{"id":19502,"date":"2010-11-18T23:01:21","date_gmt":"2010-11-18T23:01:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=19502"},"modified":"2010-11-18T14:31:31","modified_gmt":"2010-11-18T14:31:31","slug":"cidades-do-futuro-exigem-acao-no-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/11\/18\/cidades-do-futuro-exigem-acao-no-presente\/","title":{"rendered":"Cidades do futuro exigem a\u00e7\u00e3o no presente"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 nas cidades que a humanidade tem mostrado sua pujan\u00e7a, e onde suas quedas t\u00eam sido melhor registradas. <\/p>\n<p>E parece que a humanidade est\u00e1 se aproximando de mais um ponto de inflex\u00e3o, quando ser\u00e1 necess\u00e1rio decidir se nossas cidades dever\u00e3o retratar, no futuro, a prosperidade ou a decad\u00eancia. <\/p>\n<p>Somente quando as cidades reconhecerem &#8211; de forma ativa &#8211; a necessidade de uma sustentabilidade econ\u00f4mica, social e ambiental, e agirem em conformidade com essa percep\u00e7\u00e3o, s\u00f3 ent\u00e3o os cidad\u00e3os ter\u00e3o a oportunidade de realizar todo o seu potencial.&nbsp;<\/p>\n<p><em>As pesquisas indicam que os carros a hidrog\u00eanio dever\u00e3o usar combust\u00edvel s\u00f3lido. [Imagem: NanoLetters]<br \/>\n<\/em><br \/>\nQuando a exclus\u00e3o social, os danos ambientais e a falta de infraestrutura s\u00e3o a norma, a qualidade de vida \u00e9 irremediavelmente prejudicada. E o futuro passa a n\u00e3o estar mais garantido.&nbsp;<\/p>\n<p>Crescimento sustent\u00e1vel e inclusivo <\/p>\n<p>Com cerca de cinco bilh\u00f5es de pessoas &#8211; de uma popula\u00e7\u00e3o total global de oito bilh\u00f5es &#8211; que se prev\u00ea que estar\u00e3o vivendo nas cidades em 2030, a urbaniza\u00e7\u00e3o tem de estar no topo da agenda. <\/p>\n<p>A Europa decidiu encarar esta quest\u00e3o de frente. <\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Europeia publicou um relat\u00f3rio chamado &#8220;Cidades Sustent\u00e1veis na Europa e no Mundo&#8221;, que destaca as atividades de pesquisa que visam conciliar a urbaniza\u00e7\u00e3o com a necessidade de crescimento sustent\u00e1vel e inclusivo. <\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de projetos t\u00eam-se centrado nas quest\u00f5es da sustentabilidade, tais como res\u00edduos, \u00e1gua e energia.&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"250\" height=\"167\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/ma_2.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Uma pesquisa literalmente underground defende que a constru\u00e7\u00e3o de t\u00faneis eliminaria a polui\u00e7\u00e3o das cidades. [Imagem: Dragados\/Tunconstruct]<br \/>\n<\/em><br \/>\nTamb\u00e9m t\u00eam sido criados instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o para cidades em regi\u00f5es com diferentes caracter\u00edsticas, tais como zonas costeiras, \u00e1reas montanhosas e outros tipos de terrenos e ecossistemas. <\/p>\n<p>No campo dos transportes, tem sido estudada a possibilidade de usar \u00f4nibus alimentados por c\u00e9lulas a combust\u00edvel de hidrog\u00eanio ou biocombust\u00edveis, analisando como essas op\u00e7\u00f5es devem funcionar, se ser\u00e3o seguras e se poder\u00e3o ser executadas de forma aut\u00f4noma. <\/p>\n<p>Cidades verdes <\/p>\n<p>As melhores pr\u00e1ticas s\u00e3o cruciais. <\/p>\n<p>Em Bruxelas, por exemplo, trinta anos atr\u00e1s se dizia que era imposs\u00edvel criar ciclovias na cidade. Mas, atrav\u00e9s da aprendizagem com a experi\u00eancia de outras cidades, ficou provado que tal sistema era vi\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"250\" height=\"190\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/ma_3.