{"id":18417,"date":"2010-06-21T22:47:47","date_gmt":"2010-06-21T22:47:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=18417"},"modified":"2010-06-21T14:47:25","modified_gmt":"2010-06-21T14:47:25","slug":"por-que-angra-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/06\/21\/por-que-angra-3\/","title":{"rendered":"Por que angra 3?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Angra 3, depois de mais de 20 anos, ter\u00e1 suas obras reiniciadas. Como foi essa decis\u00e3o governamental? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nO governo, por interm\u00e9dio do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE), <br \/>\naprovou, no dia 25 de junho de 2007, a retomada de Angra 3 e determinou que a <br \/>\nEletrobr\u00e1s e a Eletronuclear conduzissem a retomada da constru\u00e7\u00e3o da Usina. A <br \/>\nmesma resolu\u00e7\u00e3o estabeleceu que o MME providenciasse, por meio de <br \/>\nconsultoria independente, uma avalia\u00e7\u00e3o da estrutura e dos componentes dos <br \/>\ncustos de opera\u00e7\u00e3o de Angra 3, visando \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da tarifa de gera\u00e7\u00e3o de <br \/>\nenergia el\u00e9trica. Tais diretivas ensejaram as seguintes linhas de a\u00e7\u00f5es: <br \/>\n1) Reavalia\u00e7\u00e3o dos custos para a conclus\u00e3o do empreendimento: o MME <br \/>\ncontratou a consultora su\u00ed\u00e7a Colenco Power Engineering AG., cujo relat\u00f3rio <br \/>\nfinal foi emitido no m\u00eas de dezembro de 2007. A Colenco, em sua <br \/>\nconclus\u00e3o, chegou a valores bem pr\u00f3ximos \u2013 cerca de 1% de diferen\u00e7a \u2013 <br \/>\nem rela\u00e7\u00e3o \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da Eletronuclear. <\/p>\n<p>2) Revis\u00e3o do Estudo de Viabilidade para Angra 3: foi criado um Grupo de <br \/>\nTrabalho Eletrobr\u00e1s\/Eletronuclear, com acompanhamento da Casa Civil da <br \/>\nPresid\u00eancia da Rep\u00fablica e do MME, com o intuito de revisar os c\u00e1lculos estimativos da tarifa de equil\u00edbrio para a energia a ser gerada por Angra 3. <br \/>\nAs conclus\u00f5es do Grupo de Trabalho basicamente corroboraram os <br \/>\nresultados anteriormente apresentados pela Eletronuclear no tocante ao <br \/>\nvalor da tarifa de venda da energia a ser gerada pela Usina, ao tempo de <br \/>\nrecupera\u00e7\u00e3o do capital a investir e \u00e0 rentabilidade do projeto. <\/p>\n<p>3) Aprecia\u00e7\u00e3o legal dos contratos existentes para Angra 3: A Eletronuclear <br \/>\nelaborou um relat\u00f3rio gerencial abordando os pontos relevantes de cada <br \/>\ncontrato e encaminhou ao Grupo de Trabalho composto por representantes <br \/>\nda Casa Civil, do MME e da Eletrobr\u00e1s. O Grupo de Trabalho concluiu que <br \/>\nos contratos s\u00e3o v\u00e1lidos, devendo, no entanto, serem renegociados <br \/>\nrespeitando os atuais aspectos legais, comerciais e de mercado. Nesse <br \/>\ntocante, a Eletronuclear: <br \/>\n\u2013 j\u00e1 renegociou o contrato de obras civis com a Construtora Andrade <br \/>\nGutierrez; <br \/>\n\u2013 est\u00e1 finalizando as renegocia\u00e7\u00f5es para o fornecimento dos <br \/>\ncondensadores e acumuladores com a Nuclep; <br \/>\n\u2013 est\u00e1 bem adiantada nas negocia\u00e7\u00f5es com a Areva para a <br \/>\nexecu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de engenharia estrangeira e fornecimento de <br \/>\ncomponentes importados; <br \/>\n\u2013 e j\u00e1 iniciou uma s\u00e9rie de tratativas com diversos fornecedores <br \/>\nnacionais de equipamentos e materiais.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais os argumentos t\u00e9cnicos que referendaram a decis\u00e3o do CNPE de concluir Angra 3?<\/strong> <\/p>\n<p>O consumo de energia el\u00e9trica no Brasil continua apresentando elevada taxa <br \/>\nanual de crescimento, em geral superior ao crescimento do PIB, caracterizando <br \/>\nelevada elasticidade. Tal fato se intensifica \u00e0 medida que se melhora a renda <br \/>\ndas popula\u00e7\u00f5es mais pobres e o pa\u00eds alcan\u00e7a maturidade no seu <br \/>\ndesenvolvimento econ\u00f4mico e social.&nbsp;<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do horizonte de 2007\/2016, conforme os estudos do Plano Decenal, <br \/>\nindica que a op\u00e7\u00e3o nuclear ser\u00e1 necess\u00e1ria para o atendimento do mercado de <br \/>\nenergia el\u00e9trica nacional a partir do ano 2014. A sua retirada do programa, no <br \/>\nhorizonte decenal, exigiria a inclus\u00e3o de usinas t\u00e9rmicas a g\u00e1s natural, que n\u00e3o <br \/>\nseria uma solu\u00e7\u00e3o adequada devido \u00e0s dificuldades da garantia do suprimento do combust\u00edvel, \u00e0 perspectiva de eleva\u00e7\u00e3o do seu custo e \u00e0 depend\u00eancia <br \/>\nenerg\u00e9tica do pa\u00eds da importa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural.&nbsp;<\/p>\n<p>Para o atendimento do mercado do Sistema Interligado Nacional (SIN), uma das <br \/>\nvantagens da Usina Nuclear Angra 3 \u00e9 o fato de esta gerar toda a sua <br \/>\ndisponibilidade desde o in\u00edcio de sua opera\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio das usinas <br \/>\nhidroel\u00e9tricas, que levam um longo tempo na fase de motoriza\u00e7\u00e3o quando o <br \/>\nn\u00famero de unidades geradoras \u00e9 elevado.&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo mencionado considera crescimento do PIB de 4%, enquanto que o <br \/>\natual esfor\u00e7o do governo, com o Programa de Acelara\u00e7\u00e3o do Crescimento <br \/>\n(PAC), prev\u00ea um PIB crescendo \u00e0 taxa m\u00e9dia de 5% ao ano, o que acarretar\u00e1 <br \/>\num acr\u00e9scimo adicional do mercado de energia el\u00e9trica e, em consequ\u00eancia, <br \/>\nmaior oferta de gera\u00e7\u00e3o para fazer face a essa nova demanda. <\/p>\n<p><strong>E o processo de licenciamento ambiental, como se deu? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nNo que se refere aos aspectos ambientais, a Usina j\u00e1 obteve todas as <br \/>\nautoriza\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. No dia 23 de julho de 2008, o Instituto Brasileiro do <br \/>\nMeio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) concedeu a <br \/>\nLicen\u00e7a Pr\u00e9via da Usina Angra 3 e, no dia 04 de mar\u00e7o de 2009, o \u00f3rg\u00e3o emitiu <br \/>\na Licen\u00e7a de Instala\u00e7\u00e3o n\u00ba 591\/2009 que autoriza o in\u00edcio das obras da Usina <br \/>\nTermonuclear (UTN) Angra 3. A licen\u00e7a \u00e9 v\u00e1lida por um per\u00edodo de seis anos, <br \/>\nobservadas as 6 condi\u00e7\u00f5es gerais e as 45 espec\u00edficas discriminadas no <br \/>\ndocumento. <br \/>\nEntenda o processo \u2013 De acordo com a legisla\u00e7\u00e3o ambiental estabelecida em <br \/>\n1986 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente \u2013 CONAMA, a constru\u00e7\u00e3o, a <br \/>\ninstala\u00e7\u00e3o, a amplia\u00e7\u00e3o e o funcionamento de estabelecimentos e atividades que <br \/>\nutilizem recursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmente poluidores, <br \/>\nou ainda capazes de causar degrada\u00e7\u00e3o ambiental, dependem de licenciamento <br \/>\nambiental, que tem tr\u00eas fases distintas: <br \/>\nI &#8211; Licen\u00e7a Pr\u00e9via (LP) \u2013 concedida na fase preliminar do planejamento do <br \/>\nempreendimento ou atividade aprovando sua localiza\u00e7\u00e3o e concep\u00e7\u00e3o, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos b\u00e1sicos e condicionantes a <br \/>\nserem atendidos nas pr\u00f3ximas fases de sua implementa\u00e7\u00e3o. <br \/>\n28 <br \/>\nII &#8211; Licen\u00e7a de Instala\u00e7\u00e3o (LI) \u2013 autoriza a instala\u00e7\u00e3o do empreendimento ou da <br \/>\natividade de acordo com as especifica\u00e7\u00f5es constantes dos planos, programas e <br \/>\nprojetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais <br \/>\ncondicionantes, da qual constituem motivo determinante. <br \/>\nIII- Licen\u00e7a de Opera\u00e7\u00e3o (LO) \u2013 autoriza a opera\u00e7\u00e3o da atividade ou do empreendimento, ap\u00f3s a verifica\u00e7\u00e3o do efetivo cumprimento do que consta das <br \/>\nlicen\u00e7as anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes <br \/>\ndeterminados para a opera\u00e7\u00e3o. <br \/>\nTais licen\u00e7as s\u00e3o emitidas pelo IBAMA, que \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o do governo federal <br \/>\nrespons\u00e1vel pelo licenciamento ambiental de empreendimentos industriais de <br \/>\ngrande porte. <br \/>\nO licenciamento ambiental de um empreendimento tem por base um amplo <br \/>\nEstudo de Impacto Ambiental (EIA) e o respectivo Relat\u00f3rio de Impacto no Meio <br \/>\nAmbiente (Rima). Os dois documentos identificam os poss\u00edveis impactos <br \/>\nambientais, socioculturais e econ\u00f4micos que possam resultar da instala\u00e7\u00e3o do <br \/>\nempreendimento, e prop\u00f5em medidas mitigadoras, bem como compensat\u00f3rias, na <br \/>\nforma de benef\u00edcios para a comunidade. <br \/>\nO EIA e o Rima de Angra 3 foram submetidos ao IBAMA em maio de 2005. No dia 27 de abril de 2007, o IBAMA divulgou no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o o seu <br \/>\nrecebimento. C\u00f3pias dos dois documentos foram disponibilizadas para consulta <br \/>\nem diversas localidades. Ap\u00f3s an\u00e1lise do EIA\/Rima, o IBAMA promoveu <br \/>\naudi\u00eancias p\u00fablicas sobre o empreendimento nos munic\u00edpios de Angra dos Reis, <br \/>\nParaty e Rio Claro \u2013 cidades dentro da \u00e1rea de influ\u00eancia do empreendimento \u2013, <br \/>\nnos dias 19, 20 e 21 de junho de 2007, respectivamente, e, em complementa\u00e7\u00e3o <br \/>\n\u00e0s anteriores, convocou uma quarta audi\u00eancia p\u00fablica no munic\u00edpio do Rio de <br \/>\nJaneiro, realizada no dia 26 de novembro de 2007. O empreendimento de Angra 3 <br \/>\nfoi tamb\u00e9m discutido em 17 reuni\u00f5es pr\u00e9vias, realizadas pela Eletronuclear, <br \/>\nnesses munic\u00edpios. <br \/>\nNo entanto, o processo de licenciamento de Angra 3 foi paralisado por uma <br \/>\ndecis\u00e3o liminar da 1\u00aa Vara Federal de Angra dos Reis (RJ) \u00e0 a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica <br \/>\npromovida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF). A a\u00e7\u00e3o, proposta pelo <br \/>\nprocurador da Rep\u00fablica Andr\u00e9 de Vasconcelos Dias, pedia a nulidade das <br \/>\naudi\u00eancias p\u00fablicas j\u00e1 realizadas. A a\u00e7\u00e3o alegava que n\u00e3o houve observ\u00e2ncia a todas as formalidades legais na condu\u00e7\u00e3o das audi\u00eancias, como, por exemplo, o <br \/>\ndescumprimento do prazo regulamentar para a realiza\u00e7\u00e3o do evento, ferindo os <br \/>\nprinc\u00edpios legais de publicidade e transpar\u00eancia. <br \/>\nA Eletronuclear, na ocasi\u00e3o, recorreu da decis\u00e3o por entender que foi atingido o <br \/>\nobjetivo de dar publicidade e conhecimento das audi\u00eancias ao p\u00fablico, pela <br \/>\ndistribui\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias do EIA e do Rima e pela realiza\u00e7\u00e3o de uma ampla <br \/>\ncampanha de divulga\u00e7\u00e3o por ocasi\u00e3o das mesmas. Entretanto, a empresa <br \/>\ndecidiu participar do novo ciclo de debates por entender que seria uma nova <br \/>\noportunidade de a empresa expor seu empreendimento e tirar poss\u00edveis d\u00favidas <br \/>\nda popula\u00e7\u00e3o. No dia 25 de janeiro de 2008 foi publicado, no Di\u00e1rio Oficial da <br \/>\nUni\u00e3o, edital do Ibama informando que, em atendimento \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o vigente e \u00e0 <br \/>\ndecis\u00e3o liminar do Ju\u00edzo da 1\u00aa Vara Federal de Angra dos Reis, promoveria novas <br \/>\naudi\u00eancias p\u00fablicas relativas ao licenciamento ambiental do empreendimento nos <br \/>\nmunic\u00edpios de Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro. Essas audi\u00eancias foram <br \/>\nrealizadas nos dias 25, 26 e 27 de mar\u00e7o de 2008, respectivamente. Em <br \/>\natendimento \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado de <br \/>\nS\u00e3o Paulo \u2013 CONSEMA, o IBAMA promoveu tamb\u00e9m, no dia 28 de mar\u00e7o, uma <br \/>\naudi\u00eancia suplementar em Ubatuba (SP). <br \/>\nTodas as audi\u00eancias p\u00fablicas foram consideradas v\u00e1lidas pelo IBAMA. Foram redigidas atas dos encontros, que fazem parte de um Relat\u00f3rio Final, emitido para <br \/>\ncada audi\u00eancia, e encaminhado para o IBAMA e demais entidades envolvidas. <\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da licen\u00e7a do IBAMA, que outras autoriza\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias para a efetiva retomada das obras de Angra 3? <br \/>\n<\/strong><br \/>\n\u2013 Licenciamento nuclear: Para a retomada das obras da Usina, tamb\u00e9m \u00e9 <br \/>\nnecess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN). No <br \/>\ndia 9 de mar\u00e7o de 2009, a autarquia concedeu a Licen\u00e7a Parcial de Constru\u00e7\u00e3o <br \/>\npara Angra 3. No fim de agosto de 2008, a autarquia j\u00e1 havia autorizado a <br \/>\ninstala\u00e7\u00e3o do canteiro e pequenas obras preparat\u00f3rias que antecedem o rein\u00edcio <br \/>\nformal das obras de Angra 3. A licen\u00e7a mais recente permite \u00e0 empresa realizar <br \/>\nos servi\u00e7os de reconstitui\u00e7\u00e3o (concretagem complementar) da \u00e1rea destinada \u00e0 <br \/>\nconstru\u00e7\u00e3o das edifica\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a nuclear da instala\u00e7\u00e3o e de <br \/>\nimpermeabiliza\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es do edif\u00edcio do reator e do edif\u00edcio auxiliar do reator. <br \/>\nTrata-se de uma licen\u00e7a parcial (que teve validade at\u00e9 novembro de 2009), mas, segundo o \u00f3rg\u00e3o regulador do setor, as novas licen\u00e7as ser\u00e3o emitidas \u00e0 medida <br \/>\nque a Eletronuclear for avan\u00e7ando nas obras. <br \/>\n\u2013 Alvar\u00e1 de Licen\u00e7a para Constru\u00e7\u00e3o (\u201clicen\u00e7a de uso de solo\u201d) \u2013 A Eletronuclear <br \/>\nrecebeu, no dia 30 de junho de 2009, o Alvar\u00e1 da Prefeitura de Angra dos Reis <br \/>\nque concede a licen\u00e7a municipal para a constru\u00e7\u00e3o da Usina Angra 3. A licen\u00e7a <br \/>\nfoi expedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento <br \/>\nUrbano de Angra dos Reis e havia sido requerida pela empresa no dia 06 de <br \/>\nagosto de 2008. Tal licen\u00e7a estava condicionada \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es com a <br \/>\nPrefeitura sobre as compensa\u00e7\u00f5es socioambientais a serem aplicadas em <br \/>\ncontrapartida \u00e0 instala\u00e7\u00e3o da Usina. No dia 5 de outubro de 2009, a empresa e a <br \/>\nadministra\u00e7\u00e3o municipal assinaram um termo de compromisso, formalizando o <br \/>\nacordo. Foram definidos os diversos projetos que compor\u00e3o o Programa de <br \/>\nCompensa\u00e7\u00f5es Socioambientais, condicionante determinada pelo Licenciamento <br \/>\nAmbiental do empreendimento. O Programa prev\u00ea investimentos da ordem