{"id":18124,"date":"2010-05-06T22:43:55","date_gmt":"2010-05-06T22:43:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=18124"},"modified":"2010-05-06T14:50:09","modified_gmt":"2010-05-06T14:50:09","slug":"10-tecnologias-que-vao-mudar-o-mundo-segundo-o-mit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/05\/06\/10-tecnologias-que-vao-mudar-o-mundo-segundo-o-mit\/","title":{"rendered":"10 tecnologias que v\u00e3o mudar o mundo, segundo o MIT"},"content":{"rendered":"<p><em>Massachusetts Institute of Technology seleciona 10 novos produtos e servi\u00e7os em desenvolvimento que dever\u00e3o mudar nossa vida em breve<\/p>\n<p><\/em>Todo ano a Technology Review, revista cient\u00edfica publicada pelo respeitado MIT (Massachussets Institute of Technology), faz uma lista de tecnologias emergentes que apresentam solu\u00e7\u00f5es para diversos problemas da humanidade. A sele\u00e7\u00e3o \u00e9 feita entre pesquisas recentes de produtos e servi\u00e7os que a ind\u00fastria ainda n\u00e3o adotou em larga escala. <\/p>\n<p>Confira a lista das tecnologias: <\/p>\n<p><strong>Busca em tempo real<\/strong> <br \/>\nO Google est\u00e1 muito interessado em incorporar as atualiza\u00e7\u00f5es feitas em redes sociais aos resultados. O desafio, al\u00e9m de tornar essas informa\u00e7\u00f5es busc\u00e1veis, \u00e9 atribuir relev\u00e2ncia para alguns updates em detrimento de outros, e assim acrescentar conte\u00fado \u00fatil. Rastrear e classificar conte\u00fados atualizados a todo instante em redes sociais exige muito mais velocidade e novos algoritmos para acompanhar, em tempo real, milhares de updates no Twitter e Facebook, por exemplo. <\/p>\n<p>Estas duas redes de relacionamento n\u00e3o t\u00eam problema em vender suas atualiza\u00e7\u00f5es para os buscadores. O Google n\u00e3o revela muito o segredo da an\u00e1lise das atualiza\u00e7\u00f5es. Mas, Amit \u00adSinghal, o respons\u00e1vel por esse desenvolvimento, diz a Technology Review que um perfil no Twitter com muitos seguidores e muito retwitado sai na frente de outros menores. Uma atualiza\u00e7\u00e3o feita no Facebook tem mais relev\u00e2ncia quanto maior o n\u00famero de amigos do usu\u00e1rio e ainda quanto mais amigos seus amigos colecionam. Outra maneira \u00e9 usar a geolocaliza\u00e7\u00e3o, dependendo do local de onde \u00e9 produzida uma mensagem ela seria mais relevante. Se algu\u00e9m postar sobre terremoto e estiver localizado pr\u00f3ximo \u00e0 \u00e1rea atingida sua informa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 provavelmente mais relevante do que outras mais distantes.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3D m\u00f3vel<\/strong><br \/>\nQuem pensava que a populariza\u00e7\u00e3o de imagens tridimensionais aconteceria pelo cinema ou grandes e modernos aparelhos de TV, pode ter uma surpresa com o Samsung W960 lan\u00e7ado na Coreia do Sul em mar\u00e7o. O celular conta com um software desenvolvido pela empresa Dynamic Digital Depth que converte imagens em 2D para 3D. Na posi\u00e7\u00e3o vertical, as imagens parecem bidimensionais, mas \u00e9 s\u00f3 virar o aparelho para a posi\u00e7\u00e3o horizontal que elas saltam da tela e ganham volume. O software cria ilus\u00e3o de perspectiva nas imagens estimando a profundidade dos objetos em cena com v\u00e1rias pistas, como se h\u00e1 um c\u00e9u numa paisagem, ele provavelmente estar\u00e1 mais ao fundo do que as montanhas. Ent\u00e3o, o programa produz pares de imagens levemente distintas que nosso c\u00e9rebro interpreta como se fosse uma s\u00f3 com profundidade. <\/p>\n<p>A tecnologia at\u00e9 poder\u00e1 ser usada em TVs 3D, mas a tecnologis funciona melhor quando existem poucos \u00e2ngulos de vis\u00e3o envolvidos, por isso o smartphone seria a melhor op\u00e7\u00e3o. A Dynamic Digital Depth come\u00e7a tamb\u00e9m a desenvolver meios de adaptar games para 3D sem \u00f3culos nos celulares. A empresa de pesquisa DisplaySearch divulgou uma pesquisa recente que prev\u00ea que at\u00e9 2018 teremos 71 milh\u00f5es de aparelhos m\u00f3veis com a tecnologia. <\/p>\n<p><strong>C\u00e9lulas tronco projetadas<\/strong> <br \/>\nCom o projeto de c\u00e9lulas tronco pesquisado pela empresa Cellular Dynamics, espera-se