{"id":21894,"date":"2012-01-23T23:31:35","date_gmt":"2012-01-23T23:31:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=21894"},"modified":"2012-01-23T11:17:15","modified_gmt":"2012-01-23T11:17:15","slug":"ita-pode-crescer-sem-perder-qualidade-diz-novo-reitor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2012\/01\/23\/ita-pode-crescer-sem-perder-qualidade-diz-novo-reitor\/","title":{"rendered":"ITA pode crescer sem perder qualidade, diz novo reitor"},"content":{"rendered":"<p>O engenheiro e economista Carlos Am\u00e9rico Pacheco, empossado reitor do Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA) no final de 2011, tem uma dura miss\u00e3o pela frente: a amplia\u00e7\u00e3o da mais importante grife do ensino superior do pa\u00eds. Sua meta \u00e9 dobrar o n\u00famero de vagas nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o &#8211; pela primeira vez desde a cria\u00e7\u00e3o do instituto, em 1947. &#8220;Podemos fazer isso sem comprometer a qualidade do ITA&#8221;, diz Pacheco. <\/p>\n<p>O ITA oferece atualmente 120 vagas para engenharia por ano. A partir de 2013, esse n\u00famero deve subir para 240. &#8220;O Brasil carece de engenheiros especializados para levar ao pr\u00f3ximo n\u00edvel as ind\u00fastrias de alta tecnologia que est\u00e3o surgindo&#8221;, diz Pacheco, em entrevista ao site de VEJA. &#8220;Precisamos de engenheiros de qualidade para lidar com quest\u00f5es estrat\u00e9gicas que estar\u00e3o na agenda de m\u00e9dio e curto prazo do pa\u00eds&#8221; <\/p>\n<p>O novo reitor, de 54 anos, foi secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia entre 1999 e 2002 e atuou como um dos principais articuladores dos projetos que resultaram na cria\u00e7\u00e3o dos fundos setoriais e na Lei da Inova\u00e7\u00e3o, de 2004. No comando do instituto, pretende estimular a inova\u00e7\u00e3o, \u00e1rea que considera estrat\u00e9gica para o desenvolvimento do pa\u00eds. &#8220;Enquanto a inova\u00e7\u00e3o for um tema dos cientistas e dos gestores p\u00fablicos, vamos avan\u00e7ar muito pouco&#8221;, diz Pacheco. Confira abaixo trechos da entrevista: <\/p>\n<p>O ITA quer duplicar o n\u00famero de vagas para o ingresso na gradua\u00e7\u00e3o. Por que duplicar e por que agora? A amplia\u00e7\u00e3o do ITA tem a ver com dois problemas que afetam o pa\u00eds atualmente: car\u00eancia de engenheiros e m\u00e1 qualidade dos cursos. O Brasil est\u00e1 em uma condi\u00e7\u00e3o muito ruim no que diz respeito ao n\u00famero de engenheiros egressos por 1.000 habitantes. Precisamos de engenheiros de qualidade para lidar com quest\u00f5es estrat\u00e9gicas que estar\u00e3o na agenda de m\u00e9dio e curto prazo do pa\u00eds, como a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, o desenvolvimento de tecnologias de defesa, o enriquecimento da ind\u00fastria aeron\u00e1utica e o amadurecimento do setor aeroespacial. Por isso, \u00e9 mais do que uma obriga\u00e7\u00e3o ampliar a escola. Podemos fazer isso sem comprometer a qualidade do ITA. No vestibular passado tivemos 400 alunos com nota m\u00ednima para ocupar as 120 vagas. <\/p>\n<p>Qu\u00e3o longe est\u00e1 a duplica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de vagas? O projeto est\u00e1 formatado e nas m\u00e3os do Ministro da Defesa (Celso Amorim). A presidente Dilma determinou que todos os minist\u00e9rios envolvidos, Planejamento, Fazenda e Defesa, realizassem a duplica\u00e7\u00e3o o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. A partir de agora, precisamos realizar licita\u00e7\u00f5es para os 250 milh\u00f5es