{"id":25178,"date":"2014-12-05T00:14:04","date_gmt":"2014-12-05T00:14:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=25178"},"modified":"2014-12-05T15:51:39","modified_gmt":"2014-12-05T15:51:39","slug":"brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/","title":{"rendered":"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a primeira lembran\u00e7a de Ricardo Furquim do Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA), em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), onde ingressou em 2011, aos 17 anos: uma palestra longu\u00edssima, com quase tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o. Nela, um dos pr\u00f3-reitores da escola discorria sobre todas as maneiras pelas quais um aluno, ao longo do curso, poderia repetir de ano ou mesmo ser desligado da institui\u00e7\u00e3o. E havia muitos perigos. <\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira lembran\u00e7a de Ricardo Furquim da \u00c9cole Polytechnique, nas imedia\u00e7\u00f5es de Paris, para onde se bandeou em 2014, aos 20 anos: uma palestra longu\u00edssima, com quase tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o. Nela, um dos pr\u00f3-reitores da escola discorria sobre as in\u00fameras oportunidades que os alunos, ao longo do curso, teriam para aprender e desenvolver atributos, como a voca\u00e7\u00e3o e o talento. E havia muitas possibilidades. <\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre os dois par\u00e1grafos anteriores \u00e9, ao mesmo tempo, pequena e gigantesca. Sob o aspecto formal, eles s\u00e3o similares. As varia\u00e7\u00f5es, por sua vez, ajudam \u2013 como em um pequeno s\u00edmbolo \u2013 a entender um fen\u00f4meno preocupante na educa\u00e7\u00e3o no Brasil, embora ainda pouco debatido. As principais escolas de engenharia do pa\u00eds est\u00e3o caducando. Elas perderam o vi\u00e7o. J\u00e1 n\u00e3o cumprem a miss\u00e3o que lhes caberia em uma economia minimamente nutrida: formar l\u00edderes, lan\u00e7ar no mercado jovens dispostos \u2013 e preparados \u2013 para mudar o mundo. <\/p>\n<p><strong>O d\u00e9ficit \u00e9 de qualidade&nbsp;<\/p>\n<p><\/strong>Esse n\u00e3o \u00e9 um tema trivial. Os engenheiros est\u00e3o na linha de frente da aplica\u00e7\u00e3o de todo tipo de tecnologia no dia a dia das pessoas. Na pr\u00e1tica, eles ajudam a ati\u00e7ar a competitividade e a inova\u00e7\u00e3o. Por isso, s\u00e3o tidos como pe\u00e7as-chave das engrenagens produtivas de uma na\u00e7\u00e3o. No Brasil, at\u00e9 aqui, muito se discutiu sobre o d\u00e9ficit desse tipo de profissional. Estimativas apontavam uma demanda em aberto da ordem de 150 mil engenheiros. Em um pa\u00eds com tantos gargalos estruturais, o senso comum aceitou tal quadro com naturalidade. N\u00e3o \u00e9 bem assim, contudo. <\/p>\n<p>Um estudo dos pesquisadores Divonzir Gusso e Paulo Nascimento, do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), indica a exist\u00eancia de um cen\u00e1rio diverso. O Brasil forma poucos engenheiros. Isso \u00e9 um fato. Vale tanto para uma compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses desenvolvidos como para o contraste com economias mais chinfrins, com performance em desenvolvimento humano similar \u00e0 brasileira, como M\u00e9xico, Turquia e \u00c1frica do Sul (veja quadro \u00e0 p\u00e1g. 90). Aqui, entre todos os formados no ensino superior, menos de 5% s\u00e3o engenheiros. Na China, s\u00e3o mais de 40%. Essa, por\u00e9m, \u00e9 a imagem que se v\u00ea no mapa-m\u00fandi, sem considerar a din\u00e2mica do mercado brasileiro. <\/p>\n<p>Gusso e Nascimento, ao analisar o per\u00edodo entre 2000 e 2012, n\u00e3o identificaram sinais de uma procura excepcional por engenheiros. Isso quando observado o mercado nacional como um todo. Na m\u00e9dia, os sal\u00e1rios da categoria n\u00e3o subiram muito al\u00e9m do das demais. O que n\u00e3o indica uma demanda aquecida no mercado, no per\u00edodo analisado. Os t\u00e9cnicos do Ipea, por outro