{"id":17718,"date":"2010-03-15T22:38:16","date_gmt":"2010-03-15T22:38:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=17718"},"modified":"2010-03-15T13:39:13","modified_gmt":"2010-03-15T13:39:13","slug":"publicidade-proporcionava-visao-extravagante-do-futuro-espacial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/03\/15\/publicidade-proporcionava-visao-extravagante-do-futuro-espacial\/","title":{"rendered":"Publicidade proporcionava vis\u00e3o extravagante do futuro espacial"},"content":{"rendered":"<p>Os anos entre 1957 e 1962 foram uma era de ouro da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, bem como de paranoia e entusiasmo em escala c\u00f3smica. O futuro ainda era o futuro, ent\u00e3o, e alguns dentre n\u00f3s sonhavam com fazendas na Lua e foguetes de aletas heroicas decolando de paisagens extraterrestres. J\u00e1 outros se preocupavam com a possibilidade de bases russas na Lua. <\/p>\n<p>Os cientistas estavam debatendo se a explora\u00e7\u00e3o espacial deveria ser realizada por rob\u00f4s ou seres humanos. Sat\u00e9lites e transistores eram emblemas moderninhos de tecnologia do p\u00f3s-guerra, e est\u00e1vamos a ponto de deslindar os segredos do universo e domar o \u00e1tomo (se ele n\u00e3o nos matasse primeiro). <\/p>\n<p>Algumas das mais extravagantes dessas vis\u00f5es de futuro n\u00e3o vinham de romances baratos, mas de empresas que desejavam lustrar suas credenciais tecnol\u00f3gicas e recrutar engenheiros de talento, nos inspiradores dias em que or\u00e7amentos cada vez mais altos para a defesa e a Administra\u00e7\u00e3o Nacional da Aeron\u00e1utica e Espa\u00e7o (Nasa) propiciavam uma corrida do ouro espacial. <\/p>\n<p>Nas p\u00e1ginas de revistas como Aviation Week, Missiles and Rockets e at\u00e9 mesmo Fortune, empresas, algumas das quais famosas e outras hoje obscuras, se envolviam em um duelo de sonhos. Assim, por exemplo, a Republic Aviation, de Farmingdale, Nova York, &#8220;projetista e fabricante do incompar\u00e1vel Thundercraft&#8221;, usou a revista &#8220;Aviation Week and Space Technology&#8221; para um an\u00fancio sobre experi\u00eancias de jardinagem lunar que estava realizando em 1959 para uma futura base da for\u00e7a a\u00e9rea na Lua. <\/p>\n<p>Ou podemos citar a American Bosch Arma, que exibiu na Fortune a sua \u00bfborboleta c\u00f3smica\u00bf, um ve\u00edculo el\u00e9trico carregado por energia solar que poderia transportar passageiros e cargas por todo o Sistema Solar. <\/p>\n<p>A maioria dos americanos jamais viu essas engenhocas ou sua publicidade, mas agora os an\u00fancios foram recolhidos e dissecados por Megan Prelinger, historiadora independente e entusiasta da explora\u00e7\u00e3o espacial, em um novo livro, &#8220;Another Science Fiction: Advertising the Space Race 1957-1962&#8221;, que chegar\u00e1 \u00e0s livrarias em 25 de maio. <\/p>\n<p>Prelinger e seu marido, Rick, s\u00e3o propriet\u00e1rios da Prelinger Library, uma biblioteca privada de pesquisa em San Francisco, cujo acervo enfatiza a hist\u00f3ria da m\u00eddia, tecnologia e paisagismo. <\/p>\n<p>Em mensagem de e-mail, Prelinger diz que cresceu &#8220;sob uma dieta cultural de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e explora\u00e7\u00e3o espacial&#8221;, e que lembran\u00e7as das miss\u00f5es lunares e da s\u00e9rie &#8220;Jornada nas Estrelas&#8221; se misturam em sua mente. &#8220;Como resultado&#8221;, afirma, &#8220;cresci acreditando ser integrante juvenil de uma sociedade tecnologicamente avan\u00e7ada&#8221;. <\/p>\n<p>O livro, ela conta, foi inspirado por uma carta de velhas publica\u00e7\u00f5es que foi adquirida pela biblioteca, incluindo revistas como Aviation Week &amp; Space Technology e Missiles and Rockets. &#8220;Eu n\u00e3o imaginava que a publicidade em suas p\u00e1ginas despertaria minha aten\u00e7\u00e3o, se comparada aos artigos&#8221;, ela escreve na introdu\u00e7\u00e3o do livro. Os an\u00fancios