de <br \/>\nR$ 150 milh\u00f5es, em seis anos, a serem aplicados em Angra dos Reis nas \u00e1reas <br \/>\nde educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, defesa civil, a\u00e7\u00e3o social, obras e servi\u00e7os p\u00fablicos, <br \/>\natividades econ\u00f4micas, \u00e1gua e esgoto, cultura e meio ambiente. Os t\u00e9cnicos da <br \/>\nPrefeitura est\u00e3o trabalhando, agora, na elabora\u00e7\u00e3o dos projetos que ser\u00e3o <br \/>\napresentados \u00e0 Eletronuclear. Ser\u00e3o abertos conv\u00eanios com a estatal para cada <br \/>\nprojeto espec\u00edfico. <br \/>\n\u2013 Parecer do TCU sobre o aditivo do contrato de constru\u00e7\u00e3o civil: O Tribunal de <br \/>\nContas da Uni\u00e3o (TCU) revisou a minuta do termo aditivo ao contrato de obras <br \/>\ncivis (encaminhado ao \u00f3rg\u00e3o no in\u00edcio de mar\u00e7o de 2009) e autorizou, no dia 22 <br \/>\nde julho de 2009, a continua\u00e7\u00e3o das obras para a conclus\u00e3o da Usina contanto <br \/>\nque o valor pactuado entre a Eletronuclear e a construtora Andrade Gutierrez <br \/>\nfosse reduzido em aproximadamente R$ 120 milh\u00f5es. No dia 14 de setembro de <br \/>\n2009, atendendo \u00e0s determina\u00e7\u00f5es do TCU, a Eletronuclear e a construtora <br \/>\nAndrade Gutierrez assinaram o aditivo contratual para a retomada da constru\u00e7\u00e3o civil de Angra 3.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A decis\u00e3o sobre Angra 3 n\u00e3o deveria ter sido apreciada pelo Congresso Nacional? <\/p>\n<p><\/strong>A obra para a constru\u00e7\u00e3o de Angra 3, que come\u00e7ou em 1984, foi autorizada <br \/>\npelo Decreto Presidencial n.\u00ba 75.870\/75, procedimento legal em vigor \u00e0 \u00e9poca. <br \/>\nPortanto, n\u00e3o seria aplic\u00e1vel a Angra 3 a exig\u00eancia prevista no artigo 225, \u00a7 6\u00ba, <br \/>\nda Constitui\u00e7\u00e3o federal de 1988. <br \/>\nO MPF defende a tese de que o IBAMA n\u00e3o poderia prosseguir no processo de <br \/>\nlicenciamento ambiental sem que houvesse, previamente, a lei espec\u00edfica <br \/>\nautorizando a localiza\u00e7\u00e3o do empreendimento, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o <br \/>\nfederal. <br \/>\nIndependentemente dessa controv\u00e9rsia legal, o fato \u00e9 que os trabalhos <br \/>\ndesenvolvidos pelo IBAMA quanto ao licenciamento ambiental s\u00e3o <br \/>\nimprescind\u00edveis como medida preliminar para que sejam analisados os aspectos <br \/>\nrelativos ao impacto ambiental. Sua conclus\u00e3o positiva resultar\u00e1 em elemento <br \/>\ndecisivo, at\u00e9 mesmo, ad argumentandum, para um exame pelo pr\u00f3prio Poder <br \/>\nLegislativo, que ter\u00e1 elementos para aprovar a localiza\u00e7\u00e3o de Angra 3, caso <br \/>\nentenda-se aplic\u00e1vel o regramento nascido com a nova Constitui\u00e7\u00e3o em 1988. <br \/>\nSeria, portanto, il\u00f3gico o Congresso aprovar uma lei que autorize a localiza\u00e7\u00e3o <br \/>\nde uma usina nuclear sem ter garantia da viabilidade ambiental do local onde ela <br \/>\nser\u00e1 instalada. Garantia essa que somente pode ser dada pela Licen\u00e7a Pr\u00e9via, <br \/>\nap\u00f3s o IBAMA ter analisado o EIA\/Rima do empreendimento e realizado as audi\u00eancias p\u00fablicas previstas na legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel. Nesse sentido, j\u00e1 decidiu o <br \/>\nTRF da 2\u00aa Regi\u00e3o, a saber: <br \/>\n\u201cDe fato, a CRFB\/88 exige a autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional <br \/>\npara a instala\u00e7\u00e3o de usinas nucleares. Estabelece, tamb\u00e9m, que <br \/>\nlei federal dever\u00e1 determinar o local em que as mesmas dever\u00e3o <br \/>\nser instaladas. <br \/>\nIV \u2013 Cumpre registrar, todavia, que o planejamento para a <br \/>\nefetiva\u00e7\u00e3o do empreendimento Angra 3 se iniciou muito antes da <br \/>\nordem constitucional atual. Registre-se, tamb\u00e9m, que consoante <br \/>\na CRFB\/67, emendada em 1969, a autoriza\u00e7\u00e3o para instala\u00e7\u00f5es <br \/>\nnucleares se dava sob a forma de decreto presidencial. Dessa <br \/>\nmaneira, no ano de 1975, nos exatos termos constitucionais, o <br \/>\nent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica, por meio do Decreto n.\u00ba 75.870, <br \/>\nautorizou a estrutura\u00e7\u00e3o de uma terceira unidade de usina <br \/>\nnuclear (fl. 85). <br \/>\nV \u2013 Verifica-se, assim, que o empreendimento em testilha foi <br \/>\niniciado ao tempo da Constitui\u00e7\u00e3o anterior, que dispensava as <br \/>\nexig\u00eancias de autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional para a <br \/>\n32 <br \/>\nconstru\u00e7\u00e3o de usinas nucleares, bem como a disposi\u00e7\u00e3o sobre a <br \/>\nlocaliza\u00e7\u00e3o das mesmas. <br \/>\nVI \u2013 Deve-se afirmar, dessa maneira, que n\u00e3o h\u00e1 que se falar em <br \/>\ncaducidade do Decreto n.