{"id":18338,"date":"2010-06-09T22:46:40","date_gmt":"2010-06-09T22:46:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=18338"},"modified":"2010-06-09T11:17:22","modified_gmt":"2010-06-09T11:17:22","slug":"tragedias-ambientais-do-mar-de-aral-ao-vazamento-no-golfo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/06\/09\/tragedias-ambientais-do-mar-de-aral-ao-vazamento-no-golfo\/","title":{"rendered":"Trag\u00e9dias ambientais: do Mar de Aral ao vazamento no Golfo"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de cinquenta dias do derramento de petr\u00f3leo da plataforma controlada pela BP (British Petroleum) no golfo do M\u00e9xico, o desastre ambiental ainda est\u00e1 sem solu\u00e7\u00e3o. De acordo com a estimativa oficial do governo norte-americano, o vazamento de \u00f3leo varia de 12 mil a 25 mil barris di\u00e1rios, o que equivale ao volume de praticamente uma piscina ol\u00edmpica de \u00f3leo derramada no golfo do M\u00e9xico por dia.\u00a0<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao vazamento no Golfo do M\u00e9xico, um programador criou o <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/IfItWasMyHome.com\">IfItWasMyHome.com<\/a> um mashup de dados oficiais da NOAA sobre o Google Maps, que permite projetar a atual mancha de petr\u00f3leo sobre qualquer regi\u00e3o do planeta. Assim, pode-se usar alguma regi\u00e3o mais conhecida \u2013 como S\u00e3o Paulo, na imagem\u00a0abaixo \u2013 para tentar ter uma margem de compara\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima da nossa realidade.\u00a0<\/p>\n<p>\nEste \u00e9 mais um desastre ambiental de grandes propor\u00e7\u00f5es causado pelas m\u00e3os dos homens. Outras trag\u00e9dias, como a do Mar de Aral e de Chernobil deixam at\u00e9 hoje suas marcas.\u00a0<\/p>\n<p>A seguir, conheceremos um pouco da hist\u00f3ria da trag\u00e9dia ambiental do Mar de Aral. E nos pr\u00f3ximos dias iremos mais a fundo em outros desastres ambientais.\u00a0<\/p>\n<p><strong>A trag\u00e9dia ecol\u00f3gica do Mar de Aral<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p><em>Mar de Aral, um lago terminal alimentado por dois rios principais, (Sirdaria e Amudaria) forma uma fronteira natural entre o Kasaquist\u00e3o e o Uzbequist\u00e3o. Era o quarto maior lago mundial em 1960; hoje, est\u00e1 em vias de desaparecer num pequeno e sujo po\u00e7o. A destrui\u00e7\u00e3o do Mar de Aral \u00e9 um exemplo de como uma trag\u00e9dia ambiental e humanit\u00e1ria pode amea\u00e7ar rapidamente toda uma regi\u00e3o. Tal destrui\u00e7\u00e3o constitui um caso cl\u00e1ssico de desenvolvimento n\u00e3o-sustentado. Vale a pena estud\u00e1-lo pois, de certa forma, prefigura o que poder\u00e1 acontecer a n\u00edvel planet\u00e1rio se a humanidade continua a desperdi\u00e7ar recursos finitos como a \u00e1gua.\u00a0<br \/>\n<\/em><br \/>\nO Mar de Aral e toda a bacia do lago ganhou notoriedade mundial como uma das maiores degrada\u00e7\u00f5es ambientais do S\u00e9culo XX causadas pelo homem. A Uni\u00e3o Geogr\u00e1fica Internacional destacou a bacia Aral, nos come\u00e7os dos anos 90, como uma das zonas cr\u00edticas da terra [Kasperson, 1995]. \u00c9 tamb\u00e9m referida como a \u201cChernobil Calada\u201d, uma cat\u00e1strofe silenciosa que evoluiu lentamente, quase imperceptivelmente, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas [Glantz e Zonn, 1991]. A redu\u00e7\u00e3o do Mar de Aral, captou a aten\u00e7\u00e3o e o interesse de governos, organiza\u00e7\u00f5es ambientais e de desenvolvimento, leigos e comunica\u00e7\u00e3o social nos \u00faltimos anos em todo o mundo [Ellis, 1990]. A partir de meados dos anos 80, quando os sovi\u00e9ticos abriram as portas ao abrigo da pol\u00edtica de glasnost (abertura), a situa\u00e7\u00e3o do Mar de Aral ganhou a fama, junto de muitos observadores estrangeiros, de uma calamidade ambiental [Glantz, 1998]. Desde ent\u00e3o que os cientistas t\u00eam vindo a exigir muito mais energicamente a salva\u00e7\u00e3o do Mar de Aral. Infelizmente, por essa altura, j\u00e1 o Mar de Aral estava reduzido a um ter\u00e7o do seu tamanho original. Apesar de ser novamente motivo da comunica\u00e7\u00e3o social mundial, e debatido, com uma nova abertura na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, era uma situa\u00e7\u00e3o de crise conhecida que estava na agenda dos pol\u00edticos da Federa\u00e7\u00e3o por mais de 30 anos. [1] <\/p>\n<p><strong>O Mar de Aral antes de 1960\u00a0<\/p>\n<p><\/strong>Mar de Aral fica situado a aproximadamente 600 km do Mar C\u00e1spio. Costumava haver nele mais de 1.100 ilhas, separadas por lagoas e estreitos apertados, que deram ao mar o seu nome; na l\u00edngua kasaque, Aral significa ilha. No presente, a Kok Aral, a maior de todas as ilhas (\u00e9 agora uma pen\u00ednsula) dispersas pelo Mar de Aral, separa a parte nordeste, chamada Pequeno Aral, da parte sudoeste, chamada o Grande Aral. Esta forma a fronteira natural entre Kasaquist\u00e3o e Uzbequist\u00e3o, que partilham entre si o lago. As duas partes est\u00e3o ligadas pelo estreito de Berg. O Mar de Aral era, at\u00e9 1960, o quarto maior lago do mundo, cobrindo uma \u00e1rea de 66 mil quil\u00f3metros quadrados, com um volume estimado de mais de 1.000 km c\u00fabicos [Kabori e Glantz, 1998]. Embora seja chamado um mar, na realidade \u00e9 um lago terminal, alimentado por dois rios principais: Sirdaria no norte e Amudaria no sul. Este \u00faltimo, o maior rio da regi\u00e3o, come\u00e7a nas montanhas de Kunlun na cordilheira Hindu Cushe, dirige-se para noroeste atrav\u00e9s dos Montes Pamir e depois passa pelo Kirguizist\u00e3o, Tadjiquist\u00e3o, Uzbequist\u00e3o (que forma fronteira com o Afeganist\u00e3o) , Turkmenist\u00e3o, e volta a passar por Uzbequist\u00e3o antes de entrar no Mar de Aral. O Sirdaria que come\u00e7a na base norte das montanhas Tien Shan no Kirguizist\u00e3o, corre atrav\u00e9s de Tadjiquist\u00e3o, Uzbequist\u00e3o, Kasaquist\u00e3o e depois entra no Mar de Aral [Islamov, 1998]. Por conseguinte, embora o Mar de Aral se situe entre