{"id":17344,"date":"2010-01-08T22:32:41","date_gmt":"2010-01-08T22:32:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=17344"},"modified":"2010-01-08T09:42:28","modified_gmt":"2010-01-08T09:42:28","slug":"biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/","title":{"rendered":"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em &#8220;Gaia: Alerta Final&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Energia e\u00f3lica, biocombust\u00edveis e outras tecnologias &#8220;verdes&#8221; parecem ser alguns dos melhores investimentos para minimizar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e ajudar a deter o aquecimento global, certo? N\u00e3o para um dos ambientalistas mais respeitados do mundo, James Lovelock. <\/p>\n<p>Conhecido internacionalmente por ser o autor da chamada hip\u00f3tese Gaia &#8211;que, resumidamente, considera o planeta Terra como sendo um superorganismo&#8211;, Lovelock afirma em seu livro &#8220;Gaia: Alerta Final&#8221; que algumas destas tecnologias n\u00e3o passam de &#8220;um elaborado embuste criado pelo interesse de algumas na\u00e7\u00f5es cujas economias se enriquecem a curto prazo pela venda de turbinas e\u00f3licas, usinas de biocombust\u00edvel e outros equipamentos energ\u00e9ticos supostamente verdes&#8221;. <\/p>\n<p><strong>Leia a seguir um trecho do cap\u00edtulo citado de &#8220;Gaia: Alerta Final&#8221; : <br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>* <br \/>\nCap\u00edtulo 1<\/strong> <\/p>\n<p>A jornada no espa\u00e7o e no tempo <\/p>\n<p>[&#8230;] No Reino Unido, sobrou pouca terra para cultivo e para nos alimentar, mas n\u00f3s e os refugiados poderemos, de qualquer forma, n\u00e3o ser capazes de o fazer, porque a maioria absoluta de n\u00f3s \u00e9 urbana, e praticamente ignora a vida al\u00e9m da cidade, n\u00e3o entendendo que todas as nossas vidas dependem dele. As vis\u00f5es t\u00e3o \u00edntegras e bem-intencionadas da Uni\u00e3o Europeia para &#8220;salvar o planeta&#8221; e promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel com o uso apenas de energia &#8220;natural&#8221; poderiam ter funcionado em 1800, quando havia apenas um bilh\u00e3o de seres humanos no mundo, mas agora n\u00e3o podemos nos dar a esse luxo. De fato, \u00e0 sua pr\u00f3pria maneira, a ideologia verde que agora parece inspirar o norte da Europa e os Estados Unidos poder\u00e1, afinal, ser t\u00e3o prejudicial ao meio ambiente real quanto o foram as ideologias humanistas anteriores. Se o governo do Reino Unido persistir em for\u00e7ar os esquemas dispendiosos e nada pr\u00e1ticos da energia renov\u00e1vel, em breve descobriremos que quase tudo o que resta da nossa regi\u00e3o rural ser\u00e1 usado para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel, geradores de biog\u00e1s e parques e\u00f3licos de escala industrial &#8211; tudo isto no exato momento em que precisaremos de todo o campo existente para o cultivo de alimentos. N\u00e3o se sinta culpado por optar por essa bobagem: um exame mais profundo revela que ela \u00e9 um elaborado embuste criado pelo interesse de algumas na\u00e7\u00f5es cujas economias se enriquecem a curto prazo pela venda de turbinas e\u00f3licas, usinas de biocombust\u00edvel e outros equipamentos energ\u00e9ticos supostamente verdes. N\u00e3o acredite por um momento sequer na conversa de vendedor de que isso salvar\u00e1 o planeta. A conversa mole dos vendedores tem a ver com o mundo que eles conhecem, o mundo urbano. A Terra real n\u00e3o precisa ser salva. P\u00f4de, ainda pode e sempre ser\u00e1 capaz de se salvar, e agora est\u00e1 come\u00e7ando a faz\u00ea-lo, mudando para um estado bem menos favor\u00e1vel a n\u00f3s e outros animais. O que as pessoas querem dizer com o apelo \u00e9 &#8220;salvar o planeta como o conhecemos&#8221;, e isso agora \u00e9 imposs\u00edvel. <br \/>\nAcho improv\u00e1vel que um dano grave possa decorrer do uso em pequena escala de biocombust\u00edveis produzidos a partir de res\u00edduos agr\u00edcolas, \u00f3leo de cozinha reciclado ou uma modesta colheita de algas oce\u00e2nicas. Entretanto, os cultivos de cana-de-a\u00e7\u00facar, beterraba, milho, colza e outras plantas unicamente para a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel \u00e9 quase certamente o ato mais danoso de todos. O problema com a esp\u00e9cie humana \u00e9 que, como disse William James, &#8220;o homem nunca tem o bastante sem ter em demasia&#8221;. Uma vez que o combust\u00edvel seja utilizado para manter nossos carros e caminh\u00f5es em movimento, tentaremos cultiv\u00e1-lo globalmente,com consequ\u00eancias estarrecedoras. Para ter uma ideia da escala j\u00e1 envolvida, consideremos a legisla\u00e7\u00e3o sobre energia promulgada em 2007 nos Estados Unidos, que prev\u00ea cerca de 170 bilh\u00f5es de d\u00f3lares para refinarias de biocombust\u00edvel e infraestrutura. Brent Erikson, da Organiza\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Biotecnologia, disse que &#8220;estamos no ponto onde est\u00e1vamos nos