\u00ba 75.870\/75 em confronto aos preceitos <br \/>\nda nova ordem constitucional. E isso porque, analisando a <br \/>\njurisprud\u00eancia do Pret\u00f3rio Excelso, quando o texto constitucional <br \/>\npretender assumir efeito retrospectivo, deve assim se manifestar <br \/>\nexpressamente. <br \/>\nVII \u2013 Outrossim, ainda que se admita a imprescindibilidade de <br \/>\ncumprimento de tais requisitos, entende-se que os mesmos n\u00e3o <br \/>\ndevem vincular o in\u00edcio do procedimento de licenciamento <br \/>\nambiental. E isso porque \u00e9 nesse procedimento no qual ser\u00e3o <br \/>\nrealizados todos os estudos necess\u00e1rios para a efetiva\u00e7\u00e3o de <br \/>\nempreendimento considerado poluidor, estudos esses <br \/>\nimprescind\u00edveis ao Congresso Nacional no momento em que for <br \/>\navaliar se deve ou n\u00e3o autorizar o funcionamento do referido <br \/>\nempreendimento. <br \/>\nVIII \u2013 Caso contr\u00e1rio, o Congresso Nacional estaria sem qualquer <br \/>\nreferencial para emitir sua decis\u00e3o, seja sobre a aprova\u00e7\u00e3o da <br \/>\nconstru\u00e7\u00e3o da usina, seja sobre o local onde a mesma dever\u00e1 ser <br \/>\nconstru\u00edda. <br \/>\nIX \u2013 Agravo de Instrumento provido.\u201d (Des. Reis Friede, 7\u00aa Turma <br \/>\nEspecializada da 2\u00aa regi\u00e3o, Agravo de Instrumento n.\u00ba <br \/>\n2006.02.01.013487-4, decis\u00e3o de 11\/04\/2007) <br \/>\nO pr\u00f3prio texto da Constitui\u00e7\u00e3o diz: <br \/>\n\u201cAs usinas que operem com reator nuclear dever\u00e3o ter sua localiza\u00e7\u00e3o definida <br \/>\nem lei federal, sem o que n\u00e3o poder\u00e3o ser instaladas.\u201d Logo, a lei espec\u00edfica de <br \/>\nque trata a Constitui\u00e7\u00e3o, se aplic\u00e1vel ao caso de Angra 3, refere-se \u00e0 instala\u00e7\u00e3o <br \/>\nda Usina e n\u00e3o ao estudo de sua viabilidade ambiental. Certo \u00e9 que, no <br \/>\nprocesso de licenciamento ambiental conduzido pelo IBAMA, existe a previs\u00e3o <br \/>\nde tr\u00eas licen\u00e7as (pr\u00e9via, de instala\u00e7\u00e3o e de constru\u00e7\u00e3o), todas obtidas a partir de uma l\u00f3gica procedimental espec\u00edfica e legalmente institu\u00edda.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que as obras de Angra 3 foram paralisadas?<\/strong> <\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de fatores contribu\u00edram para a desacelera\u00e7\u00e3o do Programa Nuclear <br \/>\nBrasileiro (PNB): falta de recursos p\u00fablicos, custo alto e d\u00favidas quanto \u00e0 <br \/>\nconveni\u00eancia para a matriz energ\u00e9tica e sobre os riscos de acidentes e <br \/>\nambientais. <br \/>\nUm dos fatores que mais influenciaram os governos de todo o mundo foram os <br \/>\ndois acidentes ocorridos em usinas nucleares. O primeiro ocorreu em 1979, na <br \/>\nusina americana de Three Mile Island (TMI). Mesmo n\u00e3o havendo v\u00edtimas, o <br \/>\nacidente reanimou, quase instantaneamente, a oposi\u00e7\u00e3o popular ao uso nuclear, dando origem a concep\u00e7\u00f5es err\u00f4neas sobre uma das maiores fontes de <br \/>\neletricidade nos Estados Unidos. O segundo acidente teve propor\u00e7\u00f5es maiores. <br \/>\nO acontecimento foi em 1986, na cidade de Chernobyl. O fato trouxe espanto e <br \/>\nmedo \u00e0 quest\u00e3o da energia nuclear. Os acidentes haviam mobilizado uma for\u00e7a <br \/>\ncontra o movimento nuclear, n\u00e3o s\u00f3 brasileiro, mas em todo o planeta, e com <br \/>\nisso ficou invi\u00e1vel levar adiante, naquele momento, o Programa Nuclear Brasileiro. <\/p>\n<p><strong>O pre\u00e7o da energia gerada por Angra 3 n\u00e3o ser\u00e1 alto demais, na compara\u00e7\u00e3o com as demais fontes? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nA Usina Nuclear Angra 3 necessita, para sua implanta\u00e7\u00e3o, de um investimento <br \/>\nadicional de R$ 7,3 bilh\u00f5es. Com esse montante de investimento, o custo da <br \/>\nenergia el\u00e9trica produzida pela Usina ser\u00e1 da ordem de R$ 140,00\/MWh, o que <br \/>\ntorna o empreendimento de Angra 3 competitivo com as demais op\u00e7\u00f5es de <br \/>\ngera\u00e7\u00e3o do SIN, conforme os resultados dos leil\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o recentemente <br \/>\nrealizados. Esse valor \u00e9 fruto de v\u00e1rios estudos, amplamente debatidos pelo <br \/>\ngoverno e por especialistas do setor. Al\u00e9m disso, os c\u00e1lculos referentes ao custo <br \/>\nde constru\u00e7\u00e3o e de gera\u00e7\u00e3o de Angra 3 foram objeto de an\u00e1lises independentes <br \/>\nrealizadas pela Funda\u00e7\u00e3o de Apoio da Universidade de S\u00e3o Paulo (FUSP), pelo <br \/>\nElectric Power Research Institute (EPRI), dos Estados Unidos, pela empresa de <br \/>\nconsultoria Colenco, da Su\u00ed\u00e7a, e pelas empresas de energia el\u00e9trica Iberdrola, <br \/>\nda Espanha, e EDF, da Fran\u00e7a \u2013 e todas chegaram a n\u00fameros parecidos. Todos <br \/>\nos custos de constru\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o, combust\u00edvel nuclear, <br \/>\nfinanciamento, seguro e fundo de descomissionamento ser\u00e3o pagos com a <br \/>\nenergia produzida. N\u00e3o existe qualquer tipo de subs\u00eddio, como os que foram <br \/>\ndados aos empreendimentos do Programa de Incentivo \u00e0s Fontes Alternativas <br \/>\nde Energia El\u00e9trica (PROINFA) \u2013 e\u00f3lica, biomassa e PCHs \u2013 diretamente pela Eletrobr\u00e1s. <br \/>\nA t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, no \u00faltimo leil\u00e3o A-5 de \u201cenergia nova\u201d realizado pela <br \/>\nEmpresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), em 30\/09\/2008, o pre\u00e7o m\u00e9dio de <br \/>\nvenda de energia alcan\u00e7ado pelas usinas t\u00e9rmicas foi de R$ 145,23 por MWh, <br \/>\nevidenciando a viabilidade econ\u00f4mica da op\u00e7\u00e3o nuclear.