{"id":17438,"date":"2010-01-26T22:34:07","date_gmt":"2010-01-26T22:34:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=17438"},"modified":"2010-01-26T14:44:35","modified_gmt":"2010-01-26T14:44:35","slug":"rotina-desastrosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/26\/rotina-desastrosa\/","title":{"rendered":"Rotina desastrosa"},"content":{"rendered":"<p>A cada ano, em per\u00edodos de chuvas mais intensas, repetem-se pelo Brasil as cenas de trag\u00e9dias provocadas por enchentes e deslizamentos de terra. Esses desastres peri\u00f3dicos s\u00e3o, muitas vezes, indevidamente atribu\u00eddos apenas \u00e0 intensidade dos fen\u00f4menos naturais. No entanto, na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), um grupo de especialistas no tema adota uma perspectiva mais cr\u00edtica: os desastres s\u00e3o recorrentes no pa\u00eds por falta de uma cultura de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o civil. <\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das principais conclus\u00f5es do livro Sociologia dos Desastres: constru\u00e7\u00e3o, interfaces e perspectivas no Brasil, lan\u00e7ado pelo N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres (Neped), do Departamento de Sociologia da UFSCar. A obra \u00e9 fruto dos estudos realizados no n\u00facleo desde 2003 e re\u00fane artigos de 12 especialistas diferentes. <\/p>\n<p>Organizado pela coordenadora do Neped, Norma Val\u00eancio, e pelos pesquisadores Mariana Siena, Victor Marchezini e Juliano Costa Gon\u00e7alves, o livro tem o objetivo de contribuir para o aperfei\u00e7oamento do Sistema Nacional de Defesa Civil. <\/p>\n<p>De acordo com Mariana, o foco do grupo \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre desastres, direitos humanos, defesa civil e dimens\u00f5es pol\u00edticas e institucionais. \u201cEstudamos tamb\u00e9m as dimens\u00f5es psicossociais dessa associa\u00e7\u00e3o. Para isso, trabalhamos com entrevistas in loco, por exemplo, com moradores que perdem suas casas em desastres\u201d, disse Mariana \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP. <\/p>\n<p>Sob a orienta\u00e7\u00e3o de Norma, a pesquisadora desenvolve atualmente, com aux\u00edlio da FAPESP, um estudo de doutorado com o tema \u201cVulnerabilidade diante dos eventos extremos relacionados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas: uma an\u00e1lise sociol\u00f3gica do discurso e pr\u00e1tica da assist\u00eancia social em cen\u00e1rio de desastre associado \u00e0s chuvas\u201d. <\/p>\n<p>Segundo Mariana, praticamente todos os estudos realizados pelo Neped convergem para a constata\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1, no Brasil, uma cultura relacionada \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o civil em rela\u00e7\u00e3o a desastres. De acordo com a pesquisadora, o caso dos desastres ocorridos recentemente em Angra dos Reis (RJ) \u00e9 um exemplo atual de uma constata\u00e7\u00e3o feita pelos especialistas no livro: os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos t\u00eam dificuldades para reagir aos desastres. <\/p>\n<p>&#8220;Se houvesse preven\u00e7\u00e3o, a espacializa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o geraria desastres. Se h\u00e1 fatores que caracterizam amea\u00e7a, \u00e9 preciso preparar a popula\u00e7\u00e3o. E, ap\u00f3s o resgate, \u00e9 preciso buscar maneiras de reabilitar a popula\u00e7\u00e3o imediatamente e fazer uma reconstru\u00e7\u00e3o resiliente&#8221;, disse. <\/p>\n<p>A inefici\u00eancia do sistema de defesa civil, segundo Mariana, n\u00e3o se resume \u00e0 incapacidade de resposta imediata. Ela \u00e9 percebida especialmente no trabalho de preven\u00e7\u00e3o quase inexistente. \u201cA falta de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 generalizada e o ente p\u00fablico est\u00e1 sistematicamente ausente. As li\u00e7\u00f5es aprendidas com as falhas na preven\u00e7\u00e3o quase nunca s\u00e3o incorporadas\u201d, afirmou Mariana. <\/p>\n<p>Sempre os mesmos <\/p>\n<p>Cerca de 25% dos munic\u00edpios brasileiros s\u00e3o afetados por desastres relacionados a chuvas e seca a cada ano, de acordo com dados levantados pela equipe do Neped. Segundo Mariana, os estudos feitos pelo grupo mostram que, nos \u00faltimos sete anos, a exist\u00eancia de