{"id":24579,"date":"2014-03-11T00:06:13","date_gmt":"2014-03-11T00:06:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=24579"},"modified":"2014-03-11T11:34:15","modified_gmt":"2014-03-11T11:34:15","slug":"a-nova-internet-subaquatica-da-marinha-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2014\/03\/11\/a-nova-internet-subaquatica-da-marinha-dos-eua\/","title":{"rendered":"A nova internet subaqu\u00e1tica da Marinha dos EUA"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea usa Wi-Fi todos os dias, mas conhece o seu pequeno primo, o Li-Fi? Dispositivos que usam luzes piscantes para transmitir dados podem oferecer a internet wireless do futuro. <\/p>\n<p>Pesquisadores financiados pela Marinha dos EUA est\u00e3o desenvolvendo uma forma de comunica\u00e7\u00e3o baseada em luz vis\u00edvel que transmite dados usando LEDs piscantes em vez das conhecidas ondas de r\u00e1dio Wi-Fi. <\/p>\n<p>Uma pesquisa publicada na Nature Nanotechnology pode ajudar o Li-Fi a dar um passo adiante. Seus autores fabricaram um material artificial com resposta peculiar \u00e0 luz que pode at\u00e9 aumentar as transmiss\u00f5es de dados por luz. <\/p>\n<p>O Li-FI funciona como c\u00f3digo Morse, com as piscadas do LED correspondendo aos zeros e uns da linguagem computacional. Uma luz LED transmite flashes de luz para um detector de luz vinculado a um dispositivo computacional, que traduz o sinal em dados digitais. As piscadas s\u00e3o t\u00e3o r\u00e1pidas que o olho humano n\u00e3o consegue detect\u00e1-las. Quanto mais r\u00e1pido o LED pisque, mais r\u00e1pida fica a transmiss\u00e3o de dados. <\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea pode come\u00e7ar com um LED bem barato e melhorar a velocidade em at\u00e9 50 vezes\u201d <\/p>\n<p>O material manipulador de luz pode aumentar a frequ\u00eancia de piscadelas dos LEDs consideravelmente. Isso significaria uma enorme melhoria na velocidade de transmiss\u00e3o de dados dos LEDs modificados. \u201cVoc\u00ea pode come\u00e7ar com um LED bem barato e melhorar a velocidade em at\u00e9 50 vezes\u201d, explica Zhaowei Liu, um engenheiro \u00f3ptico na Universidade da Calif\u00f3rnia, San Diego, nos EUA, e autor do novo artigo. Tamb\u00e9m seria poss\u00edvel come\u00e7ar com um LED avan\u00e7ado e melhorar ainda mais o seu sinal da mesma forma. <\/p>\n<p>O Li-Fi pode prosperar em alguns casos espec\u00edficos. O estudo foi em parte financiado pela Marinha dos EUA. Ela est\u00e1 interessada em usar a tecnologia para melhorar a comunica\u00e7\u00e3o de submarinos, j\u00e1 que as ondas de r\u00e1dio n\u00e3o viajam bem debaixo d\u2019\u00e1gua, e os sistemas de comunica\u00e7\u00e3o ac\u00fastica atuais s\u00e3o lentos. O Li-Fi poderia ser \u00fatil tamb\u00e9m em usinas petroqu\u00edmicas ou avi\u00f5es, onde o Wi-Fi causa interfer\u00eancia em aparelhos eletr\u00f4nicos. <\/p>\n<p>Mas a principal aplica\u00e7\u00e3o para o Li-Fi pode ser muito mais ampla. A Comiss\u00e3o Federal de Comunica\u00e7\u00f5es dos EUA (FCC) j\u00e1 alertou sobre a possibilidade de sobrecarga em comunica\u00e7\u00f5es sem fio conforme o espectro de frequ\u00eancias fique muito cheio \u2013 um problema, ali\u00e1s, poss\u00edvel em qualquer rede m\u00f3vel do mundo, incluindo o Brasil. O Li-Fi ajudaria a descongestionar. O espectro de luz visual \u00e9 10.000 vezes mais lerdo do que o espectro de frequ\u00eancia de r\u00e1dio, oferecendo bastante espa\u00e7o para novos canais de transmiss\u00e3o de dados. E a luz vis\u00edvel n\u00e3o interfere em ondas de r\u00e1dio, ent\u00e3o Wi-Fi e Li-Fi podem coexistir. Dispositivos podem variar entre uma conex\u00e3o e outra, como carros flex\u00edveis mudam de um tipo de combust\u00edvel para outro. O Li-Fi poderia at\u00e9 ser incorporado em infraestrutura de ilumina\u00e7\u00e3o j\u00e1 existente em ruas e edif\u00edcios. <\/p>\n<p>O Li-Fi j\u00e1 atingiu velocidades surpreendentes em laborat\u00f3rios. A transmiss\u00e3o Li-Fi mais r\u00e1pida com um \u00fanico LED publicada at\u00e9 agora foi a uma taxa de 3.5 gigabits por