de reais em obras que ser\u00e3o conclu\u00eddas em dois ou tr\u00eas anos. Vamos come\u00e7ar com os alojamentos e as instala\u00e7\u00f5es do ensino fundamental para ampliarmos as vagas do primeiro ano. A amplia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um processo duro porque ela tamb\u00e9m implica a contrata\u00e7\u00e3o de 150 professores de alt\u00edssimo n\u00edvel que ainda n\u00e3o existem. Estamos conversando com a Capes e a Fapesp para formar esses profissionais no exterior ou criar um conjunto de p\u00f3s-doutores vinculados \u00e0 escola. <\/p>\n<p>Na melhor das hip\u00f3teses, quando a escola come\u00e7ar\u00e1 a receber mais alunos? Nossa ideia \u00e9 aumentar 120 vagas no vestibular de 2013. A expans\u00e3o vai mudar a escala de opera\u00e7\u00e3o do ITA. <\/p>\n<p>Como assim? Estamos discutindo com v\u00e1rias empresas. Al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o f\u00edsica e do quadro docente, queremos mudar duas coisas: a vincula\u00e7\u00e3o internacional da escola com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e outros centros de excel\u00eancia no mundo. Queremos internacionalizar a escola, mas com foco nas \u00e1reas de interesse estrat\u00e9gico para o Brasil, que \u00e9 a segunda quest\u00e3o. Estamos negociando com empresas de alta tecnologia, como a Petrobras, Embraer, Odebrecht e Telebr\u00e1s, uma mudan\u00e7a na natureza da coopera\u00e7\u00e3o com elas. <\/p>\n<p>Como ser\u00e1 essa nova coopera\u00e7\u00e3o? Queremos envolver os alunos logo nos primeiros anos do ensino fundamental com os maiores desafios dessas empresas. Eles s\u00e3o apaixonados por desafios e pela resolu\u00e7\u00e3o de problemas. Perdemos muito tempo esperando que eles fa\u00e7am est\u00e1gio para se envolver com isso. Vamos criar uma carteira de desafios tecnol\u00f3gicos de engenharia de longo prazo para mobilizar equipes e criar novas formas de coopera\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria. As empresas v\u00e3o patrocinar esse conjunto de desafios e esperamos que os alunos se apaixonem por determinados conte\u00fados cient\u00edficos tecnol\u00f3gicos. Essas atividades acabam fazendo com que o aluno progrida e escolha aquilo como campo de trabalho e v\u00e1 progredindo em torno daquilo. <\/p>\n<p>Um dos grandes diferenciais do ITA \u00e9 ele estar ligado ao Minist\u00e9rio da Defesa e n\u00e3o ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Como o ITA tira proveito disso? No passado, o ITA era mais diferente das outras universidades. Naquela \u00e9poca as institui\u00e7\u00f5es tradicionais viviam o regime de c\u00e1tedra. O ITA foi criado em coopera\u00e7\u00e3o com o MIT e inovou completamente na grade escolar. Isso foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 flexibilidade da legisla\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Defesa. Foi uma completa inova\u00e7\u00e3o institucional. <\/p>\n<p>Quais foram os pontos mais marcantes dessa inova\u00e7\u00e3o? O ITA introduziu um dos primeiros programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es do Brasil. H\u00e1 30 anos criou-se a primeira universidade brasileira a integrar o mestrado com a gradua\u00e7\u00e3o, algo que hoje est\u00e1 se generalizando. Al\u00e9m disso, h\u00e1 o fato de que todos os alunos est\u00e3o l\u00e1 em tempo integral. Isso criou um regime chamado disciplina consciente. \u00c9 uma esp\u00e9cie de c\u00f3digo de honra da escola. <\/p>\n<p>Como esse c\u00f3digo de honra funciona? \u00c9 o comportamento dos alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9tica. O Centro Acad\u00eamico (CA) tem um departamento interno que cuida de ocorr\u00eancias question\u00e1veis entre os alunos, uma cola na prova ou algum tipo de comportamento inapropriado. A escola solicita que o CA se manifeste primeiro. A an\u00e1lise \u00e9 feita e se o aluno for culpado, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 resolvida entre eles. A escola tamb\u00e9m pede que o professor n\u00e3o fique na sala de aula durante as provas ou que elas sejam realizadas nos alojamentos. Esse ambiente estimula a autonomia dos alunos e cria um ambiente completamente diferente de outras escolas. Os alunos s\u00e3o brilhantes, respons\u00e1veis e acabam tendo um comportamento mais meritocr\u00e1tico. Isso n\u00e3o existe em outras escolas de engenharia. <\/p>\n<p>O vestibular do ITA \u00e9 elaborado com alto grau de complexidade, com assuntos que nem sempre s\u00e3o vistos pela maioria das escolas de ensino m\u00e9dio. Isso \u00e9 um fator determinante para a qualidade da institui\u00e7\u00e3o? O fato de o vestibular ser dif\u00edcil funciona como uma esp\u00e9cie de marketing para a institui\u00e7\u00e3o. Todo aluno de cursinho sabe que as quest\u00f5es do ITA s\u00e3o mais dif\u00edceis. Isso refor\u00e7a a imagem de a escola ser diferente e melhor do que as outras. O vestibulando do ITA n\u00e3o \u00e9 um aluno comum &#8211; \u00e9 um aluno muito bom. <\/p>\n<p>Os objetivos do ITA hoje s\u00e3o os mesmos de quando ele foi criado? N\u00e3o. O ambiente em que o instituto foi criado, tanto acad\u00eamico quanto empresarial, mudou. O ITA n\u00e3o foi concebido para ser mais uma escola de engenharia. Ele foi o primeiro passo para a cria\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria aeron\u00e1utica. Simultaneamente ao ITA, criaram-se v\u00e1rios institutos ao redor da escola. Foi um projeto que gerou um ambiente econ\u00f4mico e outras institui\u00e7\u00f5es de apoio. Hoje, esse ambiente est\u00e1 consolidado. A Embraer \u00e9 uma realidade. Quando cheguei ao ITA, a empresa estava dando os primeiros passos, nem dominava a tecnologia de motor a jato. Hoje ela \u00e9 robusta, uma das principais montadoras de aeronaves do mundo. Agora o ITA tem v\u00e1rios concorrentes. Durante seis d\u00e9cadas tivemos o monop\u00f3lio da forma\u00e7\u00e3o de engenharia aeron\u00e1utica. Atualmente existem cursos na UFMG e na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, por exemplo. O ITA tamb\u00e9m tem que competir com excelentes institutos de engenharia, como a USP, Unicamp e UFMG. <\/p>\n<p>Qual a diferen\u00e7a entre o ITA de hoje e aquele em que o sr. estudou? Hoje o ITA tem \u00e1reas novas. N\u00e3o se trabalha mais apenas com aeron\u00e1utica. Temos engenharia da computa\u00e7\u00e3o e criamos h\u00e1 dois anos a engenharia aeroespacial. Al\u00e9m disso, a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o cresceu enormemente. Era muito pequena quando eu estudava e hoje possui 1.100 alunos. A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se abriu para a coopera\u00e7\u00e3o com empresas privadas, em especial com a Embraer. Existem laborat\u00f3rios tem\u00e1ticos dentro do ITA que complementam a forma\u00e7\u00e3o do engenheiro de acordo com seu interesse e v\u00e3o muito al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Outra coisa que mudou foi o interesse: na d\u00e9cada de 70, as \u00e1reas de eletr\u00f4nica e mec\u00e2nica eram as mais procuradas. Hoje, aeron\u00e1utica e computa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as mais