Uzbequist\u00e3o e Kasaquist\u00e3o, todos os cinco estados da \u00c1sia Central compartilham a bacia do Mar de Aral, uma \u00e1rea de 690 mil quil\u00f3metros quadrados. [2] Os caudais destes dois sistemas fluviais perenes, sustentavam um n\u00edvel est\u00e1vel no Mar de Aral. Ao longo dos s\u00e9culos, cerca de metade do caudal dos dois rios alcan\u00e7ou o Mar de Aral. <\/p>\n<p>Um vasto delta sustentava uma prol\u00edfica actividade piscat\u00f3ria. [3] No lago, encontrava-se uma variedade de esp\u00e9cies de peixes que eram pescados, incluindo certas esp\u00e9cies que s\u00f3 existiam no Mar de Aral, entre eles o famoso esturj\u00e3o de Aral. As suas \u00e1guas alimentavam ind\u00fastrias de pesca locais com capturas superiores a 40 mil toneladas anuais, enquanto os deltas dos seus principais afluentes abrigavam dezenas de lagos mais pequenos e terrenos alagadi\u00e7os de grande riqueza biol\u00f3gica . Florestas cerradas de juncos e canas, algumas vezes estendendo-se v\u00e1rios quil\u00f3metros em direc\u00e7\u00e3o ao mar, rodeavam as margens do lago. \u00c0 volta do lago e no delta fluvial, viviam grandes popula\u00e7\u00f5es de saikas (ant\u00edlopes), javalis selvagens, lobos, raposas, alm\u00edscares, perus, gansos e patos. <\/p>\n<p>O Mar Aral era como um grande o\u00e1sis no deserto. Durante muitos s\u00e9culos, as estepes e as regi\u00f5es semi &#8211; desertas abrigaram v\u00e1rios grupos \u00e9tnicos. Antes da chegada da R\u00fassia imperial, a popula\u00e7\u00e3o que vivia na \u00e1rea do Mar de Aral era, predominantemente, n\u00f3mada. Este modo de vida era, at\u00e9 certo ponto, essencial, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de desertifica\u00e7\u00e3o ambiental. O clima \u00e9 fortemente continental e a paisagem \u00e9 do tipo semi \u2013 deserto. A precipita\u00e7\u00e3o anual \u00e9 de cerca de 200 mm. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel haver agricultura com esta quantidade de chuva. Somente na zona perto dos dois rios era poss\u00edvel ter agricultura e por esse motivo, as pessoas que estavam afastadas das margens dos rios, viviam unicamente da cria\u00e7\u00e3o de gado. A primeira tarefa do governo imperial russo foi fixar a popula\u00e7\u00e3o em comunidades agr\u00edcolas. Perceberam que uma terra seria boa para agricultura se houvesse \u00e1gua dispon\u00edvel. No final do s\u00e9culo XIX, cultivou-se algod\u00e3o a uma relativamente larga escala quando se introduziram novas tecnologias de irriga\u00e7\u00e3o. Foram abertos canais para facilitar o processo de irriga\u00e7\u00e3o e uma boa propor\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da \u00c1sia central estava completamente dependente da irriga\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Nos anos que se seguiram \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolchevique cresceu o interesse na irriga\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios da \u00c1sia central. A \u00e1rea irrigada foi extensivamente desenvolvida nos come\u00e7os dos anos 20, pois os sovi\u00e9ticos da altura (bolcheviques) estavam interessados em aumentar a produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o. Em 1918, Lenine emitiu uma proclama\u00e7\u00e3o pedindo mais algod\u00e3o do Turquest\u00e3o. Para al\u00e9m disto pretendiam tamb\u00e9m controlar a popula\u00e7\u00e3o rural. Nos finais dos anos 30, sob o comando de Estaline, o ministro sovi\u00e9tico da \u00e1gua iniciou um projecto maci\u00e7o de desvio da \u00e1gua a fim de irrigar as estepes do Uzbequist\u00e3o, Kasaquist\u00e3o e Turkmenist\u00e3o para os preparar para a cultura do algod\u00e3o. O primeiro grande projecto de irriga\u00e7\u00e3o iniciou a opera\u00e7\u00e3o em 1939 com a constru\u00e7\u00e3o do canal que rodeava o Vale de Ferghana no Uzbequist\u00e3o. A caminho dos finais dos anos 40, grandes quantidades de \u00e1gua do Rio Sirdaria foram desviadas para fins agr\u00edcolas para Kizil-Orda no Kasaquist\u00e3o e para uma zona perto de Tashkent no Uzbequist\u00e3o [Altan, 1995] . A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola ao longo do Sirdaria foi preparada e iniciada, com tr\u00e1gicas consequ\u00eancias para a cultura n\u00f3mada kasaque. O programa de propriedade colectiva de Estaline atingiu duramente os kasaques e calcula-se que mais de um milh\u00e3o de pessoas morreram ou abandonaram a regi\u00e3o dirigindo-se para pa\u00edses a sul do Kasaquist\u00e3o. Os kasaques que ficaram n\u00e3o possu\u00edam os conhecimentos necess\u00e1rios e a tradi\u00e7\u00e3o na agricultura, por isso tiveram que trazer peritos de outras partes. [4] Por os camponeses da \u00c1sia central n\u00e3o aceitarem a propriedade colectiva e a industrializa\u00e7\u00e3o da agricultura, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o no Uzbequist\u00e3o e de trigo\/arroz no Kasaquist\u00e3o n\u00e3o aumentou at\u00e9 perto do come\u00e7o dos anos 40 [Hav, 1998]. . <\/p>\n<p>A seguir \u00e0 morte de Estaline em 1953, os seus sucessores, Nikita Khrushchev e, mais tarde, Leonid Brezhnev, prosseguiram a mesma pol\u00edtica sovi\u00e9tica na \u00c1sia central, convertendo ainda mais terra ar\u00e1vel para a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Entre os finais dos anos 50 e 1970 completaram-se v\u00e1rios canais de larga escala para servirem estas expans\u00f5es da monocultura do algod\u00e3o: o Canal Qara-Qum de 800 km, de Amudaria at\u00e9 Ashkhabad, o sistema de irriga\u00e7\u00e3o de Mirzachol Sahra, o Canal Chu no Kirguizist\u00e3o e o Reservat\u00f3rio de Bahr-i Tajik que serve Tadjiquist\u00e3o [Blake, 2002]. Come\u00e7ando em finais dos anos 50, Moscovo instituiu um regime de monocultura do algod\u00e3o, resultando da\u00ed que todo o modo de vida se concentrou na produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o, com poucos benef\u00edcios para a popula\u00e7\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es culturais ind\u00edgenas. Nikita Khrushchev (1953-1964) estava pessoalmente fascinado por uma agricultura que