{"id":21467,"date":"2011-10-13T23:26:25","date_gmt":"2011-10-13T23:26:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=21467"},"modified":"2011-10-14T15:39:04","modified_gmt":"2011-10-14T15:39:04","slug":"discurso-de-aluizio-de-barros-fagundes-durante-solenidade-de-95-anos-do-instituto-de-engenharia-na-camara-municipal-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2011\/10\/13\/discurso-de-aluizio-de-barros-fagundes-durante-solenidade-de-95-anos-do-instituto-de-engenharia-na-camara-municipal-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Discurso de Aluizio de Barros Fagundes durante solenidade de 95 anos do Instituto de Engenharia, na C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 precisamente 95 anos, em 13 de outubro de 1916, um grupo de abnegados engenheiros reuniu-se e decidiu criar uma entidade de defesa e valoriza\u00e7\u00e3o da engenharia. <\/p>\n<p>A profiss\u00e3o do engenheiro tomava corpo no Brasil. <\/p>\n<p>Existia tudo por fazer: <br \/>\n\u2022 aperfei\u00e7oar e adaptar os cursos de engenharia, ent\u00e3o relativamente recentes; <br \/>\n\u2022 incentivar a ades\u00e3o \u00e0 carreira; <br \/>\n\u2022 formar professores; <br \/>\n\u2022 aumentar o n\u00famero de faculdades, modalidades e alunos; <br \/>\n\u2022 regulamentar e fiscalizar a profiss\u00e3o; <br \/>\n\u2022 estabelecer direitos e deveres na atividade; <br \/>\n\u2022 reunir os profissionais com interesses afins; <br \/>\n\u2022 divulgar trabalhos t\u00e9cnicos importados e produzidos no pa\u00eds; <br \/>\n\u2022 criar normas t\u00e9cnicas; <br \/>\n\u2022 organizar formas de contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de engenharia; <br \/>\n\u2022 aparelhar \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos para gerir obras e servi\u00e7os de infraestrutura; dentre muitas outras demandas do s\u00e9culo tecnol\u00f3gico que se iniciava, o S\u00e9culo XX. <\/p>\n<p>O grupo fundador teve a not\u00e1vel percep\u00e7\u00e3o que faltava uma entidade centralizadora dessas demandas, onde se formulassem as respectivas solu\u00e7\u00f5es. Assim nasceu o nosso Instituto de Engenharia. <\/p>\n<p>Fiel aos primeiros objetivos sociais, o Instituto prossegue em sua miss\u00e3o de engrandecer a engenharia, em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da Sociedade, promovendo: <\/p>\n<p>\u2022 atualiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e valoriza\u00e7\u00e3o da Engenharia; <br \/>\n\u2022 melhor desempenho e credibilidade dos profissionais; <br \/>\n\u2022 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 Sociedade; <br \/>\n\u2022 realiza\u00e7\u00e3o de f\u00f3runs e debates sobre problemas de interesse p\u00fablico; <br \/>\n\u2022 an\u00e1lise e manifesta\u00e7\u00e3o sobre pol\u00edticas, programas e a\u00e7\u00f5es governamentais; <br \/>\n\u2022 elabora\u00e7\u00e3o de estudos, pareceres e proposituras para o Poder P\u00fablico e para a iniciativa privada; <br \/>\n\u2022 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os aos associados. <\/p>\n<p>Nossas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o dirigidas \u00e0 comunidade em geral, \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais, ind\u00fastria, com\u00e9rcio, servi\u00e7os, empresas de engenharia, engenheiros e demais profissionais especializados, institutos de pesquisas, estudantes e escolas de engenharia. <\/p>\n<p>A semente foi boa e a terra, f\u00e9rtil. <\/p>\n<p>Sempre o Instituto se manifestou nos problemas de grande repercuss\u00e3o e naqueles do