{"id":23882,"date":"2013-09-09T23:57:06","date_gmt":"2013-09-09T23:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=23882"},"modified":"2013-09-09T11:54:24","modified_gmt":"2013-09-09T11:54:24","slug":"empresa-desenvolve-esterilizador-a-base-de-ozonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2013\/09\/09\/empresa-desenvolve-esterilizador-a-base-de-ozonio\/","title":{"rendered":"Empresa desenvolve esterilizador \u00e0 base de oz\u00f4nio"},"content":{"rendered":"<p>A BrasilOz\u00f4nio \u2013 empresa graduada no Centro de Inova\u00e7\u00e3o, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), em S\u00e3o Paulo \u2013 desenvolveu uma autoclave para esteriliza\u00e7\u00e3o de materiais de uso m\u00e9dico-hospitalar \u00e0 base de oz\u00f4nio, considerado o mais potente germicida e o segundo maior oxidante existente na Terra. <\/p>\n<p>Resultado de um <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/30065\/autoclave-ozonio-otimizacao-construtiva-e-de-processo-de-um-equipamento-de-acao-esterilizante-a-base\/\">projeto<\/a> realizado pela empresa com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, o equipamento promete ser mais seguro, eficiente e econ\u00f4mico do que os sistemas utilizados hoje para essa finalidade. <\/p>\n<p>\u201cO oz\u00f4nio inativa e elimina qualquer v\u00edrus, bact\u00e9ria, protozo\u00e1rio e fungo. Ao ser introduzido adequadamente em uma autoclave, como a que desenvolvemos, esteriliza qualquer tipo de material m\u00e9dico-hospitalar colocado dentro do equipamento\u201d, disse Frederico de Almeida Lage Filho, ex-professor do Departamento de Engenharia Hidr\u00e1ulica e Ambiental da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e um dos coordenadores do projeto. <\/p>\n<p>De acordo com Lage, o processo de esteriliza\u00e7\u00e3o automatizado desenvolvido \u00e9 iniciado com a captura de ar ambiente que, em seguida, \u00e9 processado e encaminhado sob condi\u00e7\u00f5es controladas para um gerador de oz\u00f4nio que integra a autoclave. <\/p>\n<p>As impurezas e a umidade do ar s\u00e3o removidas e, a seguir, separa-se o oxig\u00eanio para a gera\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio molecular (O3, formado por tr\u00eas \u00e1tomos de oxig\u00eanio) que, ao reagir e se autodecompor, d\u00e1 origem a radicais livres extremamente reativos, com vida \u00fatil de cent\u00e9simos de segundos. <\/p>\n<p>O oz\u00f4nio gerado passa ent\u00e3o por reatores de transfer\u00eancia, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 c\u00e2mara de esteriliza\u00e7\u00e3o da autoclave, onde, ap\u00f3s determinado n\u00famero de ciclos de opera\u00e7\u00e3o, que levam fra\u00e7\u00f5es de hora, os materiais m\u00e9dico-hospitalares s\u00e3o esterilizados. Durante o processo oxidativo, o oz\u00f4nio se autodecomp\u00f5e em oxig\u00eanio. <\/p>\n<p>\u201cO equipamento permite esterilizar rapidamente e com seguran\u00e7a todos os tipos de materiais m\u00e9dico-hospitalares e eliminar os micr\u00f3bios mais resistentes poss\u00edveis\u201d, disse Lage \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP. <\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, tamb\u00e9m possibilita realizar a esteriliza\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio hospital, porque \u00e9 seguro, n\u00e3o gera compostos t\u00f3xicos e n\u00e3o necessita de m\u00e3o de obra especializada para oper\u00e1-lo, como requerem os m\u00e9todos atuais\u201d, comparou. <\/p>\n<p>M\u00e9todo alternativo <\/p>\n<p>Segundo Lage, um dos equipamentos mais utilizados atualmente para esteriliza\u00e7\u00e3o de materiais m\u00e9dico-hospitalares \u00e9 a autoclave \u00e0 base de vapor d\u00b4\u00e1gua. O equipamento utiliza temperaturas variando entre 100 e 400 graus Celsius e alta press\u00e3o para eliminar todos os tipos de microrganismos contaminantes. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de consumir muita energia, de acordo com o pesquisador, o equipamento tamb\u00e9m apresenta riscos de opera\u00e7\u00e3o por causa da alta temperatura e da press\u00e3o interna. <\/p>\n<p>Outro problema apresentado por esse m\u00e9todo de esteriliza\u00e7\u00e3o, de acordo com Lage, \u00e9 que h\u00e1 microrganismos \u2013 os extremof\u00edlicos \u2013 capazes de resistir a condi\u00e7\u00f5es extremas de temperatura e press\u00e3o. Por outro lado, h\u00e1 materiais m\u00e9dico-hospitalares feitos de silicone ou polipropileno \u2013 como mangueiras, respiradores e cateteres, por exemplo, chamados de termossens\u00edveis \u2013, suscet\u00edveis a altas temperaturas e press\u00e3o. Por isso, n\u00e3o podem ser esterilizados por esse tipo de equipamento. <\/p>\n<p>\u201cO uso de altas temperatura e press\u00e3o para esterilizar materiais de uso m\u00e9dico-hospitalar nunca foi o m\u00e9todo mais indicado para essa finalidade. Al\u00e9m disso, o material a ser esterilizado deve ficar por um bom tempo no interior da autoclave a vapor e, quando o processo \u00e9 finalizado, \u00e9 necess\u00e1rio esperar que o material esfrie para ser utilizado\u201d, disse Lage. <\/p>\n<p>A fim de possibilitar que materiais \u00e0 base de pl\u00e1stico tamb\u00e9m possam ser esterilizados, surgiram h\u00e1 algumas d\u00e9cadas processos de esteriliza\u00e7\u00e3o que utilizam subst\u00e2ncias altamente t\u00f3xicas e contaminantes, tais como \u00f3xido de etileno, glutaralde\u00eddo, formalde\u00eddo e outros. <\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o disso, a exemplo da esteriliza\u00e7\u00e3o a vapor, por quest\u00e3o de seguran\u00e7a esses processos de esteriliza\u00e7\u00e3o precisam ser realizados fora dos hospitais por pessoal treinado, e os materiais levam dias para retornar \u00e0 institui\u00e7\u00e3o que os utiliza, acarretando demora e custos elevados. <\/p>\n<p>Outra limita\u00e7\u00e3o desses m\u00e9todos, segundo o pesquisador, \u00e9 que eles n\u00e3o s\u00e3o capazes de eliminar determinados grupos de bact\u00e9rias e protozo\u00e1rios que esporulam (formam esporos), criando \u201ccarapa\u00e7as\u201d protetoras. <\/p>\n<p>J\u00e1 o oz\u00f4nio, segundo ele, \u00e9 capaz de n\u00e3o s\u00f3 eliminar esses e outros tipos de microrganismos, como tamb\u00e9m oxidar e remover subst\u00e2ncias t\u00f3xicas org\u00e2nicas e inorg\u00e2nicas, al\u00e9m de odor e cor da \u00e1gua e de gases, entre outras propriedades. Por isso, vem sendo utilizado por empresas, como a pr\u00f3pria BrasilOz\u00f4nio, para o tratamento de gases, l\u00edquidos, alimentos e, mais recentemente, at\u00e9 de solo contaminado por material radioativo, como o ur\u00e2nio. <\/p>\n<p>\u201cO oz\u00f4nio \u00e9 t\u00e3o poderoso que pode corroer at\u00e9 a\u00e7o inoxid\u00e1vel em quest\u00e3o de alguns anos\u201d, exemplificou Lage. <\/p>\n<p>Dosagens controladas <\/p>\n<p>Justamente por ser altamente corrosivo, segundo o pesquisador, um dos cuidados tomados durante o desenvolvimento do equipamento foi garantir que o oz\u00f4nio n\u00e3o afetasse os materiais cir\u00fargicos colocados em contato direto com o composto durante o tempo de esteriliza\u00e7\u00e3o. Para isso, realizaram uma s\u00e9rie de testes com diferentes tipos de materiais de uso m\u00e9dico-hospitalar termossens\u00edveis e \u00e0 base de inox. <\/p>\n<p>Eles verificaram as faixas de tempo de exposi\u00e7\u00e3o ideal dos materiais ao oz\u00f4nio e quantos ciclos de opera\u00e7\u00e3o da autoclave eram necess\u00e1rios para introduzir o g\u00e1s de maneira inteligente para esteriliza\u00e7\u00e3o de todos os materiais colocados dentro do equipamento. Outro fator analisado foi o melhor modo de garantir que n\u00e3o restou oz\u00f4nio residual no interior do equipamento ao final do processo de esteriliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>De acordo com Samy Menasce, outro