n\u00e3o necessitasse h\u00famus e que pudesse ser feita em solos arenosos, utilizando apenas grandes quantidades de \u00e1gua. Quer Kasaquist\u00e3o quer Uzbequist\u00e3o estendiam-se por vastas \u00e1reas de solos arenosos e ambos os rios passavam atrav\u00e9s deles com enormes caudais de \u00e1gua. Foi iniciado um programa para tornar a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica auto-suficiente em trigo e algod\u00e3o. O algod\u00e3o requer um clima quente e foi por isso que a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o foi instalada no Uzbequist\u00e3o, irrigada pelas \u00e1guas do Amudaria. A produ\u00e7\u00e3o de trigo, cevada, milho-mi\u00fado e arroz foi colocada principalmente ao longo do Sirdaria e do seu sistema de irriga\u00e7\u00e3o no Kasaquist\u00e3o. <\/p>\n<p>A bacia de drenagem do Mar de Aral depressa se converteu numa bacia muito importante para a agricultura sovi\u00e9tica. Durante mil\u00e9nios, os povos converteram, com \u00eaxito, pela irriga\u00e7\u00e3o, paisagens desertas em terras agr\u00edcolas. Embora a agricultura de regadio na bacia do Mar de Aral tivesse come\u00e7ado com as conquistas tzaristas dos s\u00e9culos XVIII e XIX, a irriga\u00e7\u00e3o no tempo dos sovietes era diferente pois utilizava grandes quantidades de \u00e1gua desviadas dos principais rios da regi\u00e3o. Projectos de irriga\u00e7\u00e3o a montante, para a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o e arroz, consumiam, como esponjas, mais de 90% do caudal natural destes rios. Chegados a este ponto, no come\u00e7o dos finais dos anos 70, nenhuma \u00e1gua do Sirdaria chegava ao Mar de Aral e o Amudaria fornecia apenas um volume m\u00ednimo que decrescia constantemente [Bedford, 1996]. E a juntar a isto, e devido \u00e0 elevada evapora\u00e7\u00e3o, estas terras concentraram muita salinidade. Para limpar o sal destes solos, constru\u00edram-se canais de drenagem que provaram ser inadequados. Grandes desvios, m\u00e1s constru\u00e7\u00f5es de sistemas de irriga\u00e7\u00e3o e m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o, e gest\u00e3o errada dos recursos h\u00eddricos, s\u00e3o apontados como causas principais para a diminui\u00e7\u00e3o do caudal entrado no Mar de Aral o que, por sua vez, alterou o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico existente. <\/p>\n<p><strong>Morte do Mar de Aral<\/strong> <\/p>\n<p>\u00c9 publicamente aceite que esta morte tr\u00e1gica do Mar de Aral come\u00e7ou em 1960. Foi o ano em que os projectistas de Moscovo inauguraram o Projecto do Mar de Aral, um ambicioso programa econ\u00f3mico que visava a convers\u00e3o de terrenos baldios na cintura do algod\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Os projectistas atribu\u00edram \u00e0 \u00c1sia central o papel de fornecedor de mat\u00e9rias-primas, em especial de algod\u00e3o. Isto conduziu a uma redu\u00e7\u00e3o substancial de semeaduras de colheitas tradicionais como a alfafa e de plantas que se cultivavam para fornecer \u00f3leo vegetal. Pomares e \u00e1rvores de amoras foram arrancados para permitir plantar mais algod\u00e3o. O desejo de expandir a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o para as terras desertas aumentou a depend\u00eancia da \u00c1sia central da irriga\u00e7\u00e3o, especialmente do Uzbequist\u00e3o. <\/p>\n<p>O Mar de Aral e os seus afluentes pareciam ser uma fonte inesgot\u00e1vel de \u00e1gua. Foram abertos canais de grande extens\u00e3o para espalhar as \u00e1guas dos Amudaria e Sirdaria por todo o solo des\u00e9rtico. A \u00e1rea irrigada aumentou a sua superf\u00edcie em menos de uma d\u00e9cada para 6,9 milh\u00f5es de hectares: metade dessas terras produziam algod\u00e3o e a outra metade arroz, trigo, milho, frutas, legumes e forragens para o gado. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio dizer-se que a agricultura de regadio n\u00e3o foi planeada com o prop\u00f3sito de destruir a natureza. Gerando um enorme rendimento, a agricultura de regadio constituiu um sucesso brilhante. Segundo Moscovo, os anos iniciais do projecto foram uma proeza. As quotas de produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o e de outros produtos eram realizadas ou excedidas ano ap\u00f3s ano. A bacia do Mar de Aral tornou-se o principal fornecedor do pa\u00eds de produtos frescos. Os rendimentos nas cinco rep\u00fablicas da \u00c1sia central que compartilhavam a bacia \u2013 Kasaquist\u00e3o e Uzbequist\u00e3o, ao redor das margens do Mar de Aral e Kirguizist\u00e3o, Tadjiquist\u00e3o e Turkmenist\u00e3o ao sul na bacia hidrogr\u00e1fica dos rios Amudaria e Sirdaria \u2013 aumentavam regularmente. De 1940 a 1980, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o sovi\u00e9tico aumentou de 2,24 para 9,1 milh\u00f5es de toneladas. A maior parte deste algod\u00e3o era proveniente do Uzbequist\u00e3o, Turkmenist\u00e3o e Tadjiquist\u00e3o, que, conjuntamente, eram respons\u00e1veis por quase 90% de toda a produ\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica [Critchlow,199]. <\/p>\n<p>As complica\u00e7\u00f5es surgiram porque a contrac\u00e7\u00e3o do Mar de Aral, e outras consequ\u00eancias causadas pela irriga\u00e7\u00e3o, tinham sido tratadas como quest\u00f5es sem import\u00e2ncia pelas autoridades at\u00e9 1970. N\u00e3o foi o projecto em si, mas antes os m\u00e9todos agr\u00edcolas mal concebidos e mal geridos que destru\u00edram a economia, sa\u00fade e ecologia da bacia do Mar de Aral, afectando milh\u00f5es de pessoas. Foram constru\u00eddos numerosos canais e a constru\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias barragens foi feita precipitadamente. Por altura de 1978, uma extensa rede de canais de irriga\u00e7\u00e3o estendeu-se peles desertos para matar a sede ao algod\u00e3o ao longo de 7,7 milh\u00f5es de hectares, principalmente em Uzbequist\u00e3o. Os canais principais e secund\u00e1rios foram escavados na areia sem terem sido colocadas condutas tubulares, e n\u00e3o se procedeu \u00e0 cimenta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o