lado, perceberam algumas novidades. Houve, por exemplo, uma guinada na op\u00e7\u00e3o profissional de muitos jovens. <\/p>\n<p>Em 2011, o n\u00famero de calouros em carreiras ligadas a ci\u00eancias, matem\u00e1tica e engenharia superou pela primeira vez na hist\u00f3ria do pa\u00eds o de jovens que ingressaram em faculdades de Direito. \u201cO crescimento concentrou-se na engenharia\u201d, diz Gusso. A profiss\u00e3o virou uma febre nacional. No per\u00edodo estudado, os ingressos no total de cursos superiores brasileiros aumentaram 120% e as conclus\u00f5es, 149%. Na engenharia, esse avan\u00e7o foi de 381% e 200%, respectivamente. <\/p>\n<p>Isso, nem de longe, quer dizer que tudo vai bem. Ao contr\u00e1rio. O salto est\u00e1 associado a um per\u00edodo de crescimento econ\u00f4mico que torna algumas profiss\u00f5es, como a engenharia, mais atrativas. Esse j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o caso brasileiro. Al\u00e9m do mais, a maioria dos ingressos de calouros ocorreu em cursos fracos (notas 1 a 3 no Enade). Somente 30% deram-se em salas de aula de melhor padr\u00e3o (notas 4 e 5). \u201cPor isso, o n\u00famero de engenheiros pode at\u00e9 aumentar, mas os profissionais ser\u00e3o formados por institui\u00e7\u00f5es de baixo desempenho\u201d, diz Gusso. \u201cNa pr\u00e1tica, eles n\u00e3o atendem \u00e0s expectativas do mercado.\u201d Os pesquisadores do Ipea tamb\u00e9m identificaram outros desequil\u00edbrios no setor. Faltam, por exemplo, profissionais experientes, que possam liderar projetos (a engenharia estava em baixa nos anos 80 e 90).<\/p>\n<p><strong>Onde empinar um sonho?&nbsp;<\/p>\n<p><\/strong>Em suma, a m\u00e9dia dos formados, ainda que melhore em volume, \u00e9 ruim em qualidade. Por isso, a situa\u00e7\u00e3o torna-se mais cr\u00edtica, quando as escolas top tamb\u00e9m d\u00e3o mostras de patinar. O caso de Ricardo Furquim, o garoto que trocou o ITA pela Polytechnique, tamb\u00e9m pode ilustrar esse ponto. Nascido em Rio Verde (GO), um dos para\u00edsos da soja no Brasil, ele tamb\u00e9m morou em Teresina (PI) e em Fortaleza (CE). No ensino m\u00e9dio, era f\u00e3 de document\u00e1rios sobre tecnologia, inova\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia, exibidos em canais como The History Channel ou National Geographic. \u201cEu queria ter acesso \u00e0queles laborat\u00f3rios, aprender a colocar foguetes no espa\u00e7o ou a planejar uma megaconstru\u00e7\u00e3o\u201d, diz. Chegou ao ITA, seco para trabalhar na \u201cfronteira do conhecimento\u201d. <\/p>\n<p><strong>Mas a\u00ed&#8230; <br \/>\n<\/strong><br \/>\nDiz Furquim: \u201cPercebi que, mesmo com um excelente material humano, mesmo com excelentes alunos, o ITA parecia encalhado na d\u00e9cada de 70. Eu me assustei com a infraestrutura. Via partes do teto caindo, goteiras e uma p\u00e9ssima rede el\u00e9trica. O que mais me espantou foi a total falta de liga\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria, os poucos acordos de colabora\u00e7\u00e3o internacionais com boas universidades e a falta de motiva\u00e7\u00e3o geral. Na Polytechnique, vejo que conseguirei o que buscava no ITA. Tenho certeza de que me tornarei um profissional de excel\u00eancia, com a capacidade de gerar impacto positivo em qualquer ind\u00fastria que eu trabalhe\u201d. <\/p>\n<p>Outro jovem brilhante, o paulistano Fabio Arai, de 18 anos, mudou de endere\u00e7o escolar no m\u00eas passado. Ele deixou a Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (Poli-USP) para ingressar no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia (Caltech). Arai, no entanto, n\u00e3o teve como impulso para a mudan\u00e7a decep\u00e7\u00e3o com o curso brasileiro. Desde os 13 anos, ele vislumbra a possibilidade de estudar fora do pa\u00eds. <\/p>\n<p>O rapaz \u00e9 um colecionador de medalhas, conquistadas em olimp\u00edadas cient\u00edficas, notadamente em f\u00edsica e astronomia. Ganhou mais de 30 delas. Com 14 anos, participou