anos 1850, quando o querosene foi destilado pela primeira vez&#8221;, e tamb\u00e9m que a nova lei exige a produ\u00e7\u00e3o de 3,8 bilh\u00f5es de litros de combust\u00edvel etanol obtidos de gr\u00e3o de milho at\u00e9 2022. Fica evidente pelas declara\u00e7\u00f5es de Erikson, pelo que est\u00e1 acontecendo agora no Brasil e pelas inten\u00e7\u00f5es dos europeus, que os biocombust\u00edveis n\u00e3o s\u00e3o uma ind\u00fastria artesanal in\u00f3cua qualquer: s\u00e3o grandes empreendimentos, como de h\u00e1bito. Quanto tempo levar\u00e1 at\u00e9 nos tornarmos dependentes de biocombust\u00edvel para mover nossos carros e caminh\u00f5es? <\/p>\n<p>Os Estados Unidos entendem a amea\u00e7a do aquecimento global? Poucos duvidariam de que, no presente momento, os Estados Unidos sejam a na\u00e7\u00e3o mais destacada em termos de ci\u00eancia e inven\u00e7\u00e3o &#8211; e n\u00e3o h\u00e1 maior prova disso que o computador que est\u00e1 sobre todas as nossas mesas e que, no m\u00ednimo, realiza o trabalho outrora feito por um datil\u00f3grafo. Os Estados Unidos tiveram um papel importante em sua evolu\u00e7\u00e3o. Como se n\u00e3o bastasse, temos os pousos na Lua, a explora\u00e7\u00e3o de Marte e as frotas de sat\u00e9lites assombrosamente complexos, desde o telesc\u00f3pio Hubble at\u00e9 aqueles que lhe informam exatamente onde voc\u00ea se encontra em qualquer lugar do mundo. Tudo isso e muito mais \u00e9 um tributo ao know-how americano e sua atitude din\u00e2mica. Mesmo a teoria de Gaia foi descoberta no f\u00e9rtil ambiente do Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato da Calif\u00f3rnia, e o \u00fanico bi\u00f3logo que a entendeu e continuou a desenvolv\u00ea-la foi a destacada cientista americana Lynn Margulis. Obviamente, avan\u00e7os em ci\u00eancia e tecnologia emergiram na Europa na Idade M\u00e9dia e seu centro de excel\u00eancia se moveu entre as na\u00e7\u00f5es. Em tecnologia e teoria computacionais, Babbage, Ada Lovelace e o mais tr\u00e1gico entre os homens, Alan Turing, fizeram, todos, o trabalho de base aqui, no Reino Unido. Turing foi aquele que, com seu grupo, construiu o primeiro aparelho computacional s\u00e9rio e o utilizou para decifrar o c\u00f3digo inquebr\u00e1vel dos nossos inimigos de tempo de guerra. Mas isso foi naquela \u00e9poca. Agora, os Estados Unidos s\u00e3o o centro da ci\u00eancia. <\/p>\n<p>Fa\u00e7o este elogio solene aos Estados Unidos da Am\u00e9rica por estar perplexo: apesar de sua excel\u00eancia cient\u00edfica, eles, entre todas as na\u00e7\u00f5es, foram os mais lentos em perceber a amea\u00e7a do aquecimento global. Duvido que essa ignor\u00e2ncia inesperada tenha alguma liga\u00e7\u00e3o com o fato de o uso per capita americano de combust\u00edvel f\u00f3ssil, uma fonte de dano clim\u00e1tico, ser maior que em qualquer outro lugar. Considero-a mais uma consequ\u00eancia de a maioria dos cientistas americanos, \u00e0 sua maneira francamente bem-sucedida e reducionista, considerar a Terra algo que eles poderiam melhorar ou controlar; parece que eles a veem como nada mais que uma bola de rocha umedecida pelos oceanos e situada dentro de uma t\u00eanue esfera de ar. At\u00e9 parece que consideram Marte um planeta a ser desenvolvido quando a Terra n\u00e3o for mais habit\u00e1vel. N\u00e3o veem a Terra como um planeta vivo que regula a si pr\u00f3prio. <\/p>\n<p>Eles n\u00e3o enxergam isso porque a Terra foi colonizada pela vida h\u00e1 pelo menos 3,5 bilh\u00f5es de anos, sendo sua temperatura e a composi\u00e7\u00e3o de sua superf\u00edcie definidas pelas prefer\u00eancias de quaisquer que tenham sido os organismos que formavam a biosfera. Isso foi verdadeiro no frio das eras glaciais, \u00e9 verdadeiro agora e ser\u00e1 verdadeiro no calor da era escaldante que em breve vir\u00e1. \u00c9 claro que a f\u00edsica e a qu\u00edmica do ar s\u00e3o importantes para compreender o clima, mas o gerente dos climas \u00e9 e sempre foi Gaia, o sistema Terra do qual faz parte a biosfera. O erro desastroso da ci\u00eancia do s\u00e9culo XX foi partir do pressuposto de que tudo que precisamos saber sobre o clima pode se originar da cria\u00e7\u00e3o de um modelo f\u00edsico e qu\u00edmico do ar nos computadores cada vez mais potentes e, ent\u00e3o, supor que a biosfera simplesmente reage passivamente \u00e0 mudan\u00e7a, em vez de perceber que ela est\u00e1 ao volante. Por termos reconhecido a lideran\u00e7a dos Estados Unidos na ci\u00eancia, a maior parte do mundo aceitou que sua concep\u00e7\u00e3o equivocada fosse verdadeira. Quase tarde demais, os cientistas mais importantes do mundo inteiro est\u00e3o percebendo que observa\u00e7\u00f5es e medi\u00e7\u00f5es reais refutam a concep\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX, que v\u00ea a Terra como um recurso passivo. Pode ser boa o bastante para as previs\u00f5es do tempo, mas n\u00e3o para prever o clima das d\u00e9cadas que est\u00e3o por vir. <\/p>\n<p>A qualidade dos cientistas profissionais individuais nos Estados Unidos \u00e9 inigual\u00e1vel e s\u00e3o eles que est\u00e3o observando com exatid\u00e3o o ambiente global: os nomes de Ralph Keeling e Susan Solomon v\u00eam imediatamente \u00e0 minha mente, mas existem muitos outros no mesmo n\u00edvel na Nasa, na Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica (NOAA, National Oceanic and Atmospheric Administration) e nos departamentos cient\u00edficos universit\u00e1rios. Os Estados Unidos tamb\u00e9m se redimem por meio das vigorosas mensagens de Al Gore, Jim Hansen e Steve Schneider. Suas palavras nos tornam todos cientes de qu\u00e3o s\u00e9rio \u00e9 o aquecimento global, mas, com exce\u00e7\u00e3o de E. O. Wilson, Stephen Schneider, Robert Charlson e outros poucos geocientistas, a maioria absoluta se retrair\u00e1 diante do dif\u00edcil conceito de uma Terra viva. Nossas respostas e a\u00e7\u00f5es corretas para prevenir o pior- ou, mais provavelmente, escapar dele &#8211; ainda exigem que a ci\u00eancia abrace esse conceito e abandone as ideias est\u00e9reis da corrente dominante das ci\u00eancias da Terra e da vida. Uma mudan\u00e7a de vis\u00e3o est\u00e1 surgindo nos Estados Unidos e poder\u00e1 restabelecer sua lideran\u00e7a nessa parte vital da ci\u00eancia. <\/p>\n<p>Talvez os cientistas devessem ser recrutados para servir, como foi feito na Segunda Guerra Mundial e com isso n\u00e3o quero dizer algo que lembre apenas o Projeto Manhattan. No Reino Unido, houve uma mudan\u00e7a tect\u00f4nica nas atitudes de cientistas durante a Segunda Guerra Mundial. Bem me lembro de ser entrevistado para meu primeiro emprego como um rec\u00e9m-graduado em junho de 1941 no Instituto Nacional de Pesquisas M\u00e9dicas (National Institute for Medical Research), na \u00e9poca em Hampstead. O entrevistador era o diretor do instituto, Sir Henry Dale; era tamb\u00e9m presidente da Royal Society e ganhador do Pr\u00eamio Nobel. Era um homem gentil e de intelig\u00eancia fenomenal, com modos bem diretos. Algumas das primeiras palavras que ele me disse foram: &#8220;Deixe de lado todos os pensamentos de fazer ci\u00eancia aqui &#8211; a ci\u00eancia est\u00e1 suspensa enquanto durar a guerra; tudo que temos a oferecer s\u00e3o problemas ad hoc que precisam ser resolvidos hoje ou, melhor, ontem.&#8221; Ele ent\u00e3o acrescentou: &#8220;Depois da guerra, voltaremos \u00e0 ci\u00eancia real, e a espera ter\u00e1 valido a pena.&#8221; Obviamente, Sir Henry estava errado. A guerra foi um campo f\u00e9rtil para a ci\u00eancia real quando a lenta e corriqueira pesquisa dos tempos de paz foi colocada de lado. Achei a ci\u00eancia em tempo de guerra apaixonante e estimulante, e quando a paz chegou fiquei consternado com o retorno da busca de engrandecimento pessoal e da perda do senso de deslumbramento que tanto desfigura a ci\u00eancia moderna. Lembremos que a penicilina foi inicialmente desenvolvida durante a guerra e todo o conceito de antibi\u00f3ticos nasceu ali. Lembremos tamb\u00e9m, ao usarmos o micro-ondas, que o magn\u00e9tron em seu centro foi inventado por Boot e Randal na d\u00e9cada de 1940 para melhorar o radar em tempo de guerra. A pesquisa de radar levou diretamente \u00e0 radioastronomia e uma nova compreens\u00e3o do universo. Na Alemanha, as press\u00f5es para inven\u00e7\u00e3o em tempo de guerra levaram von Braun a desenvolver os foguetes que foram a base da ci\u00eancia espacial, que agora nos permite aceitar com naturalidade os sat\u00e9lites que orbitam a Terra e considerar a explora\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria por ve\u00edculos rob\u00f3ticos um luxo ao nosso alcance. <\/p>\n<p>Pol\u00edticos do mundo desenvolvido reconhecem a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, mas suas pol\u00edticas ainda est\u00e3o no s\u00e9culo XX, fundamentadas nos conselhos de lobistas dos ambientalistas e daqueles da comunidade empresarial, que enxergam um enorme lucro no curto prazo vindo de planos energ\u00e9ticos subsidiados. Eles raramente parecem agir sob as recomenda\u00e7\u00f5es de seus consultores cient\u00edficos. Em Bali, l\u00edderes pol\u00edticos acordaram em cortar as emiss\u00f5es de carbono em 60% at\u00e9 2050. De onde \u00e9 que eles tiraram a ideia de que poderiam fazer uma pol\u00edtica para um mundo com mais de quarenta anos de anteced\u00eancia? \u00c9 improv\u00e1vel que pol\u00edticas baseadas em extrapola\u00e7\u00e3o injustific\u00e1vel e dogmas ambientais evitem a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, e n\u00e3o dever\u00edamos sequer tentar implement\u00e1-las. Em vez disso, nossos l\u00edderes deveriam se concentrar imediatamente na sustenta\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias na\u00e7\u00f5es como um habitat vi\u00e1vel; poderiam ser inspirados a faz\u00ea-lo n\u00e3o apenas por causa de um interesse nacional ego\u00edsta, mas como capit\u00e3es dos botes salva-vidas que suas na\u00e7\u00f5es poderiam vir a ser. No in\u00edcio de 2008, o governo do Reino Unido finalmente anunciou um programa para a