{"id":20039,"date":"2011-03-03T23:08:25","date_gmt":"2011-03-03T23:08:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=20039"},"modified":"2011-03-03T14:48:29","modified_gmt":"2011-03-03T14:48:29","slug":"sem-hospital-ou-faculdade-cidade-de-mg-cresce-com-ferro-de-brucutu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2011\/03\/03\/sem-hospital-ou-faculdade-cidade-de-mg-cresce-com-ferro-de-brucutu\/","title":{"rendered":"Sem hospital ou faculdade, cidade de MG cresce com ferro de Brucutu"},"content":{"rendered":"<p>A pequena S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo (MG), cidade de apenas 9.782 habitantes, de acordo com os dados do Censo 2010, localizada a 84 km de Belo Horizonte, n\u00e3o sabe o que \u00e9 desemprego nem cortes no or\u00e7amento. Com uma receita que cresceu 45% em 2010, o munic\u00edpio se transformou num imenso canteiro de obras e vive uma fase de ouro. Ou melhor, de ferro. A ind\u00fastria extrativa foi o destaque do PIB em 2010, com alta de 15,7%. <\/p>\n<p><em>Com reservas de 650 milh\u00f5es de toneladas, Brucutu \u00e9 a 2\u00aa maior mina do pa\u00eds (Foto: Darlan Alvarenga\/G1)<\/p>\n<p><\/em>Destaque do PIB em 2010, o min\u00e9rio de ferro tem promovido uma revolu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no munic\u00edpio, onde est\u00e1 localizada a mina de Brucutu, a segunda maior do pa\u00eds, com reservas de mais de 650 milh\u00f5es de toneladas, atr\u00e1s apenas de Caraj\u00e1s, no Par\u00e1. O n\u00famero de empregos diretos e indiretos gerados na cidade chega a 400. <\/p>\n<p>Inaugurada em outubro de 2006, o projeto da Vale fez triplicar o or\u00e7amento de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo. Beneficiada pelos royalties da minera\u00e7\u00e3o, a arrecada\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio subiu de R$ 33,8 milh\u00f5es, em 2006, para R$ 94,5 milh\u00f5es, em 2010. Pela legisla\u00e7\u00e3o, 2% do faturamento l\u00edquido da explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro \u00e9 recolhido a t\u00edtulo da Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o dos Recursos Minerais (CFEM), contribui\u00e7\u00e3o distribu\u00edda entre cidades, estados e Uni\u00e3o. <\/p>\n<p>De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), a cidade representava em 2008 o 3\u00ba maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Minas Gerais. A renda m\u00e9dia anual de cada morador de S\u00e3o Gon\u00e7alo chegou a R$ 88.037,11. Na capital do estado, a renda em 2008 foi de R$ 17.313,06.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"220\" src=\"\/site\/userfiles\/b_2.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u201cPara quem quer trabalhar, n\u00e3o tem desemprego aqui n\u00e3o\u201d, afirma o prefeito Raimundo Nonato Barcelos, conhecido como Nozinho. Com os cofres cheios, a prefeitura tem feito obras e constru\u00eddo instala\u00e7\u00f5es arrojadas para um munic\u00edpio pequeno e que foi emancipado h\u00e1 apenas 48 anos.O Centro Cultural inaugurado em 2007 \u00e9 o novo cart\u00e3o-postal da cidade. O pr\u00e9dio de vidros espelhados re\u00fane um audit\u00f3rio para 300 pessoas, salas para oficinas, espa\u00e7o para exposi\u00e7\u00f5es, biblioteca e um laborat\u00f3rio com acesso gr\u00e1tis \u00e0 internet. <\/p>\n<p>prefeitura inaugurou tamb\u00e9m uma escola de tempo integral com gin\u00e1sio e audit\u00f3rio, iniciou o tratamento de \u00e1gua e esgoto, abriu novos loteamentos e estradas e acaba de anunciar um plano de investimentos de R$ 64 milh\u00f5es para os pr\u00f3ximos 2 anos, que prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de uma escola de tempo integral na zona rural, uma pra\u00e7a de eventos, um est\u00e1dio e o primeiro hospital do munic\u00edpio, com 30 leitos.