est\u00e3o repletos de energia modernista e de uma iconografia rica, e Prelinger parece se divertir muito ao discorrer sobre os temas associados. <\/p>\n<p>O final da d\u00e9cada de 50 foi a era do chamado &#8220;Organization Man&#8221;. A ilustra\u00e7\u00e3o de capa do livro, extra\u00edda de um an\u00fancio de seguros, mostra um homem de terno cinzento que parece s\u00f3sia perfeito de Dan Draper, o publicit\u00e1rio confuso existencialmente da s\u00e9rie &#8220;Mad Men&#8221;, flutuando com express\u00e3o de susto e admira\u00e7\u00e3o em meio a planetas e estrelas. As montanhas e vales da Lua s\u00e3o repetidamente retratados como se fossem as montanhas, c\u00e2nions e desertos do oeste dos Estados Unidos, o que tornava o programa espacial simplesmente um novo cap\u00edtulo na marcha do progresso americano. <\/p>\n<p>Em uma das ilustra\u00e7\u00f5es, as m\u00e3os de Deus e de Ad\u00e3o, extra\u00eddas dos afrescos de Michelangelo para a Capela Sistina, se transformam em um par de gigantescas luva espaciais que se aproximam para contato. Em outro, a silhueta de uma espa\u00e7onave forma uma cruz. <\/p>\n<p>&#8220;Essas imagens sugerem que a dimens\u00e3o mais ampla daquilo que a humanidade esperava encontrar no espa\u00e7o era a ess\u00eancia mesma do infinito&#8221;, escreve Prelinger. Folhear o livro \u00e9 como um passeio pelas minhas mem\u00f3rias pessoais. <\/p>\n<p>Cresci em Seattle, na \u00e9poca uma cidade industrial dominada pela sua maior empresa, a Boeing. Quase todo mundo trabalhava para a companhia, mais cedo ou mais tarde. O pai do meu melhor amigo ajudou a projetar o foguete Saturn V, que levou os seres humanos \u00e0 Lua. <\/p>\n<p>Depois de conquistar aos trancos e barrancos o meu diploma em F\u00edsica pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), no final dos anos 60, eu tamb\u00e9m trabalhei para a empresa por um ano, jogando uma esp\u00e9cie de guerra espacial &#8211; minha fun\u00e7\u00e3o era disparar bolas de alum\u00ednio em alta velocidade contra estruturas de alum\u00ednio montadas para simular avi\u00f5es ou espa\u00e7onaves, para descobrir que danos eram causados em cada conjunto de circunst\u00e2ncias. <\/p>\n<p>No final do dia, minha mesa de trabalho terminava soterrada sob pilhas de chapas de alum\u00ednio retorcidas e amassadas, e eu tinha de contar o n\u00famero de buracos em cada uma. \u00c9 dif\u00edcil determinar o que deveria causar mais nostalgia, se todos aqueles sonhos infantis de uma \u00f3pera espacial ou se o otimismo de uma era na qual a imagina\u00e7\u00e3o e a tecnologia estavam florescendo e metade dos an\u00fancios terminava com um convite para que o leitor procurasse emprego em uma pr\u00f3spera &#8220;companhia do futuro&#8221;. <\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea deseja avan\u00e7ar profissionalmente, deveria se tornar membro de uma dessas equipes. Escreva aos cuidados de N. M. Pagan&#8221;, diz um an\u00fancio t\u00edpico, publicado pela Martin, hoje parte do grupo Lockheed Martin. N\u00e3o \u00e9 mais o tipo de convite que estejamos acostumados a ouvir. <\/p>\n<p>Na \u00e9poca, qualquer um podia ser her\u00f3i espacial, mesmo que passasse o dia sentado a uma prancheta, em uma baia perdida entre dezenas de baias id\u00eanticas, desenhando antenas ou parafusos autovedantes. E os an\u00fancios, \u00e9 claro, mostravam quase que exclusivamente figuras masculinas. Uma exce\u00e7\u00e3o \u00e9 um an\u00fancio da NCR para uma nova m\u00e1quina eletr\u00f4nica para encaminhar cheques -&#8220;e o que a Post-Tronic faz de modo eletr\u00f4nico, a operadora n\u00e3o pode fazer errado &#8211; simplesmente porque ela n\u00e3o faz coisa alguma!