{"id":20837,"date":"2011-07-18T23:18:21","date_gmt":"2011-07-18T23:18:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=20837"},"modified":"2011-07-18T10:18:27","modified_gmt":"2011-07-18T10:18:27","slug":"eletricidade-sem-fios-alimenta-implantes-cardiacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2011\/07\/18\/eletricidade-sem-fios-alimenta-implantes-cardiacos\/","title":{"rendered":"Eletricidade sem fios alimenta implantes card\u00edacos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Bombas card\u00edacas<\/strong> <\/p>\n<p>Os sistemas de assist\u00eancia ventricular, ou bombas card\u00edacas, s\u00e3o bombas eletromec\u00e2nicas desenvolvidas para dar um refor\u00e7o tempor\u00e1rio ao cora\u00e7\u00e3o de pacientes que est\u00e3o esperando por um transplante. <\/p>\n<p>Ocorre que a tecnologia desenvolveu-se mais rapidamente do que o andar da fila de transplantes, o que fez com que esses assistentes ventriculares passassem a ficar cada vez mais no corpo dos pacientes, por vezes sendo usados continuamente por v\u00e1rios anos. <\/p>\n<p>O problema \u00e9 que eles precisam de um fio el\u00e9trico para aliment\u00e1-los. O fio, que sai pelo umbigo, \u00e9 uma fonte s\u00e9ria de infec\u00e7\u00f5es &#8211; cerca de 40% dos pacientes sofrem de infec\u00e7\u00e3o, j\u00e1 tendo sido computados casos fatais. <\/p>\n<p><strong>Eletricidade sem fios<\/strong> <\/p>\n<p>Por isso, pesquisadores das universidades de Washington e Pittsburgh, nos Estados Unidos, est\u00e3o utilizando o conceito de transmiss\u00e3o sem fios de energia el\u00e9trica para alimentar esses dispositivos, eliminando a necessidade da fia\u00e7\u00e3o e do &#8220;cord\u00e3o umbilical&#8221; el\u00e9trico. <\/p>\n<p>O conceito \u00e9 diferente dos nanogeradores para alimenta\u00e7\u00e3o wireless, que prev\u00ea a gera\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio implante, mas tem a vantagem de poder ser implantada mais rapidamente. <\/p>\n<p>Joshua Smith e seus colegas constru\u00edram uma varia\u00e7\u00e3o da chamada energia indutiva, na qual uma bobina transmissora emite ondas eletromagn\u00e9ticas de uma determinada frequ\u00eancia, e uma bobina receptora capta essa energia e a utiliza para carregar uma bateria ou alimentar diretamente um aparelho. <\/p>\n<p>Nesse novo sistema de transmiss\u00e3o de energia &#8211; que tamb\u00e9m \u00e9 indutivo &#8211; o equipamento ajusta a frequ\u00eancia e pot\u00eancia conforme varia a dist\u00e2ncia e a orienta\u00e7\u00e3o entre as bobinas transmissora e receptora. <\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, isso permite a transmiss\u00e3o sem fios de eletricidade por dist\u00e2ncias maiores do que o que havia sido demonstrado de forma pr\u00e1tica at\u00e9 agora. <\/p>\n<p>&#8220;A intui\u00e7\u00e3o da maioria das pessoas sobre a transmiss\u00e3o de energia wireless \u00e9 que se disp\u00f5e de menor pot\u00eancia quando o receptor se afasta do transmissor,&#8221; explica Smith. &#8220;Mas, com esta nova t\u00e9cnica, h\u00e1 um regime no qual a efici\u00eancia de fato n\u00e3o se altera com a dist\u00e2ncia. <\/p>\n<p><strong>Recarregamento de implantes m\u00e9dicos<\/strong> <\/p>\n<p>Na verdade, a pot\u00eancia permanece constante ao longo de uma dist\u00e2ncia equivalente ao di\u00e2metro da bobina &#8211; uma bobina de 5 cent\u00edmetros de di\u00e2metro, por exemplo, mant\u00e9m a pot\u00eancia em uma faixa de 5 cent\u00edmetros, enquanto uma bobina de 30 cent\u00edmetros garante a pot\u00eancia em uma \u00e1rea de 30 cent\u00edmetros. <\/p>\n<p>Parece n\u00e3o ser muito, \u00e9 mais do que suficiente para passar pela pele e pelo corpo humano e alimentar o implante m\u00e9dico. <\/p>\n<p>Como a faixa de alcance \u00e9 pequena, a ideia dos pesquisadores \u00e9 usar o sistema de energia wireless para recarregar uma bateria no interior do implante. <\/p>\n<p>A bateria garante energia para o aparelho durante duas horas, o que d\u00e1 ao paciente a liberdade para andar pela casa, tomar banho ou mesmo liberdade para pequenas sa\u00eddas de casa, o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel hoje. <\/p>\n<p>Transmissores acoplados \u00e0 cama do paciente poder\u00e3o permitir que ele durma sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com seu implante. <\/p>\n<p>O sistema est\u00e1 em fase de avalia\u00e7\u00e3o e, agora, ser\u00e1 testado em animais.&nbsp;<\/p>\n<p>\nA configura\u00e7\u00e3o de teste usa uma grande bobina de transmiss\u00e3o, \u00e0 direita, conectada \u00e0 energia do pr\u00e9dio. \u00c0 esquerda fica a bobina de recep\u00e7\u00e3o. A pequena bobina pr\u00f3xima est\u00e1 conectada \u00e0 bomba card\u00edaca, que est\u00e1 trabalhando com o fluido da jarra.[Imagem: University of Washington] <\/p>\n<p><b>Autor: Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bombas card\u00edacas Os sistemas de assist\u00eancia ventricular, ou bombas card\u00edacas, s\u00e3o bombas eletromec\u00e2nicas desenvolvidas para dar um refor\u00e7o tempor\u00e1rio ao cora\u00e7\u00e3o de pacientes que est\u00e3o esperando por um transplante. 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