dia-a-dia. Dificilmente qualquer assunto de engenharia n\u00e3o foi estudado e discutido em nossa entidade. Mas alguns feitos foram not\u00e1veis: <\/p>\n<p>\u2022 O primeiro plano diretor da capital de S\u00e3o Paulo foi elaborado dentro do Instituto. <br \/>\n\u2022 O principal n\u00facleo de alistamento na Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932 estava no IE. <br \/>\n\u2022 O Sindicato dos Engenheiros foi discutido e criado aqui. <br \/>\n\u2022 O CREA foi organizado pelo Instituto de Engenharia. <br \/>\n\u2022 A Escola de Engenharia Mau\u00e1, refer\u00eancia nacional em engenharia industrial e civil, nasceu dentro de nossa casa. <br \/>\n\u2022 O PRO\u00c1LCOOL foi idealizado e fomentado no IE. <br \/>\n\u2022 A COSIPA, que alavancou nossa ind\u00fastria de base, foi concebida em nossas depend\u00eancias. <br \/>\n\u2022 A primeira c\u00e2mara brasileira especializada na media\u00e7\u00e3o e arbitragem em conflitos de contratos de engenharia, foi por n\u00f3s criada, a CMA-IE, que tive a honra de organizar h\u00e1 14 anos e da qual fui o primeiro Diretor Geral. <br \/>\n\u2022 E por a\u00ed vai&#8230; <\/p>\n<p>Temos 26 Divis\u00f5es T\u00e9cnicas, nas quais interagem engenheiros altamente especializados, promovendo cursos, semin\u00e1rios, debates, constituindo o n\u00facleo de interesse da classe. Vale lembrar que a maioria das associa\u00e7\u00f5es especializadas hoje existentes, foram germinadas dentro de nossas divis\u00f5es t\u00e9cnicas. Mas o prest\u00edgio do Instituto de Engenharia em suas manifesta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas continua intocado. <\/p>\n<p>Grandes patriotas passaram pela casa, muitos ocupando cargos de dire\u00e7\u00e3o. Foram engenheiros da t\u00eampera de Paula Souza, Ramos de Azevedo, Francisco Monlevade, Roberto Simonsen, Prudente de Moraes Neto, Pl\u00ednio de Queiroz, Falc\u00e3o Bauer, Lauro Rios, s\u00f3 para citar alguns que j\u00e1 nos deixaram, que presidiram este Instituto. <\/p>\n<p>Por aqui estiveram mais de 30 mil engenheiros, todos associados volunt\u00e1rios. Passou pela casa a nata da engenharia paulista e brasileira. Se me atrevesse a citar os caros engenheiros que tanto honraram a profiss\u00e3o e esta institui\u00e7\u00e3o, levaria algumas horas declinando seus nomes. <br \/>\nResta-nos, pois, homenagear a classe, atrav\u00e9s de colegas not\u00e1veis que de um modo ou de outro percorreram os caminhos da miss\u00e3o do Instituto de Engenharia, que h\u00e1 pouco citei. No Instituto de Engenharia, al\u00e9m da comenda do \u201cEminente Engenheiro do Ano\u201d outorgada a um profissional destacado, no dia do engenheiro, comemorado em 11 de dezembro, temos uma homenagem muito especial que \u00e9 o pr\u00eamio Engenheiro Antonio Francisco de Paula Souza, outorgado tamb\u00e9m a personalidades da engenharia, tidas como l\u00eddimas representantes da classe. \u00c9 a homenagem aos nossos associados, que neste ano de 2011 est\u00e3o representados por tr\u00eas profissionais da engenharia, que logo mais ser\u00e3o apresentados ao p\u00fablico. <\/p>\n<p>Portanto, meu caro Presidente da C\u00e2mara dos Vereadores de S\u00e3o Paulo, Jos\u00e9 Police Neto, \u00e9 uma subida honra recebermos esta homenagem de V.Excia. na comemora\u00e7\u00e3o solene do nosso 95.