se prestou import\u00e2ncia \u00e0 drenagem dos solos. Em certas alturas do ano, eram fechadas as comportas e a \u00e1gua era dirigida directamente para os campos, um sistema que causava uma tremenda perda de \u00e1gua. Menos de 10% da \u00e1gua absorvida era directamente ben\u00e9fica para a colheita. A restante desaparecia no solo arenosos ou evaporava-se. Foram estes programas largamente ineficazes que eram adoptados para satisfazer a enorme procura de \u00e1gua que, por fim, resultaram na secagem do Mar de Aral. A resultante descida de n\u00edvel do Mar de Aral era suposta ser remediada por projectos ambiciosos de desvio de rios no norte da R\u00fassia. Esses projectos nunca se realizaram e o lago continuou a secar ano ap\u00f3s ano. O resultado foi catastr\u00f3fico, e a irriga\u00e7\u00e3o que fez florescer o deserto e aumentar os rendimentos, p\u00f4s em marcha uma desastrosa cadeia de acontecimentos logo detectados na descida dos n\u00edveis de \u00e1gua e no decl\u00ednio das capturas de peixe. <\/p>\n<p>Portanto, infelizmente, em vinte anos, o quarto maior mar interior da terra passou a ser uma planura de sal, seca, contaminada e t\u00f3xica. A crise ecol\u00f3gica na \u00e1rea do Mar de Aral atinge agora a que foi a f\u00e9rtil rep\u00fablica aut\u00f3noma do Karakalpaquist\u00e3o no Uzbequist\u00e3o, Tashauz Velayat no norte do Turkmenist\u00e3o e Kzyl Orda Oblast na parte ocidental do Kasaquist\u00e3o. Toda esta regi\u00e3o foi atacada por um dos piores desastres ambientais. Antes de 1960, entravam no Mar de Aral 55 bili\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua, conservando-o a um n\u00edvel saud\u00e1vel. Durante os anos 80, a m\u00e9dia do caudal que corria para o lago era de apenas 7 mil milh\u00f5es de metros c\u00fabicos. Recentemente, apenas de 1 a 5 mil milh\u00f5es de metros c\u00fabicos chegam anualmente ao lago. Perderam-se desde 1960, 75% do volume do lago, e h\u00e1 fortes receios de que secar\u00e1 totalmente por volta de 2015. No passado, o Mar de Aral oscilava em resposta \u00e0s condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas no mundo, subindo quando os glaciares derretiam e descendo quando se formavam. Em condi\u00e7\u00f5es naturais o Mar de Aral subiria neste momento \u2013 o Mar C\u00e1spio que se encontra pr\u00f3ximo subiu 2 metros desde 1977 devido ao aumento da precipita\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o da evapora\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Degrada\u00e7\u00e3o Ambiental<\/strong> <\/p>\n<p>Tem sido publicamente reconhecido que a degrada\u00e7\u00e3o ambiental da bacia do Mar de Aral \u00e9 o resultado do tributo sovi\u00e9tico ao Rei Algod\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o luxuosa dos recursos h\u00eddricos dos rios conduziu a perdas graves no equil\u00edbrio entre as fontes naturais de \u00e1gua nos ecossistemas e a utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua na irriga\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Os desvios de \u00e1gua dos dois principais rios regionais roubaram ao lago e aos deltas o reabastecimento anual de \u00e1gua fresca. A salinidade da \u00e1gua do rio \u00e9 inferior a 0,7 por mil, enquanto a \u00e1gua no Mar de Aral era salobra, com uma salinidade de aproximadamente 9 por mil. O sal no Mar de Aral era principalmente causado pela grande evapora\u00e7\u00e3o, e, parcialmente, pelo facto de a \u00e1gua nos terrenos circundantes ao Mar de Aral ser salgada. [5] A salinidade era controlada devido \u00e0 grande quantidade de \u00e1gua fresca proveniente dos rios Sirdaria e Amudaria. O calor de ver\u00e3o causava (e ainda causa) uma grande evapora\u00e7\u00e3o, que era a raz\u00e3o do bom clima ao redor de Aral antes da secagem do lago. \u00c0 medida que as \u00e1guas eram desviadas dos rios que alimentavam o Mar de Aral, generalizou-se a salinidade. <\/p>\n<p>Os problemas ambientais criados pela secagem do Mar de Aral, para al\u00e9m da salinidade dos solos, incluem: aumento da salinidade da \u00e1gua do lago, eros\u00e3o pelo vento, tempestades de poeiras salgadas, destrui\u00e7\u00e3o dos leitos de desova dos peixes, colapso da ind\u00fastria piscat\u00f3ria, terras encharcadas, rotura da navega\u00e7\u00e3o, divis\u00e3o do lago por partes separadas, perda da vida selvagem nas \u00e1reas do litoral, grande redu\u00e7\u00e3o de caudais dos dois afluentes principais, necessidade de recursos extras na bacia hidrogr\u00e1fica para estabilizar o n\u00edvel do lago, altera\u00e7\u00e3o do clima regional, desaparecimento das terras de pastagem, e por a\u00ed em diante. Todos estes graves problemas ambientais est\u00e3o a afectar a economia da regi\u00e3o; uma situa\u00e7\u00e3o combinada com m\u00e9dias elevadas de crescimento populacional. Viviam na zona, no come\u00e7o do s\u00e9culo XX, 8 milh\u00f5es de pessoas. Desde ent\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o aumentou para 50 milh\u00f5es e a terra irrigada atingiu 7,7 milh\u00f5es de hectares. Em seguida, apresentam-se discuss\u00f5es sobre as quest\u00f5es principais. <\/p>\n<p>a) Desertifica\u00e7\u00e3o: Conforme j\u00e1 foi descrito, a culpa da catastr\u00f3fica disseca\u00e7\u00e3o do Mar de Aral \u00e9 atribu\u00edda aos colossais projectos de irriga\u00e7\u00e3o na \u00c1sia central durante o tempo dos sovietes. Como o n\u00edvel do Mar de Aral desceu de 53 metros acima do n\u00edvel do mar para 36 metros, a \u00e1rea da sua superf\u00edcie encolheu para metade e o seu volume para tr\u00eas- quartos. A concentra\u00e7\u00e3o salina duplicou. Em resultado disto, em complemento da queda dos n\u00edveis de \u00e1gua, a grande quantidade de terras irrigadas come\u00e7ou, a dada altura, a reduzir a sua produtividade devido \u00e0 salinidade. Este fen\u00f3meno tem o nome de desertifica\u00e7\u00e3o do Mar de Aral. A maioria das partes do fundo seco do lago est\u00e1 coberta de dep\u00f3sitos de bili\u00f5es de toneladas de sais t\u00f3xicos, trazidos para ali ao longo de d\u00e9cadas por \u00e1guas