at\u00e9 a casa dela. A tens\u00e3o era quase palp\u00e1vel, sentia-se no ar. A despedida deveria ser formal e r\u00e1pida, mas houve um beijo caloroso. Iniciaram um namoro muito chegado, por\u00e9m desequilibrado, porque a rendi\u00e7\u00e3o de N\u00ea foi incondicional e a da namorada n\u00e3o. De joelhos, rastejou entregue por meses a uma paix\u00e3o avassaladora que marcou profundamente a sua vida, at\u00e9 que um dia, como era de se esperar, N\u00ea foi dispensado.&nbsp;<br \/>\nSimples assim.&nbsp;<\/p>\n<p>Francisquinha n\u00e3o sabia o que fazer para diminuir aquele sofrimento atroz que tomou conta de N\u00ea. Seu trabalho de guarda redobrou, pois N\u00ea falseou nos estudos, n\u00e3o perdia oportunidade para beber. Estava injuriado o coitado. Mas paci\u00eancia, o plano inicial de Francisquinha continuou inexor\u00e1vel. T\u00f4co haveria de chegar.&nbsp;<\/p>\n<p>Um dia, quase dois anos depois, na volta das f\u00e9rias de julho, N\u00ea estacionou seu fusquinha azul perto da pra\u00e7a onde as meninas faziam o anacr\u00f4nico \u201cfooting\u201d e para l\u00e1 foi v\u00ea-las. Dentre elas, cruzou o olhar com uma lourinha bonita&#8230; <\/p>\n<p>\n<strong>CAP\u00cdTULO 10&nbsp;<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong><em>Do\u00e7uras da juventude.&nbsp;<br \/>\n<\/em><\/strong><br \/>\nT\u00f4co era uma t\u00edpica mo\u00e7a da Capital. Do mesmo modo que as mo\u00e7as do Interior, tinha a sua \u201cbatota\u201d, como assim designavam o grupo de amigos afins. Por\u00e9m, na Capital, as \u201cbatotas\u201d n\u00e3o se mesclavam.&nbsp;<\/p>\n<p>Eram bastante estanques. E mais, sempre as pessoas saiam juntas, e, por incr\u00edvel que pudesse parecer, o surgimento de namoros dentro da turma n\u00e3o era muito comum. No grupo mais reinava o sentimento de irmandade: um por todos, todos por um. O jeito era os rapazes buscarem namoradas em outros cl\u00e3s. Coisa ancestral, exemplarmente descrita no rapto de Helena por P\u00e1ris de Tr\u00f3ia. E os machinhos de cada turminha se arvoravam em defensores de suas donzelas. Ocorriam grandes brigas em bailes, decorrentes de algum rapaz ter \u201cmexido\u201d com garotas de grupos diversos.&nbsp;<br \/>\nEngra\u00e7ado, n\u00e3o? Tudo obra dos anjos da guarda. Turminha de aloprados!&nbsp;<\/p>\n<p>T\u00f4co sempre foi afeita \u00e0s artes pl\u00e1sticas. Decora\u00e7\u00e3o, porcelana e aquarela foram seus cursos preferidos. Fotografia foi mais que um deleite, tornou-se profiss\u00e3o por um bom tempo. T\u00f4co dispunha de equipamentos de alta precis\u00e3o, por\u00e9m exigentes de muita t\u00e9cnica, e tamb\u00e9m de um laborat\u00f3rio completo para revela\u00e7\u00e3o das imagens e produ\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Mais adiante, T\u00f4co enveredou pela pintura a \u00f3leo sobre tela, consolidando sua qualificada e consagrada voca\u00e7\u00e3o de artista pl\u00e1stica. E vai da\u00ed que ingressou na faculdade de comunica\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea de publicidade. Como sempre, dedicada e respons\u00e1vel, teve \u00f3timo aproveitamento nas mat\u00e9rias cursadas.&nbsp;<\/p>\n<p>Com mais idade, podendo freq\u00fcentar a vida noturna da Capital, quase sempre em grupo de amigos, T\u00f4co deu vaz\u00e3o \u00e0s suas dan\u00e7as. Pouco afeita a intimidades, nessa \u00e9poca, T\u00f4co achou muito bem-vindo o \u201cdisco-dance\u201d que, a rigor, era dan\u00e7a individual. O parceiro, \u00e0 dist\u00e2ncia! Existiam danceterias grandes, m\u00e9dias e intimistas, al\u00e9m dos bailes e \u201cbrincadeiras\u201d em clubes sociais. T\u00f4co e sua turma, iam a todos esses lugares. Os rapazes da turma eram irmanados e ferozes defensores do sexo fr\u00e1gil.