\u00ba anivers\u00e1rio. Fica consignada nossa emocionada gratid\u00e3o. <\/p>\n<p>Agradecemos ainda a not\u00e1vel oportunidade de tamb\u00e9m solenizarmos a nossa posse no mandato 2011\/2013. Fui re-eleito presidente do Instituto de Engenharia, e comigo muitos dos colegas da Diretoria Executiva, assim como metade do Conselho Deliberativo, composto por 30 membros no total. J\u00e1 estamos em pleno exerc\u00edcio dos nossos mandatos, mediante da posse administrativa ocorrida em abril deste ano. Mas a comunica\u00e7\u00e3o solene e festiva, na data do anivers\u00e1rio o Instituto de Engenharia, nesta casa de leis, nos emociona e nos leva e renovar nossas promessas \u00e0 classe. Pe\u00e7o ao Eng.\u00ba Jo\u00e3o Ernesto Figueiredo, Presidente do nosso Conselho Consultivo, que, ao t\u00e9rmino deste meu discurso, enuncie os nomes dos queridos colegas que dedicam gratuitamente in\u00fameras horas de seu tempo, dando o mais cabal exemplo de que o voluntariado faz parte da boa \u00edndole humana. <\/p>\n<p>Nosso primeiro mandato, entre abril de 2009 e mar\u00e7o de 2011, foi marcado pelo d\u00edstico \u201cRumo ao Centen\u00e1rio\u201d. Para n\u00f3s estava clara a necessidade de repensarmos a engenharia em confronto com os novos tempos da chamada globaliza\u00e7\u00e3o. Nessa ocasi\u00e3o, percebia-se que a crise longa e profunda que a economia brasileira sofreu desde meados da d\u00e9cada de 1980 estava no fim. A engenharia estava novamente sendo chamada para retomar os grandes empreendimentos. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, essa retomada do progresso, conquanto auspiciosa, tamb\u00e9m prenunciava muitos problemas. A crise foi perversa. De um lado, em sua maior parte, os engenheiros de ent\u00e3o, perderam os empregos e foram obrigados a mudar de atividade. De outro lado, a procura pelas escolas de engenharia declinou sensivelmente, e nesse per\u00edodo, formaram-se pouqu\u00edssimos profissionais. Como atender \u00e0 nova demanda que se iniciava? <\/p>\n<p>Nos dias de hoje, os quadros funcionais das empresas de engenharia trabalham sobrecarregados. Alguns engenheiros est\u00e3o retornando \u00e0 pr\u00e1tica da profiss\u00e3o. As escolas de engenharia voltaram a ser procuradas. Engenheiros estrangeiros est\u00e3o buscando o novamente promissor mercado de trabalho brasileiro. Penso que o setor econ\u00f4mico \u00e9 \u00e1gil, e tenho certeza que esse problema ser\u00e1 superado. Mas a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 instant\u00e2nea. Teremos cinco anos pela frente para as escolas retomarem a plena forma\u00e7\u00e3o de novos engenheiros e outros cinco para que eles se tornem experientes. Pena que seja assim, pois \u00e9 fator de inibi\u00e7\u00e3o ao potencial de progresso que se nos apresenta nesta oportunidade. <\/p>\n<p>A proximidade do centen\u00e1rio do Instituto de Engenharia foi emblem\u00e1tica para colocarmos nossos esfor\u00e7os a servi\u00e7o dos nobil\u00edssimos prop\u00f3sitos estatut\u00e1rios. O mundo global a\u00ed est\u00e1 com suas vertiginosas inova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas. A economia n\u00e3o tem mais fronteiras. A sociedade empresarial suplantou o poder do estado. Vivemos um mundo totalmente novo. Como j\u00e1 dissemos anteriormente, em face da retomada das atividades econ\u00f4micas do pa\u00eds, temos que fazer tudo de novo e h\u00e1 tudo novo por fazer. <\/p>\n<p>Parece estar se repetindo a situa\u00e7\u00e3o que nossos fundadores encontraram em 1916. <\/p>\n<p>No \u201crumo ao centen\u00e1rio\u201d, os dois anos de nosso primeiro mandato foram dedicados \u00e0 busca do equacionamento da situa\u00e7\u00e3o patrimonial do Instituto. Em 1982, o edif\u00edcio do Pal\u00e1cio Mau\u00e1 do qual o IE possu\u00eda metade, em