{"id":23779,"date":"2013-08-22T23:55:43","date_gmt":"2013-08-22T23:55:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=23779"},"modified":"2013-08-22T11:40:54","modified_gmt":"2013-08-22T11:40:54","slug":"universidades-em-sp-se-destacam-em-ranking-de-producao-academica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2013\/08\/22\/universidades-em-sp-se-destacam-em-ranking-de-producao-academica\/","title":{"rendered":"Universidades em SP se destacam em ranking de produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica"},"content":{"rendered":"<p>Tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es paulistas \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) \u2013 lideram o ranking das universidades brasileiras que mais publicaram artigos cient\u00edficos entre os anos de 2007 e 2011, de acordo com a edi\u00e7\u00e3o mais recente do SIR World Report, divulgado em julho pela Scimago Lab. Quando se considera o impacto obtido pela produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de cada institui\u00e7\u00e3o, a brasileira que mais se destaca \u00e9 a Universidade Federal do ABC (UFABC). <\/p>\n<p>O SIR World Report 2013 avaliou cinco anos de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior de todo o mundo que publicaram, em 2011, pelo menos cem trabalhos cient\u00edficos indexados na base de dados Scopus. Produzida pela editora holandesa Elsevier, a Scopus \u00e9 considerada uma das maiores bases de dados cient\u00edficos do mundo, englobando mais de 20 mil peri\u00f3dicos especializados. <\/p>\n<p>Quando se leva em conta o n\u00famero total de publica\u00e7\u00f5es (desconsiderando trabalhos feitos por academias de ci\u00eancia, hospitais, funda\u00e7\u00f5es e centros nacionais de pesquisa), a USP \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o brasileira mais bem colocada \u2013 ficando em quinto lugar no ranking mundial, com 48.156 trabalhos publicados entre 2007 e 2011. Em primeiro lugar, est\u00e1 a Universidade Harvard, dos Estados Unidos, com 80.467 publica\u00e7\u00f5es. Em seguida, est\u00e3o Universidade de T\u00f3quio (51.796), Universidade de Toronto (48.944) e Universidade Tsinghua (48.396), da China. <\/p>\n<p>O pr\u00f3-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antonio Zago, destacou que a institui\u00e7\u00e3o tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o de valorizar a pesquisa associada ao ensino de qualidade. \u201cA USP investe parcela consider\u00e1vel de seu or\u00e7amento para apoio \u00e0 pesquisa, al\u00e9m de captar financiamento de ag\u00eancias como FAPESP, CNPq e Finep. Nos \u00faltimos anos intensificou a rela\u00e7\u00e3o com universidades expressivas do exterior. Est\u00e1 tamb\u00e9m evoluindo na coopera\u00e7\u00e3o com o setor produtivo e com empresas, no que diz respeito \u00e0 pesquisa mais aplicada, ao mesmo tempo em que vem valorizando tamb\u00e9m outras formas de produ\u00e7\u00e3o intelectual. Neste panorama, a rela\u00e7\u00e3o com a FAPESP \u00e9 muito relevante, n\u00e3o apenas pelos recursos que nossos pesquisadores captam da ag\u00eancia, mas tamb\u00e9m porque introduz um componente competitivo e de controle sobre a qualidade de nossa produ\u00e7\u00e3o\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP. <\/p>\n<p>A segunda brasileira mais bem colocada no ranking global foi a Unicamp, que ficou em 135\u00ba lugar com 17.130 trabalhos publicados. Na 137\u00aa posi\u00e7\u00e3o est\u00e1 a Unesp, com 16.998 artigos. <\/p>\n<p>Para Gl\u00e1ucia Maria Pastore, pr\u00f3-reitora de Pesquisa da Unicamp, o resultado expressa a for\u00e7a das tr\u00eas universidades estaduais paulistas e sua produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de grande relev\u00e2ncia. <\/p>\n<p>\u201cSe levarmos em conta o tamanho das institui\u00e7\u00f5es e o fato de que a Unicamp \u00e9 uma universidade bem menor do que a USP, nosso segundo lugar reflete a import\u00e2ncia de nossa produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, que abrange todas as \u00e1reas do conhecimento, e o grande aporte feito em pesquisa na fronteira do conhecimento. A posi\u00e7\u00e3o \u00e9 boa, mas queremos sempre aprimorar e, para isso, a pr\u00f3-reitoria de Pesquisa tem trabalhado para integrar os diversos grupos de pesquisa de tal forma que a gente consiga resultados ainda mais promissores\u201d, afirmou Pastore. <\/p>\n<p>\u201cConsiderando os trabalhos publicados pelas dez universidades brasileiras mais bem colocadas (148.047 publica\u00e7\u00f5es), a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dessas tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es paulistas representa 56% desse total (82.284 publica\u00e7\u00f5es)\u201d, destacou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP. <\/p>\n<p>Com apenas 3.956 publica\u00e7\u00f5es, a UFABC ficou na 1.345\u00aa posi\u00e7\u00e3o nessa modalidade. Mas no quesito \u201cQ1\u201d, que mede a porcentagem de artigos de uma universidade publicados nas mais conceituadas revistas de cada \u00e1rea do conhecimento, a institui\u00e7\u00e3o salta para a primeira coloca\u00e7\u00e3o