{"id":19103,"date":"2010-09-13T22:56:32","date_gmt":"2010-09-13T22:56:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=19103"},"modified":"2010-09-13T14:51:04","modified_gmt":"2010-09-13T14:51:04","slug":"as-dez-obras-sustentaveis-mais-emblematicas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/09\/13\/as-dez-obras-sustentaveis-mais-emblematicas-do-mundo\/","title":{"rendered":"As dez obras sustent\u00e1veis mais emblem\u00e1ticas do mundo"},"content":{"rendered":"<p>Alguns edif\u00edcios constru\u00eddos nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas tornaram-se refer\u00eancia em sustentabilidade. A pedido da revista T\u00e9chne, dois especialistas elencaram algumas das obras consideradas mais sustent\u00e1veis do mundo, por apresentarem, entre outras caracter\u00edsticas, projetos com sistemas eficientes e constru\u00e7\u00e3o com mat\u00e9rias-primas renov\u00e1veis. <\/p>\n<p>Antecipada pelo portal PINIweb, a reportagem faz parte do conte\u00fado extra da edi\u00e7\u00e3o 162, que circula no final de setembro com um especial sobre sustentabilidade. Confira as obras:&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bank of America Tower, One Bryant Park, New York, EUA&nbsp;<br \/>\n<\/strong><br \/>\nPrimeiro edif\u00edcio a receber a certifica\u00e7\u00e3o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Platinum do U.S. Green Bulding Council, concebido pelo escrit\u00f3rio de arquitetura Cook+Fox e constru\u00eddo pela Tishman Construction Corporation, o Bank of America Tower, em One Bryant Park, Manhattan, Nova York, \u00e9 considerado uma das mais eficientes arquiteturas do mundo. O projeto da torre de escrit\u00f3rios, conclu\u00edda em 2009, custou US $ 1 bilh\u00e3o, tem 54 andares, 365 m de altura e 196 mil m\u00b2 de \u00e1rea. A maior parte das mat\u00e9rias-primas utilizadas em sua constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o provenientes de fontes renov\u00e1veis e recicl\u00e1veis, obtidas a no m\u00e1ximo 500 km de New York, em conson\u00e2ncia com o que a ideologia de constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel pratica. A Tishman Construction Corporation treinou e orientou os subcontratados sobre os m\u00e9todos de sele\u00e7\u00e3o de materiais e constru\u00e7\u00e3o adequados, al\u00e9m de implementar durante a obra a qualidade de ar interior, garantindo ar fresco e ventila\u00e7\u00e3o no edif\u00edcio em todas as etapas da obra, e para os usu\u00e1rios do pr\u00e9dio finalizado. O concreto foi composto por 45% de esc\u00f3ria (subproduto dos altos fornos), e 55% de cimento, eliminando parte do CO2 emitido na produ\u00e7\u00e3o do cimento; o reuso das \u00e1guas pluviais e a maximiza\u00e7\u00e3o da energia do sol e da luz natural para iluminar os interiores, gra\u00e7as \u00e0 transpar\u00eancia do vidro e de seu isolamento, reduziram os custos com energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"240\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/2_a.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Council House 2, Melbourne, Austr\u00e1lia<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>O primeiro edif\u00edcio de escrit\u00f3rios australiano a receber a classifica\u00e7\u00e3o Six Green Stars pelo Green Building Council da Austr\u00e1lia, conhecido como CH2, que custou AU$ 50 milh\u00f5es, foi projetado pelo escrit\u00f3rio de arquitetura Mick Pearce com Design Inc., e finalizado em 2006. Com 12.536 m\u00b2 e dez pavimentos, apresenta design sustent\u00e1vel e efici\u00eancia energ\u00e9tica, recebendo a certifica\u00e7\u00e3o por possuir arrefecimento de massa t\u00e9rmica, c\u00e9lulas fotovoltaicas, turbinas e\u00f3licas, reciclagem de esgoto, tetos refrigerados e venezianas de madeira reciclada, equipadas com c\u00e9lulas fotovoltaicas, que acompanham o sol, promovendo um ambiente interno mais saud\u00e1vel e produzindo 64% menos CO2, se comparado \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o anterior. A prefeitura estima que o investimento se auto pague em 10 anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/3_a.