{"id":23853,"date":"2013-09-02T23:56:43","date_gmt":"2013-09-02T23:56:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=23853"},"modified":"2013-09-02T14:04:55","modified_gmt":"2013-09-02T14:04:55","slug":"os-caminhos-da-engenharia-a-engenharia-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2013\/09\/02\/os-caminhos-da-engenharia-a-engenharia-militar\/","title":{"rendered":"Os caminhos da engenharia: a engenharia militar"},"content":{"rendered":"<p>Engenharia, segundo o Aur\u00e9lio, \u00e9 a arte de aplicar conhecimentos cient\u00edficos e emp\u00edricos e certas habilita\u00e7\u00f5es espec\u00edficas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de estruturas, dispositivos e processos que se utilizam para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas. <br \/>\nEm outras palavras, a Engenharia consiste na aplica\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios cient\u00edficos ou matem\u00e1ticos com refer\u00eancia devida \u00e0 economia, tecnologia, \u00e0 sociedade e ao ambiente, obtidos atrav\u00e9s de observa\u00e7\u00f5es, estudos, experi\u00eancias e pr\u00e1ticas, buscando identificar e compreender os obst\u00e1culos. Mediante a compreens\u00e3o destes, s\u00e3o propostas as melhores solu\u00e7\u00f5es para confrontar as limita\u00e7\u00f5es encontradas. O resultado \u00e9 o projeto, a produ\u00e7\u00e3o, e a opera\u00e7\u00e3o de objetos ou de processos \u00fateis em beneficio da humanidade, atividades essas normalmente exercidas pelos Engenheiros. <br \/>\nA Engenharia Militar \u00e9 o ramo da engenharia que d\u00e1 apoio \u00e0s atividades de combate dos ex\u00e9rcitos dentro do sistema MCP (Mobilidade, Contra mobilidade e Prote\u00e7\u00e3o) construindo pontes, campos minados, estradas, etc. encarregando-se da destrui\u00e7\u00e3o dessas mesmas facilidades do inimigo e aumentando o poder defensivo por meio de constru\u00e7\u00e3o ou melhoramento de estruturas de defesa. Os engenheiros militares que t\u00eam por miss\u00e3o atuar em situa\u00e7\u00f5es de combate s\u00e3o designados Sapadores ou Engenheiros de Combate. A Engenharia Militar se serve hoje praticamente de todos os ramos da ci\u00eancia e engenharia no desenvolvimento tecnol\u00f3gico de novos materiais, equipamentos e log\u00edstica que servem tanto a fins militares como a objetivos civis. <\/p>\n<p>Prim\u00f3rdios da Engenharia Militar <br \/>\nA chamada Muralha da China, ou Grande Muralha, \u00e9 uma impressionante estrutura de arquitetura militar constru\u00edda durante a China Imperial. <br \/>\nA muralha come\u00e7ou a ser erguida por volta de 220 a.C. por determina\u00e7\u00e3o do primeiro imperador chin\u00eas, Qin Shihuang . Embora a Dinastia Qin (ou Ch&#039;in) n\u00e3o tenha deixado relatos sobre as t\u00e9cnicas construtivas que empregou e nem sobre o n\u00famero de trabalhadores envolvidos, sabe-se que a obra aproveitou uma s\u00e9rie de fortifica\u00e7\u00f5es constru\u00eddas por reinos anteriores, sendo a estrutura dos muros constitu\u00edda por grandes blocos de pedra, ligados por argamassa feita de barro. Com aproximadamente tr\u00eas mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o, a sua fun\u00e7\u00e3o era a de conter as constantes invas\u00f5es dos povos ao Norte alcan\u00e7ando no seu final 8.850 km. <br \/>\nA primeira civiliza\u00e7\u00e3o a ter uma for\u00e7a especialmente dedicada \u00e0 Engenharia Militar foi talvez a Romana, pois suas legi\u00f5es possu\u00edam um corpo de engenheiros conhecidos por \u201carchitecti\u201d que possivelmente est\u00e1 na raiz das controv\u00e9rsias sobre as fun\u00e7\u00f5es de engenheiros e arquitetos que persistem at\u00e9 os dias atuais. As legi\u00f5es romanas venceram gregos, cartagineses, gauleses, bret\u00f5es, s\u00edrios, eg\u00edpcios, lusitanos e hisp\u00e2nicos. Sua for\u00e7a ocupou dez mil quil\u00f4metros de fronteiras e saiu da Europa rumo \u00e0 \u00c1frica e ao Oriente M\u00e9dio. Suas maiores li\u00e7\u00f5es s\u00e3o copiadas, at\u00e9 hoje, pelos ex\u00e9rcitos do mundo todo: disciplina, estrat\u00e9gia e treinamento continuado. A componente principal da legi\u00e3o romana era a infantaria pesada, formada por cerca de 4200 a 6000 soldados que lutavam a p\u00e9, armados com pilo e gl\u00e1dio (lan\u00e7a e espada), protegidos por uma \u201clorica segmentata\u201d (armadura), um escudo retangular convexo e um capacete, sendo o mais utilizado no per\u00edodo, o modelo imperial g\u00e1lico. Uma legi\u00e3o era dividida em cent\u00farias (divis\u00f5es com 80 a 100 legion\u00e1rios), comandadas pelos centuri\u00f5es que eram identificados pelos elmos encimados por um penacho ou crista transversal e por um bast\u00e3o de comando feito com um tronco de vide nodosa. Os decuri\u00f5es formavam o segundo n\u00edvel na hierarquia militar romana e cada decuri\u00e3o era respons\u00e1vel pelo controle de sua fileira em uma cent\u00faria romana. Duas cent\u00farias formavam um man\u00edpulo. Cinco a oito cent\u00farias formavam a coorte, geralmente comandada por