coordenador do projeto, al\u00e9m de ajudar a aprimorar esses par\u00e2metros t\u00e9cnicos do equipamento, outra contribui\u00e7\u00e3o dada pelos testes foi revelar que alguns materiais de uso m\u00e9dico-hospitalar feitos de silicone ou inox apresentam problemas de especifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Ao realizar a esteriliza\u00e7\u00e3o de materiais em a\u00e7o inoxid\u00e1vel grau 316L \u2013 com maior resist\u00eancia \u00e0 corros\u00e3o \u2013, os pesquisadores observaram que alguns materiais sa\u00edam perfeitos do equipamento e outros enferrujados. O mesmo problema ocorria com mangueiras e respiradores feitos com silicone \u2013 alguns sa\u00edam intactos da autoclave e outros praticamente derretidos. <\/p>\n<p>A fim de entender por que esses problemas aconteciam, os pesquisadores foram atr\u00e1s dos fornecedores desses materiais para pedir esclarecimentos, e descobriram que alguns fabricantes de materiais de uso m\u00e9dico-hospitalar termossens\u00edveis utilizavam silicone puro misturado com silicone reciclado. Por sua vez, alguns fabricantes de instrumentos cir\u00fargicos \u00e0 base de a\u00e7o inox grau 316L tamb\u00e9m n\u00e3o utilizavam ligas com essa especifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>\u201cEssas constata\u00e7\u00f5es foram muito interessantes e demonstraram que a esteriliza\u00e7\u00e3o por oz\u00f4nio no mercado brasileiro pode contribuir muito para garantir a especifica\u00e7\u00e3o correta de materiais de uso m\u00e9dico-hospitalar termossens\u00edveis e \u00e0 base de a\u00e7o inoxid\u00e1vel 316L\u201d, avaliou Menasce. <\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, o desenvolvimento do equipamento tamb\u00e9m permitiu \u00e0 empresa criar uma linha de geradores de oz\u00f4nio capazes de lidar com concentra\u00e7\u00f5es do g\u00e1s muito maiores do que os equipamentos usados para o tratamento de \u00e1gua, alimentos e gases. Al\u00e9m do tratamento e purifica\u00e7\u00e3o de volumes de \u00e1gua de piscinas ou aqu\u00e1rios p\u00fablicos, como o de S\u00e3o Paulo, a empresa se habilitou a tratar agora volumes de \u00e1gua da ordem de 250 mil metros c\u00fabicos por hora. <\/p>\n<p>\u201cQuando come\u00e7amos a desenvolver o equipamento percebemos que ter\u00edamos de desenvolver sistemas de gera\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio com concentra\u00e7\u00f5es do composto aplicado muito mais altas para se chegar a uma autoclave vi\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 em termos de pre\u00e7o, como tamb\u00e9m de tempo de esteriliza\u00e7\u00e3o\u201d, disse Menasce. <\/p>\n<p>\u201cIsso nos possibilitou n\u00e3o apenas solucionar o problema da autoclave e atuar em um novo mercado, como desenvolver uma gera\u00e7\u00e3o totalmente nova de geradores de oz\u00f4nio e ampliar nossa atua\u00e7\u00e3o nos segmentos nos quais j\u00e1 est\u00e1vamos presentes\u201d, contou. <\/p>\n<p>Chegada ao mercado <\/p>\n<p>De acordo com Menasce, o equipamento est\u00e1 em fase de registro na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) e um prot\u00f3tipo dele foi apresentado em uma feira de equipamentos m\u00e9dico-hospitalares em S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p>Para produzi-lo, a empresa assinou um contrato com a fabricante brasileira de equipamentos hospitalares Ortos\u00edntese, que tamb\u00e9m ser\u00e1 respons\u00e1vel pela venda do produto, com apoio t\u00e9cnico da BrasilOz\u00f4nio, por j\u00e1 ter uma carteira de potenciais clientes consolidada. <\/p>\n<p>\u201cDesenvolvemos o equipamento em parceria com eles. Todo o processo de esteriliza\u00e7\u00e3o foi criado por n\u00f3s e eles cuidaram da constru\u00e7\u00e3o do equipamento\u201d, explicou Menasce. <\/p>\n<p>O aparelho ser\u00e1 vendido com c\u00e2meras de esteriliza\u00e7\u00e3o com capacidade de 120 a 360 litros \u2013 os volumes mais