uma grande munda\u00e7a nos modelos de doen\u00e7as e na maneira como as drogas s\u00e3o testadas. Em 1998, James Thomson, co-fundador da empresa, conseguiu isolar c\u00e9lulas tronco embrion\u00e1rias, capazes de se transformarem em qualquer c\u00e9lula do corpo humano, mas a t\u00e9cnica levantava quest\u00f5es \u00e9ticas, pois embri\u00f5es precisavam ser sacrificados. Dez anos depois, os pesquisadores conseguiram produzir c\u00e9lulas tronco a partir de c\u00e9lulas adultas, adicionando quatro genes, normalmente ativos em c\u00e9lulas embrion\u00e1rias. Chamadas de c\u00e9lulas tronco pluripontentes induzidas (iPS), podem se reproduzir muitas vezes e transformam-se em qualquer c\u00e9lula. <\/p>\n<p>Al\u00e9m das iPS poderem substituir tecidos danificados, cientistas produzir c\u00e9lulas espec\u00edficas para testar como elas agem e testar medicamentos e contra a diabetes, por exemplo. A Cellular Dynamics j\u00e1 produz c\u00e9lulas do cora\u00e7\u00e3o para os testes da gigante farmac\u00eautica Roche. C\u00e9lulas do f\u00edgado e c\u00e9rebro devem ser produzidas no futuro, assim como c\u00e9lulas de pessoas com diferentes cargas gen\u00e9ticas. <\/p>\n<p><strong>Combust\u00edvel solar<\/strong> <br \/>\nTodo biocombust\u00edvel \u00e9 feito de di\u00f3xido de carbono e \u00e1gua. Atualmente utilizamos mat\u00e9ria org\u00e2nica para produzi-lo, como cana e milho. Pesquisadores decidiram eliminar a biomassa intermedi\u00e1ria e criar um sistema para sintetizar diretamente o combust\u00edvel. A empresa Joule Biotechnologies manipula e projeta genes para criar microorganismos fotossintetizantes que usam a luz solar para transformar di\u00f3xido de carbono em etanol e diesel. Os organismos ficam em espa\u00e7os chamados fotobioreatores, sem necessidade de \u00e1gua fresca e ocupando uma \u00e1rea muito menor do que a biomassa tradicional.De acordo com o fundador da empresa, Noubar Afeyan, os organismos produzem combust\u00edvel continuamente e deve render 100 vezes mais por hectare do que o milho produz em etanol. <\/p>\n<p>\n<strong>&#8220;Enganar&#8221; as c\u00e9lulas fotovoltaicas <br \/>\n<\/strong>Kylie Catchpole, pesquisadora da Universidade Nacional da Austr\u00e1lia, trabalha desde 1994 no desenvolvimento de pequenas c\u00e9lulas fotovoltaicas mais eficientes em captar e transformar em energia el\u00e9trica a luz solar. Feitas de materiais semicondutores como sil\u00edcio amorfo e telureto de c\u00e1dmio, elas s\u00e3o mais baratas do que c\u00e9lulas solares comuns, produzidas com grossos cristais de sil\u00edcio. <\/p>\n<p>As novas c\u00e9lulas ainda seriam menos eficientes, pois, se a c\u00e9lula \u00e9 mais fina do que o comprimento de onda da luz solar, esta ser\u00e1 absorvida em menor quantidade. A pesquisadora passou ent\u00e3o a estudar plasmons, uma esp\u00e9cie de el\u00e9tron da superf\u00edcie de metais que se agitam quando h\u00e1 incid\u00eancia de luz. E descobriu que nanopart\u00edculas de prata, adicionadas \u00e0s c\u00e9lulas fotovoltaicas finas, desviam os f\u00f3tons (part\u00edculas ou ondas que formam a luz) que ficam indo e vindo na c\u00e9lula permitindo que mais comprimentos de onda da luz solar sejam absorvidos. O material produzido por Catchpole gera 30% mais energia que as c\u00e9lulas fotovolt\u00e1icas finas tradicionais. <\/p>\n<p><strong>TV social<\/strong> <br \/>\nA cientista convidada do MIT, Marie-Jos\u00e9 Montpetit, tenta fundir as redes sociais \u00e0 TV tradicional e transformar a experi\u00eancia at\u00e9 agora passiva dos telespectadores em algo mais colaborativo. Os grandes conglomerados da TV v\u00eaem com bons olhos a mudan\u00e7a, esperam que, ao linkar cada espectador com seus amigos, eles deixem de troc\u00e1-la por sites re relacionamento. A ind\u00fastria publicit\u00e1ria tamb\u00e9m pode ganhar com isso, afinal, ser\u00e1 mais f\u00e1cil produzir conte\u00fado personalizado de acordo com os interesses do telespectador. Ainda \u00e9 dif\u00edcil saber quando e como a tecnologia vai tomar forma, mas a pesquisadora e seus alunos apresentaram um prot\u00f3tipo ano passado. <\/p>\n<p><strong>Concreto verde<\/strong> <br \/>\nFazer cimento para concreto exige aquecer carbonato de c\u00e1lcio