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>30 The Bond, Sydney, Austr\u00e1lia<br \/>\n<\/strong><br \/>\nQuando a construtora Lend Lease decidiu transferir a sede para Sydney, consultou os seus funcion\u00e1rios no que dizia respeito \u00e0s prioridades para o edif\u00edcio e a comunidade local. Como consequ\u00eancia o edif\u00edcio, projetado por PTW Architects, Whittaker Hadenham Openshaw e Bovis Lend Lease, surgiu com um design que enfatiza o ambiente interno, a melhor gest\u00e3o da \u00e1gua, de res\u00edduos e 20% menos emiss\u00f5es de poluentes. Constru\u00edda sobre o antigo gas\u00f4metro local, cuja \u00e1rea teve que ser recuperada, a obra tamb\u00e9m alcan\u00e7ou cinco estrelas do Green Star and Australian Building Greenhouse Rating Scheme (ABGR), por utilizar ventila\u00e7\u00e3o natural, feixes de refrigera\u00e7\u00e3o passiva, fachadas sombre\u00e1veis, cobertura ajardinada com plantas resistentes \u00e0 seca, e propiciar vistas a 60% de seus ocupantes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"610\" height=\"350\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/4_a.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>BMW Welt, Munique, Alemanha<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEste \u00e9 um exemplo de que a engenharia alem\u00e3 \u00e9 uma das melhores do mundo. A pra\u00e7a de 73 mil m\u00b2 e 47,88 m de largura, com forma de duplo cone, que fornece suporte para a cobertura (de uma forma bastante impressionante) \u00e9, sem d\u00favida, a caracter\u00edstica de destaque do projeto, assinado por Coop Himmelb (l) para o BMW Group e finalizado em 2007. No telhado do edif\u00edcio, o conjunto de placas fotovoltaicas, produzidas na Alemanha pela Solarwatt, abastece o edif\u00edcio com no m\u00ednimo 824 kWp de energia, e a rede de pain\u00e9is de a\u00e7o que capta o calor, conduzindo-o para a fachada de a\u00e7o e vidro, ajuda no condicionamento do ar interno do edif\u00edcio. Dentro do cone, uma esp\u00e9cie de t\u00fanel espiralado incentiva a ventila\u00e7\u00e3o natural, atrav\u00e9s de aberturas controladas automaticamente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"610\" height=\"350\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/5_a.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Clinton Presidential Library, Little Rock, Arkansas, Estados Unidos<\/p>\n<p><\/strong>Projetado por Polshek Partnership e finalizado em 2004, o edif\u00edcio que abriga um museu e biblioteca de 1.900 m\u00b2, considerado uma das constru\u00e7\u00f5es mais verdes do mundo, recebeu certifica\u00e7\u00f5es LEED Sylver e Platinum por v\u00e1rios detalhes. Um deles \u00e9 a cobertura verde &#8211; onde tamb\u00e9m est\u00e3o pain\u00e9is solares -, pensada para absorver carbono, reduzir escoamento pluvial e regular a temperatura, al\u00e9m da maior capacidade de reciclagem, limpeza verde, redu\u00e7\u00e3o do desperd\u00edcio atrav\u00e9s do abastecimento local e compensa\u00e7\u00e3o de carbono de toda a energia n\u00e3o renov\u00e1vel utilizada. Pode-se destacar tamb\u00e9m o piso feito de pneu reciclado<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/6_a.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>New York Times, New York, Estados Unidos <br \/>\n<\/strong><br \/>\nIdealizado pelo arquiteto Renzo Piano, o edif\u00edcio com 148.644 m\u00b2 e 52 pavimentos \u00e9 promovido como uma estrutura verde, embora n\u00e3o seja certificado pelo LEED. Este \u00e9 o primeiro edif\u00edcio constru\u00eddo nos Estados Unidos em cortina de vidro ultra-clear Low-e, que maximiza a luz, e tubos de cer\u00e2mica solar que funcionam como um brise. M\u00e1scaras mecanizadas, controladas por sensores, reduzem o ofuscamento da luz solar, enquanto mais de 18 mil lumin\u00e1rias fluorescentes dimeriz\u00e1veis individualmente suplementam a luz natural, proporcionando uma economia de energia real de 30%. O pr\u00e9dio tamb\u00e9m incorpora resfriamento de ar-livre, trazendo ar de fora quando est\u00e1 mais fresco do que o espa\u00e7o interior, o que economiza energia adicional. Mais de 95% do a\u00e7o estrutural \u00e9 reciclado. A planta de cogera\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural fornece 40% da energia el\u00e9trica consumida no interior do edif\u00edcio com aquecimento e refrigera\u00e7\u00e3o. Pisos elevados permitem a distribui\u00e7\u00e3o de ar por baixo, exigindo menos energia do que um sistema de refrigera\u00e7\u00e3o convencional canalizado. O edif\u00edcio n\u00e3o possui estacionamento no site, como a maioria dos funcion\u00e1rios vai para o trabalho de transporte p\u00fablico.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"610\" height=\"300\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/7_a.