{"id":18453,"date":"2010-06-25T22:48:17","date_gmt":"2010-06-25T22:48:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=18453"},"modified":"2010-06-25T14:26:24","modified_gmt":"2010-06-25T14:26:24","slug":"bocorocas-incrivel-continuam-acontecendo-e-destruindo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/06\/25\/bocorocas-incrivel-continuam-acontecendo-e-destruindo\/","title":{"rendered":"Bo\u00e7orocas: incr\u00edvel, continuam acontecendo e destruindo"},"content":{"rendered":"<p>Dos processos erosivos que assolam o pa\u00eds em suas \u00e1reas rurais e urbanas, a bo\u00e7oroca \u00e9 sem d\u00favida o de maior energia destrutiva. Por essa caracter\u00edstica atraiu a aten\u00e7\u00e3o de muitos pesquisadores e estudiosos dos campos da geologia, da geotecnia e da agronomia, pelo que o fen\u00f4meno foi, j\u00e1 h\u00e1 d\u00e9cadas, muito bem estudado, tanto em suas causas como nas medidas e servi\u00e7os para sua preven\u00e7\u00e3o e para sua estabiliza\u00e7\u00e3o. Infelizmente, como acontece com muitas outras situa\u00e7\u00f5es, o desenvolvimento t\u00e9cnico verificado n\u00e3o foi suficiente para que medidas de gest\u00e3o territorial e medidas localizadas de engenharia geot\u00e9cnica fossem largamente adotadas, o que teria j\u00e1 aliviado o pa\u00eds de boa parte dos enormes preju\u00edzos sociais e econ\u00f4micos decorrentes desses processos erosivos.\u00a0<\/p>\n<p>Em termos gerais uma eros\u00e3o se d\u00e1 fundamentalmente pela combina\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de remo\u00e7\u00e3o e transporte de part\u00edculas de solo por agentes naturais como o vento e a \u00e1gua. Como uma de suas decorr\u00eancias, h\u00e1 ao final tamb\u00e9m a a\u00e7\u00e3o de deposi\u00e7\u00e3o (assoreamento de cursos d\u2019\u00e1gua, baixadas, lagos) do material removido e transportado.\u00a0<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria geol\u00f3gica do planeta a eros\u00e3o constituiu-se no principal processo de modelamento de sua superf\u00edcie. As grandes bacias sedimentares, a forma das montanhas, dos planaltos e das plan\u00edcies s\u00e3o todas situa\u00e7\u00f5es associadas de alguma forma a processos erosivos. A imagem forte e conhecida do Grand Canyon expressa a dimens\u00e3o e a din\u00e2mica reais de um processo erosivo natural em plena atividade.\u00a0<\/p>\n<p>O \u00e1pice de a\u00e7\u00e3o dos processos erosivos naturais sempre esteve associado a fases geol\u00f3gicas em que os solos superficiais se apresentavam desprotegidos, normalmente como conseq\u00fc\u00eancia de varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que implicavam na morte das coberturas vegetais.\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 dois fatores naturais que protegem os solos da eros\u00e3o: a vegeta\u00e7\u00e3o e a camada superficial dos solos (no meio tropical, algo em torno de 1 a 3 metros; o horizonte B agron\u00f4mico) que, pela maior decomposi\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica (produ\u00e7\u00e3o de minerais argilosos) e pelos fen\u00f4menos de lateriza\u00e7\u00e3o e pedog\u00eanese, s\u00e3o mais coesivas, menos suscept\u00edveis aos agentes erosivos. Atrav\u00e9s da Agricultura e da Urbaniza\u00e7\u00e3o o Homem sistematicamente elimina esses dois agentes naturais protetores. Como desgra\u00e7adamente n\u00e3o adota, em contrapartida, t\u00e9cnicas de cultivo (t\u00e9cnicas conservacionistas) e de urbaniza\u00e7\u00e3o que evitem a a\u00e7\u00e3o direta dos agentes erosivos sobre os terrenos, o Homem tem se constitu\u00eddo no principal fator causal dos gigantescos e catastr\u00f3ficos processos erosivos que acontecem hoje em todo o mundo, especialmente incidentes nos pa\u00edses em desenvolvimento, onde se d\u00e1 uma permanente expans\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas e urbanas.\u00a0<\/p>\n<p>No Brasil, o principal agente erosivo \u00e9 a \u00e1gua associada a chuvas torrenciais. A eros\u00e3o pluvial pode ser laminar, quando n\u00e3o sulca os terrenos, ou linear, quando age concentradamente sobe o terreno, escavando-o em sulcos, ravinas (sulcos mais profundos) ou bo\u00e7orocas.