de um evento no Massachusetts Institute of Technology (MIT). O desafio, ali, era criar um rob\u00f4. A m\u00e1quina deveria ao menos andar em linha reta. Arai foi al\u00e9m. Acrescentou ao bichinho um bra\u00e7o que funcionava \u00e0 semelhan\u00e7a de um guindaste. Este ano, ele foi aprovado em um tima\u00e7o de escolas americanas: Princeton, Berkeley, Columbia e Duke. Optou pelo Caltech, porque o instituto abriga um laborat\u00f3rio da Nasa. O sonho de Fabio Arai \u00e9 trabalhar em projetos que, literalmente, avancem at\u00e9 a estratosfera. <\/p>\n<p>Em uma peregrina\u00e7\u00e3o recente pelas universidades americanas, isso para decidir em qual delas iria estudar, Arai confirmou a exist\u00eancia de um abismo entre a motiva\u00e7\u00e3o dos alunos de l\u00e1 e os de c\u00e1. \u201cAqui, as pessoas querem o diploma. Depois que entram em uma boa faculdade, sabem que v\u00e3o conquistar um bom espa\u00e7o no mercado de trabalho\u201d, diz. \u201cNas grandes escolas americanas, \u00e9 diferente. O comprometimento dos estudantes \u00e9 outro: eles querem aprender, querem evoluir.\u201d<\/p>\n<p><strong>Fuga de (jovens) c\u00e9rebros&nbsp;<\/p>\n<p><\/strong>A Funda\u00e7\u00e3o Estudar orienta e auxilia jovens brasileiros a ingressar em faculdades no exterior. Ela \u00e9 mantida por alguns bambamb\u00e3s do mundo dos neg\u00f3cios (Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira, Marcel Telles e Andr\u00e9 Esteves). Dados da institui\u00e7\u00e3o apontam que aumentou o n\u00famero de jovens brasileiros que fazem cursos de gradua\u00e7\u00e3o no exterior. Ele passou de 4.086, entre 2009 e 2010, para 4.684, entre 2012 e 2013. Dito assim, parece pouco. Uma migalha, ante os 7 milh\u00f5es de brasileiros matriculados no ensino superior. Essa percep\u00e7\u00e3o, contudo, muda quando o foco fecha em um caso real. <\/p>\n<p>A sa\u00edda de Ricardo Furquim do ITA, a rigor, n\u00e3o tem nada de excepcional. Essa n\u00e3o foi a primeira vez que um jovem escapou por entre os dedos do instituto (ou de outras grandes escolas de engenharia do Brasil), atra\u00eddo pelo canto sedutor de grandes cursos globais. Isso acontece. \u00c9 natural que seja assim, principalmente em um mundo com fronteiras cada vez mais t\u00eanues e crescentes facilidades de interc\u00e2mbio. <\/p>\n<p>At\u00e9 agora, por\u00e9m, essas perdas no ITA davam-se em um ritmo de conta-gotas \u2013 um a um, vez ou outra. Isso mudou. Em dois anos, pelo menos 13 jovens de duas turmas trilharam o mesmo caminho de Furquim. Debandaram em bloco para a Polytechnique. N\u00e3o \u00e9 pouca gente. As classes do instituto funcionam como grupos de c\u00e2mara \u2013 s\u00e3o pequenas, embora estejam em processo de expans\u00e3o. Hoje, cada um dos seis cursos oferecidos pela escola tem, em m\u00e9dia, 20 alunos. O ITA forma entre 100 e 120 engenheiros por ano. A recente fuga de jovens c\u00e9rebros representa, portanto, mais de 10% dos estudantes que concluem a gradua\u00e7\u00e3o. Parece com o futebol: os nossos craques das ci\u00eancias duras est\u00e3o saindo cedo demais do pa\u00eds. Por isso, acreditam alguns especialistas, sem a certeza da volta.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nAss\u00e9dio bil\u00edngue&nbsp;<br \/>\n<\/strong><br \/>\nS\u00f3 na base da l\u00e1bia \u00e9 imposs\u00edvel reter esses garotos. As propostas que recebem s\u00e3o irresist\u00edveis. A Polytechnique, por exemplo, oferece de tudo, assim que os seus selecionadores farejam uma massa cinzenta promissora. \u201cTudo\u201d, aqui, quer dizer exatamente isso: tudo. Al\u00e9m da oportunidade de viver uma experi\u00eancia cultural \u00fanica em outro pa\u00eds, os estudantes recebem bolsa, suporte permanente de professores e, se o aluno desejar, a cidadania francesa ap\u00f3s a formatura. Assim, ele poder\u00e1 exercer a profiss\u00e3o na Fran\u00e7a. A escola nem sequer exige que os candidatos a vagas falem franc\u00eas, pois sabe que essa \u00e9 uma l\u00edngua em uso minguante no planeta. A garotada faz as avalia\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas e, depois, mergulha em um curso megaintensivo (gratuito, claro) de franc\u00eas. Qual o resultado dessa pol\u00edtica de capta\u00e7\u00e3o de craques? Hoje, as turmas da Polytechnique re\u00fanem jovens de 59 nacionalidades distintas.