um tribuno; seis a oito coortes formavam uma legi\u00e3o, comandada por um general. Faziam ainda parte da infantaria, as bandeiras coloridas que, no meio do caos, mostravam onde estava cada um dos grupos de soldados e seus centuri\u00f5es. <br \/>\nA Engenharia Militar Romana tornou-se proeminente na expans\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano pela escala de certos dos seus feitos, tais como a constru\u00e7\u00e3o de fortifica\u00e7\u00f5es e muralhas com comprimentos superiores a 60 km em apenas algumas semanas, a constru\u00e7\u00e3o de aquedutos, pontes e outras obras de engenharia. Este foi o caso da famosa Muralha de Adriano entre a Esc\u00f3cia e a Inglaterra, mandada construir pelo Imperador Adriano no ano de 122 d.c. dentro da sua pol\u00edtica de consolida\u00e7\u00e3o e defesa das fronteiras da Bretanha (ocupada no s\u00e9culo I d.C.), contra os ataques das aguerridas e belicosas tribos dos Pictos e Escotos que dominavam o Norte da ilha. Num filme sobre o rei Arthur e seus cavaleiros da T\u00e1vola Redonda s\u00e3o narrados fatos referentes ao t\u00e9rmino da domina\u00e7\u00e3o romana na Bretanha por volta do s\u00e9culo V d.C. e cenas passadas junto ao muro de Adriano cujas ru\u00ednas ainda hoje s\u00e3o vis\u00edveis nas vizinhan\u00e7as de Edimburgo, na Esc\u00f3cia. <br \/>\nCom 120 km de comprimento, esta enorme obra foi conclu\u00edda em 126 d.C. pelos pr\u00f3prios soldados, pois al\u00e9m de combater os invasores, cada &#8220;cent\u00faria&#8221; era encarregada de construir a sua parte do muro, forma utilizada pelo ex\u00e9rcito romano para manter suas tropas ocupadas e adestradas. As funda\u00e7\u00f5es eram ladeadas por um fosso (vallum) de 4 m de profundidade e os muros de pedra formavam um maci\u00e7o de cerca de 5 m de altura e 2,5 m de largura sobre o qual havia 80 Castilhos munidos de torre\u00f5es e fortins para o abrigo das sentinelas. Ladeando a mesma se estendia uma estrada militar para facilitar as comunica\u00e7\u00f5es e os transportes de v\u00edveres, armas e pessoal. Tamb\u00e9m ao longo do muro erguiam-se 17 fortalezas (a de Chesters em Northumberland, hoje em ru\u00ednas, era uma delas), o que completava o sistema de fortifica\u00e7\u00e3o fronteiri\u00e7a do Norte da Bretanha. A dist\u00e2ncia entre as rodas dos carros romanos identificada pelos sulcos existentes na entrada do forte em Housesteads, no muro de Adriano, serviu dois mil anos depois, de bitola-padr\u00e3o, para as estradas de ferro brit\u00e2nicas. A bitola das ferrovias (dist\u00e2ncia entre os 2 trilhos) dos Estados Unidos \u00e9 de 4 p\u00e9s e 8,5 polegadas e ensejou um artigo jocoso que circula pela internet que reproduzimos a seguir: <br \/>\nPorque foi usado este n\u00famero? <br \/>\nPorque era esta a bitola das estradas de ferro inglesas e, como as ferrovias americanas foram constru\u00eddas pelos ingleses, essa foi a medida adotada. <br \/>\nPorque os ingleses usavam esta medida? <br \/>\nPorque as empresas inglesas que constru\u00edam os vag\u00f5es eram as mesmas que constru\u00edam as carro\u00e7as antes das estradas de ferro e utilizaram as mesmas bitolas das carro\u00e7as. <br \/>\nPorque era usada a medida (4 p\u00e9s e 8,5 polegadas) para as carro\u00e7as? <br \/>\nPorque a dist\u00e2ncia entre as rodas das carro\u00e7as deveria caber nas estradas antigas da Europa que tinham esta medida. <br \/>\nE porque tinham as estradas esta medida? <br \/>\nPorque estas estradas foram abertas pelo antigo imp\u00e9rio romano quando das suas conquistas, e estas medidas eram baseadas nos carros romanos puxados por 2 cavalos. <br \/>\nE porque as medidas dos carros romanos foram definidas assim? <br \/>\nPorque foram feitas para acomodar 2 traseiros de cavalo! <br \/>\nFinalmente&#8230; <br \/>\nO ve\u00edculo espacial americano, o Space Shuttle, utilizava 2 tanques de combust\u00edvel (SRB &#8211; Solid Rocket Booster) que eram fabricados pela Thiokol americana. Os engenheiros que projetaram estes tanques queriam faz\u00ea-los mais largos, por\u00e9m, tinham a limita\u00e7\u00e3o dos t\u00faneis ferrovi\u00e1rios por onde eles seriam transportados, que tinham as suas medidas baseadas na bitola da linha, que estava limitada ao tamanho das carro\u00e7as inglesas que tinham a largura das estradas europ\u00e9ias da \u00e9poca do Imp\u00e9rio Romano, que tinham a largura dos traseiros de 2 cavalos. <br \/>\nConclus\u00e3o: O exemplo mais avan\u00e7ado da engenharia mundial em design e tecnologia \u00e9 baseado no tamanho do traseiro do cavalo romano!!!! <\/p>\n<p>Arte, Arquitetura e Engenharia Romanas <br \/>\n(s\u00e9c.V a.C. \u2013 s\u00e9c.V d.C)&nbsp;<\/p>\n<p>A arte romana servia sobretudo a objetivos pol\u00edticos e \u00e0 autopromo\u00e7\u00e3o do Estado. Em sua ess\u00eancia permaneceu fiel \u00e0s origens gregas e etruscas. A arquitetura e a engenharia romanas desenvolveram a bas\u00edlica, as termas, o anfiteatro, o arco de triunfo, as vilas bem como, as pontes rodovi\u00e1rias e os aquedutos, de formas t\u00edpicas, com a utiliza\u00e7\u00e3o das ab\u00f3badas esf\u00e9ricas (etruscas) e do concreto cicl\u00f3pico estruturado (s\u00f3 o paramento externo do muro era feito de alvenaria aparelhada ao passo que o seu espa\u00e7o interior era preenchido com concreto cicl\u00f3pico \u2013 uma mistura de argamassa de cimento (pozolana) e pedra de m\u00e3o).