\u00a0<\/p>\n<p>As bo\u00e7orocas s\u00e3o ravinas que se aprofundaram a tal ponto que atingiram o len\u00e7ol fre\u00e1tico. Quando o len\u00e7ol fre\u00e1tico \u00e9 atingido h\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o potencializada entre eros\u00e3o pluvial superficial e o solapamento dos taludes provocados pelo encharcamento da base e por fen\u00f4menos de \u201cpiping\u201d, quando a sa\u00edda da \u00e1gua subterr\u00e2nea traz consigo gr\u00e3os do pr\u00f3prio solo, processo que provoca o cont\u00ednuo descal\u00e7amento dos horizontes superiores. As bo\u00e7orocas evoluem remontantemente com energia e velocidade muito grandes, podendo alcan\u00e7ar profundidades de v\u00e1rias dezenas de metros e larguras de at\u00e9 centena de metros. Zonas rurais e cidades brasileiras que, adicionalmente, assentam-se sobre solos pouco argilosos, e por isso mais erod\u00edveis, s\u00e3o testemunhas do enorme poder de destrui\u00e7\u00e3o das bo\u00e7orocas.\u00a0<\/p>\n<p>As bo\u00e7orocas, por sua g\u00eanese, est\u00e3o sempre associadas \u00e0 retirada da vegeta\u00e7\u00e3o protetora dos terrenos, \u00e0 remo\u00e7\u00e3o (por terraplenagem) ou ao revolvimento e desagrega\u00e7\u00e3o da camada de solo superficial mais argilosa e, isso \u00e9 muito importante, a alguma interven\u00e7\u00e3o humana que tenha propiciado um escoamento concentrado de \u00e1guas superficiais.\u00a0<\/p>\n<p>Tanto as atividades agr\u00edcola e pecu\u00e1ria, como as expans\u00f5es urbanas, como a implanta\u00e7\u00e3o de obras de engenharia, caso n\u00e3o sejam tomados os devidos cuidados t\u00e9cnicos, s\u00e3o pr\u00f3digas em propiciar escoamentos concentrados de \u00e1gua superficial. \u00c9 essa concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua superficial de escoamento que vai abrir os primeiros sulcos e vai aprofund\u00e1-los at\u00e9 se transformarem em imensas bo\u00e7orocas.\u00a0<\/p>\n<p>A partir do perfeito conhecimento de sua din\u00e2mica de forma\u00e7\u00e3o, as recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para que tanto no meio rural como no urbano as bo\u00e7orocas sejam preventivamente evitadas e corretivamente estabilizadas surgiram com clareza e naturalidade no meio t\u00e9cnico. Diversas alternativas est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para que se alcancem esses objetivos; discuti-las n\u00e3o est\u00e1 nos objetivos desse artigo, mas pode-se aqui apontar uma orienta\u00e7\u00e3o conceitual de primeira ordem: os escoamentos concentrados de \u00e1gua produzidos por algum tipo de a\u00e7\u00e3o humana, no caso da impossibilidade de evit\u00e1-los, n\u00e3o podem ser lan\u00e7ados diretamente sobre os terrenos desprotegidos. Devem ser conduzidos em estruturas constru\u00eddas de alvenaria, dutos, escadas d\u2019\u00e1gua, dissipadores de energia hidr\u00e1ulica, etc., at\u00e9 o curso d\u2019\u00e1gua natural ou lago mais pr\u00f3ximo, ou estruturas especiais de infiltra\u00e7\u00e3o (o aq\u00fc\u00edfero agradece). Uma estrutura artificial que pode ser usada como exemplo auxiliar a esse conceito s\u00e3o os pequenos a\u00e7udes laterais a estradas rurais para onde, de trecho em trecho, \u00e9 desviada a \u00e1gua que se concentra sobre a estrada. Esses pequenos a\u00e7udes propiciam a interrup\u00e7\u00e3o do escoamento, a acumula\u00e7\u00e3o e uma maior infiltra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas de superf\u00edcie (o aq\u00fc\u00edfero tamb\u00e9m agradece).\u00a0<\/p>\n<p>No caso da estabiliza\u00e7\u00e3o de uma bo\u00e7oroca j\u00e1 desenvolvida, a primeira medida essencial est\u00e1 justamente em impedir que \u00e1guas superficiais concentradas continuem a escorrer para dentro de sua \u201ccabe\u00e7a\u201d principal e das \u201ccabe\u00e7as\u201d de suas eventuais (e comuns) ramifica\u00e7\u00f5es. Quanto ao interior da bo\u00e7oroca, a medida essencial \u00e9 impedir que as \u00e1guas do len\u00e7ol e as \u00e1guas de chuva que ainda a\u00ed incidam continuem transportando o solo para jusante. Para tanto s\u00e3o providenciais estruturas\/barreiras transversais auto-drenantes (por exemplo, diques de gabi\u00e3o), quantas se fizerem necess\u00e1rias, que retenham o material eventualmente transportado e permitam que a \u00e1gua se escoe livremente. Essas estruturas n\u00e3o devem ser r\u00edgidas (concreto), pois que sofrer\u00e3o algum natural acomodamento e, sendo r\u00edgidas, ir\u00e3o sofrer danos comprometedores.