{"id":22458,"date":"2012-06-21T23:38:39","date_gmt":"2012-06-21T23:38:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=22458"},"modified":"2012-06-21T12:16:27","modified_gmt":"2012-06-21T12:16:27","slug":"modelo-consegue-prever-desgaste-de-pavimentos-de-rodovias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2012\/06\/21\/modelo-consegue-prever-desgaste-de-pavimentos-de-rodovias\/","title":{"rendered":"Modelo consegue prever desgaste de pavimentos de rodovias"},"content":{"rendered":"<p>M\u00e9todo norte-americano combinado com dados recolhidos em pesquisa da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) consegue prever o desgaste dos pavimentos de rodovias e estradas brasileiras. \u201cEsse m\u00e9todo foi usado como ferramenta de teste da previs\u00e3o do desempenho do pavimento. Os resultados obtidos a partir do uso dos modelos foram muito pr\u00f3ximos dos dados do desgaste real que tinha acontecido, ou seja, os modelos desenvolvidos foram capazes de caracterizar adequadamente o tr\u00e1fego da regi\u00e3o estudada\u201d, afirma a engenheira da EESC, Heliana Barbosa Fontenele, que coordenou o estudo no Brasil. <\/p>\n<p>O m\u00e9todo foi desenvolvido na American Association of State Highway and Transportation Officials (AASHTO), que \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria dos Estados Unidos. Ele organiza dados relacionados ao tr\u00e1fego do local, avaliando os tipos de ve\u00edculos que circulam e os eixos que eles tem, por exemplo, al\u00e9m do clima e os materiais do pavimento. Antes, no Brasil, s\u00f3 se utilizavam m\u00e9todos emp\u00edricos que n\u00e3o conseguiam se aproximar da realidade e portanto faziam previs\u00f5es pouco acertadas, j\u00e1 que n\u00e3o se considerava as vari\u00e1veis espec\u00edficas de cada lugar (clima, materiais, tipo de tr\u00e1fego, frequ\u00eancia da passagem dos ve\u00edculos, etc). <\/p>\n<p>Heliana utilizou os dados de um posto de pesagem da Rodovia dos Imigrantes, que fica no Estado de S\u00e3o Paulo. Os dados recolhidos eram referentes a todo o tr\u00e1fego da rodovia no ano de 2008. O posto de pesagem forneceu os dados de pesagem por eixo de cada ve\u00edculo que passava na balan\u00e7a. \u201cEu recebi o peso desses eixos individualmente. Essa especifica\u00e7\u00e3o faz com que os modelos se aproximem ainda mais do desgaste original\u201d, diz Heliana. <\/p>\n<p>Modelo \u00fanico <br \/>\nO tr\u00e1fego de ve\u00edculos representa um papel muito importante, tanto no dimensionamento como no comportamento dos pavimentos ao longo do tempo, mas nem todos os locais disp\u00f5em de equipamentos para a coleta dos dados necess\u00e1rios. Os dados de pesagem fornecidos foram analisados tentando gerar modelos estat\u00edsticos que representassem a distribui\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego original na regi\u00e3o. <\/p>\n<p>Os modelos gerados podem ser usados posteriormente para identificar previamente os problemas das rodovias. \u201cDepois de gerar os modelos de acordo com a frequ\u00eancia do desgaste, usamos o m\u00e9todo da AASHTO, que foi disponibilizado na internet. Esse programa gera as curvas de desempenho do pavimento para cada tipo de deteriora\u00e7\u00e3o\u201d, diz. Isso permitiu que Heliana tivesse a curva da evolu\u00e7\u00e3o da deteriora\u00e7\u00e3o do pavimento ao longo do tempo. <\/p>\n<p>H\u00e1, para cada tipo de defeito, um valor limite dentro do tempo de vida para o pavimento. \u201cQuando esse tempo \u00e9 alcan\u00e7ado significa que o pavimento chegou no seu limite, no fim da vida e que precisa de uma interven\u00e7\u00e3o para ser melhorado\u201d. <\/p>\n<p>Por exemplo, para o crit\u00e9rio de trincas por fadiga do tipo botom-up (de cima para baixo), foi adotado como limite de projeto o valor de 25% da \u00e1rea. Ou seja, quando o pavimento atingir 25% de trincas ele tem de sofrer uma interven\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o oferece mais condi\u00e7\u00f5es seguras para o tr\u00e1fego. O modelo prev\u00ea quando o pavimento atingir\u00e1 essa porcentagem, de modo que as interven\u00e7\u00f5es podem ser feitas no tempo certo e antes de acidentes denunciarem os problemas na estrutura da estrada. <\/p>\n<p>O modelo pode ser utilizado em regi\u00f5es com caracter\u00edsticas parecidas com a Rodovia dos Imigrantes. Heliana diz que pretende expandir o estudo, analisando dados de outras rodovias brasileiras. \u201cNo Brasil temos uma car\u00eancia muito grande de dados. O ideal seria pegar dados de outros postos de pesagem e para cada um deles fazer esse estudo e ent\u00e3o depois poderemos ter um panorama geral\u201d. <\/p>\n<p>O estudo Representa\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego de ve\u00edculos rodovi\u00e1rios de carga atrav\u00e9s de espectros de carga por eixo e seu efeito no desempenho dos pavimentos, que foi orientado pelo professor Jos\u00e9 Leomar Fernandes J\u00fanior, tamb\u00e9m da EESC, contribui para a \u00e1rea t\u00e9cnica, pois minimiza os custos e o tempo da coleta de dados, al\u00e9m de contemplar \u00e1reas com car\u00eancia de fontes de dados para an\u00e1lises. <\/p>\n<p><b>Autor: Ag\u00eancia USP<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9todo norte-americano combinado com dados recolhidos em pesquisa da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) consegue prever o desgaste dos pavimentos de rodovias e estradas brasileiras. \u201cEsse m\u00e9todo foi usado como ferramenta de teste da previs\u00e3o do desempenho do pavimento. 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