{"id":23488,"date":"2013-06-03T23:52:07","date_gmt":"2013-06-03T23:52:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=23488"},"modified":"2013-06-03T10:38:28","modified_gmt":"2013-06-03T10:38:28","slug":"um-passeio-de-motocicletapor-quatro-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2013\/06\/03\/um-passeio-de-motocicletapor-quatro-decadas\/","title":{"rendered":"Um passeio de motocicleta&#8230;por quatro d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<p>Sou motociclista h\u00e1 quase quarenta anos, e valho-me de uma motocicleta para os deslocamentos di\u00e1rios, urbanos e interurbanos. Nestas quatro d\u00e9cadas, tive a oportunidade de observar, montado em motocicletas, a profunda transforma\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds: da paix\u00e3o de uns poucos \u00e0 brutal massifica\u00e7\u00e3o como meio de transporte.&nbsp;<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1.970, adolescente, trocava com meu amigo Eduardo a presta\u00e7\u00e3o de meus servi\u00e7os como mec\u00e2nico de sua bicicleta a motor, uma austr\u00edaca Puch, por passeios. Ainda que n\u00e3o fosse tecnicamente uma motocicleta, aquela neanderthal das motos proporcionava ao ent\u00e3o iniciante motociclista, aventuras que seriam inesquec\u00edveis. Naqueles dias de poucos aficionados, \u00e9ramos alvo de olhares desconfiados, da imensa brutalidade dos motoristas de t\u00e1xi e, do combust\u00edvel baixa qualidade: motos equipadas com motores de dois tempos for\u00e7avam seus pilotos a parar nas ruas e avenidas de S\u00e3o Paulo, para enxugar a vela do cilindro encharcada de \u00f3leo. Invariavelmente, a cortesia de algum irm\u00e3o de duas rodas, fosse uma valente cinquentinha (50 cc.) ou uma glamorosa sete-galo (750 cc.), se fazia manifestar e resolvia-se o problema.&nbsp;<\/p>\n<p>Aos dezoito anos, habilita\u00e7\u00e3o na m\u00e3o e economia das mesadas por v\u00e1rios anos, comprei minha primeira moto escondido de meus pais: uma Yamaha 100 cc. Depois, seguiram in\u00fameras outras paix\u00f5es, j\u00e1 ent\u00e3o com o conhecimento familiar, embora sem o consentimento: diversas \u201cjapas\u201d Honda, Kawasaki, Yamaha e Suzuki, sempre velozes e confi\u00e1veis; a germ\u00e2nica BMW, infatig\u00e1vel trituradora de estradas; a revolucion\u00e1ria americana da Buell; e, as veloc\u00edssimas italianas Ducati . <br \/>\nAt\u00e9 meados da d\u00e9cada de 1.980, as motos de grande cilindrada tinham motores de 750cc., e podiam alcan\u00e7ar a velocidade m\u00e1xima de 200 km\/h. Os motores de m\u00e9dia cilindrada tinham capacidade de 350 cc., e as pequenas, de 50 cc., com alguns modelos de 125 cc.&nbsp;<\/p>\n<p>Fazendo um resumo de minhas quatro d\u00e9cadas como motociclista, noto que comecei andando de moto quando a concep\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica vigente tinha a seguinte configura\u00e7\u00e3o: freios de tipo tambor, pneu com c\u00e2mara de tiras diagonais e motor de dois tempos. Hoje os freios s\u00e3o a disco na duas rodas e controlados por ABS, o motor de dois tempos foi proibido por sanidade ambiental, e as motos de melhor performance s\u00e3o equipadas com sistemas de controle de tra\u00e7\u00e3o, havendo j\u00e1 umas poucas com c\u00e2mbio autom\u00e1tico. Os pneus? Radiais sem c\u00e2mara, com banda de rodagem mista: borracha dura no centro e, borracha macia nas bordas, especialmente calibradas para a emo\u00e7\u00e3o das curvas velozes. Houve, portanto, uma transforma\u00e7\u00e3o sutil, mas muito radical, de incremento da performance na