{"id":23235,"date":"2013-03-25T23:48:59","date_gmt":"2013-03-25T23:48:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=23235"},"modified":"2013-03-25T15:23:59","modified_gmt":"2013-03-25T15:23:59","slug":"residuos-de-frango-geram-eletricidade-de-forma-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2013\/03\/25\/residuos-de-frango-geram-eletricidade-de-forma-continua\/","title":{"rendered":"Res\u00edduos de frango geram eletricidade de forma cont\u00ednua"},"content":{"rendered":"<p>Res\u00edduos de frango que seriam descartados por granjas podem ser utilizados para gerar energia el\u00e9trica por meio da produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s. <\/p>\n<p>Um equipamento desenvolvido na Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Jaboticabal, separa os dejetos em partes l\u00edquidas e s\u00f3lidas, melhorando o desempenho dos biodigestores. <\/p>\n<p>&#8220;A proposta \u00e9 transformar a cria\u00e7\u00e3o de animais em sistemas sustent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, declarou o pesquisador Airon Magno Aires, que desenvolveu o equipamento. <\/p>\n<p>Segundo Aires, o produtor de frangos de corte necessita, em m\u00e9dia, de 26,5 quilowatt-hora de pot\u00eancia por cada galp\u00e3o av\u00edcola. <\/p>\n<p>Com seu biodigestor de fluxo cont\u00ednuo, a chamada &#8220;cama de frango&#8221; de cada ave produz 1,245 m3 de biog\u00e1s por ave, o que equivale a 1,556 quilowatt-hora (kWh) por ave. <\/p>\n<p>Assim, um pequeno galp\u00e3o, com 20.000 frangos, geraria 24.900 m3, que equivale a 31 Megawatt-hora(MWh). <\/p>\n<p>As av\u00edcolas tamb\u00e9m costumam utilizar lenha para aquecer os galp\u00f5es durante os primeiros 15 dias de vida das aves. &#8220;Com a substitui\u00e7\u00e3o da energia da lenha pela do biog\u00e1s, a redu\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa pode chegar a 8 toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico equivalente ao ano por galp\u00e3o&#8221;, destacou. <\/p>\n<p>Compostagem sem cheiro <\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s ocorre pela utiliza\u00e7\u00e3o de microrganismos para degrada\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica contida nos res\u00edduos. Esse processo gera um composto de gases que pode ser convertido em energia. <\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a novidade desse trabalho \u00e9 que, antes de colocar os dejetos no biodigestor, \u00e9 feito um pr\u00e9-processamento, separando-os em l\u00edquido e s\u00f3lido. <\/p>\n<p>A separa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque a parte l\u00edquida concentra grande volume de nutrientes e essa separa\u00e7\u00e3o melhora o desempenho do biodigestor. &#8220;[Al\u00e9m disso] o biog\u00e1s tem a vantagem de ser um combust\u00edvel renov\u00e1vel e limpo, quando comparado \u00e0 energia de combust\u00edveis f\u00f3sseis e lenha&#8221;, destacou. <\/p>\n<p>Aires explica que a proposta da pesquisa teve origem quando foi identificado que os produtores tinham dificuldades para utilizar as tecnologias dispon\u00edveis para produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s, principalmente devido \u00e0 varia\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas qu\u00edmicas e f\u00edsicas dos compostos. Isso provocava, por exemplo, a diminui\u00e7\u00e3o do volume \u00fatil do equipamento e entupimentos na tubula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m prop\u00f5e que a fra\u00e7\u00e3o s\u00f3lida resultante do processamento seja utilizada em um sistema de compostagem chamada in vessel (envazada) para produ\u00e7\u00e3o de adubos org\u00e2nicos. &#8220;O processo tradicional de compostagem desagrada aos produtores, porque gera um odor muito forte&#8221;, relatou Aires. Outro avan\u00e7o \u00e9 que o processo envazado demora cerca de 30 dias, enquanto o tradicional leva entre 120 e 150 dias. <\/p>\n<p><b>Autor: Ag\u00eancia Brasil <\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Res\u00edduos de frango que seriam descartados por granjas podem ser utilizados para gerar energia el\u00e9trica por meio da produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s. 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