constru\u00e7\u00e3o de novas centrais energ\u00e9ticas nucleares. Certamente espero que essa n\u00e3o seja outra das falsas promessas que caracterizaram tantas das eloquentes declara\u00e7\u00f5es do governo Blair. Energia nuclear \u00e9, de longe, o meio mais efetivo de reduzir a emiss\u00e3o de di\u00f3xido de carbono, mas n\u00e3o \u00e9 esse o motivo mais importante para que rivalizemos com a Fran\u00e7a e passemos a produzir eletricidade a partir de ur\u00e2nio. O importante \u00e9 que as cidades exigem um fornecimento constante e econ\u00f4mico de eletricidade que at\u00e9 recentemente veio do carv\u00e3o e do g\u00e1s, mas esses recursos est\u00e3o agora em decl\u00ednio e n\u00e3o deixam nenhuma alternativa al\u00e9m da energia nuclear. As megacidades que est\u00e3o come\u00e7ando a emergir demandar\u00e3o enormes fluxos de eletricidade e somente uma vigorosa e r\u00e1pida expans\u00e3o da energia nuclear poder\u00e1 satisfaz\u00ea-los num futuro pr\u00f3ximo. Essa necessidade se intensifica por termos pouca terra para cultivar alimentos &#8211; e a agricultura intensiva exige energia abundante. Com o esgotamento do petr\u00f3leo, precisaremos sintetizar combust\u00edvel para a maquinaria m\u00f3vel de constru\u00e7\u00e3o, transporte e agricultura. N\u00e3o \u00e9 algo dif\u00edcil de fazer a partir do carv\u00e3o ou da energia nuclear, mas precisamos come\u00e7ar a nos preparar para isso agora. Poderemos at\u00e9 ter de considerar a s\u00edntese direta de alimento a partir de di\u00f3xido de carbono, nitrog\u00eanio, \u00e1gua e cultura de c\u00e9lulas. <\/p>\n<p>Haver\u00e1 um dil\u00favio de desinforma\u00e7\u00e3o antienergia nuclear por parte das empresas de energia cuja lucratividade ser\u00e1 amea\u00e7ada e at\u00e9 de na\u00e7\u00f5es que ver\u00e3o seu poder e influ\u00eancia diminu\u00eddos. N\u00e3o acredite em mentiras como aquela que diz que a constru\u00e7\u00e3o de uma nova fonte de energia nuclear leva de dez a quinze anos. Os franceses precisam de menos de cinco anos para tal e n\u00e3o h\u00e1 nenhum motivo pelo qual dever\u00edamos levar mais, se evitarmos o tempo excessivo gasto nas ag\u00eancias de planejamento, nas salas de tribunal e em audi\u00eancias p\u00fablicas. Espero que o movimento verde e seus advogados n\u00e3o mantenham a equivocada oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 energia nuclear. Boa parte dessa oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 irracional e fundamentada numa concatena\u00e7\u00e3o insustent\u00e1vel de erros e desinforma\u00e7\u00f5es amplificada pela m\u00eddia. Seria bom se jornalistas e editores moderassem o desejo de contar uma hist\u00f3ria apavorante com a realidade de que, sem um amplo suprimento de energia nuclear, a vida em nossas ilhas poder\u00e1, em uma ou duas d\u00e9cadas, declinar a um estado de escassez. Por terem colocado a humanidade em primeiro lugar, e negligenciado Gaia, s\u00e3o muitos os verdes que plantaram as sementes de sua pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o e, se persistirem, tamb\u00e9m a nossa; para mitigar o erro, eles poderiam desistir da t\u00e1tica que tem como fim retardar a energia nuclear. Mais importante, eles estariam ent\u00e3o ajudando a impulsionar o bote salva-vidas e n\u00e3o sabotando, como agora, o motor. <\/p>\n<p>\u00c9 absurdo pensar que n\u00f3s, no Reino Unido, podemos alterar a resposta da Terra a nosso favor pelo uso de energia e\u00f3lica ou voltaica solar. Um parque e\u00f3lico de vinte turbinas de 1 megawatt exige mais de 10 mil toneladas de concreto. Seriam necess\u00e1rios duzentos desses parques e\u00f3licos cobrindo uma \u00e1rea do tamanho do Parque Nacional de Dartmoor, que tem cerca de 950 quil\u00f4metros quadrados, para se equiparar ao rendimento constante de energia de uma \u00fanica central energ\u00e9tica nuclear ou de carv\u00e3o. Mais absurdo ainda: seria necess\u00e1rio construir uma central energ\u00e9tica nuclear ou de carv\u00e3o totalmente funcional para cada um desses monstruosos parques e\u00f3licos a fim de alimentar as turbinas durante 75% do tempo em que o vento fosse demasiado alto ou baixo. Como se isso n\u00e3o bastasse para condenar a energia e\u00f3lica, a constru\u00e7\u00e3o de um parque e\u00f3lico de 1 gigawatt usaria uma quantidade de concreto de 2 milh\u00f5es de toneladas, suficiente para construir uma cidade para 100 mil pessoas viverem em 30 mil lares; a fabrica\u00e7\u00e3o e o emprego dessa quantidade de concreto lan\u00e7ariam cerca de 1 milh\u00e3o de toneladas de di\u00f3xido de carbono no ar. Para sobrevivermos como na\u00e7\u00e3o civilizada, nossas cidades precisam de um abastecimento seguro, garantido e constante de eletricidade que somente o carv\u00e3o, o g\u00e1s ou a energia nuclear podem proporcionar. E somente com a energia nuclear poderemos ter a garantia de um suprimento constante de combust\u00edvel. J\u00e1 vimos qu\u00e3o vulner\u00e1veis s\u00e3o os suprimentos de g\u00e1s com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 