condom\u00ednio com a CIESP, foi desapropriado pelo Governo do Estado. A proverbial morosidade das a\u00e7\u00f5es judiciais brasileiras nos impede at\u00e9 hoje de dispormos do precat\u00f3rio. Com tenacidade conseguimos convergir para um valor adequado da indeniza\u00e7\u00e3o, estando em vias de obter aquele t\u00edtulo de cr\u00e9dito. <\/p>\n<p>Outra propositura daquela campanha foi a reformula\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do IE. Organizamos um novo site, que hoje ocupa o quinto lugar na freq\u00fc\u00eancia de consultas do verbete \u201cengenharia\u201d no portal Google. Obtivemos uma cadeira no Col\u00e9gio de Entidades do CONFEA, mediante a funda\u00e7\u00e3o da CONEPE, de \u00e2mbito federal. Temos liderado grandes discuss\u00f5es tem\u00e1ticas atrav\u00e9s de reuni\u00f5es com entidades coirm\u00e3s, particularmente os sindicatos patronais e de profissionais. Temos buscado, com sucesso, uma boa aproxima\u00e7\u00e3o com os governos, deles obtendo informa\u00e7\u00f5es sobre seus planos e realiza\u00e7\u00f5es, assim como podendo oferecer an\u00e1lises e opini\u00f5es. Tamb\u00e9m o IE tem abrigado discuss\u00f5es sobre o ensino superior de engenharia, liderando importante trabalho de revis\u00e3o dos t\u00edtulos de engenharia registrados no MEC, com a proposta de redu\u00e7\u00e3o de 258 para 53 t\u00edtulos. Esta aproxima\u00e7\u00e3o com as principais escolas de engenharia de nosso estado possibilitou o acesso aos estudantes de engenharia. Cerca de 1200 s\u00f3cios universit\u00e1rios ingressaram no IE durante nossa primeira gest\u00e3o. <\/p>\n<p>Agora, neste segundo mandato que nos foi confiado por 79% dos eleitores do IE, a vigorar entre abril de 2011 e mar\u00e7o de 2013, pretendemos concluir e aprimorar as tarefas antes iniciadas, consoante o plano de nossa campanha que foi denominado \u201cConstruindo o Centen\u00e1rio\u201d. <\/p>\n<p>Dentro de 5 anos o Instituto de Engenharia completar\u00e1 100 anos. <\/p>\n<p>Com o mesmo entusiasmo e dedica\u00e7\u00e3o que pautaram nossa primeira gest\u00e3o, poderemos completar nosso plano estrat\u00e9gico em busca da recupera\u00e7\u00e3o operacional e da preserva\u00e7\u00e3o do prest\u00edgio que tanto nos orgulha. O plano estrat\u00e9gico idealizado no primeiro mandato est\u00e1 maduro e nos permitiu implantar uma nova estrutura organizacional da casa, mais moderna e coadunada com os tempos atuais. S\u00e3o dois pilares a serem erigidos. <\/p>\n<p>O primeiro consistir\u00e1 na constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio-sede projetado, sob concurso, pelo escrit\u00f3rio do arquiteto Rino Levi na d\u00e9cada de 1980. O projeto executivo completo foi por n\u00f3s recuperado e atualizado e o lastro do precat\u00f3rio da desapropria\u00e7\u00e3o permitira obtermos patroc\u00ednios para a sua execu\u00e7\u00e3o. Uma vez conclu\u00edda sua obra, o IE ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de alugar mais de 7 mil metros quadrados, gerando renda suficiente para sustentar suas opera\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas. Ser\u00e1 uma grande vit\u00f3ria de todos n\u00f3s, inaugurarmos essas instala\u00e7\u00f5es nas v\u00e9speras do nosso centen\u00e1rio. <\/p>\n<p>O segundo pilar da reformula\u00e7\u00e3o de nossas atividades consistir\u00e1 em tr\u00eas grandes programas de influ\u00eancia do Instituto de Engenharia. <\/p>\n<p>Promoveremos a cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo de intelig\u00eancia da engenharia, destinado \u00e0 retomada