pilotagem da motocicleta. Esta evolu\u00e7\u00e3o permite que as motos acelerem de 0 a 100 km\/h em menos de 3 segundos, velocidade final acima de 320 km\/h e, important\u00edssimo, curvas muito mais r\u00e1pidas. Suspens\u00e3o invertida, motores e quadros (chassis) de alum\u00ednio, e muita eletr\u00f4nica embarcada colocou as motos de grande cilindrada, no patamar antes impens\u00e1vel de motoriza\u00e7\u00e3o de 1.300 cc. a 1.800 cc., que produzem 170 hp. Os motores de m\u00e9dia cilindrada acompanharam a eleva\u00e7\u00e3o e situam-se em torno de 900\/1.000 cc., enquanto que as motos de pequeno porte mant\u00e9m-se entre 150\/350 cc., embora ainda persistam alguns modelos de 125 cc. por mera economia dos fabricantes.&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, percorro em m\u00e9dia cerca de 100 quil\u00f4metros diariamente pela Grande S\u00e3o Paulo, o que \u00e9 impens\u00e1vel de ser cumprido se feito de autom\u00f3vel. Embora ainda seja um entusiasta, confesso que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 tanto prazer, face \u00e0 brutal concentra\u00e7\u00e3o exigida ao motociclista para se manter \u00edntegro em meio \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do tr\u00e2nsito. A ferocidade com que os motoristas e motociclistas dirigem seus ve\u00edculos se aproxima da barb\u00e1rie.&nbsp;<\/p>\n<p>O gradual crescimento da agressividade no tr\u00e2nsito, observo h\u00e1 v\u00e1rios anos, acompanha o incremento exponencial no n\u00famero de motocicletas circulando pelas cidades, agora n\u00e3o mais por aqueles \u201capaixonados\u201d, como havia nos anos 1.970\/1.980, mas sim, \u00e0s mo\u00e7as e rapazes que se cansaram de passar horas parados no tr\u00e2nsito a cada deslocamento. E que, por conta da falta de habilidade e conhecimento do ve\u00edculo, formam o contingente mais numeroso das vitimas dos acidentes. Percebo que parte consider\u00e1vel dos acidentes ocorrem, invariavelmente, pela utiliza\u00e7\u00e3o de motos muito r\u00e1pidas, ou ent\u00e3o, pela equivocada suposi\u00e7\u00e3o de que moto de pequeno porte n\u00e3o oferece qualquer perigo. A outra parcela dos acidentes decorre da falta de atualiza\u00e7\u00e3o dos conceitos de engenharia de tr\u00e1fego espec\u00edficos para motocicletas.&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, a t\u00edtulo de colabora\u00e7\u00e3o, destaco a seguir algumas observa\u00e7\u00f5es que poderiam reduzir os acidentes, fruto de minhas experi\u00eancias com o uso de motocicleta em meio ao tr\u00e2nsito: <br \/>\na) h\u00e1 um sem n\u00famero de medidas bem intencionadas, mas que se revelam sem sentido. Destacam-se algumas:&nbsp;<\/p>\n<p>I) obrigatoriedade de uso de coletes reflexivos por moto-fretistas: h\u00e1 algum levantamento fidedigno apontando qual o percentual de acidentes com motociclistas que ocorrem \u00e0 noite? N\u00e3o seria mais razo\u00e1vel obrigar (h\u00e1 leis para tal) as motos a utilizarem far\u00f3is e luzes de sinaliza\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/p>\n<p>II) obrigatoriedade de uso de capacetes com selos de qualidade do Inmetro: seria uma medida adequada, caso fossem tamb\u00e9m aceitos os certificados de qualidade da Comunidade Europ\u00e9ia, Jap\u00e3o e Estados Unidos, que n\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidos no Brasil. O motociclista deve portar um capacete, mesmo que qualidade inferior mas certificado pelo Inmetro, enquanto mant\u00e9m seu magn\u00edfico e seguro Shoei ou AGV no arm\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n<p>III) obrigatoriedade de uso, por moto-fretistas, de \u201cantenas\u201d contra pipas com fio serol: as pipas com fio serol s\u00e3o utilizadas exclusivamente na periferia de S\u00e3o Paulo. Ou algu\u00e9m j\u00e1 observou garotos empinando pipas nas avenidas Rebou\u00e7as, Faria Lima ou Pacaembu?