infiltradas nos rios atrav\u00e9s dos campos. A \u00e1rea do fundo seco do lago, conhecida localmente por \u201cdeserto de Aralkum\u201d, tem agora cerca de 40.300 quil\u00f3metros quadrados. Durante o regime sovi\u00e9tico, grandes \u00e1reas desta regi\u00e3o foram utilizadas como centros militares e espaciais e, desta forma, agravou-se o problema, pois o sal est\u00e1 polu\u00eddo por qu\u00edmicos. O vento soprando do lago, apanha o sal polu\u00eddo pelos qu\u00edmicos no leito exposto e leva-o para campos de cultura \u00e0 m\u00e9dia de 75 milh\u00f5es de toneladas anuais, cobrindo faixas de 40 km de largura e destruindo solos a milhares de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia [Sinnot, 1992] . Esses sais podem destruir as colheitas de algod\u00e3o logo no come\u00e7o do per\u00edodo de vegeta\u00e7\u00e3o. Para retirar o sal do solo \u00e9 necess\u00e1rio regar continuamente a terra durante um per\u00edodo longo de tempo. Este processo requer ainda mais \u00e1gua fresca, o que significa mais desvios das \u00e1guas fluviais e, desta maneira, isto forma uma esp\u00e9cie de c\u00edrculo vicioso. Por conseguinte, deserto e \u00e1reas arenosas aumentam pelo impacto do vento e mais desertifica\u00e7\u00e3o \u00e9 criada. A Academia das Ci\u00eancias Uzbeque afirma que um novo deserto a sul e a leste do Mar de Aral j\u00e1 se expandiu para 5 milh\u00f5es de hectares. Isto \u00e9 muitas vezes referido ironicamente como deserto branco por que os colectores de sal t\u00f3xico est\u00e3o incrustados na sua superf\u00edcie depois de se misturarem com Karakum (deserto negro) e Kyzylkum (deserto vermelho) que rodeiam o Mar de Aral. O enorme deserto de areia branca brilhante, que \u00e9 soprada para terrenos agr\u00edcolas, contamina a terra e obriga os agricultores a compensarem a produ\u00e7\u00e3o enfraquecida pondo mais pesticidas e fertilizantes na terra, envenenando-a ainda mais. <\/p>\n<p>Cansa\u00e7o dos solos e salinidade foram exacerbados pelo uso maci\u00e7o de fertilizantes e pesticidas [Kekacewicz, 2000]. O escoamento do sal, para al\u00e9m de diminuir \u00e1reas utiliz\u00e1veis para a agricultura, destroi pastagens e, portanto, provoca car\u00eancia de forragens para os animais. A produtividade das pastagens diminuiu para metade e a destrui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o dos prados diminuiu 10 vezes a produtividade dos prados. <\/p>\n<p>b) Destrui\u00e7\u00e3o dos peixes no Mar de Aral: Antes de 1960 a pesca era um neg\u00f3cio em expans\u00e3o. Uma ind\u00fastria de pesca que fora pr\u00f3spera no passado, ficou afectada desfavoravelmente pelas quantidades crescentes de poluentes que entravam no Mar de Aral vindos dos rios, adicionado ao facto de nos \u00faltimos 30 anos mais de 60% do lago ter desaparecido. Em consequ\u00eancia disso, come\u00e7aram a aumentar as concentra\u00e7\u00f5es de sais e minerais na contra\u00edda massa de \u00e1gua. A salinidade da \u00e1gua do Mar de Aral aumentou ao ponto de muitas das suas zonas terem a mesma salinidade do oceano. Esta altera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica provocou mudan\u00e7as espantosas na ecologia do lago, causando r\u00e1pidas baixas na popula\u00e7\u00e3o pisc\u00edcola do Mar de Aral. O conte\u00fado mineral na \u00e1gua aumentou quatro vezes atingindo 40g\/litro, impedindo a sobreviv\u00eancia da maioria dos peixes e da fauna selvagem do lago. O peixe quase que desapareceu todo do que resta do lago, deixando milhares de pessoas sem meios de subsist\u00eancia. Quando o Aral come\u00e7ou rapidamente a encolher, os barcos de pesca e as suas tripula\u00e7\u00f5es ficaram encalhados, algumas vezes a dezenas de quil\u00f3metros das antigas margens. [6] Toda a pesca comercial terminou em 1982, sendo as capturas actuais insignificantes, e comunidades piscat\u00f3rias inteiras est\u00e3o agora desempregadas. A perda de produtividade provocou um colapso na ind\u00fastria piscat\u00f3ria e desemprego neste sector. Em 1960, foram capturadas 43.430 toneladas de peixe no lago, caindo para 17 mil toneladas em 1970, zero toneladas em 1980, e mantendo-se a situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje [Letolle e Mainguet] . <\/p>\n<p>Dois portos importantes, Aralsk e Moynaq, floresceram como centros piscat\u00f3rios. O porto de Aralsk, situado a norte do Pequeno Aral no Kasaquist\u00e3o era uma cidade bem organizada, com um estaleiro naval, uma ind\u00fastria de pesca e um servi\u00e7o de ferry. No estaleiro constru\u00edam-se barcos de 50 a 500 toneladas para transporte de carga e pesca no Mar de Aral. A esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de Aralsk , situada na linha de Moscovo a Tashkent e Almaty, era a liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria mais importante da \u00c1sia central. As cargas chegadas por via f\u00e9rrea costumavam ser transferidas para os barcos e transportadas para sul, para o porto de Moynaq, em Karakalpsquist\u00e3o, no Uzbequist\u00e3o. [7] Em 1975, a pesca terminou no Pequeno Aral e Aralsk passou a ser um porto sem porto. Parou o servi\u00e7o de ferry, a salinidade dos charcos aumentou, a ca\u00e7a diminuiu e o clima come\u00e7ou a sofrer altera\u00e7\u00f5es, entre outras raz\u00f5es por as grandes florestas de juncos e cani\u00e7os terem desaparecido quando a \u00e1gua recolheu. Para que se mantivesse o emprego na ind\u00fastria de pesca, introduziram peixe congelado oriundo de outras partes da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, como o Mar B\u00e1ltico, Mar Branco e Oceano Pac\u00edfico. Este processo cessou com a desintegra\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Moynaq, situada na margem sul do Aral, al\u00e9m de ser um centro de ind\u00fastria piscat\u00f3ria fora em tempos uma popular est\u00e2ncia balnear. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel imaginar o tempo em que esta cidade era um pr\u00f3spero local de veraneio. Multid\u00f5es de turistas sovi\u00e9ticos juntavam-se em Moynaq para apanhar sol nas antigas praias e para nadar nas \u00e1guas do Aral, famosas por curar doen\u00e7as de pele. Crian\u00e7as de cidades long\u00ednquas chegavam aos campos de ver\u00e3o para respirar o ar do mar e comer peixe fresco. Hoje em dia, Moynaq abrange com o olhar uma cintilante planura salgada, agora um cemit\u00e9rio de cascos enferrujados de barcos de pesca encalhados. O mar est\u00e1 a quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia do passeio \u00e0 beira-mar e n\u00e3o se v\u00ea a olho nu. <\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi como uma consequ\u00eancia de um raio ca\u00eddo do c\u00e9u. Desde 1970 que este assunto era amplamente discutido em c\u00edrculos governamentais. Em 1977, a confer\u00eancia sovi\u00e9tica sobre o impacto ambiental de uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00edvel do Mar de Aral, uma comunica\u00e7\u00e3o preparada por dois cientistas da Rep\u00fablica de Uzbeque, anunciava uma redu\u00e7\u00e3o pronunciada de desembarques de pescado [Gorodetskaya e Kes, 1978]. Outros, tamb\u00e9m por essa altura, sugeriam que a morte da pesca comercial ocorreria, provavelmente, devido \u00e0 secagem dos leitos de desova dos peixes [Barovsky, 1980]. Foi tamb\u00e9m sugerido no mesmo f\u00f3rum, que o esgotamento dos bancos de pesca no Mar de Aral seria uma das primeiras consequ\u00eancias do decl\u00ednio dos n\u00edveis do mar. Havia um relat\u00f3rio publicado num jornal da autoria de A. U. Reteyum em que este assinalava que: &#8230;\u201dem 1965, o Conselho de Ministros da URSS tinha aprovado uma resolu\u00e7\u00e3o especial Sobre as Medidas para Preservar a Pesca \u2013 Import\u00e2ncia do Mar de Aral. \u201d Isto \u00e9 um exemplo que apoia a convic\u00e7\u00e3o de que os sinais de deteriora\u00e7\u00e3o na bacia do Aral eram evidentes j\u00e1 em meados dos anos 60 [Reteyum,1991]. Nos finais dos anos 70, era j\u00e1 claro que os bancos de pesca do Mar de Aral estavam num decl\u00ednio irrevers\u00edvel e que, provavelmente, se tivessem sido adoptadas medidas adequadas esta situa\u00e7\u00e3o actual podia ter sido evitada. <\/p>\n<p>c) Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas: Durante os \u00faltimos 5-10 anos a secagem do Mar de Aral trouxe altera\u00e7\u00f5es evidentes nas condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas. O efeito do aquecimento da \u00e1gua do mar no Inverno e o seu arrefecimento no Ver\u00e3o diminuiu dramaticamente. O Mar de Aral \u00e9 um lago de deserto, abrangido por um clima continental forte, com uma varia\u00e7\u00e3o de temperatura de 40 graus cent\u00edgrados no Ver\u00e3o para 30 graus negativos no Inverno. No passado, o Mar de Aral era considerado como um regulador, mitigando os ventos frios que vinham da Sib\u00e9ria no Inverno e evitando que as temperaturas de Ver\u00e3o subissem demasiado. Notava-se uma evapora\u00e7\u00e3o elevada (da ordem de 1700 mm por ano). A evapora\u00e7\u00e3o era tamb\u00e9m a raz\u00e3o do bom clima ao redor de Aral antes da secagem do lago, e, apesar do alto n\u00edvel de evapora\u00e7\u00e3o, era mantido o equil\u00edbrio da \u00e1gua devido aos grandes caudais fornecidos pelos dois rios. As altera\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas deram origem a ver\u00f5es mais curtos e mais secos e invernos mais longos e mais frios na regi\u00e3o. As temperaturas do ar no Inverno desciam e as temperaturas de Ver\u00e3o subiam 2 a 3 graus cent\u00edgrados, incluindo observa\u00e7\u00f5es de 49 graus C. Esta mudan\u00e7a para um clima mais continental, com ver\u00f5es mais curtos e mais quentes e invernos mais frios e mais compridos, ocasionava pouca precipita\u00e7\u00e3o para a colheita seguinte. A precipita\u00e7\u00e3o foi reduzida v\u00e1rias vezes nas margens do Mar de Aral. A magnitude m\u00e9dia da precipita\u00e7\u00e3o \u00e9 de 150-200 mm com uma consider\u00e1vel n\u00e3o-uniformidade, de acordo com as esta\u00e7\u00f5es. A esta\u00e7\u00e3o mais prolongada baixou tamb\u00e9m para 170 dias, perdendo os 200 dias livres de geadas necess\u00e1rias para as colheitas do algod\u00e3o. Como j\u00e1 foi explicado anteriormente, a ocorr\u00eancia frequente de longas tempestades de poeiras e de ventos rasteiros s\u00e3o tra\u00e7os caracter\u00edsticos desta regi\u00e3o. As mais intensas ocorrem na costa oeste \u2013 com, talvez, 50 tempestades por ano. A velocidade m\u00e1xima do vento atinge 20-25 m\/s. <\/p>\n<p>d) Condi\u00e7\u00f5es Sanit\u00e1rias: \u00c9 opini\u00e3o geral de que a crise sanit\u00e1ria na regi\u00e3o est\u00e1 directamente ligada ao desaparecimento do Mar de Aral. Para tornar as coisas ainda pior, as pessoas t\u00eam pouco acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel. Os produtos qu\u00edmicos escoados dos campos agr\u00edcolas polu\u00edram ainda mais o Mar de Aral, tornando a sua \u00e1gua impr\u00f3pria para consumo, quer por humanos quer por animais. O algod\u00e3o \u00e9 um patr\u00e3o exigente. N\u00e3o s\u00f3 tem mais sede do que a maioria das outras colheitas comerciais, como tamb\u00e9m necessita de fortes aplica\u00e7\u00f5es de pesticidas para afastar gorgulhos e outras pestes. Parece frequentemente que nas mentes sovi\u00e9ticas a teoria era \u201cse pouco faz bem, muito faz melhor\u201d, \u2014 muita \u00e1gua, muitos pesticidas. A juntar a isto a sementeira de algod\u00e3o \u00e9 normalmente pulverizada com um desfolhador pelo Outono, a fim de lhe retirar as folhas para tornar mais f\u00e1cil a colheita. Uma vez que a bacia \u00e9 um sistema fechado sem drenagem para o exterior, os insecticidas e herbicidas pulverizados nos campos escoam para a terra, acumulando no subsolo \u00e1gua a n\u00edveis perigosos. Como a maior parte da \u00e1gua da torneira vem de po\u00e7os, as pessoas bebem um cocktail de produtos qu\u00edmicos dilu\u00eddos, alguns identificados como cancer\u00edgenos. N\u00edveis elevados de contamina\u00e7\u00e3o por pesticidas s\u00e3o considerados como afectando a capacidade do organismo humano de absorver ferro, provocando anemia. A \u00e1gua utilizada