duradoura integridade dos dutos, talvez de 1,6 mil quil\u00f4metros de comprimento, e \u00e0 agressiva pol\u00edtica dos autocratas. O carv\u00e3o \u00e9 caro no Reino Unido e as importa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o garantidas. Parques e\u00f3licos s\u00e3o absolutamente inadequados para o Reino Unido como fonte de energia e, como j\u00e1 sugeri, pouco podem fazer para impedir o aquecimento global, mesmo quando usados numa escala global; al\u00e9m disso, a experi\u00eancia na Europa Ocidental mostra que s\u00e3o fontes dispendiosas e ineficazes de eletricidade. Voc\u00ea em breve descobrir\u00e1 isso quando as contas e impostos sobre eletricidade aumentarem para pagar a energia renov\u00e1vel de que n\u00e3o precisamos. Seu dinheiro prover\u00e1 os lucros f\u00e1ceis a ser sacados do escoadouro dos subs\u00eddios. Essas contas nos s\u00e3o impostas para que pol\u00edticos possam parecer verdes e bons, e algumas na\u00e7\u00f5es europeias enrique\u00e7am. N\u00e3o fazem nada pela Terra e s\u00f3 contribuir\u00e3o para aumentar o estresse de nossa ilha-na\u00e7\u00e3o e, talvez, lev\u00e1-la ao colapso final. <\/p>\n<p>A resposta mais frequente dos meus amigos verdes \u00e0 inflex\u00edvel mensagem do meu \u00faltimo livro foi: &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o pode dizer coisas assim. N\u00e3o deixa espa\u00e7o para nenhuma esperan\u00e7a.&#8221; Parece ter sido uma boa cr\u00edtica, que ajudou a esclarecer minha mente e me permitiu entender por que dizem que mensageiros t\u00eam vida curta. Percebi que tinha dito muito sobre a cat\u00e1strofe iminente, mas quase nada sobre como poder\u00edamos tentar garantir nossa presen\u00e7a duradoura na Terra, dando aos nossos descendentes uma chance no mundo quente que em breve poder\u00e1 chegar. Somos a elite inteligente entre a vida animal na Terra e, quaisquer que sejam nossos erros, Gaia precisa de n\u00f3s. <\/p>\n<p>Essa declara\u00e7\u00e3o pode parecer estranha depois de tudo que eu disse sobre o modo como os seres humanos do s\u00e9culo XX tornaram-se quase um organismo patol\u00f3gico planet\u00e1rio. Mas Gaia levou 3,5 bilh\u00f5es de anos para desenvolver um animal capaz de pensar e comunicar os pr\u00f3prios pensamentos. Se formos extintos, ela ter\u00e1 poucas chances de desenvolver outro. Aprofundarei esse pensamento mais adiante. <\/p>\n<p>Quando sou advertido de que meu pessimismo desestimula aqueles que melhorariam sua pegada de carbono ou fariam bons trabalhos como plantar \u00e1rvores, lamento que eu considere que tais tentativas s\u00e3o, na melhor das hip\u00f3teses, bobagem rom\u00e2ntica, ou, na pior, hipocrisia. Hoje existem ag\u00eancias que permitem que os passageiros a\u00e9reos plantem \u00e1rvores para compensar o di\u00f3xido de carbono que seu avi\u00e3o adiciona ao ar sobrecarregado. T\u00eam a mesma fun\u00e7\u00e3o das indulg\u00eancias outrora vendidas pela Igreja Cat\u00f3lica aos pecadores ricos para compensar o tempo que de outra forma passariam no purgat\u00f3rio. Trinta anos atr\u00e1s, fui insensato e plantei 20 mil \u00e1rvores, na esperan\u00e7a de restituir \u00e0 natureza a propriedade rural que tinha comprado. Percebo agora que foi um erro: deveria ter deixado a terra intocada e permitido que emergisse um ecossistema, uma floresta natural, repleta de vida biodiversa e abundante, no pr\u00f3prio ritmo de Gaia. Em vez de uma mera planta\u00e7\u00e3o, uma floresta assim poderia evoluir, ou morrer se preciso, \u00e0 medida que o clima mudasse. Plantar uma \u00e1rvore n\u00e3o produz um ecossistema da mesma forma que colocar um f\u00edgado numa jarra com sangue e nutrientes n\u00e3o produz um homem. <\/p>\n<p>Espero que o \u00f3timo livro Os senhores do clima, de Tim Flannery, e meu \u00faltimo livro, A vingan\u00e7a de Gaia, tenham alcan\u00e7ado parte de seu prop\u00f3sito. Ambos pretenderam funcionar como alertas, como aquele grito ouvido no passado pelos donos de pub: &#8220;\u00daltimos pedidos. Est\u00e1 na hora, cavalheiros!&#8221; &#8211; um aviso de que, em breve, as portas se fechariam e que poder\u00edamos ser lan\u00e7ados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do lado de fora. Espero que um n\u00famero suficiente de n\u00f3s esteja agora ciente de que o mundo exuberante e confort\u00e1vel que conhecemos no passado foi embora para sempre. Mas temo que continuamos a sonhar e, em vez de despertar, inserimos o som do despertador dentro de nossos sonhos. <\/p>\n<p>Talvez, por sermos t\u00e3o adapt\u00e1veis, n\u00e3o estejamos cientes da velocidade com que o mundo est\u00e1 mudando. Se a temperatura m\u00e9dia no Reino Unido em janeiro for 7\u00b0C, temos a sensa\u00e7\u00e3o de frio a maior parte do tempo e nos agasalhamos nas manh\u00e3s geladas quando sopra um deprimente vento noroeste. Resmungamos: onde est\u00e1 o aquecimento global agora? No ver\u00e3o, a m\u00e9dia \u00e9 de 20\u00b0C em julho e desfrutamos uma semana com temperaturas m\u00e1ximas de 30\u00b0C, mas grunhimos se cair a 