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" src=\"\/site\/userfiles\/b_3.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Daniel de Oliveira foi recrutado pela Vale quando se matriculou no ensino t\u00e9cnico (Foto: Darlan Alvarenga\/G1)<\/p>\n<p><\/em>Em alguns casos, o munic\u00edpio tamb\u00e9m tem assumido responsabilidades do governo estadual. As reformas da sede da pol\u00edcia militar da cidade e do pr\u00e9dio da escola estadual, por exemplo, foram bancadas pela administra\u00e7\u00e3o municipal. A prefeitura decidiu at\u00e9 contratar um advogado para oferecer aos moradores o servi\u00e7o de defensoria p\u00fablica, que n\u00e3o existia na regi\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 que est\u00e1 sobrando [dinheiro]. Estamos fazendo bom uso do dinheiro p\u00fablico\u201d, diz o prefeito. <\/p>\n<p>No rastro da Vale, S\u00e3o Gon\u00e7alo ganhou uma unidade do Senai, com 450 vagas. Segundo a prefeitura, o crescimento econ\u00f4mico tem aumentado o interesse por educa\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de matriculados na rede municipal subiu de 691, em 2005, para 2.474, em 2010. \u201cHoje temos mais de 4 mil estudantes no munic\u00edpio\u201d, diz Nozinho.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" src=\"\/site\/userfiles\/b_4.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Produ\u00e7\u00e3o de Brucutu \u00e9 destinada 100% para exporta\u00e7\u00e3o (Foto: Darlan Alvarenga\/G1)<\/p>\n<p><\/em>A prefeitura negocia agora a vinda de uma unidade da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), para oferecer \u00e0 popula\u00e7\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o local de ensino superior. A cidade chegou a ter uma faculdade particular por dois anos, mas em 2009 os cursos foram transferidos para Itabira. <\/p>\n<p>Jovens s\u00e3o recrutados no ensino t\u00e9cnico <\/p>\n<p>Dos cerca de 1.600 funcion\u00e1rios pr\u00f3prios da mina de Brucutu, 150 s\u00e3o moradores de S\u00e3o Gon\u00e7alo. O n\u00famero s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior por falta de m\u00e3o de obra qualificada. O mec\u00e2nico Daniel de Oliveira, de 22 anos, conta que foi recrutado no momento em que se matriculou no curso t\u00e9cnico.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" src=\"\/site\/userfiles\/b_5.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Min\u00e9rio extra\u00eddo em Brucutu \u00e9 levado diretamente para o Porto de Tubar\u00e3o, no ES (Foto: Darlan Alvarenga\/G1)<\/p>\n<p><\/em>\u201cDecidi trancar a faculdade de engenharia ambiental porque vi uma oportunidade de crescimento profissional imediata no quintal de casa. Agora sou um estudante com profiss\u00e3o e sal\u00e1rio\u201d, diz o jovem que integra a turma de 58 trainees que atuam hoje em Brucutu. <\/p>\n<p>Na oficina da mina, Daniel atua na manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas cujo pneu chega a ter 2,7 m de altura. \u201cFoi amor \u00e0 primeira vista. Ver pessoalmente uma m\u00e1quina assim \u00e9 muito impactante&#8221;, diz o aprendiz, que pretende agora investir na carreira de engenheiro mec\u00e2nico. <\/p>\n<p>A abertura da mina atraiu tamb\u00e9m moradores de outras cidades. O operador de escavadeira, Anivaldo Nunes dos Santos, de 45 anos, veio de Sabar\u00e1 (MG) e conseguiu um emprego para o filho no setor de perfura\u00e7\u00e3o. \u201cMinha irm\u00e3 fala que vai fazer um curso de el\u00e9trica para tamb\u00e9m entrar na Vale\u201d, diz Maycon Alves dos Santos, de 22 anos.