&nbsp;<\/p>\n<p>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"251\" height=\"189\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_2.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Ponte de Gard \u2013 Fran\u00e7a , antigo aqueduto romano <br \/>\nPatrim\u00f4nio da Humanidade &#8211; UNESCO&nbsp;<\/p>\n<p><\/em>Em \u00e9pocas de paz os soldados do ex\u00e9rcito romano participavam juntamente com os civis da constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de estradas, mas tamb\u00e9m das muralhas das cidades, aquedutos, portos, canais de navega\u00e7\u00e3o, drenagem do terreno ou cultivo dos vinhedos. Em alguns casos raros os soldados eram utilizados em atividades do setor de minera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Ponte de Trajano <br \/>\nA ponte de Trajano, foi constru\u00edda entre os anos 103 a 105 d.C. , no baixo Dan\u00fabio, por ordem do imperador Trajano durante a campanha de conquista da D\u00e1cia. Era um posto avan\u00e7ado das tropas romanas e ligava as atuais cidades de Dobreta (Rom\u00eania) e Kladovo na S\u00e9rvia. Com 1.135 m de comprimento, altura livre sobre a \u00e1gua de 19 m e v\u00e3o livre de passagem entre pilastras de 15 metros, estava localizada num s\u00edtio em o que o Dan\u00fabio apresenta uma largura de 800 metros e permaneceu durante mais de mil anos como a maior ponte existente no mundo. Seu engenheiro foi Apolodoro de Damasco que provavelmente utilizou arcos de madeira apoiados sobre vinte pilastras em alvenaria de tijolos, argamassa e pozolana com alturas de 45 metros, distanciadas entre si por 38 metros. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"623\" height=\"295\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_3.jpg\" \/><\/p>\n<p>\nRenascimento <\/p>\n<p>Leonardo <br \/>\nLeonardo Da Vinci, o g\u00eanio da Renascen\u00e7a, autor de obras primas da pintura entre as quais a Santa Ceia (Mil\u00e3o), a Virgem dos Rochedos (Louvre) e a famos\u00edssima Gioconda (Louvre), foi tamb\u00e9m um not\u00e1vel estudioso das ci\u00eancias e das artes, da anatomia, da f\u00edsica e da mec\u00e2nica. Grande inventor de sua \u00e9poca, Leonardo da Vinci era um homem \u00e0 frente de seu tempo. Seu interesse e criatividade em v\u00e1rios campos de estudo deram origem a inven\u00e7\u00f5es como: salva-vidas, paraquedas, bicicleta, m\u00e1quina de calcular, a primeira m\u00e1quina a vapor movida \u00e0 energia solar, entre outras. Embora considerasse a guerra como a pior das atividades humanas dedicou-se tamb\u00e9m \u00e0s artes militares e seus cadernos tamb\u00e9m cont\u00eam v\u00e1rias inven\u00e7\u00f5es e estudos: canh\u00f5es com retroalimenta\u00e7\u00e3o, um tanque blindado movimentado por humanos ou cavalos, bombas de agrupamento, um prot\u00f3tipo de metralhadora, pontes levadi\u00e7as, fortalezas, m\u00e1quinas de ataque e defesa, t\u00faneis e at\u00e9 um submarino. Em 1502, Leonardo recebeu do Duque Valentino \u2013 Cesare Borgia, filho do futuro papa Alexandre VI e supostamente modelo do livro \u201cO Pr\u00edncipe\u201d de Maquiavel, o t\u00edtulo de \u201cIngegnere Generale\u201d das obras militares do ducado. Nesse mesmo ano fez o projeto de uma enorme ponte para o Sult\u00e3o Beyazid II de Constantinopla que nunca foi executada, mas em 2001, uma vers\u00e3o menor, baseada no mesmo projeto de Da Vinci, foi constru\u00edda na Noruega. <br \/>\nFascinado pelo fen\u00f4meno de v\u00f4o, Da Vinci realizou detalhado estudo do v\u00f4o dos p\u00e1ssaros e planos para v\u00e1rias m\u00e1quinas voadoras entre as quais um prot\u00f3tipo denominado Cisne Voador, que segundo especialistas \u00e9 de 1510, um helic\u00f3ptero movimentado por quatro homens e um planador cuja viabilidade t\u00e9cnica j\u00e1 foi comprovada. (O canal de TV NetGeo apresenta regularmente um programa em que s\u00e3o constru\u00eddos e testados nos EUA alguns dos inventos b\u00e9licos e m\u00e1quinas projetados por Leonardo).