15\u00b0C por um mesmo per\u00edodo. Ainda assim, h\u00e1 apenas vinte anos, essas temperaturas de inverno e de ver\u00e3o teriam sido registradas como anormalmente quentes para essas \u00e9pocas do ano. A precipita\u00e7\u00e3o pluvial nos condados orientais do Reino Unido sempre foi baixa, na faixa de 500 mil\u00edmetros por ano, mas a zona rural sempre foi exuberante e verde, porque permanecia fresca durante o ver\u00e3o. Em compara\u00e7\u00e3o, o Arizona, que tem uma precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica semelhante, \u00e9 quase inteiramente cerrado e deserto simplesmente por ser bem mais quente e pelo fato de a chuva que cai secar inteiramente ou escorrer para dentro dos canais antes que as plantas possam aproveit\u00e1-la. Nosso condado mais ao sudeste, Kent, j\u00e1 est\u00e1 com escassez crescente de \u00e1gua, e o sul da Europa \u00e9 agora quase um deserto. A adapta\u00e7\u00e3o, como animais individuais, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil: quando uma tribo muda das regi\u00f5es temperadas para as tropicais, leva apenas algumas gera\u00e7\u00f5es para que os indiv\u00edduos se tornem mais escuros \u00e0 medida que a sele\u00e7\u00e3o elimina os de pele clara. Tamb\u00e9m \u00e9 assim com todos n\u00f3s: nosso mundo mudou para sempre, e teremos de nos adaptar a muito mais que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Mesmo durante meu tempo de vida, o mundo encolheu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele que era bastante vasto para fazer da explora\u00e7\u00e3o uma aventura e inclu\u00eda muitos lugares distantes onde ningu\u00e9m tinha jamais caminhado. Agora, tornou-se quase uma cidade intermin\u00e1vel, encravada numa agricultura intensiva, mas domesticada e previs\u00edvel. Em breve, poder\u00e1 reverter novamente a uma selva. Para sobreviver nesse novo mundo, precisamos de uma filosofia Gaiana e precisamos nos preparar para combater um chefe militar b\u00e1rbaro disposto a nos capturar e a se apoderar de nosso territ\u00f3rio. <\/p>\n<p>Exceto por uma eventual inunda\u00e7\u00e3o desastrosa, onda de calor excessiva ou temperatura congelante inteiramente inesperada, o clima no Reino Unido mudar\u00e1 lenta e imperceptivelmente no in\u00edcio. Pessoas em cidades como Londres esquecer\u00e3o que, mesmo nos dias de bonan\u00e7a n\u00e3o muito distantes, o ar-condicionado quase nunca era necess\u00e1rio no ver\u00e3o, enquanto meu colega Gari Owen me lembra que Londres em 2006 usou mais energia para esfriar que para aquecer. Em curto prazo, n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que aconte\u00e7a aqui algo muito exagerado com o clima, algo que instigasse uma rebeli\u00e3o. O que poderia faz\u00ea-lo s\u00e3o as consequ\u00eancias desastrosas da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, levando \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de uma grande cidade ou ao colapso do abastecimento de alimentos ou eletricidade. Esses perigos ser\u00e3o agravados pelo fluxo sempre crescente de refugiados clim\u00e1ticos, ao qual se somar\u00e1 o fluxo de repatriados que deixaram o Reino Unido por aquilo que imaginaram que seria uma vida agrad\u00e1vel na Europa. Os perigos mais graves n\u00e3o prov\u00eam da mudan\u00e7a clim\u00e1tica em si, mas indiretamente da fome, disputa por espa\u00e7o e recursos e guerra tribal. <\/p>\n<p>Em um pequeno grau, a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o dos brit\u00e2nicos em 1940 lembra o estado do mundo civilizado agora. Naquela \u00e9poca, t\u00ednhamos quase uma d\u00e9cada da cren\u00e7a bem-intencionada, mas inteiramente equivocada, de que a paz era tudo o que importava. Os seguidores dos lobistas da paz dos anos 1930 eram parecidos com os movimentos verdes agora; as inten\u00e7\u00f5es eram mais que boas, mas inteiramente impr\u00f3prias para a guerra que estava prestes a come\u00e7ar. A falha fundamental dos lobistas verdes de agora se revela no pr\u00f3prio nome Greenpeace; por aglutinarem o humanismo dos movimentos pela paz com o ambientalismo, eles inconscientemente antropomorfizam Gaia. Est\u00e1 na hora de despertar e perceber que Gaia n\u00e3o \u00e9 nenhuma m\u00e3e acolhedora que acalenta os seres humanos e que pode ser aplacada por gestos como com\u00e9rcio de carbono ou desenvolvimento sustent\u00e1vel. Gaia, mesmo que fa\u00e7amos parte dela, sempre dita os termos da paz. Em maio de 1940, despertamos para descobrir, encarando-nos do outro lado do canal da Mancha, uma for\u00e7a continental inteiramente hostil prestes a nos invadir. Est\u00e1vamos sozinhos, sem nenhum aliado efetivo, mas tivemos a sorte de ter um novo l\u00edder, Winston Churchill, cujas palavras comoventes sacudiram a na\u00e7\u00e3o inteira de sua letargia: &#8220;Nada tenho a oferecer, sen\u00e3o sangue, trabalho duro, l\u00e1grimas e suor.