&#8221;, afirma o an\u00fancio, que mostra uma mulher flutuando no espa\u00e7o diante do console de comando de uma m\u00e1quina. <\/p>\n<p>Naturalmente, todos esses an\u00fancios de recrutamento tinham l\u00e1 seus truques, como Prelinger revela. O neg\u00f3cio real de todas essas companhias aerospaciais n\u00e3o era viajar pelo espa\u00e7o, mas sim a produ\u00e7\u00e3o de equipamentos de defesa &#8211; ca\u00e7as, bombardeiros, m\u00edsseis e outros artefatos da guerra fria, e tamb\u00e9m, claro, jatos comerciais de passageiros. Para muitas dessas empresas, o programa espacial mais atrapalhava que ajudava em termos de lucros, e servia como um projeto vistoso, ainda que deficit\u00e1rio, usado para atrair os maiores talentos. <\/p>\n<p>Ocasionalmente, como reporta Prelinger, o lado negro desse trabalho se deixava entrever em an\u00fancios publicados em revistas especializadas, como por exemplo quando a Marquardt, que fabricava pequenos foguetes de controle para sat\u00e9lites, mostrou um sat\u00e9lite espi\u00e3o com a c\u00e2mera apontada para a Terra. <\/p>\n<p>Se a febre espacial come\u00e7ou em 1957 com o Sputnik, por volta de 1962, quando o plano b\u00e1sico para as miss\u00f5es lunares Apollo j\u00e1 estava definido, a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 se havia aclamado e n\u00e3o restava tanto espa\u00e7o para imagina\u00e7\u00e3o descontrolada. Al\u00e9m disso, \u00e0quela altura, o or\u00e7amento da Nasa j\u00e1 tinha deixado de crescer furiosamente a cada ano. <\/p>\n<p>Prelinger afirma que, durante esse per\u00edodo, cerca de meio milh\u00e3o de engenheiros, cientistas, desenhistas t\u00e9cnicos e outros profissionais atenderam ao convite e dedicaram seus talentos \u00e0 nova era, participando de um avan\u00e7o que engordou em mais de um milh\u00e3o de pessoas as fileiras de trabalhadores do setor aerospacial. <\/p>\n<p>Algumas dessas pessoas podem ter acabado da mesma maneira que eu. Quando o grupo de &#8220;mec\u00e2nica de impacto&#8221; foi eliminado devido a um corte de custos, fui transferido ao grupo de &#8220;pesos e medidas&#8221;. Nosso trabalho era estudar as plantas de foguetes e determinar a posi\u00e7\u00e3o e peso de cada parafuso, porca, rebite e qualquer outro item presente em um pequeno propulsor de est\u00e1gio superior que teria por miss\u00e3o colocar em \u00f3rbita uma cara desconhecida. A informa\u00e7\u00e3o era inserida em um programa de computador que calculava o centro de gravidade e outras propriedades din\u00e2micas do pacote de propuls\u00e3o. <\/p>\n<p>Era um trabalho importante, mas imensamente tedioso, e aprendi muito sobre guerras de el\u00e1stico, porque trav\u00e1vamos uma delas quase todas as tardes. <\/p>\n<p>Mas foram homens e mulheres como esses, trabalhando em baias, que salvaram os astronautas da Apollo 13 em 1969, ao descobrir como traz\u00ea-los de volta da Lua vivos, em uma espa\u00e7onave semidestru\u00edda. Depois das miss\u00f5es lunares e do final da guerra fria, muitos desses empregos &#8211; inspiradores ou n\u00e3o &#8211; desapareceram, e o mesmo se aplica a muitas das empresas que os ofereciam. O que n\u00e3o desapareceu, ao longo de todos esses anos e d\u00e9cadas, foi o anseio pelo espa\u00e7o, e a discuss\u00e3o sobre ele. <\/p>\n<p>Continuamos a debater o que a Nasa deveria fazer, em termos de explora\u00e7\u00e3o tripulada do universo, e, em modo coletivo, estamos cada vez mais parecidos com o executivo at\u00f4nito que flutua pelo espa\u00e7o na capa do fascinante livro de Prelinger. \u00c9 uma discuss\u00e3o que durou minha vida inteira. Depois que aqueles an\u00fancios foram publicados, a guerra do Vietn\u00e3 foi decidida, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica desabou e a China ascendeu; e os Estados Unidos inteirinhos deixaram de fumar. Mas nunca encontramos a ess\u00eancia do infinito &#8211; pelo menos n\u00e3o at\u00e9 agora. <\/p>\n<p><b>Autor: Terra<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os anos entre 1957 e 1962 foram uma era de ouro da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, bem como de paranoia e entusiasmo em escala c\u00f3smica. 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