&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e9culos XVI a XVIII&nbsp;<\/p>\n<p>a) A Engenharia Militar Defensiva <br \/>\nAs fortifica\u00e7\u00f5es defensivas eram projetadas para prevenir a sua penetra\u00e7\u00e3o por tropas inimigas. Fortifica\u00e7\u00f5es de pequena escala podem consistir apenas em muros de terra e trincheiras. O princ\u00edpio \u00e9 o de atrasar a progress\u00e3o dos assaltantes de modo a poderem ser neutralizados pelos defensores em posi\u00e7\u00f5es abrigadas. A maioria das fortifica\u00e7\u00f5es de grandes dimens\u00f5es n\u00e3o consiste numa \u00fanica estrutura, mas sim numa s\u00e9rie de fortifica\u00e7\u00f5es conc\u00eantricas de crescente resist\u00eancia. Assim, uma cidade fortificada medieval, incluiria numa primeira linha de defesa a muralha que a circundava, numa segunda linha o castelo ou cidadela, e em terceira linha, a torre de menagem. <br \/>\nDesde o s\u00e9culo XX a coloca\u00e7\u00e3o de campos de minas e a sua manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 outra das tarefas defensivas da Engenharia Militar. <br \/>\nEm opera\u00e7\u00f5es defensivas de retardamento, em caso de retirada de uma for\u00e7a, a Engenharia Militar poderia realizar a\u00e7\u00f5es como a destrui\u00e7\u00e3o de pontes e a coloca\u00e7\u00e3o de armadilhas. <\/p>\n<p>Renascimento <\/p>\n<p>Leonardo&nbsp;<\/p>\n<p>Leonardo Da Vinci, o g\u00eanio da Renascen\u00e7a, autor de obras primas da pintura entre as quais a Santa Ceia (Mil\u00e3o), a Virgem dos Rochedos (Louvre) e a famos\u00edssima Gioconda (Louvre), foi tamb\u00e9m um not\u00e1vel estudioso das ci\u00eancias e das artes, da anatomia, da f\u00edsica e da mec\u00e2nica. Grande inventor de sua \u00e9poca, Leonardo da Vinci era um homem \u00e0 frente de seu tempo. Seu interesse e criatividade em v\u00e1rios campos de estudo deram origem a inven\u00e7\u00f5es como: salva-vidas, paraquedas, bicicleta, m\u00e1quina de calcular, a primeira m\u00e1quina a vapor movida \u00e0 energia solar, entre outras. Embora considerasse a guerra como a pior das atividades humanas dedicou-se tamb\u00e9m \u00e0s artes militares e seus cadernos tamb\u00e9m cont\u00eam v\u00e1rias inven\u00e7\u00f5es e estudos: canh\u00f5es com retroalimenta\u00e7\u00e3o, um tanque blindado movimentado por humanos ou cavalos, bombas de agrupamento, um prot\u00f3tipo de metralhadora, pontes levadi\u00e7as, fortalezas, m\u00e1quinas de ataque e defesa, t\u00faneis e at\u00e9 um submarino. Em 1502, Leonardo recebeu do Duque Valentino \u2013 Cesare Borgia, filho do futuro papa Alexandre VI e supostamente modelo do livro \u201cO Pr\u00edncipe\u201d de Maquiavel, o t\u00edtulo de \u201cIngegnere Generale\u201d das obras militares do ducado. Nesse mesmo ano fez o projeto de uma enorme ponte para o Sult\u00e3o Beyazid II de Constantinopla que nunca foi executada, mas em 2001, uma vers\u00e3o menor, baseada no mesmo projeto de Da Vinci, foi constru\u00edda na Noruega.&nbsp;<\/p>\n<p>Fascinado pelo fen\u00f4meno de v\u00f4o, Da Vinci realizou detalhado estudo do v\u00f4o dos p\u00e1ssaros e planos para v\u00e1rias m\u00e1quinas voadoras entre as quais um prot\u00f3tipo denominado Cisne Voador, que segundo especialistas \u00e9 de 1510, um helic\u00f3ptero movimentado por quatro homens e um planador cuja viabilidade t\u00e9cnica j\u00e1 foi comprovada. (O canal de TV NetGeo apresenta regularmente um programa em que s\u00e3o constru\u00eddos e testados nos EUA alguns dos inventos b\u00e9licos e m\u00e1quinas projetados por Leonardo).&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e9culos XVI a XVIII&nbsp;<\/p>\n<p>a) A Engenharia Militar Defensiva <br \/>\nAs fortifica\u00e7\u00f5es defensivas eram projetadas para prevenir a sua penetra\u00e7\u00e3o por tropas inimigas. Fortifica\u00e7\u00f5es de pequena escala podem consistir apenas em muros de terra e trincheiras. O princ\u00edpio \u00e9 o de atrasar a progress\u00e3o dos assaltantes de modo a poderem ser neutralizados pelos defensores em posi\u00e7\u00f5es abrigadas. A maioria das fortifica\u00e7\u00f5es de grandes dimens\u00f5es n\u00e3o consiste numa \u00fanica estrutura, mas sim numa s\u00e9rie de fortifica\u00e7\u00f5es conc\u00eantricas de crescente resist\u00eancia. Assim, uma cidade fortificada medieval, incluiria numa primeira linha de defesa a muralha que a circundava, numa segunda linha o castelo ou cidadela, e em terceira linha, a torre de menagem.&nbsp;<\/p>\n<p>Desde o s\u00e9culo XX a coloca\u00e7\u00e3o de campos de minas e a sua manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 outra das tarefas&nbsp;<br \/>\ndefensivas da Engenharia Militar.&nbsp;<\/p>\n<p>Em opera\u00e7\u00f5es defensivas de retardamento, em caso de retirada de uma for\u00e7a, a Engenharia Militar poderia realizar a\u00e7\u00f5es como a destrui\u00e7\u00e3o de pontes e a coloca\u00e7\u00e3o de armadilhas. <\/p>\n<p>b) A Engenharia Militar Ofensiva <\/p>\n<p>No passado, para o assalto a fortifica\u00e7\u00f5es, eram usados engenhos de cerco, tais como catapultas, arietes ou torres de assalto. Estes engenhos destinavam-se ou a destruir as fortifica\u00e7\u00f5es ou a permitir a sua penetra\u00e7\u00e3o por for\u00e7as de assalto.&nbsp;<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio da utiliza\u00e7\u00e3o militar de explosivos, come\u00e7ou a utiliza\u00e7\u00e3o da \u201cminagem\u201d ou sapa. Esta consistia na abertura de t\u00faneis (minas) ou trincheiras sob as muralhas, nas quais eram colocados explosivos que provocavam o seu desmoronamento. <br \/>\nDesde o s\u00e9culo XX uma importante miss\u00e3o ofensiva da Engenharia Militar \u00e9 a limpeza de campos minados.