<\/p>\n<p>Fabio Arai, o rapaz que fez o rob\u00f4 no MIT, tamb\u00e9m recebeu propostas de cair o queixo. Na Universidade de Columbia, em Nova York, ele teria direito a uma bolsa de pesquisa de US$ 6 mil, para se debru\u00e7ar sobre qualquer assunto que escolhesse. Note: est\u00e1 dito \u201cpesquisa\u201d, sendo que o garoto ainda nem sequer ingressara na gradua\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, ele optou pelo Caltech. \u201cTinha mais a ver comigo\u201d, afirma. \u201cAgora, o mais importante n\u00e3o \u00e9 o que vou receber, mas o que vou fazer e at\u00e9 onde posso ir.\u201d<\/p>\n<p><strong>O novo estere\u00f3tipo&nbsp;<\/p>\n<p><\/strong>A necessidade de renova\u00e7\u00e3o dos cursos de engenharia no Brasil \u2013 mesmo entre os que ocupam o topo da cadeia alimentar \u2013 \u00e9 uma unanimidade entre especialistas. Esse, ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 um dilema apenas brasileiro. Trata-se de um desafio global. Hoje, o que se pretende em todo o mundo \u00e9, no m\u00ednimo, tornar as salas de aula desses cursos compat\u00edveis com fen\u00f4menos como o Big Bang digital e as mudan\u00e7as de comportamento das novas gera\u00e7\u00f5es. A agravante \u00e9 que, aqui, as engrenagens pedag\u00f3gicas est\u00e3o enferrujad\u00edssimas. <\/p>\n<p>Jos\u00e9 Roberto Cardoso, ex-diretor da Poli de S\u00e3o Paulo, narra uma hist\u00f3ria que ilustra \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o o tamanho desse anacronismo. Ele recebeu, recentemente, um e-mail da neta. Ela estuda engenharia na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (SP), uma escola de excel\u00eancia no Brasil. A garota tinha uma d\u00favida sobre uma tarefa de c\u00e1lculo. Cardoso resolveu a quest\u00e3o. \u201cEncontrei o mesmo exerc\u00edcio, com resposta e tudo, em um livro de 1970, que eu usava quando cursei a faculdade\u201d, diz. \u201cReconhe\u00e7o o valor das obras do passado, mas ser\u00e1 que nada deveria ter mudado nesses \u00faltimos 40 anos?\u201d <\/p>\n<p>Sobram experi\u00eancias, mas ainda n\u00e3o existe consenso em torno de um novo modelo para os cursos de engenharia. Algumas pe\u00e7as para a constru\u00e7\u00e3o de um prot\u00f3tipo, contudo, j\u00e1 t\u00eam contornos bem n\u00edtidos. Em resumo, o que se busca \u00e9 moldar um profissional preparado para lidar com os desafios do s\u00e9culo 21. Por isso, o perfil almejado do novo engenheiro guarda poucas semelhan\u00e7as com o velho estere\u00f3tipo do hiperespecialista, isolado em um cantinho, com uma calculadora na m\u00e3o. <\/p>\n<p>Espera-se, hoje, que o engenheiro seja criativo, comunique-se bem, saiba trabalhar em equipe (um pr\u00e9-requisito em qualquer \u00e1rea), lidere, empreenda (mesmo que dentro de uma empresa) e, principalmente, que tenha apetite pela inova\u00e7\u00e3o. \u201cHoje, ocorre o contr\u00e1rio\u201d, diz o f\u00edsico e engenheiro Roberto Leal Lobo, consultor e ex-reitor da USP, um dos principais nomes do debate sobre a renova\u00e7\u00e3o das escolas de engenharia no pa\u00eds. \u201cO nosso engenheiro \u00e9 formado para reproduzir, n\u00e3o para inovar.\u201d<\/p>\n<p><strong>Engenharia com arte&nbsp;<\/p>\n<p><\/strong>A lgumas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas em voga buscam tornar as aulas mais interessantes e participativas. Preconizam, por exemplo, uma melhor distribui\u00e7\u00e3o ao longo dos cursos de mat\u00e9rias mais \u00e1ridas, como matem\u00e1tica, f\u00edsica e qu\u00edmica. Elas devem ser ao menos intercaladas com trabalhos pr\u00e1ticos, sempre que poss\u00edvel executados em grupo. A l\u00f3gica contida nesse princ\u00edpio \u00e9 a seguinte: os alunos n\u00e3o precisam saber toda a f\u00edsica ou toda a matem\u00e1tica para, somente depois, tomar contato com a engenharia. \u201cMesmo porque, antes de Newton e Galileu, pontes e aquedutos j\u00e1 eram constru\u00eddos\u201d, diz Cardoso, da Poli. \u201cOs trabalhos pr\u00e1ticos tornariam as aulas menos ma\u00e7antes e mais envolventes.