&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto isso, invis\u00edvel, Francisquinha aplaudia&#8230;&nbsp;<\/p>\n<p>Nossa queridinha viajava bastante. Era companheirona de sua m\u00e3e, tanto nas viagens ao exterior, quanto nas de f\u00e9rias dom\u00e9sticas. Percebem a vigil\u00e2ncia atroz? <br \/>\nSeletiva ao extremo, poucos rapazes interessados conseguiram se aproximar de T\u00f4co. Teve um namoradinho pr\u00f3-forma no fim da adolesc\u00eancia, com o qual conviveu mornamente por uns anos. Ele era, de certa forma, mais um escudo e uma desculpa contra o ass\u00e9dio dos malandros. Voc\u00eas t\u00eam d\u00favida quanto ao dedo da Anja Francisquinha nessa hist\u00f3ria?&nbsp;<\/p>\n<p>Depois aconteceram mais dois namoros s\u00e9rios, que tamb\u00e9m n\u00e3o fizeram tilintar os sininhos da emo\u00e7\u00e3o da paix\u00e3o em T\u00f4co.&nbsp;<\/p>\n<p>Calma e serena, T\u00f4co vivia feliz e Francisquinha a adorava. Bem que a anja gostaria que N\u00ea, o eleito, sossegasse um pouco, mas ainda havia muito por acontecer&#8230;.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CAP\u00cdTULO 11<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Profiss\u00e3o e responsabilidade.&nbsp;<\/p>\n<p><\/em><\/strong>Finalmente o curso superior chegou ao fim. Foram cinco anos de intensa dedica\u00e7\u00e3o e agora N\u00ea iria ganhar a vida. Montou seu escrit\u00f3rio na Capital. Come\u00e7aram a aparecer os clientes e cerca de um ano depois tomou corpo a iniciativa. N\u00ea estava com jeito e cara de homem de neg\u00f3cios. Seu comportamento mudou do vinho para a \u00e1gua. Com a Anja Francisquinha a acompanh\u00e1-lo mais de perto, seu esp\u00edrito irrequieto assentou.&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00ea j\u00e1 estava noivo daquela lourinha bonita com cujo olhar cruzou o seu numa noitinha de \u201cfooting\u201d na rua da moda na cidade de interior onde estudou. Daquela \u201cpaquera\u201d, como se chamavam os primeiros contatos, surgiu um namoro muito comprometido. N\u00ea apaixonara-se outra vez. N\u00e3o foi por mera distra\u00e7\u00e3o da Francisquinha, mesmo porque, naqueles dias, estava muito longe, cuidando da T\u00f4co numa viagem \u00e0 Gr\u00e9cia. Teria de ocorrer. Este foi um caso t\u00edpico da s\u00fabita mudan\u00e7a de costumes sociais ocorrida pelo mundo afora. Havia a p\u00edlula anticoncepcional e forte movimento de libera\u00e7\u00e3o feminina. O namorados recalcitravam, mas acabavam por ter o esperado relacionamento sexual que alguns pioneiros adotaram como praxe. Mas ainda havia nos jovens a percep\u00e7\u00e3o da gravidade de um&nbsp;<br \/>\ndesvirginamento, e as contas a prestar aos pais e \u00e0 sociedade em geral por conta de tal ato.&nbsp;<\/p>\n<p>Evidentemente, N\u00ea e sua noiva estavam em pleno fogo da paix\u00e3o e se comprometeram ao casamento. E assim aconteceu.&nbsp;<\/p>\n<p>Infelizmente, logo eles se deram conta que o relacionamento n\u00e3o ia bem. Ali n\u00e3o era um \u201cchav\u00e3o\u201d. Ocorria verdadeiramente a proverbial \u201cincompatibilidade de g\u00eanios\u201d. A paix\u00e3o tinha ido embora, mas eles ainda se gostavam. Pela natureza de suas cria\u00e7\u00f5es, transmitidas por pais de gera\u00e7\u00e3o ainda conservadora, ambos lutaram muito para manter o casamento. Entremeados por curtos per\u00edodos de bonan\u00e7a, vinham violentas tempestades no conv\u00edvio do casal. Quase dez anos depois, renderam-se ao inevit\u00e1vel. Cumpriram mais um dos modismos dessa safra de uni\u00f5es. Divorciaram-se.