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" src=\"\/site\/userfiles\/b_6.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Reservas de Brucutu est\u00e3o em serra que contorna a cidade de S\u00e3o Gon\u00e7alo (Foto: Darlan Alvarenga\/G1)<\/p>\n<p><\/em>Pai e filho s\u00e3o hoje parceiros de trabalho e de sala de aula. Maycon convenceu o pai a entrar junto na faculdade de Log\u00edstica. Mas como n\u00e3o h\u00e1 faculdade em S\u00e3o Gon\u00e7alo, os dois estudam na cidade vizinha Jo\u00e3o Monlevade. \u201cTem v\u00e1rias provas doidas, mas temos que aproveitar as oportunidades para crescer na empresa\u201d, diz. <\/p>\n<p>A assistente administrativa, Gleiciele Ara\u00fajo, de 28 anos, recorda que o seu primeiro emprego em Brucutu foi como auxiliar de produ\u00e7\u00e3o. \u201cEra servi\u00e7o de pe\u00e3o, com luva e capacete\u201d, diz. Hoje, \u00e9 dela o maior sal\u00e1rio da fam\u00edlia. \u201cMeu marido n\u00e3o gosta de ouvir isso, mas \u00e9 verdade\u201d. <\/p>\n<p>Moradora da cidade h\u00e1 19 anos, Gleiciele diz que S\u00e3o Gon\u00e7alo \u00e9 outra hoje. \u201cMudou praticamente tudo. N\u00e3o tinha nada aqui\u201d, diz. Ela s\u00f3 reclama de ainda ter que sair da cidade para poder cursar uma faculdade ou buscar atendimento m\u00e9dico especializado. <\/p>\n<p>Como ainda n\u00e3o h\u00e1 hospital ou maternidade no munic\u00edpio, os moradores precisam ir at\u00e9 outra cidade para ter um filho. &#8220;A gente brinca que ningu\u00e9m nasce em S\u00e3o Gon\u00e7alo, mas acho que isso vai mudar&#8221;, diz Gleiciele. <\/p>\n<p>Por dentro da mina <\/p>\n<p>Escondida atr\u00e1s das montanhas que cercam a \u00e1rea urbana de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo, com estradas exclusivas para o acesso ao complexo, a mina parece uma cidade a parte. <\/p>\n<p>Ao todo, a Vale investiu US$ 1,1 bilh\u00e3o em Brucutu. No total, foram gerados cerca de 8.500 empregos pelo Complexo Minas Centrais na regi\u00e3o, incluindo os munic\u00edpios de Bar\u00e3o de Cocais, Itabira, Jo\u00e3o Monlecade e Santa B\u00e1rbara. Hoje, trabalham na mina cerca de 2.500 pessoas, entre empregados pr\u00f3prios e contratados. <\/p>\n<p>A mina \u00e9 a maior do mundo em capacidade inicial de produ\u00e7\u00e3o: 30 milh\u00f5es de toneladas por ano, volume atingido pela primeira vez em 2010, quatro anos depois da inaugura\u00e7\u00e3o do complexo. Em 2006, a produ\u00e7\u00e3o inicial foi de 7,75 milh\u00f5es de t. <\/p>\n<p>\u201cA Mina de Brucutu produz cerca de 30 milh\u00f5es de toneladas por ano e responde sozinha por 10% da produ\u00e7\u00e3o total de min\u00e9rio de ferro da Vale no Brasil\u201d, afirma J\u00falio Yamacita, gerente geral do Complexo Minas Centrais, que conta ainda com as minas de Gongo Soco e \u00c1gua Limpa. Em Brucutu tudo \u00e9 gigantesco, come\u00e7ando pela \u00e1rea de extra\u00e7\u00e3o: s\u00e3o 3,5 milh\u00f5es de metros quadrados licenciados, o equivalente a 17 est\u00e1dios como o Mineir\u00e3o, em Belo Horizonte (MG). <\/p>\n<p>A cava de perfura\u00e7\u00e3o possui 2,5 km de comprimento e mais de 150 m de altura. Vista do alto, a cratera parece mais um cen\u00e1rio cinematogr\u00e1fico de explora\u00e7\u00e3o fora da Terra. A impress\u00e3o \u00e9 de estar num planeta cinza e vermelho. \u201cAqui s\u00f3 h\u00e1 duas esta\u00e7\u00f5es: lama e poeira\u201d, brinca um t\u00e9cnico. <\/p>\n<p>Todas as ordens para a \u00e1rea operacional de Brucutu partem da sala de comando, que recebe imagens de 37 c\u00e2meras, com vis\u00e3o de 360 graus e alcance de 1.500 metros de dist\u00e2ncia, espalhadas pelo complexo.