requisitados pelos hospitais, disse o pesquisador. H\u00e1, no entanto, a possibilidade de construir, no futuro, autoclaves com maior capacidade para serem usadas pelos pr\u00f3prios fabricantes de material de uso m\u00e9dico-hospitalar, adiantou Menasce. <\/p>\n<p>\u201cA ind\u00fastria de materiais cir\u00fargicos se interessou muito pelo processo de esteriliza\u00e7\u00e3o \u00e0 base de oz\u00f4nio porque todos os produtos que fabricam precisam ser desinfetados antes de chegar \u00e0s farm\u00e1cias ou aos hospitais em autoclaves de \u00f3xido de etileno com at\u00e9 20 metros c\u00fabicos, mantidas em suas instala\u00e7\u00f5es, apresentando alta periculosidade e gerando efluentes\u201d, explicou o pesquisador. <\/p>\n<p>\u201cComo o processo de esteriliza\u00e7\u00e3o por oz\u00f4nio independe da quantidade de materiais, podemos desenvolver autoclaves com dimens\u00f5es maiores\u201d, afirmou. <\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, a empresa j\u00e1 negocia com uma grande fabricante de materiais m\u00e9dico-hospitalares a substitui\u00e7\u00e3o de um equipamento esterilizador \u00e0 base de \u00f3xido de etileno por uma autoclave \u00e0 base de oz\u00f4nio. <\/p>\n<p>Estudo de mercado <\/p>\n<p>No in\u00edcio do desenvolvimento do equipamento, a empresa realizou uma pesquisa de mercado com gestores e equipes m\u00e9dicas de hospitais em S\u00e3o Paulo. Os participantes da sondagem apontaram que todos os processos de esteriliza\u00e7\u00e3o de materiais de uso m\u00e9dico-hospitalar hoje existentes no mundo s\u00e3o de alta periculosidade \u2013 por envolver gases inflam\u00e1veis \u2013 e geram efluentes t\u00f3xicos de dif\u00edcil tratamento \u2013 o que obriga as institui\u00e7\u00f5es a terceirizar o processo. Al\u00e9m disso, s\u00e3o caros e consomem muita energia el\u00e9trica. <\/p>\n<p>O fato de a esteriliza\u00e7\u00e3o por oz\u00f4nio n\u00e3o apresentar perigo, gerar como subproduto oz\u00f4nio e consumir 95% menos energia em compara\u00e7\u00e3o com os m\u00e9todos existentes motivou a empresa a desenvolver o sistema. \u201cPercebemos que a esteriliza\u00e7\u00e3o por oz\u00f4nio apresentava muitas vantagens em rela\u00e7\u00e3o aos processos tradicionais\u201d, disse Menasce. <\/p>\n<p>Ao pesquisar se j\u00e1 havia solu\u00e7\u00f5es similares no mercado mundial, a empresa identificou que a Food and Drugs and Administration (FDA) \u2013 a ag\u00eancia regulat\u00f3ria de alimentos e f\u00e1rmacos dos Estados Unidos \u2013 reconhece e aprova o processo e que uma ind\u00fastria canadense e outra japonesa tamb\u00e9m tentavam desenvolver uma autoclave \u00e0 base de oz\u00f4nio com volume \u00fatil menor que 100 litros. <\/p>\n<p>Os sistemas adotados por essas duas empresas estrangeiras, no entanto, s\u00e3o diferentes e os equipamentos ainda n\u00e3o est\u00e3o presentes em larga escala no mercado mundial, afirmou o pesquisador. <\/p>\n<p>\u201cEstamos desenvolvendo esse equipamento h\u00e1 cinco anos e procurando durante todo esse tempo o que existe no mundo em termos de solu\u00e7\u00e3o para esteriliza\u00e7\u00e3o para tentar aprimor\u00e1-la\u201d, disse Menasce. <\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, s\u00f3 nos \u00faltimos 12 meses foram realizados mais de 5 mil testes do equipamento, supervisionados por pesquisadores da Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). <\/p>\n<p><b>Autor: Ag\u00eancia Fapesp<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A BrasilOz\u00f4nio \u2013 empresa graduada no Centro de Inova\u00e7\u00e3o, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), em S\u00e3o Paulo \u2013 desenvolveu uma autoclave para esteriliza\u00e7\u00e3o de materiais de uso m\u00e9dico-hospitalar \u00e0 base de oz\u00f4nio, considerado o mais potente germicida e o segundo maior oxidante existente na Terra. 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