&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de tudo, enquanto duraram as esperan\u00e7as, N\u00ea manteve-se fiel aos compromissos do casamento. Mas, j\u00e1 nos \u00faltimos tempos daquela etapa de sua vida, recome\u00e7ou a se interessar por outras mulheres. Numa das empresas que N\u00ea freq\u00fcentava, havia uma linda funcion\u00e1ria, assistente de um dos diretores. Apesar de ter-se unido \u00e0quela bela loura, o tipo preferido de N\u00ea sempre fora o das morenas de pequena estatura. Assim era aquela que despertou sua aten\u00e7\u00e3o. Cabelos negros, lisos e longos, caiam at\u00e9 metade de suas costas. Testa ampla, olhos escuros e vivazes demonstravam intelig\u00eancia. O sorriso franco, exibindo dentes bem conformados, revelava simpatia e comunicabilidade. Mas essa percep\u00e7\u00e3o apenas ficou guardada em um compartimentozinho da cogni\u00e7\u00e3o de N\u00ea. J\u00e1 eram as tram\u00f3ias da Anja Francisquinha em a\u00e7\u00e3o!&nbsp;<\/p>\n<p>O t\u00e9rmino do casamento foi muito doloroso para N\u00ea. O gosto amargo da frustra\u00e7\u00e3o. A dura sensa\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia. O vazio da perda do lugar f\u00edsico em que vivia. O afastamento dos amigos que freq\u00fcentava. O distanciamento dos filhos que existiam. A perda do caminho de casa. Tudo isso lan\u00e7ou N\u00ea em enorme depress\u00e3o. Ficou perdido, em busca de algo que preenchesse aquele vazio. E ele ia tentando escapar das garras da amargura, buscando mulheres, f\u00e1ceis ou dif\u00edceis, se enterrando exageradamente no trabalho e bebendo. Procurava se exibir aos outros de modo livre, leve e solto, como se dizia na \u00e9poca, com vergonha de que vissem toda aquela desdita. Estava at\u00e9 se acostumando a ser daquele jeito.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas&#8230;.. Francisquinha um dia pensou: agora chega de N\u00ea purgar suas besteiras e cabe\u00e7adas! Vou resolver esta quest\u00e3o. Agora ou vai ou racha, ora pois. <\/p>\n<p><strong>CAP\u00cdTULO 12&nbsp;<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong><em>Entrementes&#8230;&nbsp;<br \/>\n<\/em><\/strong><br \/>\nT\u00f4co seguia calmamente os des\u00edgnios astrol\u00f3gicos. Senhora de si, conduzia seus namoros consoante suas convic\u00e7\u00f5es. Gostava de ter namorados como bons companheiros de passeios e danceterias. Mas, dist\u00e2ncia nas investidas mais intimistas era bom e ela gostava. Namorado quase era uma simples conveni\u00eancia. Os prazos de validade desses relacionamentos equiparavam-se ao do \u201cpat\u00e9 de fois gras\u201d, curt\u00edssimos.&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, houve um namoro mais longo, com um rapaz de boa qualidade, por\u00e9m desinteressado em comprometimentos maiores. Embora T\u00f4co nada exigisse, houve um dia em que o namorado percebeu que ali n\u00e3o haveria casamento e romperam. T\u00e3o serenamente quanto como come\u00e7aram. Surpreendida, T\u00f4co que pensava gostar muito dele, viu que n\u00e3o doeu nada a ruptura de tal namoro.&nbsp;<\/p>\n<p>Houve outro caso duradouro, mas o comparsa era muito \u201cfolgado\u201d. Aparecia e sumia de repente. Agia de modo desleixado e sequer conseguia disfar\u00e7ar caracter\u00edsticas do \u201cmulherengo\u201d que um dia foi constatado com fatos por T\u00f4co. Foi a conta! T\u00f4co o despachou solenemente&#8230;&nbsp;<\/p>\n<p>Outros casos ocorreram e T\u00f4co os resolveu com muita praticidade, tamb\u00e9m fazendo os incautos sumirem de sua vida. Um, porque era um \u201cpau d\u2019\u00e1gua\u201d incontrol\u00e1vel. Outro, porque, vejam, era casado, fingindo-se de solteiro. Como bem diz o ad\u00e1gio, para mo\u00e7a solteira, homem casado \u00e9 como \u201cFusca\u201d velho, mais dia menos dia, a \u201cdeixa na m\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>Em resumo, T\u00f4co seguia livre, sem grandes dramas. Tinha l\u00e1 seus desejos \u00edntimos, n\u00e3o de se casar por casar, mas de um dia experimentar a paix\u00e3o e, talvez, um grande amor, como diziam os romances, os filmes, as novelas e os circunstantes. E, a Anja Francisquinha, com seu plano secreto, gostava. <br \/>\nT\u00f4co concluiu seus estudos e recebeu um convite para trabalhar em uma grande empresa. Aceitou.