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Que benef\u00edcios Angra 3 trar\u00e1 para o setor el\u00e9trico brasileiro?<\/strong> <\/p>\n<p>O projeto Angra 3 tem v\u00e1rias vantagens, que o tornam um dos mais importantes <br \/>\ninvestimentos do setor el\u00e9trico brasileiro. <br \/>\n&#56256;&#56510; Aspectos energ\u00e9ticos e el\u00e9tricos: <br \/>\n\u2022 Alta taxa de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica com confiabilidade: <br \/>\naproximadamente 10 TWh\/ano; <br \/>\n\u2022 Aumento da base t\u00e9rmica do sistema el\u00e9trico interligado, contribuindo <br \/>\npara a diversifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica nacional e reduzindo riscos de <br \/>\nd\u00e9ficit de energia el\u00e9trica, principalmente por ocasi\u00e3o de regimes <br \/>\nhidrol\u00f3gicos menos favor\u00e1veis; <br \/>\n\u2022 Amplia\u00e7\u00e3o da capacidade de gera\u00e7\u00e3o do Sudeste, uma regi\u00e3o <br \/>\nhistoricamente importadora de energia el\u00e9trica, com consequente redu\u00e7\u00e3o <br \/>\nda necessidade de investimentos em transmiss\u00e3o; <br \/>\n\u2022 Melhor desempenho do sistema interligado de transmiss\u00e3o de energia <br \/>\nel\u00e9trica, com a redu\u00e7\u00e3o do seu carregamento, devido ao aumento do <br \/>\nporte do parque gerador local; <br \/>\n\u2022 Localiza\u00e7\u00e3o privilegiada, pr\u00f3xima a grandes centros consumidores <br \/>\n(cidades de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte); <br \/>\n\u2022 Melhoria da confiabilidade do suprimento para as regi\u00f5es do Rio de <br \/>\nJaneiro e do Esp\u00edrito Santo. <br \/>\n\u2022 Desde o in\u00edcio de sua opera\u00e7\u00e3o, gerar toda a sua disponibilidade, ao <br \/>\ncontr\u00e1rio das usinas hidroel\u00e9tricas, que levam um longo tempo na fase de <br \/>\nmotoriza\u00e7\u00e3o, quando o n\u00famero de unidades geradoras \u00e9 elevado. <\/p>\n<p>&#56256;&#56510; Aspectos ambientais: <br \/>\n\u2022 N\u00e3o emiss\u00e3o de gases ou part\u00edculas causadores do efeito estufa, de <br \/>\nchuva \u00e1cida, de polui\u00e7\u00e3o urbana ou de altera\u00e7\u00e3o na camada de oz\u00f4nio; <br \/>\n\u2022 N\u00e3o emiss\u00e3o de materiais particulados e metais cancer\u00edgenos e <br \/>\nmutag\u00eanicos (ars\u00eanio, merc\u00fario, chumbo, c\u00e1dmio etc.); <br \/>\n\u2022 N\u00e3o h\u00e1 impactos ambientais decorrentes do alagamento de grandes <br \/>\n\u00e1reas. <br \/>\n\u2022 Propicia o incremento do conjunto de medidas compensat\u00f3rias, que j\u00e1 <br \/>\nv\u00eam sendo realizadas na regi\u00e3o de Angra dos Reis, a serem definidas no <br \/>\nprocesso de aprova\u00e7\u00e3o do Licenciamento Ambiental. <\/p>\n<p>&#56256;&#56510; Aspectos econ\u00f4micos: <br \/>\n\u2022 Aumento de encomendas de componentes na NUCLEP (f\u00e1brica de <br \/>\nequipamentos pesados, criada no \u00e2mbito do Acordo Nuclear Brasil- <br \/>\nAlemanha, localizada em Itagua\u00ed, RJ); <br \/>\n\u2022 Aumento de encomendas em fabricantes e fornecedores de bens e <br \/>\nservi\u00e7os nacionais, com a consequente cria\u00e7\u00e3o de empregos; <br \/>\n\u2022 Custos de gera\u00e7\u00e3o compat\u00edveis com as demais op\u00e7\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o; <br \/>\n\u2022 A sua retirada do programa, no horizonte decenal, exigiria a inclus\u00e3o de <br \/>\nusinas t\u00e9rmicas a g\u00e1s natural, carv\u00e3o ou \u00f3leo. As tr\u00eas solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o <br \/>\nseriam adequadas. O g\u00e1s natural, devido \u00e0s dificuldades da garantia do <br \/>\nsuprimento do combust\u00edvel, \u00e0 perspectiva de eleva\u00e7\u00e3o do seu custo e \u00e0 <br \/>\ndepend\u00eancia energ\u00e9tica do pa\u00eds da importa\u00e7\u00e3o. A queima de carv\u00e3o e de <br \/>\n\u00f3leo, como j\u00e1 foi destacado, \u00e9 nociva ao meio ambiente. <\/p>\n<p>&#56256;&#56510; Aspectos do ciclo do combust\u00edvel nuclear: <br \/>\n\u2022 Aumento da receita proveniente da venda de combust\u00edvel nuclear, <br \/>\ncontribuindo para a economia de escala da Ind\u00fastrias Nucleares do Brasil <br \/>\n(INB), fabricante do combust\u00edvel nuclear; <br \/>\n\u2022 Completa nacionaliza\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel nuclear, com a utiliza\u00e7\u00e3o do <br \/>\nprocesso industrial de enriquecimento isot\u00f3pico por ultracentrifuga\u00e7\u00e3o, <br \/>\ndesenvolvido de forma pioneira pela Marinha do Brasil; <br \/>\n\u2022 Utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel nacional \u2013 ur\u00e2nio, existente e beneficiado no <br \/>\npa\u00eds, fazendo uso de suas reservas que s\u00e3o a 6\u00aa maior do mundo, sem as <br \/>\nimplica\u00e7\u00f5es de necessitar de suprimento externo. <\/p>\n<p>&#56256;&#56510; Aspectos industriais e tecnol\u00f3gicos: <br \/>\n\u2022 Consolida\u00e7\u00e3o de uma tecnologia de ponta, com elevado conte\u00fado <br \/>\nestrat\u00e9gico; <br \/>\n\u2022 Aproveitamento e n\u00e3o dispers\u00e3o de valioso capital humano, altamente <br \/>\nespecializado e formado durante a implanta\u00e7\u00e3o do Programa Nuclear <br \/>\nBrasileiro; <br \/>\n\u2022 Fortalecimento do sistema de ci\u00eancia e tecnologia existente, atrav\u00e9s de <br \/>\nprogramas conjuntos e consultorias espec\u00edficas em universidades e <br \/>\ncentros de pesquisas, com cria\u00e7\u00e3o de demanda para a forma\u00e7\u00e3o e a <br \/>\nqualifica\u00e7\u00e3o profissional com um programa de tecnologia multidisciplinar; <br \/>\n\u2022 Fortalecimento da ind\u00fastria nacional como fornecedora de equipamentos <br \/>\nde alta tecnologia, aumentando o seu poder de competi\u00e7\u00e3o no mercado <br \/>\ninternacional; <br \/>\n\u2022 Aumento da massa cr\u00edtica de conhecimentos no setor nuclear brasileiro, <br \/>\npermitindo futuras propostas de programas de centrais de menor porte <br \/>\npara regi\u00f5es que n\u00e3o disponham de potencial hidr\u00e1ulico competitivo; <br \/>\n\u2022 Gera\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de empregos qualificados na ind\u00fastria, em <br \/>\nempresas projetistas e centros de pesquisas. <\/p>\n<p>&#56256;&#56510; Aspectos regionais na \u00e1rea de influ\u00eancia da CNAAA: <br \/>\n\u2022 Incremento na arrecada\u00e7\u00e3o de impostos e nas atividades econ\u00f4micas <br \/>\nregionais; <br \/>\n\u2022 Investimento de 2% do valor do empreendimento na ado\u00e7\u00e3o de Unidades <br \/>\nde Conserva\u00e7\u00e3o Ambiental; <br \/>\n\u2022 Desenvolvimento e melhoria da infraestrutura local e regional, atrav\u00e9s da <br \/>\nimplementa\u00e7\u00e3o dos programas compensat\u00f3rios acordados <br \/>\nespecificamente para a implanta\u00e7\u00e3o do empreendimento, incluindo a <br \/>\nmelhoria da rede rodovi\u00e1ria, a implanta\u00e7\u00e3o de hospital regional e o <br \/>\ntreinamento de pessoal das administra\u00e7\u00f5es municipais; <br \/>\n\u2022 Oportunidade de cria\u00e7\u00e3o de cerca de 9.000 postos diretos e 15.000 <br \/>\nindiretos de trabalho no per\u00edodo de maior movimenta\u00e7\u00e3o no canteiro de <br \/>\nobras da Usina. J\u00e1 na fase de opera\u00e7\u00e3o de Angra 3, estima-se que ser\u00e3o <br \/>\ncriados cerca de 500 empregos diretos permanentes; <br \/>\n\u2022 Consolida\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de implementa\u00e7\u00e3o de parcerias regionais entre a <br \/>\nEletronuclear e os munic\u00edpios vizinhos, nas \u00e1reas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, <br \/>\nsaneamento, infraestrutura, preserva\u00e7\u00e3o ambiental, cultura e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico.&nbsp;<br \/>\n<strong><br \/>\nQual o progresso f\u00edsico atual de Angra 3? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nComo Angra 3 ser\u00e1 uma usina quase g\u00eamea de Angra 2, grande parte do projeto <br \/>\nde engenharia de Angra 2 ser\u00e1 utilizada para Angra 3, havendo, assim, um <br \/>\nenorme aproveitamento dos documentos t\u00e9cnicos j\u00e1 desenvolvidos. <br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra civil, as atividades ocorreram por cerca de dois anos, entre <br \/>\n1984 e 1986, per\u00edodo no qual foram realizados cortes de rocha, aberturas de <br \/>\ncavas para blocos de funda\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o parcial do s\u00edtio e executadas as <br \/>\ninstala\u00e7\u00f5es parciais de infraestrutura do canteiro de obras. <br \/>\nO material oriundo do desmonte foi utilizado para a constru\u00e7\u00e3o do molhe de <br \/>\nprote\u00e7\u00e3o marinha da Ba\u00eda de Itaorna, local onde se encontra a Central Nuclear. <br \/>\nNo tocante a equipamentos j\u00e1 adquiridos, destacam-se os componentes de <br \/>\ngrande porte da chamada \u201cIlha Nuclear\u201d, tais como: vaso do reator, Gerador de <br \/>\nVapor, pressurizador, bombas principais de refrigera\u00e7\u00e3o, suportes de <br \/>\ncomponentes do circuito prim\u00e1rio e, ainda, os principais componentes do <br \/>\nchamado circuito secund\u00e1rio, como, por exemplo: turbinas de alta e baixa <br \/>\npress\u00e3o, bombas principais de \u00e1gua de alimenta\u00e7\u00e3o e de condensado, al\u00e9m de <br \/>\ndiversos equipamentos gerais, tipo: esta\u00e7\u00e3o de v\u00e1lvulas, trocadores de calor, <br \/>\nvasos de press\u00e3o etc. Tais equipamentos v\u00eam sendo mantidos sob rigoroso <br \/>\nesquema de preserva\u00e7\u00e3o em almoxarifados no pr\u00f3prio s\u00edtio da Usina e nas <br \/>\ninstala\u00e7\u00f5es da NUCLEP. <br \/>\nO conjunto de atividades j\u00e1 realizadas representa, de forma ponderada, o <br \/>\nprogresso de 30% do total requerido para a implanta\u00e7\u00e3o do empreendimento.