do \u201cstatus\u201d de setor econ\u00f4mico dessa atividade, em lugar da mera \u201ccommodity\u201d a que se reduziu nos \u00faltimos 25 anos. A base de apoio desse n\u00facleo de pensamento e doutrina ser\u00e1 uma escola livre de gest\u00e3o de neg\u00f3cios de engenharia, coadunada com a globaliza\u00e7\u00e3o que domina a economia mundial. <\/p>\n<p>Outro programa ser\u00e1 a consolida\u00e7\u00e3o de um centro de converg\u00eancia do ensino de engenharia, onde as faculdades poder\u00e3o discutir seus curr\u00edculos em confronto com as atuais necessidades do mercado da engenharia. <\/p>\n<p>E, finalmente, daremos in\u00edcio dia 24 de outubro pr\u00f3ximo, muito pr\u00f3ximo, ali\u00e1s, a uma s\u00e9rie de sete eventos espa\u00e7ados de 3 a 4 meses, para discutirmos os CAMINHOS DA ENGENHARIA BRASILEIRA, visando a reconstru\u00e7\u00e3o da nossa infraestrutura s\u00f3cio-econ\u00f4mica. Toda a sociedade est\u00e1 convidada a nos assistir. Homens de proa se pronunciar\u00e3o em busca de formularmos uma proposta s\u00e9ria e organizada \u00e0 na\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Ser\u00e1 importante verificar se estamos vivendo uma nova voca\u00e7\u00e3o como part\u00edcipes do mundo globalizado, na qualidade de apenas exportadores de alimentos e produtos prim\u00e1rios, ou se pretenderemos recuperar e ampliar nosso parque de manufaturados. De entremeio, naquilo que tamb\u00e9m nos interessa como engenheiros, examinar as condi\u00e7\u00f5es atuais de organizar, melhorar e implementar as atividades de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, tanto visando o mercado interno quanto as exporta\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>N\u00f3s, engenheiros, podemos e devemos deixar de lado a postura modesta e ousar propor aos dirigentes de nosso pa\u00eds um verdadeiro plano de desenvolvimento econ\u00f4mico e social, estruturado como deve ser, e n\u00e3o enunciar esbo\u00e7os de inten\u00e7\u00f5es setoriais desarticuladas como vem acontecendo h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel continuarmos a agir como se as interven\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias fossem neg\u00f3cios de ocasi\u00e3o. Como se a solu\u00e7\u00e3o para o problema dos transportes de longa dist\u00e2ncia fosse a implanta\u00e7\u00e3o de um trem-bala, ligando algo a algures, talvez aqui ou acol\u00e1. Como se o bom transporte a\u00e9reo dependesse apenas de alguns novos aeroportos ou de reformas nos existentes. Como se o transporte rodovi\u00e1rio pudesse ser melhorado com alguns maus remendos nas estradas existentes e nada mais. Como se fosse poss\u00edvel incrementar as exporta\u00e7\u00f5es apenas usando os portos de que j\u00e1 dispomos. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel continuarmos a acreditar que o desenvolvimento se d\u00e1 sem um parque energ\u00e9tico pujante e sobejo. Trabalhar no limite do atendimento \u00e9 contratar o denominado apag\u00e3o. E, n\u00e3o nos iludamos, a oferta de energia para quem palreia a meta de se tornar a quinta economia do mundo, tem que ser abundante, maci\u00e7a e segura. N\u00e3o basta, em hip\u00f3tese alguma, o romantismo ambiental de resolver o problema geral com usinas e\u00f3licas ou maremotrizes. \u00c9 alentador sabermos que est\u00e3o em andamento os estudos e as pesquisas para a explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo na camada pr\u00e9-sal de nossa plataforma oce\u00e2nica, assim como a implanta\u00e7\u00e3o de duas grandes usinas