<\/p>\n<p>A usina de concentra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio e o carregamento ferrovi\u00e1rio s\u00e3o totalmente automatizados. Embora n\u00e3o seja t\u00f3xico, em nenhuma das fases da extra\u00e7\u00e3o os trabalhadores entram em contato direto com o ferro. <\/p>\n<p>A mina funciona 24h por dia, em tr\u00eas turnos de trabalho, para garantir o abastecimento das locomotivas partem da mina diretamente para o Porto de Tubar\u00e3o, em Vit\u00f3ria (ES). Cada vag\u00e3o leva em m\u00e9dia um minuto para ser carregado. Por dia, s\u00e3o abastecidos cerca de 2 mil vag\u00f5es, com capacidade m\u00e9dia de 80 t cada um. <\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de Brucutu \u00e9 destinada 100% para exporta\u00e7\u00e3o. O principal destino \u00e9 a China, que em 2010 recebeu 48% da exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro do Brasil, segundo dados do Ibram (Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o). <\/p>\n<p>Os equipamentos utilizados para transportar o min\u00e9rio s\u00e3o de dimens\u00f5es colossais. O que mais impressiona \u00e9 o chamado caminh\u00e3o fora de estrada, com 8m de altura e de largura. Ao todo, s\u00e3o 16, com capacidade para transportar at\u00e9 240 toneladas de min\u00e9rio. O pre\u00e7o de uma m\u00e1quina dessas gira em torno de US$ 3 milh\u00f5es. <\/p>\n<p>Brucutu \u00e9 uma das minas de maior concentra\u00e7\u00e3o de ferro e, portanto, de maior lucratividade da Vale. De cada 5 caminh\u00f5es que s\u00e3o carregados dentro da cava, 3 s\u00e3o de min\u00e9rio de ferro e dois s\u00e3o de material est\u00e9ril, sem valor comercial. <\/p>\n<p>\u201cTemos que tirar pouco material para poder tirar o min\u00e9rio em si e isso faz com que a mina tenha um custo muito baixo e uma alta produtividade\u201d, diz Yamacita. \u201cBrucutu j\u00e1 est\u00e1 operando na sua capacidade m\u00e1xima e agenta pelo menos mais 25 anos nesse ritmo de produ\u00e7\u00e3o&#8221;. <\/p>\n<p>Como a Vale det\u00e9m na Serra de Brucutu muita \u00e1rea ainda n\u00e3o licenciada para explora\u00e7\u00e3o, Brucutu ainda pode trazer boas surpresas para a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. &#8220;Se tiver demanda, vamos buscar alternativas para a produ\u00e7\u00e3o se manter nesse patamar\u201d, afirma o gerente da mina. <\/p>\n<p><b>Autor: G1<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arrecada\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo cresceu 45% em 2010.<br \/>\nMina \u00e9 a 2\u00aa do pa\u00eds e produz cerca de 30 milh\u00f5es de toneladas por ano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20040,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33,6],"tags":[],"class_list":{"0":"post-20039","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-minas-e-metalurgia","8":"category-noticias"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Sem hospital ou faculdade, cidade de MG cresce com ferro de Brucutu - Instituto de Engenharia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2011\/03\/03\/sem-hospital-ou-faculdade-cidade-de-mg-cresce-com-ferro-de-brucutu\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Sem hospital ou faculdade, cidade de MG cresce com ferro de Brucutu - Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Arrecada\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo cresceu 45% em 2010. 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