\u201d <\/p>\n<p>Os curr\u00edculos tamb\u00e9m tendem a ser flex\u00edveis. Devem permitir a inclus\u00e3o de mat\u00e9rias do interesse dos alunos, ainda que elas soem estranhas para os ouvidos afinados no diapas\u00e3o das velhas escolas. Muito se fala, por exemplo, sobre a liga\u00e7\u00e3o entre arte e engenharia. Para demonstrar que ela faz sentido, basta uma palavra \u2013 Apple. Na pr\u00e1tica, Steve Jobs e Steve Wozniak, os criadores da empresa, n\u00e3o fizeram outra coisa al\u00e9m de promover o casamento entre a arte e a engenharia, tendo o design como am\u00e1lgama \u2013 ou templo. Isso para produzir uma nova interface entre homens e computadores. \u201cFazer engenharia com arte \u00e9 dif\u00edcil\u201d, dizia Wozniack. \u201cMas \u00e9 assim que se deve fazer.\u201d <\/p>\n<p>Na Universidade de Yale, esse mix funciona, embora seja incipiente. H\u00e1 um ano, a escola inaugurou um centro de engenharia, inova\u00e7\u00e3o e design. Na pr\u00e1tica, \u00e9 uma f\u00e1brica-laborat\u00f3rio (a fab lab, o novo bibel\u00f4 dos nerds) dotada de ampla parafern\u00e1lia instrumental, como impressoras 3D, onde os alunos podem imaginar e construir coisas. Que coisas? Quaisquer, contanto que consigam conceb\u00ea-las e execut\u00e1-las. \u201cOs estudantes de engenharia amaram o espa\u00e7o e isso n\u00e3o nos surpreendeu\u201d, disse Peter Salovey, o presidente de Yale, a NEG\u00d3CIOS. \u201cO fascinante foi que os estudantes de arte tamb\u00e9m adoraram. Eles querem trabalhar com os futuros engenheiros em projetos que, afinal, tamb\u00e9m devem ser vistos como art\u00edsticos.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"861\" src=\"\/site\/userfiles\/ita_4.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>A maldi\u00e7\u00e3o da letargia&nbsp;<br \/>\n<\/strong><br \/>\nAs grandes escolas brasileiras n\u00e3o est\u00e3o alheias \u00e0s mudan\u00e7as em curso no mundo. Ao contr\u00e1rio, muitas delas t\u00eam divulgado amplos projetos de renova\u00e7\u00e3o. O ITA est\u00e1 nessa lista. A escola j\u00e1 declarou metas ambiciosas. Elas contemplam o aumento de alunos (as vagas devem dobrar em cinco anos), a contrata\u00e7\u00e3o de professores e a constru\u00e7\u00e3o de novos alojamentos e laborat\u00f3rios. O investimento previsto \u00e9 de R$ 300 milh\u00f5es. \u201cEssa expans\u00e3o f\u00edsica, no fim das contas, transformou-se em um pretexto\u201d, diz Carlos Am\u00e9rico Pacheco, reitor do ITA. \u201cPrecisamos mesmo \u00e9 reinventar a escola.\u201d <\/p>\n<p>Por isso, o plano tamb\u00e9m prev\u00ea a abertura de dois centros de inova\u00e7\u00e3o. Um deles funcionaria no campus da faculdade. O outro em um parque tecnol\u00f3gico externo. A ideia \u00e9 que, em ambos, os alunos possam realizar trabalhos, pesquisas e ampliar o contato com empresas. A escola tamb\u00e9m est\u00e1 firmando um amplo acordo de colabora\u00e7\u00e3o com o MIT. <\/p>\n<p>A Poli, da USP, que comemora 121 anos em 2014, tamb\u00e9m se sacudiu. Entre outras medidas, flexibilizou o curr\u00edculo e firmou acordos internacionais de interc\u00e2mbio de alunos com institui\u00e7\u00f5es de ensino de primeir\u00edssima da Europa. Quer ainda construir um baita laborat\u00f3rio de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, or\u00e7ado em R$ 20 milh\u00f5es. Projetado por Ruy Ohtake, ele foi concebido para funcionar \u00e0 semelhan\u00e7a do fab lab de Yale. <\/p>\n<p>Tudo lindo, n\u00e3o fosse uma barreira cabelud\u00edssima. A maior parte das grandes faculdades de engenharia do Brasil \u00e9 p\u00fablica. Tal caracter\u00edstica, como