&nbsp;<\/p>\n<p>A travessia de cursos de \u00e1gua, tarefa realizada pelos pontoneiros atrav\u00e9s da coloca\u00e7\u00e3o de pont\u00f5es, pontes ou utiliza\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es \u00e9 outra das miss\u00f5es da Engenharia Militar em a\u00e7\u00f5es ofensivas. <\/p>\n<p>Vauban <\/p>\n<p>S\u00e9bastien Le Prestre de Vauban (1633 &#8211; 1707) foi um engenheiro militar franc\u00eas e o introdutor do chamado estilo Vauban de fortifica\u00e7\u00e3o. Especialista em poliorc\u00e9tica (arte de fazer cercos militares), diz-se que deu \u00e0 Fran\u00e7a uma impenetr\u00e1vel cintura de a\u00e7o contra seus inimigos.&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1651, aos 17 anos, incorporou-se como cadete \u00e0s tropas de Cond\u00e9, na \u00e9poca revoltadas contra o rei. Perdoado, aos 22 anos de idade torna-se engenheiro militar de fortifica\u00e7\u00f5es. Nestas fun\u00e7\u00f5es, aperfei\u00e7oa as t\u00e9cnicas defensivas e obt\u00eam importantes conhecimentos sobre a intera\u00e7\u00e3o entre as estruturas defensivas, nomeadamente entre a sua forma, a estrutura arquitet\u00f4nica e a efic\u00e1cia dos cercos e sortidas. Com esses conhecimentos introduz importantes melhoramentos na arquitetura das cortinas de defesa das fortalezas. Dirigiu pessoalmente a defesa de v\u00e1rias cidadelas, entre as quais a de Lille em 1667, a de Maastricht em 1673 que lhe valeu a nomea\u00e7\u00e3o para Comiss\u00e1rio das Fortifica\u00e7\u00f5es em 1678. Durante meio s\u00e9culo de trabalho ininterrupto, conduziu aproximadamente cinq\u00fcenta ass\u00e9dios e construiu ou ampliou mais de 160 fortalezas, criando, atrav\u00e9s das tecnologias defensivas que introduziu, um estilo de fortifica\u00e7\u00e3o que \u00e9, muito justamente, conhecido por estilo Vauban. Foi nomeado Marechal de Fran\u00e7a por Lu\u00eds XIV.&nbsp;<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m se ocupou da demografia, dos estudos de econometria e concebeu formul\u00e1rios para o censo da popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Vauban interessou-se igualmente pela reforma dos impostos e publicou uma obra intitulada La d\u00eeme royale (1707), na qual propunha substituir os impostos existentes por um imposto \u00fanico de 10% sobre todos os rendimentos (a d\u00edzima), de todos os cidad\u00e3os sem exce\u00e7\u00e3o para as classes privilegiadas. Esta publica\u00e7\u00e3o foi a causa principal de sua desgra\u00e7a na corte e perante o seu real patrono. Faleceu em Paris a 30 de Mar\u00e7o de 1707, v\u00edtima de uma infec\u00e7\u00e3o pulmonar. Seu corpo est\u00e1 sepultado na igreja de Bazoches-du-Morvan e o seu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 conservado no H\u00f4tel des Invalides de Paris. J\u00e1 naquela \u00e9poca na Fran\u00e7a, como hoje no Brasil, a Reforma Fiscal e a Lei das Licita\u00e7\u00f5es era motivo de controv\u00e9rsias e de press\u00f5es de interesses contrariados como o atesta a seguinte: <\/p>\n<p>CARTA QUE VAUBAN, ARQUITETO MILITAR DE LUIZ XIV, ENCARREGADO DE CONSTRUIR PARA O REI DE FRAN\u00c7A AS FORTIFICA\u00c7\u00d5ES QUE O IMORTALIZARAM, ESCREVEU, EM 17 DE JULHO DO ANO DA GRA\u00c7A DE 1685 AO SENHOR DE LOUVOIS &#8211; Secret\u00e1rio de Estado (Ministro da Guerra) <\/p>\n<p>Ao Excelent\u00edssimo Senhor de Louvois <br \/>\nem sua Resid\u00eancia de Paris <\/p>\n<p>Excel\u00eancia, <br \/>\nExistem v\u00e1rios servi\u00e7os pendentes nas obras realizadas nos \u00faltimos anos que nunca foram conclu\u00eddos e que jamais o ser\u00e3o e tudo isso, Excel\u00eancia, devido \u00e0 confus\u00e3o causada pelo constante aviltamento dos pre\u00e7os de suas obras, sendo certo que todas essas rupturas de contratos, descumprimento de acordos e repeti\u00e7\u00e3o de licita\u00e7\u00f5es s\u00f3 lhe servem para atrair como empreiteiros a todos os \u201cpicaretas\u201d que n\u00e3o sabem o que fazer, aos exploradores e aos incompetentes e a afastar a todos os que sabem das coisas e que tem capacidade para administrar uma empresa. <br \/>\nEu digo mais, que atrasam e encarecem consideravelmente as obras que ainda resultam piores, dado que esses descontos e pechinchas que tanto se buscam, s\u00e3o ilus\u00f3rios, pois prov\u00e9m de um empreiteiro que est\u00e1 t\u00e3o perdido como algu\u00e9m que est\u00e1 se afogando e que se agarra a qualquer coisa. Ora, agarrar-se a qualquer coisa, em termos de empres\u00e1rio, significa deixar de pagar aos seus fornecedores de materiais, pagar mal aos oper\u00e1rios que emprega, explorar aos que pode, manter apenas os mais desqualificados que se sujeitam a ganhar menos que os demais, utilizar os piores materiais, criar caso por qualquer coisa e estar sempre pedindo socorro a todo o mundo. <br \/>\nCreio que isso baste Excel\u00eancia, para mostrar-lhe a inefici\u00eancia desse sistema e por isso, abandone-o e pelo amor de Deus: restabele\u00e7a a boa f\u00e9, pague o justo pre\u00e7o das obras e n\u00e3o negue uma remunera\u00e7\u00e3o adequada ao empreiteiro que sabe cumprir com as suas obriga\u00e7\u00f5es, pois este ser\u00e1 sempre o melhor