demandadas. <\/p>\n<p>A \u00e1rea espacial, por exemplo, seria uma \u00e1rea de interesse para o Brasil? Sim. Estamos criando uma ind\u00fastria de defesa mais robusta do ponto de vista financeiro. A entrada de empresas com f\u00f4lego financeiro na quest\u00e3o da defesa, como a Embraer, Odebrecht e o interesse manifestado da Camargo Correa e Andrade Gutierrez, d\u00e1 uma musculatura para a ind\u00fastria de defesa brasileira que n\u00e3o existia h\u00e1 algum tempo. As empresas que fornecem equipamentos aeroespaciais sempre existiram, mas elas sempre sofreram as instabilidades das encomendas do governo e tiveram crises sistem\u00e1ticas. A entrada dos grandes players vai gerar uma demanda por engenharia muito grande. <\/p>\n<p>Qual o papel do ITA dentro do cen\u00e1rio de inova\u00e7\u00e3o nacional? O exemplo do ITA mostra que se tivermos perseveran\u00e7a, \u00e9 poss\u00edvel fazer coisas impressionantes. O Brasil ser\u00e1, inexoravelmente, a quinta economia do mundo. Seremos um mercado importante e teremos uma ind\u00fastria diversificada. Por exemplo, dentro do agroneg\u00f3cio somos l\u00edderes de produ\u00e7\u00e3o e de algumas tecnologias. Precisamos olhar para toda a cadeia, em todas as dire\u00e7\u00f5es, inclusive naquilo que n\u00e3o somos l\u00edderes, como m\u00e1quinas agr\u00edcolas. Temos que olhar o agroneg\u00f3cio n\u00e3o s\u00f3 como uma fonte de explora\u00e7\u00e3o de alimentos para o mundo, mas todo o conjunto, das vacinas para animais at\u00e9 as m\u00e1quinas. Por que n\u00e3o investimos nisso, dado o tamanho do mercado e do nosso porte? <\/p>\n<p>De que modo a aproxima\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea econ\u00f4mica pode ajudar o Brasil? Enquanto a inova\u00e7\u00e3o for um tema dos cientistas e dos gestores p\u00fablicos, vamos avan\u00e7ar muito pouco. O fomento \u00e0 ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 instrumental para realizar inova\u00e7\u00e3o. O mais indicado \u00e9 uma pol\u00edtica econ\u00f4mica s\u00f3lida. Trata-se de uma quest\u00e3o tribut\u00e1ria, de legisla\u00e7\u00e3o de incentivo e da participa\u00e7\u00e3o das empresas. A partir do in\u00edcio do governo Lula, conseguimos progressivamente aumentar o interesse e o instrumental de apoio econ\u00f4mico para a \u00e1rea de ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que, mesmo quando acertamos, nossa velocidade de rea\u00e7\u00e3o \u00e9 menor que a do resto do mundo. <\/p>\n<p>Por qu\u00ea? S\u00e3o inefici\u00eancias p\u00fablicas e privadas. A nossa gest\u00e3o p\u00fablica \u00e9 muito enrijecida. Tenho absoluta convic\u00e7\u00e3o de que no momento atual ningu\u00e9m teria coragem de criar um ITA como foi feito em 1947: iniciar um projeto do zero, no meio de uma inst\u00e2ncia agr\u00e1ria, para construir uma ind\u00fastria aeron\u00e1utica em um pa\u00eds essencialmente agr\u00e1rio. Hoje ter\u00edamos que provar para um sem fim de \u00f3rg\u00e3os que o projeto possui demanda e que \u00e9 vi\u00e1vel. O ITA foi um projeto com um grau de utopia e aud\u00e1cia invi\u00e1veis no Brasil do s\u00e9culo XXI. Um gestor p\u00fablico do BNDES ou da Finep n\u00e3o conseguiria reunir os recursos necess\u00e1rios para levantar uma ind\u00fastria in\u00e9dita no pa\u00eds. <\/p>\n<p>Isso \u00e9 um problema? Muito grande. N\u00e3o conseguimos definir prioridades. No passado conseguimos priorizar algumas coisas, como a Embrapa, a Embraer e a Petrobr\u00e1s. Hoje o governo tem dificuldades de selecionar prioridades por causa de um problema de esvaziamento de