&nbsp;<\/p>\n<p>Vivia desarvorando cora\u00e7\u00f5es de homens da corpora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u201cdava bola\u201d para nenhum. Foi em uma das visitas a tal empresa, que N\u00ea a viu pela primeira vez, como j\u00e1 descrito para os leitores. Viu e gostou. Deve ter havido o \u201cdedinho\u201d da Francisquinha no desenrolar desta trama. N\u00ea, ao contr\u00e1rio de seus modos, n\u00e3o \u201cavan\u00e7ou\u201d sobre T\u00f4co. Pressentiu a inconveni\u00eancia e n\u00e3o quis perder alguma oportunidade futura.&nbsp;<\/p>\n<p>Eis que um dia, ao telefone, N\u00ea, procurando falar com o chefe de T\u00f4co, n\u00e3o resistiu \u00e0 sua voz macia e \u201cjogou um xaveco\u201d, perguntando-lhe se aceitaria um convite para um drinque em algum fim de tarde.&nbsp;<\/p>\n<p>Foi mal, pois T\u00f4co logo disse que n\u00e3o poderia, com tanta determina\u00e7\u00e3o que N\u00ea nem insistiu e at\u00e9 agradeceu a boa resposta. N\u00ea j\u00e1 sabia que a segunda melhor resposta para se ouvir \u00e9 \u201cn\u00e3o\u201d. Sem d\u00favida, a primeira melhor resposta \u00e9 \u201csim\u201d. Mas \u201ctalvez\u201d \u00e9 sempre p\u00e9ssimo&#8230; <br \/>\nFrancisquinha entrou em p\u00e2nico. Ser\u00e1 que T\u00f4co espantou N\u00ea naquela oportunidade? Talvez a \u00fanica?&nbsp;<\/p>\n<p>Mas T\u00f4co tamb\u00e9m ficou agastada consigo mesma. Justo aquele exemplar que chamara a sua aten\u00e7\u00e3o foi dispensado? Acontece que ela pensava que ele era casado. N\u00e3o sabia de sua separa\u00e7\u00e3o. Era melhor esquecer o epis\u00f3dio. Por\u00e9m, T\u00f4co n\u00e3o parou mais de pensar em N\u00ea! E Francisquinha continuou tramando esperan\u00e7osa&#8230; <\/p>\n<p><strong>CAP\u00cdTULO 13&nbsp;<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong><em>Desencontros e o encontro<\/em><\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<p>Livre, leve e solto. Assim imaginou-se N\u00ea ap\u00f3s o t\u00e9rmino do casamento. Afinal estava vivendo em outros tempos da sociedade e de novos usos e costumes, que N\u00ea n\u00e3o usufru\u00edra por conta dos dez anos de casamento, exato per\u00edodo em que, na sociedade, as rela\u00e7\u00f5es amorosas ficaram flex\u00edveis. Por ainda ser jovem, bonito e simp\u00e1tico, N\u00ea era muito popular e requisitado pelas garotas em geral. Aproveitava esse prest\u00edgio, namorando bastante, variando sabores, aromas e texturas. Mas, por gostosa que fosse essa nova e surpreendente vida, em pouco tempo N\u00ea come\u00e7ou a se enfastiar daquela situa\u00e7\u00e3o. Acabou ficando muito rigoroso em suas escolhas. Sentia falta de algo t\u00e3o glorioso quanto simples. Sentia falta do amor. Mas, pensava, haveria de se acostumar.&nbsp;<\/p>\n<p>A Anja Francisquinha n\u00e3o se conformava. Ao que se soube muitos anos depois, foi ela que preparou uma certa artimanha.&nbsp;<\/p>\n<p>T\u00f4co continuava com N\u00ea em suas cogita\u00e7\u00f5es. Como \u00e9 que podia, naquela altura de sua exist\u00eancia t\u00e3o regrada e, por que n\u00e3o, severa, estar \u201cgamada\u201d por um cara casado, com quem trocou no m\u00e1ximo dez palavras? Mas, pensava, o que fazer? Haveria de se acostumar.&nbsp;<\/p>\n<p>Eis que, uma tarde, ouviu em uma conversa de rodinha no caf\u00e9 da empresa que N\u00ea havia se separado e que aquilo era mesmo definitivo. Era a intrometida da Francisquinha falando pela boca de outro. O temperamento decidido de T\u00f4co imediatamente entrou em a\u00e7\u00e3o! T\u00f4co foi ao telefone, ligou para o n\u00famero de N\u00ea e perguntou se aquele convite j\u00e1 relativamente distante ainda estava em p\u00e9. Claro que sim! Naquela mesma noite foram jantar, conversaram bastante, descobriram afinidades, gostaram do contato f\u00edsico e selaram com um beijo j\u00e1 apaixonado, atentem bem, um compromisso de amor.