&#8221; Precisamos de um outro Churchill agora, que nos tire do pensamento insistente, acomodado e consensual de fins do s\u00e9culo XX e una a na\u00e7\u00e3o num esfor\u00e7o resoluto de travar uma guerra dif\u00edcil. Precisamos de um l\u00edder que instigue todos n\u00f3s, mas especialmente atice aqueles jovens ativistas verdes que t\u00e3o bravamente protestaram contra todas as formas de profana\u00e7\u00e3o dos campos. Onde est\u00e3o os batalh\u00f5es de &#8220;Terra acima de tudo&#8221; e para onde foram Swampy* e seus amigos? <\/p>\n<p>O que mais me comoveu quando escrevia este livro \u00e9 o pensamento de que n\u00f3s, seres humanos, somos importantes em termos vitais como parte de Gaia, n\u00e3o atrav\u00e9s do que somos agora, mas pelo nosso potencial como esp\u00e9cie para sermos os progenitores de um animal muito melhor. Gostemos ou n\u00e3o, somos agora seu cora\u00e7\u00e3o e mente; mas, para continuarmos a melhorar esse papel, teremos de garantir nossa sobreviv\u00eancia como esp\u00e9cie civilizada e n\u00e3o retroceder a um aglomerado de tribos guerreiras, que foi um est\u00e1gio de nossa hist\u00f3ria evolutiva. Fico emocionado com a ideia de que o sistema Terra, Gaia, tem mais de um quarto da idade do universo e que tudo isso para que evolu\u00edsse uma esp\u00e9cie capaz de pensar, comunicar e guardar pensamentos e experi\u00eancias. Como parte de Gaia, nossa presen\u00e7a come\u00e7a a tornar o planeta mais consciente. Dever\u00edamos estar orgulhosos de poder fazer parte desse gigantesco passo, aquele que poder\u00e1 ajudar Gaia a sobreviver enquanto o Sol continua seu lento mas inevit\u00e1vel aumento da produ\u00e7\u00e3o de calor, fazendo do sistema solar um ambiente futuro cada vez mais hostil. Temos de fazer tudo que pudermos, e o Cap\u00edtulo 5 trata das ideias que agora circulam entre cientistas e engenheiros que poderiam reverter a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. S\u00e3o, at\u00e9 agora, inexperientes, inseguros e possivelmente perigosos, um pouco como a medicina e cirurgia do s\u00e9culo XIX. Se conseguirmos manter a civiliza\u00e7\u00e3o viva durante todo este s\u00e9culo, talvez exista uma chance de que nossos descendentes algum dia sirvam Gaia e a auxiliem na autorregula\u00e7\u00e3o delicadamente ajustada do clima e da composi\u00e7\u00e3o do nosso planeta. <\/p>\n<p>Desfrutamos 12 mil anos de paz clim\u00e1tica desde a \u00faltima mudan\u00e7a da era glacial para a interglacial. N\u00e3o demorar\u00e1 muito e poderemos nos defrontar com uma devasta\u00e7\u00e3o de alcance planet\u00e1rio pior at\u00e9 que uma guerra nuclear ilimitada entre superpot\u00eancias. A guerra clim\u00e1tica poderia matar quase todos n\u00f3s e deixar os poucos sobreviventes com um padr\u00e3o de vida compar\u00e1vel ao da Idade da Pedra. Mas em v\u00e1rios lugares do mundo, inclusive no Reino Unido, temos uma chance de sobreviver e, at\u00e9 mesmo, de viver bem. Para que isso seja poss\u00edvel teremos, neste momento, de deixar nossos botes salva-vidas em condi\u00e7\u00f5es de enfrentar o mar. Mesmo que algum evento natural, como uma s\u00e9rie de grandes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas ou um decr\u00e9scimo da radia\u00e7\u00e3o solar, nos d\u00ea uma tr\u00e9gua, ainda assim ter\u00e1 sido melhor gastar nosso dinheiro e nossos esfor\u00e7os tornando nossos pa\u00edses autossuficientes em alimentos e energia e, se quisermos nos tornar inteiramente urbanos, ent\u00e3o, na cria\u00e7\u00e3o de cidades nas quais tenhamos orgulho em viver. <\/p>\n<p><b>Autor: Folha On Line<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Energia e\u00f3lica, biocombust\u00edveis e outras tecnologias &#8220;verdes&#8221; parecem ser alguns dos melhores investimentos para minimizar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e ajudar a deter o aquecimento global, certo? N\u00e3o para um dos ambientalistas mais respeitados do mundo, James Lovelock. Conhecido internacionalmente por ser o autor da chamada hip\u00f3tese Gaia &#8211;que, resumidamente, considera o planeta Terra como sendo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,6],"tags":[],"class_list":{"0":"post-17344","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-meio-ambiente","7":"category-noticias"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em &quot;Gaia: Alerta Final&quot; - Instituto de Engenharia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em &quot;Gaia: Alerta Final&quot; - Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Energia e\u00f3lica, biocombust\u00edveis e outras tecnologias &#8220;verdes&#8221; parecem ser alguns dos melhores investimentos para minimizar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e ajudar a deter o aquecimento global, certo? N\u00e3o para um dos ambientalistas mais respeitados do mundo, James Lovelock. Conhecido internacionalmente por ser o autor da chamada hip\u00f3tese Gaia &#8211;que, resumidamente, considera o planeta Terra como sendo [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2010-01-08T22:32:41+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"TMax Tecnologia\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"TMax