neg\u00f3cio que poder\u00e1 fazer. <\/p>\n<p>Quanto a mim, Excel\u00eancia, permane\u00e7o deveras e de todo o cora\u00e7\u00e3o, seu mais humilde e obediente servidor. <\/p>\n<p>VAUBAN <\/p>\n<p>A carta conserva, passados tr\u00eas s\u00e9culos, toda a sua atualidade ao fazer a cr\u00edtica do assim chamado sistema de \u201cmenor pre\u00e7o\u201d no \u00e2mbito dos contratos de obras p\u00fablicas, hoje tamb\u00e9m representado entre outros pelos Preg\u00f5es Eletr\u00f4nicos utilizados por algumas Administra\u00e7\u00f5es tanto para compra de materiais de consumo como para contrata\u00e7\u00e3o de Obras ou Servi\u00e7os especializados de Engenharia. <\/p>\n<p>\nVon Clausewitz <\/p>\n<p>Carl von Clausewitz ou Carl Phillip Gottlieb von Clausewitz (1780 &#8211; 1831) foi um general e estrategista militar prussiano (hoje parte da Alemanha). Foi diretor da Escola Militar de Berlim nos \u00faltimos treze anos de sua vida, per\u00edodo em que escreveu a obra Von Kriege (Da Guerra), publicada postumamente. Ficou conhecida a frase em que ele define a associa\u00e7\u00e3o entre guerra e pol\u00edtica: \u201ca guerra \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica por outros meios\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>Von Clausewitz \u00e9 considerado um grande mestre da arte da guerra. Suas li\u00e7\u00f5es de t\u00e1tica e estrat\u00e9gia v\u00e3o por\u00e9m, al\u00e9m dos exerc\u00edcios militares propriamente ditos, para se constitu\u00edrem, inclusive, numa profunda reflex\u00e3o sobre a filosofia da guerra e da paz. Essa reflex\u00e3o cont\u00e9m observa\u00e7\u00f5es \u00e9ticas que s\u00e3o v\u00e1lidas para a forma\u00e7\u00e3o militar em todo tempo, mesmo na ocorr\u00eancia do que, nos nossos dias, veio a chamar-se &#8220;guerra interna&#8221;. Para Clausewitz, a destrui\u00e7\u00e3o f\u00edsica do inimigo deixa de ser \u00e9tica, quando ele pode ser desarmado em vez de morto. Clausewitz tomou parte na batalha de Waterloo e morreu de c\u00f3lera.&nbsp;<\/p>\n<p>Guerra moderna&nbsp;<\/p>\n<p>Considerada como a forma atual dos conflitos internacionais, refere-se a uma pol\u00edtica de guerra cujos conceitos e m\u00e9todos, embora derivados dos princ\u00edpios da Guerra Total e das experi\u00eancias acumuladas desde as guerras napole\u00f4nicas e da Secess\u00e3o Americana at\u00e9 a Segunda Guerra mundial, hoje se caracterizam por t\u00e9cnicas de batalha e t\u00e1ticas operacionais e estrat\u00e9gicas baseadas na evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da Engenharia dos Materiais, na evolu\u00e7\u00e3o dos vetores de lan\u00e7amento e de mobilidade e principalmente em formas altamente complexas de Engenharia da Informa\u00e7\u00e3o e das Telecomunica\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>Com o advento das armas nucleares que marcaram o fim da Segunda Grande Guerra (Hiroshima e Nagasaki), o conceito de guerra total passou a implicar numa destrui\u00e7\u00e3o completa da vida sobre a terra e desde ent\u00e3o prevaleceu um \u201cequil\u00edbrio do terror\u201d, inicialmente entre R\u00fassia e EUA, com cerca de 5000 ogivas operacionais de cada lado, um clube hoje ampliado com: Inglaterra, Fran\u00e7a, China, \u00cdndia, Paquist\u00e3o e possivelmente outros, que os v\u00e1rios tratados de n\u00e3o prolifera\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguiram eliminar e cujo custo de manuten\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o se constitui hoje, numa das rubricas mais importantes dos or\u00e7amentos militares desses pa\u00edses e um desafio permanente para a paz mundial e para o futuro da humanidade.&nbsp;<\/p>\n<p>Dentre as conseq\u00fc\u00eancias terr\u00edveis das guerras modernas, sejam elas: locais regionais ou totais, a&nbsp;<br \/>\nmais funesta \u00e9 a execr\u00e1vel inclus\u00e3o dos alvos civis como objetivos militares, por motivos que extrapolam os meros conceitos de defesa, com o genoc\u00eddio de popula\u00e7\u00f5es e crian\u00e7as indefesas. Segundo fontes da ONU as baixas civis subiram de 5% nas chamadas \u201cguerras heroicas\u201d (1900 a.C.) para mais de 90% nas guerras contempor\u00e2neas, iniciadas a partir dos anos 90, com a triste constata\u00e7\u00e3o de que \u201cos conflitos armados atuais matam e ferem mais crian\u00e7as que soldados\u201d (Gra\u00e7a Machel).&nbsp;<\/p>\n<p>Os ex\u00e9rcitos modernos se diferenciam dos antigos principalmente nos seguintes aspectos: 1) os efetivos militares dos ex\u00e9rcitos americanos, russos e chineses p.ex. mesmo em tempos de paz superam 1,5 milh\u00e3o de homens cada, podendo chegar a 8 ou 10 milh\u00f5es de soldados em tempos de guerra; 2) A mecaniza\u00e7\u00e3o e a introdu\u00e7\u00e3o de novas armas como a metralhadora e os&nbsp;<\/p>\n<p><em>1 A metralhadora Maxim, da qual existe um exemplar no museu do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi inventada pelo americano Hiram Maxim, mas desenvolvida na Inglaterra com o apoio financeiro do banco de Lord Rothschild (1888). Segundo o historiador ingl\u00eas Niall Ferguson, a expans\u00e3o do imp\u00e9rio brit\u00e2nico no fim da era Vitoriana foi na realidade, originada e consolidada por meio de uma<\/em>&nbsp;<em>combina\u00e7\u00e3o de \u201cpoder financeiro com poder de fogo\u201d (da Maxim). Ver: Niall Ferguson &#8211; \u201cEmpire \u2013 How Britain Made the Modern World\u201d. (2003).