&nbsp;<\/p>\n<p>b) como se percebe acima, medidas legais e administrativas relativas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de motocicletas deveriam ser projetadas por engenheiros motociclistas, ou seja, por quem det\u00e9m o conhecimento t\u00e9cnico e pr\u00e1tico, que sabe como se comporta uma motocicleta nas ruas e, em especial, que h\u00e1 uma ampla gama de motocicletas, a qual n\u00e3o se exaure nos (pequenos) modelos de 125 cc. Por exemplo, nos manuais t\u00e9cnicos, a moto trafega sempre pelo meio da faixa de rolamento, enquanto que, na pr\u00e1tica, o meio da faixa de rolamento \u00e9 o local a ser evitado, por ser o mais sujo da pista, em especial por derrames de \u00f3leo Diesel que vaza dos tanques dos \u00f4nibus e dos caminh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>c) estes derrames de \u00f3leos deveriam ser objeto de r\u00edgida fiscaliza\u00e7\u00e3o, pois o desleixo do derrame na pista pode matar \u2013 e n\u00e3o apenas motociclistas. As vias que contemplam curvas de acesso ou sa\u00edda \u00e0s vias de tr\u00e1fego de \u00f4nibus e caminh\u00f5es, como por exemplo, o acesso \u00e0s pontes partindo das vias marginais paulistanas, s\u00e3o especialmente pr\u00f3digas em proporcionar acidentes por conta do \u00f3leo na pista.&nbsp;<\/p>\n<p>d) nas rodovias federais, em que motocicletas pagam ped\u00e1gio, TODAS apresentam graves riscos de queda do motociclista nas cabines de pagamento, pela presen\u00e7a de \u00f3leo Diesel e \u00f3leo lubrificante na faixa de rolamento. Curiosamente, a administra\u00e7\u00e3o da rodovia, que deveria zelar pela seguran\u00e7a da pista, permite a manuten\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de risco na pr\u00f3pria cabine de pagamento, talvez pelo \u201cservi\u00e7o\u201d prestado;&nbsp;<\/p>\n<p>e) em algumas rodovias paulistas, operadas por concession\u00e1rias de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico, as motocicletas n\u00e3o pagam ped\u00e1gio por for\u00e7a da legisla\u00e7\u00e3o paulista. Assim, a passagem livre das motocicletas se d\u00e1 por uma faixa exclusiva localizada no centro da fileira de cabines de pagamento, mantendo-se os sistemas de cobran\u00e7a autom\u00e1tico nas faixas da direita. A condi\u00e7\u00e3o mais usual e mais segura tanto ao motociclista quanto aos demais usu\u00e1rios, \u00e9 a faixa exclusiva para motocicletas ser posicionada junto \u00e0 extrema direita. A configura\u00e7\u00e3o central \u00e9 um grave risco \u00e0 seguran\u00e7a dos usu\u00e1rios pela corriqueira e s\u00fabita altera\u00e7\u00e3o de rota por motoristas de autom\u00f3veis, em busca de cabines de pagamento com menores filas, como ocorre, por exemplo, na SP-280\/BR-374;&nbsp;<\/p>\n<p>f) a implanta\u00e7\u00e3o de faixas exclusivas para motos nas grandes avenidas paulistanas, como nas avenidas Sumar\u00e9, Liberdade e Rua Vergueiro, deveria ser revista. Obriga-se os motociclistas a trafegarem num diminuto espa\u00e7o (considerando-se uma moto de porte m\u00e9dio e grande), e que se destaca por ser a parte da pista que mais acumula sujidades, junto ao meio-fio. Tamb\u00e9m h\u00e1 o risco de atropelamento proporcionado por pedestres que se posicionam na extremidade da cal\u00e7ada, ou que por