hidroel\u00e9tricas na bacia amaz\u00f4nica. Mas nada sabemos quanto a obras de interliga\u00e7\u00e3o com o mercado consumidor. Acontecer\u00e1 algo como a usina de biodiesel constru\u00edda no Cear\u00e1, que para produzir est\u00e1 comprando \u00f3leo de soja comest\u00edvel no cerrado do Brasil Central? <\/p>\n<p>E o que dizer da infraestrutura de nossas cidades, metropolitanas, grandes, m\u00e9dias e pequenas? N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o calamitosa. O saneamento b\u00e1sico, mesmo no pujante Estado de S\u00e3o Paulo, est\u00e1 muito longe de se considerar satisfat\u00f3rio. A mobilidade urbana nos grandes centros, diretamente afetada pela falta de drenagem pluvial nas esta\u00e7\u00f5es chuvosas, est\u00e1 a exigir profundas e car\u00edssimas interven\u00e7\u00f5es, sendo necess\u00e1rio todo um novo planejamento urbano que induza \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de locomo\u00e7\u00f5es resid\u00eancia-trabalho, que determine uma en\u00e9rgica amplia\u00e7\u00e3o do transporte p\u00fablico coletivo, que defina novo tra\u00e7ado de vias p\u00fablicas, ainda que a custa de desapropria\u00e7\u00f5es, que reveja conceitos e crit\u00e9rios de projetos de redes de escoamento pluvial. Os servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, seguran\u00e7a, ensino e lazer est\u00e3o ca\u00f3ticos, insuficientes e ineficazes. <\/p>\n<p>Tudo isso, e muito mais, \u00e9 exposto ao conhecimento da popula\u00e7\u00e3o todos os dias pela m\u00eddia. Por graves que sejam, os problemas est\u00e3o banalizados. N\u00e3o se v\u00eaem rea\u00e7\u00f5es por leves que sejam e n\u00e3o se temem convuls\u00f5es como se imaginam justific\u00e1veis. Da\u00ed, cogitamos que ocorre a m\u00e3e de todos os problemas: a profunda ignor\u00e2ncia de nosso povo, decorrente dos problemas de falta de ensino escolar adequado. \u00c9 deprimente constatarmos que nosso povo, em sua grande maioria \u00e9 ou analfabeto estrutural, ou analfabeto funcional, assim incapaz de compreender o que se passa \u00e0 sua volta e de entender as mensagens que lhes s\u00e3o transmitidas. Infelizmente, tamb\u00e9m vivemos um esp\u00edrito nefasto da apologia da ignor\u00e2ncia. <\/p>\n<p>O \u00fanico modo de se atacar esta trag\u00e9dia \u00e9 a elabora\u00e7\u00e3o de um grande plano nacional para a recupera\u00e7\u00e3o do patriotismo, da intransig\u00eancia com os desvios de conduta \u00e9tica e legal, da dec\u00eancia no conv\u00edvio das pessoas, da auto-estima geral, do poder de rea\u00e7\u00e3o e da coragem, poss\u00edvel com a retomada da educa\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis de ensino escolar. <\/p>\n<p>Embasa e faz parte integrante deste plano superior, o trabalho eficaz, a produ\u00e7\u00e3o eficiente, o desenvolvimento econ\u00f4mico. \u00c9 este conjunto de atitudes que a Engenharia sabe operar. \u00c9 nesta seara que o Instituto de Engenharia agir\u00e1. E, com esta mensagem permeando nos nossos eventos, pretendemos romper o paradigma da desconfian\u00e7a que grassou em nosso pa\u00eds, demonstrando que homens de bem s\u00e3o supinamente mais numerosos que os mal-feitores. <\/p>\n<p><b>Autor: Aluizio de Barros Fagundes <\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 precisamente 95 anos, em 13 de outubro de 1916, um grupo de abnegados engenheiros reuniu-se e decidiu criar uma entidade de defesa e valoriza\u00e7\u00e3o da engenharia. A profiss\u00e3o do engenheiro tomava corpo no Brasil. 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