Tecnologia\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"25 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"TMax Tecnologia\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3b1ff109facef084739fc2edcb9a127f\"},\"headline\":\"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em &#8220;Gaia: Alerta Final&#8221;\",\"datePublished\":\"2010-01-08T22:32:41+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/\"},\"wordCount\":5078,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Meio Ambiente\",\"Not\u00edcias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/\",\"name\":\"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em \\\"Gaia: Alerta Final\\\" - Instituto de Engenharia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2010-01-08T22:32:41+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/08\\\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em &#8220;Gaia: Alerta Final&#8221;\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"description\":\"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/03\\\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/03\\\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"width\":1486,\"height\":1879,\"caption\":\"Instituto de Engenharia\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/institutodeengenharia\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/iengenharia\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/institutodeengenharia\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/company\\\/instituto-de-engenharia\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3b1ff109facef084739fc2edcb9a127f\",\"name\":\"TMax Tecnologia\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"TMax Tecnologia\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/author\\\/tmax\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em \"Gaia: Alerta Final\" - Instituto de Engenharia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em \"Gaia: Alerta Final\" - Instituto de Engenharia","og_description":"Energia e\u00f3lica, biocombust\u00edveis e outras tecnologias &#8220;verdes&#8221; parecem ser alguns dos melhores investimentos para minimizar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e ajudar a deter o aquecimento global, certo? N\u00e3o para um dos ambientalistas mais respeitados do mundo, James Lovelock. Conhecido internacionalmente por ser o autor da chamada hip\u00f3tese Gaia &#8211;que, resumidamente, considera o planeta Terra como sendo [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/","og_site_name":"Instituto de Engenharia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","article_published_time":"2010-01-08T22:32:41+00:00","author":"TMax Tecnologia","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@iengenharia","twitter_site":"@iengenharia","twitter_misc":{"Escrito por":"TMax Tecnologia","Est. tempo de leitura":"25 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/"},"author":{"name":"TMax Tecnologia","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/3b1ff109facef084739fc2edcb9a127f"},"headline":"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em &#8220;Gaia: Alerta Final&#8221;","datePublished":"2010-01-08T22:32:41+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/"},"wordCount":5078,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"articleSection":["Meio Ambiente","Not\u00edcias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/","name":"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em \"Gaia: Alerta Final\" - Instituto de Engenharia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website"},"datePublished":"2010-01-08T22:32:41+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2010\/01\/08\/biocombustiveis-sao-embuste-criado-por-interesses-diz-autor-em-gaia-alerta-final\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Biocombust\u00edveis s\u00e3o embuste criado por interesses, diz autor em &#8220;Gaia: Alerta Final&#8221;"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","name":"Instituto de Engenharia","description":"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization","name":"Instituto de Engenharia","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","width":1486,"height":1879,"caption":"Instituto de Engenharia"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","https:\/\/x.com\/iengenharia","https:\/\/www.instagram.com\/institutodeengenharia\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/instituto-de-engenharia\/","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/3b1ff109facef084739fc2edcb9a127f","name":"TMax Tecnologia","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f912434ef7f389c92cb311fcdae346af848465d638912574b3c669070f797701?s=96&d=mm&r=g","caption":"TMax Tecnologia"},"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/author\/tmax\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17344"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17344\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}