desaten\u00e7\u00e3o, avan\u00e7am sobre a faixa enquanto os autom\u00f3veis est\u00e3o parados. As motos n\u00e3o est\u00e3o. \u00c9 muito mais razo\u00e1vel e seguro permitir o uso dos corredores de \u00f4nibus pelas motos, que ao contrario dos t\u00e1xis, n\u00e3o causam lentid\u00e3o nos corredores e na via paralela;&nbsp;<\/p>\n<p>g) imperfei\u00e7\u00f5es na faixa de rolamento (crateras e \u201cpanelas\u201d causadas pela infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua), ainda que n\u00e3o sejam riscos exclusivos \u00e0s motocicletas, formam as condi\u00e7\u00f5es de inseguran\u00e7a ideais para um tombo motocicl\u00edstico, que pode ser seguido por atropelamento do motociclista. Causa esp\u00e9cie que, com a capacidade t\u00e9cnica da engenharia nacional, a sociedade ainda permita \u00e0s municipalidades desperdi\u00e7arem recursos com opera\u00e7\u00f5es \u201ctapa-buraco\u201d que sequer resistem no per\u00edodo de seca.. Quanto menos, em dias de chuva;&nbsp;<\/p>\n<p>h) a implanta\u00e7\u00e3o de sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal deve obedecer aos nobres crit\u00e9rios da seguran\u00e7a &#8211; tamb\u00e9m para motocicletas. A tinta das faixas, que j\u00e1 \u00e9 suficientemente escorregadia em tempo seco, torna-se como gelo em dias de chuva. As tintas deveriam proporcionar um coeficiente de atrito compat\u00edvel com o uso por motocicletas, mesmo quando umedecidas. A quest\u00e3o do atrito n\u00e3o \u00e9 considerada <br \/>\nnas normas t\u00e9cnicas do DNIT e cong\u00eaneres.&nbsp;<\/p>\n<p>i) ainda sobre a sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal: tartarugas, tachas, tach\u00f5es, segredadores, bate-rodas e prismas de concreto, s\u00e3o obst\u00e1culos \u00e0s rodas das motos, e se tornam catapultas de motociclistas. N\u00e3o h\u00e1 motivo para n\u00e3o ordenar o tr\u00e2nsito com artefatos de pequena espessura;&nbsp;<\/p>\n<p>j) em t\u00faneis, a exaust\u00e3o da atmosfera interna \u00e9 feita sem considerar quem usa capacete: o barulho \u00e9 ensurdecedor (moto n\u00e3o tem janela), e a circula\u00e7\u00e3o do ar sem que se agregue ar fresco, emba\u00e7a por completo \u2013 e subitamente &#8211; a viseira dos capacetes. Uma situa\u00e7\u00e3o de alto risco em dias de chuva;&nbsp;<\/p>\n<p>k) h\u00e1 leis que impedem a altera\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas do ve\u00edculos. Ainda assim, a imensa maioria dos moto-fretistas paulistanos, fecha o \u00e2ngulo do guid\u00e3o da moto para passar sem obstru\u00e7\u00f5es no \u201ccorredor\u201d, alterando-se a cicl\u00edstica do ve\u00edculo, e sem qualquer restri\u00e7\u00e3o por parte das autoridades; <br \/>\nl) h\u00e1 casacos para motociclistas equipados com \u201cair-bag\u201d. Por serem importados, a al\u00edquota aplicada \u00e9 aquela para vestu\u00e1rio de luxo. \u00c9 razo\u00e1vel? <\/p>\n<p>Tais recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o simples, e n\u00e3o requerem grandes investimentos ou modifica\u00e7\u00f5es, mas salvariam algumas vidas.. e evitariam muitas longas recupera\u00e7\u00f5es nos hospitais. Como \u00faltima observa\u00e7\u00e3o, a pr\u00e1tica (mortal) de motoristas enviarem ou lerem mensagens de texto pelo celular enquanto dirigem seus carros deveria ser uma penalidade extrema, com suspens\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou motociclista h\u00e1 quase quarenta anos, e valho-me de uma motocicleta para os deslocamentos di\u00e1rios, urbanos e interurbanos. 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