&nbsp;<br \/>\n<strong><br \/>\nQual o cronograma para conclus\u00e3o de Angra 3? <\/p>\n<p><\/strong>O cronograma executivo de Angra 3 prev\u00ea 66 meses para a sua implanta\u00e7\u00e3o, <br \/>\nenglobando as atividades de constru\u00e7\u00e3o civil, a montagem eletromec\u00e2nica, o <br \/>\ncomissionamento dos sistemas e a fase de testes pr\u00e9-operacionais. <br \/>\nEsse prazo se inicia com os trabalhos de concretagem da laje de fundo do <br \/>\nEdif\u00edcio do Reator e se encerra com o fim dos testes de opera\u00e7\u00e3o e pot\u00eancia da <br \/>\nplanta. <br \/>\nAntes do in\u00edcio da concretagem da laje de fundo do Edif\u00edcio do Reator est\u00e1 <br \/>\nprogramado um per\u00edodo de cinco meses em atividades preliminares, tais como: <br \/>\nexecu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os preparat\u00f3rios de engenharia, instala\u00e7\u00e3o da infraestrutura <br \/>\ndo canteiro de obras e os procedimentos relativos ao processo licenciat\u00f3rio. No momento, al\u00e9m do t\u00e9rmino da aplica\u00e7\u00e3o do concreto de regulariza\u00e7\u00e3o da <br \/>\ncava de funda\u00e7\u00f5es para as diversas edifica\u00e7\u00f5es, est\u00e3o sendo conclu\u00eddas as <br \/>\natividades de impermeabiliza\u00e7\u00e3o das lajes de funda\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio do reator e <br \/>\npr\u00e9dio auxiliar do reator. Em 01 de dezembro, teve in\u00edcio a execu\u00e7\u00e3o das lajes <br \/>\nde funda\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio do reator e do edif\u00edcio da turbina. Antecedendo \u00e0 fase de <br \/>\nconcretagem dessas lajes, j\u00e1 se iniciou a etapa que se caracteriza pela <br \/>\ninstala\u00e7\u00e3o da arma\u00e7\u00e3o (ferragens). <br \/>\nANGRA 3 \u2013 CRONOGRAMA DE IMPLANTA\u00c7\u00c3O: <\/p>\n<p>1\u00ba ao 9\u00ba m\u00eas &#8211; In\u00edcio da Concretagem da Laje de Fundo do Edif\u00edcio do Reator; <br \/>\n9\u00ba ao 17\u00ba &#8211; In\u00edcio da Montagem da Esfera de Conten\u00e7\u00e3o; <br \/>\n17\u00ba ao 32\u00ba &#8211; In\u00edcio da Montagem El\u00e9trica; <br \/>\n32\u00ba ao 46\u00ba &#8211; In\u00edcio do Comissionamento do Sistema El\u00e9trico Auxiliar; <br \/>\n46\u00ba ao 56\u00ba &#8211; In\u00edcio do Comissionamento dos Sistemas no Edif\u00edcio do Reator; <br \/>\n56\u00ba ao 63\u00ba &#8211; In\u00edcio da 1a. Opera\u00e7\u00e3o \u00e0 Quente; <br \/>\n63\u00ba ao 66\u00ba &#8211; 1a. Criticalidade; <br \/>\n66\u00ba ao 67\u00ba &#8211; In\u00edcio de Opera\u00e7\u00e3o Comercial. <\/p>\n<p><strong>Que servi\u00e7os est\u00e3o contemplados na 1\u00aa Ordem de Execu\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os do contrato de obras civis? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nA 1\u00aa Ordem de Execu\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (OS) do contrato de obras civis de Angra <br \/>\n3, assinada no dia 02\/10\/09, determina o escopo de trabalho para os meses de <br \/>\noutubro, novembro e dezembro Segue, abaixo, a descri\u00e7\u00e3o dos principais <br \/>\nservi\u00e7os previstos na 1\u00aa OS do contrato com a Andrade Gutierrez: <br \/>\n1- Mobiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e equipamentos. <br \/>\n2- Adequa\u00e7\u00f5es e Instala\u00e7\u00f5es do Canteiro de Obras. <br \/>\n2.1- Edifica\u00e7\u00f5es Administrativas <br \/>\n2.2- Inform\u00e1tica <br \/>\n2.3- Centrais de Produ\u00e7\u00e3o\/Manuten\u00e7\u00e3o <br \/>\n2.4- Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de \u00c1gua e Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de Esgotos <br \/>\n2.5- Infraestrutura e redes das centrais <br \/>\n2.6- Subesta\u00e7\u00f5es provis\u00f3rias <br \/>\n3- Prepara\u00e7\u00e3o, corte e dobra de arma\u00e7\u00e3o das lajes de embasamento dos pr\u00e9dios UJB e <br \/>\nUMA. <br \/>\n4- Prepara\u00e7\u00e3o e fabrica\u00e7\u00e3o de f\u00f4rmas das lajes de embasamento dos pr\u00e9dios UJB e UMA. <br \/>\n5- Prepara\u00e7\u00e3o e fabrica\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as embutidas nas lajes de embasamento dos pr\u00e9dios UJB e UMA.&nbsp;<strong><\/p>\n<p>Qual \u00e9 a previs\u00e3o para o rein\u00edcio das obras? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nO cronograma para a Usina Angra 3 prev\u00ea para fevereiro de 2010 o \u201cmarco zero\u201d <br \/>\nda obra \u2013 in\u00edcio da concretagem da laje de funda\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio do reator. A <br \/>\nprevis\u00e3o de conclus\u00e3o da obra \u00e9 maio de 2015.<\/p>\n<p><b>Autor: Eletronuclear<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Angra 3, depois de mais de 20 anos, ter\u00e1 suas obras reiniciadas. Como foi essa decis\u00e3o governamental? 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