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Os autobondes el\u00e9tricos dispensam os trilhos e podem ser outra op\u00e7\u00e3o de transporte p\u00fablico sustent\u00e1vel. [Imagem: Fraunhofer]<br \/>\n<\/em><br \/>\nO relat\u00f3rio considera que, em tais casos, a an\u00e1lise comparativa entre as cidades \u00e9 poss\u00edvel, e que outras cidades, independentemente da sua situa\u00e7\u00e3o, devem ser capazes de imitar outras e at\u00e9 de competir para ver quem se torna a cidade mais verde. <\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es resultantes melhoram a qualidade de vida e, quando isso acontece, as cidades tornam-se n\u00e3o apenas lugares mais atraentes e mais felizes, mas tamb\u00e9m mais produtivos. <\/p>\n<p>Nas cidades mais compactas, como as asi\u00e1ticas, a \u00fanica forma vi\u00e1vel de deslocamento \u00e9 o transporte p\u00fablico, que \u00e9 ambientalmente mais eficiente. Em uma cidade mais esparramada, como Denver ou Atlanta, nos Estados Unidos, a mobilidade torna-se de 5 a 6 vezes mais intensiva em energia. <\/p>\n<p>H\u00e1, portanto, uma liga\u00e7\u00e3o direta entre o consumo de energia e a densidade urbana. Viver em uma cidade compacta significa ser capaz de fazer compras, viver e se divertir dentro de um raio de dois ou tr\u00eas quil\u00f4metros. <\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de atitude. Na Espanha, por exemplo, como no Brasil, \u00e9 normal que os edif\u00edcios residenciais tenham piscinas, enquanto em outros pa\u00edses uma instala\u00e7\u00e3o desse tipo pode ser considerada como algo apenas para os ricos. <\/p>\n<p>Respeito ao passado e olho no futuro <\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o que os pesquisadores est\u00e3o dando aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a heran\u00e7a hist\u00f3rica das cidades. <\/p>\n<p>Edif\u00edcios e estradas &#8211; que podem ser as estradas romanas na Europa ou os caminhos reais no Brasil &#8211; t\u00eam um tempo de vida incrivelmente longo. \u00c9 por isso que o planejamento est\u00e1 sendo finalmente reconhecido como t\u00e3o vital &#8211; algo constru\u00eddo hoje poder\u00e1 influenciar o planejamento futuro para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, ou at\u00e9 s\u00e9culos. <\/p>\n<p>Criar uma cidade voltada para o futuro envolve tamb\u00e9m olhar para a economia do futuro e fazer as perguntas pertinentes: Ser\u00e1 que o com\u00e9rcio internacional continuar\u00e1 a aumentar? Ser\u00e1 que a tend\u00eancia de consumo de bens produzidos localmente vai se manter? A globaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 atingiu seu limite? Como ser\u00e1 o comportamento das pessoas nos pr\u00f3ximos 30 ou 40 anos? <\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m detectaram o j\u00e1 bem discutido movimento rumo a um envelhecimento ativo das pessoas e de uma nova din\u00e2mica territorial. <\/p>\n<p>Enquanto as pessoas querem se aposentar mais cedo, elas tamb\u00e9m est\u00e3o vivendo mais tempo, um fen\u00f4meno que tem levado \u00e0 discuss\u00e3o de se todos os pa\u00edses ser\u00e3o capazes de continuar dando suporte aos aposentados como t\u00eam feito at\u00e9 agora. <\/p>\n<p>E se a popula\u00e7\u00e3o continuar a aumentar, como dever\u00e3o ser supridas as necessidades b\u00e1sicas, como \u00e1gua e energia? E quais ser\u00e3o os seus custos? E como se desenvolver\u00e3o as \u00e1reas rurais, e como elas se relacionar\u00e3o com as cidades? <\/p>\n<p>Estas s\u00e3o quest\u00f5es dif\u00edceis, e sem respostas \u00f3bvias. Mas as pesquisas confirmam que uma coisa \u00e9 certa: os desafios impostos pela urbaniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais poder\u00e3o ser tratados apenas no discurso. <\/p>\n<p><b>Autor: Cordis <\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 nas cidades que a humanidade tem mostrado sua pujan\u00e7a, e onde suas quedas t\u00eam sido melhor registradas. E parece que a humanidade est\u00e1 se aproximando de mais um ponto de inflex\u00e3o, quando ser\u00e1 necess\u00e1rio decidir se nossas cidades dever\u00e3o retratar, no futuro, a prosperidade ou a decad\u00eancia. 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