se sabe, embute uma maldi\u00e7\u00e3o \u2013 a infinita letargia oficial. O ITA, por exemplo, at\u00e9 agora n\u00e3o tirou do papel o projeto dos centros de inova\u00e7\u00e3o. Um deles, o que seria erguido fora da escola, aguarda defini\u00e7\u00e3o de financiamento por parte do BNDES. O contrato com o MIT, articulado h\u00e1 dois anos, n\u00e3o estava assinado at\u00e9 o m\u00eas passado. Na Poli, a constru\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica-laborat\u00f3rio j\u00e1 deveria ter come\u00e7ado. Com a atual crise da USP, corre o risco de virar pe\u00e7a de fic\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Fosse outro o cen\u00e1rio, seria mais f\u00e1cil levar adiante uma proposta feita por Roberto Leal Lobo, o ex-reitor da USP. Ele defende que a sociedade abrace o desafio de classificar pelo menos cinco escolas de engenharia brasileiras entre as cem melhores do mundo, em um prazo de 15 anos. \u201cIsso faria grande diferen\u00e7a para o pa\u00eds\u201d, diz. \u201cDar\u00edamos um salto real na forma\u00e7\u00e3o de engenheiros.\u201d Hoje, o Brasil tem apenas tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es entre as 200 melhores. S\u00e3o elas a Poli (em 97\u00ba lugar), a Unicamp (152\u00ba) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (172\u00ba). Como se v\u00ea, falta muito.<\/p>\n<p><b>Autor: \u00c9poca Neg\u00f3cios <\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O problema n\u00e3o est\u00e1 tanto no n\u00famero de profissionais; at\u00e9 as escolas top do setor enfrentam o desafio de repensar sua ess\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25179,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,6],"tags":[],"class_list":{"0":"post-25178","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-educacao","8":"category-noticias"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds - Instituto de Engenharia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds - Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O problema n\u00e3o est\u00e1 tanto no n\u00famero de profissionais; at\u00e9 as escolas top do setor enfrentam o desafio de repensar sua ess\u00eancia\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2014-12-05T00:14:04+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2014-12-05T15:51:39+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ita_3.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"250\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"655\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"TMax Tecnologia\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"TMax Tecnologia\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"TMax Tecnologia\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3b1ff109facef084739fc2edcb9a127f\"},\"headline\":\"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds\",\"datePublished\":\"2014-12-05T00:14:04+00:00\",\"dateModified\":\"2014-12-05T15:51:39+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/\"},\"wordCount\":3042,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/10\\\/ita_3.jpg\",\"articleSection\":[\"Educa\u00e7\u00e3o\",\"Not\u00edcias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/\",\"name\":\"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds - Instituto de Engenharia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/10\\\/ita_3.jpg\",\"datePublished\":\"2014-12-05T00:14:04+00:00\",\"dateModified\":\"2014-12-05T15:51:39+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/10\\\/ita_3.