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Aeroporto de Oslo, Gardermoen, Noruega<\/p>\n<p><\/strong>edif\u00edcio terminal projetado por NSW A+P Viaplan e inaugurado em 1995 \u00e9 um belo exemplo de sele\u00e7\u00e3o de materiais, estruturais onde cada material \u00e9 aplicado na fun\u00e7\u00e3o que se desempenha melhor: concreto armado na compress\u00e3o; madeira na flex\u00e3o, treli\u00e7as espaciais de a\u00e7o flex\u00e3o e conex\u00f5es. Com 140 mil m\u00b2, custou U$ 520 milh\u00f5es, tem sistema de aquecimento, baseado em uma rede de aquecimento urbano que produz calor atrav\u00e9s de bioenergia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"610\" height=\"300\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/8_a.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Parlamento Alem\u00e3o, Berlim, Alemanha<\/strong><\/p>\n<p>O antigo Reichstag foi reconstru\u00eddo em 1999, sob projeto assinado por Norman Foster, para abrigar o parlamento alem\u00e3o que se transferiu de Bonn para Berlim. A obra se destaca pelo uso intensivo de energias prim\u00e1rias renov\u00e1veis, como biodiesel, produzido nas imedia\u00e7\u00f5es do edif\u00edcio. Um total de 3.600 m\u00b2 de elementos fotovoltaicos foram instalados na cobertura do pr\u00e9dio, alimentando a rede in-house. O calor que excede das usinas de cogera\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizado para o aquecimento do edif\u00edcio, atrav\u00e9s de um aqu\u00edfero em frente ao pr\u00e9dio. A \u00e1gua \u00e9 aquecida por meio do calor excedente e bombeada de volta para o pr\u00e9dio. Com rela\u00e7\u00e3o ao resfriamento do edif\u00edcio, \u00e9 aproveitada a \u00e1gua resfriada no inverno.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"240\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/9_a(1).jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Commerzbank Headquarters, Frankfurt<\/strong> <\/p>\n<p>Com 56 andares e 121 mil m\u00b2, a torre do Commerzbank, projetada por Foster &amp; Partners e inaugurada em 1997, \u00e9 considerada o primeiro edif\u00edcio de escrit\u00f3rio ecol\u00f3gico do mundo. Em 1990, quando planejava a nova sede, o Commerzbank foi incentivado pelo Partido Verde a construir um arranha-c\u00e9u verde. O projeto explora a natureza do ambiente de escrit\u00f3rio, desenvolvendo solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e novos padr\u00f5es de trabalho. Um sky garden que desce pelo \u00e1trio central traz luz e ar fresco e \u00e9 foco visual e social dos grupos de trabalho, recurso utilizado para reduzir a necessidade de luz artificial e energia para aquecimento e refrigera\u00e7\u00e3o. Seu desenho garante que os escrit\u00f3rios tenham vista para a cidade ou para o jardim. Foi o primeiro edif\u00edcio alem\u00e3o a usar o a\u00e7o como principal estrutura.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"610\" height=\"300\" alt=\"\" src=\"\/site\/userfiles\/10_a.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Ospedale dell&#039;&#039;Angelo, Veneto, It\u00e1lia<\/strong><\/p>\n<p>Projetado em 2008 pelo arquiteto Emilio Ambasz, este pr\u00e9dio hospitalar com 117 m\u00b2, o primeiro verde do mundo, inova j\u00e1 pela sua localiza\u00e7\u00e3o em \u00e1rea rural, mas que pode ser acessado por autoestrada ou trem. Foi idealizado de acordo com os princ\u00edpios da humaniza\u00e7\u00e3o de forma a auxiliar na cura do paciente. Os blocos s\u00e3o unidos por jardins, que induzem a calma ao promover vistas agrad\u00e1veis. Um lobby ajardinado, protegido pela cobertura de vidro, traz luz natural e renova o ar interno. <\/p>\n<p>Fontes: Marcos Casado, gerente T\u00e9cnico do GBC Brasil, e engenheiro Vanderley M. John, professor de desenvolvimento sustent\u00e1vel e reciclagem de res\u00edduos da Universidade de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p><b>Autor: PiniWeb<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que alguns edif\u00edcios constru\u00eddos nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas viraram \u00edcones de sustentabilidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19104,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,42],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19103","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias","8":"category-urbanismo"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>As dez obras sustent\u00e1veis mais emblem\u00e1ticas do mundo - Instituto de Engenharia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, 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