desastres \u00e9 verificada nos mesmos estados e munic\u00edpios. <\/p>\n<p>\u201cEntre 2003 e 2007, observamos em estudos de caso que os mesmos locais e as mesmas fam\u00edlias haviam sido atingidas diversas vezes. Tudo se repete periodicamente, com as mesmas caracter\u00edsticas e os mesmos preju\u00edzos. E eventualmente em situa\u00e7\u00e3o pior, j\u00e1 que pessoas que mal tiveram tempo para se recuperar s\u00e3o atingidas novamente\u201d, afirmou. <\/p>\n<p>De acordo com Mariana, h\u00e1 uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre desigualdade social e exposi\u00e7\u00e3o ao risco. \u201cOs fen\u00f4menos naturais, ainda que extremos, n\u00e3o s\u00e3o desastres. Entendemos por desastre uma combina\u00e7\u00e3o da amea\u00e7a natural com a alta vulnerabilidade. \u00c9 o que temos visto no caso dos terremotos no Haiti. O pa\u00eds tem grande vulnerabilidade econ\u00f4mica, social e institucional dos mais diversos matizes. Quando ocorre um terremoto, nesse caso temos de fato um desastre\u201d, explicou. <\/p>\n<p>Os estudos constataram, segundo Mariana, que o processo de vulnerabilidade est\u00e1 relacionado \u00e0 indiferen\u00e7a social em rela\u00e7\u00e3o ao direito de territorializa\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es empobrecidas. \u201c\u00c9 essa indiferen\u00e7a e o descomprometimento dos \u00f3rg\u00e3os de defesa civil que tornam essas pessoas v\u00edtimas f\u00e1ceis dos impactos dos desastres naturais\u201d, disse. <\/p>\n<p>Embora a vulnerabilidade tenha um componente inequ\u00edvoco ligado \u00e0 pobreza, a parte mais rica da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 afetada por desastres, de acordo com Mariana. \u201cTodos s\u00e3o atingidos. Mas quem tem mais poder aquisitivo disp\u00f5e tamb\u00e9m de mais facilidade para suplantar essas adversidades, reconstruir o que foi destru\u00eddo e garantir a preven\u00e7\u00e3o para que o desastre n\u00e3o se repita\u201d, afirmou. <\/p>\n<p>Os pesquisadores do Neped, segundo Mariana, realizaram nos \u00faltimos anos estudos dedicados aos diferentes grupos sociais que apresentam vulnerabilidade aos desastres. \u201cEsses grupos s\u00e3o submetidos a um expressivo sofrimento social em situa\u00e7\u00f5es de desastre. Na maioria dos casos, essas vulnerabilidades se combinam com pol\u00edticas sociais prec\u00e1rias. Estudamos como os desastres afetam as popula\u00e7\u00f5es de baixa renda, mulheres, idosos e crian\u00e7as, por exemplo\u201d, declarou. <\/p>\n<p>Atualmente, o grupo se dedica a estudar tamb\u00e9m a vulnerabilidade a eventos extremos associados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. \u201cO nosso n\u00facleo tem hoje 18 profissionais de diversas \u00e1reas, sendo que a maior parte vem da sociologia\u201d, disse a pesquisadora. <\/p>\n<p>O livro, segundo a pesquisadora, est\u00e1 dividido em quatro se\u00e7\u00f5es. A primeira trata de pol\u00edticas institucionais da defesa civil, a segunda aborda as dimens\u00f5es sociais da vulnerabilidade e a terceira discute o tema \u201cEduca\u00e7\u00e3o para redu\u00e7\u00e3o de desastres\u201d. <\/p>\n<p>A \u00faltima se\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica que trata de estudos feitos fora do Brasil, abordando as pesquisas feitas por Norma Val\u00eancio na \u00c1frica, nas quais avaliou os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre pa\u00edses do continente. \u201cEssa se\u00e7\u00e3o faz uma reflex\u00e3o sobre a contribui\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias humanas para pensar o sofrimento social no continente africano\u201d, disse Mariana.\u00a0<\/p>\n<p>\u2022Sociologia dos Desastres: constru\u00e7\u00e3o, interfaces e perspectivas no Brasil\u00a0<\/p>\n<p>Autor: Norma Val\u00eancio e outros <br \/>\nLan\u00e7amento: 2010 <br \/>\nPre\u00e7o: Distribui\u00e7\u00e3o gratuita <br \/>\nP\u00e1ginas: 268\u00a0<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/desastres@terra.com.br \">http:\/\/desastres@terra.com.br <\/a><\/p>\n<p><b>Autor: Ag\u00eancia Fapesp<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada ano, em per\u00edodos de chuvas mais intensas, repetem-se pelo Brasil as cenas de trag\u00e9dias provocadas por enchentes e deslizamentos de terra. 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