{"id":19514,"date":"2010-11-22T23:01:31","date_gmt":"2010-11-22T23:01:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=19514"},"modified":"2010-11-22T15:26:50","modified_gmt":"2010-11-22T15:26:50","slug":"no-caminho-do-trembala-38-cidades-e-muita-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/11\/22\/no-caminho-do-trembala-38-cidades-e-muita-resistencia\/","title":{"rendered":"No caminho do trem-bala, 38 cidades e muita resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>De Campinas, no interior de S\u00e3o Paulo, at\u00e9 a capital fluminense, o primeiro trem de alta velocidade (TAV) do Pa\u00eds vai cortar 38 munic\u00edpios numa grande trilha de 511 quil\u00f4metros (km) de extens\u00e3o. No meio do caminho, vai atravessar &#8211; e modificar &#8211; paisagens exuberantes, reservas ambientais, condom\u00ednios de luxo, pr\u00e9dios p\u00fablicos e comunidades carentes. Vai encontrar tamb\u00e9m moradores confusos, agricultores assustados e prefeitos descontentes com o tra\u00e7ado, dispostos a tudo para evitar os estragos que o projeto pode trazer ou para abrigar uma esta\u00e7\u00e3o da ferrovia &#8211; forma de compensar os preju\u00edzos. <\/p>\n<p>Com o trajeto referencial (que servir\u00e1 de base para os cons\u00f3rcios) em m\u00e3os, a reportagem do Estado percorreu todas as cidades atingidas pelo projeto, cujo processo de licita\u00e7\u00e3o vai come\u00e7ar no dia 29 e terminar em 16 de dezembro, se o governo federal n\u00e3o decidir adiar o leil\u00e3o. O ponto de partida do poderoso trem-bala, que alcan\u00e7ar\u00e1 at\u00e9 350 km por hora, ser\u00e1 praticamente ao lado da imponente Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Campinas, que protagonizou os anos dourados do transporte de passageiro sobre trilhos no Brasil. O local foi entroncamento de diversas ferrovias, como a Paulista, Mogiana, Sorocabana e Ramal F\u00e9rreo Campineiro. Hoje o pr\u00e9dio, de 1884, abriga a Esta\u00e7\u00e3o Cultura (Secretaria Municipal de Cultura). <\/p>\n<p>Em Campinas, o trem n\u00e3o causar\u00e1 grandes transtornos. Ele vai acompanhar o tra\u00e7ado da antiga linha da Fepasa at\u00e9 o trevo da empresa Bosch. Dali passar\u00e1 pelo Aeroporto de Viracopos, onde haver\u00e1 uma esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria. Depois atravessar\u00e1 uma \u00e1rea invadida, bastante prec\u00e1ria, e chegar\u00e1 a Itupeva, onde come\u00e7a a incomodar. O tra\u00e7ado do trem passa em cima do loteamento da Fazenda da Grama, uma \u00e1rea nobre onde est\u00e1 sendo constru\u00eddo um condom\u00ednio de luxo, diz o diretor de Obras do munic\u00edpio, Francisco Adolfo de Arruda Fanchini. <\/p>\n<p>Pelo mapa referencial, a portaria e uma das mans\u00f5es j\u00e1 constru\u00eddas teriam de ser desapropriadas. Detalhe: um terreno no condom\u00ednio custa em torno de R$ 500 mil. Para completar o pacote, o trem tornar\u00e1 invi\u00e1vel o projeto de constru\u00e7\u00e3o de um campo de golfe na cidade, cujo terreno j\u00e1 foi comprado por quase R$ 1 milh\u00e3o, e atinge diretamente uma \u00e1rea industrial. A prefeitura j\u00e1 prop\u00f4s dois novos tra\u00e7ados para evitar os preju\u00edzos. Quem n\u00e3o vai gostar muito \u00e9 o munic\u00edpio vizinho. <\/p>\n<p>&#8220;Sugerimos que o trem cruze a Rodovia dos Bandeirantes, passe pela cidade de Vinhedo, onde n\u00e3o tem \u00e1reas ocupadas, e v\u00e1 para Viracopos. Na outra alternativa, a sugest\u00e3o \u00e9 fazer esse tra\u00e7ado e incluir uma parada para atender a regi\u00e3o dos parques (Hopi Hari, Wet&#8221;n Wild e o Outlet Premium). Do jeito que est\u00e1 n\u00e3o trar\u00e1 benef\u00edcio nenhum para os moradores daqui.&#8221; <\/p>\n<p>Em Caieiras, a 35 km da capital paulista, o TAV vai encontrar um prefeito em p\u00e2nico com o empreendimento. &#8220;A linha vai passar dentro do centro nervoso da cidade, que j\u00e1 convive com uma linha da CPTM&#8221;, afirma Roberto Hamamoto. A convite do prefeito de Jundia\u00ed, ele participou da audi\u00eancia p\u00fablica realizada na regi\u00e3o com o objetivo de esclarecer as d\u00favidas sobre o projeto. <\/p>\n<p>Para sua surpresa, Hamamoto descobriu que o trem n\u00e3o apenas vai dividir a cidade como vai passar em cima da nova sede da prefeitura, em constru\u00e7\u00e3o desde 2008 numa \u00e1rea de 6 mil metros quadrados. Os estragos n\u00e3o param por a\u00ed: o tra\u00e7ado atinge tamb\u00e9m um hospital, uma escola e a delegacia da cidade, al\u00e9m de im\u00f3veis de baixa renda. &#8220;Minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que o dinheiro que essa popula\u00e7\u00e3o mais pobre vai receber por suas resid\u00eancias (de baixa renda) n\u00e3o d\u00ea para comprar outro im\u00f3vel na regi\u00e3o. Para onde essas pessoas v\u00e3o?