compet\u00eancia da burocracia p\u00fablica. O setor privado tem se diversificado e as universidades est\u00e3o constitu\u00eddas: todo mundo quer ser priorit\u00e1rio. Com exce\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, todas as outras sele\u00e7\u00f5es de prioridades s\u00e3o dif\u00edceis. <\/p>\n<p>O Brasil deveria se especializar em \u00e1reas de alta tecnologia que j\u00e1 domina ou deveria explorar a cria\u00e7\u00e3o de novas ind\u00fastrias? Essa \u00e9 uma quest\u00e3o muito dif\u00edcil. A inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 decisiva em todas as \u00e1reas para a competitividade industrial e agroneg\u00f3cio. Precisamos de um conjunto de leis amplo, horizontal e que sirva todos os setores para o apoio da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Os mecanismos de incentivo s\u00e3o essenciais, porque n\u00e3o vamos corrigir nossos defeitos no curto prazo. Precisaremos de muito tempo para que resolvamos nossos problemas sist\u00eamicos de competitividade: c\u00e2mbio, custo de capital, carga tribut\u00e1ria alta, infraestrutura ruim, burocracia&#8230; <\/p>\n<p>O que o Brasil poderia fazer em curto prazo para estimular a corre\u00e7\u00e3o desses defeitos? Precisamos aumentar muito a produtividade. O principal motor para isso \u00e9 a inova\u00e7\u00e3o. E isso tem que acontecer em todo o tecido industrial. O Brasil deve focar nas \u00e1reas em que quer ser player global. <\/p>\n<p><em><strong>Perfil <br \/>\nInstituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica <\/p>\n<p><\/strong>Criado com a inten\u00e7\u00e3o de iniciar a ind\u00fastria aeron\u00e1utica brasileira, o ITA agora tem a miss\u00e3o de ajudar o Brasil a ser l\u00edder global em \u00e1reas estrat\u00e9gicas de alta tecnologia.<br \/>\nO Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA) foi o primeiro passo de um projeto para a cria\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria aeron\u00e1utica no Brasil. Foi fundado em 1950, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos. A Embraer, empresa brasileira e uma das maiores montadoras de avi\u00f5es do mundo, \u00e9 uma consequ\u00eancia direta da cria\u00e7\u00e3o do ITA. <\/p>\n<p>O ITA n\u00e3o est\u00e1 atrelado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e sim ao Minist\u00e9rio da Defesa. Isso quer dizer que a institui\u00e7\u00e3o tem liberdade para escolher uma grade curricular diferente das faculdades tradicionais, ligadas ao MEC. At\u00e9 1996, a escola s\u00f3 aceitava o ingresso de homens. <\/p>\n<p>Hoje, o ITA \u00e9 uma das organiza\u00e7\u00f5es do Departamento de Ci\u00eancia e Tecnologia Aeroespacial (CTA), \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira. O vestibular do ITA \u00e9 considerado um dos mais dif\u00edceis do pa\u00eds e abrange conte\u00fado que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 visto pela maioria das escolas de ensino m\u00e9dio. <\/p>\n<p>Todos os anos, a escola forma 120 engenheiros em \u00e1reas como eletr\u00f4nica, aeron\u00e1utica, aeroespacial e computa\u00e7\u00e3o. A meta \u00e9 que 240 alunos ingressem no ITA a partir de 2014. As obras de amplia\u00e7\u00e3o v\u00e3o <br \/>\ncustar 250 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p><\/em><\/p>\n<p><b>Autor: Veja.com<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O engenheiro Carlos Am\u00e9rico Pacheco assume o comando do Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica com a meta de dobrar o n\u00famero de vagas. 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