entre as brasileiras, com 55% de seus artigos publicados em revistas conceituadas. <\/p>\n<p>A UFABC \u00e9 seguida pela Universidade do Vale do Para\u00edba (Univap), com 45%; pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), com 40,6%; e pela USP, com 39,1%. Nesse quesito, a Unicamp ficou na d\u00e9cima coloca\u00e7\u00e3o entre as brasileiras, com 37,5%, e a Unesp em 34\u00ba, com 30,5% dos trabalhos publicados em revistas conceituadas. <\/p>\n<p>Entre as dez universidades brasileiras mais bem classificadas no ranking Q1, seis est\u00e3o situadas no Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 UFABC, Univap, Unifesp, USP, UFSCar e Unicamp. Ao se considerar o volume de artigos no quesito \u201cQ1\u201d, cinco universidades paulistas est\u00e3o entre as 10 primeiras \u2013 ficando a USP em primeiro lugar, com 17.985 trabalhos, e a Unicamp em segundo, com 5.967 publica\u00e7\u00f5es nas revistas mais conceituadas. <\/p>\n<p>Quando o crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o usado \u00e9 o de \u201cimpacto normalizado\u201d \u2013 que mede quantas vezes os trabalhos de cada institui\u00e7\u00e3o s\u00e3o citados em compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia mundial \u2013, novamente a UFABC vem em primeiro lugar entre as brasileiras com a marca de 1,67 \u2013 o que significa que os artigos da institui\u00e7\u00e3o tiveram m\u00e9dia de cita\u00e7\u00f5es 67% maior que a m\u00e9dia global. <\/p>\n<p>Em seguida, est\u00e3o a Universidade Estadual da Para\u00edba (0,95), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (0,93) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (0,92). A USP \u00e9 a nona brasileira nessa modalidade, com a marca de 0,86. A Unicamp \u00e9 a 12\u00aa, com 0,84, e a Unesp, a 35\u00aa, com 0,70. <\/p>\n<p>No crit\u00e9rio \u201ccolabora\u00e7\u00e3o internacional\u201d, mais uma vez a UFABC \u00e9 a brasileira mais bem colocada, seguida pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Santa Cruz (BA) e Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A USP aparece em s\u00e9timo lugar, a Unicamp est\u00e1 em 22\u00ba e a Unesp em 40\u00ba. <\/p>\n<p>Com 20,3% de sua produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica inserida no grupo dos 10% trabalhos mais citados do mundo na respectiva \u00e1rea do conhecimento, a UFABC \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o brasileira que lidera tamb\u00e9m no crit\u00e9rio \u201cexcel\u00eancia\u201d. \u201cA UFABC \u00e9 nova e est\u00e1 no caminho da qualidade acad\u00eamica, enfrentando o desafio de crescer\u201d, disse Brito Cruz. <\/p>\n<p>Pol\u00edtica de apoio \u00e0 pesquisa <\/p>\n<p>Segundo Klaus Capelle, pr\u00f3-reitor de Pesquisa da UFABC, h\u00e1 quatro fatores que explicam o bom desempenho da institui\u00e7\u00e3o. O primeiro \u00e9 a alta qualidade do corpo docente, composto apenas por doutores contratados em regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. <\/p>\n<p>\u201cNossa segunda vantagem \u00e9 decorrente do fato de sermos uma universidade muito nova, com apenas sete anos. Por esse motivo, todos os nossos laborat\u00f3rios \u2013 que por enquanto s\u00e3o poucos \u2013 s\u00e3o de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. E grande parte dos equipamentos foi adquirida por meio de projetos apoiados pela FAPESP\u201d, contou Capelle. <\/p>\n<p>Outra raz\u00e3o do bom desempenho acad\u00eamico apontada por Capelle \u00e9 a exist\u00eancia de uma pol\u00edtica interna de apoio \u00e0 pesquisa. A institui\u00e7\u00e3o reserva parte da verba recebida pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para oferecer bolsas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado, al\u00e9m de aux\u00edlios para pesquisas interdisciplinares e para a forma\u00e7\u00e3o de n\u00facleos estrat\u00e9gicos. <\/p>\n<p>Por \u00faltimo, Capelle ressalta o modelo de organiza\u00e7\u00e3o da universidade, que aboliu a divis\u00e3o das \u00e1reas do conhecimento em departamentos para favorecer a intera\u00e7\u00e3o de pesquisadores. <\/p>\n<p>\u201cEssa diferencia\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 F\u00edsica, o que \u00e9 Qu\u00edmica e o que \u00e9 Biologia representa a forma como se enxergava o conhecimento no s\u00e9culo 19. Como n\u00f3s constru\u00edmos a universidade nos primeiros anos do s\u00e9culo 21, abandonamos a ideia do departamento. Isso faz com que a pesquisa interdisciplinar seja particularmente forte na UFABC, pois n\u00e3o h\u00e1 barreiras artificiais que separam um engenheiro de materiais, por exemplo, de um f\u00edsico de estado s\u00f3lido\u201d, afirmou Capelle. <\/p>\n<p><b>Autor: Ag\u00eancia Fapesp<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es paulistas \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) \u2013 lideram o ranking das universidades brasileiras que mais publicaram artigos cient\u00edficos entre os anos de 2007 e 2011, de acordo com a edi\u00e7\u00e3o mais recente do SIR World Report, divulgado em julho pela Scimago Lab. 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