&#8221; <\/p>\n<p>A sugest\u00e3o do prefeito \u00e9 que o trem seja subterr\u00e2neo, como vai ocorrer em S\u00e3o Paulo e Guarulhos. Nas duas cidades, que ter\u00e3o paradas no Campo de Marte e no Aeroporto de Cumbica, a maioria dos 50 km de linhas ser\u00e1 constru\u00edda embaixo da terra. &#8220;As obras de superf\u00edcie s\u00e3o mais baratas, mas h\u00e1 uma s\u00e9rie de outras quest\u00f5es que t\u00eam de ser avaliadas na hora de fechar um projeto. Nos trechos de S\u00e3o Paulo e Rio, por exemplo, al\u00e9m da quest\u00e3o do som, h\u00e1 o perigo de ataques ao trem ao passar por \u00e1reas consideradas de maior risco&#8221;, afirma o diretor do Departamento de Engenharia de Mobilidade e Log\u00edstica do Instituto de Engenharia, Vernon Kohl. <\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dele, por\u00e9m, o maior risco do projeto n\u00e3o est\u00e1 na engenharia, altamente capacitada para ultrapassar obst\u00e1culos. O principal problema \u00e9 a quest\u00e3o ambiental, j\u00e1 que o trem vai passar por regi\u00f5es complexas. \u00c9 o caso, por exemplo, do munic\u00edpio de Santa Isabel, a 57 km de S\u00e3o Paulo, onde 82% do territ\u00f3rio \u00e9 considerado \u00e1rea de manancial. <\/p>\n<p>&#8220;Qualquer obra na regi\u00e3o precisa passar por r\u00edgido processo ambiental e nem sempre \u00e9 aprovada&#8221;, afirma a secret\u00e1ria de Governo e Coordena\u00e7\u00e3o, Maria Angela Sanches. Ela conta que o trem-bala vai atingir antigas pedreiras (concedida de acordo com regras ambientais antigas) que empregam um n\u00famero grande de pessoas na cidade. Mas tamb\u00e9m vai cruzar o condom\u00ednio de luxo Aralu, deixando os moradores sem sa\u00edda para as principais rodovias do Estado. <\/p>\n<p>Em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, o foco da disc\u00f3rdia \u00e9 o Banhado, cart\u00e3o postal do munic\u00edpio que vai virar \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental. Ali, o trem-bala vai circular por meio de pontes e atravessar o centro em um grande t\u00fanel. O local tem sido frequentemente visitado pelos estrangeiros, que estudam o TAV. &#8220;Os \u00faltimos a passarem por aqui foram os franceses&#8221;, conta Seu Lino, um guardador de carros que acompanha todo o vaiv\u00e9m do local. Para compensar os impactos, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos disputa com outros munic\u00edpios do Vale do Para\u00edba a constru\u00e7\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o. Na briga, est\u00e3o Jacare\u00ed e Taubat\u00e9. <\/p>\n<p>Enquanto isso, Aparecida j\u00e1 tem parada garantida. O tra\u00e7ado do trem, contudo, passa apenas nas cidades de Potim e Guaratinguet\u00e1. Uma das duas cidades receber\u00e1 a esta\u00e7\u00e3o, de onde ser\u00e1 feito um ramal para a Bas\u00edlica, um importante centro de peregrina\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. Mas, se os comerciantes est\u00e3o otimistas com o progresso que o empreendimento poder\u00e1 trazer, os agricultores e pecuaristas n\u00e3o podem nem ouvir falar da passagem do trem. A regi\u00e3o \u00e9 uma importante produtora de arroz e de leite. <\/p>\n<p>&#8220;Todos os dias chegam v\u00e1rios agricultores desesperados aqui em busca de informa\u00e7\u00f5es sobre o trem, que vai passar em cima de suas propriedades&#8221;, conta a secret\u00e1ria da Associa\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria e Sindicato Rural de Guaratinguet\u00e1, Marcia Valen\u00e7a. &#8220;J\u00e1 vi gente passar mal por causa desse projeto&#8221;, diz ela, que tamb\u00e9m sentir\u00e1 os efeitos da obra. O TAV passar\u00e1 ao lado de sua casa. <\/p>\n<p>O trecho paulista do trem-bala termina na charmosa cidade de Queluz. No munic\u00edpio, de 11 mil habitantes, o povo est\u00e1 pouco interessado se o trem-bala vai ou n\u00e3o passar pela cidade, que hoje \u00e9 rasgada pela Rodovia Presidente Dutra. &#8220;N\u00e3o vai mudar em nada nossa vida&#8221;, diz Vicente Vale, morador da cidade. Isso at\u00e9 as obras come\u00e7arem. <\/p>\n<p><strong>Assuntos relacionados:<\/strong><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.ie.org.br\/site\/noticia.php?id_sessao=5&#038;id_noticia=4661\">Veja o artigo Ilus\u00f5es de grandeza<\/a><br \/>\n&#65279;<\/p>\n<p><b>Autor: O Estado de S.Paulo<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De Campinas, no interior de S\u00e3o Paulo, at\u00e9 a capital fluminense, o primeiro trem de alta velocidade (TAV) do Pa\u00eds vai cortar 38 munic\u00edpios numa grande trilha de 511 quil\u00f4metros (km) de extens\u00e3o. No meio do caminho, vai atravessar &#8211; e modificar &#8211; paisagens exuberantes, reservas ambientais, condom\u00ednios de luxo, pr\u00e9dios p\u00fablicos e comunidades carentes. 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