<\/p>\n<p><\/em>diversos tipos de foguetes e m\u00edsseis aumentaram o poder letal dos ex\u00e9rcitos;<br \/>\n&nbsp;3) O poder de fogo tamb\u00e9m cresceu com o desenvolvimento de explosivos mais destrutivos; 4) A mobilidade ampliou o raio de a\u00e7\u00e3o dos ex\u00e9rcitos com a introdu\u00e7\u00e3o de tanques, helic\u00f3pteros, avi\u00f5es de transporte e combate, navios e submarinos; 5) A precis\u00e3o dos proj\u00e9teis combinada com o aumento do poder explosivo dos proj\u00e9teis em lugar de diminuir, tem aumentado a letalidade da popula\u00e7\u00e3o civil como foi o caso recente do Iraque onde mais de 100.000 iraquianos morreram no primeiro m\u00eas do conflito, muitos dos quais civis. As guerras modernas assumem hoje diversas configura\u00e7\u00f5es e s\u00e3o travadas em distintos ambientes, entre os quais:&nbsp;<\/p>\n<p>a) guerra a\u00e9rea, que busca a supremacia do espa\u00e7o a\u00e9reo, iniciada na Primeira Grande guerra, fato que tanto afligiu Santos Dumont no fim de sua vida, pelo mau uso do avi\u00e3o, do qual ele foi um dos inventores. b) guerra assim\u00e9trica entre beligerantes de for\u00e7as desiguais com a utiliza\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias fora dos par\u00e2metros da guerra convencional, como \u00e9 o caso do terrorismo; c) guerra biol\u00f3gica ou qu\u00edmica com uso de germes, toxinas e subst\u00e2ncias letais; c) guerra eletr\u00f4nica e de comando centralizado (plataformas, ogivas, radares, comunica\u00e7\u00f5es, VANT\u2019s, etc.); d) guerra terrestre envolvendo infantaria, artilharia e for\u00e7as blindadas; e) guerrilha urbana e rural; f) guerra de intelig\u00eancia (propaganda, psicol\u00f3gica, de informa\u00e7\u00e3o); g) guerra naval (porta-avi\u00f5es, fragatas, destroyers, submarinos, etc.); h) guerra nuclear e i) guerra espacial. Como se percebe, a tecnologia da guerra evoluiu de forma extraordin\u00e1ria, mas o relacionamento e a paz entre os povos n\u00e3o melhorou significativamente com o progresso da ci\u00eancia: o sentimento de inseguran\u00e7a no mundo atual parece tender a piorar ao longo do tempo.&nbsp;<\/p>\n<p>Engenharia Militar no Brasil&nbsp;<\/p>\n<p>Seu marco inicial foi o envio por Portugal ao Brasil, em 1774, do tenente-coronel Ant\u00f4nio Joaquim de Oliveira, encarregado de ensinar arquitetura militar na aula do regimento de artilharia, disciplina esta necess\u00e1ria \u00e0s obras de fortifica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1810 \u00e9 criada por Dom Jo\u00e3o VI, a Academia Real Militar do Rio de Janeiro, o primeiro n\u00facleo de forma\u00e7\u00e3o de engenheiros militares no Brasil, que funcionou ininterruptamente at\u00e9 1918. Em 1928 foi criada a Escola de Engenharia Militar, cujo funcionamento iniciou-se tr\u00eas anos depois, transformando-se sucessivamente em Escola T\u00e9cnica do Ex\u00e9rcito (1933) e Instituto Militar de Engenharia (IME) (1959). <br \/>\nA Engenharia Militar Brasileira dividia-se em duas vertentes: A Engenharia de Combate e a Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>A Engenharia de Combate ap\u00f3ia as armas-base: Cavalaria e Infantaria, facilitando o deslocamento das tropas amigas atrav\u00e9s de constru\u00e7\u00e3o de pontes, melhoramento de estradas, dificultando o deslocamento das tropas inimigas atrav\u00e9s do lan\u00e7amento de campos minados, obst\u00e1culos de arame, etc. e promovendo a prote\u00e7\u00e3o da tropa atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de Postos de Comando e da Camuflagem.&nbsp;<\/p>\n<p>A Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o, em tempo de paz, promove atrav\u00e9s dos trabalhos de seus Batalh\u00f5es o desenvolvimento econ\u00f4mico nacional, com a constru\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>de estradas, aeroportos, a\u00e7udes, etc. principalmente em regi\u00f5es in\u00f3spitas que n\u00e3o seriam de interesse da iniciativa privada. No Brasil, o estamento militar, al\u00e9m de suas miss\u00f5es cl\u00e1ssicas de apoio ao combate em situa\u00e7\u00e3o de guerra, atua em \u00e9poca de paz como pioneiro ou colaborador na execu\u00e7\u00e3o de obras de infraestrutura que alavancam o desenvolvimento nacional, na vigil\u00e2ncia das fronteiras terrestres e mar\u00edtimas do pa\u00eds protegendo as suas riquezas e recursos naturais, no apoio \u00e0 pacifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas urbanas sob conflito ou dom\u00ednio de fac\u00e7\u00f5es criminosas, no socorro \u00e0 popula\u00e7\u00e3o na ocorr\u00eancia de acidentes e cat\u00e1strofes naturais e na forma\u00e7\u00e3o de novas gera\u00e7\u00f5es de jovens dentro dos princ\u00edpios