para consumo humano cont\u00e9m para cima de 6 gramas de sal por litro, um n\u00edvel quatro vezes superior \u00e0 norma da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade. Isto tem sido relacionado com a preval\u00eancia de doen\u00e7as renais. As tempestades de poeiras sopram violentamente durante mais de 60 dias por ano, espalhando res\u00edduos t\u00f3xicos e sal deixado pela \u00e1gua do lago. Pensa-se que estas part\u00edculas sejam uma causa poss\u00edvel de doen\u00e7as respirat\u00f3rias e cancros. (Quando o lago eventualmente secar, calcula-se que 15 mil milh\u00f5es de toneladas de sal ser\u00e3o lan\u00e7adas na atmosfera). De acordo com Timothy Cummings, um delegado da Cruz Vermelha Americana, a trabalhar na regi\u00e3o do Mar de Aral, a combina\u00e7\u00e3o de toxinas provenientes do ar e da \u00e1gua para consumo humano, aumentou a fraca sa\u00fade dos residentes \u2013 j\u00e1 suscept\u00edveis de contrair doen\u00e7as devido a alimenta\u00e7\u00e3o deficiente. [8] <\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio sobre o Ambiente da URSS, uma publica\u00e7\u00e3o oficial do governo, salientou que a acumula\u00e7\u00e3o total de pesticidas no Turkmenist\u00e3o era de 20 a 25 vezes da m\u00e9dia nacional. \u201cEm \u00e1reas de elevada utiliza\u00e7\u00e3o de pesticidas as doen\u00e7as infantis (propor\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as) at\u00e9 \u00e0 idade de 6 anos \u00e9 4,6 vezes superior \u00e0 das regi\u00f5es de baixa propor\u00e7\u00e3o de pesticidas\u201d [Jones, 1999] . De acordo com a Academia de Ci\u00eancias Sovi\u00e9tica, a taxa de mortalidade infantil na regi\u00e3o da \u00c1sia central aumentou entre 1970 e 1985. Em Bozataus, uma regi\u00e3o do Karakalpaquist\u00e3o, uma \u00e1rea simultaneamente flagelada com falta de saneamento b\u00e1sico, cuidados de sa\u00fade infantil e maternais inadequados, e n\u00edveis crescentes de pesticidas e herbicidas na \u00e1gua, 110 em cada 1.000 crian\u00e7as morrem antes de fazerem um ano. Em compara\u00e7\u00e3o com 109 em \u00c1frica, 95 na \u00cdndia e 37 na China. Por exemplo, em Karakalpaquist\u00e3o, a taxa do cancro do es\u00f3fago \u00e9 sete vezes superior \u00e0quela do resto do pa\u00eds. E. Paronina, uma investigadora sovi\u00e9tica, estudou as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias em Karakalpaquist\u00e3o e relatou as suas sombrias conclus\u00f5es. Em resumo, eis o que ela afirma: \u201cTudo isto (crise sanit\u00e1ria) \u00e9 o pre\u00e7o excessivo pago com a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o para se ter auto-sufici\u00eancia em algod\u00e3o\u201d [Jones, 1991]. N\u00e3o surpreende que toda a literatura m\u00e9dica local esteja repleta de hist\u00f3rias de deformidades \u00e0 nascen\u00e7a, incremento de doen\u00e7as renais e hep\u00e1ticas, gastrite cr\u00f3nica, crescente mortalidade infantil e taxas de aumento de cancro. <\/p>\n<p>As pessoas tiveram tamb\u00e9m que se adaptar a altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas no clima. Como j\u00e1 foi observado, nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas os ver\u00f5es tornaram-se mais quentes e mais curtos e os invernos mais frios. \u201cAs altera\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas n\u00e3o afectam, necessariamente, a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, mas tornam a vida muito mais dif\u00edcil,\u201d diz Darin Portnoy, um especialista ocidental de tuberculose, que trabalha para um projecto do Banco Mundial em Moynaq. \u201cAs pessoas concentram-se em locais fechados durante longos per\u00edodos. Vivem encerrados e proporcionam a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.\u201d [9] <\/p>\n<p>Quando parecia que as coisas n\u00e3o poderiam ficar mais deprimentes surgiu outra exasperante revela\u00e7\u00e3o Foi noticiado de que tinham sido enterrados barris de bact\u00e9ria de antraz na Ilha de Vozrozhdeniye, situada no Mar de Aral, quando o Uzbequist\u00e3o fazia parte da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Durante o tempo que Mikhail Gorbachev esteve \u00e0 frente do governo, os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o de Washington disseram que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, contrariamente \u00e0s suas promessas de respeitar os tratados, estava a produzir armas qu\u00edmicas. Em 1988, os Estados Unidos exigiram inspeccionar as instala\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas sovi\u00e9ticas. Julga-se ter sido ordenado aos cientistas da cidade siberiana de Sverdiovsk, que transferissem centenas de toneladas de antraz para caixas gigantes de a\u00e7o inoxid\u00e1vel e o regassem com lix\u00edvia para matar a bact\u00e9ria. A mort\u00edfera carga foi depois transportada para a ilha no Mar de Aral que tinha sido o local a c\u00e9u aberto para as experi\u00eancias de armas biol\u00f3gicas. Contudo, a lix\u00edvia n\u00e3o matou completamente a bact\u00e9ria. Amostras de testes feitos ao solo revelam que alguns esporos continuam vivos. O receio \u00e9 que a bact\u00e9ria de antraz enterrada possa ser transportada para os territ\u00f3rios uzbeque e kazaque por lagartos e p\u00e1ssaros. O antraz caracteriza-se por les\u00f5es nos pulm\u00f5es e \u00falceras no corpo e \u00e9 transmitido aos humanos per animais atrav\u00e9s do contacto. Tanto o Uzbequist\u00e3o como o Kasaquist\u00e3o pediram ajuda aos Estados Unidos para que se fizesse a determina\u00e7\u00e3o do perigo que os seus territ\u00f3rios corriam, uma vez que a R\u00fassia n\u00e3o cumpriu a promessa de Boris Yeltsin em 1992, de fechar e descontaminar o local [Jones, 1999]. <\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia Regional para a \u00c1gua<\/strong> <\/p>\n<p>J\u00e1 em 1982, o governo procurou desenvolver um plano pormenorizado dos recursos h\u00eddricos das bacias dos rios Sirdaria e Amudaria e colocou estritas limita\u00e7\u00f5es \u00e0 retirada de \u00e1gua. Pouco tempo depois, foram criadas duas organiza\u00e7\u00f5es para operar