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/10\\\/ita_3.jpg\",\"width\":250,\"height\":655},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2014\\\/12\\\/05\\\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"description\":\"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/03\\\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/03\\\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"width\":1486,\"height\":1879,\"caption\":\"Instituto de Engenharia\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/institutodeengenharia\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/iengenharia\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/institutodeengenharia\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/company\\\/instituto-de-engenharia\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3b1ff109facef084739fc2edcb9a127f\",\"name\":\"TMax Tecnologia\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"TMax Tecnologia\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/author\\\/tmax\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds - Instituto de Engenharia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds - Instituto de Engenharia","og_description":"O problema n\u00e3o est\u00e1 tanto no n\u00famero de profissionais; at\u00e9 as escolas top do setor enfrentam o desafio de repensar sua ess\u00eancia","og_url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/","og_site_name":"Instituto de Engenharia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","article_published_time":"2014-12-05T00:14:04+00:00","article_modified_time":"2014-12-05T15:51:39+00:00","og_image":[{"width":250,"height":655,"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ita_3.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"TMax Tecnologia","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@iengenharia","twitter_site":"@iengenharia","twitter_misc":{"Escrito por":"TMax Tecnologia","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/"},"author":{"name":"TMax Tecnologia","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/3b1ff109facef084739fc2edcb9a127f"},"headline":"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds","datePublished":"2014-12-05T00:14:04+00:00","dateModified":"2014-12-05T15:51:39+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/"},"wordCount":3042,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ita_3.jpg","articleSection":["Educa\u00e7\u00e3o","Not\u00edcias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/","name":"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds - Instituto de Engenharia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ita_3.jpg","datePublished":"2014-12-05T00:14:04+00:00","dateModified":"2014-12-05T15:51:39+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ita_3.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ita_3.jpg","width":250,"height":655},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/12\/05\/brasil-sofre-com-a-qualidade-de-engenheiros-formados-no-pais\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Brasil sofre com a qualidade de engenheiros formados no pa\u00eds"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","name":"Instituto de Engenharia","description":"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization","name":"Instituto de Engenharia","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","width":1486,"height":1879,"caption":"Instituto de Engenharia"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","https:\/\/x.com\/iengenharia","https:\/\/www.instagram.com\/institutodeengenharia\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/instituto-de-engenharia\/","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/3b1ff109facef084739fc2edcb9a127f","name":"TMax Tecnologia","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g","caption":"TMax Tecnologia"},"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/author\/tmax\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25178","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25178"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25178\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25179"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25178"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25178"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25178"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}