\u00a0<\/p>\n<p>Interrompidos esses dois processos, o externo e o interno, a bo\u00e7oroca tender\u00e1 a um natural processo de estabiliza\u00e7\u00e3o, que ir\u00e1 evoluir para a recupera\u00e7\u00e3o vegetal do terreno afetado. Obviamente o Homem poder\u00e1 acelerar em muito essa recupera\u00e7\u00e3o vegetal.\u00a0<\/p>\n<p>No entanto, especialmente no meio urbano imp\u00f5e-se que al\u00e9m da estabiliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se promova a recupera\u00e7\u00e3o urban\u00edstica do terreno comprometido pela bo\u00e7oroca. Essa recupera\u00e7\u00e3o normalmente \u00e9 conseguida com o preenchimento da bo\u00e7oroca por materiais inertes e ambientalmente neutros dispon\u00edveis: abatimento dos taludes laterais, solos, entulho de constru\u00e7\u00e3o civil, res\u00edduos industriais neutros, etc.\u00a0<\/p>\n<p>V\u00e1rios t\u00e9cnicos, inclu\u00eddo o autor desse artigo, j\u00e1 n\u00e3o recomendam a instala\u00e7\u00e3o no talvegue da bo\u00e7oroca de um dreno longitudinal de fundo, primeiro por ser desnecess\u00e1rio para a estabiliza\u00e7\u00e3o e depois porque com o preenchimento ter-se-\u00e1 a oportunidade de recuperar a posi\u00e7\u00e3o original do N\u00edvel d\u2019\u00c1gua subterr\u00e2neo local, antes rebaixado pelo pr\u00f3prio processo de aprofundamento da bo\u00e7oroca.\u00a0<\/p>\n<p>A escolha de uma forma de recupera\u00e7\u00e3o urban\u00edstica da bo\u00e7oroca depender\u00e1 de sua profundidade e tamanho, em uma rela\u00e7\u00e3o simples de custo-benef\u00edcio. Uma bo\u00e7oroca muito grande, de dezenas de metros de profundidade, com v\u00e1rias ramifica\u00e7\u00f5es, sugere uma recupera\u00e7\u00e3o por abatimento de seus taludes naturais e por intenso florestamento, o que lhe permitiria ser transformada em parque de lazer e esportes, por exemplo. J\u00e1, bo\u00e7orocas menores, podem ser recuperadas topograficamente permitindo a instala\u00e7\u00e3o de pra\u00e7as p\u00fablicas, parques infantis, ou equipamentos urban\u00edsticos mais elaborados como quadras esportivas, por exemplo.\u00a0<\/p>\n<p>De forma alguma deve-se utilizar uma bo\u00e7oroca (como infelizmente \u00e9 comum se constatar) para descarte de res\u00edduos industriais ambientalmente nocivos ou para lixo urbano. Esse absurdo significa uma contamina\u00e7\u00e3o direta das \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas.\u00a0<\/p>\n<p>No Brasil h\u00e1 hoje dezenas de milhares de bo\u00e7orocas ativas. Um programa de estabiliza\u00e7\u00e3o imediata seria hoje financeiramente impratic\u00e1vel. Mas em termos de cuidados preventivos h\u00e1 todo um arsenal de medidas t\u00e9cnicas (rurais e urbanas) para que se interrompa a \u201cprodu\u00e7\u00e3o\u201d de novas bo\u00e7orocas. Como tamb\u00e9m outro arsenal da mesma ordem permite a implementa\u00e7\u00e3o de um programa de estabiliza\u00e7\u00e3o gradativa e recupera\u00e7\u00e3o ambiental das atuais bo\u00e7orocas. Os custos financeiros, sociais e patrimoniais da atual ina\u00e7\u00e3o s\u00e3o por demais exorbitantes para que autoridades p\u00fablicas e privadas continuem a ignorar essa trag\u00e9dia geol\u00f3gica, triste marca cultural da ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio nacional. <\/p>\n<p><em>*\u00c1lvaro Rodrigues dos Santos, ge\u00f3logo, Ex-Diretor de Planejamento e Gest\u00e3o do IPT e Ex-Diretor da Divis\u00e3o de Geologia do IPT, Pesquisador S\u00eanior V pelo IPT, Autor dos livros \u201cGeologia de Engenharia: Conceitos, M\u00e9todo e Pr\u00e1tica\u201d, \u201cA Grande Barreira da Serra do Mar\u201d, \u201cCubat\u00e3o\u201d e \u201cDi\u00e1logos Geol\u00f3gicos\u201d <br \/>\n\u2022 Consultor em Geologia de Engenharia, Geotecnia e Meio Ambiente; Criador da t\u00e9cnica Cal-Jet de prote\u00e7\u00e3o de solos contra a eros\u00e3o <\/p>\n<p>Contato: santosalvaro@uol.com.br <\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.ie.org.br\/site\/noticia.php?id_sessao=5&#038;id_noticia=3857\">Clique aqui<\/a> e veja mais artigos do autor.<\/em><\/p>\n<p><b>Autor: *\u00c1lvaro Rodrigues dos Santos<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos processos erosivos que assolam o pa\u00eds em suas \u00e1reas rurais e urbanas, a bo\u00e7oroca \u00e9 sem d\u00favida o de maior energia destrutiva. 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