e manter as principais infra-estruturas hidr\u00e1ulicas e controlar a utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Houve muitas propostas para se transferir \u00e1gua do Mar C\u00e1spio para o Aral. [10] Um plano de longa dura\u00e7\u00e3o consistia em desviar as \u00e1guas dos rios siberianos Ob, Irtysh e Yenisey e canaliz\u00e1-los para Sul, para a regi\u00e3o do Mar de Aral e para o deserto. Ap\u00f3s anos de controv\u00e9rsia este plano foi abandonado devido aos custos e consequ\u00eancias ambientais, mas alguns cientistas locais ainda defendem a ideia. Outra sugest\u00e3o era desfazer os glaciares das montanhas Pamir e Tien Shan com explos\u00f5es nucleares. Estas ideias n\u00e3o eram realistas, especialmente em tempos de crise econ\u00f3mica. Todavia, elas ainda perduram. <\/p>\n<p>Com o fim do per\u00edodo sovi\u00e9tico, as cinco Rep\u00fablicas da \u00c1sia Central (RAC) independentes, estabeleceram uma comiss\u00e3o conjunta para a coordena\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e para regular a sua distribui\u00e7\u00e3o na bacia, consolidando posi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias para a adop\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias regionais para a \u00e1gua. Em 1992, foi pedido ao Banco Mundial que coordenasse a ajuda internacional em resposta \u00e0 crise na bacia do Mar de Aral. Em Setembro do mesmo ano, uma comiss\u00e3o do banco visitou a regi\u00e3o e preparou um relat\u00f3rio sobre aquilo que viu. Teve lugar em Washington, em Abril de 1993, uma confer\u00eancia internacional patrocinada pelo Banco Mundial, Programa Ambiental da Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNEP) e Programa de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNDP) para discutir a proposta do banco. Estiveram presentes representantes das cinco rep\u00fablicas, assim como de outras organiza\u00e7\u00f5es internacionais e ag\u00eancias de assist\u00eancia. Com base nas recomenda\u00e7\u00f5es do Banco Mundial, um grupo que inclu\u00eda o Banco, o UNEP e o UNDP visitou a regi\u00e3o em Maio de 1993 e preparou um programa de assist\u00eancia financeira em colabora\u00e7\u00e3o com as RAC. Este programa continha 19 projectos para a primeira etapa de um programa de tr\u00eas fases para salvar o Mar de Aral [Kirmani e Moigne, 1997] . As RAC, por sua vez, criaram tr\u00eas organiza\u00e7\u00f5es regionais \u2013 o Concelho Interestadual, o Fundo Internacional para o Mar de Aral e a Comiss\u00e3o Executiva \u2013 para implementarem o programa. [11] Foi encarada, e em parte implementada, uma maior utiliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas de drenagem e residuais, assim como a introdu\u00e7\u00e3o de colheitas mais tolerantes ao sal. Cerca de 6 km c\u00fabicos\/ano de \u00e1guas de drenagens agr\u00edcolas e de \u00e1guas residuais s\u00e3o directamente reutilizadas para irriga\u00e7\u00e3o, enquanto 37 km c\u00fabicos\/ano regressam \u00e0s depress\u00f5es naturais ou rios, onde s\u00e3o misturadas com \u00e1gua fresca e podem ser reutilizadas para irriga\u00e7\u00e3o ou outros fins. O melhor que se espera \u00e9 conseguir-se alguma estabilidade do lago e a sobreviv\u00eancia dos dois deltas fluviais. A salva\u00e7\u00e3o dos deltas podia levar a uma nova actividade piscat\u00f3ria comercial. <\/p>\n<p>L\u00edderes governamentais afirmaram que a quantidade de terra para algod\u00e3o ser\u00e1 reduzida e que grandes quantidades de \u00e1gua ser\u00e3o bombadas para o Mar de Aral at\u00e9 2005 [Bech, 1995]. Funcion\u00e1rios da agricultura, contudo, dizem que \u00e9 imposs\u00edvel demolir o sistema de canais. Muitos agricultores dependem dos rendimentos da cultura do algod\u00e3o. O governo indicou tamb\u00e9m que as necessidades dos agricultores de algod\u00e3o est\u00e3o em primeiro lugar. A exporta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o \u00e9 uma fonte importante de rendimento. As RAC n\u00e3o querem extirpar a monocultura do algod\u00e3o e arriscar perder as suas recompensas econ\u00f3micas. E assim, a maioria dos cientistas acredita que o Mar de Aral nunca ir\u00e1 ser como foi. <\/p>\n<p>O futuro do Mar de Aral \u00e9, portanto, incerto. A \u00fanica coisa certa \u00e9 que o lago \u00e9 agora uma cat\u00e1strofe ambiental \u00e0 medida que o n\u00edvel de \u00e1gua declina e o ecossistema se degrada, provocando um ambiente de deteriora\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es de vida e de sa\u00fade prec\u00e1rias para os povos que vivem nas margens do lago. \u00c9 agora imposs\u00edvel prever, com algum rigor, o futuro para o Aral, mas se n\u00e3o se encontrarem solu\u00e7\u00f5es apropriadas o n\u00edvel da \u00e1gua continuar\u00e1 a declinar. Seja qual for o futuro, esta situa\u00e7\u00e3o de certeza que abriu os olhos aos governos do mundo. \u00c9 um forte aviso \u00e0 comunidade internacional e ilustra a rapidez \u2013 em menos de 20 anos \u2013 como uma trag\u00e9dia humanit\u00e1ria e ambiental pode amea\u00e7ar toda uma regi\u00e3o e a sua popula\u00e7\u00e3o. A destrui\u00e7\u00e3o do Mar de Aral \u00e9 um exemplo cl\u00e1ssico de desenvolvimento n\u00e3o-sustentado. <\/p>\n<p>\n<em><strong>Fontes<\/strong>:<\/p>\n<p>O original deste artigo encontra-se em <br \/>\n<\/em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/:\/\/www.epw.org.in\/showArticles.php?root=2002&#038;leaf=09&#038;filename=4904&#038;filetype=html \"><em>:\/\/www.epw.org.in\/showArticles.php?root=2002&#038;leaf=09&#038;filename=4904&#038;filetype=html <\/p>\n<p><\/em><\/a><em>Este artigo encontra-se em <\/em><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/resistir.info \"><em>http:\/\/resistir.info <\/p>\n<p><\/em><\/a><\/p>\n<p><b>Autor: Instituto de Engenharia<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de cinquenta dias do derramento de petr\u00f3leo da plataforma controlada pela BP (British Petroleum) no golfo do M\u00e9xico, o desastre ambiental ainda est\u00e1 sem solu\u00e7\u00e3o. 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