segundo em uma dist\u00e2ncia de 5 cent\u00edmetros, atingida por Harald Haas e seus colegas na Universidade de Edimburgo no come\u00e7o deste ano. Ainda \u00e9 mais lento do que a conex\u00e3o Wi-Fi mais r\u00e1pida, que chegou a 100 gigabits por segundo, mas \u00e9 um resultado promissor. <\/p>\n<p>A longas dist\u00e2ncias, usando LEDs originalmente projetados para ilumina\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m em condi\u00e7\u00f5es realistas, o Li-Fi \u00e9 bem mais lento do que o conseguido em laborat\u00f3rio. Anagnostis Paraskevopoulos e seus colegas do Instituto Heinrich Hertz, na Alemanha, por exemplo, chegaram a 500 megabits por segundo em dist\u00e2ncias de um a dois metros, e 100 megabits por segundo em 20 metros. <\/p>\n<p>Liu e seus colegas planejam turbinar a taxa de piscadelas e a transmiss\u00e3o de dados ao incorporar uma subst\u00e2ncia artificial chamada metamaterial hiperb\u00f3lico nos LEDs. Para criar o material, os pesquisadores alternaram entre camadas de 10 nan\u00f4metros de espessura de s\u00edlica com prata, cada uma cerca de 10.000 vezes mais fina do que um fio de cabelo. Eles organizaram v\u00e1rias pilhas com 305 nan\u00f4metros de altura destas camadas alternadas em uma folha de vidro. Eles inscreveram cada camada de s\u00edlica com prata com um padr\u00e3o de trincheiras e, em seguida, revestiram as pilhas em um pl\u00e1stico transparente misturado com mol\u00e9culas de corante rodamina. O corante rodamina fluoresce quando absorve luz. Os pesquisadores ativaram as mol\u00e9culas de corante usando um laser e, em seguida, mediram seu brilho e taxa de piscadas conforme ele fluorescia, o que demonstra que eles aumentaram a emiss\u00e3o de luz das mol\u00e9culas de corante. <\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o trabalho que mostra que h\u00e1 um grande potencial para esses metamateriais hiperb\u00f3licos\u201d, disse Zubin Jacob, um engenheiro el\u00e9trico da Universidade de Alberta. <\/p>\n<p>Metamateriais hiperb\u00f3licos contam com propriedades incomuns porque eles s\u00e3o padronizados em escala muito menor do que um comprimento de onda de luz vis\u00edvel, que tem em torno de 400 a 700 nan\u00f4metros. Quando a luz atinge uma subst\u00e2ncia, ela cria algo chamado resson\u00e2ncia plasm\u00f4nica, um fen\u00f4meno no qual os el\u00e9trons oscilam coletivamente dentro de um material. Metamateriais s\u00e3o capazes de atingir padr\u00f5es de resson\u00e2ncia plasm\u00f4nica n\u00e3o vistos em subst\u00e2ncias que ocorrem naturalmente. Quando a resson\u00e2ncia plasm\u00f4nica se alinha com a emiss\u00e3o fluorescente, \u00e9 poss\u00edvel amplificar a emiss\u00e3o, formando a base do brilho melhorado e a velocidade de piscadela atingida pelos cientistas. <\/p>\n<p>Liu alerta que sua equipe anda precisa incorporar o novo metamaterial em LEDs. <\/p>\n<p>Mas Haas cuidadosamente comemoru os resultados de Liu, dizendo que ele pode ajudar a solucionar um desafio na ind\u00fastria de Li-Fi. L\u00e2mpadas s\u00e3o otimizadas para luz vis\u00edvel, n\u00e3o para comunica\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel modular sua intensidade comparativamente mais lentamente. O aumento da taxa de piscadas atingida por Liu e seus colegas pode solucionar isso. \u201cEsses dispositivos talvez sejam capazes de oferecer um passo em dire\u00e7\u00e3o aos resultados que queremos atingir\u201d, disse Haas. <\/p>\n<p><strong><em>Publicado originalmente na The Connectivist. A The Connectivist \u00e9 uma revista online criada em parceria com a National Cable &amp; Telecommunications Association (NCTA) para ligar os pontos entre tecnologia, inova\u00e7\u00e3o, web, cultura e TV. <\/p>\n<p>Imagem de topo via U.S. Navy<\/em><\/strong><\/p>\n<p><b>Autor: GizModo<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea usa Wi-Fi todos os dias, mas conhece o seu pequeno primo, o Li-Fi? Dispositivos que usam luzes piscantes para transmitir dados podem oferecer a internet wireless do futuro. 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