frequentemente esquecidos da \u00e9tica, disciplina e amor \u00e0 p\u00e1tria. <\/p>\n<p>Primeiras Escolas de Engenharia no Brasil&nbsp;<\/p>\n<p>Instituto Militar de Engenharia \u2013 IME. (1792) <br \/>\nA hist\u00f3ria do IME remonta ao ano de 1792 quando, por ordem de Dona Maria I, Rainha de Portugal, foi instalada, na cidade do Rio de Janeiro, a Real Academia de Artilharia, Fortifica\u00e7\u00e3o e Desenho. Essa foi a primeira Escola de Engenharia das Am\u00e9ricas e a terceira do mundo. <br \/>\nSucessivamente foram surgindo: <br \/>\nEscola Polit\u00e9cnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1810) <br \/>\nEscola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (1893) <br \/>\nEscola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (1896) <br \/>\ne no mesmo ano, a <br \/>\nEscola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1896) <br \/>\nEscola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (1911) <br \/>\nFaculdade de Engenharia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (1912) <br \/>\nFaculdade de Engenharia da Universidade Federal de Itajub\u00e1 (1913) <br \/>\nEscola de Engenharia de Juiz de Fora (1914) <br \/>\nFaculdade de Engenharia da Universidade Federal de Santa Catarina (1932) <br \/>\nFaculdade de Engenharia Industrial (1946) <br \/>\nInstituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica &#8211; ITA (1950) <br \/>\nEscola de Engenharia de S\u00e3o Carlos da Universidade de S\u00e3o Paulo (1952) <br \/>\nFaculdade de Engenharia da Universidade Estadual de Campinas (1966) <br \/>\nFaculdade de Engenharia da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia &#8211; UFU (1970) <br \/>\nFaculdade de Engenharia da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos &#8211; UFSCar (1970) <br \/>\nFaculdade de Engenharia de Ilha Solteira da Universidade Estadual Paulista (1976) <br \/>\nE sucessivamente as demais escolas hoje existentes no pa\u00eds. <\/p>\n<p>No campo militar, a forma\u00e7\u00e3o de engenheiros em diferentes especialidades, al\u00e9m do IME &#8211; Instituto Militar de Engenharia (Ex\u00e9rcito), \u00e9 realizada no Brasil pelo ITA \u2013 Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (Aeron\u00e1utica) e EN \u2013 Escola Naval (Marinha) que conta ainda com o centro de pesquisa e desenvolvimento de energia nuclear no CEA &#8211; Centro Experimental de Aramar (ciclo do combust\u00edvel e submarino nuclear). <\/p>\n<p>A Engenharia e a Estrat\u00e9gia Nacional de Defesa <\/p>\n<p>Em 17\/12\/2008 o Minist\u00e9rio da Defesa do Brasil publicou um documento em que delineou as premissas e prioridades da \u201cEstrat\u00e9gia Nacional de Defesa\u201d do pa\u00eds com \u00eanfase no reequipamento, desenvolvimento e capacita\u00e7\u00e3o de suas for\u00e7as armadas do qual s\u00e3o destacadas algumas das principais oportunidades de participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil e da Engenharia brasileiras na implementa\u00e7\u00e3o da mesma. <\/p>\n<p>a) Premissas <\/p>\n<p>\u201c(&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..)\u201d <\/p>\n<p>\nb) Setores estrat\u00e9gicos <br \/>\n\u201c(&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..)\u201d&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"565\" height=\"577\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_4.jpg\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"257\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_5.jpg\" \/><\/p>\n<p>c) Desenvolvimento do Programa Nuclear <\/p>\n<p>\u201c(&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;)\u201d&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"683\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_5(1).jpg\" \/><\/p>\n<p>d) Capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica <br \/>\n\u201c(&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.) <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"91\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_6.jpg\" \/><\/p>\n<p>e) Servi\u00e7o Civil &#8211; Educa\u00e7\u00e3o e Participa\u00e7\u00e3o <br \/>\n\u201c(&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.)&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"569\" height=\"370\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_8.jpg\" \/>\u201c.(&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..).\u201d <\/p>\n<p>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"275\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_9.jpg\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"568\" height=\"111\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/marcato_10.jpg\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSi vis pacem para bellum\u201d \u00e9 a conhecida locu\u00e7\u00e3o latina que quer dizer: \u201cSe queres a paz, prepara a guerra\u201d e foi inclu\u00edda pelo autor romano Publius Flavius Vegetius Renatus em seu livro &#8220;Epitoma rei Militaris&#8221;, escrito provavelmente no ano 390 d.C. 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