pulverizado, areia, argila a mais de 1.450 \u00b0C com queima de combust\u00edvel, atividade que libera di\u00f3xido de carbono, um dos elementos respons\u00e1veis pelo aquecimento da Terra. Os 2,8 bilh\u00f5es de toneladas de cimento produzidos em 2009 no mundo causaram 5% das emiss\u00f5es do g\u00e1s. Nikolaos Vlasopoulos, chefe da empresa londrina Novacem, quer produzir um material que absorva mais CO2 do que foi emitido em sua fabrica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Ele misturou \u00f3xido de magn\u00e9sio \u00e0 formula e descobriu que ele reage com o CO2 da atmosfera para gerar carbonatos e &#8211; o melhor &#8211; deixa a mistura do cimentos mais resistente enquanto captura o g\u00e1s. O pesquisador atualmente trabalha no refinamento da receita. Mais empresas procuram criar cimento com o mesmo conceito. <\/p>\n<p><strong>Implante de eletr\u00f4nicos sol\u00faveis<\/strong> <br \/>\nCientistas da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, trabalham em implantes \u00f3ticos e eletr\u00f4nicos a base de seda (a fibra produzida por uma larva). A ideia \u00e9 que os aparelhos sirvam para o monitor de sinais vitais, aplicar medica\u00e7\u00e3o em dose e intervalos corretos, fazer testes sangu\u00edneos e fornecer imagens para diagn\u00f3sticos. Depois de tudo isso, quando o material n\u00e3o for mais necess\u00e1rio, ele se desintegra no corpo, sem necessidade de cirurgia para a retirada. Alguns testes j\u00e1 foram feitos e os pesquisadores falam at\u00e9 em fibra \u00f3tica feita de seda. <\/p>\n<p><strong>Anticorpos de dupla a\u00e7\u00e3o <br \/>\n<\/strong>A cientista Germaine Fuh e sua equipe da empresa Genentech desenvolvem um m\u00e9todo para juntar dois compostos ativos de drogas contra o c\u00e2ncer: um combate uma subst\u00e2ncia que acelera o crescimento em alguns tipos de c\u00e2ncer, e o outro bloqueia uma prote\u00edna que estimula a forma\u00e7\u00e3o de vasos sangu\u00edneos para alimentar o tumor. Combinar os dois rem\u00e9dios em uma s\u00f3 mol\u00e9cula pode ajudar a solucionar problemas recorrentes em tratamentos quimioter\u00e1picos. Com o tempo, as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas ficam resistentes a ele por meio de v\u00e1rias muta\u00e7\u00f5es e ainda conseguem driblar o efeito dos rem\u00e9dios. Os m\u00e9dicos, geralmente, misturam v\u00e1rios medicamentos antes que o c\u00e2ncer consiga se aproveitar dessa situa\u00e7\u00e3o. Uma s\u00f3 droga que combaat a doen\u00e7a de v\u00e1rias formas poder\u00e1 simplificar o processo de cura. <\/p>\n<p><strong>Programa\u00e7\u00e3o em nuvem<\/strong> <br \/>\nA computa\u00e7\u00e3o em nuvem j\u00e1 come\u00e7a aparecer com mais frequ\u00eancia. Se fala dela muito sobre a previs\u00e3o de que ela proporcione mais condi\u00e7\u00f5es de processamento e armazenamento. Mas pouco se sabe sobre como a nuvem vai ser usada na programa\u00e7\u00e3o. Com grandes bancos de dados geridos por empresas como Amazon e Google, as possibilidades s\u00e3o grandes. Fazer com que um programa em nuvem acesse em tempo real as informa\u00e7\u00f5es sobre os posts mais vistos no Twitter e selecione an\u00fancios que estejam relacionados a isso, por exemplo, pode trazer grandes mudan\u00e7as na propaganda na web. <\/p>\n<p>Hoje, esse tipo de uso exige desenvolvimento aplica\u00e7\u00f5es complexas dos programadores. O que Joseph Hellerstein, da Universidade da Calif\u00f3rnia, promete fazer \u00e9 simplificar a vida dos programadores. Ele trabalha num software que diminuir\u00e1 o trabalho complicado de rastear informa\u00e7\u00f5es e classificar tudo o que acontece na rede. O programa j\u00e1 tem um nome, Bloom e deve ser lan\u00e7ado ainda em 2010. <\/p>\n<p><b>Autor: Galileu<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Massachusetts Institute of Technology seleciona 10 novos produtos e servi\u00e7os em desenvolvimento que dever\u00e3o mudar nossa vida em breve Todo ano a Technology Review, revista cient\u00edfica publicada pelo respeitado MIT (Massachussets Institute of Technology), faz uma lista de tecnologias emergentes que apresentam solu\u00e7\u00f5es para diversos problemas da humanidade. 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