&nbsp;<\/p>\n<p>Fizeram uma deliciosa viagem pelo litoral, parando em lugares inusitados, quando lhes pareciam acolhedores e brincavam de \u201cSem Destino\u201d, ou \u201cEasy Ridder\u201d, nome de um filme de grande sucesso em \u00e9pocas passadas. Rar\u00edssimas foram as semanas em que n\u00e3o foram dan\u00e7ar. T\u00f4co descobriu mais essa qualidade essencial em N\u00ea. Ele gostava e dan\u00e7ava bem. At\u00e9 que n\u00e3o deu mais para segurar. N\u00ea perguntou meio t\u00edmido \u201cquer casar comigo e vamos morar em Bras\u00edlia\u201d? No dia seguinte T\u00f4co organizou tudo. Pediu demiss\u00e3o do emprego. Marcou a apresenta\u00e7\u00e3o de N\u00ea aos pais. As fam\u00edlias se visitaram, houve uma festa e um m\u00eas depois j\u00e1 estavam morando juntos.&nbsp;<\/p>\n<p>Cumpriu-se a profecia? Estava escrito nas estrelas? Quase, quase. Ainda levou algum tempo, mas, de fato, aconteceu.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CAP\u00cdTULO 14&nbsp;<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong><em>Nas estrelas.&nbsp;<br \/>\n<\/em><\/strong><br \/>\nTrinta e quatro anos depois, os dois estavam deitados de m\u00e3os dadas, conversando. Era um velho costume. Usufruiam-se um ao outro, bebendo sabedoria inata, desvendada pelo passar do tempo. Os filhos e os netos j\u00e1 tinham sa\u00eddo e a casa ficou silenciosa. S\u00f3 deles.&nbsp;<\/p>\n<p>Naquela noite puseram-se a fazer um balan\u00e7o da vida essencialmente feliz que tinham tido e dos muitos epis\u00f3dios pelos quais passaram. Os alegres, os menos alegres e os desprez\u00edveis. Deram-se conta do companheirismo e da cumplicidade que pontuou suas vidas. O apoio m\u00fatuo deles foi essencial para sempre reviverem os bons momentos e simplesmente ignorarem os fatos ruins que lhes tenham acometido, sem nenhuma necessidade de transigir, esquecer ou perdoar. Para quem disp\u00f5e de tanto amor, nada pode abalar seu bem estar.&nbsp;<\/p>\n<p>Reconhecendo a potestade celestial, ponderaram as vit\u00f3rias que tiveram nos grandes desafios que se lhes apresentaram. Foram tenazes nas buscas materiais, festejando o que conseguiram e acolhendo humildemente a perseveran\u00e7a apenas ocorrente nas lutas n\u00e3o vencidas. Cada um por sua vez, serenamente, venceu doen\u00e7as pavorosas. Superaram vicissitudes. Livraram-se da lei da morte. Mas, sobretudo, viveram para valer os muitos momentos gloriosos de intensa felicidade que, a cada vez, de t\u00e3o forte, era palp\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n<p>Sabem por qu\u00ea? Porque um cuidava do outro. Incondicionalmente. Um era o anjo da guarda do outro.&nbsp;<\/p>\n<p>Sem que percebessem claramente, nossos quatro personagens passaram pela sagrada simbiose imposta pela suprema for\u00e7a, a do amor. Protetores se tornaram protegidos e protegidos, protetores. <br \/>\nCompreenderam-se pelo olhar, trocaram um beijo e disseram:&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; \u201cBoa noite, Francisquinha!\u201d <br \/>\n&#8211; \u201cBoa noite, Manuel!\u201d <\/p>\n<p>\n<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.iengenharia.org.br\/site\/noticias\/index\/id_sessao\/70\/id_colunista\/1\/Aluizio-de-Barros-Fagundes\"><strong>CLIQUE AQUI<\/strong><\/a><strong> E LEIA TODOS OS&nbsp;CAP\u00cdTULOS.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os artigos publicados com assinatura, n\u00e3o traduzem necessariamente a opini\u00e3o do Instituto de Engenharia. 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